Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

ÁRVORE DA VIDA – um resumo pra entender Daath

Posted by adi em julho 2, 2009

A Cabala eh um dos sistemas de estudo e pratica de magia-mística que mais nos oferece recursos de desenvolvimento espiritual, tanto que a maioria das escolas  ou Ordens Iniciaticas desenvolveram sua pratica baseadas na Cabala.

No sistema ocidental de iniciação, a Cabala tem sido usada com sucesso por muitos séculos, ela contem o mais seguro e conveniente corpo de correspondências jamais concentrado em um só  diagrama: A Arvore da Vida.  A Arvore da Vida eh o diagrama das energias de formação da própria vida.

Os Quatro Mundos

As Sephiroth se manifestam em quatro diferentes planos, interconectando as dez Sephiroth em camadas cada vez mais densas.

Atziluth o Mundo Arquetípico – Kether

Briah o Mundo Criativo – Chochmah e Binah

Yetzirah o Mundo Formativo – Chesed (Hesed) à YesodArvore

Assiah o Mundo Material – Malkuth

Assim temos: Atziluth: Kether a coroa ocupando sozinha um plano inteiro, eh o mundo arquetipico, o domínio do Logos.

Briah: A segunda e a terceira Sephiroth, o Pai e a Mae supremos constituem o mundo criativo, recebendo e executando a divina imaginação.

Yetzirah: O terceiro plano ou mundo formativo, o plano astral eh compreendido pelas seis Sephroth seguintes, em cujo  mundo tudo eh preparado para a manifestação visível.

Assiah: Malkuth, o reino, eh o mundo físico.

Os Pilares

A Árvore também pode ser dividida em três pilares:

  • Pilar da Severidade – esquerdo (Binah, Geburah e Hod)
  • Pilar do Equilíbrio – centro (Kether, Tiphereth, Yesod e Malkuth)
  • Pilar da Misericórdia – direito (Chokmah, Chesed e Netzach)

No topo do Pilar da Severidade, o pilar feminino e negativo, esta  Binah a Grande Mae. Esta esfera eh atribuída a Saturno, e Saturno eh o doador da vida. No topo do Pilar da Misericórdia estah Chokmah, o Pai Supremo, potência masculina; e temos aqui nesses dois pilares a oposição entre a forma e a forca. Verificamos que essa oposição entre os sephiroth continua entre  Geburah e Chesed e entre Hod e Netzach. No topo do Pilar do Equilibrio  ou Meio se encontra Kether, a coroa.

Kether eh a coroa que estah acima do sistema de emanação, eh o ápice da Arvore da Vida que tem suas raízes nos ceus, descendo em desenvolvimento a terra, Kether constitui o substrato da consciência humana e a raiz ultima da substancia. Esse ponto central, sensível e espiritual, este centro ou monada metafísica de consciência,  existe como a real individualidade e a divisão ultima da materia. Da monada brota a dualidade, dois princípios distintos de atividade permanente atraves de um período inteiro de manifestação, co-existente e co-eterno. Trata-se da consciência e da base substantiva metafísica sobre a qual a consciência sempre atua, substancia da raiz cósmica. Um eh chamado Chokmah – sabedoria,  e ao outro atribui-se o título de Binah – compreensão. Nota-se que a manifestação não pode ocorrer antes da diferenciação dos pares de opostos.

A Chokmah eh dado o título de Pai, e a Binah o de Mae. Todas as sephiroth, como são chamadas essas emanacoes, abaixo daquela que eh chamada Coroa, recebem atribuicoes masculinas e femininas, e a atividade entre sephiroth masculinas e femininas em “reconciliação” eh um “filho” por assim dizer, uma sephirah “neutra” atuando em equilíbrio. Assim a Arvore da Vida, compreendendo essas dez emanacoes, se desenvolve a partir da mais elevada abstracao ateh o mais concreto material em varias triades de potências e forcas espirituais. Masculino, feminino e criança; positivo, negativo e sua resultante mescla num terceiro fator reconciliador.

Segundo Dion Fortune, somos originados por Kether, a Energia ou Espírito Único, nos formamos pelo Pai e pela Mãe Celestiais ( Chockmach e Binah ) e saímos para a vida física através de Daath.

