Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Archive for junho \28\UTC 2009

A Fonte da Juventude

Posted by Filipe Wels em junho 28, 2009

 

O destino de nós todos (exceto, claro, os que por algum motivo em especial morram jovens) é envelhecer e morrer. A velhice e a morte estão  reservados para todos, certo? Errado. Pelo menos na opinião de Peter Kelder, que escreveu o livro A Fonte da Juventude. Para ele, a isso de que a velhice seja  inevitável não passa de uma ilusão criada pelo pensamento humano. Ter 130 anos e aparência e vigor de 25 é totalmente possível.

Kelder conta que conheceu um coronal de reserva do exército britânico chamado (nome fictício) Bradford. Era um homem velho, de aparência curvada e cabelos grisalhos que rapidamente se tornou seu amigo. Conto-lhe que servira em missões em diversos lugares da Ásia, aprendendo a se comunicar com seus habitantes, e tinha ouvido falar a respeito da existência da fonte de juventude. Até que ele resolveu sair em busca de tal fonte.

Uns 2 anos depois, um homem aparentando 40 anos bateu na porta de sua casa. Para seu espanto, era o coronel. Disse que havia encontrado a tal Fonte, que consistia numa sequencia de 5 ritos praticados em algum lugar no Tibete. Os lamas praticavam aqueles ritos há anos, e todos eles tinham aparência muito jovem. Tanto que quando o coronel achou o lugar, era conhecido como “o antigo” – apelido que caiu em desuso quando recuperou a forma jovem. E muitos desses monges passavam longe dos 100 anos.

O envelhecimento ocorreria por causa dos chacras. A anatomia oculta do homem diz que temos 7 centros de energia ou chakras principais ( fala-se em centenas de chakras, na verdade, sendo apenas 7 os principais) que, devido ao tempo, deixam de girar efetivamente, causando desiquilíbrio energético e, portanto, envelhecimento. O segredo da juventude perene é manter os chakras girando adequadamente, impedindo que surja o desequilíbrio energético que leverá ao envelhecimento. E o segredo para isso é praticar os 5 ritos.

Os ritos devem ser praticados todos os dias, podendo-se saltar, no máximo, um dia por semana. Começamos fazendo cada exercício 3 vezes,  aumentando duas por semana, até chegar a 21. Pode-se fazer de manhã ou de tarde. Deve-se também cuidar a alimentação: diminuir ao máximo a quantidade ingerida e a variedade de comida na mesma refeição (nao comer proteínas – carnes- junto com amido, pois esses alimentos têm propriedades opostas e acabam entrando em conflito no estômago) e mastigar o máximo possível para facilitar a digestão.

Outra coisa essencial , segundo o livro, é a castidade. A energia sexual deve ser transmutada. Sintindo vontade de quebrar a castidade, há o rito 6, que serve para transmutar a energia sexual. Só assim podemos, de fato, convertermo-nos em super-homens ou super-mulheres.

Vamos aos ritos: (essa parte eu peguei da internet)

 

Rito 1: Fique em pé, com os braços na horizontal, e gire, num círculo completo, todo o corpo no sentido horário [sentido dos ponteiros de um relógio que estivesse nos seus pés]. Para diminuir a tontura, procure fixar o olhar em um ponto fixo, o máximo que puder, durante o giro. Diminuir a velocidade de giro do corpo também ajuda a diminuir a tontura. Descançe até sumir a tontura, antes de ir para o Rito 2.

