Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

O Contínuo espaço-tempo e a realidade percebida

Posted by adi em dezembro 1, 2009

De acordo com a teoria da relatividade de Albert Einstein, o espaço não é tridimensional e o tempo não é uma entidade separada. Intimamente ligados entre si, formam ambos um contínuo tetradimensional, o “espaço tempo”. Assim sendo, nunca podemos falar em espaço sem falar em tempo, e vice-versa. Ademais, não existe um fluxo universal de tempo; ou seja, o tempo não é linear, nem absoluto. O tempo é relativo. A saber, dois observadores ordenarão diferentemente no tempo uma série de eventos se se moverem a velocidades diferentes em relação aos eventos observados. Por conseguinte, todas as mensurações  que envolvem o espaço, se tornam meros elementos para descrever fenômenos.

O tempo e o espaço são tão fundamentais para as nossas descrições dos fenômenos naturais, e de nós mesmos, que sua modificação supõe uma modificação de toda a estrutura que usamos para descrever a natureza e a nós mesmos. Ainda não integramos essa parte da relatividade de Einstein em nossa vida pessoal.

O contínuo espaço-tempo de  Einstein proclama que a aparente linearidade dos acontecimentos depende do observador. Outra consequência importante da teoria da relatividade é a compreensão de que matéria e energia são intercambiáveis. A massa nada mais é do que uma forma de energia. A matéria é simplesmente a energia desacelerada ou cristalizada. Nossos corpos são energia.

Todas as formas de irradiação eletromagnética aparecem não só como ondas, mas também como quanta. Esses quanta de luz, ou pacotes de energia, foram aceitos como partículas genuínas. Nesta fase do jogo, a partícula, que é a definição mais próxima de “coisa”, é um pacote de energia.

À maneira que penetramos mais profundamente na matéria, a natureza não nos mostra “blocos básicos de construção” isolados, como dava a entender a física de Newton. A busca de blocos básicos de construção teve de ser abandonada quando os físicos encontraram tantas partículas elementares que dificilmente poderiam chamar-se elementares. Por meio de experiências realizadas, os físicos verificaram que a matéria é completamente mutável e que, no nível subatômico, ela não existe em lugares definidos, mas mostra tendências para existir. Todas as partículas podem ser transmutadas em outras partículas. Podem ser criadas a partir da energia e transmutadas em outras partículas. Elas podem ser criadas a partir da energia e dissipar-se em energia. Não podemos determinar com exatidão onde e quando isso acontece, mas sabemos que acontece continuamente.

No nível pessoal, à proporção que penetramos cada vez mais no mundo da psicologia moderna e do desenvolvimento espiritual, descobrimos que as velhas formas do ou/ou também se dissolvem na forma do ambos/e. Já não somos maus ou bons; já não só amamos ou só odiamos alguém. Encontramos, dentro de nós, capacidades muito mais amplas. Podemos sentir tanto o amor como o ódio, e todas as emoções intermediárias, pela mesma pessoa. Vemos o velho dualismo de Deus/Diabo dissolvendo-se num todo em que encontramos o Deusa/Deus de dentro e fundindo-se no Deus/Deusa de fora. Nada do que é mau opõe a Deusa/Deus, mas resiste à força de Deus/Deusa. Tudo é composto da mesma energia. A força Deusa/Deus é, ao mesmo tempo, preta e branca, masculina e feminina. Contêm ambos tanto a luz branca como o vazio negro de veludo. Ainda que utilizamos de conceitos dualistas, este é um mundo de opostos aparentes que se completam, e não de opostos verdadeiros.

Descobriram os físicos que as partículas também podem ser ondas, porque não são ondas físicas reais, como as do som ou da água, ao contrário, são ondas de probabilidade. As ondas de probabilidade não apresentam probabilidades de coisas, mas antes probabilidades de interconexões. Eis aí um conceito difícil de entender mas, essencialmente, os físicos estão dizendo que não existe nada parecido com “coisa”. O que costumávamos chamar de “coisas” são, na realidade, “eventos” ou caminhos, que podem tornar-se eventos.

Nosso velho mundo de objetos sólidos e leis determinadas da natureza está dissolvido agora num mundo de modelos de interconexões em forma de ondas. O universo inteiro parece uma teia dinâmica de modelos inseparáveis de energia. Nessas condições define-se como um todo dinâmico inseparável, que sempre inclui o observador de modo essencial.

A ser o universo composto, de fato, de uma teia dessa natureza, nada existe logicamente parecido com uma parte. Assim sendo, não somos partes separadas de um todo. Somos um Todo.

O físico Dr. David Bohm, em seu livro “The Implicate Order”, disse que as leis físicas principais não podem ser descobertas por uma ciência que tenta dividir o mundo em partes. Ele fala numa “ordem envolvida implícita” que existe num estado não-manifesto e é o fundamento sobre o qual repousa toda a realidade manifesta. À realidade manifesta ele chama “a ordem desenvolvida explícita”. Ele diz: “Vê-se que as partes estão em conexão imediata, na qual sua relação dinâmica dependem, de maneira irredutível, do estado de todo um sistema…  Desse modo, somos levados a uma noção de completitude indivisa, que nega a idéia clássica de que o mundo é analisável em partes que existem separadas e independentes.”

Diz ainda Dr. Bohm que a visão holográfica do universo é uma base avançada para se começar a compreender a ordem envolvida implícita e a ordem desenvolvida explícita. O conceito do holograma sustenta que cada pedaço representa exatamente o todo e pode ser utilizado para reconstruir o holograma inteiro.

Em 1971, Dennis Gabor recebeu o prêmio Nobel por haver construído o primeiro holograma, uma fotografia sem lente em que um campo de ondas de luz disseminada por um objeto era registrado como padrão de interferência sobre uma chapa. Quando se colocar o holograma ou o registro da fotografia num laser ou num raio de luz coerente, o padrão  original de ondas se regenera numa imagem tridimensional. Cada pedaço do holograma é uma exata representação do todo e reconstruirá a imagem inteira.

O Dr. Karl Pribram, renomado neurocientista, acumulou provas de que a estrutura profunda do cérebro é essencialmente holográfica. Sua pesquisa demonstra que o cérebro estrutura a vista, a audição, o paladar, o olfato e o tato holograficamente. A informação é distribuída por todo o sistema, de modo que cada fragmento produz a informação do conjunto. Diz ele que o cérebro emprega um processo holográfico para absorver um domínio holográfico que transcende o tempo e o espaço. Os parapsicólogos têm procurado a energia capaz de transmitir a telepatia, a psicocinese e a cura. Do ponto de vista do universo holográfico, esses eventos emergem de frequências que transcendem o tempo e o espaço; não precisam ser transmitidos. Potencialmente simultâneos, estão em toda parte.

O fenômeno da aura ou campo de energia humano está claramente e ao mesmo tempo dentro e fora do tempo linear e do espaço tridimensional. Da estrutura holográfica da realidade, cada pedaço de aura não somente representa, mas também contém o todo. Assim sendo, só podemos descrever nossa experiência como um fenômeno que, ao mesmo tempo, observamos e criamos. Cada observação cria um efeito no modelo observado. Não somos apenas parte do modelo; somos o modelo. Ele é nós e nós somos ele, só que o termo “ele” agora precisa ser abandonado e substituído por outro, mais apropriado, para soltar os bloqueios que experimentamos no cérebro quando tentamos nos comunicar.

Todas as experiências são interligadas. Portanto, se dermos tento disso e permitirmos que a intercoerência ingresse em nossos processos cognitivos, perceberemos todos os acontecimentos independentemente do tempo. Mas assim que dissermos “nós” ou “eu” teremos caído de volta no dualismo. É difícil experimentar essa coerência quando nossa principal experiência de vida é dualista. A percepção holística estará fora do tempo linear e do espaço tridimensional e, por conseguinte, não será reconhecida com facilidade. A meditação é um dos meios de extrapolar os limites da mente linear e perceber que a coerência das coisas torne-se uma realidade experiencial.

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Do livro “Mãos de Luz” de Barbara Ann Brennan

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49 Respostas to “O Contínuo espaço-tempo e a realidade percebida”

  1. Sem said

    Adi,

    Caprichando sempre nos posts… =)

    Adoro esse assunto. Apesar de minha formação ser em humanas, sou curiosa e conheço alguns craques dessa área, por isso já participei de alguns debates e li alguma coisa a respeito, mas sempre muito pouco, então, vou com aquela temeridade de leiga dizer de que existem pelo menos “4” físicas… vou explicar:

    Primeiro tem a clássica, a newtoniana, das leis básicas desse nosso pequeno microcosmo terrestre, sujeitos que estamos do tempo cronológico e das leis da gravidade…

    Segue a de Einstein, do macro, do big-macro universal, de forças que navegam e fazem navegar pelo espaço as grandes massas, de como medir o movimento nos corpos celestes nas grandes distâncias, de como as forças são relativas e variam conforme o ponto em que são calculadas, onde espaço/tempo e matéria/energia são já imiscuíveis entre si…
    Dizem as más línguas que Einstein tinha bronca de algumas “aberrações” da física quântica. Não gostava da teoria do caos, por exemplo, de que para ele Deus não jogava dados com o universo e seu sonho de vida inteira foi formular “A” lei que explicaria o movimento de um Universo perfeitamente harmônico e em perfeita simetria.
    Existe sim a harmonia, o Universo é belo e ordenado, mas parece que dessa própria harmonia brota o caos que desfaz o que existe e por sua vez engendra novas harmonias, assim sucessivamente, num jogo eterno entre a organização e a desorganização, e que de definitivo parece que a única constante é a mudança, ou pelo menos parece que enquanto houver essa “briga”, o universo continuará existindo…

    A terceira física é a verdadeira revolucionária: é a física quântica, claro, do universo micro, do invisível para o menos, dos fotons… Digo revolucionária pq é dela que brotam as analogias mais desconcertantes e que mudam de modo mais radical a nossa perspectiva de encarar a realidade. Teorias como a teoria das cordas, que a Lu algum tempo atrás nos trouxe alguns vídeos e imagens a respeito… É tão revolucionária a quântica que dela podem brotar a 4ª e a 5ª, ou sei lá mais quantas “físicas” possam brotar desse arsenal de ciência que está apenas no início de suas investigações…

