Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Archive for maio \28\UTC 2009

Ilusões e padrões

Posted by luramos em maio 28, 2009

Eu vivo num universo cheio de mágicka, seres e criaturas que não são desse mundo. Eles falam comigo e me contam histórias que me transformam. Eu já li livros, poesias e assisti filmes que também transformaram a pessoa que sou para sempre. Geralmente as histórias óbvias e simples, como as que ouço no terreiro de umbanda, os contos sufis também aparentemente elementares, tudo tão rudimentar, nada erudito, tem poder sobre mim. Eu também tenho medo de assitir alguns filmes, porque eles invocam minhas emoções mais profundas, as trazem à consciência e eu nunca mais sou a mesma. Estas manifestações artísticas trazem à tona na minha pessoa verdades que eu já sei, que todos sabem, mas que ainda estavam debaixo de algum véu. O mundo dos meus sonhos, frequentemente tão nítidos, também é assustador, porque recebo visitas, porque me vejo trabalhando no astral e assim eles revelam fragmentos do meu inconsciente, sempre prestes a aflorar, perturbadoramente. É como se eu tivesse um canal aberto para revelar minhas profundezas, tão escuras, cheia de belezuras e feíuras como costumo dizer, e hoje tão reprimidas pelas circunstâncias da vida que criei para mim.

Eu assisti este filme ontem, são onze partes no youtube.

Hoje, mais uma vez, sou uma pessoa diferente.

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“Não entre quem não saiba geometria”

Posted by Sem em maio 26, 2009

No princípio era o vazio

0

Do nada veio o um

1

O um meditava no vazio, que era seu espelho, e fez-se o dois

2

O um olhou pro dois e surgiram-lhe olhos

3

O dois olhou pro um e nasceu a fala e a escuta

4

Do encontro deste encontro aconteceram muitas coisas

Imaginaram-se deuses

7

Nasceu o três

5

O complexo quatro

6

E toda a profundidade e cor animou o vazio

escher1

escher2

maxbill

Mas o mais extraordinário foi que de uma pequena torção nasceu o infinito

moebius1

moebius2

E a história começou…

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Inspiração baseada em Ciência.

Posted by luramos em maio 25, 2009

Brian Greene, para mim, fala com o carisma daqueles que encontraram sua função no mundo. É inspirador. Mostra a temporalidade da verdade científica e além de tudo ajuda a entender a existência de outras dimensões – e em português. http://www.ted.com/index.php/talks/lang/por_br/brian_greene_on_string_theory.html
Quando mais eu mergulho na Ciência, mais me aproximo de Deus. Mas isto aparentemente não é contagioso, então os que se arrepiam com esta afirmação não se preocupem…rs

calabi-spin

e este gif fantástico tirei daqui: http://members.wri.com/jeffb/visualization/stringtheory2.shtml, tentando mostrar que a cada ponto tridimensional no espaço, nós poderíamos adicionar seis dimensões extras.

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A Nós!!!

Posted by Kingmob em maio 22, 2009

A nós, a nós !- brindaram com seus copos rudes de barro, nas suas roupas de grosso tecido encardido os sufis (assim os chamariam outras eras, lugares) com a impostação do árabe já começando a se trair frente a vibração trôpega, elétrica, passional que o ambiente passava a transmitir…

A nós, a nós !- a beberagem e a comum união tornavam-nos quase fadas — aqueles homens severos e truncados amigando entre si como novas crianças no berço único incriado do: “Não há Deus, senão Deus”, alegria profetizando como que a brincar de pique, ou a pular corda.

Sufis e seus tambores

E o amor do Deus único , a unidade pronta a remir a todo instante qualquer diferença, os embriagava tanto mais quanto o crescente no firmamento brilhava com seu véu de semiescuridão no que era um louvor submisso e deferente ao coração dos homens. A divindade curvava-se à frente dos homens de coração puro.

A nós, a nós – a fogueira parecia suplicar aos ares em redor – súplica comovida , por haver a confraria se tornado tão querida, tão dilatada na afeição severa que lhe devotava Alá. Os emissários, os Djinns, criados do fogo sem fumaça, apareciam nas visões de comunhão, uma só mente a pensar por todos e uma só vida a pulsar em todas as suas pétalas.

A nós, a nós!, os tambores em um ritmo sem mácula derramavam  nos ouvidos e olhos a exuberância nobre e exata de cores e sons nunca dantes navegados. Fez-se na alma dos velhos sufis a criação como um rigor geométrico e rítmico, virginal ,de uma ultracoerência obsessiva, mas sem a debilidade que costumeiramente portam as obsessões. Seus sentidos se apresentavam como mapas traçados por um lápis incompreensível e os eus fluíam-se para dentro da mesma taça que transbordava sem derramar.

