Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Archive for maio \31\UTC 2010

Alienação, será???

Posted by adi em maio 31, 2010

Semana passada, houve um comentário spam com termos ofensivos em relação a postura adotada pelo blog. Basicamente o Anoitan é um blog sobre espiritualidade e afins, o que no meu modo de entender, é completamente diferente de um blog sobre “religião”, porque não é um blog voltado especificamente pra uma determinada religião, mas nos sentimos livres pra citarmos aqui as mais variadas tradições, desde que ela atenda as nossas necessidades pra descrever determinados aspectos de nossa realidade última. Lembrando sempre, que o mapa não é o território/caminho.

E aqui, falando por mim agora, vou continuar seguindo essa linha, minha motivação em continuar a escrever aqui é, e sempre foi o desenvolvimento espiritual, o qual pra mim tem um sentido particular de ser. Para aqueles que, assim como eu, eram leitores do Franco Atirador, talvez tenham notado, que apesar de diferente, o Anoitan segue uma linha um pouco similar ao antigo blog, naturalmente porque talvez ainda me identifico com os pensamentos  que perambulavam por lá, e ainda hoje, essa mistura toda de tradições, filosofias, psicologia e até física quântica, têm me servido como uma luva pra representar e explicar uma “idéia”, e não digo que nova no mundo, mas nova pra mim, nova na minha maneira de compreender e desfazer minhas próprias crenças e limites.

Nesse estudo todo, em minha pesquisa onde busco apoio (sim) nos versados pra imprimir uma “idéia”, que é nova pra  mim, tenho descoberto somente conexões e similaridades entre  as mais diversas filosofias, religiões e até mesmo na parte científica como a psicologia e física quântica.

Mas, ainda hoje há pessoas que não conseguem entender tal coisa, e se incomodam profundamente com nossa ou minha postura, não conseguem distinguir essa diferença, e por causa de sua dificuldade de compreensão, preferem nos limitar dentro do quadrado de suas próprias percepções limitadas. Elas só conseguem vislumbrar um único aspecto de toda a realidade,  nunca puderam vivenciar dentro delas  além de seus próprios conceitos e pensamentos, nunca vivenciaram além de sua turma ou egrégora, e para elas o mundo se restringe  somente a esse aspecto, tipo, a minha maneira de ser e viver é a certa e tudo o mais são doenças, ou seja, a vida é somente a parte manifesta de sua própria concepção, o resto para elas, é loucura de mentes que buscam fugir da realidade, mentes domesticadas que somente repetem o que aprenderam com as tradições. Essas pessoas nem ao menos conseguem perceber que elas próprias só vivem a repetir suas críticas, vivem a repetir a mesmice de sempre contra tudo que se opõem, a mesmice de sempre contra tudo o que não conseguem compreender, e que, por não compreenderem, acreditam somente que o real e “certo” é a sua maneira de viver, e de forma alguma são capazes de inovar, de conceber uma nova idéia ao mundo, o que sabem fazer é somente continuar a jogar pedras, assassinar o que não compreendem.

As pessoas estão tão limitadas que nem ao menos conseguem ler um texto, o que elas vêem e entendem são sempre seus próprios pré-conceitos, seus próprios limites, e deturpam sempre o real da mensagem. Exatamente iguais aos céticos da turma do  Dawkins, que vivem jogando pedras nos crentes de todas as religiões, e se esquecem que pra jogarem pedras, tem que se apoiar no fundamentalismo de suas próprias crenças contra as religiões.

Aqui no Anoitan, nós sempre seremos livres, pra falarmos sobre budismo, sobre hinduísmo, Cabala, misticismo, ocultismo, alquimia, e todos os ” ismos” juntos, e todos os assuntos, porque os limites não estão simplesmente por usarmos palavras ou mesmo conceitos de determinada religião pra descrever “idéias”, idéias que talvez amanhã já não existam mais, porque tudo se desfaz o tempo todo, a única coisa que permanece e que é real, é um sentido diferente de SER, que queiramos ou não, e mesmo dizendo que é “mentira”, que tal coisa não existe, que tal sentido de Ser e Existir é fugir do real da vida, não importa, Ele ainda permanecerá, e cedo ou tarde, todos irão experienciar essa realidade, realidade além de nós mesmos, realidade que “É” e sempre Será, mesmo que ainda não compreendemos, mesmo que ainda não percebemos…

A cada dia, mais e mais pessoas dão testemunho dessa realidade…

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Sobre Egrégoras

Posted by adi em maio 28, 2010

Desde o último post, venho pesquisando sobre plano astral segundo algumas tradições, e também em termos da psicologia junguiana, com o objetivo de fazer uma analogia entre elas, o que, pra minha surpresa, não é que uma coisa leva a outra, que se emenda com outra, e assim, o post mesmo sobre plano astral vai ficar mais pra frente, talvez como uma continuação deste aqui.

