Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Archive for the ‘ciencia’ Category

ASMR – Autonomous Sensory Meridian Response

Posted by adi em abril 2, 2014

Vocês sabem o que é ou já ouviram falar sobre ASMR? ASMR é a sigla para Autonomous Sensory Meridian Response – que traduzido para o português, ficaria alguma coisa como Resposta Sensorial Autônoma do Meridiano.

Mas o que é afinal ASMR? ASMR é um neologismo para um fenômeno de percepção caracterizado como uma sensação distinta e agradável de arrepio ou formigamento na cabeça, couro cabeludo, coluna, pescoço, costas e outras partes do corpo, em resposta a estímulos auditivos e ou visuais.

 

asmr_logo

 

Outros termos conhecidos para descrever essa sensação são: massagem no cérebro, orgasmo cerebral, formigamento cerebral, orgasmo na cabeça, etc.

Embora o termo orgasmo cerebral seja chamativo, muitos concordam que esse termo seja inadequado e até mesmo enganoso para descrever essas sensações, pois ASMR em nada se relaciona ao orgasmo sexual.

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Mundos Internos – Mundos Externos

Posted by adi em março 24, 2014

Sabe todos esses assuntos que nós gostamos muito de ler aqui no Anoitan? Pois bem, o filme-documentário abaixo feito pelo cineasta, músico e professor de meditação Daniel Schmidt, traz uma síntese linda e maravilhosa entre ciência e espiritualidade, abordando desde assuntos como física quântica, espaço, universo holográfico e fractais; passando por assuntos como kundalini, budismo, hinduísmo, entre outros do campo filosófico e religioso, e terminando com o despertar espiritual além do pensamento.

O documentário foi dividido em quatro partes, mas trouxe aqui o documentário completo com pouco mais de duas horas. Apesar de longo, vale muito a pena assistir na íntegra, nem que seja por partes. 🙂

No site innerworldsmovie.com , encontramos mais informações sobre o documentário e sobre o autor.

 

 

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Modelando as próprias crenças

Posted by adi em novembro 4, 2013

Trago um texto muito bom de um blog igualmente muito bom!! Recomendo o blog  ”O Mestre Que Nada Sabe“, lá encontramos uma proposta sincera de investigação do esoterismo e da magia como experimento de vida.

“No mundo moderno, uma das maiores dificuldades que as pessoas têm é de pensar além das aparências das coisas. Normalmente as pessoas têm suas religiões, mas quando precisam tomar decisões no mundo real, o pilar básico sempre parece ser o dinheiro, e depois do dinheiro, vem o trabalho como consequência da necessidade do dinheiro. Ainda assim, acreditam em algo transcendente, mas normalmente consideram que a justiça que vem deste transcendente é algo que só vai se completar, mesmo, no além-vida, ou então  daqui a milhares de anos adiante, ou quem sabe na Era de Aquário, no final do século, ou no final do milênio. Mas o fato é que aqui, agora, as pessoas não acreditam em uma justiça plena, e muito menos numa realização plena.
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Ou seja, acredita-se no transcendente, mas não que esse transcendente acontece agora. Exceto, é claro, quando acontece alguma coisa e alguém diz: “Aqui se faz, aqui se paga!”, ou então “Deus é grande!”. Em outras palavras, quando a coisa não acontece, é porque não é para acontecer, e quando a coisa acontece é providência divina, ou justiça divina, que dá na mesma.
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Dessa forma normalmente não se precisa de argumentos para se acreditar no que quer que se deseje acreditar, porque esta crença não precisa estar atada a fatos concretos. É verdade que, quando vêm dificuldades, também vem aquele impulso de revisar crenças, mas para isso existem outras crenças que tendem a anulá-lo do tipo “Fé é crer sem ter provas”, ou “É necessário se sacrificar porque Jesus se sacrificou por você”. Esse conjunto de crenças, e muitos outros, criam uma estagnação que faz com que as pessoas se mantenham em um mesmo estado, sem movimento, imobilizadas por ideias que não inventaram e que lhes foram instiladas. A maior dificuldade para se abandonar estas ideias vem do fato de que, em larga medida, exige-se o pioneirismo. É um tiro no escuro, por assim dizer. Esse passo inicial precisa de alguma coisa palpável, embora algumas pessoas simplesmente andem em qualquer trilha sem pensar muito em coisas palpáveis. De fato, a grande maioria segue uma dessas trilhas.