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“La Pureté et l’Innocence”

Posted by Fy em maio 19, 2009

“La Pureté et l’Innocence”
Michel Tournier
TEXTO QUE ENCERRA UMA SINGULARIDADE MUITO ESPECIAL DO SER HUMANO: O SER HUMANO. Tradução de Francisco Fuchs

A pureza de um corpo químico é um estado absolutamente contranatura que só pode ser obtido por procedimentos que implicam violência.
O caso mais simples é o da água. O que é a água pura?
Ela pode ser uma água desembaraçada, por ebulição ou filtragem, das bactérias e vírus que ela continha. Trata-se de uma pureza biológica. Mas se aquilo que se busca é a pureza química, serão realizadas destilações sucessivas – a água corre num alambique prolongado por uma serpentina resfriada – para eliminar os sais e os traços de metais. Mede-se a pureza da água tratada desse modo pela sua resistência a deixar passar uma corrente elétrica, pois a água só é condutora graças aos sais minerais que contém.

Essa água “pura” age sobre os organismos vivos como um veneno violento. Quando ela é ingerida por um organismo, os humores e todos os sais minerais veiculados pelo sangue irão precipitar-se para ela, posto que ela lhes dá a oportunidade de se diluírem mais.
Esse fenômeno é utilizado para livrar os diabéticos das uréias, ácidos úricos e outras toxinas que se concentram no seu sangue, uma vez que seus rins já não as filtram.
Mas, essa diálise, necessária nesses casos patológicos, torna-se catastrófica nos indivíduos cujas taxas plasmáticas de sais são normais. Assistir-se-á a uma fuga do cálcio e do potássio sangüíneos que pode acarretar a morte. Com efeito, o coração só bate graças a uma corrente elétrica sustentada por um equilíbrio cálcio-potássio no sangue. A absorção de água “pura” pode provocar também hemorragias estomacais, intestinais ou cutâneas.

Esses males físicos da pureza ainda não são nada se comparados aos crimes inumeráveis que sua idéia obsessiva provocou na história.
O homem cavalgado pelo demônio da pureza semeia a morte e a ruína em torno de si. Purificação religiosa, depuração política, salvaguarda da pureza da raça, busca anti-carnal de um estado angélico, todas essas aberrações desembocam em massacres e infelicidades inumeráveis.
É preciso lembrar que o fogo – “pur” em grego – é também o símbolo das fogueiras, da guerra e do inferno. [ Em francês, “pur” quer dizer puro. Curiosamente, as duas palavras são pronunciadas da mesma forma: “pír”. (n.t.) ]


Por oposição à pureza, a inocência parece ser sua inversão benéfica. Inocente é o animal, a criancinha e o débil mental. Sobre eles, o mal não tem poder. O homem adulto e razoável pode fixar como um ideal, um estado que é o de sua primeira infância prolongada e preservada. A inocência é amor espontâneo do ser, sim, à vida, aceitação sorridente dos alimentos celestes e terrestres, ignorância da alternativa infernal pureza-impureza. Certos santos, parecem viver nesse estado em que a simplicidade animal se conjuga com a transparência divina.

Porém trata-se de um improvável milagre. No romance de Dostoiévski, O Idiota (1868-1869), o príncipe Míchkin, devorado por uma piedade devastadora, revela-se incapaz de amar uma mulher, de resistir às agressões do mundo exterior e finalmente de viver.
Ele é fulminado pela epilepsia.

Michel Tournier, “La pureté et l’innocence”, in: Le miroir des idées, Paris, Mercure de France, 1994, pp. 171-174.

É humano construir o caminho da Harmonia.
Não é humano buscar a Perfeição.
A busca sempre frustrada da Perfeição é uma das causas da Eugenia, seja em qualquer área em que se manifeste desde a eugenia espiritual, ideológica até a racial.

