Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Archive for the ‘Não-dualidade’ Category

O proibido de fato – por Elielson

Posted by adi em novembro 29, 2011

Existiu o modelo perfeito de felicidade, um Paraíso, que só é encontrado em crianças livres, livres para ir e vir e livre de idéias adultas. Essa foi a primeira condição da vida humana, quando a inconsciência e a consciência eram uma só.

A verdade por trás dos mitos derruba a interpretação livre e derruba o literalismo. Há mesmo uma fluência em que as informações formam um estado interpretativo infalível, essa interpretação está ligada a moral e as ataduras que envolvem a prática de tal moral, e a moral que se segue após atos imorais, que não libertam a vida para uma imoralidade inconsequente, nunca.

Primeiro ato imoral: Sexo. Vão dizer que não, que sexo é bom, dá prazer e não mata, não desrespeita mandamentos, e assim se justifica que não é de todo um mal. Mas quem disse que o sexo é proibido por ser um mal que foi praticado? A proibição visa consequências de atos, não o ato em si, então a partir do sexo como pedra fundamental do pecado, podemos analisar por suas consequências a ligação entre o ato em si e o mal do ato em si.

 

 

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Beijos místicos

Posted by adi em outubro 13, 2011

 

Evangelho de Felipe: “A graça chega a ele da boca, do lugar de onde chega o Logos. A pessoa deve ser nutrida da boca para se tornar perfeita. Por isso os perfeitos são concebidos e nascem por meio de um beijo. Por esta razão nós também nos beijamos uns aos outros. Somos concebidos da graça que nos é comum.”

 

 

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Casamento no céu

Posted by adi em agosto 15, 2011


Complexo de galáxias espirais vizinhas VV 340, também conhecido como Arp 302, é flagrado em estágio inicial de interação, pelo telescópio espacial de raio X Chandra, junto com dados óticos obtidos pelo telescópio Hubble, ambos da Nasa. As galáxias VV 340 Norte (o risco do “ponto de exclamação”) e VV 340 Sul (o ponto) ficam a 450 milhões de anos-luz da Terra. Em alguns milhões de anos, as duas devem se fundir, da mesma forma como deve ocorrer com a Via Láctea e Andrômeda daqui a bilhões de anos.
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Fonte: Globo.com


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O tolo e a iluminação – Eckhart Tolle

Posted by adi em agosto 9, 2011

Recebo uma certa quantidade de e-mails, dentre eles algumas jóias raras, um verdadeiro “presente”,  e claro não é só pra mim, mas pra ser compartilhado, e nada melhor do que trazer aqui pro blog. Não é nenhuma novidade eu sei, mas é bom a gente parar um pouquinho com a rotina, poder observar nossas próprias reações físicas, ou a rua, as nuvens passando, não importa, importa saber que atitudes tão simples podem ser transformadoras se estivermos ali de todo.

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JUNG e a experiência de Deus

Posted by adi em agosto 1, 2011

Encontrei esse texto de Carl Gustav Jung no site “Fórum Espírita“. É o prefácio que Jung fez  ao livro ‘Introdução ao Zen’, de Suzuki:

”  Tentar explicar o satori (iluminação, a Verdade, o encontro com Deus, samadhi, nirvana, consciência crística ou búdica, consciência cósmica, reino de Deus, Deus, Cristo, Buda) é inútil. Para alguns é a percepção da verdadeira natureza do ser; o consciente livra-se da ilusória (falsa) idéia de um ‘eu’ que tem existência própria e separada no tempo e que temos de defender contra os demais ‘eus’. Essa ilusão referente à natureza do ser é a confusão que todos fazem do ‘ego’ com o ‘ser’. Ser é a consciência total, absoluta, cósmica, o Cristo, o Buda, o reino dos céus, Deus. O ego é apenas um feixe de ilusões, repleto de lembranças, expectativas e interpretações erradas das coisas do mundo.

Quando pensamos que há algo de bom em nós, isso vem da ilusão de que possuímos alguma coisa, de que possuímos bondade, de que somos bons, mas, isso é sinal de imperfeição e insensatez. Fôssemos nós conscientes da verdade, saberíamos que não somos bons, que o bem não vem de nós. Por isso, o iluminado diz:
‘Que pobre tolo eu era! Estava na ilusão de que eu era isto ou aquilo: agora vejo que isto ou aquilo é Deus’.