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Nosso segundo cérebro

Posted by adi em julho 1, 2013

É gostoso ficar filosofando sobre o estilo de vida que temos e onde tudo isso vai nos levar, nos questionamos se a nossa vida está coerente com nossa opção ou aptidão espiritual e, quando nos damos conta que algumas coisas estão em desarmonia é sinal de que há algo errado mais profundamente, o qual precisa ser investigado. As coisas que pensamos e mesmo as que dizemos precisam estar em harmonia com os nossos sentimentos e ações. Mas não só isso, a maneira como nos alimentamos influencia de forma expressiva nossos estados de humores e por consequência nossas atitudes.

O que tenho aprendido também com minhas próprias experiências, é que as coisas simples e que nos são próprias em nossa origem, ou seja, àquelas que nos são naturais, são as que surtem maiores efeitos. Nesse sentido, como brasileira que sou, me é natural as coisas da nossa terra, então pra que complicar adotando dietas de outros povos mesmo que estas tenham sido criadas com o propósito de desenvolvimento espiritual? Este é um dos motivos ao qual eu já tentei mas não me adaptei a dietas vegetarianas, macrobióticas, entre outras. Além do que, atualmente, não sou muito a favor de radicalismos principalmente em relação ao nosso corpo e em relação a alimentação, porque entendo que a vida também é feita de prazeres e alegria.

Por isso, um dos meus interesses ultimamente se refere a alimentação funcional, que é um tipo de alimentação saudável baseada em “comida de verdade”, como no tempo da vovó e nada de alimentos industrializados e artificiais. Foi uma grata surpresa redescobrir – e digo redescobrir, porque já havia esquecido – a grande importância do funcionamento equilibrado do nosso aparelho digestivo.

Então você aí pergunta: Mas qual a relação entre a alimentação, o aparelho digestivo e a espiritualidade?  E eu respondo: é enorme  e fundamental.

Pesquisando sobre isso, e claro, sobre os benefícios desse tipo de alimentação sobre nosso organismo, percebi com empolgação toda a forma holística que o nosso organismo funciona, e também o axioma hermético: “o que está em cima é como o que está embaixo e o que está embaixo é como o que está em cima”, pode ser encaixado perfeitamente. De fato, nós somos um microcosmo em todos os sentidos e, sendo o universo holográfico, somos uma representação exata do macrocosmo.

Em seu livro “Tudo posso, mas nem tudo me convém” a Dra. Gisela Savioli nos explica de forma clara toda essa importância. Em entrevista recente ela disse: ” Porque o intestino é tão importante? Nós temos que parar de pensar que o intestino é somente um órgão excretor. Na hora que o embrião está sendo formado, no mesmo folículo embrionário saiu o cérebro e o intestino, então todos os neurotransmissores que sintetizamos no cérebro, nós sintetizamos no intestino. Nós temos mais neurônios no nosso intestino do que na nossa medula, em relação ao nosso sistema imunológico, de 50% a 75%  dos disparos de gatilho pra requerer sua ação vem do intestino”.

Encontrei esse excelente texto abaixo, escrito por Henrique Trejgier , explicando de forma muito clara sobre o funcionamento do intestino e ainda o porque atualmente ele é considerado nosso segundo cérebro.

“Nutrição & Estado Emocional – Os Neurônios Intestinais

A alimentação está relacionada com os estados emocionais.

O nº de neurônios do intestino é igual ao nº de neurônios do cérebro: 100.000.000.000 mais precisamente 86.000.000.000 (86 bilhões) em média.

Cada neurônio chega a realizar 1000 sinapses. Isto gera uma rede de 86 trilhões de pontos em média.

Agora, o numero de combinações destas 86 trilhões de sinapses é descomunalmente imenso.