Daath paira sobre o abismo, na fronteira entre os mundos da criação e da formação. Acima de Daath estah a Triade Suprema e Divina o plano arquetipico, o mundo sem forma, abaixo de Daath estah o microcosmo, os sete sephiroth que constituem o homem.

Mas antes de entar nos detalhes de Daath, eh necessário conhecermos mais sobre Binah a Grande Mae.

Binah estah cercada de muitos símbolos e representacoes que serao como uma chave para entender Daath. Binah representa a potência feminina do universo, e Chockmah a potência masculina do universo. Chokmah eh atividade, forca dinâmica e Binah estah eternamente ocupada em encerrar a forca na forma, isto eh, Binah eh a estabilidade da forca.

A Binah atribui-se o deus  Saturno, Pai do tempo. Saturno eh o doador da vida, mas com sua foice também estah associado a morte. Binah a Grande Mae, chamada as vezes de Marah o Grande Mar, eh, naturalmente a Mae de toda a vida. Ela eh o utero arquetipico por meio do qual a vida vem a manifestação. Como Grande Mar,  tem como simbolo a propria Lua com sua faculdade reprodutora e geradora da natureza. Eh Isis dos egípcios. Todas as Deusas Lunares tinham um aspecto dual: divino e infernal. Todas eram as Virgens-Maes de um filho nascido de modo imaculado, o Sol. Nas escrituras hindus equivale  a Maya, que quer dizer ao mesmo tempo “ilusão” e o poder criador de “Brahman”, ou seja a Deusa Kundalini, que se encontra aprisionada no corpo na forma de uma serpente enrodilhada. Eh o Espírito Santo, a Anima Mundi.

Para os antigos pagãos, Semele a esposa de Júpiter e Mae de Baco, o Sol, eh também conduzida ao Ceu depois de sua morte (ascensão), e ali se acha presidindo, sob o nome de “Rainha do Mundo” ou do universo, e ao seu nome, assim como aos de Hathor, Hecate e outras deusas infernais, “todos os demônios tremem”.

Dai o culto simbólico do Sol e da Lua, culto idêntico ao dos gnósticos.

Binah eh o doador da forma primordial, sendo Malkuth a esfera da forma. O que se iniciou em Binah encontra sua culminação em Malkuth.

Malkuth representa em forma concreta todas as qualidades dos planos precedentes. A própria palavra significa reino, o reino do mundo físico e o cenário das encarnacoes, eh a morada do Espírito Santo. Malkuth eh chamada de Filha, sendo o reflexo mundano de Binah que eh a Mae. Essa decima sephira eh chamada de Noiva, de Filha e de Virgem do Mundo.

E eh em Malkuth que começa o trabalho interior do despertar da Centelha Divina em sentido contrario, ascendendo as sephiroth ateh chegar em Daath novamente, e eh isso que veremos no próximo post.

Continuação: https://anoitan.wordpress.com/2009/07/13/a-travessia-do-abismo-de-daath/

 

 

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Fontes e Ref. : A Arvore da Vida – Israel Regardie; A Cabala Mistica – Dion Fortune; A Doutrina Secreta – H.P.Blavatsky

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19 Respostas to “ÁRVORE DA VIDA – um resumo pra entender Daath”

  1. Filipe Wels said

    Santa Sincronicidade! Estou lendo agora Um Guia Pratico para o Simbolismo Cabalistico, do Gareth Knight. Esse post veio em boa hora 🙂

  2. Thiago said

    Muito interessante, parece com o sistema tantrico pratyabjina, onde há os tattvas que são os princípios do sutil ao mais denso, começando de Param-Shiva e dualizando em Shiva e Shakti até o mundo material

  3. adi said

    Oi Filipe,

    Que coisa, hein!! Primeiro a Fy com os exercícios do seu post, vc lendo esse livro, eh estamos todos antenados na mesma freqüência, e ai as sincronias acontecem… 🙂

    🙂 🙂

  4. adi said

    Ola Thiago,

    Exatamente! bem observado. Na continuação do post voce vai perceber muitas outras similaridades, destes e entre outros sistemas inclusive.

    🙂

  5. Fy said

    Keter e a Coroa.

    De acordo com a Kabbalah, a Sefira de Keter é a primeira, e está ligada ao Mundo de Adam Kadmon – Homem Primordial.

