Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Archive for dezembro \31\-03:00 2010

Retrospectiva do Ano

Posted by Sem em dezembro 31, 2010

 

Vou fazer uma confissão, sou uma pessoa de vícios, sobretudo os pequenos, porque eu sei o quanto – em mim – eles são passageiros.

Assim, ao longo de 2010, não temi ter por hábito visitar todos os dias que pude o arquivo de imagens da NASA – “fotos do dia”, como assim é chamado – compilado a partir de imagens, computadorizadas ou não, de satélites em órbita, de qualquer lugar da Terra ou do espaço, fotos realizadas por sondas espaciais, por astrônomos – cientistas e amadores, por astronautas e pessoas comuns como eu e você, fotos enfim tiradas simplesmente por amantes da astronomia.

Com estas imagens do universo conhecido pela ciência, pessoas assim, amantes e amadoras, aprendem a estender cada vez mais suas fronteiras – com inspiração e realidade.

 

A foto do último dia do ano nos convida a passear pelos caminhos que o Sol percorreu ao longo de 2010 – estaria ele em busca de quê?

 

 

Clique na foto para ir ao site da NASA, atribuídos os créditos ao autor (cuja silhueta podemos ver bem à esquerda estampada na parede da casa), e as informações da montagem, com a posição em que estava o Sol nos solstícios de dezembro e junho e nos equinócios de setembro e março.

 

Bom 2011!

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Comportamento

Posted by Sem em dezembro 29, 2010

 

A grande Consciência Coletiva move-se por sobre a própria inconsciência como um homem atirado de surpresa ao alto-mar: debate-se a princípio, depois afunda, boia, nada, é resgatado ou afoga-se, conforme sua experiência, sorte ou presença de espírito; e navega, se possuído de instrumentos; ou naufraga, se tomado pela natureza interior do pânico ou do destino selvagem alheio ao seu íntimo.

 

Como o homem aprendeu com o mar, a grande Consciência Coletiva aprendeu a diferenciar-se do grande Inconsciente Universal e a dali tirar o seu primeiro sustento. Primeiro vem a sobrevivência, depois a vivência.

 

Como o homem, a grande Consciência teme e ama a vastidão do mar inconsciente. O mar aqui é tomado como o Grande Absoluto para ambos.

 

Como o homem a Consciência faz do mar trabalho e lazer, reflexão e descanso, vida e morte. Ali igualmente experimentam os seus infinitos em estado líquido.

 

No mar surfa-se, pesca-se, mergulha-se; a concha, a onda, a areia, o peixe, o óleo, o gelo, o lixo; em estreita relação com o sol, com a pedra, com o vento, com o firmamento.

 

Do mar vem muito do que é visível à vida, mais ainda vem o que é invisível – como o oxigênio da imensa floresta de plânctons.

 

O homem e a Consciência têm como verdade uma certeza: de que ou se está na crista ou no caldo. Para a Consciência, como para o homem, ir ao fundo é a morte.

 

Espertos, só vão aos abismos com os devidos cuidados, munidos de instrumentos e de pelo menos um Manual de Escafandrista. Assim até hoje dominaram a terra.

 

Perguntas que ficam no ar:

 

  • Seriam esses abismos a morte, seriam mesmo?

 

  • Seria de outra feita errada a luta de um ser para se manter na crista da onda? Lutar desse modo pela vida seria assim um mal instigado por Lúcifer ou outro correligionário seu qualquer?

 

  • Aliás, seria a grande Consciência Coletiva um demônio pronto a nos enganar ou a negar para si própria o seu eu desconhecido?

 

  • Entenderia a Consciência Coletiva o desconhecimento que tem de si como o completamente Outro, assim como faz o homem?

 

  • Seria a Consciência um ser em sofrimento, como o homem?

 

  • Ou seria a grande Consciência outra coisa, a consciência que a humanidade tem de si mesma, a sua própria história?

 

  • Seria então a Consciência um ser múltiplo, como as diferentes histórias que podemos contar ao adotarmos variadas perspectivas?

 

  • Seria a morte natureza de quem? Instigada por quem? Quem faz a Grande Consciência?

 
Para entender o Zeitgeist do nosso tempo, ou para saber um pouco melhor das personas que vestimos, ou das ideias do tempo que compramos e consideramos nossas legítimas, assista:

 

We All Want to Be Young

 

 

Basta clicar no título. O vídeo de aproximadamente 10 minutos foi concebido a partir de pesquisas de mercado realizadas por 5 anos pela Box 1824, empresa voltada a detectar tendências de comportamento e consumo.

Tem roteiro e direção de Lena Maciel, Lucas Liedke e Rony Rodrigues.

Licença aberta pelo Creative Commons.

