Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Resolução de Ano Novo

Publicado por adi em janeiro 26, 2012

Voltando… final de férias, bateria recarregada de sol e calor, já nem estou achando tão frio aqui :) . Brincadeirinha, é frio demais o inverno russo, mas é muito bonito ver tudo branquinho, branquinho.

E passou tão rápido, já estamos em 2012, quase Fevereiro. Por falar em 2012, lendo o comentário do Atoledo, me lembrei que nessa passagem de ano pratiquei um pequeno ritual que há muito não dava crédito. Anos atrás, na virada do ano, costumava praticar um ritual endereçado ao Conselho Cármico… aquelas coisas dos pedidos e etc. Bom, a gente muda, as crenças mudam, e pra mim, não fazia mais o menor sentido continuar  praticando algo que perdeu valor. Por esse motivo parei!

Bem resumidamente, o ritual consistia em escrever a lápis ou grafite numa folha de papel de seda, como se fosse uma carta, endereçada ao Conselho Cármico, com os pedidos de sua projeção para o próximo ano, dobrar a folha, e na virada do ano jogar o papel dobrado ao fogo. Durante todo esse processo é importante a visualização da coisa acontecendo. Tem gente que prefere imaginar o ritual acontecendo com a presença dos Senhores do Carma, tem gente que prefere a visualização dos pedidos se realizando, e aí vai do gosto do freguês, porque o importante dos rituais é, antes de mais nada, uma encenação que tem como intuito abrir as portas da percepção e levar ao contato real arquetípico, e nesse sentido, a imaginação se utiliza de elementos que tem o poder de afetar o indivíduo, por isso a experiência é totalmente pessoal. Leia o resto deste post »

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Música para os nossos ouvidos

Publicado por Sem em dezembro 24, 2011

 

 

 

  

  

 

 

 

Divido com os leitores do blog meu último grande achado desse ano. O compositor e músico português Rodrigo Leão, um dos fundadores do grupo Madredeus, aqui no Brasil bastante conhecido, mas, o que eu não conhecia, era a carreira solo deste que hoje já representa pra mim o maior compositor de música contemporânea que temos, e olha que ele divide mundo com Philip Glass e Cia…

 

 

Deixo aqui quatro músicas que vão escondidas nos naipes do baralho de Tarô, logo ali em cima, numa brincadeira com a totalidade dos elementos, que querem evocar a fecundidade tão eclética deste músico, mas que são em verdade apenas apêndices, e sofrivelmente escolhidas a muito custo só estas. Tantas outras músicas lindas ficaram de fora, como “O Fio da Vida” do seu último trabalho “A Montanha Màgica”; e mais antigas, como “À Espera de Sofia” e “Voltar” do disco “O Mundo”; e “A Estrada” do disco “Cinema”; e pra mim a melhor, “Just One Day”, reedição da que preferi trazer aqui, “Sleepless Heart”, a do naipe espadas…

 

 

Não há muito mais o que se dizer em 2011, talvez, apenas…

 

Feliz Natal e 2012 com direito a “Happiness”

(veja/escute em ouros/pentáculos)

 

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A Fuga da Sombra

Publicado por Sem em dezembro 6, 2011

 

Havia um homem que ficava tão perturbado ao contemplar sua sombra e tão mal-humorado com as suas próprias pegadas que achou melhor livrar-se de ambas. O método encontrado por ele foi o da fuga, tanto de uma, como de outra.

Levantou-se e pôs-se a correr. Mas, sempre que colocava  o  pé  no  chão, aparecia  outro  pé, enquanto a sua sombra o acompanhava, sem  a menor dificuldade.

Atribuiu o seu erro ao fato de que não estava correndo como devia. Então, pôs-se a correr, cada vez mais, sem parar, até que caiu morto por terra.

O erro  dele  foi o de não ter percebido que, se apenas pisasse num lugar sombrio, a sua sombra desapareceria e, se se sentasse ficando imóvel, não apareceriam mais as suas pegadas.

