Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Nosso segundo cérebro

Posted by adi em julho 1, 2013

É gostoso ficar filosofando sobre o estilo de vida que temos e onde tudo isso vai nos levar, nos questionamos se a nossa vida está coerente com nossa opção ou aptidão espiritual e, quando nos damos conta que algumas coisas estão em desarmonia é sinal de que há algo errado mais profundamente, o qual precisa ser investigado. As coisas que pensamos e mesmo as que dizemos precisam estar em harmonia com os nossos sentimentos e ações. Mas não só isso, a maneira como nos alimentamos influencia de forma expressiva nossos estados de humores e por consequência nossas atitudes.

O que tenho aprendido também com minhas próprias experiências, é que as coisas simples e que nos são próprias em nossa origem, ou seja, àquelas que nos são naturais, são as que surtem maiores efeitos. Nesse sentido, como brasileira que sou, me é natural as coisas da nossa terra, então pra que complicar adotando dietas de outros povos mesmo que estas tenham sido criadas com o propósito de desenvolvimento espiritual? Este é um dos motivos ao qual eu já tentei mas não me adaptei a dietas vegetarianas, macrobióticas, entre outras. Além do que, atualmente, não sou muito a favor de radicalismos principalmente em relação ao nosso corpo e em relação a alimentação, porque entendo que a vida também é feita de prazeres e alegria.

Por isso, um dos meus interesses ultimamente se refere a alimentação funcional, que é um tipo de alimentação saudável baseada em “comida de verdade”, como no tempo da vovó e nada de alimentos industrializados e artificiais. Foi uma grata surpresa redescobrir – e digo redescobrir, porque já havia esquecido – a grande importância do funcionamento equilibrado do nosso aparelho digestivo.

Então você aí pergunta: Mas qual a relação entre a alimentação, o aparelho digestivo e a espiritualidade?  E eu respondo: é enorme  e fundamental.

Pesquisando sobre isso, e claro, sobre os benefícios desse tipo de alimentação sobre nosso organismo, percebi com empolgação toda a forma holística que o nosso organismo funciona, e também o axioma hermético: “o que está em cima é como o que está embaixo e o que está embaixo é como o que está em cima”, pode ser encaixado perfeitamente. De fato, nós somos um microcosmo em todos os sentidos e, sendo o universo holográfico, somos uma representação exata do macrocosmo.

Em seu livro “Tudo posso, mas nem tudo me convém” a Dra. Gisela Savioli nos explica de forma clara toda essa importância. Em entrevista recente ela disse: ” Porque o intestino é tão importante? Nós temos que parar de pensar que o intestino é somente um órgão excretor. Na hora que o embrião está sendo formado, no mesmo folículo embrionário saiu o cérebro e o intestino, então todos os neurotransmissores que sintetizamos no cérebro, nós sintetizamos no intestino. Nós temos mais neurônios no nosso intestino do que na nossa medula, em relação ao nosso sistema imunológico, de 50% a 75%  dos disparos de gatilho pra requerer sua ação vem do intestino”.

Encontrei esse excelente texto abaixo, escrito por Henrique Trejgier , explicando de forma muito clara sobre o funcionamento do intestino e ainda o porque atualmente ele é considerado nosso segundo cérebro.

“Nutrição & Estado Emocional – Os Neurônios Intestinais

A alimentação está relacionada com os estados emocionais.

O nº de neurônios do intestino é igual ao nº de neurônios do cérebro: 100.000.000.000 mais precisamente 86.000.000.000 (86 bilhões) em média.

Cada neurônio chega a realizar 1000 sinapses. Isto gera uma rede de 86 trilhões de pontos em média.

Agora, o numero de combinações destas 86 trilhões de sinapses é descomunalmente imenso.

Seria a operação 86 tri fatorial.

Ou seja: (86×10^9)x(86×10^9 – 1)x(86×10^9 – 2) x(86×10^9 – 3) x(86×10^9 – 4)…..

Para entender a operação dou como ex. 5fatorial = 5x4x3x2x1 = 120

Portanto a quantidade de combinações da rede neuronal do cérebro é muito maior que número de estrelas no universo conhecido.