    Keter faz parte do triângulo superior ou supremo (junto a Hochma e Binah), que está além da nossa realidade física.
    Keter se situa no topo da coluna central (Pilar do Equilíbrio).
    A coroa normalmente está na cabeça do rei, mas não pertence ao corpo do rei, pertence ao reino (note que Malkuth quer dizer Reino).
    Assim sendo, para cada ação existe um pensamento que a precede.
    Keter é a semente das manifestações que vão acontecer no mundo físico.
    É o potencial da manifestação.
    Imagine como uma semente de uma árvore que já contém toda a árvore dentro de si e que desaparece quando a árvore brota.

    Keter é a inteligência ardente que canaliza a Força da Luz da Criação para as demais Sefiroth.
    Funciona como um super computador que contém o inventário total do que cada um de nós é, alguma vez foi ou será.

    Como tal, não só é a gênese de nossas vidas neste reino da Terra, mas de todo pensamento, idéia ou inspiração que teremos enquanto estivermos em nossa jornada.

    Quarta peça

    A Árvore da Vida e a representação simbólica de cada elemento.

    Não vou explicar passo a passo porque senão este post não acaba nunca, e eu já falei sobre isso em colunas anteriores, mas acompanhe a imagem ao lado para a representação de cada um dos quatro elementos dentro da Árvore da Vida.

    Keter – Binah – Chokhmah : FOGO

    Gevurah – Tiferet – Hesed : ÁGUA

    Hod – Yesod – Netzach : AR

    Malkuth : TERRA

    Atente para o fato de que Malkuth (o Reino, o Plano Material, o Mundo do Creu) representa o elemento TERRA, ou pedra, da onde se origina a simbologia do homem ser feito de barro, mas ao mesmo tempo à imagem e semelhança de Deus (Keter), ou 1=10

    —————————————————

    Eu peguei estes parágrafos do Marcelo Del Debbio lá no Sedentário. Fazem parte de um post genial sobre a lenda do Rei Arthur. – vale a pena – :

    Rei Arthur, Excalibur e Sabres de Luz

    http://www.sedentario.org/colunas/teoria-da-conspiracao/rei-arthur-excalibur-e-sabres-de-luz-12646

    Bjs

  6. Sem said

    Adi,

    Fui buscar em uma agenda antiga algumas anotações que tinha feito de Cabala quando estava estudando as quatro funções da personalidade do Jung. Além do que vc já disse, e muito bem dito, mas a título de informação e para complementar a sua pesquisa, para quem se interessar por relacionar sistemas esotéricos, podemos também usar dos 22 arcanos do Taro para descrever os 22 caminhos dos chacras. Como a seguir:

    1 Kether – 3 Binah: (1) O Mago
    6 Tiphered – 1 Kether: (2) A Papisa
    3 Binah – 2 Hochmah: (3) A Imperatriz
    2 Hochmah – 6 Tiphered: (4) O Imperador
    2 Hochmah – 4 Hesed: (5) O Papa
    3 Binah – 6 Tiphered: (6) O Namorado
    3 Binah – 5 Gevurah: (7) O Carro
    5 Gevurah – 4 Hesed: (8) A Justiça
    4 Hesed – 6 Tiphered: (9) O Eremita
    7 Netzach – 4 Hesed: (10) A Roda da Fortuna
    5 Gevurah – 6 Tiphereth: (11) A Força
    8 Hod – 5 Gevurah: (12) O Enforcado
    7 Netzach – 6 Tiphered: (13) A Morte
    9 Yesod – 6 Tiphered: (14) A Temperança
    8 Hod – 6 Tiphered: (15) O Diabo
    8 Hod – 7 Netzach: (16) A Torre
    9 Yesod – 7 Netzach: (17) A Estrela
    10 Malkhuth – 7 Netzach: (18) A Lua
    9 Yesod – 8 Hod: (19) O Sol
    10 Malkhuth – 8 Hod: (20) O Julgamento
    10 Malkhuth – 9 Yesod: (21) O Mundo
    1 Kether – 2 Hochmah: (zero ou 22) O Louco