Seria a operação 86 tri fatorial.

Ou seja: (86×10^9)x(86×10^9 – 1)x(86×10^9 – 2) x(86×10^9 – 3) x(86×10^9 – 4)…..

Para entender a operação dou como ex. 5fatorial = 5x4x3x2x1 = 120

Portanto a quantidade de combinações da rede neuronal do cérebro é muito maior que número de estrelas no universo conhecido.

A referencia cientifica é de Helion Povoa: O cérebro desconhecido e do livro: Saúde & Beleza Forever, de Mônica Lacombe Camargo

E por isso o intestino é chamado de 2º cérebro. Aliás as dobras e sulcos do cérebro lembram bem o jeito que os intestinos se montam no abdômen.

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III Simpósio de Hermetismo

Posted by adi em outubro 8, 2012

Como serviço de utilidade pública espiritual e afins (ficou bonitinho, né?), divulgamos no nosso mural o III Simpósio de Hermetismo e Ciências Ocultas.

Achei muito bacana a novidade que o simpósio traz este ano, e também na minha opinião “o diferencial”, é que as inscrições podem ser parceladas em até doze vezes no cartão de crédito. Não, não é brincadeira, é isso mesmo que você leu. Uma ótima notícia pra quem anda com a grana curta e gostaria de participar.

Então vale a pena dar uma conferida na programação e nos temas das palestras, e se interessar, não perca a oportunidade de participar e de quebra conhecer gente nova com afinidades em comum, de fazer novas conexões e amizades, e não menos importante que tudo isso, de compartilhar experiências.

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II Simpósio Brasileiro de Hermetismo

Posted by adi em maio 19, 2011

Atendendo solicitação da nossa amiga Luiza, segue programação do II Simpósio Brasileiro de Hermetismo e Ciências Ocultas, que se realizará na cidade de São Paulo no Nikkei Palace Hotel, nos dias 23, 24 e 25 de junho de 2011.  O evento contará com experientes palestrantes.  Vagas limitadas, então garanta já a sua participação !!

Para maiores detalhes, direto no site:   II Simpósio de Hermetismo

O programa do Simpósio poderá sofrer alterações de temas e palestrantes a qualquer momento.

23/jun/2011

08:30 – 08:50 – Abertura Oficial

08:50 – 10:50 – Astrologia Hermética – Marcelo Del Debbio

11:00 – 12:45 – Umbanda, Xamanismo e Magia – Alexandre Cumino

12:45 – 14:00 – Almoço

14:00 – 16:00 – O Tarot de Crowley e a Magia Sexual Thelemica – Frater Goya

16:00 – 16:30 – Coffe Break

16:30 – 18:00 – Alquimia

18:00 – 20:00 – Xamanismo: O Arquétipo Animal como Chave do Auto Conhecimento –Fernando Maiorino

20:00 – Jantar de Confraternização

24/jun/2011

09:00-11:00 – Arquitetura Simbólica: Simbologia, Geometria Sagrada e o Ser – Márcio Lupion

11:10 – 12:40 –  I Ching, do Xamanismo ao Computador – as relações entre o Livro das Mutações e o xamanismo antigo chinês, as tradições milenares taoístas e a ciência moderna – Gilberto Antônio Silva

12:40 – 13:50 – Almoço

13:50 – 15:50 – Magia Egípcia: O Novo Equinócio dos Deuses – Frater Goya

15:50 – 16:10 – Coffe Break

16:10 – 18:10 – As escolas iniciáticas da Kabalah: Judaica, Cristã, Hermética, Maçônica e Mágica – Edmundo Pellizzari

18:15 – 20:15 – Mesa Redonda – O lado místico das religiões: Sufismo, Hinduismo, Cristianismo e Judaísmo

25/jun/2011

09:00 – 11:00 – A Felicidade segundo a ótica da Magia Cerimonial – André Calladan

