Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Archive for março \30\UTC 2010

Ritual Menor do Pentagrama

Posted by adi em março 30, 2010

Pra executarmos um trabalho de magia cabalística, primeiro se faz necessário compreendermos um pouco mais sobre a Árvore da Vida.

Verificamos que há um diagrama atribuindo as 10 Sephiroth à figura de um homem. Acima da cabeça, formando uma coroa está Kether, que representa o espírito divino, e aos pés está Malkuth. Aos ombros direito e esquerdo são atribuídos Gevurah e Gedulah, Marte e Júpiter, Poder e Majestade. Na configuração cabalística, Kether está em correspondência com a Mônada, a dinâmica e essencial individualidade de um homem, o espírito que procura experiência através da encarnação aqui na terra.

É altamente significativo o fato dessa Sephirah ou potência ser colocada acima da cabeça e não dentro do cérebro ou no centro do coração, pois Kether é a luz do espírito que brilha sempre sobre as trevas abaixo. Esta é uma idéia que tem paralelos também em outros sistemas. Na Teosofia por ex. é dito que a “centelha do Divino ofusca o ser visível, que tem a possibilidade de tornar-se unido àquela centelha, pois que o Espírito superior não está no homem, mas acima dele”.

Todo processo místico e mágico tem por objetivo purificar o homem, de modo que a centelha ou Espírito, que normalmente apenas nos ofusca, possa descer para um veículo purificado e consagrado.

Segundo a tradição esotérica, a execução do Ritual Menor do Pentagrama, ou RMP,  tem como objetivo, primeiro, invocar os poderes do Espírito/Centelha como fonte constante de vigilância e orientação, promovendo o contato com as forças divinas tranzendo-as para dentro de si. Segundo, proteção e limpeza, pois ao invocar os poderes divinos e trazê-los para sua esfera mágica, esses poderes eliminam todos os tipos de pensamentos obsedantes e perturbadores. Continue lendo »

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Lição de Astronomia

Posted by Sem em março 25, 2010

Dedicado a Sem

que gosta de Rembrandt e

de dissecar com palavras:

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Numa situação confusa, de perturbação, o que fazer?

Por favor, não faça nada. Você criou uma confusão por causa do seu fazer excessivo. Você é um tamanho fazedor, você confundiu tudo à sua volta – não somente para si mesmo, mas para os outros também. Seja um não-fazedor; isso será compaixão para consigo mesmo. Seja compassivo. Não faça nada, porque com a mente falsa, com uma mente confusa, todas as coisas se tornam mais confusas. Com uma mente confusa, é melhor esperar e não fazer nada de forma que a confusão desapareça. Ela desaparecerá; nada é permanente neste mundo. Você só precisa uma profunda paciência. Não seja apressado.

Vou lhe contar uma história. Buda estava viajando através de uma floresta. O dia estava quente. Era exatamente meio-dia e ele sentiu sede; assim, disse para seu discípulo Ananda: “Volte. No caminho, nós atravessamos um pequeno riacho. Volte lá e traga um pouco d’água para mim”.

Ananda voltou, mas o riacho era muito pequeno e algumas carroças estavam atravessando-o. A água estava agitada e tinha ficado suja. Toda a sujeira que estava assentada nele tinha vindo para cima e a água não era potável agora. Assim, Ananda pensou: “Eu tenho que voltar”. Ele voltou e disse para Buda: “Aquela água se tornou absolutamente suja e não está boa para se beber. Permita-me ir à frente. Eu sei que existe um rio a apenas alguns quilômetros de distância daqui. Eu irei e buscarei água para você”.

Buda disse: “Não! Volte ao mesmo riacho”. Como Buda tinha dito isto, Ananda tinha que seguir a ordem. Mas ele a seguiu sem entusiasmo pois sabia que aquela água não podia ser trazida. O tempo estava sendo desnecessariamente perdido! E ele estava com sede, mas como Buda disse para ir, ele tinha que ir.

Novamente ele retornou e disse: “Por que você insiste? A água não está potável”. Buda disse: “Vá novamente”. E como Buda havia dito para voltar, Ananda teve que ir.

A terceira vez que ele chegou no riacho, a água estava tão clara quanto ela sempre esteve. A sujeira tinha ido embora, as folhas mortas tinham ido embora e a água estava pura novamente. Então Ananda riu. Ele trouxe a água e veio dançando. Ele caiu aos pés de Buda e disse: “Seus meios de ensinar são miraculosos. Você me ensinou uma grande lição – que apenas a paciência é necessária e que nada é permanente”.

E este é o ensinamento básico de Buda: nada é permanente, tudo é transitório – assim por que ser tão preocupado? Volte ao mesmo riacho. Então, tudo deve ter mudado. Nada permanece o mesmo. Apenas seja paciente: vá novamente e novamente e novamente. Apenas alguns momentos e as folhas terão ido embora e a sujeira terá se assentado novamente e a água estará pura novamente.