O satori é uma ruptura da consciência condicionada, apenas limitada ao ego, repleta de ilusões, impurezas, de todo lixo mental ali depositado pelos costumes, tradições, culturas, suposições e crenças durante toda nossa vida. O satori faz com que a consciência adquira a forma de consciência ilimitada, infinita, de não-eu, não-ego, pura como é o ser. Jesus diz no seu sermão: ‘Bem-aventurados os pobres de espírito’, isto é, aqueles que perderam seu ego, sua ‘personalidade’, pois, agora, têm ‘a’ de Deus. Por isso, bem-aventurados. O satori é o reconhecimento de nossa face original, o homem antes de ser criatura (o espírito antes de ser homem), o reconhecimento, a percepção da verdade de que ‘eu sou’.  Continue lendo »

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Sobre a lei do Karma

Posted by adi em junho 24, 2011

Pois é, aqueles que estavam esperando o post sobre Tiphareth minhas desculpas, é que nessa pesquisa ( é sempre bom o aval dos entendidos, rs) sobre a imagem de redenção, o assunto se extendeu muito, porque sempre uma coisa leva a outra, que leva a outra, e ainda este post sobre Tiphareth vai ficar mais pra frente. É que juntando os elementos dessa jornada rumo à Tiphareth e além, nos deparamos com um  assunto intrigante, a saber, o Karma. Karma está intrínseco em nossa vida e em nossa percepção e construção da realidade.

Karma aliás é assunto que vez ou outra está em discussão aqui no Anoitan, tem também o post “Carma e Linearidade” do Andrei, bem interessante sobre esse assunto. Apesar de ser um assunto recorrente, vale lembrar que, segundo os budistas, karma é nada mais, nada menos que “ação”. Ação derivada de nossas construções mentais, conceitos, formas pensamento, predisposições e tendências habituais, ou seja, condicionamentos. Esses tipos específicos de estados mentais existem em nossa corrente mental como predisposições latentes, mais do que como pensamentos ou conceitos plenamente desenvolvidos. Nós possuímos todas essas  tendências inerentes, mas algumas delas se tornam fortalecidas devido a sua repetição, enquanto outras não se manifestam, e é isso que cria as diferenças entre as personalidades das pessoas. É através dos condicionamentos que temos a noção da existência de um “eu” em separado, ou do ego. É importante saber, que esses conceitos/condicionamentos não são fixos,  eles aparecem e desaparecem de momento a momento, formando continuamente novas combinações, cada um é como um “eu” separado, o que na psicologia são conhecidos como “complexos” e também como a “sombra”.

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te:mp:o

Posted by adi em abril 29, 2011

Toda a nossa percepção e descrição dos acontecimentos está baseada num sistema de coordenadas tridimensional, a saber, norte-sul, leste-oeste e acima-abaixo (os eixos x, y e z).  Basta conhecer essas três direções para identificar a  posição relativa que ocupamos no espaço, ou que determinado objeto ocupa. Esse sistema têm sido nossa referência de percepção do ambiente que ocupamos e de todo nosso entorno, onde o tempo para nós consiste numa percepção totalmente a parte deste.

Para nós o tempo é uma entidade absoluta que flui continuamente de forma sequencial/linear,  sempre no mesmo ritmo e constância. Em nossa percepção, espaço e tempo são vistos como entidades separadas, absolutas e distintas entre si.

Embora nossa percepção seja desta forma, segundo a teoria da relatividade,  na realidade o que existe é um contínuo espaço-temporal de quatro dimensões, sendo três espaciais e uma temporal. Nessa estrutura quadridimensional para falar de tempo deve-se necessariamente falar de espaço.

A formulação matemática do espaço e tempo como sendo duas propriedades físicas que podem ser unificadas, foi uma criação do matemático Hermann Minkowski logo depois da teoria da relatividade restrita ter sido apresentada por Einstein em 1905. Minkowski  propôs  uma formalização em que tempo e espaço passam a fazer parte de uma única estrutura geométrica e estática, esse novo e surpreendente conceito foi apresentado em um trabalho publicado em 1908, no qual ele ampliava o trabalho de Einstein sobre a teoria da relatividade restrita.

Minkowski: «Cavalheiros! Os conceitos de espaço e tempo que gostaria de desenvolver perante vós erguem-se do solo da Física experimental. Aí reside a sua força. As suas tendências são radicais. Doravante, o espaço só por si e o tempo só por si irão mergulhar totalmente na sombra e somente uma espécie de união entre os dois continuará a ser real.»

Foi Minkowski o primeiro a mostrar que o conceito de espaço e tempo como uma entidade única, ou seja, o contínuo espaço-tempo de quatro dimensões, permitia um melhor entendimento dos fenômenos relativísticos da teoria de Einstein. Continue lendo »

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Unus Mundus

Posted by adi em abril 4, 2011

Jung  reconhece que desde o século XVI, o alquimista Gerard Dorneus discípulo de Paracelso, já tinha conhecimento do aspecto psicológico do casamento alquímico e o entendeu claramente como aquilo que hoje é concebido como processo de individuação.