11:10 – 12:45 – Magia do Budismo Esotérico – Renan Romão

12:45 – 14:00 – Almoço

14:00 – 14:55 – Visão da Teosofia sobre os 7 raios – Carlos B. Conte

15:00 – 16:00 – As 7 raças humanas – Carlos B. Conte

16:00 – 16:30 – Coffe Break

16:30 – 18:00 – LHP – O Caminho da Mão Esquerda – Adriano Camargo

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te:mp:o

Posted by adi em abril 29, 2011

Toda a nossa percepção e descrição dos acontecimentos está baseada num sistema de coordenadas tridimensional, a saber, norte-sul, leste-oeste e acima-abaixo (os eixos x, y e z).  Basta conhecer essas três direções para identificar a  posição relativa que ocupamos no espaço, ou que determinado objeto ocupa. Esse sistema têm sido nossa referência de percepção do ambiente que ocupamos e de todo nosso entorno, onde o tempo para nós consiste numa percepção totalmente a parte deste.

Para nós o tempo é uma entidade absoluta que flui continuamente de forma sequencial/linear,  sempre no mesmo ritmo e constância. Em nossa percepção, espaço e tempo são vistos como entidades separadas, absolutas e distintas entre si.

Embora nossa percepção seja desta forma, segundo a teoria da relatividade,  na realidade o que existe é um contínuo espaço-temporal de quatro dimensões, sendo três espaciais e uma temporal. Nessa estrutura quadridimensional para falar de tempo deve-se necessariamente falar de espaço.

A formulação matemática do espaço e tempo como sendo duas propriedades físicas que podem ser unificadas, foi uma criação do matemático Hermann Minkowski logo depois da teoria da relatividade restrita ter sido apresentada por Einstein em 1905. Minkowski  propôs  uma formalização em que tempo e espaço passam a fazer parte de uma única estrutura geométrica e estática, esse novo e surpreendente conceito foi apresentado em um trabalho publicado em 1908, no qual ele ampliava o trabalho de Einstein sobre a teoria da relatividade restrita.

Minkowski: «Cavalheiros! Os conceitos de espaço e tempo que gostaria de desenvolver perante vós erguem-se do solo da Física experimental. Aí reside a sua força. As suas tendências são radicais. Doravante, o espaço só por si e o tempo só por si irão mergulhar totalmente na sombra e somente uma espécie de união entre os dois continuará a ser real.»

Foi Minkowski o primeiro a mostrar que o conceito de espaço e tempo como uma entidade única, ou seja, o contínuo espaço-tempo de quatro dimensões, permitia um melhor entendimento dos fenômenos relativísticos da teoria de Einstein. Continue lendo »

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Unus Mundus

Posted by adi em abril 4, 2011

Jung  reconhece que desde o século XVI, o alquimista Gerard Dorneus discípulo de Paracelso, já tinha conhecimento do aspecto psicológico do casamento alquímico e o entendeu claramente como aquilo que hoje é concebido como processo de individuação.

A alquimia empenhou-se em investigar aquele efeito que iria remediar não somente a desarmonia da natureza, mas também os conflitos psíquicos (aflições da alma) e dar-lhes o nome de pedra filosofal. Ela tornou a descobrir  nisso a antiga verdade que cada operação dessa espécie significa ao menos uma morte figurada (transformação), o que explica a forte aversão que sente cada um que se dispõe a entender suas projeções, e com isso a natureza de sua anima.

Vale recapitular um pouquinho sobre os dois primeiros graus da coniunctio:

União mental: Esta primeira etapa está relacionada com a nigredo e é equivalente como uma distinção dos conteúdos inconscientes. Porque ainda não se tem conhecimento deles, é como se fosse uma massa informe e confusa do inconsciente pessoal do qual o indivíduo vai tomando conhecimento, equivale ao autoconhecimento.

Uma vez que a alma, como diz Dorneus, ocupa uma posição intermediária entre o bem e o mal, tem o discípulo, toda a sorte de oportunidade para descobrir o lado sombrio de sua personalidade, os desejos e motivos de menor valor, as fantasias infantis e os ressentimentos, enfim todos traços do temperamento que a gente procura esconder de si próprio.