A referencia cientifica é de Helion Povoa: O cérebro desconhecido e do livro: Saúde & Beleza Forever, de Mônica Lacombe Camargo

E por isso o intestino é chamado de 2º cérebro. Aliás as dobras e sulcos do cérebro lembram bem o jeito que os intestinos se montam no abdômen.

Sabemos que estes neurônios intestinais são usados para perceber o tipo e a quantidade de comida para sinalizar ao cérebro estas informações e este por sua vez ordenar as diversas glândulas a liberar as enzimas certas, na ordem certa e na quantidade certa.

Mas, eu sei, sem provas cientificas, mas perceptuais minhas e de pessoas do meu convívio, que a alimentação altera os estados emocionais. Tanto pelo nutrientes em si, quanto pela reação dos intestinos aos alimentos ingeridos.

A relação do cérebro com os intestinos, embora há muito conhecida pelos grandes códigos de medicina, como a ayurvédica, a chinesa e a tibetana, vem sendo descoberta pelos cientistas.

O aminoácido L-glutâmico – presente na Aloe vera, mas pouco comum à alimentação contemporânea – é tão indispensável à regeneração da mucosa intestinal quanto ao processo de reversão dos quadros de senilidade e depressão.

A L-tirosina, igualmente presente no gel da Aloe vera, é precursora dos hormônios tiroxina, melatonina e serotonina – neurotransmissores da tranqüilidade e da alegria de viver, cuja deficiência está relacionada à depressão, agressividade, tendências ao vício do álcool, das drogas etc.

A serotonina é a precursora da melatonina – hormônio produzido pela glândula pineal, o centro superior de processamento de informação eletromagnética, do qual as vias aferentes e eferentes são os meridianos da acupuntura. A melatonina é o antioxidante mais poderoso produzido pelo organismo.

A serotonina e a melatonina têm uma relação de alternância. A primeira predomina quando o cérebro se encontra em estado de alerta e a segunda nos períodos de sono.

O que não se sabia até recentemente é que ambas são secretadas pelas glândulas dos intestinos, e não apenas pela pineal.

As primeiras evidências desse fato vieram das pesquisas do Dr. Michael D. Gershon, autor do livro O Segundo Cérebro,(1) que revelaram dois fenômenos importantíssimos:

• As paredes dos intestinos, estimuladas pela fricção das fibras alimentares, secretam a serotonina.

• A serotonina secretada pelos intestinos é o fator de controle do peristaltismo que, em cadências regulares, movimenta o bolo alimentar e as fezes ao longo do trato gastrintestinal.

• As paredes do trato gastrintestinal são recobertas por uma rede de neurônios diretamente responsáveis pela coordenação de todas as funções digestivas que, embora estejam conectados ao sistema nervoso central, têm total autonomia sobre todas as etapas do processo digestivo.

No Brasil, o Laboratório de Pesquisas em Neurônios Entéricos da Universidade Estadual de Maringá, vem se destacando como centro de pesquisa no assunto.(2) De acordo com o seu coordenador, Dr. Marcílio Hubner de Miranda Neto, os neurônios, tanto do cérebro como dos intestinos, são basicamente de três tipos:

1-Associativa conduzem as informações a serem processadas.
2-Motora respondem aos estímulos.
3-Sensitiva captam os estímulos do meio ambiente e os levam aos centros nervosos.

O intestino é o único órgão capaz de funcionar de modo totalmente independente do sistema nervoso central.

A autonomia vem de sua habilidade em produzir arcos reflexos – intertransmissão de estímulos entre os neurônios sensitivos, associativos e motores – que tanto lhes permite captar as informações, como processá-las e responder de acordo com a necessidade do momento.

Em outras palavras, os intestinos também pensam, decidem e executam tarefas tal qual um cérebro.

Torna-se, portanto, óbvia a relação entre os intestinos saudáveis e a sensação de autoconfiança e de auto-estima, e porque os que padecem de prisão de ventre têm problemas relacionados à autoconfiança e à auto-estima. Isso explica porque o sistema floral de Bach indica o Crab Apple tanto para aumentar a auto-estima como para combater a prisão de ventre.

