Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Archive for the ‘Taoísmo’ Category

Pérola do Oriente

Posted by adi em março 19, 2014

Do livro Chuang Tzu – Ensinamentos Essenciais.

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” O artesão Ch’ui conseguia traçar uma linha reta qual fio esticado, e fazia um círculo tão perfeito quanto um compasso. O segredo? Deixava a sua mão mudar com a mudança das coisas, e não permitia que o seu coração e a sua mente se distraíssem. Assim conservava a morada do espírito unificada, porém desembaraçada.

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O Belo e A Consolação

Posted by Sem em outubro 23, 2013

A Política e Os Mistérios

 

Lao-tzu disse, (cap. 4):

A sabedoria nada tem a ver com governar os outros, mas é uma questão de ordenar-se a si mesmo.

 

A memória humana é algo traiçoeira, invariavelmente guardamos o que gostaríamos tivesse nos acontecido e nem sempre o necessário para nos relembrarmos o mais aproximado dos fatos… Digo isto porque estou tentando me lembrar, e sem sucesso, quem era a cientista que me marcou profundamente num certo documentário que assisti há anos no National Geographic (ou talvez tenha sido no Discovery). A cientista em questão trabalhava em um campo de pesquisa na África, observando e catalogando populações de gorilas (foi o que guardei, mas pode ser que tenham sido populações de chimpanzés). O que me interessou vivamente nesse documentário foi ela ter dito, após longa e estudiosa observação de gerações de “gorilas”, de que a felicidade de um bando dependia diretamente do temperamento do líder daquele grupo. Se o macho dominante no bando tinha um temperamento violento e era agressivo, o bando invariavelmente sentia-se sempre acuado e vivia com medo, se perverso, os jovens se comportavam de modo mais maldoso que o “normal”, e as fêmeas idem, se o líder era gentil, a benevolência era estimulada e imperava naquele grupo… Apesar de cada animal manter ainda a sua personalidade distinta, o espírito do grupo era influenciado diretamente por seu líder e se vivia, melhor e mais, ou pior e menos, em decorrência disso…

Por que estou relembrando isso agora? Sincronicidades entre o que tenho lido, vivido, assistido, participado…

 

Lao-tzu disse (cap. 159):

Há fatores constantes na arte de governar nações, mas a base está em beneficiar o povo.
Recitar os livros dos reis antigos não é tão bom quanto ouvir suas palavras, e escutar suas palavras não é tão bom quanto compreender aquilo de que eles falavam. Os que alcançam aquilo de que eles falavam descobrem que as palavras não podem expressá-lo. Por isso o Tao de que se pode falar não é o Tao eterno, e um termo que pode ser designado não é um nome permanente.

 

Não. Não quero sustentar aqui a tese de que a felicidade humana dependa exclusivamente de nossos líderes… E em parte não é assim para nós humanos porque sustentamos sociedades mais complexas que nossos parentes primatas mais próximos, além do que nós individualmente comportamos transcendências, porém, na parte que tange à nossa biologia, e na qual nunca deixaremos de ser os animais que somos, é uma questão a ser sempre reflexionada…

 

Lao-tzu disse (cap. 160):

Como é que o mundo poderia ter leis fixas e permanentes? Enfrente os tempos adequadamente, descubra padrões humanitários razoáveis, entre em sintonia com o céu e a terra, e compreenda os fantasmas e espíritos; assim será possível governar corretamente.

 

E a nossa sociedade, humana e global, está vivendo num momento bastante delicado e perigoso, entre o flutuar da nossa sensação de insegurança e infelicidade, em que estamos muito mal servidos de lideranças mundiais…

No Brasil estamos vivendo numa crise de representação, literalmente, numa crise de re-pre-sen-ta-ção. Nossos governantes têm se comportado de modo ainda mais truculento e indiferente com o povo do que o usual, isto é, eles nem se esforçam mais por disfarçar a tão boa (ou má) aclamada fama do brasileiro em ser cordial…

Nossos governantes têm confundindo o exercício crítico da cidadania com desordem social. E o grosso da grande mídia concessionada comprou essa ideia e tem seguido a essas “lideranças”, ou, não sei bem quem segue a quem, já que neste aspecto muitos dos “concessionados” são políticos, com interesses na política, direta e/ou indiretamente…