Expressa na linguagem dos filósofos herméticos, a confrontação da consciência com o que se acha no fundo da cena, a chamada sombra, corresponde à união do espírito e da alma na unio mentalis, ou o primeiro grau da coniunctio. Significa o mesmo que o afastamento da realidade sensível, o retraimento das projeções fantasiosas que alimentam e conferem “às dez mil coisas” (o mundo)  uma aparência tanto atraente como falaz. Seria o mesmo que introversão, introspecção e meditação, ou seja, perscrutação e conhecimento dos desejos e de seus motivos. Continue lendo »

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2012: Será o fim??

Posted by adi em janeiro 17, 2011

Nós já ouvimos muito falar sobre o fim do mundo, que segundo algumas profecias ocorrerá em dezembro de 2012. Eu me lembro bem que esse assunto cheio de previsões catastróficas e assustadoras começou a circular desde os anos 90. No caso, naquela época, a data estava prevista para o ano 2000, mas como nada aconteceu, remarcaram nova data de acordo com o calendário Maia.

Eu nunca acreditei  nessas previsões, não mesmo!! Nunca teve muito sentido pra mim, pois eu não conseguia entender o porque mensagens teoricamente de “seres” iluminados espalhariam pânico e medo. Desde sempre, o Apocalipse de São João nos relatou esse fim de forma simbólica, e por isso mesmo nunca apontou uma data. Na verdade o Apocalipse tem um outro sentido de fim do mundo, é um sentido totalmente esotérico  no bom sentido da palavra (não esquisotérico), da mais profunda transformação interior, talvez mais pra frente a gente troque opiniões aqui sobre o sentido e significado do Apocalipse.

Enfim, acho que muitos já leram também sobre as profecias Maias. Mas o que vale ressaltar é sobre o calendário Maia, e sobre a data de 21/12/2012. Continue lendo »

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O tambor no xamanismo e o efeito do som

Posted by adi em setembro 14, 2010

Um dos principais intrumentos na prática de magia e ritualística dos xamãs é o tambor. Segundo Mircea Elíade, o simbolismo do tambor é complexo e suas funções mágicas são múltiplas. O tambor é indispensável durante o ritual, seja por levar o xamã para o “centro do mundo”, por permitir que ele voe pelos ares, por chamar e aprisionar os espíritos, seja, enfim, porque a tomborilada permite que o xamã se concentre e restabeleça o contato com o mundo espiritual que está prestes a percorrer.

Tanto a caixa quanto a pele do tambor constituem instrumento mágico-religiosos, pois a escolha da madeira/árvore com a qual será fabricada a caixa do tambor depende dos “espíritos”, ou de uma vontade trans-humana. Esse costume da árvore ser escolhida pelos espíritos sugere que a árvore concreta foi transformada pela revelação espiritual e que, na realidade, deixou de ser uma árvore profana e passou a representar a própria Árvore do Mundo. A membrana de pele do tambor dos xamãs siberianos normalmente é de rena, alce ou cavalo e representa o espírito do animal primordial que é a origem de sua tribo, portanto, é seu espírito auxiliar mais poderoso e quando penetra no xamã, este se transforma no animal mítico teriomórfico.

Em diversas tradições, o ancestral mítico teriomórfico vive no mundo subterrâneo, perto da raiz da Árvore Cósmica, cujo topo atinge o céu. Por um lado, o xamã ao tocar seu tambor, voa em direção à Árvore Cósmica, e devido a isso, o tambor contém muitos símbolos ascencionais. Também, devido suas relações místicas com a pele do tambor, o xamã consegue compartilhar da natureza do ancestral teriomórfico, ou seja, consegue abolir o tempo e recuperar a condição original de que falam os mitos.Tanto num caso como no outro, estamos diante de uma experiência mística que permiter ao xamã transcender o tempo e o espaço. A metamorfose em animal ancestral e o êxtase ascensional são expressões diferentes, porém equiparáveis, de uma mesma experiência, a transcendência da condição profana, a recuperação de uma existência paradisíaca perdida no final dos tempos míticos. Continue lendo »

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