Rito 2: Deite de costas no chão, estenda os braços ao longo do corpo e vire as palmas das mãos para baixo, mantendo os dedos fechados. Então, erga a cabeça do chão, encostando o queixo no peito. Ao mesmo tempo, vá levantando as pernas, com os joelhos retos, até ficarem na vertical. Se possível, deixe as pernas descerem um pouco para trás, ficando sobre a cabeça, mas não dobre os joelhos. Depois, vagarosamente, abaixe a cabeça e as pernas, mantendo os joelhos firmes e retos, até voltar à posição inicial. Deixe os músculos relaxarem um pouco e depois repita o rito. Ao repeti-lo, vá estabelecendo um ritmo mais lento para sua respiração. Inspire profundamente quando estiver levantando as pernas e a cabeça, e exale ao descê-las. Inspire e exale sempre pelo nariz. Entre as repetições, no relaxamento, continue respirando no mesmo ritmo. Quanto mais profundas as respirações, melhor.

Rito 3: Ajoelhe-se no chão com o corpo ereto e os braços estendidos paralelamente ao corpo. As palmas das mãos devem ficar encostadas na lateral das coxas. Incline a cabeça para a frente, até o queixo tocar o peito. Depois, atire a cabeça para trás, o máximo possível e, ao mesmo tempo, incline-se para trás, arqueando o corpo. Nesse movimento você se escorará nas mãos que se apóiam nas coxas. Feito isso, volte à posição original e comece de novo o rito. Como no Rito 2, você deve estabelecer uma respiração ritmada. Inspire profundamente quando arquear a espinha para trás e exale ao voltar à posição ereta. A respiração profunda é extremamente benéfica, porisso encha os pulmões o máximo que conseguir.

Rito 4: Primeiro, sente-se no chão com as pernas estendidas para a frente, deixando uma distância de uns quarenta centímetros entre os pés. Mantendo o corpo ereto, coloque as palmas das mãos no chão, voltadas para frente, ao lado das nádegas. Depois, incline a cabeça, fazendo o queixo tocar o peito. Em seguida, incline a cabeça para trás o máximo possível. Ao mesmo tempo, erga o corpo de modo que os joelhos dobrem enquanto os braços permanecem retos. O tronco e as coxas deverão ficar retos e alinhados horizontalmente em relação ao chão; os braços e as canelas estarão em posição perpendicular ao chão. Então, tensione todos os músculos do corpo que puder. Por fim, relaxe ao voltar à posição inicial e descanse antes de repetir este rito. Uma vez mais, a respiração é importante. Inspire profundamente ao elevar o corpo, segure a respiração durante o tensionamento dos músculos e exale completamente enquanto volta à posição inicial. Continue respirando no mesmo ritmo no intervalo entre as repetições.

Rito 5: Deite-se de bruços no chão. Em seguida, erga o corpo, apoiando-se nas palmas das mãos e dedos dos pés, que deverão ficar flexionados. Durante todo o rito, mantenha uma distância de cerca de 40 centímetros entre os pés e entre as mãos. Mantendo pernas e braços retos, arqueie a espinha e leve a cabeça para trás o máximo possível. Depois, dobrando-se nos quadris, erga o corpo até ele ficar como um ‘V’ invertido. Ao mesmo tempo, encoste o queixo no peito. Volte à posiçao inicial e repita o rito. Tensione os músculos por um instante, tanto no ponto mais alto como no mais baixo. Siga o mesmo padrão de respirações profundas e lentas que usou nos outros ritos. Inspire ao erguer o corpo, em V, e exale quando o abaixar. Lembre-se de que você só volta à posição inicial – deitado de bruços no chão – quando tiver completado todo o ciclo de repetições.

Terminada a exposição, vamos à minha opinião pessoal:

Não há provas que a história do coronel Bradford seja de fato real. Onde estará tal coronel? Suas narrativas também me parecem um tanto fantasiosas.  Agora, os ritos funcionam e isso é fato. Há, no livro, relatos de várias pessoas que os praticaram – eu, inclusivo, pratico há algum tempo e sinto vários resultados. Agora, não se conhece nenhum caso de pessoa com 130 anos e aparência de 25 -mas ausência de evidência não é evidência da ausência, e não podemos assegurar que tais pessoas de fato inexistam.