A alquimia empenhou-se em investigar aquele efeito que iria remediar não somente a desarmonia da natureza, mas também os conflitos psíquicos (aflições da alma) e dar-lhes o nome de pedra filosofal. Ela tornou a descobrir  nisso a antiga verdade que cada operação dessa espécie significa ao menos uma morte figurada (transformação), o que explica a forte aversão que sente cada um que se dispõe a entender suas projeções, e com isso a natureza de sua anima.

Vale recapitular um pouquinho sobre os dois primeiros graus da coniunctio:

União mental: Esta primeira etapa está relacionada com a nigredo e é equivalente como uma distinção dos conteúdos inconscientes. Porque ainda não se tem conhecimento deles, é como se fosse uma massa informe e confusa do inconsciente pessoal do qual o indivíduo vai tomando conhecimento, equivale ao autoconhecimento.

Uma vez que a alma, como diz Dorneus, ocupa uma posição intermediária entre o bem e o mal, tem o discípulo, toda a sorte de oportunidade para descobrir o lado sombrio de sua personalidade, os desejos e motivos de menor valor, as fantasias infantis e os ressentimentos, enfim todos traços do temperamento que a gente procura esconder de si próprio.

Expressa na linguagem dos filósofos herméticos, a confrontação da consciência com o que se acha no fundo da cena, a chamada sombra, corresponde à união do espírito e da alma na unio mentalis, ou o primeiro grau da coniunctio. Significa o mesmo que o afastamento da realidade sensível, o retraimento das projeções fantasiosas que alimentam e conferem “às dez mil coisas” (o mundo)  uma aparência tanto atraente como falaz. Seria o mesmo que introversão, introspecção e meditação, ou seja, perscrutação e conhecimento dos desejos e de seus motivos. Continue lendo »

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Cisne Negro, um amargo retrato da sombra

Posted by adi em março 1, 2011

Demorou, mas enfim, aqui está uma pequena análise do filme “Cisne Negro”.  O post está cheio de spoilers, por isso, quem ainda não assistiu o filme, e gosta do fator surpresa, já sabe o que vai encontrar. 🙂

Cisne Negro, em inglês Black Swan, é um filme de drama psicológico e suspense dirigido pelo diretor  Darren Aronofsky, estrelado por Natalie Portman, que merecidamente ganhou praticamente todos os prêmios de melhor atriz da temporada, incluindo o Oscar, por sua atuação fantástica nesse filme. O filme ainda conta com as excelentes atuações de Mila Kunis, Vincent Cassel, Barbara Hershey e Winona Ryder.

Natalie Portman interpreta a doce e delicada bailarina Nina, que pertence ao corpo de balé de uma companhia de Nova York. Totalmente dedicada e devotada a dança, ainda mora com a mãe Erica (B. Hershey), ex-bailarina que dá apoio total à carreira da filha. Thomas Leroy (Vincent Cassel), o diretor artístico da companhia, substituirá a bailarina principal Beth (Winona R.) para a nova temporada de apresentações que se iniciará com a nova versão do Lago do  Cisne. Nina é perfeita para interpretar o cisne branco Odete, que representa a beleza, fragilidade e graça,  mas a bailarina que for escolhida para interpretar Odete também terá que interpretar a irmã gêmea, a perversa e maliciosa Odile, o cisne negro, o qual esse papel se encaixa perfeitamente na novata Lilly (Mila Kunis).

Aronofsky nos transporta com genialidade ao mundo disputadíssimo do balé, nenhum detalhe escapa à sua câmera, ao seu olhar, nem mesmo os detalhes dos movimentos e passes de balé em câmera lenta… imagens ricas que traduzem a disciplina, o rigor, a prática extenuante  até a dor. O filme se constrói acompanhado pela trilha sonora do próprio Lago dos Cisnes de Tchaikovsky, e nos mostra  a dualidade inerente do ser humano, o branco e negro, bem e mal, quase sempre num belíssimo jogo de espelhos onde há sempre o duplo. O diretor foi fundo na alma humana, e questiona de modo brilhante a idéia ou  o significado de “perfeição”. Continue lendo »

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Koans

Posted by Sem em outubro 9, 2010

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Voltado para dentro

Um certo fora olha

O que vê?

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Num limite se termina

No infinito se prolonga

Onde é realidade?

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Seguindo adiante

Um atrás se volta

Para onde se encaminha?

.

Estacionado o movimento

A mente acelera

Quem é mais veloz?

.

Enquanto um pergunta

Outro a dúvida questiona

Qual é a resposta?

.

Um dia de cada vez

A existência é toda

Quando é ser?

.

Não há saída nem entrada

Não tem cabimento

Que mundo?

.

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