Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Magia = Cosmos = Política

Posted by Sem em julho 19, 2013

Uma interpretação dos movimentos sociais ocorridos no Brasil através da astrologia

 

 

Convocação a Saturno

aquarius

Era de Aquário 

quando o Samsara é o Nirvana

e não o contrário

 

 
Em astrologia, se diz, há duas espécies de trânsito: os de curta e os de longa duração.

Os primeiros não se estendem por mais do que algumas horas ou alguns poucos dias e, consequentemente, têm curta ou relativa influência em nossas vidas. Alguns são mesmo tão ligeiros que podem até passar despercebidos. Mas, vamos lembrar, basta um momento – feliz ou infeliz – para mudar tudo na vida de uma pessoa.

 

A vida acontece num momento

 

Já os trânsitos de longa duração, são de outra natureza – não menos trágica – e não se consegue ignorá-los, precisam, de um ou de outro modo, ser enfrentados. Envolvem em geral planetas mais demorados, e alguns podem custar anos a passar.

Ligeiros ou demorados, o tempo todo em nossas vidas nós passamos por trânsitos, e a interpretação deles caracteriza a própria arte da astrologia. Alguns são mais fáceis de encarar do que outros, dependendo, não apenas da natureza deles, mas de nós em relação ao assunto transmitido. Nós, e a história da vida em nosso planeta, passamos por trânsitos, e é natural, já que a vida é dinâmica.

Quero chamar a atenção nesse momento para os dois tipos de trânsito, que estão ocorrendo em simultâneo agora, entre vários planetas transpessoais – assim chamados em astrologia os gigantes gasosos e para além deles (a partir de Júpiter), cuja influência em nossas vidas se dá mais pelo modo indireto como agem, através de mudanças que provocam em nosso meio social e ambiental, mudanças às quais temos que necessariamente nos adaptar.

O primeiro, de curta duração, parece mais uma reunião anunciada entre deuses da antiguidade tectônica: um grande trígono foi formado (anteontem, 17 de junho de 2013, foi o ápice) nas casas de água, entre Saturno (em trânsito agora aos 4° de Escorpião), Júpiter (5° de Câncer) e Netuno (4° de Peixes). E para essa reunião parece foram convocados todos os deuses do panteão astrológico, haja vista o aglomerado de planetas acontecido anteontem nas casas de água, o que talvez indique que foi Netuno que presidiu essa reunião. Por qual motivo? Quais pautas foram discutidas? Quais decisões tomadas? Ainda não sabemos, mas breve deveremos sentir…

 

Assos2013AthenaMoonSaturn_tezel600

Aceite o convite, se puder, em APOD

 

Brevemente, os planetas pelos aglomerados no elemento água vão se dispersar pelo céu, cada qual no seu rumo…

Vamos lembrar, entretanto, são deuses tramando no céu e não políticos brasileiros na terra tramando durante o recesso parlamentar, vamos confiar na sabedoria profana e sagrada desses deuses e nas suas decisões transpessoais…

Já o outro acordo – “transliteralmente” – é titânico e se estenderá pelos próximos dez anos…

A pequenina Terra está servindo também de palco para esse outro encontro, que pode ser um longo e feliz acordo entre dois deuses do submundo, i. e., traduzindo o encontro para o ponto de vista geocêntrico e astrológico, podemos observar o planeta Saturno (regente do signo de Capricórnio) passando pela constelação de Escorpião, enquanto o planeta anão Plutão (regente do signo de Escorpião) passa pela constelação de Capricórnio.

A astrologia chama a isto mútua recepção. O que por ora nos basta saber é que significa um excepcional acordo entre as energias envolvidas.

Saturno é um planeta lento e permanecerá por Escorpião até meados do segundo semestre de 2015. No momento, como foi dito, ele está apenas no grau quatro (hoje, 19 de julho de 2013), dos trinta a percorrer ainda neste signo.

Posto numa equação, algo assim poderia ser expresso:

 

30° X 12 (signos) = 360° = roda zodiacal

 

Já Plutão, lentíssimo, está vagueando retrógrado pelo grau nove de Capricórnio, e varrerá este signo pelos próximos dez anos, com avanços e retrogradações, até o início de 2023.