Uma das coisas que acho bem interessante no meio ocultista é a importância que se dá para a egrégora, ou ao grupo ao qual se pertence, e sobre os benefícios de ficar sobre a égide de tal força. Aos que buscam a total realização espiritual, tal força pode até ser um empecilho.

Mas o que são egrégoras exatamente, e como essa força pode nos ajudar ou atrapalhar em nossa caminhada?

Direto do Wikipédia:  Egrégora, ou egrégoro para outros, (do grego egrêgorein, Velar, vigiar), é como se denomina a entidade criada a partir do coletivo pertencente a uma assembléia. Segundo as doutrinas que aceitam a existência de egrégoros, estes estão presentes em todas as coletividades, sejam nas mais simples associações, ou mesmo nas assembléias religiosas, gerado pelo somatório de energias emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade. Assim, todos os agrupamentos humanos possuem suas egrégoras características: as empresas, clubes, igrejas, famílias, partidos etc., onde as energias dos indivíduos se unem formando uma entidade (espírito) autônomo e mais poderoso (o egrégoro), capaz de realizar no mundo visível as suas aspirações transmitidas ao mundo invisível pela coletividade geradora, ou seja, sua ideologia. Em miúdos, uma egrégora participa ativamente de qualquer meio, físico ou abstrato.

Como vimos então, egrégoras são formadas pelas formas-pensamentos criadas a partir da união do mesmo pensamento em comum de uma assembléia, de um grupo, ou seja do coletivo reunido com o mesmo objetivo. Quanto mais forte e mais frequente for essa egrégora, mais força vai acumulando, se tornando uma entidade autônoma. Continue lendo »

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Fenômenos Psíquicos

Posted by adi em maio 13, 2010

No final de semana passado assisti dois filmes, interessantes no sentido em que  retratam bem sobre aspectos do “psíquico” em nós, assunto esse que tem me interessado já a algum tempo, e assistir os filmes foi o gatilho que precisava pra atualizar essas questões cá comigo. Ao mesmo tempo, precisava fazer as associações certas que fizesse sentido, e  entender (se é que isso seja possível), como tais coisas ocorrem.

Os filmes em questão, Caso 39 e Contatos de quarto grau ( este já havia assistido no cinema), e que não pela história em si, os roteiros são fracos até, fictícios eu sei, mas por tratarem ambos de tipos diferentes de  possessão, no filme Caso 39 de uma possessão demoníaca, e no filme Contatos de quarto grau, excluindo toda a historinha montada pra parecer verídico, sabemos que em casos relatados através de hipnose, de abduções ditas verdadeiras, é mais ou menos como demonstrado no filme, o que nos lembra em muito como possessão de alguma força, que muito embora se manifeste no indivíduo, parece como que vinda de fora, que não  pertence ao indivíduo.

Se juntou a isso, um monte de dúvidas sobre o “plano astral e mental” descrito pela Teosofia,  e também descrito pelo Espiritismo numa versão parecida, entre outras correntes esotéricas que também descrevem, como sendo planos povoados por espíritos desencarnados, ou seres, de todos os tipos, desde  os maléficos até os bondosos e angelicais, mestres ascencionados, etc, etc. De como contatamos esses seres, recebemos mensagens, ou no caso dos maléficos, somos possuídos por eles contra nossa própria vontade, etc.

E tentar entender; porque, pra mim, não é suficiente acreditar que se trata de entidades ou seres desencarnados num plano mais evoluído, que por sinal é uma cópia idêntica daqui, só que mais sutil, e ainda outros tantos planos e divisões hierárquicas (essa palavra sempre me disparou um alerta interior) cada qual mais sutil e elevado; ou que seres extra-terrestres estão a nos contatar, abduzir, fazer experimentos e apagar nossa memória, ou então vieram pra nos ajudar em nossa evolução ou nos salvar. Não que fantasmas, espíritos ou extra-terrestres não existam, há uma hipótese provável que sim, eles existam, bem como há uma hipótese provável de que nada disso exista e que tais fenômenos não passam de fantasias ou ilusões criadas na mente. Continue lendo »

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Quem sou eu ???

Posted by adi em maio 12, 2010

Nesta altura da vida já não sei mais quem sou….. Vejam só que dilema!!!

Na ficha da loja sou CLIENTE, no restaurante FREGUÊS, quando alugo uma casa INQUILINO, na condução PASSAGEIRO, nos correios REMETENTE, no supermercado CONSUMIDOR.

