Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

O fundamento

Posted by adi em fevereiro 18, 2014

De certa forma, um dos problemas pra quem trilha um caminho solitário, de autoconhecimento  e auto iniciação, é saber onde estamos nessa terra desconhecida nunca antes mapeada, ao menos por nós simples mortais que a estamos desbravando. Vamos tateando as escuras, procurando pistas e muitas vezes até desejando ter um guia que nos conduza “facilmente” pelo caminho da verdade, nossa doce ilusão, porque sabemos que mesmo com um guru experiente esse caminho nunca será fácil, temos que caminhar por nossas próprias pernas e o homem só pode ser iniciado por Si-mesmo. Além do mais, nos dias de hoje, está cada vez mais difícil encontrar um guru ou mestre legítimo que tenha passado ele mesmo por todo o processo iniciático, então é melhor seguir nosso próprio mapa a cair na armadilha do cego guiando cego.

Claro que minha intenção aqui no Anoitan é tão pouco ser o guia cego 🙂 (ou melhor, a guia cega 🙂 ), também não é a de revelar nada além do que já não foi revelado, simplesmente é um ajuntado de coisas baseadas em muita pesquisa e estudo, que realizo sempre com o intuito de tentar compreender e integrar minhas próprias experiências, o meu caminho. Sei que cada caminho é único e pessoal, mas como a raiz arquetípica é coletiva, bem como o sistema que distorce nossa percepção da realidade também ser coletivo, talvez esse post possa ser de alguma utilidade para aqueles que assim como eu, estão trilhando esse caminho solitário.

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Só o Amor

Posted by adi em fevereiro 13, 2014

Saudades daqui, estou voltando devagarzinho, mas voltando também com vontade de escrever e com algumas ideias mais amadurecidas. Acho que de vez em quando precisamos de um tempo de recolhimento, de introspecção, para principalmente digerir, assimilar, ou melhor, integrar determinados conteúdos ou acontecimentos que fazem parte da nossa vida. O melhor, é que depois da tempestade vem a  bonança, é estar em paz no coração.

E só pra relembrar de uma coisa muito importante, ou melhor dizendo, fundamental em nossas vidas, trago um verso (capítulo) bíblico emocionante de Paulo de Tarso (Coríntios 13, vers. 1/13):

E eu passo a mostrar-vos ainda um caminho sobremodo excelente.

Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine.

Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé ao ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.

E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres, e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.

O amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece,

não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal;

não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade;

tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará;

porque em parte conhecemos, e em parte profetizamos.

Quando, porém, vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado.

Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.

Porque agora vemos como em espelho, obscuramente, então veremos face a face; agora conheço em parte, então conhecerei como também sou conhecido.

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três: porém o maior destes é o amor.”

Depois disso, precisa dizer mais alguma coisa? Melhor ouvir Renato Russo. 🙂

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Retirado da Bíblia Sagrada, traduzida em português por João Ferreira de almeida.

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2014

Posted by Sem em dezembro 31, 2013

2013

 

 

Ninguém diria,
quando nasceu,
seria, assim,
diferente,
tão especial para nós todos.
Ao contrário,
esperávamos, seria
ordinário,
um ano comum
e tão igual a tantos
outros.

Ah, sim, ele começaria
quente, prometendo muito, mas logo
se dissolveria
em mil
pequenas
sutis vilezas
até se escambar na descarada
tirania. Esperávamos
que de quente
passaria a morno,
esfriando logo de vez. Ao final
ninguém mais o aguentaria,
dado a se conhecer,
sua dor, suas catástrofes
e injustiças.
E seria com grande alívio
e felicidade que comemoraríamos
o seu fim.

Mas – quem diria? – aconteceu tudo
tão repente e ao contrário: morre 2013
nos deixando esperanças.

2 + 0
1 + 3
Números
numa rota de colisão
com planetas cabalísticos;
somado o tempo maduro e a alta magia;
o Brasil no meio
e nós
no meio
do Brasil, nos chocando,
nos chocamos… “Eh, então, tudo bem com você?”
“Oh, mas há quantos séculos não mais te via!”
“Achei que tivesse morrido!” “Mas que bom
te rever, assim, tão bem.”

