Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Archive for outubro \29\UTC 2011

James Hillman (12-04-1926 – 27-10-2011)

Posted by Sem em outubro 29, 2011

 

 

Esta é uma nota de falecimento e pequena homenagem a um dos maiores expoentes da Psicologia Analítica e divulgadores das ideias de Carl Gustav Jung das, pelo menos, últimas 5 décadas. Morreu no último dia 27 James Hillman. Muito se poderia falar da figura inteligente e ética de James Hillman no cenário da psicologia contemporânea, como o pai da psicologia imaginal, como o mentor de um movimento arquetipalista entre junguianos, como grande protagonista do movimento pós-junguiano e que revitalizou a teoria analítica e o modo de entendermos alma, análise e individuação hoje. Falaria ainda do analista com alma de poeta, que admirava os românticos e que citava frequentemente Keats. Mas nossa alma, órfã de Hillman, está hoje comprimida e distante dos mistérios, assim, nos valemos das palavras dele próprio, ditas no final do seu livro Suicídio e Alma, ao referir-se aos mistérios da análise e do compromisso ético do analista com a vida de seus pacientes, que reflito agora não são tão distantes e nem muito diferentes dos mistérios da morte.

 

A palavra mistério vem do grego myein, que é usada tanto para o fechar das pétalas de  uma flor quanto o cerrar da pálpebras. É um movimento natural de encobrimento, mostrando o respeito do pudor face ao mistério da vida, metade da qual ocorre no escuro.

Anúncios

Posted in Uncategorized | 4 Comments »

Beijos místicos

Posted by adi em outubro 13, 2011

 

Evangelho de Felipe: “A graça chega a ele da boca, do lugar de onde chega o Logos. A pessoa deve ser nutrida da boca para se tornar perfeita. Por isso os perfeitos são concebidos e nascem por meio de um beijo. Por esta razão nós também nos beijamos uns aos outros. Somos concebidos da graça que nos é comum.”

 

 

Continue lendo »

Posted in A Experiência Mística, Amor, Cristianismo, Mito, Não-dualidade | 8 Comments »

Ilha do Medo – de volta à realidade?

Posted by adi em outubro 7, 2011

Agora sim, o post mais caprichado sobre Ilha do Medo. Não sei quantos de vocês já assistiram ao filme, em todo caso, aviso que contém spoilers. Aqui, um pouco mais de detalhes sobre o elenco.

Ilha do medo não é um filme fácil de entender, e talvez por essa razão algumas pessoas não gostaram do filme, além do mais, muitos esperavam um filme de terror ao estilo sobrenatural ou coisa do gênero, e se decepcionaram ao perceber que se tratava de um suspense psicológico que lembra os clássicos de Hitchcock.

Martin Scorsese usa de muita genialidade na direção, além da bela fotografia, e claro do elenco primoroso que vem coroar essa ótima produção, ele se utiliza de um cenário onírico enfocando o ponto de vista do personagem principal. A narrativa gira em torno da visão de Teddy e de suas percepções e suspeitas com relação ao que se passa na ilha, tudo muito bem acompanhado por uma trilha sonora de tirar o fôlego.

O filme começa com o agente federal Teddy (DiCaprio) e seu parceiro Chuck (Ruffalo) numa balsa indo para a ilha onde fica o Hospital Prisional Psiquiátrico Ashecliffe, investigar o desaparecimento de uma paciente. O clima é de um cinza pesado e denso e pra ajudar, uma terrível tempestade está chegando à ilha. Seu parceiro de trabalho é novo e inexperiente, eles acabaram de se conhecer. Contando um pouco sobre sua vida, Teddy diz que já fora casado, mas que sua esposa morreu num incêndio no prédio em que eles moravam, causado por um incendiário.

Continue lendo »

Posted in Arquétipos, Cinema, Comportamento, Psicologia | 10 Comments »

Sonhos – a voz e imagem do inconsciente

Posted by adi em outubro 4, 2011

Todas as noites quando dormimos nós temos acesso direto ao inconsciente, mas raramente damos a devida atenção ao que ele nos fala.

Muitas culturas antigas já sabiam disso, por isso nas tribos indíginas quando alguém tinha um sonho significativo devia contar pra toda a tribo.

A importância dos sonhos como elo de ligação entre o sagrado e a realidade sempre foi retratado em muitas culturas antigas. Nas narrativas bíblicas são descritos os sonhos do patriarca Jacó, e de José seu filho, bem como dos vários profetas indo até José pai de Jesus, como sendo mensagens do próprio deus. Nas culturas xamânicas da sibéria, Tibet, Mongólia e mesmo entre os índios americanos, o processo iniciático do xamã se dá através dos sonhos, das doenças e dos êxtases. A Epopéia de Gilgamesh, antigo poema épico da Mesopotâmia, que descreve a jornada do rei em busca da imortalidade, começa depois de um sonho do rei.

Mesmo entre cientistas muitas questões foram resolvidas através de sonhos. Foi um sonho que ajudou o químico alemão Kekule elaborar sua teoria sobre a estrutura física do benzeno. Outro caso de sonho, foi do químico russo Dimitri Mendeleiev, pai da tabela periódica dos elementos químicos: “Vi num sonho uma tabela em que todos os elementos se encaixavam como requerido. Ao despertar, escrevi-a imediatamente numa folha de papel.”

Para Jung, eventos interiores como visões e sonhos eram a “realidade”, tão real quanto aquela que denominamos realidade exterior.

Continue lendo »

Posted in Arquétipos, Psicologia, Uncategorized | Leave a Comment »