No momento eles distam num ângulo aproximado de 60° um do outro, o que em astrologia se chama sextil e indica o aspecto favorável, o modo harmonioso de como se relacionam e combinam ações em conjunto. Aliás, Saturno e Plutão possuem muito em comum – isso veremos adiante – e, não raro, favorecem-se.

Se tanto já foi dito que o Brasil não será mais o mesmo depois de junho de 2013, o que se dirá do mundo, ao final destes trânsitos?

 

Mas por que acreditar na astrologia?

 

Para a astronomia a passagem dos planetas por determinados espaços observados da terra são eventos corriqueiros e que de tempos em tempos se repetem. No caso específico da mútua recepção entre Saturno e Plutão, ocorrerá novamente, daqui a alguns séculos, e nenhuma relevância acrescenta aos protestos ocorridos no Brasil no mês passado, quando multidões saíram às ruas para se manifestar, primeiro pela revogação dos aumentos nas tarifas do transporte público, depois contra a violenta e descabida repressão policial, a favor do resgate da cidadania, da maior mobilidade urbana, por mais transparência e ética na política, melhorias gigantescas na qualidade da saúde pública, da educação pública, etc., etc., etc…

 

resumo dos protestos

 

Já para a astrologia, a velha mãe da astronomia, o universo é uma rede espelhada e as estrelas no céu e os homens na terra estão virtualmente interligados, o destino do grande e o do pequeno não distam, dentro deste infinito e estrito círculo mágico.

 

Não é curioso que seja a velha teoria a que melhor nos situe frente ao que acontece hoje no mundo?

 

Para a astrologia, a mútua recepção entre Saturno e Plutão explode em relevância aos eventos ocorridos no Brasil em junho de 2013 e muito significado acrescenta aos protestos, a tal ponto que, se analisarmos o céu astrológico e a sua simbologia arquetípica, podemos dizer, não apenas ele ter sido um facilitador, mas um desencadeador mesmo, ao processo que agora está apenas em seu início.

Neste sentido, comparando os saberes humanos constituídos ao longo da história da civilização, não somente os saberes constituídos na modernidade nos ajudam a entender o próprio fim da modernidade, formalmente já anunciado por “teorias pós-modernas”, pelo prolongamento da modernidade, que é a própria, assim chamada, pós-modernidade, mas, e, principalmente, os saberes antigos. Simplesmente porque são estes os mais capazes de desconstruir os valores do individualismo contemporâneo, com todas suas implicações narcisistas e consequências no consumo autocentrado, por serem os mais desapegados a eles.

Vamos convocar então todos os saberes humanos constituídos, cada um em sua medida, para entendermos os emaranhados complexos que temos que enfrentar na contemporaneidade. Portanto, aqui, modestamente invoco tão somente e apenas, sem nenhuma ironia, a simbologia mitológica, através da astrologia, para compreendermos melhor, que é de onde viemos que se escondem as chaves do para onde vamos, as razões de termos feito o que fizemos, ter sentido o que sentimos, sem esquecer que as conclusões e as decisões que tomaremos daqui para frente estão intimamente ligadas aos significados que pudermos lhes atribuir… Pois,

 

Os significados são as sementes do Amanhã

 

Amanhã vai ser maior! Brasília 17/06/2013

 

Podemos – e devemos – ser completamente responsáveis com os significados no restrito microcosmo de nossas ações consequentes, afinal, somos nós e mais ninguém que lhes atribuímos…

Quanto ao macrocosmo, não perdendo a sua dimensão de sagrado e espaço transcendente, por melhores sejam as nossas intenções, e maiores os nossos cuidados em plantar boas sementes no solo mais fértil, algo sempre nos escapará e o milagre da vida será sempre mistério…

Os antigos sabiam desse Grande Mistério, ao qual o homem moderno hoje se equivoca por chamar de Ciência, com os seus atributos de abarcar, esquadrinhar e debelar os mistérios. Os antigos sabiam-no e atribuíam-no aos deuses…

Nesse ponto, podemos dar o embate entre as eras por insolúvel, inconciliáveis, enquanto permaneçam o preto no branco, ou, podemos fazer o oposto, encontrar nele o lugar – não-cinza – em que presente e passado possam verdadeiramente se encontrar, comunicando o micro ao macrocosmo, conectando a razão com a metáfora, o nitidamente perto com o distante difuso, ampliando assim o tempo-espaço e descortinando no horizonte a amplidão e o colorido necessários ao futuro. Menos que uma lógica…

 

É uma Visão

 

Uma visão nascida dos deuses e constelada no céu humano como a horizontalidade exigida hoje nas ruas.