Aprendi a duvidar de tudo o que julgamos ser verdadeiro, até das verdades mais óbvias. A realidade física desta cadeira que você sentado é tido por praticamente a totalidade das pessoas como uma realidade objetiva e independente do observador. Mas sabemos que tal realidade é subjetiva, pois apenas reflete a percepção de cada indivíduo – e o fato de eu você vermos a mesma cadeira apenas prova que eu e você somos tão parecidos a ponto de vermos a mesma coisa, e não que haja uma cadeira real, independente da nossa psique. Se podemos questionar tais coisas, tidas como certas, porque também não podemos questionar isso de que todos nós envelheceremos e morremos?

De fato não há evidência de que os ritos tenham ESSE efeito. O que há são inúmeros relatos de pessoas que estao se sentindo melhor, sem dor, cansaço, etc. Quem quiser acreditar nos ritos, deve entao tentar descobrir isso por si mesmo ( no que tange a mim, vou levar umas boas décadas ainda para confirmar ou desconfirmar esse resultado 🙂 ).

Quanto ao sexo, discordo do autor, porque o que ele aparentemente defende no livro é uma abstinência  com o rito de transmutacao,  o vajori mudra.  Isso, ao meu ver, é mais adequado para solteiros. Mas nada impede que casados possam e devem praticar o sahajma maithuna, que não é citado no livro, mas também é uma forma de transmutação.

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Posted by Fy em junho 26, 2009

– A BRAND :

Man In The Mirror

Michael Jackson

I’m gonna make a change,
for once in my life
It’s gonna feel real good,
gonna make a diference
Gonna make it right…

As I, turn up the collar on
my favorite winter coat
This wind is blowing my mind
I see the kids in the streets,
with not enought to eat
Who am I to be blind?
Pretending not to see their needs

A summer disregard, a broken bottle top
And a one man soul
They follow each other on the wind ya’ know
‘Cause they got nowhere to go
That’s why I want you to know

I’m starting with the man in the mirror
I’m asking him to change his ways
And no message could have been any clearer
If you wanna make the world a better place
Take a look at yourself, and then make a change

I’ve been a victim of a selfish kind of love
It’s time that I realize
That there are some with no home, not a nickel to loan
Could it be really me, pretending that they’re not alone

A willow deeply scarred, somebody’s broken heart
And a washed-out dream

They follow the pattern of the wind ya’ see
‘Cause they got no place to be
That’s why I’m starting with me

I’m starting with the man in the mirror

I’m asking him to change his ways

And no message could have been any clearer
If you wanna make the world a better place
Take a look at yourself, and then make a change

I’m starting with the man in the mirror

I’m asking him to change his ways

And no message could have been any clearer
If you wanna make the world a better place
Take a look at yourself and then make that..
CHANGE!

I’m starting with the man in the mirror

I’m asking him to change his ways
Better change!
No message could have been any clearer
If you wanna make the world a better place
Take a look at yourself and then make the change

You gotta get it right, while you got the time
‘Cause when you close your heart
You can’t close your… your mind!
Then you close your… mind!
That man, that man, that man, that man
With the man in the mirror

That man, that man, that man,
I’m asking him to change his ways
Better change!
You know… that man
No message could have been any clearer
If you wanna make the world a better place
Take a look at yourself and then make the change

I’m gonna make a change
It’s gonna feel real good!
Come on!
(Change…)
Just lift yourself
You know
You’ve got to stop it,
Yourself!

I’ve got to make that change, today!

Man in the mirror
You got to
You got to not let yourself…
brother

Yeah! – Make that change!
You know – I’ve got to get
that man, that man…
Man in the mirror
You’ve got to
You’ve got to move! Come on!
Come on!
You got to…
Stand up! Stand up! Stand up!
Yeah! – Make that change
Stand up and lift yourself, now!
Man in the mirror

Yeah! – Make that change!
Gonna make that change…
come on!
You know it!
You know it!
You know it!
You know it…
Change…

Make that change

Fy Hiley Neal

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Bem vindo ao abismo de Daath

Posted by adi em junho 20, 2009

Soh uma palinha de um post que ainda estah na assadeira.