Sob a batuta dos neurônios entéricos, os alimentos devem percorrer o tubo digestivo a uma velocidade ideal, para que o bolo alimentar ou fecal não fique retido, em lugar algum, mais do que o tempo necessário.

Qualquer alteração física ou mental se reflete na aceleração ou desaceleração dos movimentos peristálticos – diarréia ou prisão de ventre –, cuja cronicidade gera conseqüências desastrosas.

• Diarréia

– Desidratação e perda de sais minerais, cuja conseqüência mais imediata é o desequilíbrio ácido-alcalino.

– Perda da fluidez dos humores, dificultando a desintoxicação, nutrição, oxigenação das células e dos humores e controle sobre metabolismo celular.

– Deficiência dos sucos digestivos, promovendo a má digestão, as inflamações intestinais, a perda da permeabilidade da mucosa intestinal, exaustão do sistema imunitário, subnutrição celular, problemas emocionais e mentais etc.

• Prisão de ventre

– Fermentação, putrefação e oxidação do bolo alimentar.

– Intoxicação do organismo e congestão hepática’.

– Disbiose da flora intestinal.

– “en-fez-amento” descontrolado.

– Ressecamento e acúmulo de fezes nas paredes intestinal, impedindo a absorção dos nutrientes devido ao sufocamento da mucosa, promovendo um ambiente propício à flora disbiótica e aos processos infecciosos e inflamatórios.

Sendo 90% da serotonina produzida pelos intestinos, assim termina o Dr. Helion Póvoa seu livro O Cérebro Desconhecido:

Quando analisamos o fato de que o intestino é fundamental na formação da serotonina, nada mais é preciso acrescentar.

A alegria e a inteligência emocional, de que tanto precisamos para viver bem, começam realmente a partir do intestino!

Por isso só nos resta garantir a esse fantástico órgão matérias-primas de primeira qualidade, o que conseguimos com uma alimentação saudável. Ele, inteligentemente, se encarregará de garantir nossa saúde e nossa felicidade.(3)

Por isso, a higiene alimentar e a higienização dos intestinos também são essenciais à prevenção e à reversão dos quadros de distúrbios emocionais e problemas mentais que, segundo estatística um tanto benevolente, hoje atinge 25% da população mundial.

Os alimentos, portanto, podem estar fazendo com que os intestinos padeçam e a alma chore. Nesses casos vale a pena recorrer ao socorro da Aloe vera. Devido à sua ação sobre a rede neural entérica da mucosa intestinal, ela promove a produção da serotonina e da melatonina, assim como o peristaltismo.

Aumenta a qualidade do sono, a sensação de bem-estar, o otimismo, o bom humor, a capacidade de atenção e de raciocínio. Os pensamentos ficam mais leves e a vida mais prazerosa.”

17102012225719intestinos

 

BACTÉRIAS, quem hospeda quem?

Mas além de tudo isso exposto acima,  há ainda uma simbiose fantástica entre nosso organismo e as bactérias que residem em nosso intestino, sem o qual, não seria possível o bom funcionamento do mesmo. A seguir, parte de um texto muito bom retirado do blog CENTRO KAILAS, o qual recomendo a leitura na íntegra, que nos esclarece de forma simples toda essa conexão:

” Somos mais bactéria que humanos. O corpo humano é constituído, aproximadamente, por 100 biliões de células, destas aproximadamente 90 biliões são células bacterianas, isto é, por cada célula humana existem 10 células bacterianas no corpo, a maioria delas localizam-se no intestino. Se pudéssemos juntar todas as bactérias do nosso corpo teriam um peso aproximado entre 0.5 a 2 kg. Apenas na palma da nossa mão existem cerca de 150 espécies diferentes de Bactérias.

Quem somos? Os filósofos têm-se questionado ao longo dos séculos em busca de uma resposta correta sobre a nossa identidade. Desde o “homem é um animal racional” de Aristóteles até o conceito do “eu” para Freud, há respostas para todos os gostos.
 
