
O destino de nós todos (exceto, claro, os que por algum motivo em especial morram jovens) é envelhecer e morrer. A velhice e a morte estão reservados para todos, certo? Errado. Pelo menos na opinião de Peter Kelder, que escreveu o livro A Fonte da Juventude. Para ele, a isso de que a velhice seja inevitável não passa de uma ilusão criada pelo pensamento humano. Ter 130 anos e aparência e vigor de 25 é totalmente possível.
Kelder conta que conheceu um coronal de reserva do exército britânico chamado (nome fictício) Bradford. Era um homem velho, de aparência curvada e cabelos grisalhos que rapidamente se tornou seu amigo. Conto-lhe que servira em missões em diversos lugares da Ásia, aprendendo a se comunicar com seus habitantes, e tinha ouvido falar a respeito da existência da fonte de juventude. Até que ele resolveu sair em busca de tal fonte.
Uns 2 anos depois, um homem aparentando 40 anos bateu na porta de sua casa. Para seu espanto, era o coronel. Disse que havia encontrado a tal Fonte, que consistia numa sequencia de 5 ritos praticados em algum lugar no Tibete. Os lamas praticavam aqueles ritos há anos, e todos eles tinham aparência muito jovem. Tanto que quando o coronel achou o lugar, era conhecido como “o antigo” – apelido que caiu em desuso quando recuperou a forma jovem. E muitos desses monges passavam longe dos 100 anos.
O envelhecimento ocorreria por causa dos chacras. A anatomia oculta do homem diz que temos 7 centros de energia ou chakras principais ( fala-se em centenas de chakras, na verdade, sendo apenas 7 os principais) que, devido ao tempo, deixam de girar efetivamente, causando desiquilíbrio energético e, portanto, envelhecimento. O segredo da juventude perene é manter os chakras girando adequadamente, impedindo que surja o desequilíbrio energético que leverá ao envelhecimento. E o segredo para isso é praticar os 5 ritos.
Os ritos devem ser praticados todos os dias, podendo-se saltar, no máximo, um dia por semana. Começamos fazendo cada exercício 3 vezes, aumentando duas por semana, até chegar a 21. Pode-se fazer de manhã ou de tarde. Deve-se também cuidar a alimentação: diminuir ao máximo a quantidade ingerida e a variedade de comida na mesma refeição (nao comer proteínas – carnes- junto com amido, pois esses alimentos têm propriedades opostas e acabam entrando em conflito no estômago) e mastigar o máximo possível para facilitar a digestão.
Outra coisa essencial , segundo o livro, é a castidade. A energia sexual deve ser transmutada. Sintindo vontade de quebrar a castidade, há o rito 6, que serve para transmutar a energia sexual. Só assim podemos, de fato, convertermo-nos em super-homens ou super-mulheres.
Vamos aos ritos: (essa parte eu peguei da internet)
Rito 1: Fique em pé, com os braços na horizontal, e gire, num círculo completo, todo o corpo no sentido horário [sentido dos ponteiros de um relógio que estivesse nos seus pés]. Para diminuir a tontura, procure fixar o olhar em um ponto fixo, o máximo que puder, durante o giro. Diminuir a velocidade de giro do corpo também ajuda a diminuir a tontura. Descançe até sumir a tontura, antes de ir para o Rito 2.
Rito 2: Deite de costas no chão, estenda os braços ao longo do corpo e vire as palmas das mãos para baixo, mantendo os dedos fechados. Então, erga a cabeça do chão, encostando o queixo no peito. Ao mesmo tempo, vá levantando as pernas, com os joelhos retos, até ficarem na vertical. Se possível, deixe as pernas descerem um pouco para trás, ficando sobre a cabeça, mas não dobre os joelhos. Depois, vagarosamente, abaixe a cabeça e as pernas, mantendo os joelhos firmes e retos, até voltar à posição inicial. Deixe os músculos relaxarem um pouco e depois repita o rito. Ao repeti-lo, vá estabelecendo um ritmo mais lento para sua respiração. Inspire profundamente quando estiver levantando as pernas e a cabeça, e exale ao descê-las. Inspire e exale sempre pelo nariz. Entre as repetições, no relaxamento, continue respirando no mesmo ritmo. Quanto mais profundas as respirações, melhor.