    A “quarta” física é na verdade a “terceira”, mas eu acho tão grandiosa que fiz a brincadeira de descolar da outra… Ambas são do campo da física quântica, mas vê se não tenho razão? a quântica “normal” trabalha com matéria e energia, basicamente, mas a “quarta física” vai trabalhar com o que, segundo os últimos cálculos físicos, compõe a maior parte do universo, algo em torno de 95% dele… Sim, tudo isso. É como já disse o Lenine, “a vida é tão rara”… isto é, se entendermos por “vida” apenas aquilo que damos por “matéria”…
    Segundo essa quarta física, a matéria (esses 5% de átomos, de fotons, de matéria/energia einsteiniana enfim) se organiza em torno da matéria escura. A matéria escura é então o que aglutina a matéria (o que damos por matéria) e faz surgir as galáxias (que nada mais são do que complexos de matéria convencional). Já a energia escura as faz afastar… Energia escura é a mais abundante e misteriosa força do universo e não sei se algum dia chegaremos a compreendê-la, o que especulam os físicos estudiosos do assunto é de que ela sozinha compõe algo em torno de 70% do universo…
    A partir desses dados e informações é de onde tiro minhas conclusões e formulo minhas próprias especulações, de a matéria escura conter ou ser ela própria os arquétipos verdadeiros (não as representações, mas os arquétipos de fato). Quem sabe se não estaria na matéria e energia escuras os segredos da junção entre “corpo” e “espírito”? são só especulações…
    Se a física quântica está só no começo, mais ainda esse campo controverso de matéria e energia escuras…

    Quero concluir só com uma coisa, vem do quão apropriado avalio esse assunto que vc nos trouxe, Adi: a física é, dentre todas as ciências, a que mais nos faz refletir o quanto as verdades são Relativas… (com R maiúsculo… bem uma ironia)
    Se não é, vejamos, existem “quatro” físicas e todas elas são verdadeiras quando empregadas dentro do seu contexto e inadequadas se forçadas a explicarem o mundo fora do contexto em que foram formuladas, como daria um resultado falso se a quântica fosse chamada para calcular a trajetória de uma maçã que cai ou as leis de Newton para descrever o movimento das galáxias…

    Esse vídeo aqui é longo, mas bom e didático para leigos de todas as físicas que existem, só vale estar ciente de que o foco dele está na mecânica quântica “normal”, é a 3ª da minha descrição, a física quântica enfim:

  2. adi said

    Oi Sem,

    “Caprichando sempre nos posts… =)”

    Ah, obrigado, mas é que também gosto muito desse assunto.

    Gostei muito de você descrever 4 tipos de física (rsrs). De fato, a de Newton pode ser comparada ao tempo linear e ao nosso dia-a-dia aqui na Terra, como vc bem colocou. A de Einstein se relaciona com o Macro Cosmo, a Quântica com as menores particulas do universo… e ainda sobre essa matéria escura e energia escura, sabemos que existe mas nada sabemos sobre.

    Sem, eu concordo com vc, eu também imagino que esses 70% que nada sabemos pode ser sim comparado com o “Arquétipo” no sentido que vc falou, como força e potência de se tornar “algo”, mas que ainda nada é, nem mesmo uma representação.

    ” Quem sabe se não estaria na matéria e energia escuras os segredos da junção entre “corpo” e “espírito”? são só especulações…”

    Sabe o que me deixa perplexa, é que os antigos sábios, os iluminados verdadeiros sabiam disso.
    Eles sempre falaram dessa energia universal, dessa força criadora e destruidora.
    Hoje a física moderna explica o fenômeno da “sincronicidade”, mas Jung já falava disso.
    Então percebe-se claramente o quanto tudo isso se parece com a Árvore da Vida da Cabala, das forças lá descritas, e com outras tantas religiões ou filosofias que também descreveram a sua maneira essas forças. No Taoísmo se fala do Vazio que não é vazio, mas que não pode ser descrito.
    Interessante porque nós somos esse Cosmos também, surgimos dele e estamos contidos nele. Somos partes disso tudo.

    Agora nós entendemos por partes; nossa mente divide pra nos relacionarmos com o mundo ou por outro motivo?? Mas é fato que são muitas as áreas no qual o ser humano se realiza, ou tenta realizar o seu dom, aquilo que tem em sua mente, e nada pode ser excluído, nem é de menor valor, desde o que executa a faxina até o físico prêmio Nobel… Sabe Sem, eu não divido as coisas materiais das espirituais, no sentido de que muita gente acha que o lado espiritual pertença somente as religiões, filosofias, etc, eu entendo que o impulso que determina nosso gosto por essa ou aquela profissão, nas áreas das ciências, humanas, exatas, etc., em nossa vida mesmo, porque a gente vive por um ideal, e essa “alguma coisa” que nos realiza e nos impulsiona a continuar e realizar felizes a proposta interior, é como o dom da existência. Certa vez eu comentei aqui, e até fui mal interpretada, mas essa busca por realizar esse ideal é que nos trouxeram grandes descobertas, em todos os campos do trabalho humano. E esse ideal humano como que vêm do âmago, da própria Essência Espiritual, é a essência atuando, e isso só pode nos trazer o novo, assim como trouxe a psicologia de Freud e de Jung, como trouxe a física quântica, e tantas novas descobertas… e meio que o novo destrói o velho, ou pelo menos rejuvenesce… é o movimento do universo, das tais forças agregadoras e desagregadoras como vc sempre fala aqui, é a contínua transformação do próprio universo e em nós em pequena escala. As estrelas morrem pra que surjam novas estrelas. Eu amo olhar o céu, ontem não estava chovendo, lua cheia lindíssima, como um sol branco com aura dourada no meio do céu… a constelação de Órion ao seu lado, como um velho companheiro a lhe guardar e proteger…

    Nossa! até mudei de assunto, viajei de novo…

    Sem, adorei esse documentário do Discovery, ficou tão explicadinho, bem mais fácil de compreender.

    Esse post aí em cima, é o começo de um outro post sobre o campo de energia humana (os chacras e nossa aura), sobre o campo de energia Universal que a tudo engloba e sobre cura.
    Isso tudo, claro, é auto-conhecimento e o caminho espiritual de retorno a consciência da Essência (Self).

    Acho que vai ser de utilidade.

  3. adi said

    “Quero concluir só com uma coisa, vem do quão apropriado avalio esse assunto que vc nos trouxe, Adi: a física é, dentre todas as ciências, a que mais nos faz refletir o quanto as verdades são Relativas… (com R maiúsculo… bem uma ironia)”

    É verdade Sem, tudo é relativo, e tudo pode ser. É como está no post, e como também sabemos; isto de falar: ou isso, ou aquilo, de forma excludente, absoluta, não cabe mais em nossos dias. O certo é: ambas possibilidades, e o “e” isto também.

    A física é tão espiritual, não acha?? porque nos faz refletir sobre assuntos reais mas que só pode ser imaginado, sobre aquilo que não podemos ver, mas somente conceber em nossa mente… assim também como o espírito, sabemos que há, mas não podemos vê-lo, somente senti-lo… assim como há esses dois sentidos do tempo, o linear e cronológico, e um outro tempo que não pode ser medido, onde os eventos são simultâneos… independente da distância, tudo se comunica instantâneamente…

    Gostei muito do que Leon Lederman falou bem no finalzinho:

    – Sobre o teorema da interconectividade de Bell, que parece indicar que estamos em conexão com todos os pontos do espaço.

    – No coração da mecânica quântica está o princípio da incerteza, que pode ser chamado no principio da tolerância.
    … tolerância no sentido humano, precisamos ter pessoas perguntando umas as outras; o que você acha?
    … mas certeza absoluta, é entorpecimento e enfado, nós precisamos da incerteza, é o único modo de prosseguir.

    —————————–

    Esse é o mistério da vida que continua a nos impulsionar sempre a frente em busca por respostas.

  4. mausenso said

    O contínuo espaço tempo existe por vezes me parece tão destorcido que, de longe, parece fragmentado.

    Me causa bizarrice quando penso em algo contínuo e infinito, ainda mais algo abstrato dessa maneira, que se percebe pelas metades.

    Da mesma forma que não percebo os elétrons trocando de lugar mais de 100 milhões de vezes por segundo, não percebo um espaço tempo contínuo. Se me esforçar muito, consigo ver algo de reto e plano parecido com um tecido esticado.

    Só que, do mesmo jeito, um pedaço muito pequeno de um círculo, quando visto de muito perto, parece plano. E agora, José?
    Na sua humilde opinião, tudo faz parte do Todo, ou o Todo faz parte de tudo?

    Não sei se me faço entendido.

    De qualquer forma, sempre que penso em uma coisa contínua e infinita, penso em uma linha fechando-se em si mesma, e não em uma linha ou plano onipresente e onisciente, perdão, troquei as palavras, uma linha ou um plano que se extende para todos os lados e para tudo.

    Vale a leitura desse texto. Não do meu, que fique claro.

  5. Elielson said

    Pirando sobre o lance vibracional do tempo, eu fui verificar algumas coisas com amigos meus e fiquei de cara por constatar que em parte é real a acelaração perceptiva que o ocorre conforme o tempo passa.

    24 horas cada vez mais curtas.

    Ou por sensação partida da facilidade pratica das novas ferramentas, que ao fazerem as coisas parecerem rapidas, tornam-as cada vez mais rapidas em relação ao tempo que é ocupado pelas tarefas na qual não se faz uso da ferramenta ou, pela simples confirmação de que o universo ao se expandir nos torna cada vez menores em relação ao todo, tornando nossas 24 horas cada vez menores. Tipo universo no grão de areia… Imagino eu, que cada atomo, obtendo autoconsciência e tendo sua frequencia oscilatória de energia como medida de si, marcaria periodicamente as datas padronizadas de seu movimento, iniciando seu sistema… Isso quer dizer que as medidas do homem para o que ele conhece e reconhece são na maior parte, vontade, tipo a gravidade mesmo, dai tudo bem, pode-se pensar que ela é paralela a nossa vontade, e isso a reveste de autoridade fisica, mas no mistério ou ilusão de ir e vir suas leis fisicas rompidas também romperiam linhas de raciocinio.

    Papo de doido 😀

  6. adi said

    Olá Mausenso,

    Seja bem vindo aqui no Anoitan.

    “Me causa bizarrice quando penso em algo contínuo e infinito, ainda mais algo abstrato dessa maneira, que se percebe pelas metades.”

    É complicado até imaginar, que dirá perceber essa realidade.

    “Na sua humilde opinião, tudo faz parte do Todo, ou o Todo faz parte de tudo?”