Para a intranquilidade do povo brasileiro, o que grassa em nosso meio político é a corrupção, a mentira deslavada, a intriga e o costumeiro jogo sujo da busca do poder pelo poder… Portanto, seguindo o estudo antropológico com primatas, é “natural” que muitos brasileiros achem normal, mas sem admiti-lo publicamente, seguir o exemplo desses líderes: roubar para ter o que se quer; mentir para permanecer impune; comportar-se de modo truculento para intimidar e constranger seus adversários; se necessário prender, se possível torturar, até matar se for o caso (como na UPP da Rocinha, em pleno Rio de 2013, no emblemático caso do ajudante de pedreiro Amarildo)…

 

Lao-tzu disse (cap. 168):

O Tao das nações é que os governantes não devem dar ordens cruéis, os funcionários não devem criar trâmites burocráticos complicados, as pessoas cultas não devem comportar-se desonestamente, os artesãos não devem fazer trabalhos decadentes, as funções devem ser delegadas sem agitação, os instrumentos devem ser completos mas não embelezados.
As sociedades caóticas são diferentes. Os que se preocupam com a política pequena elevam-se uns aos outros a posições altas, e os que se preocupam com a etiqueta homenageiam-se uns aos outros com artificialidades. Os veículos são extremamente decorados, os instrumentos são extravagantemente embelezados. Os materialistas lutam pelo que é difícil de obter, considerando que isso é precioso. Os escritores buscam a complexidade e são prolixos, considerando que isso é importante. Por causa da sofisticação, as questões são longamente analisadas sem que se tome qualquer decisão, o que é inútil para a produção da ordem e, ao contrário, gera mais confusão. Os artesãos produzem curiosidades, gastando anos para completar objetos que nem sequer são úteis.

 

Estou lendo Wen-tzu – A Compreensão dos Mistérios, todas as citações em destaque deste texto vêm deste livro. São ensinamentos de Lao-tzu (ou Lao Tsé, o fundador mítico do taoísmo e o atribuído autor do Tao-te King).

O momento histórico em que este livro foi escrito (século 8 a.C., aproximadamente) descreve um momento com perturbadoras semelhanças e paralelos ao nosso, em que uma sociedade decadente entra em crise e vive momentos de incertezas, em que os governantes perderam suas raízes de contato com o Tao.

 

Lao-tzu disse (cap. 156):

Em matéria de aprendizado, se você puder compreender a divisão entre o celestial e o humano, penetrar as raízes da ordem e do caos, manter essa consciência através da clarificação da mente e da purificação da atenção, ver o final e o começo e retornar para a não-coisificação aberta, isso pode ser chamado de vitória.

 

Já o mistério da identidade da cientista, lá no começo em que citei-a, abordando o documentário de minha memória falha, é na verdade uma questão muito simples, se o objeto de estudo da cientista foram os gorilas, o documentário foi a respeito da zoóloga americana Dian Fossey, se chimpanzés, foi com a etóloga inglesa Jane Goodall.

Embora ambas sejam mulheres incríveis, cada uma a seu modo, temperamento e circunstância – e elas guardam mesmo muitas semelhanças ideológicas entre si, a americana teve um desfecho trágico nas montanhas de Ruanda, o lugar em que por 20 anos viveu e trabalhou. Dian Fossey foi assassinada em 1985, após denunciar a caça ilegal de gorilas naquela região. Poucos anos após a sua morte foi feito um filme, um tanto hollywoodiano, contando a sua trajetória de vida, chamado Nas Montanhas dos Gorilas, tendo a atriz Sigourney Weaver representando o seu papel. Embora não seja um mau filme, penso que é o caso em que a vida superou – em muito, em beleza e verdade – a ficção…

 

Lao-tzu disse (cap. 11):

Quando o céu alcança suas alturas e a terra alcança suas profundezas, quando o sol e a lua brilham, quando as estrelas piscam e o yin e o yang se harmonizam, não há nenhum artifício em nada disso. Percorra o caminho correto e as coisas serão espontaneamente naturais.