(Chuang Tzu)

 

Retirado de A Via de Chuang Tzu, Thomas Merton; 5ª Edição; Editora Vozes; Petrópolis, 1989.

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Contato

Publicado por adi em dezembro 6, 2011

Aqui está!! Agora o Anoitan tem um e-mail de contato para aqueles que desejarem enviar textos e artigos para serem postados no blog.  Textos e artigos com assuntos dentro das categorias  já existentes aqui, serão bem vindos.

O link com o endereço de e-mail está ali no cantinho esquerdo, logo abaixo do nome do blog e logo acima das categorias, :) .

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O proibido de fato – por Elielson

Publicado por adi em novembro 29, 2011

Existiu o modelo perfeito de felicidade, um Paraíso, que só é encontrado em crianças livres, livres para ir e vir e livre de idéias adultas. Essa foi a primeira condição da vida humana, quando a inconsciência e a consciência eram uma só.

A verdade por trás dos mitos derruba a interpretação livre e derruba o literalismo. Há mesmo uma fluência em que as informações formam um estado interpretativo infalível, essa interpretação está ligada a moral e as ataduras que envolvem a prática de tal moral, e a moral que se segue após atos imorais, que não libertam a vida para uma imoralidade inconsequente, nunca.

Primeiro ato imoral: Sexo. Vão dizer que não, que sexo é bom, dá prazer e não mata, não desrespeita mandamentos, e assim se justifica que não é de todo um mal. Mas quem disse que o sexo é proibido por ser um mal que foi praticado? A proibição visa consequências de atos, não o ato em si, então a partir do sexo como pedra fundamental do pecado, podemos analisar por suas consequências a ligação entre o ato em si e o mal do ato em si.

 

 

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PALCO DA VIDA

Publicado por adi em novembro 23, 2011

 

 

 

 

 

Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo. E você pode evitar que ela vá à falência.
Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você. Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões.
Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da  própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples, que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade para falar “eu errei”. É ter ousadia para dizer “me perdoe”. É ter sensibilidade para expressar “eu preciso de você”. É ter capacidade de dizer “eu te amo”. É ter humildade da receptividade.
Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz… E, quando você errar o caminho, recomece, pois assim você descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.
Usar as perdas para refinar a paciência. 
Usar as falhas para lapidar o prazer. 
Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.
Jamais desista de si mesmo.
Jamais desista das pessoas que você ama. 
Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário.

Pedras no caminho? Guardo todas… Um dia vou construir um castelo!

 

autor desconhecido

 

 

 

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James Hillman (12-04-1926 – 27-10-2011)

Publicado por Sem em outubro 29, 2011

 

 

Esta é uma nota de falecimento e pequena homenagem a um dos maiores expoentes da Psicologia Analítica e divulgadores das ideias de Carl Gustav Jung das, pelo menos, últimas 5 décadas. Morreu no último dia 27 James Hillman. Muito se poderia falar da figura inteligente e ética de James Hillman no cenário da psicologia contemporânea, como o pai da psicologia imaginal, como o mentor de um movimento arquetipalista entre junguianos, como grande protagonista do movimento pós-junguiano e que revitalizou a teoria analítica e o modo de entendermos alma, análise e individuação hoje. Falaria ainda do analista com alma de poeta, que admirava os românticos e que citava frequentemente Keats. Mas nossa alma, órfã de Hillman, está hoje comprimida e distante dos mistérios, assim, nos valemos das palavras dele próprio, ditas no final do seu livro Suicídio e Alma, ao referir-se aos mistérios da análise e do compromisso ético do analista com a vida de seus pacientes, que reflito agora não são tão distantes e nem muito diferentes dos mistérios da morte.

