Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Archive for abril \27\UTC 2010

LIberdade

Posted by adi em abril 27, 2010

Os grandes mestres  ensinam  que nossa natureza parece estreita devido a uma “construção”, e chamam esse  processo de “aprendizagem”;  a “desconstrução”, de remoção de obstáculos. Esta é uma abordagem geral. No treinamento budista, quando este aspecto é compreendido, quando é vivenciado, mesmo que parcialmente, há uma decorrência, um resultado. Este resultado é confiança, não propriamente cognitiva. Uma confiança nessa natureza que então se percebe está além de todas as histórias particulares que podem surgir para a identidade estreita construída. Mas isto não é teoria, é um aspecto vivenciado sensorial, cognitiva e emocionalmente.

Como este tipo de perspectiva pode manifestar-se na prática? Essencialmente, se isso tem valor, algum resultado prático deve ocorrer. Qual o resultado prático desta abordagem?

Podemos dizer que há uma vastidão de resultados práticos e precisaríamos de tempo para analisar todos. Especificamente em relação às comunidades humanas e ao benefício que os seres podem receber individualmente a partir disso, surgem a liberdade e a amplidão de visão que caracteriza esta liberdade. A liberdade manifesta-se através da amplitude de visão – coisas que os seres em geral vêem como obstáculos são vistas pelos grandes seres como situações com grande potencial de benefício. Continue lendo »

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A Terceira Inteligência

Posted by adi em abril 20, 2010

Uma frente avançada das ciências, hoje, é constituída pelo estudo do cérebro e de suas múltiplas inteligências. Alcançaram-se resultados relevantes, também para a religião e a espiritualidade.  Enfatizam-se três tipos de inteligência. A primeira é a inteligência intelectual, o famoso QI (Quociente de Inteligência), ao qual se deu tanta importância em todo o século XX. É a inteligência analítica pela qual elaboramos conceitos e fazemos ciência. Com ela organizamos o mundo e solucionamos problemas objetivos.

A segunda é a inteligência emocional, popularizada especialmente pelo psicólogo e neurocientista de Harvard David Goleman, com seu conhecido livro A Inteligência emocional (QE = Quociente Emocional). Empiricamente mostrou o que era convicção de toda uma tradição de pensadores, desde Platão, passando por Santo Agostinho e culminando em Freud: a estrutura de base do ser humano não é razão (logos) mas é emoção (pathos). Somos, primariamente, seres de paixão, empatia e compaixão, e só em seguida, de razão. Quando combinamos QI com QE conseguimos nos mobilizar a nós e a outros.

A terceira é a inteligência espiritual. A prova empírica de sua existência deriva de pesquisas  recentes, dos últimos 20 anos, feitas por neurólogos, neuropsicólogos, neurolingüistas e técnicos em magnetoencefalografia (que estudam os campos magnéticos e elétricos do cérebro). Segundo esses cientistas, existe em nós, cientificamente verificável, um outro tipo de inteligência, pela qual não só captamos fatos, idéias e emoções, mas percebemos os contextos maiores de nossa vida, totalidades significativas, e nos faz sentir inseridos no Todo. Ela nos torna sensíveis a valores, a questões ligadas a Deus e à transcendência. É chamada de inteligência espiritual (QEs = Quociente espiritual), porque é próprio da espiritualidade captar totalidades e se orientar por visões transcendentais. Continue lendo »

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A construção do Templo do Rei Salomão

Posted by adi em abril 12, 2010

O objetivo de praticamente todas as escolas místicas e esotéricas é alcançar ou realizar primeiro a conversação com o Sagrado Anjo Guardião e depois a união total dos opostos dentro do ser. Esses ensinamentos sempre foram muito velados e a prática destinada a uns poucos escolhidos.

Há uma lenda maçonica sobre o construtor do Templo do Rei Salomão, Hiran Abiff, grande artífice, artesão capaz de manipular os elementos através do fogo. Vou colocar aqui apenas uma parte dessa lenda, resumidamente, abordando somente sobre a construção do templo. Essa lenda começa contando a história da criação do mundo, da divisão dos opostos, ou dos filhos de Caim (fogo/Sol/Lúcifer) e de seus contrários filhos de Abel (Seth/água/Lua/Jeová). Sempre o processo de criação é descrito a partir dessa separação de opostos. Conta  a lenda, de forma simbólica e alegórica que dos filhos de Caim originaram as artes e ofícios voltados para o material e concreto, e dos descendentes de Seth voltados para a sabedoria divina, para o espiritual e  o sacerdócio. Hiran Abiff, também chamado o filho da viúva, era da linhagem de Caim, sendo Caim órfão de pai (Lúcifer), seus descendentes eram conhecidos como o filho da viúva e, sua linhagem do fogo, lhes concedia  grande habilidade na arte de manipular os metais e  construir. Por isso o Rei Salomão (descendente de Seth), quando da construção do Templo, chamou Hiran Abiff pra realizar essa tarefa. Foi uma das primeiras tentativas de união, já que uniriam forças durante o período da construção do Templo.

O templo tinha uma planta muito similar a tenda ou Tabernáculo que antes servia como centro de adoração ao Deus de Israel, com a diferença nas dimensões muito maiores. Dentro do templo, no Santo dos Santos seria guardada a Arca da Aliança.  Também Hiran Abiff  fundiu duas colunas de bronze e pôs estas colunas uma em cada lado do pórtico do templo, a da direita chamou-a Jaquim e a da esquerda Boaz. Segundo a lenda, quando Hiran terminou o templo, começou a fundir os diferentes vasos necessários ao serviço, de acordo com os desenhos de Salomão, agente de Jehová.  Mas a obra prima de Hiran, seria o “Mar Fundido”, uma espécie de lavabo. Pela habilidade acumulada dos filhos de Caim, um edifício foi erguido onde Jeová ocultou-se “atrás do véu” e comunicou-se unicamente com seus sacerdotes escolhidos, os filhos de Seth. O objetivo de Hiran era através do Mar Fundido “rasgar o véu” e abrir caminho para Deus a todo aquele que desejasse. Continue lendo »

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Vivekananda

Posted by adi em abril 8, 2010

“… se tivesse que existir uma religião universal, ela não situaria-se no tempo ou no espaço, como o Deus a quem iria reverenciar e cujo sol brilharia sobre as flores de Krishna e de Cristo, sobre santos e pecadores, que ele não seria apenas dos Brâmanes ou Budistas, Cristãos ou Islâmicos, mas o de todos eles e ainda encontraria espaço para se expandir; que nessa catolicidade envolveria-os em seu infinito abraço sempre encontrando um lugar para cada ser humano, do mais primitivo, não interferindo em sua condição, ao mais evoluido, que se destaca pelas virtudes do seu espírito e do seu coração.

Seria uma religião onde não haveria lugar para perseguições ou intolerâncias, que reconheceria a divindade em cada homem e mulher, e cujo objetivo, com todas as suas forças, seria auxiliar à humanidade a encontrar sua própria verdade, divina natureza.”

Swami Vivekananda, 1893 e.v

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