Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

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ASMR – Autonomous Sensory Meridian Response

Posted by adi em abril 2, 2014

Vocês sabem o que é ou já ouviram falar sobre ASMR? ASMR é a sigla para Autonomous Sensory Meridian Response – que traduzido para o português, ficaria alguma coisa como Resposta Sensorial Autônoma do Meridiano.

Mas o que é afinal ASMR? ASMR é um neologismo para um fenômeno de percepção caracterizado como uma sensação distinta e agradável de arrepio ou formigamento na cabeça, couro cabeludo, coluna, pescoço, costas e outras partes do corpo, em resposta a estímulos auditivos e ou visuais.

 

asmr_logo

 

Outros termos conhecidos para descrever essa sensação são: massagem no cérebro, orgasmo cerebral, formigamento cerebral, orgasmo na cabeça, etc.

Embora o termo orgasmo cerebral seja chamativo, muitos concordam que esse termo seja inadequado e até mesmo enganoso para descrever essas sensações, pois ASMR em nada se relaciona ao orgasmo sexual.

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WikiLeaks

Posted by Sem em dezembro 16, 2010

Ou de como o segredo era a alma do negócio…

 

 

 

 

 

“O WikiLeaks não é um site, mas uma possibilidade da era digital que se materializou num site. Outros virão. O vazamento indiscriminado vai continuar.”

Eugênio Bucci

 


Eugênio Bucci, professor da ECA-USP, escreveu hoje um interessante artigo no Estadão a respeito da WikiLeaks e as reações que o site – que Julian Assange ostensivamente representa –  tem provocado; especialmente nas mentes totalitárias e que, estando no poder ou não, ainda pensam o mundo pós-internet em termos de controlar sem serem controlados, vigiar sem serem vigiados…

O que isso tem a ver com magia? Tudo, se magia for o poder de transformar a realidade conforme os nossos desejos.

Aqui para ir ao artigo na íntegra.

 

 

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Opinião

Posted by Sem em fevereiro 18, 2010

Ter opiniões é estar vendido a si mesmo.

Não ter opiniões é existir.

Ter todas as opiniões é ser poeta.

Bernardo Soares

Que somos nós? Navios que passam um pelo outro na noite,

Cada um a vida das linhas das vigias iluminadas

E cada um sabendo do outro só que há vida lá dentro e mais nada.

Navios que se afastam ponteados de luz na treva,

Cada um indeciso diminuindo para cada lado do negro

Tudo mais é a noite calada e o frio que sobe do mar.

Álvaro de Campos

Você sabia? O homem está em extinção. Pelo menos o homem tal como concebido por ele durante milênios de civilização construída. Está se acabando, diariamente. Começou em pequenas doses, há algumas décadas, e vem aumentando em intensidade e velocidade na medida com que ele, em outro patamar, se recria novo a cada nova tecnologia assimilada.

Não há bandidos nem mocinhos nessa história, ou melhor, há bandidos e mocinhos convivendo dentro do próprio homem recriado.

O novo homem é a vítima e o algoz, a criatura e o criador da nova história.

Está acontecendo agora, e de modo tão “natural”, que poucos são os que percebem a vertiginosidade do processo – os que se apercebem, dão por natural a vertigem na velocidade com que as transformações acontecem.

O homem que surge é virtual, dono de uma linguagem que inventa, sem cessar, e que o reinventa a cada nova atualização gerada. Propaga-se em franca relação com a tecnologia, com a Internet, isto é, em conexão a outros homens e fontes de informações, numa rede de trocas, que mais do que leva e traz, faz as informações que interessam, em estilo e moda característicos.

As fronteiras entre máquinas e homens, entre o que é concreto e o que é virtual, estão cada vez mais tênues, ou, mais promíscuas, se dissolvendo no ritmo das relações líquidas, à la Zygmunt Bauman. Virtualidade que interpenetra todas as relações e que hoje é a própria vida do homem. Desde o marcapasso até o sistema financeiro, nem um dia sequer, o homem atual prescinde das novas tecnologias.