Rito 3: Ajoelhe-se no chão com o corpo ereto e os braços estendidos paralelamente ao corpo. As palmas das mãos devem ficar encostadas na lateral das coxas. Incline a cabeça para a frente, até o queixo tocar o peito. Depois, atire a cabeça para trás, o máximo possível e, ao mesmo tempo, incline-se para trás, arqueando o corpo. Nesse movimento você se escorará nas mãos que se apóiam nas coxas. Feito isso, volte à posição original e comece de novo o rito. Como no Rito 2, você deve estabelecer uma respiração ritmada. Inspire profundamente quando arquear a espinha para trás e exale ao voltar à posição ereta. A respiração profunda é extremamente benéfica, porisso encha os pulmões o máximo que conseguir.
Rito 4: Primeiro, sente-se no chão com as pernas estendidas para a frente, deixando uma distância de uns quarenta centímetros entre os pés. Mantendo o corpo ereto, coloque as palmas das mãos no chão, voltadas para frente, ao lado das nádegas. Depois, incline a cabeça, fazendo o queixo tocar o peito. Em seguida, incline a cabeça para trás o máximo possível. Ao mesmo tempo, erga o corpo de modo que os joelhos dobrem enquanto os braços permanecem retos. O tronco e as coxas deverão ficar retos e alinhados horizontalmente em relação ao chão; os braços e as canelas estarão em posição perpendicular ao chão. Então, tensione todos os músculos do corpo que puder. Por fim, relaxe ao voltar à posição inicial e descanse antes de repetir este rito. Uma vez mais, a respiração é importante. Inspire profundamente ao elevar o corpo, segure a respiração durante o tensionamento dos músculos e exale completamente enquanto volta à posição inicial. Continue respirando no mesmo ritmo no intervalo entre as repetições.
Rito 5: Deite-se de bruços no chão. Em seguida, erga o corpo, apoiando-se nas palmas das mãos e dedos dos pés, que deverão ficar flexionados. Durante todo o rito, mantenha uma distância de cerca de 40 centímetros entre os pés e entre as mãos. Mantendo pernas e braços retos, arqueie a espinha e leve a cabeça para trás o máximo possível. Depois, dobrando-se nos quadris, erga o corpo até ele ficar como um ‘V’ invertido. Ao mesmo tempo, encoste o queixo no peito. Volte à posiçao inicial e repita o rito. Tensione os músculos por um instante, tanto no ponto mais alto como no mais baixo. Siga o mesmo padrão de respirações profundas e lentas que usou nos outros ritos. Inspire ao erguer o corpo, em V, e exale quando o abaixar. Lembre-se de que você só volta à posição inicial – deitado de bruços no chão – quando tiver completado todo o ciclo de repetições.
Terminada a exposição, vamos à minha opinião pessoal:
Não há provas que a história do coronel Bradford seja de fato real. Onde estará tal coronel? Suas narrativas também me parecem um tanto fantasiosas. Agora, os ritos funcionam e isso é fato. Há, no livro, relatos de várias pessoas que os praticaram – eu, inclusivo, pratico há algum tempo e sinto vários resultados. Agora, não se conhece nenhum caso de pessoa com 130 anos e aparência de 25 -mas ausência de evidência não é evidência da ausência, e não podemos assegurar que tais pessoas de fato inexistam.
Aprendi a duvidar de tudo o que julgamos ser verdadeiro, até das verdades mais óbvias. A realidade física desta cadeira que você sentado é tido por praticamente a totalidade das pessoas como uma realidade objetiva e independente do observador. Mas sabemos que tal realidade é subjetiva, pois apenas reflete a percepção de cada indivíduo – e o fato de eu você vermos a mesma cadeira apenas prova que eu e você somos tão parecidos a ponto de vermos a mesma coisa, e não que haja uma cadeira real, independente da nossa psique. Se podemos questionar tais coisas, tidas como certas, porque também não podemos questionar isso de que todos nós envelheceremos e morremos?
De fato não há evidência de que os ritos tenham ESSE efeito. O que há são inúmeros relatos de pessoas que estao se sentindo melhor, sem dor, cansaço, etc. Quem quiser acreditar nos ritos, deve entao tentar descobrir isso por si mesmo ( no que tange a mim, vou levar umas boas décadas ainda para confirmar ou desconfirmar esse resultado
).
Quanto ao sexo, discordo do autor, porque o que ele aparentemente defende no livro é uma abstinência com o rito de transmutacao, o vajori mudra. Isso, ao meu ver, é mais adequado para solteiros. Mas nada impede que casados possam e devem praticar o sahajma maithuna, que não é citado no livro, mas também é uma forma de transmutação.