Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Archive for dezembro \31\UTC 2013

2014

Posted by Sem em dezembro 31, 2013

2013

 

 

Ninguém diria,
quando nasceu,
seria, assim,
diferente,
tão especial para nós todos.
Ao contrário,
esperávamos, seria
ordinário,
um ano comum
e tão igual a tantos
outros.

Ah, sim, ele começaria
quente, prometendo muito, mas logo
se dissolveria
em mil
pequenas
sutis vilezas
até se escambar na descarada
tirania. Esperávamos
que de quente
passaria a morno,
esfriando logo de vez. Ao final
ninguém mais o aguentaria,
dado a se conhecer,
sua dor, suas catástrofes
e injustiças.
E seria com grande alívio
e felicidade que comemoraríamos
o seu fim.

Mas – quem diria? – aconteceu tudo
tão repente e ao contrário: morre 2013
nos deixando esperanças.

2 + 0
1 + 3
Números
numa rota de colisão
com planetas cabalísticos;
somado o tempo maduro e a alta magia;
o Brasil no meio
e nós
no meio
do Brasil, nos chocando,
nos chocamos… “Eh, então, tudo bem com você?”
“Oh, mas há quantos séculos não mais te via!”
“Achei que tivesse morrido!” “Mas que bom
te rever, assim, tão bem.”

Um ano maravilhoso!
Que nos fez acordar
para um sonho novo.
Inesquecível
para quem o sonhou.

Sabe aqueles anos
que não acabam? E sabe
aquela coisa
que nunca morre?
Assim é com 2013. E o que é,
como foi, será. Gerações
que por ele passaram
vão dizer, daqui a 20 ou 30 anos, a seus filhos
e netos: “foi o ano em que me encontrei,
que nos encontramos…”
No ano da virada.
No ano das revelações.
E daqui a 100 anos, 200 anos,
dirão os livros de história:
foi o ano do princípio.

Tudo o que começa acaba;
todo fim encontra-se em seu princípio;
elos eternos; o que morre, sendo integralmente vivido,
deixa sementes.

 

 

 

 

Feliz 2014!

 

Anúncios

Posted in Poemas | Leave a Comment »