Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Posts Tagged ‘Carl Gustav Jung’

Amor e sua relação com o caminho espiritual

Posted by adi em março 12, 2014

Esse post, que é a continuação do anterior, tem pouco mais de um ano que eu havia começado a escrevê-lo, estava com um monte de ideias, inspiração e entusiasmo, mas não cheguei a conclui-lo e tudo passou, estava faltando algum tempero, talvez uma liga, na verdade o amor, o qual pra minha surpresa se revelou por agora, e então tudo fez muito mais sentido.

Para falar de amor no caminho espiritual, não vai ter outro jeito a não ser começar do começo. 🙂

Lembrando que, há três fases, graus, ou etapas principais no caminho espiritual, tanto em Alquimia, como no Budismo, na Cabala, ou em Thelema. É importante levar isto em conta, porque é aqui nestes três estágios que acontecem de fato as grandes transformações ou as grandes mudanças de consciência.

Na cabala, podemos verificar no esquema da Árvore da Vida como segue abaixo, o seguinte:

Paths-and-Grades

Olhando para o gráfico da Árvore da Vida, nós verificamos a tríade das sephiroth yesodh, hod e netzach, essa primeira tríade corresponde a nossa personalidade. A segunda tríade referente à tiphereth, geburah e chesed corresponde ao homem desenvolvido, ou ao homem individualizado, é onde se dá o nascimento do filho, e a terceira tríade de Binah, Chokhmah e Kether corresponde à centelha espiritual. Entre a primeira tríade e a segunda, há o que se chama de véu de paroketh, é uma espécie de travessia do abismo em menor escala, e entre a segunda tríade e a terceira está o véu do abismo ou a sephirah oculta Daath. Tiphereth equivale ao centro mediador entre o espiritual (sephiroth superiores) e a personalidade (sephiroth inferiores).

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Íncubos e Súcubos além da fantasia

Posted by adi em agosto 1, 2013

“É um fato de domínio público e que muitos afirmam have-lo experimentado ou escutado pessoas autorizadas que tenham experiência disso, que os Silvanos e os Faunos, vulgarmente chamados íncubus, tem atormentado com frequência às mulheres e saciado suas paixões. Além disto, são tantos e de tal peso os que afirmam que certos demônios chamados pelos Gauleses, Dusios, intentaram e executaram essa animalidade que, negá-lo parece imprudência.” – Santo Agostinho, livro 15 Cap. 23 em DE CIVITATE DEI

Ao se tratar de íncubos e súcubos, o que é mais popularmente conhecido, é o mito como citado acima por Santo Agostinho que viveu nos longínquos séculos IV e V da nossa era cristã.

Embora, séculos se passaram, ainda hoje, Íncubos e Súcubos são conhecidos como demônios que atacam suas vítimas enquanto essas se encontram “dormindo”. O intuito do ataque é ter relações sexuais com elas e, por meio disso, drenar suas energias para assim se alimentarem, na maioria das vezes deixando-as vivas, mas em condições muito frágeis, por esse motivo, também estão relacionados aos vampiros.

Os Íncubos são demônios masculinos que atacam as mulheres, já os súcubos são demônios femininos que atacam os homens. Numa pesquisa no Wikipedia, temos a informação de que o prefixo in- “sobre”, da palavra íncubos, dá o significado de alguém que está em cima de outra pessoa. De acordo com o livro “O Martelo das Bruxas” (Malleus Maleficarumda idade média, a palavra “succubus” vem de uma alteração do antigo latim succuba significando prostituta. A palavra é derivada do prefixo “sub-“, em latim, que significa “em baixo-por baixo”, e da forma verbal “cubo“, ou seja, “eu me deito”. Assim, o súcubo é alguém que se deita por baixo de outra pessoa, e o íncubo (do latim, in-, “sobre”) é alguém que está em cima de outra pessoa.

Apesar de as descrições acima do “modus operandi” desses seres serem distintas entre si, segundo os relatos das vítimas, eles atacam de forma muito semelhante, como uma pressão muito forte sobre o peito, os imobilizando e ainda, com intensa conotação sexual.

De aparência muito sedutora e magnética, esses demônios são descritos algumas vezes com asas de morcego e também com outras características demoníacas, como chifres e cascos. O súcubos atraem o sexo masculino e, em alguns casos, o homem “apaixona-se” por ela. Mesmo fora do sonho, ela não sai da sua mente, por esse motivo, ela permanece lentamente a sugar-lhe energia até à sua morte por exaustão. Outras fontes dizem que o demônio irá roubar a alma do homem através de relações sexuais.

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incubus (1)

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Diz-se ainda que, tanto os súcubos, assim como os íncubos, descendem de um mesmo demônio, o qual, para uma mulher apareceria na forma masculina e para um homem o mesmo demônio apareceria com a forma feminina.

E disto deriva que os súcubos recolhem o sêmen dos homens com os quais copulam, para que um íncubo possa depois, vir a engravidar mulheres, e desta união ocorre nascerem crianças mais suscetíveis às influências de demônios. Diz à lenda que o mago Merlin é fruto desses tipos de uniões.

Numa nova leitura e interpretação mais atualizada sobre o mito, é muito fácil concluir que tais pesadelos não passam de “fantasias” de desejos sexuais fortemente reprimidos em uma época (idade média) onde, os conceitos de moral, religião e bons costumes eram extremamente rígidos e controlados pela inquisição da igreja romana.