No entanto, os biólogos quiseram acrescentar mais um grau de complexidade à pergunta já de si complicada. As investigações dos últimos 10 anos, como observou Jennifer Ackerman num fascinante artigo publicado na última edição de “Scientific American”, demonstraram que a maioria das células que compõem o corpo humano não são células humanas: são bactérias!
Por cada célula humana podem-se contar 10 bactérias coexistindo conosco, quase sempre em perfeito equilíbrio do qual depende a sua sobrevivência, assim como a nossa. Outro fato que faria com que mais de um filósofo das velhas escolas “coçasse” a cabeça é o seguinte: temos entre 20.000 e 30.000 genes humanos, mas se os somarmos aos genes das bactérias que pululam no nosso intestino, os respingos dos genes que levamos aí ascende a 3,3 milhões de genes.
Equivocaram-se todos os que durante décadas viram no mundo microbiano um exército de inimigos. “Nosso narcisismo manteve-nos muito atrás. Tendemos a acreditar que temos todas as funções necessárias para uma boa saúde”, explica Sarkis Mazmanian, biólogo do Instituto Tecnológico de Califórnia  “só por serem externos, só porque os adquirimos do mundo exterior, não significa que sejam uma parte menos fundamental de nós”.
Mazmanian adverte: “O que temos feito como sociedade num curto espaço de tempo tem sido alterar completamente a nossa relação com o mundo microbiano”, referindo-se ao uso de antibióticos e aos partos por cesariana que evitam aos bebés um primeiro contacto com as bactérias que habitam no trato genital das mulheres. O resultado desta alteração pode ser uma das causas no aumento das doenças auto-imunes, uma vez que muitas das bactérias na nossa pele, no nosso intestino, estômago e trato urinário podem estar a desempenhar um papel na regulação do sistema imunológico.
Um estudo publicado em Neurogastroenterologia e Motilidade mostra que descobriram que os ratinhos que carecem de bactérias intestinais têm um comportamento diferente dos ratinhos normais, em função do que se conhece como “comportamentos de risco”. Este comportamento foi acompanhado por alterações neuroquímicas no cérebro do rato. Os investigadores declararam: “As bactérias colonizam o intestino nos dias seguintes ao nascimento, durante um período sensível do desenvolvimento do cérebro, e aparentemente influenciam o comportamento mediante a indução de alterações na expressão de certos genes.” 
Através do perfil de genes, investigadores conseguiram discernir que a ausência das bactérias intestinais alteraram os genes, assim como as vias de sinalização envolvidas na aprendizagem, a memória e o controlo remoto. Isto sugere que as bactérias intestinais estão intimamente ligadas com o desenvolvimento inicial do cérebro e o seu posterior comportamento. Estas mudanças comportamentais poderiam ser invertidas, sempre e quando os ratinhos fossem expostos aos microorganismos normais no início da vida. Mas, uma vez que os ratinhos livres de germes tinham atingido a idade adulta, a colonização com bactérias não influenciou o seu comportamento. Do mesmo, os probióticos também foram encontrados para influenciar na atividade de centenas de genes, o que ajuda a expressar de maneira positiva no combate a doenças.”
Então é isso, há um outro microcosmo (autônomo) no microcosmo (nós) e, sem o qual nós não viveríamos e nem ele sem nós. Somos um todo interdependente nos relacionando nas mais diversas escalas. Não estamos somente ligados como seres humanos em relação ao nosso Grande lar, a Terra, nós também estamos intimamente ligados a um mundo material invisível dentro de nós, o qual precisamos também estar em harmonia. Vamos cuidar desse microcosmo, beneficiando o organismo como um todo, essa harmonia se reflete numa harmonia maior, que está em relação ao que supomos estar fora de nós, mas em realidade não está.
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2 Respostas to “Nosso segundo cérebro”

  1. Sem said

    Ô Adi, agora vc me surpreendeu 🙂

    Estou eu aqui para publicar a poesia da Era de Aquário, continuação dos meus devaneios político-poéticos e vc me vem com essa… rs

