Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

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Mandalas, Mandorlas e Representações da Psique

Posted by Sem em junho 1, 2011

Acabando de ler o livro Astropsicologia: o simbolismo astrológico e a psique humana, de Karen Hamaker-Zondag, onde a autora, astróloga de orientação junguiana, faz relações entre a Astrologia e a Psicologia Analítica, me deparei com a seguinte gravura, a mais representativa da psique humana que já tenha observado até hoje.

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A estrutura da psique segundo C. G. Jung

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Após a gravura fiquei pensando nessa capacidade de síntese das imagens, no quanto poucas linhas expressivas podem conter ideias complexas ou mesmo sistemas inteiros de compreensão do mundo, caso da gravura.

Talvez a razão óbvia seja que pensemos por imagens, de que antes que nossas palavras brotem e frutifiquem em ideias, alimentem-se primeiro das raízes da nossa imaginação. A palavra imagem; do latim imago; referente a íntimo, âmago, ou, espelho, retrato a semelhança de… O que implica que sentimos por imagens também, que é dessa capacidade que as imagens têm para nos emocionar, inclusive, que discernimos o belo do feio, o verdadeiro do falso, o bom do mal, – valores são relativos ao quadro mental de imagens que vamos elaborando sem cessar ao longo da vida, a partir do que recebemos e filtramos julgando ser a realidade, e que formariam figuras verdadeiramente caleidoscópicas, se pudessem ser fielmente representadas. Assim, podemos contar a nossa história pessoal e a da humanidade através de imagens, aliás, sequer nós existiríamos – enquanto indivíduos – sem antes construir uma auto-imagem, com a qual nos assemelhamos e nos apresentamos ao mundo. Por fim, toda a arte figurativa pode ser resumida em manipulação explícita ou implícita de imagens: a moda, a pintura, o cinema, o teatro, a literatura, a poesia, o desenho, a arquitetura, a fotografia, os games… Em sentido lato, para a psique, toda arte é figurativa e tudo é imagem.

Por estas razões evidentes, este será um papo sobre imagens do nosso psiquismo, e do que tais imagens podem nos suscitar e provocar no caminho da individuação – o processo da consciência de nós mesmos da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung.

Trarei outras gravuras, que considero igualmente representativas da psique, mas, propositalmente mais simples, para que revelem com o mínimo de acréscimos as estruturas arquetípicas básicas que nos envolvem e determinam a todos.

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