Um ano maravilhoso!
Que nos fez acordar
para um sonho novo.
Inesquecível
para quem o sonhou.

Sabe aqueles anos
que não acabam? E sabe
aquela coisa
que nunca morre?
Assim é com 2013. E o que é,
como foi, será. Gerações
que por ele passaram
vão dizer, daqui a 20 ou 30 anos, a seus filhos
e netos: “foi o ano em que me encontrei,
que nos encontramos…”
No ano da virada.
No ano das revelações.
E daqui a 100 anos, 200 anos,
dirão os livros de história:
foi o ano do princípio.

Tudo o que começa acaba;
todo fim encontra-se em seu princípio;
elos eternos; o que morre, sendo integralmente vivido,
deixa sementes.

 

 

 

 

Feliz 2014!

 

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Modelando as próprias crenças

Posted by adi em novembro 4, 2013

Trago um texto muito bom de um blog igualmente muito bom!! Recomendo o blog  ”O Mestre Que Nada Sabe“, lá encontramos uma proposta sincera de investigação do esoterismo e da magia como experimento de vida.

“No mundo moderno, uma das maiores dificuldades que as pessoas têm é de pensar além das aparências das coisas. Normalmente as pessoas têm suas religiões, mas quando precisam tomar decisões no mundo real, o pilar básico sempre parece ser o dinheiro, e depois do dinheiro, vem o trabalho como consequência da necessidade do dinheiro. Ainda assim, acreditam em algo transcendente, mas normalmente consideram que a justiça que vem deste transcendente é algo que só vai se completar, mesmo, no além-vida, ou então  daqui a milhares de anos adiante, ou quem sabe na Era de Aquário, no final do século, ou no final do milênio. Mas o fato é que aqui, agora, as pessoas não acreditam em uma justiça plena, e muito menos numa realização plena.
.
Ou seja, acredita-se no transcendente, mas não que esse transcendente acontece agora. Exceto, é claro, quando acontece alguma coisa e alguém diz: “Aqui se faz, aqui se paga!”, ou então “Deus é grande!”. Em outras palavras, quando a coisa não acontece, é porque não é para acontecer, e quando a coisa acontece é providência divina, ou justiça divina, que dá na mesma.
.
Dessa forma normalmente não se precisa de argumentos para se acreditar no que quer que se deseje acreditar, porque esta crença não precisa estar atada a fatos concretos. É verdade que, quando vêm dificuldades, também vem aquele impulso de revisar crenças, mas para isso existem outras crenças que tendem a anulá-lo do tipo “Fé é crer sem ter provas”, ou “É necessário se sacrificar porque Jesus se sacrificou por você”. Esse conjunto de crenças, e muitos outros, criam uma estagnação que faz com que as pessoas se mantenham em um mesmo estado, sem movimento, imobilizadas por ideias que não inventaram e que lhes foram instiladas. A maior dificuldade para se abandonar estas ideias vem do fato de que, em larga medida, exige-se o pioneirismo. É um tiro no escuro, por assim dizer. Esse passo inicial precisa de alguma coisa palpável, embora algumas pessoas simplesmente andem em qualquer trilha sem pensar muito em coisas palpáveis. De fato, a grande maioria segue uma dessas trilhas.

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Corrida contra o tempo

Posted by Sem em outubro 27, 2013

Estamos a dois dias de completar o quarto ano de nascimento do Marco Civil da Internet, que é uma iniciativa legislativa para regular o uso da Internet no Brasil, por meio da previsão de princípios, garantias, direitos e deveres de quem usa a rede, e da determinação de diretrizes para a atuação do Estado.

Desde que chegou ao Congresso Nacional, em 2011, o Marco Civil da Internet nunca foi votado. No âmbito da comissão especial e no plenário da Câmara dos Deputados, a votação do projeto já foi adiada por oito vezes.

Porém, após denúncias de espionagem no caso Edward Snowden, da parte do governo americano ao governo brasileiro, e a empresas nacionais como a Petrobras, Embraer e Embrapa, a presidente Dilma Roussef, no dia 11 de setembro
de 2013, assinou e mandou publicar no Diário Oficial da União a mensagem de urgência para a sua votação.