    É como Bárbara Brennan descreve essa realidade, mas é como acredito também, e claro como você bem observou, “tudo faz parte do Todo, e o Todo faz parte de tudo”, somos o Todo e o Todo somos nós, como no holograma.

    “De qualquer forma, sempre que penso em uma coisa contínua e infinita, penso em uma linha fechando-se em si mesma, e não em uma linha ou plano onipresente e onisciente, perdão, troquei as palavras, uma linha ou um plano que se extende para todos os lados e para tudo.”

    E que interessante isso de onipresente e onisciente, conforme o documentário do Discovery ch. no comentário da Sem, na teoria de Bell, as partículas se interagem em simultâneo, independente da distância entre elas. A partícula sabe quando a outra mudou a polaridade, e instantâneamente altera a sua.

    “Vale a leitura desse texto. Não do meu, que fique claro.”

    Valeu, Mausenso.

  7. adi said

    Oi Elielson,

    “24 horas cada vez mais curtas.”

    Sabe o que é estranho, tudo bem que são percepções do cérebro, mas, ou estamos mais lerdos, ou estamos fazendo muito mais coisas sem perceber…. fato é que parece que não dá tempo de fazermos tudo o que gostaríamos num dia.

    É papo doido mesmo. 😀

  8. Thomas said

    Eu estava logado com a conta do blog, por isso saiu como mausenso. Mas eu ainda acho que tenho um nome. 😀

    “E que interessante isso de onipresente e onisciente, conforme o documentário do Discovery ch. no comentário da Sem, na teoria de Bell, as partículas se interagem em simultâneo, independente da distância entre elas. A partícula sabe quando a outra mudou a polaridade, e instantâneamente altera a sua.”

    Pois é, emaranhamento de partículas, teletransporte, computadores quânticos e toda essa coisa.

    Eu estava com uma revista da Scientific American, onde tem um artigo sobre o congelamento da luz
    Os físicos malucos conseguiram congelar um feixe determinado “luz” por menos de um segundo, sem nenhuma perda de dados, e depois aceleraram novamente. Tem coisa mais bizarra?

    Eu fico imaginando as implicações filosóficas da física quântica se todas essas teorias se mostrarem verdadeiras.
    Vão acabar descobrindo uma nova consciência acidentalmente. Hahahahaha

  9. Sem said

    …é de endoidecer

    Pessoal,

    E se o espaço-tempo está parado e a única coisa que se move no universo é a matéria-energia???

    se isto for verdade, então, o espaço-tempo nada mais seria do que o pano de fundo onde toda ação no universo aconteceria… Ou seja, qualquer evento, desde uma supernova explodindo numa galáxia distante, passando pelo mergulho de um sapo numa lagoa terrestre e chegando até uma experiência num laboratório com fotons… tudo seria, nada mais nada menos, simplesmente, do que eventos de matéria-energia se deslocando pelo espaço-tempo inerme…

    Poderíamos então dizer que quem faz acontecer no universo seria a matéria-energia, ao passo que o espaço-tempo conteria essas possibilidades, reais e imaginárias, de todos os acontecimentos possíveis futuros, passados e presentes. Seria como num vidro transparente completo até aborda com água clara e aos poucos sendo colorido por corantes – a água seria o tempo; o vidro o espaço; o corante a matéria; e algum bastonete, que movimentasse essa água salpicada por corantes, seria a energia…

    Mas que fique posto que nessa linha de pensamento precisamos considerar as duas coisas, “matéria-energia” e “espaço-tempo”, como duais e uma unidade em si mesmas – como nós aqui estamos fazendo, concordando com a autora do post, com Einstein e com a física quântica – e funcionam em completa interdependência… ou seja, cada uma, por sua existência ou essência, contém em si o germe da revelação ou da possibilidade da outra… e é essa interdependência harmônica-desarmônica entre todos esses fatores matéria-energia/espaço-tempo o grande gerador de vida no cosmos…

    Porém, apesar de todas estas interdependências mútuas, salta aos olhos a evidência de que o espaço-tempo poderá existir sem a matéria-energia, ou melhor, não existir propriamente, mas ser… pois ele (espaço-tempo) não será perceptível (existente?) sem a matéria-energia – como a água transparente no vidro perfeitamente imóvel estará lá, mas tão somente em estado de potencial. Já o contrário não é verdadeiro, a matéria-energia depende sempre de um “lugar” para existir…

    Podemos então considerar que uma coisa, por depender mais da outra, seria maior do que essa outra? sim, mas, o que revela não é o que dá existência ao outro?? quem é criador de quem afinal?
    seja como for, só a essência é que não depende – considerando essência como aquilo que é “para sempre” em puro estado líquido…

    E se “tempo-espaço” for Deus – tb chamado Tao, Vazio, arquétipo puro, espírito puro…? e se a matéria-energia for, além do nosso corpo físico e todas as coisas que damos por físicas, também a energia nas formas mais etéreas e impalpáveis, como aquilo que entendemos e chamamos por alma – ou aura, yang e yin e todos os deuses e deusas, daimons e entidades espirituais??????

    “Energia escura” teria alguma coisa a ver com “tempo-espaço”????

    “Matéria escura” com “matéria-energia”??????????

    perguntas e mais perguntas…. se alguém tiver alguma resposta, por favor, responda… mas que ninguém se sinta na obrigação de responder só por responder… deixei-as aqui pra instigar…

    ………………………..

    Adi,

    >”Esse post aí em cima, é o começo de um outro post sobre o campo de energia humana (os chacras e nossa aura), sobre o campo de energia Universal que a tudo engloba e sobre cura.”

    já que o papo aqui é de doido, eu fico por aqui aguardando doidamente…

    ………………………..

    Thomas,

    computadores quânticos são uma realidade, mas teletransportes acredito que só na imaginação do espaço-tempo é possível, porque na realidade o espaço-tempo é o vazio e está parado e em todo lugar, e quando vc pensa em transportar algo de um lugar para outro, para o espaço-tempo, esse “algo” já está lá…
    já a matéria-energia demora sempre algum tempo para chegar, pois ela se desloca por sobre o tempo-espaço, e não sei se seria possível voltar ao “passado”, porque o “passado”, para a matéria, nada mais é do que o lugar em que ela ocupava no espaço-tempo, e isso implicaria voltar o lugar onde todas as coisas em redor dela também estavam (interdependência), então, para a matéria-energia voltar ao passado teria de se mudar do lugar, em última instância, toda a matería no universo… então, é isso, uma máquina do tempo para transportar matéria teria de ter o poder de Deus?

    seu apelido… num mundo doente, como esse em que vivemos, o mausenso quem sabe seja o bom senso de que estamos precisando para mudar os paradigmas…

  10. Sem said

    Elielson,

    eu acho que tem um perigo, que a medida que envelhecemos, corremos sempre o risco de ver o tempo passando cada vez mais rápido e não tem nada a ver com a aceleração do universo… é a sensação do correr do tempo da vida humana mesmo, que tem muito de percepção cerebral, ou neuronal, não sei… como para uma criança de 5 anos a percepção de vida dela tem apenas 5 anos, quer dizer, o valor de um dia, em tempo, para ela, deve ser diluído por este período. Para quem tem 20 anos por 20, para quem tem 50 por 50, e assim por diante… o que resulta que quanto mais anos tenha uma pessoa, o dia terá um valor cada vez menor…

    Mas acho que tb devemos considerar a dinâmica capitalista… ou o tempo que nos é roubado, ou a tal da mais-valia de Marx em pleno vigor, hum?

    Uma vez eu recebi um email de uma amiga com dicas de se manter jovem, desses emails de corrente, mas esse não tinha nada de bobo, e recomendava que todo dia se fizesse alguma coisa para sair da rotina (coisas simples como escovar os dentes com a outra mão, colocar o relógio no outro pulso, etc), para desafiar o cérebro a fazer outras e novas conexões, pois é isso, as novas conexões no cérebro é que fornecem a sensação de juventude que um “velho” possa ter…

    Agora tem 3 visões aqui que se complentam em dizer pq o tempo passa mais rápido: a quântica, a biológica e a econômica. Acho todas verdadeiras, só tá faltando a espiritual – mas quem sabe pra Deus o tempo não conte, Ele é o Tempo. =)

  11. Elielson said

    o “passado”, para a matéria, nada mais é do que o lugar em que ela ocupava no espaço-tempo, e isso implicaria voltar o lugar onde todas as coisas em redor dela também estavam (interdependência).
    …………………………………………………………………………………..

    Endoidar? Deixa comigo 😀

    A memória é o tempo, o percebimento das referências e os picos sensoriais… o deslocamento de uma energia para um lugar pré-definido ou para uma posição em que possa causar alguma alteração no que eu chamo de fatalidade, teria que não só reposicionar a matéria, como reposicionar também o estado de consciência do que está vivo e envolvido nessa reposição. Suponhamos que a viagem no tempo tenha um intuito de interferir na fatalidade que a memória traz consigo, o posicionamento da matéria que localiza sua consciência (digamos) no passado revitalizaria o estado de consciência dos demais e pq não o nosso? Ahh … 😀
    Agora, se a viagem no tempo é sugerida como um isolamento de consciência e memória que se desloca para as tensões originarias de uma fatalidade, o que garante que a infinita possibilidade não cause tensões ainda mais incontrolavéis, em minimos movimentos que se iniciam em uma nova cadeia de acontecimentos? Nesse caso, digamos que para evitar uma morte ou acertar na loteria, todo o processo caótico teria que ser rearranjado, e no fim tudo pode parecer um sonho, ou… previsão 😀

    ………………………………………………………………………………….

    (coisas simples como escovar os dentes com a outra mão, colocar o relógio no outro pulso, etc)
    …………………………………………………………………………………..
    Sem,

    Rearranjamento é show.

    Eu mudo os moveís de lugar sempre.
    Feng shui cerebral.

    E dá pra endoidar com isso tbm.
    Invenção é exercicio, inversão é exercicio.
    Profanações sagradas, Revolução inerte.
    Mas isso é pra quando o tempo tá ruim.
    Pois bastando estar disposto, é tempo bom.

  12. Thomas said

    Sem,
    Na verdade o teletransporte é possível. A idéia da série jornada nas estrelas é absurda, mas tem bases boas.
    É possível emaranhar dois bits quânticos, de forma que se um mudar de estado, o outro faz a mesma coisa automaticamente, independente da distância entre eles.
    Ou seja, emaranhando bits quânticos suficientes, é possível uma sonda lunar analisar qualquer material e mandar todas as informações para a base terrestre instantaneamente. É uma certa forma de teletransporte, também.