 

Quanto a Jane Goodall, após assistir ao vídeo que posto a seguir, que vim a descobrir recentemente e no qual ela é entrevistada pelo jornalista holandês Wim Kayzer, para um programa da televisão holandesa de 2001, descobri que é uma das mulheres mais maravilhosas e sábias de que tenho notícia, no verdadeiro sentido taoísta de sabedoria… Perto dela me sinto pequena e com muito a aprender para me tornar num ser humano melhor, porém, estranhamente feliz… Para mim a sua descrição de vida é a verdadeira prática da espiritualidade humana mais elevada que consigo conceber…

Assista a entrevista e tire suas próprias conclusões…
Eu por mim concluo redondo retornando ao começo:

 

A sabedoria nada tem a ver com governar os outros, mas é uma questão de ordenar-se a si mesmo. (Lao-tzu)

 

 

E Viva o Anarquismo!

Liberdade aos presos políticos!

 

 

JANE GOODALL – O BELO E A CONSOLAÇÃO:

 

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Alquimia Esotérica Chinesa

Posted by adi em outubro 17, 2012

É uma raridade encontrar textos sobre alquimia chinesa na internet, raridade maior ainda é encontrar bons textos como esse aqui de uns dos maiores mitólogos, historiadores e filósofos das religiões, Mircea Elíade. Apesar de textos sobre alquimia usarem de uma linguagem simbólica e de difícil compreensão, o texto em questão é como uma pérola trazendo muita clareza sobre o trabalho interno de desenvolvimento espiritual, simplesmente imperdível a leitura.

” Até estes últimos anos, os cientistas europeus consideravam a “alquimia externa” ou iatroquímica (wai-tan) como sendo “exotérica”, e a “alquimia interna” ou da ioga (nei-tan) como “esotérica”. Se essa dicotomia é verdadeira na opinião de certos autores tardios (cf. p. 94), na origem o wai-tan “era tão esotérico quanto a sua réplica ioga” (Sivin, p. 15, nota 18). Efetivamente, como acabamos de ver, Sun Ssu-mo, ilustre representante da “alquimia externa”, situa-se por inteiro na tradição esotérica taoísta.

O alquimista transforma em coisa sua a homologação tradicional entre o microcosmo e o macrocosmo, tão familiar ao pensamento chinês. O quinteto universal, wu-hsing (água, fogo, madeira, ouro, terra) é assimilado aos órgãos do corpo humano: o coração à essência do fogo, o fígado à essência da madeira, os pulmões à essência do metal, os rins à essência da água, o estômago à essência da terra (textos em Johnson, p. 102). O microcosmo que é o corpo humano acha-se por sua vez interpretado em termos alquímicos. “O fogo do coração é vermelho como o cinábrio e a água dos rins é negra como o chumbo”, escreve um biógrafo do famoso alquimista Lii Teu (século VIII A.D.).[11] Homologado ao macrocosmo, o homem possui, no seu próprio corpo, todos os elementos que constituem o Cosmo e todas as forças vitais que asseguram a sua renovação periódica. Trata-se apenas de reforçar certas essências. Daí a importância do cinábrio, que se deve menos à sua cor vermelha (cor do sangue, princípio vital) do que ao fato de que, exposto ao fogo, produz o mercúrio. Ele encerra, portanto, o mistério da regeneração pela morte (pois a combustão simboliza a morte). Disso resulta que ele pode assegurar a regeneração perpétua do corpo humano, e, conseqüentemente, a imortalidade.

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A Fuga da Sombra

Posted by Sem em dezembro 6, 2011

 

Havia um homem que ficava tão perturbado ao contemplar sua sombra e tão mal-humorado com as suas próprias pegadas que achou melhor livrar-se de ambas. O método encontrado por ele foi o da fuga, tanto de uma, como de outra.

Levantou-se e pôs-se a correr. Mas, sempre que colocava  o  pé  no  chão, aparecia  outro  pé, enquanto a sua sombra o acompanhava, sem  a menor dificuldade.

Atribuiu o seu erro ao fato de que não estava correndo como devia. Então, pôs-se a correr, cada vez mais, sem parar, até que caiu morto por terra.