A partir da publicação deste ato no Diário Oficial da Câmara dos Deputados, o Marco Civil deverá ser apreciado na casa, obrigatoriamente, nos próximos 45 dias e, em seguida, enviado ao Senado para ser apreciado por igual período naquela casa.

Terça-feira, 29 de outubro, acaba o prazo para a apreciação do Marco Civil na Câmara dos Deputados, justo no dia do seu aniversário, e a sociedade brasileira não deve ficar alheia do que acontece em Brasília.

Informe-se a respeito – boas fontes aqui, aqui e aqui. Assista aos vídeos, assine a petição, discuta o Marco Civil com amigos, pressione aos congressistas, posicione-se!

 

 

 

o sonho é a partida; a realidade é o fim

internet brain

a vitória é da vida; a derrota é da ilusão

 

 

 

 

Agora!

 

Estamos próximos do ponto de partida: – Qual é a vida que você quer?

A largada será no ponto de chegada: – Qual é o mundo que você sonha?

Vence quem chegar primeiro, mas ninguém chega antes de cumprir o sonho.

Vence quem sonhar mais alto, mas nada se sonha do que o Sonho não queira.

 

 

Estamos próximos e vivendo de nossas ações: – O que você está fazendo

agora?

 

 

 

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O Belo e A Consolação

Posted by Sem em outubro 23, 2013

A Política e Os Mistérios

 

Lao-tzu disse, (cap. 4):

A sabedoria nada tem a ver com governar os outros, mas é uma questão de ordenar-se a si mesmo.

 

A memória humana é algo traiçoeira, invariavelmente guardamos o que gostaríamos tivesse nos acontecido e nem sempre o necessário para nos relembrarmos o mais aproximado dos fatos… Digo isto porque estou tentando me lembrar, e sem sucesso, quem era a cientista que me marcou profundamente num certo documentário que assisti há anos no National Geographic (ou talvez tenha sido no Discovery). A cientista em questão trabalhava em um campo de pesquisa na África, observando e catalogando populações de gorilas (foi o que guardei, mas pode ser que tenham sido populações de chimpanzés). O que me interessou vivamente nesse documentário foi ela ter dito, após longa e estudiosa observação de gerações de “gorilas”, de que a felicidade de um bando dependia diretamente do temperamento do líder daquele grupo. Se o macho dominante no bando tinha um temperamento violento e era agressivo, o bando invariavelmente sentia-se sempre acuado e vivia com medo, se perverso, os jovens se comportavam de modo mais maldoso que o “normal”, e as fêmeas idem, se o líder era gentil, a benevolência era estimulada e imperava naquele grupo… Apesar de cada animal manter ainda a sua personalidade distinta, o espírito do grupo era influenciado diretamente por seu líder e se vivia, melhor e mais, ou pior e menos, em decorrência disso…

Por que estou relembrando isso agora? Sincronicidades entre o que tenho lido, vivido, assistido, participado…

 

Lao-tzu disse (cap. 159):

Há fatores constantes na arte de governar nações, mas a base está em beneficiar o povo.
Recitar os livros dos reis antigos não é tão bom quanto ouvir suas palavras, e escutar suas palavras não é tão bom quanto compreender aquilo de que eles falavam. Os que alcançam aquilo de que eles falavam descobrem que as palavras não podem expressá-lo. Por isso o Tao de que se pode falar não é o Tao eterno, e um termo que pode ser designado não é um nome permanente.

 

Não. Não quero sustentar aqui a tese de que a felicidade humana dependa exclusivamente de nossos líderes… E em parte não é assim para nós humanos porque sustentamos sociedades mais complexas que nossos parentes primatas mais próximos, além do que nós individualmente comportamos transcendências, porém, na parte que tange à nossa biologia, e na qual nunca deixaremos de ser os animais que somos, é uma questão a ser sempre reflexionada…

 

Lao-tzu disse (cap. 160):

Como é que o mundo poderia ter leis fixas e permanentes? Enfrente os tempos adequadamente, descubra padrões humanitários razoáveis, entre em sintonia com o céu e a terra, e compreenda os fantasmas e espíritos; assim será possível governar corretamente.