Isto por si só, justificaria o fato de que esses mitos e lendas, tomados como fantasias reprimidas, serem associados a casos de doenças e tormentos psicológicos de origem sexual, os quais são os causadores de pesadelos, paralisia do sono e poluções noturnas. Essa interpretação de relativa simplicidade, pra não dizer rasa, até nos parece convincente, não fosse a dúvida: seriam mesmo, somente essas duas possibilidades – demoníaca ou repressão sexual – a se considerar sobre o assunto?

O assunto nem de longe é tão simples e, por esse mesmo motivo, vai muito além do exposto acima. Não podemos esquecer que tanto em mitologia, bem como magia e também psicologia analítica, o mito está totalmente relacionado com aspectos da psique humana, portanto, faz parte tanto do inconsciente individual bem como do coletivo e, disso resulta que o quadro acima se altera completamente.

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Mandalas, Mandorlas e Representações da Psique

Posted by Sem em junho 1, 2011

Acabando de ler o livro Astropsicologia: o simbolismo astrológico e a psique humana, de Karen Hamaker-Zondag, onde a autora, astróloga de orientação junguiana, faz relações entre a Astrologia e a Psicologia Analítica, me deparei com a seguinte gravura, a mais representativa da psique humana que já tenha observado até hoje.

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A estrutura da psique segundo C. G. Jung

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Após a gravura fiquei pensando nessa capacidade de síntese das imagens, no quanto poucas linhas expressivas podem conter ideias complexas ou mesmo sistemas inteiros de compreensão do mundo, caso da gravura.

Talvez a razão óbvia seja que pensemos por imagens, de que antes que nossas palavras brotem e frutifiquem em ideias, alimentem-se primeiro das raízes da nossa imaginação. A palavra imagem; do latim imago; referente a íntimo, âmago, ou, espelho, retrato a semelhança de… O que implica que sentimos por imagens também, que é dessa capacidade que as imagens têm para nos emocionar, inclusive, que discernimos o belo do feio, o verdadeiro do falso, o bom do mal, – valores são relativos ao quadro mental de imagens que vamos elaborando sem cessar ao longo da vida, a partir do que recebemos e filtramos julgando ser a realidade, e que formariam figuras verdadeiramente caleidoscópicas, se pudessem ser fielmente representadas. Assim, podemos contar a nossa história pessoal e a da humanidade através de imagens, aliás, sequer nós existiríamos – enquanto indivíduos – sem antes construir uma auto-imagem, com a qual nos assemelhamos e nos apresentamos ao mundo. Por fim, toda a arte figurativa pode ser resumida em manipulação explícita ou implícita de imagens: a moda, a pintura, o cinema, o teatro, a literatura, a poesia, o desenho, a arquitetura, a fotografia, os games… Em sentido lato, para a psique, toda arte é figurativa e tudo é imagem.

Por estas razões evidentes, este será um papo sobre imagens do nosso psiquismo, e do que tais imagens podem nos suscitar e provocar no caminho da individuação – o processo da consciência de nós mesmos da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung.

Trarei outras gravuras, que considero igualmente representativas da psique, mas, propositalmente mais simples, para que revelem com o mínimo de acréscimos as estruturas arquetípicas básicas que nos envolvem e determinam a todos.

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Uma resposta para o Bem X Mal

Posted by Sem em setembro 1, 2010

Como o meu comentário em resposta ao post Bem X Mal excedeu em tamanho e avolumou-se nas questões imbricadas em decorrência ao tema, resolvi abrir um post comentário-resposta às questões inicialmente lá levantadas pela Adi, a autora do post, e depois desenvolvidas nos comentários.

Adi, reconheço a minha incapacidade em sintetizar num único comentário uma resposta cabível a tema que no meu entender alavanca o mundo, a questão das dualidades. Conto com a sua compreensão, sempre tão generosa, e aproveito para agradecer a oportunidade que você nos trouxe, a mim e aos leitores do Anoitan – eu particularmente encaro a oportunidade como um desafio em dar continuidade àquelas minhas especulações e teorias a respeito das relações… Por todos os lados, minha cara Adi, muito obrigada!

No entanto eu temo que em meio a assunto com tantas imbricações, arrisque me perder por esses labirínticos espaços do céu e do inferno, do autoconhecimento e da construção da moral do homem pelo homem. Devo tornar brevemente ao assunto da luta que vem se arrastando por séculos e conta com o tempo da história da nossa civilização, a luta entre o monismo de Parmênides e o atomismo de Demócrito. Este assunto, especificamente, foi pauta de outro post meu, pode ser lido por aqui. Neste de cá pretendo me demorar nas abordagens competitivas e/ou colaborativas que as pessoas estabelecem em suas relações – válido para todas as pessoas e todas as relações, sem exceções. E pretendo justificar por qual motivo avalio positivas ou negativas, não as ações em si do competir ou colaborar, mas o modo pelo qual os sujeitos são afirmados ou negados, que eu entendo como os princípios agregadores ou desagregadores que transparecem nas relações. Vou falar também de como me nasceu esta ideia através do meu trabalho em educação com jogos…

Vamos lá, começar do começo, que de outro lugar seria impossível, e estender um fio pelos tortuosos corredores das regras e das leis que os homens inventam para regular sua convivência, para chegar ao ambicionado centro, não de uma moralidade única, perfeita, eterna, mas, de uma ética permeada ao viver humano. É muita coisa, estou com medo de me perder…

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Eros e Psiqué

Posted by Sem em abril 29, 2009

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“A história revela a fantasia dos criadores da história e, por trás deles e em suas fantasias e padrões, encontram-se os arquétipos.”

James Hillman

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