O erro  dele  foi o de não ter percebido que, se apenas pisasse num lugar sombrio, a sua sombra desapareceria e, se se sentasse ficando imóvel, não apareceriam mais as suas pegadas.

(Chuang Tzu)

 

Retirado de A Via de Chuang Tzu, Thomas Merton; 5ª Edição; Editora Vozes; Petrópolis, 1989.

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II Simpósio Brasileiro de Hermetismo

Posted by adi em maio 19, 2011

Atendendo solicitação da nossa amiga Luiza, segue programação do II Simpósio Brasileiro de Hermetismo e Ciências Ocultas, que se realizará na cidade de São Paulo no Nikkei Palace Hotel, nos dias 23, 24 e 25 de junho de 2011.  O evento contará com experientes palestrantes.  Vagas limitadas, então garanta já a sua participação !!

Para maiores detalhes, direto no site:   II Simpósio de Hermetismo

O programa do Simpósio poderá sofrer alterações de temas e palestrantes a qualquer momento.

23/jun/2011

08:30 – 08:50 – Abertura Oficial

08:50 – 10:50 – Astrologia Hermética – Marcelo Del Debbio

11:00 – 12:45 – Umbanda, Xamanismo e Magia – Alexandre Cumino

12:45 – 14:00 – Almoço

14:00 – 16:00 – O Tarot de Crowley e a Magia Sexual Thelemica – Frater Goya

16:00 – 16:30 – Coffe Break

16:30 – 18:00 – Alquimia

18:00 – 20:00 – Xamanismo: O Arquétipo Animal como Chave do Auto Conhecimento –Fernando Maiorino

20:00 – Jantar de Confraternização

24/jun/2011

09:00-11:00 – Arquitetura Simbólica: Simbologia, Geometria Sagrada e o Ser – Márcio Lupion

11:10 – 12:40 –  I Ching, do Xamanismo ao Computador – as relações entre o Livro das Mutações e o xamanismo antigo chinês, as tradições milenares taoístas e a ciência moderna – Gilberto Antônio Silva

12:40 – 13:50 – Almoço

13:50 – 15:50 – Magia Egípcia: O Novo Equinócio dos Deuses – Frater Goya

15:50 – 16:10 – Coffe Break

16:10 – 18:10 – As escolas iniciáticas da Kabalah: Judaica, Cristã, Hermética, Maçônica e Mágica – Edmundo Pellizzari

18:15 – 20:15 – Mesa Redonda – O lado místico das religiões: Sufismo, Hinduismo, Cristianismo e Judaísmo

25/jun/2011

09:00 – 11:00 – A Felicidade segundo a ótica da Magia Cerimonial – André Calladan

11:10 – 12:45 – Magia do Budismo Esotérico – Renan Romão

12:45 – 14:00 – Almoço

14:00 – 14:55 – Visão da Teosofia sobre os 7 raios – Carlos B. Conte

15:00 – 16:00 – As 7 raças humanas – Carlos B. Conte

16:00 – 16:30 – Coffe Break

16:30 – 18:00 – LHP – O Caminho da Mão Esquerda – Adriano Camargo

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Seja a mudança que você quer ver no mundo

Posted by adi em março 17, 2010

Tem um caminho que passo de vez em quando e que está escrito numa placa bem grande essa frase de Gandhi, e fiquei pensando que uma coisa muito simples  como “ser” é também o mais difícil. Percebemos que a maioria das pessoas se mostra descontentes com a vida que tem, também estamos descontentes com o que vemos fora de nós, e ainda assim nossas atitudes continuam sendo as mesmas.

Então estava assistindo o filme que o Elielson indicou, “Invictus” (não, isto não será uma resenha nem análise do filme, :D) e me lembrei dessa frase,  porque talvez nós possamos de fato fazer alguma diferença no mundo, contanto que começamos com nós mesmos, mudando algumas velhas atitudes, velhos hábitos.

Esse filme conta a trajetória de Nelson Mandela depois que ele saiu da prisão em 1990 e, depois  em maio de 1994 tornou-se presidente da Continue lendo »

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Qigong do Chunyi Lin

Posted by adi em março 16, 2010

O Timóteo está sempre fazendo propaganda boa sobre o Qigong do Chunyi Lin aqui no Anoitan, e aqui está, dois exercícios que podem ser executados por qualquer pessoa.