 

E a nossa sociedade, humana e global, está vivendo num momento bastante delicado e perigoso, entre o flutuar da nossa sensação de insegurança e infelicidade, em que estamos muito mal servidos de lideranças mundiais…

No Brasil estamos vivendo numa crise de representação, literalmente, numa crise de re-pre-sen-ta-ção. Nossos governantes têm se comportado de modo ainda mais truculento e indiferente com o povo do que o usual, isto é, eles nem se esforçam mais por disfarçar a tão boa (ou má) aclamada fama do brasileiro em ser cordial…

Nossos governantes têm confundindo o exercício crítico da cidadania com desordem social. E o grosso da grande mídia concessionada comprou essa ideia e tem seguido a essas “lideranças”, ou, não sei bem quem segue a quem, já que neste aspecto muitos dos “concessionados” são políticos, com interesses na política, direta e/ou indiretamente…

Para a intranquilidade do povo brasileiro, o que grassa em nosso meio político é a corrupção, a mentira deslavada, a intriga e o costumeiro jogo sujo da busca do poder pelo poder… Portanto, seguindo o estudo antropológico com primatas, é “natural” que muitos brasileiros achem normal, mas sem admiti-lo publicamente, seguir o exemplo desses líderes: roubar para ter o que se quer; mentir para permanecer impune; comportar-se de modo truculento para intimidar e constranger seus adversários; se necessário prender, se possível torturar, até matar se for o caso (como na UPP da Rocinha, em pleno Rio de 2013, no emblemático caso do ajudante de pedreiro Amarildo)…

 

Lao-tzu disse (cap. 168):

O Tao das nações é que os governantes não devem dar ordens cruéis, os funcionários não devem criar trâmites burocráticos complicados, as pessoas cultas não devem comportar-se desonestamente, os artesãos não devem fazer trabalhos decadentes, as funções devem ser delegadas sem agitação, os instrumentos devem ser completos mas não embelezados.
As sociedades caóticas são diferentes. Os que se preocupam com a política pequena elevam-se uns aos outros a posições altas, e os que se preocupam com a etiqueta homenageiam-se uns aos outros com artificialidades. Os veículos são extremamente decorados, os instrumentos são extravagantemente embelezados. Os materialistas lutam pelo que é difícil de obter, considerando que isso é precioso. Os escritores buscam a complexidade e são prolixos, considerando que isso é importante. Por causa da sofisticação, as questões são longamente analisadas sem que se tome qualquer decisão, o que é inútil para a produção da ordem e, ao contrário, gera mais confusão. Os artesãos produzem curiosidades, gastando anos para completar objetos que nem sequer são úteis.

 

Estou lendo Wen-tzu – A Compreensão dos Mistérios, todas as citações em destaque deste texto vêm deste livro. São ensinamentos de Lao-tzu (ou Lao Tsé, o fundador mítico do taoísmo e o atribuído autor do Tao-te King).

O momento histórico em que este livro foi escrito (século 8 a.C., aproximadamente) descreve um momento com perturbadoras semelhanças e paralelos ao nosso, em que uma sociedade decadente entra em crise e vive momentos de incertezas, em que os governantes perderam suas raízes de contato com o Tao.

 

Lao-tzu disse (cap. 156):

Em matéria de aprendizado, se você puder compreender a divisão entre o celestial e o humano, penetrar as raízes da ordem e do caos, manter essa consciência através da clarificação da mente e da purificação da atenção, ver o final e o começo e retornar para a não-coisificação aberta, isso pode ser chamado de vitória.

 

Já o mistério da identidade da cientista, lá no começo em que citei-a, abordando o documentário de minha memória falha, é na verdade uma questão muito simples, se o objeto de estudo da cientista foram os gorilas, o documentário foi a respeito da zoóloga americana Dian Fossey, se chimpanzés, foi com a etóloga inglesa Jane Goodall.