    “e se a matéria-energia for, além do nosso corpo físico e todas as coisas que damos por físicas, também a energia nas formas mais etéreas e impalpáveis, como aquilo que entendemos e chamamos por alma – ou aura, yang e yin e todos os deuses e deusas, daimons e entidades espirituais??????”

    Se isso for verdade, só esperar o LHC voltar a funcionar e revolucionar tudo.
    Mas se isso for verdade também, seria muito provável que as entidades de qualquer espécie não “terrena” possuíssem uma massa tão ínfima, quem sabe reclusa, que muito dificilmente conseguiriamos medir.

    “Agora tem 3 visões aqui que se complentam em dizer pq o tempo passa mais rápido: a quântica, a biológica e a econômica. Acho todas verdadeiras, só tá faltando a espiritual – mas quem sabe pra Deus o tempo não conte, Ele é o Tempo. =)”

    Me lembro de um post lá no TdC do DelDebbio, de uma certa entidade que previa coisas e acontecimentos.
    Disso minha sobrecarregada mente não precisava, logo quando eu li comecei a imaginar as mais variadas coisas o futuro é incerto, e disso tenho certeza. Como é possível prever algo? Mapeia-se todos os estados e se monta a rota mais provável dos acontecimentos. Mas então eu percebi de como tudo isso, e tudo o mais, depende intrinsecamente do tempo.
    Daí para pior, minha imaginação foi para o não-imaginável, fiquei pensando como seriam as dimensões sem o tal do Tempo.
    As coisas nunca poderiam acontecer ao mesmo tempo, já que não há tempo, eles só podem acontecer.
    Seria uma espécie de Ser definido. Onde não haveria “eterno” já que tudo é, e são, sem tempo.
    Não há nem mesmo uma forma geométrica capaz de ilustrar isso.
    Porém isso mostra claramente o que o tal do Tempo representa, e que por mais rápido ou lento não deixa de ser importante. Mesmo se não dá importância, ele se impõe.

    Bah, viajei demais.

    De qualquer forma, esse papo de o tempo passar rápido é tão relativo quanto o próprio tempo.

  13. Sem said

    Elielson,

    Vc assistiu aquele filmaço Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças?

    Filmaço. Aqui o trailer com aquela cena em que a casa é invadida pelo mar… evocativo do inconsciente assumindo o controle, quer dizer, para onde vão as nossas lembranças esquecidas? lembranças esquecidas é o seguinte… rs

  14. Sem said

    Thomas,

    >>>Na verdade o teletransporte é possível. A idéia da série jornada nas estrelas é absurda, mas tem bases boas.
    É possível emaranhar dois bits quânticos, de forma que se um mudar de estado, o outro faz a mesma coisa automaticamente, independente da distância entre eles.

    Não sou assim tão chegada em ficção científica, mas dessa séria Jornada nas Estrelas eu sempre gostei bastante…

    Eu concordo que teoricamente esse tipo de viagem no tempo é possível, mas para ser possível teríamos de ter uma espécie de “duplo” do outro lado do universo (como no holograma), melhor dizendo, um duplo que esteja disponível em qualquer canto do universo… o que eu disse é que isso seria atributo e condição do espaço-tempo… do Tempo que vc falou adiante… é possível se nossa matéria tiver um duplo “espiritual”, e é esse duplo espiritual ou o que valha que recomporia o nosso corpo ou o que for que entendamos por corpo lá do outro lado do universo…

    Isso levanta questões muito sérias: podemos desprezar assim a matéria a tal ponto de ela poder ser substituída por qualquer outra matéria e continuar sendo nós? somos espírito tão somente, nossa identidade é espiritual e nada material? mas não existe vínculo basal entre matéria e espírito? e a alma? visto que os nossos compostos orgânicos permaneceriam aqui no chão, só o nosso espírito é que viajaria…

    Isso me lembra dois filmes: Contato e Matrix… os dois muito bons, cada um a seu modo…

  15. Elielson said

    Este filme é lindo. Assisti sim 🙂
    Mas um que mexeu muito mais comigo foi esse aqui.

    http://www.youtube.com/watch?v=9OoeY_zGVEQ

  16. Thomas said

    Pois é Sem,

    A maioria das culturas(não a nossa, claro) prega que a matéria é transitória, e o que resta no fim das contas é a “alma”.
    Vendo assim, fica claro que não somos indivíduos materiais, nossa individualidade(se é que existe) está mais além.
    Continuando desse ponto de vista… Vou ser direto, se nós somos verdadeiramente algo além da matéria, por que raios é que estamos instalados nela? “Inefável”? Como diriam os mais recatados.

    Mas constatado que há matéria, e que somos algo além dela, nossa matéria é que é a marionete? Ou é um vínculo que vai mais longe que isso, algo mais intrínseco? Tão intrínseco que é inviolável?
    “Nada se perde nada se cria, tudo se transforma”
    Então uma transformação aqui afeta diretamente a “alma”? Ou o vínculo não é tão profundo assim?

    Agora a pergunta de um milharal de reais, a matéria por si cria consciência, ou é necessário uma “alma”?
    Isso sim me lembra um filme, “Ghost in the shell”. É japonês, futurista, e muito bem desenhado. Mas tem que ser o filme, por que o anime é muito chato.

  17. Thomas said

    Engraçado, Elielson. Eu li o livro “Em algum lugar do passado” faz uns dias… Mas achei muito meloso. O filme ainda não assisti.

  18. adi said

    Pessoal,

    Super bacana a viagem de todo mundo aqui, fiquei imaginando tudo isso que vcs colocaram e viajei junto. (rsrsrs).

    Continuando, talvez o espaço tempo seja tudo que há, que houve e que ainda vai ser, tudo em simultâneo, e a consciência é quem viaja por essa imensidão, e torna real o evento que percebe… é meio louco, mas só é real e possível aquilo que conhecemos ou imaginamos; é aquela coisa básica eu sei, mas antes o homem tinha por real a terra quadrada, a terra o centro do universo, etc…
    No entanto tudo já era o que é, mas só percebemos hoje, e tudo já é o que virá a ser conhecido ou percebido, mas que hoje não temos capacidade de sabê-lo… mas está aí, em toda a nossa volta, sempre esteve, sempre estará.

    Papo delicioso… 🙂

    e totalmente off topic, mas pra descontrair, eu achei o máximo esse menininho, que parece viajar mais do que nós, só escutando a música do Michael Jackson.

    http://terratv.terra.com.br/Especiais/Hits-da-Web/4412-255035/Michael-Jackson-faz-garoto-entrar-em-transe.htm

  19. adi said

    sobre o vídeo acima, só tem que esperar um pouco que primeiro passa um comercial… mas vale a pena, o garoto é uma gracinha. 🙂

  20. Sem said

    hahahahahahahahaha!!!!! Adi, que graça! A capacidade de enlevo desse garoto com a música é algo que não se ensina… já está ali, na semente do daimon todo em potencial querendo se aflorar no mundo…

    sabe que isso que vc disse de mudar o mundo com a física quântica, acredito muito nisso tb, pois o saber nos modifica, e saber que o universo é governado por tal ou qual lei, que se faz de uma ou de outra maneira, nos faz sentir e agir conforme o conhecimento que temos… e é como vc disse, faz uma diferença enorme colocar a terra ou o sol como centro do nosso universo.

    A astrologia é um saber bem interessante neste sentido, ao mesmo tempo que é arcaico, é tb futurista… no mapa astrológico tudo gira em princípio ao redor da terra, pois é deste ponto de partida, do “eu”, para nós que temos os nossos pés bem plantados aqui nesse chão, desta nossa perpectiva, o universo é que gira em nosso redor… e o próprio mapa fornece a saída desse narcisismo legítimo, quando nos propõe olhar para o céu e ler ali nas estrelas, no bailado do Sol e dos astros, o nosso Destino…

    ………………………………………………………………………

    Elielson eu não assisti esse filme, mas a música do Rachmaninoff ficou durante anos na minha cabeça… =) Rapsódia Sobre um Tema de Paganini

    ……………………………………………………………………..

    Sinceramente, Thomas, é essa sua pergunta a mais importante de todas até agora, pelo menos a mim cala fundo afinal que diabos estamos fazendo, “se nós somos verdadeiramente algo além da matéria, por que raios é que estamos instalados nela?”

    Tem uma frase do Heráclito que é fina ironia, seguinte “se a felicidade consistisse nos prazeres do corpo, deveríamos proclamar felizes os bois, quando encontram ervilhas para comer”.
    Verdadeira essa máxima em todos os sentidos, pois do mesmo modo que os bois são felizes, e por isso a imagem da felicidade, quando têm ervilhas para comer, nós homens não nos contentamos só com alimentos para o corpo, precisamos tb de outros mais etéreos…

  21. Elielson said

    Vou ser direto, se nós somos verdadeiramente algo além da matéria, por que raios é que estamos instalados nela?
    …….
    Thomas,

    Essa pergunta é punk mesmo, talvez podemos fazê-la a nós mesmos somente pelo fato dela nos manter acordados, e não necessariamente pq encontraremos respostas definitivas pra ela.
    Mas sei lá, procuro achar que a vida é uma boa ilusão, de fato só estamos temporariamente instalados, então dentro dessa instalação há opções de procedimento, e na maioria das vezes procedemos como que se tivessemos esquecido que existe uma fronteira final para a matéria, tornando- a digna além do que não sabemos, como se ela fosse absolutamente a causa das causas. Não que ela seja indigna, mas por estar delimitada e estipulada, não é coerente o empenho das energias para torná-la um ponto de fuga dela mesma, ou torná-la uma prisão, enxergando o fim como condenação. Por isso o carater ilusório que diferencia as energias brutas, a carne capta uma rede imensa de projeções oriundas de outras carnes, algumas preocupadas em saber pq a carne ta aí, ficando assim acordadas, e outras preocupando-se em subjulgar as carnes ao serviço delas, correndo o risco de pensar que esses serviços são o motivo da existência. Daí começa o processo de luta com a matéria, que faz a matéria ser inferiorizada, ou sublimada.
    Quanto a transitoriedade, assim como não sei se alguém sabe que morre, também não sei se alguém não sabe que morre.
    ………………………

    Eu li o livro “Em algum lugar do passado” faz uns dias…
    …………………….

