Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Archive for setembro \30\UTC 2010

Uma justificativa

Posted by adi em setembro 30, 2010

Falar não é fácil, escrever muito menos, ao menos pra mim. Sei lá, pode ser o contrário também, admito que também expressar uma idéia verbalmente não é fácil, ao menos pra mim. A questão toda é, que desde meio de Setembro fiz um esboço de um post sobre “Magia Sexual”, mas não necessariamente da magia e do ritual em si, pois eu queria ir mais a fundo e além, pra expressar uma idéia que acredito, o de como se dá essa “união de opostos”, os motivos e porques… bem, porque é assim meu modelo mental, eu ainda preciso das coisas bem explicadinhas, convincentes, eu preciso de uma certa lógica ainda.

Já faz tempo que queria escrever sobre esse assunto, e já vinha pesquisando um pouco sobre isso, mas senti que agora seria o momento ideal de fazer uma junção dos “entendidos” pra expressar uma idéia. Semana passada estava tranquila e sobrando tempo até, e pensei que com certeza o post ficaria pronto… pelo visto me enganei redondamente. Leia o resto deste post »

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O tambor no xamanismo e o efeito do som

Posted by adi em setembro 14, 2010

Um dos principais intrumentos na prática de magia e ritualística dos xamãs é o tambor. Segundo Mircea Elíade, o simbolismo do tambor é complexo e suas funções mágicas são múltiplas. O tambor é indispensável durante o ritual, seja por levar o xamã para o “centro do mundo”, por permitir que ele voe pelos ares, por chamar e aprisionar os espíritos, seja, enfim, porque a tomborilada permite que o xamã se concentre e restabeleça o contato com o mundo espiritual que está prestes a percorrer.

Tanto a caixa quanto a pele do tambor constituem instrumento mágico-religiosos, pois a escolha da madeira/árvore com a qual será fabricada a caixa do tambor depende dos “espíritos”, ou de uma vontade trans-humana. Esse costume da árvore ser escolhida pelos espíritos sugere que a árvore concreta foi transformada pela revelação espiritual e que, na realidade, deixou de ser uma árvore profana e passou a representar a própria Árvore do Mundo. A membrana de pele do tambor dos xamãs siberianos normalmente é de rena, alce ou cavalo e representa o espírito do animal primordial que é a origem de sua tribo, portanto, é seu espírito auxiliar mais poderoso e quando penetra no xamã, este se transforma no animal mítico teriomórfico.

Em diversas tradições, o ancestral mítico teriomórfico vive no mundo subterrâneo, perto da raiz da Árvore Cósmica, cujo topo atinge o céu. Por um lado, o xamã ao tocar seu tambor, voa em direção à Árvore Cósmica, e devido a isso, o tambor contém muitos símbolos ascencionais. Também, devido suas relações místicas com a pele do tambor, o xamã consegue compartilhar da natureza do ancestral teriomórfico, ou seja, consegue abolir o tempo e recuperar a condição original de que falam os mitos.Tanto num caso como no outro, estamos diante de uma experiência mística que permiter ao xamã transcender o tempo e o espaço. A metamorfose em animal ancestral e o êxtase ascensional são expressões diferentes, porém equiparáveis, de uma mesma experiência, a transcendência da condição profana, a recuperação de uma existência paradisíaca perdida no final dos tempos míticos. Leia o resto deste post »

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Uma resposta para o Bem X Mal

Posted by Sem em setembro 1, 2010

Como o meu comentário em resposta ao post Bem X Mal excedeu em tamanho e avolumou-se nas questões imbricadas em decorrência ao tema, resolvi abrir um post comentário-resposta às questões inicialmente lá levantadas pela Adi, a autora do post, e depois desenvolvidas nos comentários.

Adi, reconheço a minha incapacidade em sintetizar num único comentário uma resposta cabível a tema que no meu entender alavanca o mundo, a questão das dualidades. Conto com a sua compreensão, sempre tão generosa, e aproveito para agradecer a oportunidade que você nos trouxe, a mim e aos leitores do Anoitan – eu particularmente encaro a oportunidade como um desafio em dar continuidade àquelas minhas especulações e teorias a respeito das relações… Por todos os lados, minha cara Adi, muito obrigada!

No entanto eu temo que em meio a assunto com tantas imbricações, arrisque me perder por esses labirínticos espaços do céu e do inferno, do autoconhecimento e da construção da moral do homem pelo homem. Devo tornar brevemente ao assunto da luta que vem se arrastando por séculos e conta com o tempo da história da nossa civilização, a luta entre o monismo de Parmênides e o atomismo de Demócrito. Este assunto, especificamente, foi pauta de outro post meu, pode ser lido por aqui. Neste de cá pretendo me demorar nas abordagens competitivas e/ou colaborativas que as pessoas estabelecem em suas relações – válido para todas as pessoas e todas as relações, sem exceções. E pretendo justificar por qual motivo avalio positivas ou negativas, não as ações em si do competir ou colaborar, mas o modo pelo qual os sujeitos são afirmados ou negados, que eu entendo como os princípios agregadores ou desagregadores que transparecem nas relações. Vou falar também de como me nasceu esta ideia através do meu trabalho em educação com jogos…

Vamos lá, começar do começo, que de outro lugar seria impossível, e estender um fio pelos tortuosos corredores das regras e das leis que os homens inventam para regular sua convivência, para chegar ao ambicionado centro, não de uma moralidade única, perfeita, eterna, mas, de uma ética permeada ao viver humano. É muita coisa, estou com medo de me perder…

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Rick Strassman – DMT e a Glândula Pineal

Posted by adi em setembro 1, 2010

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