Interessante observar que, do ponto de vista da linha horizontal, a verticalidade é sempre uma estreiteza, mas, claro, o contrário também se observa…

Arriscaria dizer que os movimentos horizontais que temos visto acontecerem hoje no mundo, movimentos que nascem de anônimos e sem nenhuma aparente liderança, sem partilharem grandes causas em comum, surgem dessa intuição do homem contemporâneo por alargar seu horizonte espacial e temporal, estreitado pelo tempo presente quase absoluto, sem mais quase dimensão de passado e futuro, e, duplamente estreitado, pela pirâmide vertical em que nossas instituições (famílias, governos, empresas) acabaram por se acomodar.

 

Eis o corpo do monstro que devemos combater, posto a nu: o tempo-espaço contemporâneo estreitado ao limite da sua verticalidade, até um quase presente absoluto, sem saída para outro tempo-lugar.

 

Sem contar que o único herói hoje capaz de enfrentar ao monstro altíssimo, dos nossos piores pesadelos, é o anonimato horizontal radical, sem organização aparente com partidos políticos, sindicatos, ONGs, etc., etc… Posto que qualquer figura identificável na multidão, pelo olho que do alto tudo vê, prontamente será cooptado ou esmagado pela verticalidade do Sistema. Sistema? Sim, no maiúsculo.

 

Eis o nome e o sobrenome do monstro vertical que nos tem assolado: Sistema Econômico

 

É importante saber nomeá-lo corretamente, pois muitas vezes não saber o nome de quem, ou com ou contra o que lidamos, é tornar todas as nossas ações inócuas e fazer da nossa vida o contrário do que gostaria a nossa Verdadeira Vontade.

Hoje é o Econômico, mais até do que o Religioso e o Político, o que tem esmagado mais inimigos pelo mundo, fomentado mais guerras e cooptado mais aliados com a paz do seu desenvolvimento vertiginoso, até de forma mais amena e atrativa, compondo com vantagens, a quem a ele se dobrar, com seus acenos de fama e poder de consumo. O sistema econômico tem cooptado a si, inclusive, o político e o religioso, e toda sorte de instituição e de organização contemporânea, com exceção ao pensamento livre e à arte, quando estes servem de veículos para sua reflexão crítica e não maiores fomentos ainda, para o consumo sem freios e as insustentáveis ideologias desenvolvimentistas.

Não é que hoje até parece pecado não promover ao crescimento econômico? Experimente sustentar uma ideia em contrário e observe as reações…

Mas não é que o crescimento econômico seja ruim, é um valor de bem-estar, o problema é a custa do quê ele anda crescendo acima e além…

Ao se veicular nos protestos novas disposições de distribuição espacial e temporal – e como se disse, mais que uma lógica, é uma Visão –, ao se vivenciar nas ruas relacionamentos menos verticais, re-ocupando os espaços públicos (hoje ocupados pela dicotomia policial X bandido) com laços mais fraternos (para se aprofundar, pesquisar a Função Fraternal ou função fraterna), a própria menção dessa possibilidade, mesmo que ainda não uma realidade levada ao cabo, desperta no homem a esperança de um novo modo de se organizar no mundo, ou, o suficiente para animá-lo em sair cada vez mais às ruas, para reivindicar a si maior cidadania e o descortina-mento de um horizonte mais amplo às gerações futuras.

Arriscaria ainda dizer de que o presente eterno imposto em samsara (o ciclo eterno dos seis reinos budista) é o fruto das cascas que restaram da pele morta do deus vivo. Sim, um deus que um dia existiu, que fez nascer o patriarcado, fundou depois as monarquias europeias e derrubou ainda as mesmas monarquias, que Nietzsche deu sábia e sabidamente como morto, mas que verdadeiramente nunca morreu, apenas agora anda por outros lugares, sendo já outras coisas, como a cobra que troca de pele e larga a velha carcaça para trás ou a borboleta que sai do casulo e voa…

 

A boa e a má notícia é que o deus está vivo

 

As nossas instituições estão todas em crise porque estão velando as cascas desse deus, e assim vão continuar, e se aprofundar ainda mais nas crises, enquanto não se permitirem ver o milagre do arquétipo vivo constelado já em outro lugar, sendo já outra coisa, e, ansiando por se realizar nesse mundo.