    Bah, mas eu nem tava ligado que tinha livro, é que eu gosto de assistir filmes, pois filmes tem um movimento mais independente, que durante as cochiladas continua andando. Livros são bom pra criar uma visão mais individual dos relatos, mas eu prefiro assistir o filme primeiro e ler o livro depois se eu ficar extremamente impressionado. E como a Sem disse, essa musica do filme em questão é marcante demais. Taí mais uma boa idéia… livros com musica, tipo cartão de natal com sinfonias gigantescas.

  22. Elielson said

    Obs: O garoto do video iria conseguir ler um livro musical?
    ……………………………………………

    a consciência é quem viaja por essa imensidão, e torna real o evento que percebe… é meio louco, mas só é real e possível aquilo que conhecemos ou imaginamos.
    …………………………..
    Adi,

    A mudança mental pode estar relacionada até com a duração do tempo, é neste ponto que é complicado.
    O tempo nu não é tão veloz.
    Os universos surgem e desaparecem em cada fenomeno. E além das transformações de que nossas condições são capazes, existe um mundo que nos permite agir, e este também tem sua vontade, abaixo e acima, como sempre.

  23. adi said

    Essa pergunta do Thomas é do balacobaco mesmo (rsrsrs)…

    Eu tenho minhas teorias… ou nem sei se são minhas, se li em algum lugar, não importa…. eu ainda acho que a matéria é um instrumento pra se criar autoconsciência, mas não um instrumento no sentido de usou joga fora; é como uma criação ou projeção de si-mesmo, o mundo, pra experimentar/realizar as possibilidades… a vida é o conjunto das possibilidades que deram certo; a que não vinga se desfaz, mas nada é descartado, as partículas estão aí, para uma nova reorganização…. Há sim uma consciência que mantém essa forma estruturada, os átomos unidos,…
    … fica claro que tudo se transforma, o tempo todo…

    —————————————–

    Elielson,

    Mas o tempo é uma ilusão mental, na verdade como se o tempo não existisse, somente percebemos assim…

  24. lex said

    Alias, o mestre Zen Dōgen Zenji (道元禅師; also Dōgen Kigen 道元希玄, or Eihei Dōgen 永平道元, or Koso Joyo Daishi), ja dizia que o espaço não é tridimensional e o tempo não é uma entidade separada. Intimamente ligados entre si, formam ambos um contínuo tetradimensional, o “espaço tempo”. Assim sendo, nunca podemos falar em espaço sem falar em tempo, e vice-versa.

    UJI: “Ser-Tempo”.

  25. adi said

    Oi Lex,

    Pois é, os mestres e sábios, sempre souberam disso… muito antes das leis da física, das teorias que podem ser provadas, e das ciências…

    Mas o melhor é que eles também nos revelaram suas técnicas que podem levar qualquer pessoa a ter o mesmo conhecimento… mas aí está a parte mais difícil: “Ser-Tempo”. 🙂

  26. Elielson said

    Apesar do tempo ser uma dimensão verificavel, esta não é tão interativa como as outras no que diz respeito a sua manipulação, podemos senti-lo, medi-lo, mas não podemos compará-lo com alguma direção, direcioná-lo melhor dizendo, daí que a idéia de espaço vai depender de um atuante, que determine a tridimensão ( consciência?). Por outro lado, na falta de senso descritivo para as dimensões, não haverá falta de fluxo temporal, ou seja, mesmo sem perspectiva tridimensional, não haverá pausa temporal, presume-se então que o tempo dá origem a os pontos de distância, como foi citado ai no comentário do Lex, mas entre o tempo e a classificação-medida há o intervalo de determinação consciente, isso leva a crer que o tempo é quem deu origem a consciência, mesmo que a consciência primordial tenha dado origem a outra consciência, havendo um inicio em que não exista nem tempo nem consciência, há um momento em que um se fez testemunha do outro. Então de fato, as coisas sendo separadas apenas por este conceito de criação, não tornam-se uma distinção definitiva, já que existe morte, pois o que é limitado ( consciência) retorna ao que lhe deu origem, que sendo limitado ou sendo mais um formato limitado dentro do ilimitado ( ??????), que tende para voltar ao estado limitado ou ilimitado anterior, não deixa de ser apenas uma fase mutante do que é verdadeiramente. Nessa fase mutante a consciência pura percebe que passar a idéia ilimitada para uma fase limitada pode até ser viavel, porém tem seus riscos manter uma forma não agradavel a consciência como seu habitat perene.

  27. Thomas said

    Boa tarde,

    “Quanto a transitoriedade, assim como não sei se alguém sabe que morre, também não sei se alguém não sabe que morre.”
    Todo cavalo morto é um animal sem vida, mas nem todo animal sem vida é um cavalo morto.

    “mas entre o tempo e a classificação-medida há o intervalo de determinação consciente, isso leva a crer que o tempo é quem deu origem a consciência, mesmo que a consciência primordial tenha dado origem a outra consciência”

    “Mas o tempo é uma ilusão mental, na verdade como se o tempo não existisse, somente percebemos assim…”

    Não sei se uma coisa leva a outra dessa forma. É arriscado dizer que consciência depende do tempo, assim como é perigoso afirmar que o tempo depende da consciência.
    Talvez, na verdade, sejam as duas coisas ao mesmo tempo. Da forma mais bizarra possível.
    Se não houvesse nenhuma consciência, alta ou baixa, para perceber o Tempo, ele continuaria se movendo?
    E se não houvesse tempo nenhum, o “ser” existiria?

    Um “sendo” parado e mutável, que nunca foi e nunca será. É bem poético, mas é possível? Ou não é, só está sendo e não percebemos?

    “Então de fato, as coisas sendo separadas apenas por este conceito de criação, não tornam-se uma distinção definitiva, já que existe morte, pois o que é limitado ( consciência) retorna ao que lhe deu origem, que sendo limitado ou sendo mais um formato limitado dentro do ilimitado ( ??????)”

    Pelo o que entendi, você pressupõe que a criação retorna ao criador, a busca da religação. Uma das coisas que mais gosto de fazer é provocar os outros esperando uma resposta à altura. Então, todos nós retornaremos ao ilimitado em algum momento.
    Mas você acha que sua consciência é limitada?
    Só é limitada enquanto instalada na matéria?
    Essa volta à origem não é, na verdade, uma busca para voltar no tempo, quando tudo era um? Me surgiu a palavra “ventre” nesse momento.

    “ja dizia que o espaço não é tridimensional e o tempo não é uma entidade separada. Intimamente ligados entre si, formam ambos um contínuo tetradimensional, o “espaço tempo”. Assim sendo, nunca podemos falar em espaço sem falar em tempo, e vice-versa.”

    Pensando assim, “o destino[tempo] cresce para todos os lados, como uma couve-flor”? Só agora é que essa frase me fez sentido… Mas e a consciência, cresce para onde? Ou não cresce?

  28. Elielson said

    Podemos imaginar um momento metafisico de contração ou dilatação que pode contrair nesse plano a sua infinitude, se houver um esforço pra que isso aconteça, Mas se não houver a autosuficiência, haverá a possibilidade de que a consciência que habita nesse plano seja transportada, conduzida até a fatalidade, o que fará dela algo definido e limitado. E mesmo se houver um estado transponivel, se este estado for alheio a esse não será ilimitado, mas pode ter uma possibilidade maior ou menor que este de tragar para si a infinitude, ou ainda, de incluir sua parcela a esse plano e assim causar a completude.
    Já que esse plano pode se encaminhar para uma abertura consciencial também.
    Assim não quero dizer que bastando a consciência habitar na matéria já está finita, quero dizer que tende enquanto só conhece o finito,… pelo menos a consciência, pois há chances de que o inconsciente alcance outros patamares, portanto se a consciência é finita, ela é finita, mas não é através dessa afirmação que vamos afirmar que a experiência do ser seja finita.

  29. Thomas said

    Voltanto ao tópico, tenho esse livro aqui em casa, na verdade, minha mãe tem.
    O que acham dele?

  30. Sem said

    Thomas,

    eu não li o livro “Mãos de Luz” e nunca tinha ouvido falar desta autora antes do post da Adi.
    Sem ter lido este livro e ainda por cima como não especialista na área, como já tinha dito lá no comecinho de nossas conversas, não dá para eu emitir nenhum julgamento ou pelo menos chegar a alguma conclusão definitiva. Prefiro encarar esse assunto como pauta aberta, mantendo assim olhos e ouvidos atentos a tudo que de novo aparece e aos que entendem do assunto estão dizendo…

    Esse assunto é instigante mesmo, suscita muitas reflexões, traz um universo diferente e, por isso, modos diferentes de encarar a realidade…
    O que é a realidade afinal? acho que a reflexão sobre a “realidade”, mais do que o livro, é o que nós estamos discutindo aqui. Pelo menos é o que eu venho discutindo…

    Encaro esse assunto como a descoberta da imprensa por Gutenberg e a revolução que foi a “descoberta” do inconsciente por Freud no séc. 19… todos estamos bastante cientes do que tais acontecimentos significaram para a humanidade… para o mundo em última instância, já que o homem está no mundo…
    Esse assunto, a física quântica, aliado à internet, são o grande barato dos nossos dias…
    E o mundo quântico é algo que a filosofia terá de dar conta (se já não está dando…), como sempre deu de todas as revoluções sociais e vem dando a pelo menos um século do inconsciente psicanalítico…
    É no sentido filosófico que venho discutindo…

    …………………………………………..

    >>>”Alias, o mestre Zen Dōgen Zenji (道元禅師; also Dōgen Kigen 道元希玄, or Eihei Dōgen 永平道元, or Koso Joyo Daishi), ja dizia que o espaço não é tridimensional e o tempo não é uma entidade separada. Intimamente ligados entre si, formam ambos um contínuo tetradimensional, o “espaço tempo”. Assim sendo, nunca podemos falar em espaço sem falar em tempo, e vice-versa.”

    O Zen que eu admiro muito e diz que antes da iluminação a montanha é apenas uma montanha, que na medida que vamos nos “iluminando” deixa de ser apenas montanha, mas que depois de verdadeiramente iluminados a montanha volta a ser montanha…

    Soa como um koan, talvez seja um koan, mas o seu significado é muito simples… o homem em estado natural é puro na sua ignorância (ignorância da matrix), mas por ser homem é de sua natureza buscar o conhecimento como é do escorpião ferroar… quando o homem vai descobrindo os segredos da “matrix”, vai perdendo o seu “paraíso”, na medida que suas ilusões vão se desfazendo… mas nesse perder é que encontra a sua verdadeira natureza (verdadeira matrix que é misto à sua intervenção na matrix antes de sua atuação), esta é a verdade máxima que o permite voltar ao “paraíso” e viver cada dia na natureza real, mergulhado na realidade, nem boa nem má, una melhor dizendo…

    Nem tanto ao céu, nem tanto a terra: caminho do meio.