E para aqueles que se aferram a uma realidade necessariamente moral, lembramos que não é um código externo que conduz o homem à virtude, mas sua capacidade de colocar-se no lugar do outro. Esse é o único valor absoluto. Um comportamento moral derivado de um deus moral é quase sempre frágil e questionável.
Além do que aquilo que entendemos por deus é só uma possibilidade.
Aliás, nós também somos.
Andrei Puntel

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Manual prático de evolução pessoal – Pegue o que lhe serve

Posted by luramos em maio 17, 2009

O Segredo dos Pioneiros

copiei  daqui,

http://www.trigueirinho.org.br/textos/php/o_segredo_dos_pioneiros.php

O sofrimento que se abate hoje sobre a Terra é incalculável. Os fatos confirmam, de maneira cada dia mais desnuda, que estamos no princípio de um processo que, em curto período, terá seu desenvolvimento e desfecho na “escola da dor”. Podemos compreender a necessidade desse aprendizado como recurso último: sem ele, a autodestruição da espécie humana na Terra seria inevitável.
Porém, não podemos deixar de nos perguntar como mitigar tão grande sofrimento, como contribuir para esse processo inevitável transcorrer com a maior harmonia possível. Para isso, é bom lembrarmos que, apesar de tamanha carga negativa, maior é a ajuda disponível nos níveis supramentais, onde o caos não existe, e maiores as facilidades para contatá-los.
Nesses níveis, Irmãos mais experientes, provindos de outras esferas siderais, velam em silêncio pela humanidade — mas, embora esses Irmãos possam ajudar aos que estiverem receptivos, não podem equilibrar as más ações que ao longo das épocas o próprio homem engendrou. Segundo a lei de causa e efeito, ou lei do carma, para chegar a certo equilíbrio ele mesmo deve agir conscientemente de maneira oposta.
Eis, portanto, como podemos contribuir para a harmonia. E, se assumirmos essa tarefa, notaremos transformações imediatas em nossa vida, com benéficas repercussões planetárias.

1. À medida que você for desenvolvendo a atenção sobre as próprias ações e aprendendo a controlá-las, observará mais defeitos e falhas em sua pessoa. Não perca tempo analisando-os. Se cometer algum deslize, prontifique-se a não repeti-lo e a manifestar o oposto. Depois siga adiante, com decisão.
2. Não alimente culpa e ressentimento em si mesmo nem nos demais. Não há culpados, mas aprendizes. Dispomo-nos a aprender quando nos dispomos à transformação.
3. Não tente justificar-se, nem perante si mesmo nem perante os demais. Aprenda com o erro e com o acerto, e de imediato dê o passo seguinte. 4. Coligue-se com os níveis mais internos da sua consciência. Descubra como fazê-lo. Todos sabem, pois é um conhecimento inerente ao ser. Lembre-se de algum momento de muita dificuldade, em que, voltado para Deus, ou para um poder superior, você tenha com sinceridade suplicado ajuda. O “lugar” em seu interior ao qual se dirigiu naquele instante de necessidade extrema é para onde você deve volver a todo instante em busca de união com a divindade. Essa ação silenciosa é profundamente eficaz e transformadora.
5. Permita que a compaixão aflore em seu ser. Isso nada tem a ver com envolvimentos ou demonstrações emocionais. A compaixão é a compreensão da real necessidade de outrem, a união com a essência dos seres. É algo a ser vivido, e não descrito ou discutido.
6. Faça de sua vida externa um reflexo, o mais fiel possível, das suas mais altas aspirações. Ações abnegadas repercutem de maneira benéfica e indescritível em toda a aura do planeta e evocam os elementos positivos, latentes e manifestos, dos reinos da natureza. Pratique-as, e pouco a pouco você conhecerá uma alegria transcendente.
7. Nada tema, não vacile. Conte com a inspiração do seu eu superior e interno.
8. Eleve ao eu superior por inteiro o amor e o afeto de que você é capaz. Invoque a Graça, que lhe vem por intermédio do espírito imortal.
9. Repudie com firmeza todo e qualquer pensamento ou imaginação que o desvie da meta eleita. Seja mais persistente que as forças involutivas que o estejam assediando. O que parece intransponível ou insuportável dissolve-se como se nada fosse no exato instante em que afirmamos a Luz.
10. “Não alimente o que deve morrer. Não semeie o que não deve nascer.” Sua fortaleza será tanto maior quanto mais firmemente você se pautar por essa Lei.
11. Tenha presente que outros seres esperam você avançar para poderem avançar também. 12. Lembre-se de que o mais importante é sua inteira e cristalina adesão à Verdade.
Com essas sugestões, você poderá descobrir de repente, sem saber como, que está vivendo uma nova vida. Conhecerá então, por experiência direta, o segredo dos pioneiros.
Extraído do boletim Sinais de Figueira, de Trigueirinho

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ANOTHERING

Posted by Fy em maio 13, 2009

ANOTHERING

Num domingo, que já faz tempo, o Kaslu escreveu este texto :