    Estou longe de compreender o que significam esses caminhos, apenas os anotei como curiosidade e para quem sabe algum entendimento posterior. Claro que para compreender o significado desses caminhos há que se ser iniciado em Taro, Cabala, magia hermética ou o que valha. Quer dizer, é como a astrologia, conhecimento que arranho um pouco melhor… Astrologia, aliás, diga-se de passagem, igualmente representada na Árvore da Vida através dos planetas, como na gravura do seu post, Adi… Qualquer sistema destes, e qualquer conhecimento enfim, é preciso estudar muito para perceber as relações entre os elementos componentes – entre os símbolos – para saber ou intuir o que realmente eles querem dizer. Na verdade, símbolos são apenas símbolos, e a grandeza eu penso não está neles, mas em quem os decodifica e compreende o que querem dizer, inferindo significados. Podemos passar a vida estudando sem esgotar um único símbolo, que dirá então um sistema inteiro de símbolos, e mais ainda variados sistemas… Mas, como tudo contém tudo, todos os caminhos no final querem dizer apenas uma coisa: a inteireza do universo. Tem uma frase, se não me engano é do André Gide, que diz assim: o homem é ignorante quando olha o universo e nada compreende, é sábio quando vê a cabeça de um alfinete e infere ali o universo. A sabedoria, concluo, está no olhar do homem.

    Como vc disse podemos dividir a árvore em quatro: quatro funções da personalidade, quatro naipes do baralho, quatro elementos alquímicos. Quatro, três, Um, dez, sete, doze, vinte e dois; os números são mágicos, ou poderíamos dizer em outras palavras com idêntico significado, os números são fundamentos arquetípicos. Podemos relacioná-los uns aos outros e isso fazer ou não sentido. Fazem sentido quando efetivamente são relacionáveis entre si, enquanto elementos de um conjunto, de um sistema total. Mas, também, enquanto segmentos, porções de um único conjunto, contém em si um universo particular que de forma alguma pode ser relacionável ou confundível com os demais elementos do mesmo conjunto sem perder algo de essencial… Quer dizer, uma parte para ser realmente compreendida e honrada deve continuar sendo imiscuível. A essência da parte é justamente ser indivisa – como um ser só pode ser considerado indivíduo a partir do momento que se diferencia dos outros, apesar de ao mesmo tempo integrar uma comunidade na qual juntam-se outros indivíduos tão únicos quanto ele. Uma comunidade, eu não vejo como um amálgama de indivíduos, mas um espaço comunitário onde indivíduos trafegam. Assim podemos brincar de inserir mundos uns dentro dos outros, variados tamanhos e formatos e cores, mas, no final, apenas o que faz sentido é o ser para o Todo. Nada mais pode ser verdade. Podemos chamar esse Todo de Deus… é como eu compreendo Deus, afinal não sei que outro nome teria “Ele” senão “Todo” e qual seria o sentido do tempo e do espaço sagrado senão para celebrar a comunhão entre os seres…

  7. adi said

    Fy,

    Bacana isso que voce colocou, complementa bastante o post. Tambem gosto do site do Del Debbio.

    Ainda continuando sobre os 4 planos da arvores que estao relacionados com os 4 elementos e suas caracteristicas tem como base o Tetragrammaton, o divino nome de Deus: YHVH.

    Y = Pai = Fogo = Mundo/plano arquetipico
    H = Mae = Agua = Mundo/plano criativo
    V = Filho = Ar = Mundo/plano formativo
    H = Filha = Terra = Mundo fisico

    Todos esses planos sao estados de consciencia. Kether tambem pode ser relacionado ao Espirito Puro, a Essencia, ao Self Junguiano.

    bjs
    adi

  8. adi said

    Oi Sem,

    Eu entendo esses caminhos como a descida da energia atraves dos sephiroth e tambem no sentido reverso como a subida, usando os sephiroth como “caminho” que une dois sephiroth, a cada elevacao se compreende toda a energia do sephiroth, como uma mudanca dos nossos estados de consciência. Eles também sao usados no sentido de “iniciacoes” espirituais, ou evolucao espiritual atraves da assimilação das energias que eles representam.