    Só que existe uma diferença brutal, ou sutil, entre a “ignorância” do que se faz ignorante e do que é ignorante de fato. Para além do óbvio, é a diferença do que fez a jornada e “morreu” no final, para o que nunca a empreendeu com sinceridade, verdadeiramente… Fato que ambos os homens vivem como um boi comendo ervilhas, conforme no dito do Heráclito… porém… o destino de um e outro são completamente diversos… e agora eu penso que não há muito o que explicar sobre isso, é apenas questão de “realizar” sobre isso…

    Vou partir para a poesia… tem uma da Cecília Meireles que é perfeita para descrever essa diferença entre os dois tipos de “ignorância” entre os homens.

    Chama-se “Gargalhada”, da grande poeta Cecília:

    “Homem vulgar! Homem de coração mesquinho!
    Eu te quero ensinar a arte sublime de rir.
    Dobra essa orelha grosseira, e escuta
    o ritmo e o som da minha gargalhada:

    Ah! Ah! Ah! Ah!
    Ah! Ah! Ah! Ah!

    Não vês?
    É preciso jogar por escadas de mármores baixelas de ouro.
    Rebentar colares, partir espelhos, quebrar cristais,
    vergar a lâmina das espadas e despedaçar estátuas,
    destruir as lâmpadas, abater cúpulas,
    e atirar para longe os pandeiros e as liras…

    O riso magnífico é um trecho dessa música desvairada.

    Mas é preciso ter baixelas de ouro,
    compreendes?
    — e colares, e espelhos, e espadas e estátuas.
    E as lâmpadas, Deus do céu!
    E os pandeiros ágeis e as liras sonoras e trêmulas…

    Escuta bem:

    Ah! Ah! Ah! Ah!
    Ah! Ah! Ah! Ah!

    Só de três lugares nasceu até hoje essa música heróica:
    do céu que venta,
    do mar que dança,
    e de mim.”

    Magnífica poesia, difícil descrevâ-la com outro adjetivo.
    Então, o que é preciso é “ter” baixelas de ouro e colares de pérola para partir… só que esses “tesouros” são construções interiores, não estão no mundo, mas o homem vulgar busca no mundo, e por isso “reage” tanto ao mundo, sem sequer desconfiar o que seja ser “agente” no mundo…

    >>>”Pensando assim, “o destino[tempo] cresce para todos os lados, como uma couve-flor”? Só agora é que essa frase me fez sentido… Mas e a consciência, cresce para onde? Ou não cresce?”

    O AFOGADO

    “Um afogado quer
    agarrar-se a uma palavra
    para não submergir.

    Como pode
    uma palavra – osso do nada –
    salvar alguém?

    Um afogado quer
    nadar por cima dos dias,
    nadar por cima

    de suas esperanças
    (nadar por cima do silêncio)
    agarrando-se a uma palavra

    para não afundar (?).

    …………………………………………..

    E no entanto afundar o envolve
    por todos os lados.”

    Renato Suttana

  31. adi said

    Sem,

    Muito, muito bom tudo o que você nos escreveu, e nem preciso dizer que é assim que acho também….

    Thomas,

    Esse livro eu tenho há alguns anos, e como muita coisa retorna na vida, estou relendo com uma nova postura e entendimento. Já comecei a escrever a segunda parte do post, mas o tempo (esse que estamos discutindo aqui) anda de mal comigo (rsrsrs). Mas quero ainda amanhã dar continuidade, é bem interessante, porque a proposta é um trabalho de cura através da liberação dos bloqueios (condicionamentos, sístase) que se fixam nos chacras e claro se cristalizam no corpo físico, sendo os maiores causadores das doenças. É um trabalho psicológico também, porque os bloqueios ou complexos contém todo uma gama de emoções ruins, como mágoa, desafetos, raiva, rejeição, etc….

    Ela se utiliza desde a psicanálise de Reich, como psicologia analítica de Jung, exercícios físicos tipo ioga, relaxamento, alongamento, alimentação… tudo isso visando o desbloqueio dos chacras, e então o equilíbrio e a boa circulação de todas as nossas energias através dos chacras já desbloqueados. Isso gera saúde em todos os sentidos.

    Mas amanhã eu coloco mais detalhado.

  32. Sem said

    Oi Adi,

    Tempo é um problema aqui tb… =)

    Meus amigos,

    Quem dispuser de 1 horinha (literalmente rs), fabuloso esse documentário que acabei de assistir, é a respeito da geometria dos fractais…

    Tá traduzido em português de Portugal (dá para entender perfeitamente) e dividido em 6 partes… como está no Youtube, sabem como é, num dia está, no outro não está mais… então aproveitem enquanto está. =)

    A partir dessa 1ª parte poderá abrir as seguintes no próprio youtube… não deixo aqui os demais para o meu comentário não ficar bloqueado – acho que a regra do WordPress para os comentários não serem considerados spam é permitir só um endereço de Web.

    A dica que compartilho peguei do Twitter do NelsonJob, do blog “Cosmos e Consciência”. Aliás, deixo tb essa dica desse blog que acompanho sempre, pra quem gosta de Jung (mais para a linha dos pós-junguianos), de filosofia (de Deleuze a Spinoza e pré-socráticos), de bom cinema, matemática, multiculturalismos, transdisciplinariedades, de misturas enfim.

  33. Devido o que li, Acredito que tudo surgio da mesma materia e energia, caso contrario estariamos divididos, mas moramos em uma galaxia como todas as outras, a unica diferença é que sabemos que nesta existi vida (nós), como disseram mas a sima, tudo esta em contante transformação. E oque é essa energia escura e materia escura, seria apenas, uma simplis lacuna nesse infinito de galaxias, quanto mas longe o homem consegue olhar no espaço, mas longe, ele persebe que o finito esta. E o fim de tudo se torna o comerço, com milhares de perguntas… MAS NÃO PERCAM O ENTUSIASMO, ISSO É MUITO PARA SER ESQUECIDO.

  34. adi said

    Oi André,

    Seja bem vindo aqui no Anoitan.

    Obrigada pela contribuição. E que interessante, é um assunto que não me sai do pensamento, sobre a nossa relação com o tempo e com a matéria, e são tantas sincronicidades que me trazem de volta a esse assunto, quase todos os dias. Esse é um dos posts mais visitados diariamente, muita gente também gosta desse assunto abstrato.

  35. Adi, muito legal o seu texto.
    Talvez você conheça, mas Jung tem um conceito muito interessante que se chama sincronicidade.
    Ele escreve um estudo sobre esse conceito em Sincronicidade: um princípio de conexões acasuais.
    Nesse estudo ele visita vários temas que você abordou aqui, por isso pensei que poderia te interessar.

    Um abraço,

  36. adi said

    Oi Walter, seja bem vindo.

    Obrigada Walter, mas esse texto não é meu não, é de Barbara A. Brennan. Sobre o conceito de sincronicidade de Jung conheço sim, e sou suspeita pra falar porque gosto muito de Jung, rsrsrs, mas mesmo assim obrigada pela dica.

    Tem mais 2 outros posts que estão relacionados com esse aqui e com o conceito de sincronicidade de Jung.

    Se interessar, dá uma olhada: Unus Mundus e Tempo

    abraços

  37. Lex, Zen e peripatético... said

    Boa leitura para quem estiver interessado em continuar as elocubrações:

    http://textosparareflexao.blogspot.com/2011/05/reflexoes-sobre-o-tempo-parte-1.html

  38. Sem said

    Pois é, relembrando algumas ideias que aqui foram trocadas, eu fiquei pensando numa coisa muito louca, típica de uma manhã linda de sol de um domingo em que se reserva nada para fazer…

    Esta relação da matéria com a energia, sendo uma a outra, conforme mudem circunstâncias de velocidade, compressão, etc., conhecida desde a popularização da figura de Einstein, desde a física atômica, a bomba de Hiroshima, etc., pois é como se o problema da dualidade matéria-energia estivesse resolvido, teorica e empiricamente, pela humanidade… – mas, “resolvido”, não é uma boa palavra, a mim não designa corretamente o significado dessa “metafórica” integração de opostos… estou em busca de uma palavra mais fidedigna ao problema das dualidades – que é das religiões, da psique humana e das ciências – e não acho que “resolução” e nem “integração” sejam palavras esclarecedoras nesse sentido, do processo que acontece quando da conscientização da unidade dos pares que compõe uma unidade, ou dos múltiplos pares de opostos que a compõe. Em última instância, o objetivo é chegar a esse Um Ser Único Anel Universal – ou qualquer coisa assim bem redundante impossível e inomeável. Pergunto a todos: existe uma palavra que reúna nela mesma conscientização e vivência? porque eu acho que possivelmente essa palavra descreveria melhor o que acontece, se por acaso o que acontece pudesse ser descrito.

    Esse preâmbulo todo para dizer que falta o grande pulo do gato e que precisamos urgentemente “resolver” a dualidade tempo-espaço… Mas tempo-espaço é o Tao, como descrever? É a matéria-energia escura da Quântica, ainda em hipótese teórica, como incorporar o transcendente?

    Sabem que acho uma grande ilusão dos dias de hoje dizer que o tempo passa rápido e cada vez mais rápido. Como? se o tempo-espaço está parado!!! O que em verdade se move em velocidade vertiginosa é a matéria-energia sobre ele, ou sob ele, por entre, dentre ele, tempo-espaço. O que anda em paradoxal velocidade acelerada é a matéria-energia, ela sim observável – ou matematicamente provável – pela expansão das galáxias conhecidas…

    Divido aqui um vídeo belíssimo que achei dias desses procurando por outra coisa no YouTube, como são inesperadas a maioria dessas nossas pequenas e grandes aventuras pela internet…

    É uma viagem saindo das montanhas do Tibet até os limites do nosso universo conhecido e, de volta… a mim foi uma experiência real e poética, como todas as verdades deveriam ser.