 

O Nirvana, antes de um lugar, é um estado de espírito criado na terra por homens de boa vontade…

 

Sim, o paraíso dos cristãos, o da caridade, não é muito diferente do nirvana da terra pura dos budistas, sendo o espaço favorável a se cultivarem carmas melhores e o prenúncio de liberação para muitos…

Razões para as conexões tempo-espaço, novo-antigo, fora-dentro, para o nascimento de uma nova era, i.e., modos do homem estar diferente no mundo, antes de serem soluções ideo-lógicas, ou de conquistas políticas ou de realização religiosa, são antes conquistas de ordem estética – a mãe da Ética – e são mesmo é da razão poética. Isto porque, mui simplesmente…

 

Novas civilizações antes de existir precisam ser avistadas…

 

Ode Marítima

 

Olho e contenta-me ver,

Mas a minh’alma está com o que vejo menos,

Porque ele está com a Distância, com a Manhã,

Com o sentido marítimo desta Hora,

E dentro de mim um volante começa a girar, lentamente.

 

(Álvaro de Campos)

 

E chegamos aos significados profundos da mútua recepção entre Saturno e Plutão, que neste ponto, veremos, são os deuses guardiões das bases estruturais de onde a vida germina e é puro mistério…

 

Sim, são deuses verticais, porém (nem políticos nem cascas) são deuses…

 

Vamos então observar de perto e em separado com quais energias arquetípicas estaremos – necessariamente –envolvidos pelos próximos 10 anos:

 

Rubens_saturn

Saturno de Rubens, 1636

Saturno, regente do signo de Capricórnio:

Saturno é o sexto planeta do Sistema Solar e o segundo maior, só perdendo em tamanho para Júpiter.

Seu nome veio do deus romano, que por sua vez veio do deus grego, Cronos, deus do “tempo”, filho do céu com a terra, isto é, filho de Urano com Gaia.

Normalmente ele é retratado segurando uma foice, com a qual – a pedido da mãe – ceifou os testículos do pai, destituindo-o (ver o nascimento das Eríneas e de Afrodite), instaurando o seu reinado em lugar, compreendido na mitologia grega como a segunda era dos deuses, em que a humanidade surgiu e viveu seu apogeu, também conhecida como a Idade do Ouro.

Para a astrologia antiga, sendo Saturno o mais lento e o último planeta reconhecível a olho nu, era tido como o coletor do carma, por tal era temido, quando ao completar a volta em torno ao zodíaco, retornava ao mesmo ponto para cobrar o que tinha sido feito durante o período. O retorno de Saturno continua acontecendo em cada mapa astrológico e pelo céu astronômico – na translação do planeta em torno ao Sol – de 29 em 29 anos, aproximadamente.

Saturno associado ao signo de Capricórnio está ligado ao elemento terra, ao aspecto feminino e noturno do seu caráter. Sobretudo, neste signo, ele é o deus estruturador e o guardião das instituições sociais, capaz de, como na imagem eloquente de Rubens, se necessário for, devorar aos filhos para permanecer no controle da sociedade.

Um adendo:

A astrologia moderna considera Saturno apenas o regente do signo de Capricórnio, mas, para os povos antigos, antes da descoberta de Urano no final do séc. 18, para os antigos que observavam o céu e tinham contato mais íntimo com eventos cósmicos, do qual dependiam, inclusive para o plantio e a colheita, para eles Saturno era também o regente do signo de Aquário, quando assumia o seu lado mais luminoso e masculino, seu lado mais aéreo, revolucionário e inovador. Saturno era então o versátil deus capaz de em Aquário desestruturar o que em Capricórnio ele próprio havia estruturado.

 

E parece bastante lógico, somente quem montou a máquina do mundo tenha a capacidade para desmontá-la, peça por peça, por conhecer minimamente cada uma de suas funções.

 

 

bernini

O Rapto de Proserpina de Bernini, 1621-1622

Plutão, regente do signo de Escorpião:

Plutão é – ou era – o nono planeta do Sistema Solar.