    Pra mim os simbolos contem um rico, muito rico valor representativo. Ele eh alegórico e ao mesmo tempo vivo em seu conteúdo, muitas vezes numinoso. Claro que para o símbolo ter essa funcao precisa despertar na psique a sua raiz arquetipica. E voce tem razao, no sentido que essa magica que transforma o simbolo estah dentro do observador.
    Sabe o que eu mais gosto nos simbolos, por exemplo quando a psique quer realizar alguma funcao transcendente no individuo, quer despertar algo na consciencia que ela nao eh capaz de identificar atraves do intelecto/raciocinio, entao o simbolo tem essa funcao, porque ele representa todo o significado daquilo que a consciencia precisa captar. O simbolo eh uma ideia arquetipica, como um cubo magico que quando aberto ou decifrado libera toda uma energia de renovacao…. eh assim que entendo.

    Sua intuicao estah certa na magica dos numeros, os numeros tambem sao simbolos, especialmente pra voce eles sao os simbolos que contem o universo e o individuo, o todo e o uno, a unidade na coletividade. Seu tipo psicologico com certeza capta/decifra a Deus atraves dos numeros, da geometria, muito embora voce diga que nao gosta de matematica, tem muita facilidade em intuir Deus como formas geometricas. As mandalas sao formas geometricas representativas de descrever o universo e Deus dessa maneira.

    “afinal não sei que outro nome teria “Ele” senão “Todo” e qual seria o sentido do tempo e do espaço sagrado senão para celebrar a comunhão entre os seres…”

    Parece ser mesmo este o proposito do Todo, celebrar a comunhao atraves da VIDA que eh Ele mesmo…

    Ai esses conjuntos dentro de conjuntos dentro de…. numeros sao infinitos….

    bjs

  9. luramos said

    Aprendi no curso do Marcelo del Debbio a correlação entre os arcanos menores do Tarot e as sefiras, seus planetas correspondentes e o elemento de cada mundo. Faz muito sentido. Vale a pena fazer este curso dele.

    para quem se interessar o link
    http://www.deldebbio.com.br
    e clica em cursos
    bj pra vcs
    Luiza

  10. adi said

    Oi Lu,

    Sempre muito bom vc aqui…. conosco.

    Valeu pela dica dos cursos, obrigado.

    um grande beijo pra voce também.

    adi

  11. Fy said

    Oi Lu!

    Bjs

    Sem,

    A relação das sephirot e o tarô é fantástica; e com a Astrologia tb.

    É interminável mesmo o paralelismo possível entre as lâminas e uma porção de idéias fundamentais: mitos e lendas das culturas antigas, como a índia védica, a Grécia clássica, o taoísmo chinês, o gnosticismo, a cabala hebraica, etc….

    Uma palhinha do tio Jung: que estabeleceu a existência do maior e um dos mais siginificativos dos paradoxos: – o inconsciente e o consciente existem num estado profundo de interdependência recíproca e o bem estar de um é impossível sem o bem –estar do outro.

    Alertou – tanto – sobre os perigos causados pelo estreitamento da consciência e enfatizou a importância de um trabalho contínuo em relação à sua expansão.

    Colocou que a consciência é o sonho permanente e mais profundo do inconsciente, e que até onde se pode traçar a história do espírito do homem, até onde ele se desfaz do mito e da lenda, o inconsciente lutou incessantemente para atingir uma consciência cada vez maior, uma consciência que Jung preferia chamar de Percepção.

    Esta Percepção para ele, incluía toda a sorte de formas não-racionais de percepção e conhecimento, muito preciosas porque são as pontes no meio desta riqueza de significado ainda não compreendido que é o inconsciente coletivo: sempre pronto a oferecer recursos destinados a fortalecer e expandir a consciência do homem; à medida que a vida lhe exija que ela seja renovada e ampliada pela manutenção de suas linhas não-racionais de comunicação com o inconsciente coletivo.

    E, por este motivo, segundo sua própria linha de pensar, Jung dava grande valor a todos os caminhos não-racionais ao longo dos quais o homem tentara, no passado, explorar o mistério da vida e estimular o seu conhecimento consciente do universo que se expandia à sua volta em novas áreas de Ser e Conhecer. E esta é a explicação do seu interesse, por ex, pela Astrologia e pela infinitude de explicações do tarô.