    PS: Adi, foi sincrônico esse post ter voltado das profundezas dos arquivos à tona da superfície, aliado ao que ando escrevendo, é como se fechasse um ciclo. Vou demorar um pouco mais para publicar, quero antes elaborar e amarrar melhor algumas ideias. Isso não tem muita importância, quero dizer, a velocidade com que vamos, o importante é ir, não é?

  39. adi said

    Oi Lex,

    Valeu pelo link do blog do Raph, achei bem interessante o post dele, e também gostei do documentário sobre a teoria do João Magueijo. Sempre acrescenta nas nossas elocubrações. 😉

    ==========================================================================================

    Sem,

    Aqui também, primavera linda de sol fresco, a vida tá pipocando em todo canto com muita rapidez, não tem nem um mês que nasceram novas folhas nas árvores e já tem flores e pólem, também sementes envoltas em leve plumagem se soltando e voando… cada uma, uma árvore em potencial… aqui o ciclo da natureza é preciso, como um bom relógio, e falando em ciclos e relógio…

    Concordo com você. É nesse movimento da Terra, dia-noite, sua volta em torno do Sol, que faz com que o homem conte o tempo, mas conta um tempo separado do movimento no espaço, como se fossem coisas não relacionadas; são nossos batimentos cardíacos como que iludissem o cérebro de modo a parecer que o tempo flui de segundo a segundo. De fato é ilusório o “tempo passar”, mesmo porque, o espaço-tempo é estático… faz todo sentido pra mim também que o que se move é a matéria/energia, e ainda Sem, como tenho aqui comigo, que é a consciência que projeta e cria a realidade e por tabela a matéria, pra mim o que se move a priori é a consciência. Mas que fique claro, que não a consciência separada e identificada com o “eu”, mas aquela que fala-se “consciência pura” ou essência.

    ” Esse preâmbulo todo para dizer que falta o grande pulo do gato e que precisamos urgentemente “resolver” a dualidade tempo-espaço… Mas tempo-espaço é o Tao, como descrever? É a matéria-energia escura da Quântica, ainda em hipótese teórica, como incorporar o transcendente? ”

    A nossa labuta como seres humanos, nos cabe na nossa pequena esfera individual, nossa parte temporal aqui e individual é o nosso corpo físico e a nossa duração de vida, ou seja nós como matéria experienciando um pouco do espaço-tempo, e proporcional a nossa pequenez talvez compreender a parte que nos cabe do desconhecido… não seria agora esse grande impasse do humano, que na medida que busca a si, desvenda um pouquinho do Cosmos?

    Eu acho que já até falei isso, mas pra mim, ainda me parece, que tudo já está feito do começo ao fim, tipo passado/presente/futuro, mas por questão de não percepção, isso não é realidade, porque não podemos vivenciá-la em nossa imaginação (psiquê)… Nós precisamos conceber lá primeiro através da imagem, depois manifestar isso numa linguagem, e aí entra o papel da ciência teórica e das artes, pra isso começar a tomar corpo e forma concreta, i.e, uma “realidade”…

    A mesma coisa com a dualidade intrínseca no homem, há que conceber a imagem do homem primordial, livre das dualidades, é como que se renovar pela imagem, esse é o corpo de percepções/consciência, o que liga o mundo das potências com o mundo da realidade, tornando Deus imanente e o corpo transcendente… até dissolver também a imagem e retornar ao pleroma ou eternidade, sair do espaço-tempo. Nós não podemos esquecer que quando a consciência se separa figurativamente na porção individual, portanto se limitando, é o mesmo que sair do infinito e se limitar num espaço finito, da eternidade à temporalidade. Mas esse limite é ilusório, um erro de percepção, mas é a unica referência que sustenta a consciência em seu desenvolvimento. Bom, é assim que eu entendo por enquanto. 🙂

    PS: O importante é ir mesmo, coletando os pequenos detalhes que ajudam a montar o quebra cabeça.

  40. Sem said

    Adi,

    “sementes envoltas em leve plumagem se soltando e voando… cada uma, uma árvore em potencial…”

    Eu acho que a Rússia está te fazendo muito bem. Até sua veia poética está se soltando… 🙂

    ———————————

    + conturbações:

    Essa diferença entre a velocidade da luz (manifestação da energia) e da matéria é o que faz que possamos observar o Universo e saber que o que estamos observando é o passado – pois é o tempo que a luz na sua velocidade de quase 300 milhões de metros por segundo demorou para percorrer entre o evento astronômico luminoso e nós…

    Por isso quanto mais potentes os nossos observatórios adentrarem na “noite dos tempos”, mais próximos estaremos de observar o que se supõe seja o big bang inicial que originou todo o nosso Universo. Essa teoria já é capenga por não conseguir explicar a aceleração das galáxias, pq da explosão inicial elas deveriam estar diminuindo gradativamente a velocidade e não aumentando.
    Será que se adentrados a uma grande explosão inicial não encontraríamos antes ainda algum outro dispositivo observável anterior a isso, capaz de revolucionar a teoria do big bang atual? E se os cálculos precisos do tempo universal medido em bilhões de anos luz não forem assim tão precisos, isso tb é algo que a ciência precisará rever, já que pela nova física que estuda a matéria-energia, escura a velocidade da luz não seria uma constante e sim relativa…

    Quero dizer que tudo o que se refira à matéria-energia jamais existirá algo de absoluto a ser dito. A ess~encia da matéria é a mutação. E nós somos matéria… e a ciência trata apenas de matéria…

    Só o que eu queria reafirmar novamente é que o que vemos não é Tempo, mas o registro da matéria-energia que projetamos no tempo incapturável e que chamamos de “tempo” – erroneamente. Assim como o relógio não é o tempo, apenas um mecanismo que marca compassos regulares de matéria…

    E na teoria da relatividade o que se dobra não é o Espaço, verdadeiramente não, o que fazemos com o Espaço é projetá-lo na matéria – porque, novamente, só temos acesso ao que é matéria-energia… o que damos por espaço é a matéria que registramos e calculamos até as dobras e chamamos “espaço”, mas afinal é só matéria-energia…

    Quero concluir que a única coisa material com que temos contato e a ciência dá por real é a matéria-energia.

    Por enquanto o tempo-espaço é uma ficção, da qual a ciência de hoje fala apenas por projeção… e nós também, não temos contato com ela ou ele (o Tao) a não ser pelo que a “coisa misteriosa” provoca no mundo material e que supomos ser a vida transcendente…

    E assim como muitas coisa que se chama amor não é amor, muita coisa que se chama transcendência, não é transcendência…

  41. adi said

    Sem,

    “Eu acho que a Rússia está te fazendo muito bem. Até sua veia poética está se soltando… ”

    É que depois de um longo inverno rigoroso de temperaturas que chegaram até 27 negativos, que se juntando ao outono de tempo chuvoso e frio, somando um total de um pouco mais de 6 meses de tempo cinza e congelante, onde tudo parece estar “morto” e sem vida, e eu peguei justo essa fase já de cara; porque o verde nos remete à vida. Então, quando surge o verde das folhas, passarinhos chamando pra acasalar, as plantas se reproduzindo… tudo parece uma grande festa em comemoração e celebração ao retorno do Sol e da vida, sua reprodução e continuidade. Tem total sentido aqui, aqueles rituais pagãos.
    E mesmo que, em muitos momentos não seja fácil, porque não é e não foi… estar aqui de certa forma sozinha e longe de todo o meu meio de apoio e já tão conhecido mundinho que conhecia de cor os caminhos, faz com a gente reveja de novo,nossa maneira de pensar e atitudes… e me forçou muitas vezes lembrar que foi uma escolha estar aqui, que eu não devo comparar jamais, e que eu não vim aqui pra mudar nada, vim apenas pra vivenciar uma cultura diferente. Então eu sinto uma gratidão, alegria e felicidade interior muito grande por poder viver essa oportunidade rica de aprendizado. E quando a gente sente na pele, a gente aprende mais rápido, não é? 😉

    ========================================================================================

    ” Por enquanto o tempo-espaço é uma ficção, da qual a ciência de hoje fala apenas por projeção… e nós também, não temos contato com ela ou ele (o Tao) a não ser pelo que a “coisa misteriosa” provoca no mundo material e que supomos ser a vida transcendente… ”

    Voltando ao post, é bem interessante tudo isso que vc nos trouxe e da maneira que vc abordou, porque me remeteu de novo à física quântica, na mensuração do életron, quando ele se torna uma partícula. E o que determina a medição é a observação, ou seja, um observador consciente. O que me faz lembrar também da neurociência, onde já se sabe, que todas as informações coletadas por nosso campo de percepção, seja ela, visual, auditiva, olfativa, etc, não passam de sinais químicos e elétricos processados pelo cérebro. Ou seja, de fato, nós não temos acesso direto à realidade, nós nem sabemos se o que vemos, tocamos, cheiramos, etc, é real… e nesse ponto se encaixe ao que vc falou, porque espaço-tempo, por enquanto, é uma ficção.

    Colocando mais pimenta na comida, :), segundo o Budismo Tibetano, nós vivemos um grande sonho, por isso se diz que nós não estamos vivenciando nosso estado desperto. Lembrei também de Jung, onde ele diz que tudo acontece em nossa “psiquê”… E nós como humanidade, com o mesmo código genético, compartilhamos da mesma realidade ou ficção, rsrsrs

  42. Sem said

    Adi,

    Compreendo tudo o que disse da delimitação clara das estações, e embora não consiga imaginar o que possa ser um frio de -27°C, sou do sul, sei que agora em Curitiba as macieiras estão perdendo as folhas, que a noite vai ficando mais longa e o vento mais gelado a cada dia de maio que passa, tempo de comer pinhão, de planejar festa junina, de quentão (aqui em SP chama-se quentão tb, mas deveria se chamar “pingão”, que é feito apenas com pinga, gengibre, cravo e canela, e não com o vinho que é a base do verdadeiro quentão do sul) e as casas e os costumes vão se adaptando para receber o frio, as inevitáveis as geadas, com sorte neva um pouco – afinal no Brasil neve é sempre uma festa… pois faz mais de 20 anos que ando para o norte, entre Rio e São Paulo, e nunca mais senti mesmo o tempo como sentia em Curitiba – só que das garoas intermináveis do inverno curitibano e das semanas sem ver o sol não sinto a mínima saudade… assim, acho que vc colocou bem a questão, em termos de epiderme, porque é na pele que se sente o frio e a alma que sabe tudo desses ciclos alquímicos acompanha…

    Vê? Aqui em São Carlos as folhas das árvores não caem – conheço só uma que agora está sem folhas, as espécies que caem em geral aqui não vingam, é outro tipo de vegetação, e até sem as pessoas perceberem, resulta de outra maneira em sentir o tempo…

    Eu não sei se o Brasil é abençoado pela eterna primavera-verão em que vive ou se amaldiçoado por nunca poder experimentar outro estado de espírito fora esse da natureza exuberante… pq existe uma potência enorme em se sentir de uma maneira, de um modo outono-inverno, digamos, e encontrar esses mesmos sinais na natureza lá fora…

    Aqui no Brasil, do Trópico de Capricórnio pra cima, tudo anda na contramão da melancolia…

    “Colocando mais pimenta na comida”

    Adoro pimenta! Adoro cozinhar! 🙂

    E é isso acho, tendo a concordar com tudo o que disse…

  43. adi said

    Eu não conheço Curitiba, mas dizem que é uma cidade muito bonita, cidade modelo de qualidade de vida. Tenho amigos campineiros que já moraram lá, e que sim, estranharam muito o frio. Disseram que Curitiba tem muita umidade no ar, e muito provavelmente por causa disso, a sensação de frio é muito maior. Mas eu até que gosto do frio, por todas as razões que vc citou acima, quentão, pinhão cozido, da festinha junina que tem na casa da minha irmã, coisa boa.