Foi descoberto somente em 1930, apesar de previsto e procurado por décadas antes. Assim, como se coberto por seu capacete de invisibilidade (ver presentes dos hecatônquiros), a história do pequenino e rochoso Plutão, que orbita o Sol a seu modo excêntrico e inclinado, sempre esteve envolta em controvérsias e em mistérios. E controvérsias longe de acabar, pois não é consenso ainda entre os astrônomos a perda, desde 2006, do seu status de planeta para o de planeta anão. O caso é que planeta anão – ou não – a sua importância astrológica é enorme. Ao lado das agora suas irmãs, Éris e Céres, planetas anões também e com significado crescente na astrologia moderna…

O nome Plutão – o rico – veio do deus romano, que por sua vez veio de Hades, o deus grego do submundo.

Hades foi um dos primeiros filhos devorados por Cronos, e que junto aos irmãos Zeus e Poseidon (ver a poção de Métis), dividiram o reino do pai, após destronarem-no, em Reino dos Mortos, Céus e Oceanos, cabendo, respectivamente, a cada irmão seu governo.

 

Então, o que era governado por Um passou a ser governado por três, instaurando-se a terceira e a penúltima era dos deuses na mitologia grega.

 

Senhor já das profundezas e da terra dos mortos, Hades foi o raptor da Primavera (vide o rapto de Perséfone), desempenhando ali o seu papel fundamental, embora oculto, nos mistérios eleusinos.

Os significados globais atribuídos a Plutão/Hades passam por profundidade, invisibilidade, inconsciência, transformação, morte, riqueza, sexo, violência, poder.

Sobretudo, Plutão lida com o verdadeiro poder que é oculto, no sentido de se preservar incólume aos jogos teatrais da representação do poder.

 

O que verdadeiramente está em xeque hoje não é a morte do sistema capitalista, é a sua transformação

 

Do ponto de vista do poder, voltando à política, o que é permanecer no mesmo ou ir ao seu esteio, a única coisa que existe é então o Sistema Capitalista, que se transforma. O capitalismo é o vilão e o mocinho da nossa história. O capitalismo é o único espetáculo em cartaz neste momento e nem existe saída para outro espetáculo, apenas formas mais brandas de distribuição de riquezas aqui ou de concentração de riquezas acolá.

E voltando aos protestos das ruas brasileiras, um tanto agora mais enriquecidos pelo viés iluminador das simbologias arquetípicas, possamos compreender melhor, por esse ângulo, o que se desdobrou especialmente em junho na política brasileira, e que tanto assombrou políticos, imprensa e o próprio povo. Num teatro, em que os atores se camuflam com máscaras para representar seus personagens, podemos então considerar os políticos as marionetes insinceras do jogo, enquanto o povo que foi às ruas, o poder oculto, que manipulou os fios e fez movimentar muitos políticos-fantoches. Pelo menos durante esse mês bastante curto…

Os movimentos não morreram, mas perderam, por enquanto, aquele volume da massa capaz de movimentar as marionetes. E eu penso que algo de muito importante, além de uma pausa para retomar o fôlego, está se processando agora, dentro de todos aqueles que de algum modo se manifestaram ou se identificaram com os manifestos.

 

Algo madurando ao sol e que eclodirá a seu tempo

 

Cada um lida com o tempo conforme é o seu temperamento: alguns continuam mantendo acesa a chama das ruas e são importantes; outros arrumaram outros meios para protestar e são importantes; outros refletem e debatem ideias, e são importantíssimos para a compreensão do movimento; outros escrevem, como eu aqui, a minha prosa e poesia rendida ao ideal da fraternidade.

Fora deste cenário, ou mais oculto aos bastidores do espetáculo, e que todos participamos de um modo ou de outro, podemos considerar a face oculta do consumo e do individualismo nos movendo a todos. A humanidade inteira, marionetes do consumo e do fantasma do desenvolvimento econômico eterno: da China aos EUA; da Rússia, passando pelo Oriente Médio, a Austrália; do Canadá, passando por Cuba, ao Brasil. Todas as nacionalidades hoje perdem um pouco de suas identidades para se renderem ao espírito da globalização do Capital. Todos os povos do mundo, cada vez mais um pouco, estão sendo dobradas pelas logomarcas do consumo.

