Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Archive for agosto \28\UTC 2011

A união com o Anjo em Tiphareth

Posted by adi em agosto 28, 2011

Na tradição ocidental, nós sabemos que um dos pontos mais importantes na realização espiritual é o conhecimento e conversação com o Sagrado Anjo Guardião, ou realização do princípio crístico em si mesmo. Também conhecemos que existem várias outras nomenclaturas para o que na magia se convencionou chamar de Sagrado Anjo Guardião: Adonai, Atman, Augoedies, Cristos, Gênio, Daemon, Grande Mestre, Ishvara, Kia, Logos, Si-mesmo, Sol, Vishnu, etc. Na Cabala, essa realização se dá em Tiphareth.

Nós podemos citar vários aspectos do porque essa sephira está totalmente relacionada com esta realização, mas o aspecto principal, está no fato dessa sephira se encontrar no centro do diagrama da Árvore da Vida. Lá ela atua como mediadora e fator de união entre os planos espiritual e material. Tiphareth é a esfera da beleza, da harmonia, e do equilíbrio, também é a morada da alma, os deuses que estão relacionados com ela, simbolizam a alma glorificada e a encarnação da divindade, é o deus que manifesta a si mesmo no homem, portanto as divindades típicas de Tiphareth representam a alma iluminada. A natureza do filho é amor, e amor é união, é o elo de conexão, pois são nossas emoções transmutadas que nos eleva  no caminho da Árvore.

Em magia, excetuando-se o ritual de Abramelin, que visa à consecução dessa meta, nós não sabemos muito sobre como se dá esse feito ou realização. Muito embora, como se trata de um texto muito antigo da idade média, a linguagem que traduz a mentalidade daquela época, pode confundir atualmente.

E talvez, o aspecto que nos chama atenção com relação a essa meta, é a importância que se dá à “imagem” daquilo que irá nos redimir.

Nos evangelhos apócrifos de Felipe, nós encontramos: “Há um renascimento e uma imagem do renascimento, certamente é necessário nascer outra vez por meio da imagem.”

Dion Fortune diz: “Os primeiros raios da experiência mística devem ser obrigatoriamente muito limitados, pois não tivemos tempo para construir, graças à experiência, um corpo  de imagens e de ideias que possam representá-las.”

Em seu estudo sobre Alquimia, Jung verifica a importância e dificuldade desta tarefa, em como realizar a segunda etapa da coniunctio, que é como criar e se unir com a imagem paradoxal daquele princípio mediador entre o céu e a terra. Em seu livro Psicologia e Alquimia, ele faz uma citação muito interessante: “Antes de Cristo, seu filho, ter sido formado e imaginado em nós, … Deus era mais terrível para nós”. (Aquarium Sapientum).

No livro “Árvore da Vida”,  Regardie cita Maurice Maeterlinck, que nos dá uma excelente dica: “Dionísio é Osíris, Krishna, Buda, Mitra, etc; ele é todas as encarnações divinas, é o deus que desce ao homem…; ele é morte, temporária e ilusória, e renascimento, real e imortal; é a união temporária com o divino que não é senão o prelúdio da união final, o ciclo infindável do eterno tornar-se.”

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“Let’s make money” – Relato do ex-assassino econômico John Perkins

Posted by adi em agosto 26, 2011

 

 

 

O saqueamento na era moderna… Vale a pena assistir.

 

 

 

 

 

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A iniciação e a impermanência de todas as coisas

Posted by adi em agosto 19, 2011

Ultimamente anda difícil dizer alguma novidade sobre espiritualidade, há tantas coisas boas e bem escritas pela internet, além de que, praticamente tudo já foi dito pelos grandes mestres do passado. Apesar disso, entendo que a verdade é única, o que muda é a maneira de contarmos essa mesma verdade, e o que importa é que a verdade tem que se fazer em nós mesmos, tem que se tornar real e viva dentro de nossos corações, e isso pra mim é renovação.

O  budismo sempre deu muita ênfase sobre a impermanência de todas as coisas. Para o budismo a natureza essencial da própria existência é mudança, pois tudo está em movimento e em constante fluxo, nada é permanente. Queremos que nossas sensações boas e de felicidade sejam duradouras, então nos apegamos às coisas, pessoas e acontecimentos que nos dão a sensação de prazer. Mas o apego leva ao sofrimento, por isso impermanência e sofrimento são inseparáveis, porque impermanência resulta em mudança, decadência e perda.

Nós vemos essas mudanças nos ciclos da natureza e de renovação da vida, ou seja, nas estações do ano e nos ciclos da colheita, em toda parte é possível ver que existe essa concepção de final e de começo de um novo período ou fase, assim como a morte e nascimento, tudo nasce, tem seu apogeu, entra em decadência e morre, nesse sentido, verificamos que a vida se renova continuamente.