O novo homem não é bom nem ruim, ou melhor, é bom e ruim ao mesmo tempo: para com ele, para com seus semelhantes e com tudo o que tiver conexão.

Apesar de todas as inovações, uma coisa continua igual, é o velho esquema perverso de se relacionar com a natureza: no novo homem, tanto quanto no antigo, extraem-se os recursos e modelos da natureza para com eles manter a vida sob controle. A relação do homem com a natureza continua ambivalente, em vínculos amor e ódio, em que retira dela tudo o que se precisa, desde utensílios, roupas, “armas”, para da natureza, num sentido bem amplo, se abstrair.

Todos os instrumentos que o homem criou, em alguma medida, o recriaram em outro estádio, e é a isso, tão velho quanto o mundo, que chamamos evolução. E assim o homem “evoluiu”, deixando de ser apenas um “animal” para se tornar cada vez mais “humano”.

Atualmente o homem experimenta essa recriação em estádios e patamares antes não imaginados, porque o objeto de sua invenção, hoje, não se restringe mais ao apenas utilitário ou ao designer das formas, é mais radical, e pode, de fato, o transcender: são as máquinas que “pensam”, os computadores que guardam e processam informações melhor que o próprio homem poderia guardar e processar. No novo homem há uma espécie de simbiose com as máquinas pensantes e a relação se dá num crescendo de dependências: primeiro o homem inventa a máquina, depois a máquina inventa o homem: na sequência temporal, primeiro vieram os aparelhos fixos, espécies de ilhas de conexão; depois os portáteis – ilhas de conexão que carregamos em tempo integral onde formos, mas que são ainda separados do nosso corpo, e que hoje vivenciamos o frutificar na telefonia móvel; amanhã devem vir os implantes, a tecnologia incorporada ao próprio corpo, quando a conexão será então “continente”.

Num futuro não muito remoto, não se distinguirá exatamente o que será “aparelho” do que será “corpo”. Será inclusive confuso determinar com precisão o que será biológico, artificial, cultural ou natural. Bem verdade, nunca se soube, com precisão, determinar o que é o homem, ou o que o constituí e em que proporções se realiza.

Mas, quando chegar esse dia, quando a conexão for continente, sequer se distinguirá no homem a máquina e na máquina o homem. Não se saberá onde começa a memória fornecida pelo implante “chip online” – ou qualquer outro dispositivo que exerça função idêntica – e onde começa o homem que processa as informações que recebe, sequer se saberá dizer onde se localiza o “conhecimento”.  Aliás, o que é o conhecimento? É uma das maiores questões a ser resolvida no futuro distante.

Num breve futuro, e em parte é assim desde já, não se distingue mais o animal do virtual. De fato, não existe e nem existirá essa briga do homem com as “máquinas”, que muitos preveem e que outros previram como o fim da humanidade. O futuro será apenas o fim da civilização tal como concebida até o momento presente, mas o homem não se acabará, apenas será diferente, será “máquina” e “homem” – ou qualquer nome que se lhe dê sincretizando as partes – para o bem e para o mal. A imagem é paralela ao final de outra história, de George Orwell, A Revolução dos Bichos, na cena em que o autor descreve o espanto da bicharada da granja ao olhar para dentro da casa, ao ver porcos em discussão acalorada com homens, não distinguiam mais quem era quem lá dentro…

Os vídeos a seguir não devem ser tomados como expressão da verdade, são apenas informativos, nesse sentido trazem dados interessantes para se refletir ainda mais a fundo essa questão.

Você sabia? (Did you know 4.0 legendado) 2009:

(Realizado há 4 meses, as informações parecem mais antigas. Tudo muito atual.)

Você sabia? (Did you know 2.0 legendado) 2006:

(Nem passados 4 anos, parecem relatos do século passado. Tudo muito atual.)



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