 

A palavra mistério vem do grego myein, que é usada tanto para o fechar das pétalas de  uma flor quanto o cerrar da pálpebras. É um movimento natural de encobrimento, mostrando o respeito do pudor face ao mistério da vida, metade da qual ocorre no escuro.

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Beijos místicos

Publicado por adi em outubro 13, 2011

 

Evangelho de Felipe: “A graça chega a ele da boca, do lugar de onde chega o Logos. A pessoa deve ser nutrida da boca para se tornar perfeita. Por isso os perfeitos são concebidos e nascem por meio de um beijo. Por esta razão nós também nos beijamos uns aos outros. Somos concebidos da graça que nos é comum.”

 

 

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Ilha do Medo – de volta à realidade?

Publicado por adi em outubro 7, 2011

Agora sim, o post mais caprichado sobre Ilha do Medo. Não sei quantos de vocês já assistiram ao filme, em todo caso, aviso que contém spoilers. Aqui, um pouco mais de detalhes sobre o elenco.

Ilha do medo não é um filme fácil de entender, e talvez por essa razão algumas pessoas não gostaram do filme, além do mais, muitos esperavam um filme de terror ao estilo sobrenatural ou coisa do gênero, e se decepcionaram ao perceber que se tratava de um suspense psicológico que lembra os clássicos de Hitchcock.

Martin Scorsese usa de muita genialidade na direção, além da bela fotografia, e claro do elenco primoroso que vem coroar essa ótima produção, ele se utiliza de um cenário onírico enfocando o ponto de vista do personagem principal. A narrativa gira em torno da visão de Teddy e de suas percepções e suspeitas com relação ao que se passa na ilha, tudo muito bem acompanhado por uma trilha sonora de tirar o fôlego.

O filme começa com o agente federal Teddy (DiCaprio) e seu parceiro Chuck (Ruffalo) numa balsa indo para a ilha onde fica o Hospital Prisional Psiquiátrico Ashecliffe, investigar o desaparecimento de uma paciente. O clima é de um cinza pesado e denso e pra ajudar, uma terrível tempestade está chegando à ilha. Seu parceiro de trabalho é novo e inexperiente, eles acabaram de se conhecer. Contando um pouco sobre sua vida, Teddy diz que já fora casado, mas que sua esposa morreu num incêndio no prédio em que eles moravam, causado por um incendiário.

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Sonhos – a voz e imagem do inconsciente

Publicado por adi em outubro 4, 2011

Todas as noites quando dormimos nós temos acesso direto ao inconsciente, mas raramente damos a devida atenção ao que ele nos fala.

Muitas culturas antigas já sabiam disso, por isso nas tribos indíginas quando alguém tinha um sonho significativo devia contar pra toda a tribo.

A importância dos sonhos como elo de ligação entre o sagrado e a realidade sempre foi retratado em muitas culturas antigas. Nas narrativas bíblicas são descritos os sonhos do patriarca Jacó, e de José seu filho, bem como dos vários profetas indo até José pai de Jesus, como sendo mensagens do próprio deus. Nas culturas xamânicas da sibéria, Tibet, Mongólia e mesmo entre os índios americanos, o processo iniciático do xamã se dá através dos sonhos, das doenças e dos êxtases. A Epopéia de Gilgamesh, antigo poema épico da Mesopotâmia, que descreve a jornada do rei em busca da imortalidade, começa depois de um sonho do rei.

Mesmo entre cientistas muitas questões foram resolvidas através de sonhos. Foi um sonho que ajudou o químico alemão Kekule elaborar sua teoria sobre a estrutura física do benzeno. Outro caso de sonho, foi do químico russo Dimitri Mendeleiev, pai da tabela periódica dos elementos químicos: “Vi num sonho uma tabela em que todos os elementos se encaixavam como requerido. Ao despertar, escrevi-a imediatamente numa folha de papel.”

Para Jung, eventos interiores como visões e sonhos eram a “realidade”, tão real quanto aquela que denominamos realidade exterior.

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