    Muito bom o assunto e a sua abordagem: céu e terra estão ligados…

    Vou deixar para publicar a poesia depois, fica apenas lá no Sopoesia, por enquanto, dar um tempo para papear aqui esse assunto que vem vindo das entranhas… e estou em perfeito acordo qt a sua importância… falando em signos, sabe que virgem (seu ascendente e o meu sol) rege o intestino delgado e normalmente é para termos problemas nessa área… eu tive, de fato, muitos anos sofri com prisão de ventre e só melhorei qd melhorou a minha alimentação… hoje como muita salada, verdura, mas (como vc) não sou vegetariana, apesar de que não consigo mais comer muita carne, principalmente carne vermelha, mas, de vez em qd, parece que o corpo pede – tenho sangue O+ e me disseram certa vez que esse tipo, pela medicina ortomolecular, necessita de carne… o caso é que eu gosto de cozinhar (como vc), e só isso já é o suficiente para prestar mais atenção ao que se come e procurar manter uma alimentação mais equilibrada… então, podemos trocar receitas?? rs

    Dizem que no budismo a barriga é o cérebro… tem até um nome pra isso, que agora me esqueci… afora isso é muito importante aquela região que fica logo atrás do umbigo, o ponto de equilíbrio do corpo… é vital…

    Mas voltando para a astrologia, o que vc sugeriu no outro post de eu escrever um texto introdutório sobre o assunto, ligando-a com a magia, o assunto é fascinante, sinto no entanto que não tenho o conhecimento e nem a prática para amarrar com propriedade as duas… mas que elas estão ligadas, sim, como o umbigo ao intestino 🙂

    Já conversamos uma vez sobre isso, o que para mim tem se tornado convicção: não acredito em magia pessoal… pq isso de uma vontade individual, que faz mover as forças do universo em seu favor, é um completo equívoco… o que existe são forças cósmicas que um homem sensível pode pressentir (e calcular com os astros) e, dando-se conta delas, qt mais desligado estiver de sua vontade pessoal (ego, separatividade), pode melhor captá-las, daí sim, aproveitar para se harmonizar a elas… acredito antes que qd se chega nesse estágio em que as vontades não mais destoam, é parte do processo a harmonia, sendo o “ego” uma espécie de ruído que abafa essas sinfonias que tocam ao seu redor… mas, claro, as músicas são infinitas e muitas danças podem existir e muitos instrumentos podemos aprender a tocar…

    Uma outra coisa que tenho pensado desse assunto, é que a razão da magia existir no mundo, de o homem poder convocar essas forças “ocultas” e até certo ponto ter algum controle sobre elas, ou de se relacionar com elas minimamente sem ser por elas destruído, é de que o homem pode se tornar um veículo de consciência para o cosmos… para que essas energias, que do ponto de vista humano se movem de modo avassalador e inconsciente, possam se “auto-perceber”… quer dizer, me falta a palavra, pois, suponho, que do ponto de vista delas próprias, elas se deem por satisfeitas em simplesmente existir… “inconsciência” é um conceito que damos para nos justificar e que não cabe a elas em si puramente…

    Voltando pra astrologia e pra Saturno, para os meus ato-poéticos revolucionários, eu “””convoquei””” o Puer Aeternus para explicar os movimentos de protesto pelo Brasil, mas o puer pode ser doce como a flauta de Pan, e inconstante, e eu queria algo mais consequente, qd me dei conta, Adi, Saturno! pela astrologia antiga ele é o regente de aquário… a Era de Aquário em que estamos adentrando… sem contar que o regente desse ano é ele próprio… tb conhecido e temido como o senhor do carma, que retorna de 30 em 30 anos para cobrar o que foi feito, de bom e de mau… e se há de ter algo ou alguém mais revolucionário do que o Puer é o que ceifou os testículos de Urano… rs

    Saturno em capricórnio estrutura e em aquário abala as estruturas, dá o que pensar, não? depois, ele é uma espécie de purificador, por isso o aguadeiro (de aquário) lhe cai tão bem…