“Daath se situa acima e entre Chokmah e Binah. É o conhecimento. Representa uma “falsa sephirah” porque não é uma emanação independente como as outras dez. Ela depende de Chokmah e Binah. Também é considerada como a imabismoagem de Tipareth. É o abismo, o caos aleatório do pensamento.

Daath é a sephirah que temos que “realiza-la” nos quatro mundos.Se quisermos conhecer o Pai Face a Face, teremos que alcançar a união com o Espírito. Por isso Daath é um abismo para todos os homens orgulhosos que temem dar um salto ao desconhecido. Daath sephirah do confronto com a verdade, e de união.”

ref. Wikipedia

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A Alma ou Psique

Posted by adi em junho 15, 2009

Vira e mexe aqui no Anoitan falamos em alma, citamos a alma, falamos em nome da alma, falamos minha alma, colocamos a alma… Alma faz parte de nossa linguagem cotidiana, soa como algo muito natural.

Quando falamos em alma, afinal falamos do que?

O que é tal coisa que representa a paixão e o amor, tem algo de divino e além  do humano? Que podemos vende-la ou perde-la?

Falar  sobre a alma não é  tarefa fácil, muito pelo contrario, porque ha varias concepçoes, vários pontos de vista, varios  interpretacoes sobre alma; porque alma eh algo abstrato, de muita complexidade e que não pode ser conceituado, por isso encontrar alguma explicação razoável sobre esse assunto eh ainda mais difícil…

Alma eh um termo que deriva do latim anima, este refere-se ao que dah movimento aos seres vivos, ao que eh animado ou o que faz mover.

Filosófica e religiosamente definida como um ser independente da matéria e que sobrevive a morte do corpo, podendo o destino da alma ser o paraíso do céu  ou o tormento do inferno.

O conceito de uma alma imortal é  muito antigo, e suas raízes remontam  ao principio da historia humana.

As primeiras conotacoes do termo alma provem da antiga filosofia grega, foi Platão quem concebeu o conceito ontológico de psique ou alma como substancia, como um ser em si, de origem divina, feita a imagem das idéias pelo Demiurgo. A alma eh  a “oculta e misteriosa realidade subjacente” ao todo existente. Essa conotação fez dela o pilar de sustentação da metafísica ocidental, sendo o conceito grego de psique o eixo em torno do qual se construiu todo o discurso da filosofia.

O termo psique também era aplicado a borboleta ou mariposa, criaturas essas que passam por uma metamorfose, transformando-se de uma lagarta a criatura alada. Leia o resto deste post »

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HOME: o mundo é a nossa casa

Posted by luramos em junho 8, 2009

Fiz o post ontem sobre este filme, mas o link não funcionava, resolvi deixar para mais tarde.
Hoje abri o site do Marcelo del Debbio e lá estava o link para o filme. Vale a pena o site dele, http://www.deldebbio.com.br,
vale a pena o filme.

http://www.deldebbio.com.br/index.php/2009/06/08/home-o-mundo-e-a-nossa-casa/

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Dança comigo

Posted by luramos em junho 6, 2009

Porque hoje tem gira de baiano e festa junina da escola. Porque agora ainda estou aqui. Para celebrar a alegria do momento presente e pedindo licença a ele, lembrar a alegria do momento passado e invocar a alegria do momento futuro. Para quebrar a rigidez da seriedade da vida que levo. Para poder sentir-me rídícula, ouvindo e dançando com aqueles que me fazem sentir parte da Unidade. Para invocar as oitavas altas da escala musical a que pertenço. Para experienciar a polaridade da tristeza de base que me permeia desde que nasci. Para fazer uso da matéria densa que me compõe e do prazer que meus sentidos me permitem. Hoje celebro a vida e a alegria. Dança comigo!