 

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O Sol do Natal, o Sol de nossas vidas

Posted by adi em dezembro 21, 2010

Mais um final de ano está chegando e estamos muito próximos do Natal, onde a maioria dos cristãos irão comemorar o nascimento de Cristo. Muitas pessoas já sabem que a data de 25 de dezembro não é de fato o dia de nascimento do Jesus histórico, mas a escolha desse dia não por acaso coincide com as festividades pagãs, onde os romanos celebravam o renascimento do Deus Solar Mitra, após os solstício de inverno no hemisfério norte.

Nos dias de hoje, as pessoas celebram essa data como uma tradição que já perdeu há muito o real sentido espiritual. O ritual religioso celebrado nas Igrejas, do mesmo modo já perdeu o seu poder de atuação no indivíduo. A grande maioria comemora o nascimento do Cristo, o filho de Deus que foi enviado para nos salvar, um ser de luz, respeitado, mas muito distante de todos nós. Muitos ainda estão esperando a encarnação do filho de Deus, a vinda do Messias como está descrito nas escrituras, e não sabem que o nascimento de Cristo como descrito é somente o símbolo de um evento que só pode acontecer no indivíduo.

Mitra pertence às mitologias persa, indiana e romana. Representava na Índia e na Pérsia a luz do Deus Solar, o bem e a libertação da matéria e era chamado de “Sol Vencedor”. Seu culto era celebrado em grutas sagradas e estava associado à uma existência futura e espiritual completamente libertada da matéria, onde o principal acontecimento era o sacrifício de um touro, de cujo o sangue brotava a vida, propiciando a imortalidade. Os romanos comemoravam na madrugada de 24 de dezembro o “Nascimento do  Invicto”, ou o nascimento do menino Mitra que estava em relação ao renascer do sol após o solstício de inverno, representando o ciclo de morte e renascimento ou renovação da vida, que a primeira vista estava relacionado com as festividades do ciclo agrário. Continue lendo »

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WikiLeaks

Posted by Sem em dezembro 16, 2010

Ou de como o segredo era a alma do negócio…

 

 

 

 

 

“O WikiLeaks não é um site, mas uma possibilidade da era digital que se materializou num site. Outros virão. O vazamento indiscriminado vai continuar.”

Eugênio Bucci

 


Eugênio Bucci, professor da ECA-USP, escreveu hoje um interessante artigo no Estadão a respeito da WikiLeaks e as reações que o site – que Julian Assange ostensivamente representa –  tem provocado; especialmente nas mentes totalitárias e que, estando no poder ou não, ainda pensam o mundo pós-internet em termos de controlar sem serem controlados, vigiar sem serem vigiados…

O que isso tem a ver com magia? Tudo, se magia for o poder de transformar a realidade conforme os nossos desejos.

Aqui para ir ao artigo na íntegra.

 

 

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Lágrimas na chuva

Posted by adi em dezembro 13, 2010

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Como se aproximar do seu anjo-da guarda, Eu Superior ou SAG

Posted by adi em dezembro 12, 2010

O ritual abaixo foi nossa querida amiga Luiza quem nos presenteou, achei muito bom, pois é rápido, prático e qualquer pessoa pode realizá-lo. Nos dias de hoje, onde não temos muito tempo disponível, e nem dinheiro sobrando pra gastar com objetos de magia, esse ritual foi feito sob medida. 🙂

” Quando você estiver desequilibrado – nervoso, triste, agitado, desconcentrado, whatever – você pode invocar a presença do seu Eu Superior, ou o nome qualquer que você queira dar a parte que lhe constitui que é a mais proxima do divino.

Você usará a forma circular com seu nome dentro, o círculo como representação da Unidade –

pegue um prato branco, faça um círculo com mel no sentido horário. O mel carrega a energia do elemento fogo e por ser líquido, também da água, isto é, associação do poder do mental e do emocional. (na egrégora que estudo fogo é mente , ar é espírito). Mel é do fogo porque é fruto da transmutação que a abelha realiza para sua produção, além da vibração da cor amarela. Também é doce e assim convida pela doçura.

Sentido horário porque é neste sentido que vc coloca energia, anti-horário vc retira. Vc não deve ir e voltar para desenhar o círculo para distribuir a energia uniformemente, se ficou algum pedaço sem mel, continue despejando no sentido horário até completar seu círculo.

Coloque um papel branco com seu nome no meio do prato, e aqui vem o poder no Nome, nosso maior símbolo individual.

Acenda uma vela branca em cima do papel com o nome. A vela é um catalisador, uma ponte entre dimensões, uma forma de materializar uma Vontade que se sutilizará ao derreter-se a parafina.

E peça. Chame. Invoque. Se for cabalista pensa que está em Tipheret, Se for Umbandista pensa que está com Oxalá. Se for cristão pense que está com Jesus. Se for thelemita pense que está com o SAG e assim por diante. Se não for nada disso pense que o Sol que brilha dentro de você se expanda.

Com todo seu coração chame a melhor parte de Si para que se manifeste.

Deve durar enquanto a chama queima, em média seis horas.

Axé ”

Por Luiza Ramos, retirado do Mayhem.

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