“(…) como se uma linha de fuga, mesmo que começando por um minúsculo riacho, sempre corresse entre os segmentos, escapando de sua centralização, furtando-se à sua totalização (…) Do ponto de vista da micropolítica, uma sociedade se define pelas suas linhas de fuga, que são moleculares. Sempre vaza ou foge alguma coisa, que escapa às organizações binárias, ao aparelho de ressonância, à máquina de sobrecodificação: aquilo que se atribui a uma evolução dos costumes, os jovens, as mulheres, os loucos, etc.
” In DELEUZE, Gilles e GUATTARI, Felix Mil Platôs: Capitalismo e esquizofrenia vol 3. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1996. p. 94


“Um rizoma não começa nem conclui, ele se encontra sempre no meio, entre as coisas, inter-se, intermezzo. A árvore é filiação, mas o rizoma é aliança (…) Entre as coisas que não designa uma correlação localizável que vai de uma para outra e reciprocamente, mas uma direção perpendicular, um movimento transversal que as carrega uma e outra, riacho sem inicio nem fim, que rói suas duas margens e adquire velocidade no meio”.
In DELEUZE, Gilles e GUATTARI, Felix Mil Platôs: Capitalismo e esquizofrenia vol 3. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1996. p. 37

I

Fernando Pessoa, que não acreditava na necessidade de ser idêntico a si mesmo, e constante e coerente, e unitário, fez da escrita a mais estonteante experiência de tornar-se outro do que ele mesmo. Conseguiu, com isso, visitar universos muito diferentes, sensações muito díspares, vivências contrastantes, pensamentos muito estranhos uns dos outros. E até inventou uma palavra para essa experiência de virar outro: outrar. Não é preciso ser louco, nem poeta para fazer isso, pois fazemos esse exercício cotidianamente, diante de um raio de sol, uma brisa, um cão, um desconhecido, um conto, uma imagem, uma dança, uma paixão. Cada encontro que me afeta pode ser uma ocasião para outrar, cada força que eu cruzo pode disparar em mim um outramento. Será que eu sou outro do que eu mesmo? Ou será que eu sou a reunião de todos esses outros? Será que não sou justamente a coexistência dessas múltiplas forças, direções, outramentos? Gilles Deleuze, juntamente com Felix Guattari, batizou esse tornar-se outro de devir .

“Meu devir- mulher, meu devir- criança, o devir- girassol de Van Gogh, o devir-barata de Kafka, o devir- índio de Artaud, nosso devir-negro, o devir- esplendor de Arthur Bispo do Rosário, o devir- molécula de Juan Castaneda….”

De quantos devires sou capaz? Talvez de tantos quantas forem as forças que me rodeiam, me atravessam e me habitam. Sou o campo de batalha para essa miríade de forças, muito intensas, poderosas, minúsculas ou maiúsculas, e todas elas de algum modo refazem meu contorno, desfazem a minha forma de vida em proveito de outras tantas formas de vida. A potência criadora busca experimentar o que essas vidas inauguram de novo, e vai buscar nesse caos de forças o material para os múltiplos devires e as múltiplas vidas que ele for capaz de inventar.

II

Você entende por que resistir, por que manter o eu, por que todos os dias acordar e sempre e sempre suportar que seja hoje, você entende? Você entende?…. Estamos à espera do retorno do rei, enquanto isso, outremos sem perder a doçura, pois sabemos que debaixo de cada espreita existe a autenticidade de proteger o reino para o retorno do rei… Ah! Loucos! Loucos e brilhantes, poderosos e maravilhosos, nosso devir-esplendor Arthur Bispo do Rosário….

Preservar a capacidade de outrar é nosso objetivo aqui, nunca esquecer que através da oportunidade da espreita e se ser, assim, quem quiser, preservamos a possibilidade de ser ninguém….. Todo o esforço da nossa sociedade é um esforço para controlar esta linha de fuga…. nos entupindo de imagens possíveis, de Hollywood, de tv globos e afiliadas, para todos os gostos, para controlar nossa capacidade incontrolável de outrar….. Fernando que não é uma pessoa ensinou…. Todas as máquinas menores numa velocidade absoluta em suas capacidades de outrar… outrar tanto, que a capacidade de espreita se imponha de tal maneira que não seja possível não ser autêntico na espera pelo retorno do rei…. vamos da maneira mais insensata e desesperada… imprevisível… vamos em direção a Mordor: jogar o anel na própria fornalha ambiciosa que o quer e que o gerou…. Espreitando por um caminho insensato e desesperado, à espera do retorno do rei, que em algum momento espreitaremos e esse outramento será o devir-rosa do retorno do rei….é quando o outramento se transforma em uma linha de fuga por entre o rizoma que é a vida, que é a parte do rio que rói as suas margens em busca de novos leitos, criando novos leitos…. nosso devir-guerreiro D. Juan Castañeda….