Embora ambas sejam mulheres incríveis, cada uma a seu modo, temperamento e circunstância – e elas guardam mesmo muitas semelhanças ideológicas entre si, a americana teve um desfecho trágico nas montanhas de Ruanda, o lugar em que por 20 anos viveu e trabalhou. Dian Fossey foi assassinada em 1985, após denunciar a caça ilegal de gorilas naquela região. Poucos anos após a sua morte foi feito um filme, um tanto hollywoodiano, contando a sua trajetória de vida, chamado Nas Montanhas dos Gorilas, tendo a atriz Sigourney Weaver representando o seu papel. Embora não seja um mau filme, penso que é o caso em que a vida superou – em muito, em beleza e verdade – a ficção…

 

Lao-tzu disse (cap. 11):

Quando o céu alcança suas alturas e a terra alcança suas profundezas, quando o sol e a lua brilham, quando as estrelas piscam e o yin e o yang se harmonizam, não há nenhum artifício em nada disso. Percorra o caminho correto e as coisas serão espontaneamente naturais.

 

Quanto a Jane Goodall, após assistir ao vídeo que posto a seguir, que vim a descobrir recentemente e no qual ela é entrevistada pelo jornalista holandês Wim Kayzer, para um programa da televisão holandesa de 2001, descobri que é uma das mulheres mais maravilhosas e sábias de que tenho notícia, no verdadeiro sentido taoísta de sabedoria… Perto dela me sinto pequena e com muito a aprender para me tornar num ser humano melhor, porém, estranhamente feliz… Para mim a sua descrição de vida é a verdadeira prática da espiritualidade humana mais elevada que consigo conceber…

Assista a entrevista e tire suas próprias conclusões…
Eu por mim concluo redondo retornando ao começo:

 

A sabedoria nada tem a ver com governar os outros, mas é uma questão de ordenar-se a si mesmo. (Lao-tzu)

 

 

E Viva o Anarquismo!

Liberdade aos presos políticos!

 

 

JANE GOODALL – O BELO E A CONSOLAÇÃO:

 

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A Ave de Athena

Posted by Sem em outubro 14, 2013

A alma abre-se a si própria

como se abre um lótus

de inúmeras pétalas

Kahlil Gibran

 

Gutemberg Ostemberg
 

 

Símbolos Sabeus: Plutão está próximo de concluir 1/3 de sua jornada pela constelação do signo de capricórnio e a imagem que o grau sabiano nos revela é de uma paisagem noturna, em que um homem, de braços abertos, carrega uma coruja em cada mão. Não distante, uma terceira coruja empoleirada no alto de uma árvore, num giro de 360°, a tudo observa:
 

                                                               corujas

 

                                                                                                                                              homem

 

                                                                                             árvore

 

                a lua

 

                                                                             o vento invisível

 

Quando saí de mim,

quando nasci para o mundo,

vi tanta injustiça no mundo, mas, também, tanta beleza

 

Eu vi, eu ouvi, eu senti,

eu assisti,

depois falei, e participei,

e me esqueci de mim, e de meus planos egoístas

 

Eu produzi manifestos,

alguns óbvios, outros contestáveis,

grandes e pequenos vômitos de repúdio ou rasgos de esperança;

eu fiz poemas, eu fiz proezas,

entre aleluias de dor e de ira, também entre prazer e euforia;

e embalado por sons,

em meio a estampidos, gritos, sussurros, gemidos,

manifestei toda minha indignação e minha revolta,

e também a minha louca vontade de estar

entre amigos

 

E todos fomos despertados por uma luz, por uma chama,

atendendo ao chamado da coruja

 

u u u u u u u u

à luz da lua

 

Vê se escuta, que a chama da liberdade se faz ouvir como num hino;

vê se enxerga, que o brilho com que a luz da inteligência salta e gira, e se descobre

como o olho da coruja que sabe, porque enxerga até no escuro,

o caminho, a verdade, a vida

 

Nenhum convite, nenhum sufoco, nenhum protesto,

uma música sequer, nenhuma,

nenhum estado de concentração ou disposição de abertura,

pode se comparar ao som do coração que bate

quando escuta

 

Black blocs nas cidades maravilhosas que lutam, chamando,

caminhando, cantando, enxameando,

incitando,

anarquismo na veia

 

PODER \o/

                PODER \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/

PODER \o/

                \o/ PODER \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/

PODER PARA O POVO \o/

                \o/  \o/ PODER PARA O POVO \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ 