Para a Receita Federal CONTRIBUINTE, se vendo algo importado CONTRABANDISTA. Se revendo algo, sou MUAMBEIRO, se o carnê ta com o prazo vencido INADIMPLENTE, se não pago imposto SONEGADOR.

Para votar ELEITOR, mas em comícios MASSA , em viagens TURISTA , na rua caminhando PEDESTRE, se sou atropelado ACIDENTADO, no hospital PACIENTE.  Nos jornais viro VÍTIMA, se compro um livro LEITOR, se ouço rádio OUVINTE.

Para o Ibope ESPECTADOR, para apresentador de televisão TELESPECTADOR, no campo de futebol TORCEDOR.
Se sou
CORINTHIANO, SOFREDOR. Se sou SÃO PAULINO, BAMBI, palmeirense, PORCOSantista, Baleia.

Agora, já virei GALERA. Se trabalho na ANATEL , sou COLABORADOR e, quando morrer… uns dirão…. FINADO, outros ….. DEFUNTO, para outros … EXTINTO, para o povão ….PRESUNTO. Em certos círculos espiritualistas serei … DESENCARNADO, evangélicos dirão que fui ..ARREBATADO.

E o pior de tudo é que para todo governante sou apenas um IMBECIL, SEM MEMÓRIA !!! E pensar que um dia já fui mais EU. Fica no ar… Quem sou eu realmente ?

(Luis Fernando Veríssimo)

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A TIRANIA DO EGO

Posted by adi em maio 3, 2010

Há ainda muita confusão sobre o processo de “individuação” de Jung, talvez porque a palavra “individuação” nos faz pensar em indivíduo, e indivíduo significa pessoa, sujeito, que também pode ser uma individualidade , ou seja, aquilo que constitui o indivíduo, o caráter ou personalidade.  Talvez porque esse processo seja também equivalente ao processo de desenvolvimento espiritual, e os teósofos sempre se referiram ao Espírito ou Centelha como “eu superior”,  termo esse inadequado pra designar o Espírito, o atemporal.  Fato é que,  por causa dessa confusão, muitos igualam/equiparam o “ego” com a consciência, algumas vezes Jung escreveu de forma ambígua a esse respeito, por isso, interpretam esse processo de individuação como uma “identificação” do ego  com a Centelha/Espírito.

Tem sido muito difundido ultimamente por modalidades diferentes de psicoterapia e psicanálise que o processo de individuação ou realização espiritual se refere como uma “espiritualização do ego”,  da conexão do ego com o divino,  da identificação do ego  com o Espírito, da ligação do ego com a Essência/Centelha, fonte última de força, de onde o ego conectado expressa essa força (poder)  e retira dela (força)  resultados concretos, como “sacudir as fundações do mundo” ou “grandes reformas sociais”, e que o “ego é uma gloriosa manifestação do Espírito”. Isto posto, fica claro que o objetivo dessa postura/interpretação é colocar os poderes do plano espiritual  subordinados  ao “grande ego” que expandiu seus limites ao ponto de abarcar essas forças. Essa postura que vem sendo muito difundida, confundindo em muito a mente das pessoas, também pode ser descrita como “fortalecimento do ego”,  e que, esse processo, visa a plena adaptação à vida tal qual ela é, ou seja, a adaptação ao que aprendemos a chamar de “realidade”. Essa adaptação, é exatamente o que contribui para manter as pessoas acorrentadas ao sistema de dominação, ou sístase.

Em total oposição a essa interpretação, sempre se mostraram as religiões e filosofias, especialmente as orientais, que sempre enfatizaram a “transcendência do ego”,  pois o ego é o principal obstáculo à realização espiritual. Alguns místicos também se referem a essa mesma transcendência do ego, de forma “simbólica e metafórica”, como sendo a morte do ego, ou seu aniquilamento.

E aqui surge um novo problema, porque segundo essas modalidades de psicoterapia, a transcendência do ego implica em “incluir” o próprio, e a ausência do ego acarretaria em psicose, ou seja, delírios e alucinações, além de perda cognitiva – escolhas, julgamentos e decisões – e não em “iluminação”.

Obviamente, em portadores dessa patologia tal coisa é assim, e os hospitais psiquiátricos podem comprovar, mas isso não significa que tais pessoas possuem tal patologia em consequência de suas buscas espirituais, muito menos podemos comparar um Krishnamurti, um Ramana Maharshi , ambos grandes sábios iluminados de nosso tempo, com os portadores de psicose. Essa interpretação não parece satisfatória. Continue lendo »

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