Em nossa experiência da vida há continuamente essas pequenas mudanças e transformações, mesmo que muitas vezes não a aceitemos e por isso sofremos, o que da mesma forma não impede que as coisas aconteçam como tem que ser.

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Casamento no céu

Posted by adi em agosto 15, 2011


Complexo de galáxias espirais vizinhas VV 340, também conhecido como Arp 302, é flagrado em estágio inicial de interação, pelo telescópio espacial de raio X Chandra, junto com dados óticos obtidos pelo telescópio Hubble, ambos da Nasa. As galáxias VV 340 Norte (o risco do “ponto de exclamação”) e VV 340 Sul (o ponto) ficam a 450 milhões de anos-luz da Terra. Em alguns milhões de anos, as duas devem se fundir, da mesma forma como deve ocorrer com a Via Láctea e Andrômeda daqui a bilhões de anos.
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Fonte: Globo.com


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O tolo e a iluminação – Eckhart Tolle

Posted by adi em agosto 9, 2011

Recebo uma certa quantidade de e-mails, dentre eles algumas jóias raras, um verdadeiro “presente”,  e claro não é só pra mim, mas pra ser compartilhado, e nada melhor do que trazer aqui pro blog. Não é nenhuma novidade eu sei, mas é bom a gente parar um pouquinho com a rotina, poder observar nossas próprias reações físicas, ou a rua, as nuvens passando, não importa, importa saber que atitudes tão simples podem ser transformadoras se estivermos ali de todo.

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Dica de um bom filme para o fim de semana

Posted by adi em agosto 5, 2011

Sexta-feira de frio em parte do Brasil, nada melhor que assistir um bom filme com pipoca neste final de semana. Recebi esta “dica” da querida amiga Cássia, lá das “Minas”  (Gerais) como ela mesma costuma dizer. E realmente um filme muito bom, daqueles que faz a gente pensar sobre a maneira que vivemos nossa própria vida.

Abaixo vou colocar a indicação como a recebi, aviso que contém spoilers, apesar que mesmo assim, não tira a graça e encanto do filme. O filme em questão é “One Week”, com Joshua Jackson no papel principal, e creio que pode ser encontrado na maioria das locadoras.

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JUNG e a experiência de Deus

Posted by adi em agosto 1, 2011

Encontrei esse texto de Carl Gustav Jung no site “Fórum Espírita“. É o prefácio que Jung fez  ao livro ‘Introdução ao Zen’, de Suzuki:

”  Tentar explicar o satori (iluminação, a Verdade, o encontro com Deus, samadhi, nirvana, consciência crística ou búdica, consciência cósmica, reino de Deus, Deus, Cristo, Buda) é inútil. Para alguns é a percepção da verdadeira natureza do ser; o consciente livra-se da ilusória (falsa) idéia de um ‘eu’ que tem existência própria e separada no tempo e que temos de defender contra os demais ‘eus’. Essa ilusão referente à natureza do ser é a confusão que todos fazem do ‘ego’ com o ‘ser’. Ser é a consciência total, absoluta, cósmica, o Cristo, o Buda, o reino dos céus, Deus. O ego é apenas um feixe de ilusões, repleto de lembranças, expectativas e interpretações erradas das coisas do mundo.

Quando pensamos que há algo de bom em nós, isso vem da ilusão de que possuímos alguma coisa, de que possuímos bondade, de que somos bons, mas, isso é sinal de imperfeição e insensatez. Fôssemos nós conscientes da verdade, saberíamos que não somos bons, que o bem não vem de nós. Por isso, o iluminado diz:
‘Que pobre tolo eu era! Estava na ilusão de que eu era isto ou aquilo: agora vejo que isto ou aquilo é Deus’.

O satori é uma ruptura da consciência condicionada, apenas limitada ao ego, repleta de ilusões, impurezas, de todo lixo mental ali depositado pelos costumes, tradições, culturas, suposições e crenças durante toda nossa vida. O satori faz com que a consciência adquira a forma de consciência ilimitada, infinita, de não-eu, não-ego, pura como é o ser. Jesus diz no seu sermão: ‘Bem-aventurados os pobres de espírito’, isto é, aqueles que perderam seu ego, sua ‘personalidade’, pois, agora, têm ‘a’ de Deus. Por isso, bem-aventurados. O satori é o reconhecimento de nossa face original, o homem antes de ser criatura (o espírito antes de ser homem), o reconhecimento, a percepção da verdade de que ‘eu sou’.  Continue lendo »

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