Ananda também perguntou a Buda, quando ele estava voltando pela segunda vez: “Você insiste que eu vá, mas eu não posso fazer alguma coisa para tornar aquela água pura?”.
Buda disse: “Por favor, não faça nada; do contrário você a tornará mais impura. E não entre no riacho. Apenas fique do lado de fora, esperando, na margem. Sua entrada no riacho criará uma confusão. O riacho flui por si mesmo, assim deixe-o fluir”.

Nada é permanente; a vida é um fluxo. Heráclito disse que você não pode pisar duas vezes no mesmo rio. É impossível pisar duas vezes no mesmo rio porque o rio fluiu; tudo mudou. E não somente o rio fluiu, você também fluiu. Você também é diferente; você também é um rio fluindo.

Veja esta impermanência de todas as coisas. Não tenha pressa; não tente fazer nada. Apenas espere! Espere em um total não-fazer. E se você pode esperar, a transformação estará presente. Este próprio esperar é a transformação.

Osho, The book of the Secrets, V3, #38

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I Ching: Hexagrama 62: Trovão sobre a montanha: A imagem da preponderância do pequeno:

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O vídeo “O Pálido Ponto Azul”, postado por Luiza, meses atrás, que motivou o título desse post:

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ATITUDES

Posted by adi em março 21, 2010

Eu sei que até já falei isso antes, mas é assim que continuo pensando. Sabe têm coisas boas que valem a pena falar, valem a pena repetir, valem a pena espalhar. Esse é um exemplo de atitude que faz o mundo melhor, e é isso que vale a pena estarmos espalhando e nos espelhando.

A menina, 13 anos, Natalie Gilbert, ganhou um prêmio e foi cantar o Star Spangled Banner, hino dos EUA, no jogo da NBA.
Vinte mil pessoas no estádio, ela afinadinha. Aí o braço tremeu, ela engasgou, esqueceu a letra… DEU BRANCO!!! Treze anos. Sozinha, ali no meio…

O PÚBLICO ESTUPEFATO ameaça uma VAIA. De repente, Mo Cheeks, técnico dos Portland Trail Blazers, aparece ao seu lado e começa a cantar, incentivando-a, e trazendo o público junto.

Bonita CENA e – o que é mais incrível – … só o técnico tomou a iniciativa de ir até lá para ajudar, enquanto os demais à volta dela só observavam estupefatos…

Mostra como uma atitude de  SOLIDARIEDADE, NA HORA CERTA, pode fazer uma grande diferença, para ajudarmos um ser humano e mudar a história do JOGO da vida.

É nisso que acredito, atitudes certas, cada um colaborando com o que pode, no seu campo de ação, podem sim tornar o mundo melhor e mais bonito.

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Seja a mudança que você quer ver no mundo

Posted by adi em março 17, 2010

Tem um caminho que passo de vez em quando e que está escrito numa placa bem grande essa frase de Gandhi, e fiquei pensando que uma coisa muito simples  como “ser” é também o mais difícil. Percebemos que a maioria das pessoas se mostra descontentes com a vida que tem, também estamos descontentes com o que vemos fora de nós, e ainda assim nossas atitudes continuam sendo as mesmas.

Então estava assistindo o filme que o Elielson indicou, “Invictus” (não, isto não será uma resenha nem análise do filme, :D) e me lembrei dessa frase,  porque talvez nós possamos de fato fazer alguma diferença no mundo, contanto que começamos com nós mesmos, mudando algumas velhas atitudes, velhos hábitos.

Esse filme conta a trajetória de Nelson Mandela depois que ele saiu da prisão em 1990 e, depois  em maio de 1994 tornou-se presidente da Continue lendo »

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Qigong do Chunyi Lin

Posted by adi em março 16, 2010

O Timóteo está sempre fazendo propaganda boa sobre o Qigong do Chunyi Lin aqui no Anoitan, e aqui está, dois exercícios que podem ser executados por qualquer pessoa.

Esses exercícios acalmam, relaxam, equilibram, entre outros benefícios para nosso corpo físico e mente.

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As três provas de Ofélia

Posted by adi em março 9, 2010

Seguindo a boa dica da Luiza sobre o filme “O Labirinto do Fauno”,  me interessou ler novamente o post do Saindo da Matrix e os comentários, todos  bons por sinal, onde praticamente todos os aspectos interessantes e simbólicos do filme foram discutidos, com exceção das três provas de Ofélia, que foram citadas mas não muito aprofundadas, por isso trouxe aqui pra gente “esmiuçar” um pouco mais.

Acho que já assisti ao filme mais de 3 vezes, há algum tempo atrás e já não me lembrava mais de todos os detalhes. Como sou curiosa, lá fui eu pesquisar no Youtube cenas do filme, particularmente com relação a essas etapas, e o filme ainda continua mexendo comigo, não sei se a música ajuda no clima, mas é inevitável  não se emocionar, principalmente nas cenas finais…  ainda acho um filme muito triste…

Além dos elementos arquetípicos do feminino, da Grande Mãe, do aspecto negativo masculino que se apresenta no personagem do capitão, e do conflito interior de Ofélia na passagem do infantil para a puberdade; Ofélia como que necessitava se refugiar  num outro mundo,  num mundo mágico e perfeito.  Nada mais natural em meio a guerra civil, onde se vê tanta violência e crueldade tão próximos e reais para ela.