 

O bom consumidor

 

Para não dizer que tudo é ruim, é positivo que as nacionalidades tenham perdido um tanto de suas fronteiras rígidas, antes tão distantes e beligerantes. Hoje nos encontramos mais próximos a um clique de mouse e um voo ao estrangeiro. A própria indústria cultural, que nos aliena, nos fornece uma linguagem em comum e global, com a qual observamos que, afinal, não temos interesses tão distantes assim.

 

Agora só falta mudarmos juntos os paradigmas da era

 

Estamos vivendo mesmo num tempo sem fronteiras, em que se convive o novo com o antigo e tudo um pouco se mistura, e essa é outra dificuldade do nosso tempo, não conseguimos avaliar com precisão em qual ponto nos encontramos da história. Mas talvez essa seja também a outra riqueza, desses tempos raros de transição, quando temos a oportunidade de criar com fartos elementos uma história nova, a nossa história.

Dá para perceber o tamanho e a profundidade do buraco em que estamos metidos e dentro dele as questões que estão em jogo na sociedade global? Tudo o que deverá ser mexido com a passagem propícia de Plutão por Capricórnio, o poder real passando por sobre as verdadeiras estruturas que sustentam a sociedade?

Como cada um sentirá o impacto dessas energias em sua vida pessoal dependerá de como os trânsitos se combinam em seus mapas astrológicos pessoais. Afinal, a pequena engrenagem que somos, em nosso pequeno microcosmo, terá de se mover, de acordo ao sentido da engrenagem maior.

 

Roda Viva – Chico Buarque e MPB4

 

Claro que somos e continuamos todos possuidores de livre-arbítrio, e monges meditantes nas montanhas isoladas existem e são por demais necessários, mas, poucos são legítimos, muitos estão ali apenas por covardia e isso será cobrado pela passagem de Plutão, que cobrará desde as entranhas do que elas verdadeiramente são feitas. Pois são os deuses das entranhas que estão questionando em nosso tempo do que cada um é feito.

E claro, também, que não se pode desvendar ao teatro de fantoches, descobrir as mãos por trás dos fios que movem as engrenagens sem perder parte da magia do espetáculo. Não se pode sair impunemente desse jogo sem crescer, sem amadurecer, sem perder um pouco da nossa inocência – valha-nos Saturno!

 

Finalmente, não se pode mudar nossas consciências sem mudar o mundo…

 

Epílogo do Princípio:

Nos mais recentes episódios de violência e de censura que tem acontecido em manifestos no Rio de Janeiro, uma farsa parece estar sendo montada por governantes do alto escalão, com o aval de parte da grande mídia, porque é quase inacreditável como de repente desaparecem dos grandes noticiários o espírito de independência e se voltam aos discursos unificados e aos convidados conservadores para analisar a situação, todos contra os bodes expiatórios da vez, isto é, contra os “vândalos” que perturbam a ordem,  causam tumultos e levam medo à população, tornando “oportunística” a presença de uma Polícia Militar mais ostensiva…

Mas quando se fala em mídia, é preciso saber diferenciá-la, porque entre o joio está o trigo e o ouro, na própria dita grande mídia circulam as melhores análises, as coberturas de melhor qualidade e as mais isentas análises possíveis dos fatos políticos graves que estamos vivendo nesse momento no país.

Falando em mídia livre, assista aqui, em qualidade sofrível, mas sem nenhuma edição. Episódios do protesto de anteontem no Rio ainda estavam no ar ontem à noite.  Mídia NINJA: http://twitcasting.tv/pos_tv

A farsa que a mídia livre escancara ao vivo, me faz pensar, não nos bodes expiatórios verdadeiros, isto é, nos falsos vândalos, mas nos verdadeiros vândalos, que parecem estar sendo plantados por governantes cariocas para confundir a população, e me fazem lembrar muito do episódio que realmente pôs fim à ditadura militar em nosso país: o atentado do Riocentro.