    Isto tudo complementado pelo comentário da Adi, lá em cima:

    – Todos esses planos são estados de consciencia. Kether tambem pode ser relacionado ao Espirito Puro, a Essencia, ao Self Junguiano –

    Resume tb a viagem de Jung pelo tarô – aproveitando a dica da Sem, relacionando-o à arvore sephirótica – : ele reconheceu, rapidinho, que o tarô tinha sua origem e antecipação em padrões profundos do inconsciente coletivo, com acesso a potenciais de maior percepção à disposição desses padrões.

    Era outra ponte não-racional sobre o aparente divisor de águas entre o inconsciente e a consciência : orientando um crescente fluxo de movimento entre a escuridão e a luz.

    – depois eu volto.

    Bjs

  12. ed'azd'phna said

    Se tem Plutão, porque Ceres não está contida na Cabaça*?
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Ceres_(planeta_anão)
    .
    Mais uma coisa:
    “Y = Pai = Fogo = Mundo/plano arquetipico
    H = Mae = Agua = Mundo/plano criativo
    V = Filho = Ar = Mundo/plano formativo
    H = Filha = Terra = Mundo fisico”
    Não estaria faltando o quinto elemento no nome de Deus?Isso é, o que representa o espírito, amor, luz, etc..
    Até+

  13. adi said

    Olah Ed,

    “Se tem Plutão, porque Ceres não está contida na Cabaça*?”

    E porque vc acha que Ceres deveria estar contida na Arvore? jah que tudo o que ela simboliza estah contido em Binah a Grande Mae.

    “Não estaria faltando o quinto elemento no nome de Deus?Isso é, o que representa o espírito, amor, luz, etc..”

    O quinto elemento, a quinta essencia eh a “consciencia” que se forma atraves do “relacionamento” dos sephiroth de polos negativo e positivo que se encontram nos pilares laterais da arvore em “reconciliacao”, como descrito por Israel Regardie no post. Alias, um detalhe que ninguem percebeu no post, e que estah sendo abordado novamente na continuacao do post, eh que desse relacionamento em conciliacao surge o filho, ou crianca…. esse “novo” que emergi eh o quinto elemento ou a Pedra Filosofal dos alquimistas.

    ate+

  14. ed'azd'phna said

    Oi Adi,
    Sobre Ceres; apenas por correspondência astronômica. Ambos são planetas anões.
    Olhando por outro ângulo, Ceres(ou Deméter) seria apenas um satélite da emanação de Saturno? Isso nos levaria a fazer associações entre o Judaísmo e os Mistérios de Elêusis, algo que eu ainda não tinha feito.
    O que na astrologia corresponde à Perséfone? Posso estar errado mas acho que Hades é Plutão.
    ———————-
    Não entendi, o nome de Deus é intencionalmente incompleto? Isso tem algo a ver com “O Inominável”?
    A quintessência diferentemente dos outros elementos é inconstante em sua ‘potência’, tendo assim períodos de renovação(o que poderia justificar a ausência de uma letra correspondente no Nome de Deus)?
    Poderia ser o Espírito Santo da Igreja Romana… não sei…
    .
    Desculpe pela confusão e excesso de perguntas.
    Até+

  15. adi said

    Oi Ed,

    “Sobre Ceres; apenas por correspondência astronômica. Ambos são planetas anões.
    Olhando por outro ângulo, Ceres(ou Deméter) seria apenas um satélite da emanação de Saturno? Isso nos levaria a fazer associações entre o Judaísmo e os Mistérios de Elêusis, algo que eu ainda não tinha feito.”

    Sim, sao forcas emanadas de Binah; Olha que interessante, Binah estah associada a Saturno e Isis, sao forcas cosmicas acima do abismo. Abaixo do abismo, a deusa Hathor (Egito), bem como Afrodite e Demeter estao associadas a sephirah Netzach. Nos remotos tempos do Egito, Hathor a deusa-vaca era tida como uma deusa cosmica, e era atribuida a ela o poder gerador da natureza, e estah em conexao com Isis. Ha uma lenda onde Horus matava Isis cuja cabeca eh transformada por Thoth na cabeca de uma vaca, a cabeca de Hathor. Isso sugere a transformacao das forcas geradoras cosmicas de acima do abismo, para uma esfera mais mundana de manifestacao abaixo do abismo.
    Apesar de ser sim emanacao de Binah/Saturno, estah associada a Netzach/Venus, pilar da Misericordia.