    Estou falando de signos que nos falam de muito próximo…

    Nesse ponto eu precisaria da sua ajuda, para entender mais das qliphoths…

    No mais Adi, acho que esse meu envolvimento com as manifestações pelo Brasil me fizeram questionar bem mais do que a política social em nosso país e no mundo… apenas e eu não sei o que há de ser de mim agora, não consigo mais ligar a TV e assistir a jornais desinformativos, assistir a programas de humor sem graça, séries que tratam de vidas que não quero viver, com preocupações absolutamente desimportantes… não consigo mais ler jornais da grande mídia e revistas, qd muito trazem ao lado de um bom editorial crítico anúncios que mostram a verdadeira intenção em vender produtos, ou seja, não dá para falar de mobilidade urbana com propriedade e propagandear ao lado uma BMW…

    Eu sei que não vivemos numa sociedade pura e nem é o meu interesse viver e lutar por um lugar assim, mas, coerência, um mínimo de coerência, estou sentindo tanta falta…

    Hoje eu passei escutando mídias alternativas, mesmo com todo o amadorismo, a qualidade dúbia, as controvérsias, as falhas, pelo menos a garantia de uma verdade não editada me é confortadora. Aqui o melhor exemplo de algo mais verdaeiro: http://www.postv.org/

    Mas toda essa extroversão me tem exaurido, eu no meu processo de introversão…

    Ô vida complicada 🙂

  2. adi said

    Ai Sem, desculpa, não sabia da sua postagem, mas com certeza vc poderá fazê-lo amanhã, pois estamos mesmo em carência de criatividade aqui, e agora que o blog está renascendo em vida novamente com suas postagens. Fazia tempo que não escrevia nada, e de repente me veio essa necessidade, e até sinto que estou perdendo a mão em montar um post, mas continuo envolvida com aquele assunto do animus, não vou dizer que vai sair um post, mas um esboço se começa a formar.

    Eu também não como mais tanta carne vermelha, e talvez pelo meu tipo sanguíneo O negativo, não me adaptei a uma dieta vegetariana, mas adoro verduras, vegetais, leguminosas, e brotos. E claro,procuro respeitar os limites e o funcionamento do meu próprio corpo, por ex. leite me faz muito mal, sorvete de massa embora eu goste muito não me faz bem, muita massa me dá azia, enfim, pra algumas coisas meu organismo é intolerante. 🙂

    O que me empolgou foi saber que produzimos neurônios no intestino, principalmente o do bem estar como a serotonina e por tabela a melatonina que regula nosso sono, onde é liberado o hormônio HGH, também conhecido como hormônio da juventude. Não que nós precisamos, pois continuamos lindas e maravilhosas mesmo balzaquianas, rsrsrs. Mas é bom manter essa relação (neurônios, hormônios, etc) em equilíbrio e saudável, quando estamos em harmonia interior, sentindo alegria e bem estar, tudo o mais se torna harmonioso e belo.

    Brincadeiras a parte, “mente sã corpo são” é muito melhor, né!!

    Agora, Sem, sobre as energias saturninas de 2013, é difícil se harmonizar com elas não é mesmo? 2012 foi um ano pesado pra mim, eu estudei qliphots boa parte do ano passado, pude sentir essa profundidade que assusta muitas vezes, qualquer dia ainda vou terminar o post. Muitas vezes me afastava e dava um tempo, principalmente perto de viagens, pode ser propício a acidentes. Mas este ano, ou melhor 2013, começou com as energias amarradas, se arrastando e exigindo muita paciência, e mais paciência. Não foi só estudar pra escrever sobre qliphot, foi meio um processo que vivenciei mas ainda não está concluído, agora que está clareando.

    >Saturno em capricórnio estrutura e em aquário abala as estruturas, dá o que pensar, não? depois, ele é uma espécie de purificador, por isso o aguadeiro (de aquário) lhe cai tão bem…Mas toda essa extroversão me tem exaurido, eu no meu processo de introversão…<

    Equilíbrio, equilíbrio é ainda o mais difícil no caminho dos meios. E eu na minha labuta de sempre pra continuar o caminho mesmo assim, 🙂

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