É muito difícil dimensionar nesse momento o que é vandalismo real e o que está sendo armado, mas eu não tenho dúvida de que ambas as vertentes estão acontecendo lado a lado nesse momento no Rio de Janeiro. Acredito também que em meio aos vândalos plantados existem misturados muitos verdadeiros – mas não propriamente vândalos – marginalizados, porque foram colocados à margem do Sistema. Então, é natural que estes saqueiam e depredem o patri-mônio alheio, porque se sentem desvalidos de tudo e são justo eles a prova viva da falência do Sistema. Por isso também é tão perturbador lhes assistir… Acredito ainda que exista no meio disso tudo, os que se colocam à margem, por conta própria, os únicos verdadeiros anarquistas, mas que estão em infinito menor número, ainda mais se pensarmos que só saem às ruas, se para cometer atos de vandalismo os que juntarem nisso um temperamento violento. Não é para nenhum desses que falo, que não estão nem aí para me ouvir…

O que eu assisti pela PósTV, comparado à cobertura da Globo News, me fez lembrar a história da censura à imprensa durante a ditadura militar. Só que agora de um  tipo de censura mais perniciosa, porque parece realmente livre e isenta, mas continua tão ou mais seleta ao que deve ser mostrado…

Não sei porque eu ainda me espanto com as manipulações e a impureza do mundo político, tudo o que me fez afastar agora me traz de volta, para que talvez eu possa repensar tudo em outro nível…

E é sem nenhuma alegria que digo, que não foi a campanha pela Anistia e a volta dos exilados políticos com a qual estive tanto envolvida, nem foi nos palanques aos quais estive presente apoiando o movimento pelas Diretas Já, e, certamente, o fim da Ditadura Militar não aconteceu pela Abertura do Figueiredo com os estudantes na sua cola, eu um deles. Não foi nada disso, o selo do fim da ditadura em nosso país, com tristeza, repito, mas fazendo justiça aos militares em geral, foi provocado por uma ala mais radical e conservadora entre os próprios militares, quando ao plantar bombas no Riocentro, evidenciou-se eram eles os mandantes e não a esquerda militarizada, a qual tentaram atribuir a culpa, como o bode expiatório da vez para retomarem a censura e o arbítrio.

E eu acho incrível como nas histórias da busca pelo poder, as histórias se repetem, variando um pouco o enredo, mudando atores, o país… Não é incrível, e triste?

 

Valha-me, Plutão! Tu que tens a força para ocultar, tira-lhes as máscaras!

 

Os atores podem parecer os donos do espetáculo, muitas vezes eles podem mandar mesmo no espetáculo por anos, fazer muito estrago no cenário e tudo o mais, mas nada se comparado ao que os autores podem fazer, mudando a própria peça encenada…

Quando forças arquetípicas são convocadas, a única coisa sensata ao homem é agir de acordo aos deuses, e não se pode impunemente buscar refúgio nem no interior da própria casa, ou de templos, não adianta se esconder debaixo nem de ideias pré-concebidas, pois tudo terá consequência, e, sendo o carma o que está em jogo pelos próximos 10 anos, será a ação presente de cada um, o determinante do seu futuro, para esta e a outra vida – em quem nela acreditar.

 

Então?

 

 

Quando?

 

 

 

Quando O Tempo abandonar sua Ruína

E o velho encarquilhado desmontar pedra a pedra o edifício que erigiu

 

 

Quando dois mil anos se passarem

E a velha ferida em chama viva novamente reabrir

 

 

Quando a Era do Ouro for lembrança vaga

E da Cornucópia oca brotar apenas desespero

 

 

Quando O Velho desistir (não olhe para trás)

 

 

Os chifres esvaziados e ressequidos se tornarão em conchas

E das mãos do Aguadeiro se derramarão em águas

 

 

Quando as Águas Vivas curarem as antigas chagas

Lavarem a pele nova

E os olhos

 

 

O homem avistará no horizonte o velho

No Menino que retorna

 

 

Quando a Revolução for outra vez brinquedo nas mãos sérias do menino

Quando O Tempo for grave e urgir

 

 

Quando a cidade em berço na festa de batismo se engalanar

Quando a voz da criança linda que estão sonhando se fizer ouvir

Quando a Esperança na forma da menina resoluta anunciar “Eu Vim”

 

 

Quando: advérbio d’ Tempo

 

 

 

 


A_Estrelaconcha

 

 

 

Anúncios

10 Respostas to “Magia = Cosmos = Política”

  1. adi said

    Sem, primeiramente parabéns pelo post, ficou ótimo, demais!! Depois, obrigada pela aula de astrologia, ficou bem clara as relações astrológicas tanto no pessoal, bem como no coletivo.