    “O que na astrologia corresponde à Perséfone? Posso estar errado mas acho que Hades é Plutão.”

    Persefone eh Malkuth, o reino, a esfera da Terra. Voce estah certissimo, Hades eh Plutao.

    “Não entendi, o nome de Deus é intencionalmente incompleto? Isso tem algo a ver com “O Inominável”?”

    Nao eh que eh intencional; o Tetragrammaton “YHVH”, que eh um dos nomes divinos, foi tambem concebido para representar o homem nao-iluminado, no qual a luz do espirito nao fizera ainda sua aparicao, o nao regenerado ser da terra, ar, fogo e agua.
    Repare que na Arvore, Kether eh a Coroa, e estah acima/fora da Arvore, no topo do pilar do meio; abaixo se encontra Tiphereth (o filho) e Malkuth o Reino na base do pilar. A quintessencia como consciencia nao estah fixa na arvore, portanto percorre os sephiroth captando/conscientizando de suas proprias energias. Eh o auto-conhecimento atraves do qual o Filho se torna Rei no Reino. Sim, poderia ser o Espirito Santo dos cristaos.

    Nao precisa se desculpar por nada nao, nem estava confuso e nem foi excesso, ok. 😉

    inteh

  16. adi said

    Ah,

    Soh pra completar, a forma do homem completo em Tiphareth eh o pentagrama.

  17. B... said

    Aproveitando a discussão do nome de Deus, colo uma parte de um dos posts do DelDebbio que fala sobre isso, espero que ajudd.

    (…)Cabalisticamente, Deus é representado pelas letras hebraicas Yod-Heh-Vav-Heh ou o tetragrama YHVH que simbolizam os 4 elementos e toda a Àrvore da Vida. Estas letras são dispostas em um quadrado ou uma cruz. O alfabeto hebraico não possui vogais e o nome de Deus precisava ser passado apenas oralmente de Iniciado para Iniciado. Quando surgia nos textos, os sacerdotes precisavam oculta-lo e usavam outras palavras para designá-lo. Eis o verdadeiro significado do mandamento “Não tomarás o nome de Deus em vão”.

    A letra SHIN representa o espírito purificador. O fogo celestial que remove o Impuro (tanto que, como veremos mais adiante, ela representa o Arcano do Julgamento no tarot). Da evolução do quatro vem o número cinco, o pentagrama sagrado dos Pitagóricos, representado pela união dos 4 elementos mais o espírito (SHIN). Note que são os MESMOS elementos utilizados na bruxaria, no xamanismo, nas Ordens Egípcias, na wicca e na magia celta.
    O pentagrama será, então, representado pelas letras Yod-Heh-Shin-Vav-Heh, ou YHSVH ou Yeshua. Este título já havia sido usado por Rama, Krishna, Hermes, Orfeu, Buda e outros líderes iluminados do passado.
    (…)
    http://www.sedentario.org/colunas/teoria-da-conspiracao/yod-he-shin-vav-he-e-maria-madalena-3589

    Não sei se tem haver, mas parece que quando entra o Shin, ele representa tanto o Espírito do homem dominando os 4 elementos, bem como o próprio quinto elemento, ou quintessencia, ou Akasha.

    Parabéns pelo post. Paz Profunda.

  18. adi said

    Olá B., seja bem vindo aqui no Anoitan,

    “Aproveitando a discussão do nome de Deus, colo uma parte de um dos posts do DelDebbio que fala sobre isso, espero que ajudd.”

    Muito bom este post do D.Debbio. Obrigado por trazer aqui, ajudou muito.

    “Não sei se tem haver, mas parece que quando entra o Shin, ele representa tanto o Espírito do homem dominando os 4 elementos, bem como o próprio quinto elemento, ou quintessencia, ou Akasha.”

    Eu acho que faz todo o sentido sim. Representa o homem completo, iluminado, o Yeshua (o filho iluminado), o Cristo.

    “Parabéns pelo post. Paz Profunda.’

    Obrigado e muita paz também.

    adi

  19. […] Ver também:   https://anoitan.wordpress.com/2009/07/02/arvore-da-vida-um-resumo-pra-entender-daath/ […]

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