No início do filme, ouvimos a narração do conto da Princesa que foge do reino subterrâneo  para o mundo dos humanos, porque sonhava com o céu azul e com o brilho do sol, e que diante  da luz se esqueceu de seu passado, de sua origem. Esse conto nos lembra muito a jornada de nossa alma, o mito da queda de Sophia, a diferenciação do espaço/tempo, do inconsciente/consciente, e esse é o destino de Ofélia, o retorno ao reino e ser uma princesa novamente.

Dentro do carro, a caminho do encontro com o Capitão, Ofélia está entretida com um livro de contos de fadas, de princesa, de um reino encantado, então ali naquele bosque e novo lugar tem início seu destino, voltada interiormente, num mundo imaginativo e mágico, esse mundo de sonho começa a tomar forma.

Dentro do labirinto, todo em espiral, há como uma fonte em seu centro, lá Ofélia  encontra e conhece  o Fauno, que lhe conta sua verdadeira origem, ela é uma princesa, filha do Rei do mundo subterrâneo e filha da lua, e que ali naquela fonte há um portal para o reino, mas pra retornar precisa passar por três tarefas para provar que sua alma não está corrompida, que sua essência está intacta e que é imortal.

Três é um número sagrado que costuma estar simbolizando o princípio divino. Epiral é um símbolo feminino, de fecundidade, que evoca o caráter cíclico de evolução, qual seja, a viagem da alma depois da morte.

Fonte simboliza o acesso ao inconsciente que pode ser simbolizado através da imagem do mundo subterrâneo, cujo portal de entrada é a fonte, um símbolo materno. Existe ainda uma conexão entre a fonte, a juventude e a imortalidade sendo que  sua água é equiparada ao elixir da vida dos alquimistas. A fonte é um símbolo feminino, materno, de origem da vida. É uma imagem da alma, da gnose, do centro, da individuação. Percebemos aqui que é o próprio inconsciente, a própria alma de Ofélia quem a está conduzindo através da “imaginação”. Continue lendo »

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Parabéns a nós Mulheres

Posted by adi em março 8, 2010

MULHERES

Elas Sorriem quando querem gritar.

Elas cantam quando querem chorar.

Elas choram quando estão felizes.

E riem quando estão nervosas.

Elas brigam por aquilo que acreditam.

Elas levantam-se para a injustiça.

Elas não levam “não” como resposta

quando acreditam que existe melhor solução.

Elas andam sem novos sapatos para

suas crianças poder tê-los.

Elas vão ao médico com uma amiga assustada.

Elas amam incondicionalmente.

Elas choram quando suas crianças adoecem

e se alegram quando suas crianças ganham prêmios.

Elas ficam contentes quando ouvem sobre

um aniversário ou um novo casamento.

Pablo Neruda

                                                                                                                                       Pablo Neruda

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Tempo de Espera Tempo de Vipassana – By “zanofu”

Posted by adi em março 4, 2010

Dica não é minha mas É MUITO BOA:

O filme* Tempo de Espera, Tempo de Vipassana (“Doing Time, Doing Vipassana” – India/Israel, 50min), relata uma experiência ocorrida no Presídio de Tihar, Nova Déli, 1993 e em diversas prisões da India, com aplicação da técnica de Meditação Vipassana, com o intuito de abrandar o sofrimento dos presos, que obtiveram resultados significativos para suas vidas e para o convívio com a realidade da prisão, tornando-os pessoas mais positivas para o retorno à sociedade. O filme demonstra como a prática da meditação silenciosa e da auto-observação pode auxiliar a uma melhor compreensão de si-mesmo e da realidade ao seu redor, melhorando a qualidade de nossas vidas e de todos que convivem conosco.

A técnica acabou por levar ao quase aniquilamento da reincidência, corrupção e uso de drogas nos presídios onde está funcionando. Em razão do sucesso imediato, foi estendida aos funcionários do estabelecimento e proporcionou a proliferação de cursos periódicos em uma área especialmente criada para reflexão. A transformação modelar da prisão Tihar, nos últimos 13 anos da experiência, acabou fazendo-a referência para outros presídios indianos.

Vencedor dos Prêmios Golden Spire – Festival Internacional de Cinema de San Francisco, 1998 e Prêmio Finalista Festival de Cinema de Nova York, 1998

http://www.dhammawheel.com/viewtopic.php?f=13&t=1841

Por Lex Zen

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CINEMA – Resenhas e dicas sobre filmes – Interativo

Posted by adi em março 2, 2010

Aqui neste tópico, você leitor e/ou todos os interessados, poderão deixar sua dica ou resenha, sobre algum filme “interessante”, pra que este seja levado a um “post” e assim comentado por todos.

A dica/resenha deve ser postada como comentário/resposta deste tópico aqui, e esta será colada num novo post com os devidos créditos.

Sintam-se à vontade para colocar suas dicas, cada uma delas, será muito apreciada e bem-vinda aqui nesse cantinho, que afinal, pertence a todos nós, leitores e participantes.

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