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O Conhecimento é Virtual

Posted by Sem em junho 2, 2009

Isto será um convite a partilhar conhecimento, reflexões, aproveitando as ferramentas que o tempo atual nos oferece.

Não é a propaganda de uma marca, mas de uma ideia, ou melhor, aproveitando a oportunidade de algumas marcas, com o seu poder de veicular e patrocinar boas ideias.

Peço desculpas se ao fazer meu convite terei de divulgar uma marca comercial. Mas boas ideias precisam ser divulgadas apesar disto, para que se alastrem e incentivem também outras iniciativas semelhantes.

E essa parceria da CPFL com a TV Cultura, de palestras com especialistas na área das ciências humanas e que vão ao ar pela televisão todo final de domingo, no programa Café Filosófico, é talvez uma das iniciativas mais interessantes que temos na mídia para divulgar filosofia ao grande público e o pensar do homem e do seu tempo por ele mesmo.

O convite não é para assistir ao programa na tevê, mas, para assistir as palestras ao vivo pela Internet, no site da CPFLCultura.

O endereço para se cadastrar ou assistir as palestras pode ser acessado por aqui – amanhã, dia 3 de junho, a partir da 20h30, o psiquiatra Rossano Lima Cabral, falará a respeito dos “Efeitos Psicológicos da Crise”, creio que ele fará uma abordagem crítica da biologização da sociedade contemporânea, como consequência buscar soluções fora para problemas que são internos :

http://www.cpflcultura.com.br/post/especial/cpfl-cultura-ao-vivo

Não posso dar maiores detalhes do funcionamento dos recursos para se assistir as palestras ao vivo, porque ainda nem fiz uso deles. Mas como a parceria é um projeto sério, de sucesso e de longa data, e que acompanho com prazer já faz alguns anos, recomendo também os vídeos, que são as íntegras dos programas que já foram ao ar, de módulos anteriores:

http://www.cpflcultura.com.br/posts/videos

Internet é uma tremenda ferramenta para produzir conhecimento.

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O Sonho da Insônia

Posted by Kingmob em junho 2, 2009

Os grupos que tanto se interessam pelo sonho, psicanálise e surrealismo, prontificam-se também na realidade a formar tribunais que julgam e punem: repugnante mania, frequente entre os sonhadores. Em suas reservas ao surrealismo, Artaud ressaltava que o pensamento não se choca contra um núcleo do sonho, mas que os sonhos ricocheteiam sobre gwendavies_theonlyonewhoknows1um núcleo de pensamento que lhes escapa. Os ritos do peyotl, segundo Artaud, os cantos da floresta mexicana, segundo Lawrence, não são sonhos, porém estados de embriaguez ou sono. Esse sono sem sonhos não é daquele em que dormimos, mas ele percorre a noite e a habita com uma claridade assustadora que não é o dia, mas o Relâmpago: “No sonho da noite vejo os cães cinzas, que se arrastam para vir devorar o sonho”.  Esse sono sem sonho, quem que não se dorme, é Insônia, pois só a insônia é adequada à noite e pode preenchê-la e povoá-la. Por isso reencontra-se o sonho, já não como um sonho de sono ou sonho desperto, mas como sonho de insônia. O novo sonho tornou-se guardião da insônia. Como em Kafka, já não é um sonho que se faz no interior do sono, mas um sonho que se faz ao lado da insônia: “Envio (ao campo) meu corpo vestido… Enquanto isso eu estou deitado em minha cama sob uma coberta marrom”. O insone pode permanecer imóvel, enquanto o sonho tomou para si o movimento real. Esse sono sem sonho onde no entando não se dorme, essa insônia que todavia arrasta o sonho até os confins da insônia, tal é o estado de embriaguez dionisíaca, sua maneira de escapar ao juízo.

(“Para dar um fim ao juízo”, In: Crítica e Clínica, Gilles Deleuze, Ed. 34).

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