Postado por Kaslu às 8:52 PM / Domingo, Abril 25 2004
http://fusaolatente.blogspot.com/

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De doer na Alma, lembrando 13 de maio

Posted by luramos em maio 13, 2009

achei isto aqui:

http://textosparareflexao.blogspot.com/

Só a Amor pode nos curar.

Saravá 13 de maio, dia da libertação dos escravos e dia dos Pretos-Velhos.

“Adorei as Almas”

Muito axé para todos nós.

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Aos autores deste blog

Posted by luramos em maio 13, 2009

Para mim este espaço tem que ser livre. Exercício de tolerância. Os autores do post que se sentirem ofendidos podem deletar os comentários se assim o julgarem necessários. Podem aceitar as provocações ou não. Aqueles que preferem manter seu nome no blog apesar de não participarem dele por favor se recolham a sua não participação, ou à sua participação eventual, sem interferência na postagem de outros. Se aqui, entre nós não houver respeito e tolerância, haverá onde? E tem mais, só vamos publicar comentários favoráveis?

Além do mais isto é constituído por várias pessoas, então sejamos democráticos. Tem que ser discutido inclusive se quem não participa tem direito ao voto.

Outra coisa é o fato de julgar o autor do comentário um  maluco. Ele pode estar certo. Nós podemos estar errados.

Se houver ameaça real, o que eu não acredito ser possível, devemos tomar providência no âmbito da lei.

Eu e o KingMob gerenciamos (vide comentário abaixo, desculpa usar equivocadamente seu nome Mob), este blog e o fizemos funcionar desde sempre. Conversamos pelo menos entre nós dois o que deve ser feito. Outros não participam porque fizeram esta escolha. Não temos tido egos inflados se degladiando ou comentários ofensivos ou ameaçadores. Porque vibramos respeito e tolerância. E não temos medo ou nos sentimos ameaçados. E não vai ser um comentário sem fundamento que me ridiculariza ou afeta o julgamento que faço de mim mesma, por isso não me ofende. Já deletei comentários que julguei inadequados ao tema, já escrevi e apaguei e o Guaco sabe disso – mas em posts que EU mesma escrevi.

Por favor se manifestem, e se eu for a dissonante, serei coerente.

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Arranha-céu

Posted by Kingmob em maio 12, 2009

Escreve-se do alto de um prédio arranhando o céu com o esmalte descascado da dúvida, sem saber se essas pernas terão forças para descer galgando os passos descendentes que conduzem ao amanhã ou pelo menos ao logo após.

É madrugada e há aves no céu. Vê-se o redondil da Terra e seus 360 graus de negror e de cada fundo do horizonte ouvem-se os gemidos, ou pelo menos esse rumor incessante que vem da cidade, ou da terra, ou do ouvido retumbando.

A baba amarelada molha o cigarro que assumiu vida própria, entidade de fumaça – santa em um momento, diabólica no correr do tempo… mas o tempo acabou, extinguiu-se com o último planeta auto-luminoso ou com o último espelho de prata ou com a última víbora sinuosa enrodilhada no esqueleto vertebral.p e b

Restam estas bolhas elementais que teimosamente insistem em ocupar partes avessas do corpo reclamando como pequenos tiranos espaços que jamais poderão ser seus. Resta queimá-las nos esgares de prazer e nas pontas em brasa, dilúvio celebratório, ode abissal às explosões da quase extinção total, ponte de madeira ou pelo menos aceno entre a carne e o nada.

Todos dormem abaixo na solidão do cimento. Pode-se em delírio eletromagnético ouvir e ver o que contam as cores das ondas transmissórias. Parte-se o corpo em pedaços portando cadências e nervosidades imprevisíveis e a gargalhada soa como uma casa de espelhos posicionada em uma lua qualquer de algum astro qualquer.

Faz falta um band-aid. É que as bolhas d’agua, e d’terra e d’fogo pipocam sulfurosas cantando seu metal pesado qual peste bubônica infalível, último esforço salvatório de um universo que não reconhece nele mesmo senão microesferas encarquilhadas cuja última proposta de barganha é a explosão nuclear fulminante e total das palavras seminais a germinar os óvulos em cada lâmina de grama e faca.

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