Esses exercícios acalmam, relaxam, equilibram, entre outros benefícios para nosso corpo físico e mente.

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Rios de Vida – Meridianos e Ch’i

Posted by adi em fevereiro 26, 2010

Os chineses ensinam que o Ch’i se transporta pelo corpo através dos 12 principais canais de energia, conhecidos como meridianos.

Cada meridiano se conecta a outro por intermédio dos nossos órgãos e sistemas principais e o Ch’i flui irrigando e nutrindo órgãos e tecidos, promovendo o efetivo funcionamento do organismo. Os meridianos correspondem a uma rede complexa, altamente imbricada e cobrem todo o corpo, estabelecendo canais entre órgãos, vísceras, o interior e a superfície corporal, o Yin e o Yang.

A obstrução de um meridiano reduz a circulação do Ch’i, gerando desequilíbrio interno e doença. Por exemplo: o canal do meridiano do coração flui do coração às axilas e desce pelo braço até o dedo mínimo. Sua obstrução explica por que algumas pessoas com problemas cardíacos reclamam de um formigamento que corre do braço até os dedos da mão.

A necessidade de compreender a ação do Ch’i e de desenvolver métodos que permitam que ele flua sem obstruções, cumprindo assim sua função, geraram classificações. A ação do Ch’i na fisiologia é classificada pelos opostos complementares, energia (Yang) e matéria (Yin). O aspecto Yang (energia) recebe o próprio nome Ch’i e o aspecto Yin (matéria) recebe o nome Jing. Continue lendo »

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Mais um pouco sobre o Tao

Posted by adi em fevereiro 17, 2010

O Taoísmo é uma filosofia que trata da essência e natureza da condição humana. O Tao pode ser descrito como o princípio de não-ser, que dá origem a todas as coisas. É o vazio — presente em tudo que é. Difícil de entender? Pois é, não é fácil mesmo. Mas hoje esse conceito abstrato já pode ser cientificamente comprovado.

Nossas células são compostas por milhões e milhões de átomos e, segundo a física quântica, mais de 99,9% deles são formados por espaços vazios. Isto é, nosso corpo físico tem uma imensa porcentagem de vazio. É um monte de nada. O vazio cria a energia, a matéria e o corpo físico que percebemos por intermédio de nossos órgãos sensoriais. Esse corpo físico é repleto de partículas subatômicas e estas só podem ser entendidas por meio de suas interconexões, das relações e dos movimentos que estabelecem entre si. Para a física quântica, o universo é um processo harmonioso, unificado, um entrelaçamento dinâmico de elementos inter-relacionados — precisamente o pensamento fundamental da filosofia taoísta e também da budista.

E, se para o taoísmo a origem de tudo é o vazio, o não-ser, esse é também o estado ao qual retorna tudo o que é. Pois aquilo que existe, morre. Do vazio surge a forma e da forma, o vazio. Esta milenar observação chinesa é análoga à teoria da relatividade da física moderna que criou dois conceitos opostos: de matéria e energia, uma transformando-se incessantemente na outra.

Esse fenômeno de transformação não implica em julgamento de valor — nem a forma é boa, nem o vazio ruim, ou vice-versa. O que se revela é uma relação de harmonia e equilíbrio entre todas as coisas.

Isso é a natureza: equilíbrio harmonioso. E nós somos parte dela. O que ocorre no meio ambiente pode ocorrer com o ser humano. Conhecendo a natureza, você aprende a conviver em equilíbrio consigo mesmoo e com o meio. Equilíbrio significa vida e morte, fraqueza e força, saúde e doença, pois o Tao é responsável por todos os lados desse balanço. Continue lendo »

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Franco-Atirador

Posted by adi em dezembro 17, 2009

Abaixo os links para os posts do antigo blog Franco-Atirador, do Lúcio Manfredi, os arquivos estão divididos em duas partes, como segue:

http://www.4shared.com/file/oEd_xq4a/Franco_Atirador_Malprg_-_1__1_.htm

http://www.4shared.com/file/eaqYHhvZ/Franco_Atirador_Malprg_2__2_.htm

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