    Como sou uma pessoa introvertida, e não sinto grande necessidade de ficar saindo, deu pra aguentar o inverno, porque não dá pra ficar andando num frio de menos 20/25/27, é bemmm frio, do tipo que se passar um pouco, o cabelo congela e quebra, rsrsrs. Fora que a neve fica dura e vira sabão, um perigo cair, rsrsrs

    Num é agora tempo das flores do Ipê? não lembro direito se é no inverno ou primavera, mas ele perde as folhas e só ficam as flores violeta, amarelo, rosa, roxo… coisa mais linda.

    O Brasil é um País muito abençoado com certeza. Só que parece que nós brasileiros não valorizamos tanto essas facilidades. 🙂

    Outono/inverno é um tempo de recolhimento da natureza e no homem é como um olhar pra dentro, assim me parece.

    Que coisa, sabe que eu também adoro pimenta e adoro cozinhar! 😉

  44. Sem said

    Gostamos das mesmas coisas, precisamos trocar figurinhas e receitas… já estamos trocando 🙂

    Teria muita coisa pra falar de Curitiba, mas acho que talvez a coisa mais importante a dizer, do que deu certo na cidade, é de que ela é o resultado do sonho de um homem – como os sonhos e a individualidade são importantes… não de um político, mas de um organizador de cidades, de um arquiteto de grandes estruturas, um homem que eu admiro muito: Jaime Lerner. Bom, é uma longa história, e para adversários políticos do Lerner há controvérsias, então, deixa pra lá…

    Adi, quebrar o cabelo com o frio é impensável! Uma vez eu li um romance de um antropólogo a respeito dos costumes do povo esquimó: No País das Sombras Longas… e numa das cenas desse romance inesquecível o esquimó protagonista levanta e sai meio desnudo do iglu, como que saudando ao novo dia, ele se espreguiça e cospe, mas antes que o seu cuspe chegue ao chão vira uma pedra de gelo, sai quicando, e ele diz: “hoje positivamente não está quente”. E eu digo, positivamente aí não faz calor… rs

    Os ipês florescem no inverno… se vc visse as fotos lindas que ando tirando de árvores de praças e parques daqui da cidade… hoje mesmo essa:

    Cidades são lugares impossíveis de se viver, no entanto, não existe melhor lugar para levar essa nossa vidinha urbana confortável… olha, um dia eu estava andando pelo centro e parei abismada no sinal, com a quantidade de gente e de carro para todos os lados, e isso que aqui é uma cidade de porte médio, fiquei pensando: não pode dar certo, isso não pode dar certo!, e qualquer coisa que dê errado, vai dar, e o sistema vai entrar em colapso… segundo Murphy, na pior sequência possível… no entanto, onde mais viver?

    Meu programa preferido é ficar em casa tb, Adi, sempre foi. Gosto de pessoas, mas em módicas e espaçadas quantidades, até para poder prestar atenção a elas, reunião com mais de 10 pessoas me põe desconfortável, vira evento, deixa de ser prazer… acho que ser introvertido ou extrovertido não é relevante se a pessoa gosta ou não de sair, é mais relevante em como ela vai se relacionar com as pessoas que encontra… conheço muito extrovertido caseiro, até mesmo que dos festeiros, nunca fiz parte desse time…

    O Jung disse lá para o final da sua vida, se não estou enganada foi no Memórias, Sonhos e Reflexões, de que ele era um introvertido que estava se extrovertendo… pois eu acho que entrei definitivamente no meu outono e sou uma extrovertida que ando me introvertendo…

  45. adi said

    Oi Sem,

    Estava viajando, só voltei ontem à noite, por isso não respondi antes.

    “Teria muita coisa pra falar de Curitiba, mas acho que talvez a coisa mais importante a dizer, do que deu certo na cidade, é de que ela é o resultado do sonho de um homem – como os sonhos e a individualidade são importantes… não de um político, mas de um organizador de cidades, de um arquiteto de grandes estruturas, […] ”

    Pois é, tem pessoas que conseguem fazer a diferença pra melhor, uma raridade hoje em dia, principalmente no meio da política onde existe tanta sujeira e corrupção. Eu fico pensando sobre Campinas, caso o ex-prefeito Toninho não tivesse sido assassinado (faz tempo até), mas como estaria a cidade hoje. Ele era um urbanista, e tinha tantas boas idéias e sonhos com relação a nossa cidade, um homem admirável. Quando ele foi vice-prefeito, todos os problemas que ocorriam ele estava lá in-loco falando com a imprensa, tomando as responsabilidades e com planos de ação pra solucionar, e ele era o tipo que “fazia”. Não era corrupto, tanto que quando foi eleito, não aceitou carro da prefeitura e nem motorista, dirigia seu próprio “elba/fiat” por todo canto… e é assim, aqueles que não entram no esquema são assassinados, armaram pra ele, dizem que foi do próprio partido dele o PT, vai saber? uma grande perda. Aqui também é uma sujeira sem fim no meio político, muita corrupção, maior que o Brasil, acredita? verdade, aqui a corrupção política se extende por quase todos os serviços prestados do governo. Por outro lado, o preço de água, luz, gás, combustível, transporte público, é “muito” barato se comparado ao Brasil.

    “e numa das cenas desse romance inesquecível o esquimó protagonista levanta e sai meio desnudo do iglu, como que saudando ao novo dia, ele se espreguiça e cospe, mas antes que o seu cuspe chegue ao chão vira uma pedra de gelo, sai quicando, e ele diz: “hoje positivamente não está quente” ”

    Parece brincadeira né? Mas o frio realmente é de doer. Outro dia no inverno, num dia não muito frio, fazia acho menos 18, um dia ensolarado, céu azul, meu marido colocou o carro pra fora da garagem e tentou limpar os vidros do carro, conforme ele passou o pano com água no vidro, congelou imediatamente, ficou aquela pasta grudada no vidro que teve que raspar, aí ele jogou a água do balde na rampa, e conforme a água escorria ela congelou, então ficou aquele escorrido de uns 3 metros congelado na rampa. É uma experiência bem interessante. 🙂

    Linda a foto Sem, muito linda.

    As cidades estão crescendo muito rapidamente, tem muita gente no mundo, e de fato, é um grande problema. Uma hora tudo vai colapsar do jeito que a coisa caminha. Se perde muitas horas no trânsito, por outro lado o sistema de transporte urbano não funciona bem. Eu admiro muito a Alemanha como País, sua organização, e como eles conseguiram uma harmonia entre a vida urbana e o seu meio. Lá as Dorfs (pequenas comunidades, como nossos distritos) são todas rodeadas por florestinhas, tem muito verde. Muitas coisas lá são exemplares, como as autobans, o sistema de transporte, o lixo reciclável, as ciclovias, há em primeiro o respeito pelo cidadão. Mas tudo isso tem um alto preço, eles pagam 47% de imposto de renda descontado na fonte. Mas ao menos tudo funciona, é muito menor o desvio das verbas públicas porque o povo fiscaliza e não aceita corrupção.

    ” pois eu acho que entrei definitivamente no meu outono e sou uma extrovertida que ando me introvertendo… ”

    É bom esse equilíbrio. 😉

  46. Sem said

    Oi Adi,

    Publiquei o famigerado! rs
    Vamos migrar o nosso papo para lá?

    Ontem antes de dormir fiquei pensando aqui no Anoitan, no qt eu aprendi com vcs nesses dois ou três últimos anos… gostaria que soubesse o qt isso é precioso pra mim…

    Vc que escreve, Adi, sabe bem que o que se escreve, se colore, como se acreditássemos unicamente naquelas tintas, as mais bonitas disponíveis e que se escolheu usar, que aquelas são as cores de nossa verdade, e, se formos bem canalhas, vamos admitir que aquela é a única verdade, mais canalhas ainda, de que ela sempre existiu e que sempre existirá… mas a verdade é que nossas verdades são meias mentiras, são mutantes, construídas cheias de dúvidas, :p e que vamos tateando por necessidade, para chegar a algum lugar com menos incertezas do que o presente nos oferece… tudo são mentiras? mentiras ou verdades? o poeta Quintana disse que uma mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer… deixando esses extremos polares de lado, o discurso afirmativo de quem escreve é só um tipo de retórica mais convincente do que seria um discurso duvidoso, mais agradável de ouvir tb… depois, se não tivéssemos nada a afirmar, por qual razão haveríamos de escrever? então, fazemos de conta de que temos uma verdade na manga, mas, às vezes, a outra pessoa convencida somos nós, rs – aí é que mora o perigo…

    O que fiquei pensando ontem é de que o que eu escrevi não teria escrito se não tivesse passado por esse laboratório alquímico que tem sido o Anoitan para mim… não sei o quanto do que escrevo poderá ser útil para outras pessoas, tenho pouco retorno disso… mas como eu me ajudo muito escrevendo, avalio que deva ajudar alguém, ou não, eu só faço o que não posso deixar de fazer, e percebo que há ainda muito a ser feito, a maior parte está ainda submerso… vamos nessa? 🙂

  47. acpgimenez said

    muito interessante vou começar a estudar fisica

  48. junior said

    ese cacra ere genio

  49. bukeka pinto said

    alem de ser viado era doido

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