Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Archive for junho \24\UTC 2011

Sobre a lei do Karma

Posted by adi em junho 24, 2011

Pois é, aqueles que estavam esperando o post sobre Tiphareth minhas desculpas, é que nessa pesquisa ( é sempre bom o aval dos entendidos, rs) sobre a imagem de redenção, o assunto se extendeu muito, porque sempre uma coisa leva a outra, que leva a outra, e ainda este post sobre Tiphareth vai ficar mais pra frente. É que juntando os elementos dessa jornada rumo à Tiphareth e além, nos deparamos com um  assunto intrigante, a saber, o Karma. Karma está intrínseco em nossa vida e em nossa percepção e construção da realidade.

Karma aliás é assunto que vez ou outra está em discussão aqui no Anoitan, tem também o post “Carma e Linearidade” do Andrei, bem interessante sobre esse assunto. Apesar de ser um assunto recorrente, vale lembrar que, segundo os budistas, karma é nada mais, nada menos que “ação”. Ação derivada de nossas construções mentais, conceitos, formas pensamento, predisposições e tendências habituais, ou seja, condicionamentos. Esses tipos específicos de estados mentais existem em nossa corrente mental como predisposições latentes, mais do que como pensamentos ou conceitos plenamente desenvolvidos. Nós possuímos todas essas  tendências inerentes, mas algumas delas se tornam fortalecidas devido a sua repetição, enquanto outras não se manifestam, e é isso que cria as diferenças entre as personalidades das pessoas. É através dos condicionamentos que temos a noção da existência de um “eu” em separado, ou do ego. É importante saber, que esses conceitos/condicionamentos não são fixos,  eles aparecem e desaparecem de momento a momento, formando continuamente novas combinações, cada um é como um “eu” separado, o que na psicologia são conhecidos como “complexos” e também como a “sombra”.

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Ritual do Pilar do Meio

Posted by adi em junho 16, 2011

Pra quem já vem praticando ou já praticou o RMP, e  já tem certa familiaridade com o sistema da Árvore da Vida Cabalística e com o objetivo dos rituais que visa sempre o equilíbrio do ser através da “visualização e do uso da vontade”, fica bem mais simples praticar o Ritual do Pilar do Meio.  Esse equilíbrio é a busca do alinhamento com o “real ser” (Self) dentro de cada indivíduo.

Além de se relacionar com a Árvore da Vida, é um trabalho de alinhamento dos chacras localizados ao longo da coluna vertebral, permitindo assim a circulação das energias emanadas de Kether  em nosso ser.

Ritual do Pilar do Meio

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Mandalas, Mandorlas e Representações da Psique

Posted by Sem em junho 1, 2011

Acabando de ler o livro Astropsicologia: o simbolismo astrológico e a psique humana, de Karen Hamaker-Zondag, onde a autora, astróloga de orientação junguiana, faz relações entre a Astrologia e a Psicologia Analítica, me deparei com a seguinte gravura, a mais representativa da psique humana que já tenha observado até hoje.

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A estrutura da psique segundo C. G. Jung

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Após a gravura fiquei pensando nessa capacidade de síntese das imagens, no quanto poucas linhas expressivas podem conter ideias complexas ou mesmo sistemas inteiros de compreensão do mundo, caso da gravura.

Talvez a razão óbvia seja que pensemos por imagens, de que antes que nossas palavras brotem e frutifiquem em ideias, alimentem-se primeiro das raízes da nossa imaginação. A palavra imagem; do latim imago; referente a íntimo, âmago, ou, espelho, retrato a semelhança de… O que implica que sentimos por imagens também, que é dessa capacidade que as imagens têm para nos emocionar, inclusive, que discernimos o belo do feio, o verdadeiro do falso, o bom do mal, – valores são relativos ao quadro mental de imagens que vamos elaborando sem cessar ao longo da vida, a partir do que recebemos e filtramos julgando ser a realidade, e que formariam figuras verdadeiramente caleidoscópicas, se pudessem ser fielmente representadas. Assim, podemos contar a nossa história pessoal e a da humanidade através de imagens, aliás, sequer nós existiríamos – enquanto indivíduos – sem antes construir uma auto-imagem, com a qual nos assemelhamos e nos apresentamos ao mundo. Por fim, toda a arte figurativa pode ser resumida em manipulação explícita ou implícita de imagens: a moda, a pintura, o cinema, o teatro, a literatura, a poesia, o desenho, a arquitetura, a fotografia, os games… Em sentido lato, para a psique, toda arte é figurativa e tudo é imagem.

Por estas razões evidentes, este será um papo sobre imagens do nosso psiquismo, e do que tais imagens podem nos suscitar e provocar no caminho da individuação – o processo da consciência de nós mesmos da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung.

Trarei outras gravuras, que considero igualmente representativas da psique, mas, propositalmente mais simples, para que revelem com o mínimo de acréscimos as estruturas arquetípicas básicas que nos envolvem e determinam a todos.

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