PODER PARA O POVO \o/

                \o/ \o/ \o/ PODER \o/ \o/ \o/ PARA O POVO \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ 

E O PODER DO POVO \o/

                \o/ \o/ \o/ \o/ E O PODER \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ DO POVO \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/

E O PODER DO POVO \o/

                \o/ \o/ \o/ \o/  \o/ \o/ \o/ \o/ \o/  \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ E O PODER DO POVO \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/

VAI FAZER O MUNDO NOVO \o/

                \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ VAI FAZER \o/ \o/ \o/ O MUNDO \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/

\o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/\o/ \o/ \o/ \o/ \o/ NOVO \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/

 

Aos ouvidos de Plutão, deliciados, dois mil anos se passaram,

como passado um dia humano

 

Mas nem o esquecido deus pagão sabia, após vinte séculos rolados, quanta falta lhe fazia

a canção do mundo

 

O som que a alma faz quando se abre em mil folhas,

e asas batem,

e voam

 

Agora Povo cuidado

para onde vai;

o que pede;

Ele ouve

 

Nada pessoal nessa hora

 

Dizem,

que um pedido ao deus impiedoso,

quando ele quer destruir alguém, atende ao pedido

 

Nada pessoal nessa hora,

somente ao coletivo

é seguro

 

E qual é a ave símbolo do professor?

 

 

1 milhão nas ruas pela Educação no Ato Nacional do dia 15 de outubro

Dia do Professor

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TODOS JUNTOS!

TODOS DE PRETO!

TODOS DE LUTO PELA EDUCAÇÃO!

 

 

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Seja a Mídia

Posted by Sem em setembro 30, 2013

 

http://www.webrealidade.org/

 

 

Mundo Novo

 

Quanto mais fundo mergulhamos em nós descobrimos o outro

E é nessa distensão entre o dentro e o fora que criamos asas

Voamos

 

Voar é milagre

 

Ato doloroso de descoberta do mundo

E maravilhamento com a vida

 

Voar requer duas asas

Sustentar duas asas com perfeição

As asas que recebemos da graça divina quando temos propósito

 

Voamos quando estamos imersos unicamente em problemas pessoais?

Voamos quando fechamos os nossos olhos à paisagem ao redor?

 

Amor Verdade Beleza Liberdade Justiça são linguagens de pássaros

 

Escuta a canção solidária e generosa da vida

Dê asas à sua imaginação

 

Voar é milagre

 

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Antes que a Independência acabe…

Posted by Sem em setembro 7, 2013

7 de Setembro

 

 
Antes que a Independência acabe

ou o dia

ou a vida

 

Vamos nos cobrir de Negro

de tintas

de panos

 

Somos uma Nação de Negros

de negros Vladimires

de negros Amarildos

 

Hoje é o Dia da Alforria!

dia de bailes de mascarados nas ruas

dia de intervenções artísticas – muita atenção: é preciso Arte no exercício da cidadania!

 

Nosso dia! Dia de máscaras negras cobrindo nossas peles mestiças

ao toque de recolher o medo

e espalhar alegria

 

 

 

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Na vida precisamos sempre usar máscaras, pois ninguém nos reconheceria se nos apresentássemos
de rosto nu

Lêdo Ivo

 

O desafio é fazer com
que o nosso desejo de luz não nos faça temer o escuro

Mia Couto

 

 

 

PS: para acompanhar as manifestações com independência, bons panoramas por aquiaquiaquiaquiaqui

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COM VANDALISMO

Posted by Sem em agosto 16, 2013

documentário completo

 

 

 

“SEM VANDALISMO!” repetiam gritando parte dos manifestantes que ocuparam as ruas de Fortaleza. Mas na multidão das manifestações, que explodiram no Brasil em junho de 2013, outros grupos empregaram métodos mais diretos. Tachados de “vândalos”, foram criminalizados por parte da grande mídia, antes mesmo de serem ouvidos. Este documentário vai à “linha de frente” para registrar os confrontos e entrevistar os manifestantes para mostrar as motivações dos atos de desobediência civil.

Documentário – 70min – junho de 2013 – COPYLEFT
Nigéria – http://www.facebook.com/nigeriafilmes / e-mail: contatonigeria@gmail.com

 

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