    Tem muita coisa a se comentar sobre o post e, ao mesmo tempo, ele está tão bem construído e arquitetado, que não há muito a se dizer, a não ser, concordar. Verdade!! porque em meu íntimo concordo que de certa forma somos movidos pelo arquétipo, e a maneira como lidamos com isso é o nosso aprendizado de vida.

    Falando do modo arquetípico, todo deus tem duas faces, a terrível e a bondosa; e antes que possa surgir ou nascer o novo, todo o que está velho e arcaico precisa vir por terra.

    O grande problema do sistema, no sentido de cascas vazias, é que continuamos a atribuir valor a algo que por si mesmo já está esvaziado, não conseguimos vislumbrar o novo e nos apegamos ferreamente a velhos modelos, esses que já foram vivos, cheios de força e vitalidade, mas como tudo o mais, se desgasta e envelhece.

    Não esquecendo que hoje o que são cascas vazias, o sistema propriamente, seja ele qual for, o qual nos aprisiona, um dia foi, sem sombra de dúvida, a manifestação genuína do arquétipo.

    Cá estamos novamente, individualmente e, unidos num mesmo ideal como coletivo, diante de um limiar, buscando novas alternativas de liberdade, num reflexo de dentro pra fora, no sentido de que o que observamos como efeito nas ruas, já de antemão foi manifestado interiormente em cada indivíduo. Isso por si só já é a constatação de mudança do coletivo, ou, cada um fazendo a sua parte, mas juntos, mostra sua grande força.

    Eu já fui mais engajada, atualmente, travo minha luta num sentido metafórico, com o sistema interior, mas não no sentido de ir contra, e sim de conhecer minhas limitações, que sei, são muitas. Nesse sentido, como coletividade, como povo brasileiro que somos, estamos a expiar nossa sombra coletiva. Muito está sendo revelado, os políticos e as instituições de um modo geral, são o retrato do inconsciente pessoal de todo um coletivo chamado povo brasileiro, assim como em outros países, cada qual contemplando sua face no espelho nas suas respectivas primaveras. E claro, na grande maioria, não gostamos do que vemos. Mas temos que aceitar sim, que nosso retrato de hoje (toda essa bagunça e corrupção) é o fruto que estamos colhendo de nossos atos passados como coletivo, talvez atos de um povo adolescente?? talvez!! Mas com certeza, hoje muito mais maduro.

    Eu não sei direito o que Saturno e Plutão estão nos reservando em termos futuros, mas de fato, nunca houve tantos engajados na busca pelo autoconhecimento, isso, claro, se reflete como coletivo e, o que podemos observar, está aí estampado nas ruas.

    Ficou lindo seu post, amei!! É um pouco do que acho sobre os manifestos, ao mesmo tempo, tenho um lado pessimista, talvez conservador que precisa se expandir, e isso me deixa desconfiada, com dúvidas sobre intenções alheias, eu confio mas fico com o pé atrás esperando o momento certo pra não dar um passo no vazio, rsrs.

    bjão

  2. Sem said

    Minha querida Adi, obrigada! e que bom que gostou 🙂

    Mas vamos devagar com o andor, que o santo é de barro (rs)… em astrologia o meu conhecimento é muito modesto, assim como em astronomia…só posso me considerar uma amadora desses assuntos e é assim que devem ser tratadas as minhas informações, vindas de alguém apaixonada pelo cosmos mas não uma especialista… por favor, considere sempre consultar outras fontes e me questionar, sim?

    E pq diabos escrevo sobre assunto que não domino? justamente p/ começar a dominar… acredito que fazer relações com outros assuntos que domino melhor, me parece ser um excelente método…

    A vida seria tremendamente mais aborrecida se a gente só falasse daquilo que supostamente sabe, não é? quer dizer, se apenas nos permitíssemos falar dos assuntos que dominamos completamente, o mundo seria um tédio… e um silêncio só, rs… imagina: ninguém incorreria mais em erro por fala incorreta, não induziria mais ninguém a erro por algo que houvesse dito… por outro lado, poderíamos incorrer no erro mais grave de nos julgarmos sapientíssimos, sem ninguém para nos contestar, deixaríamos de aprender com nossos erros e uns com os erros dos outros… talvez os deuses nos castigassem, pelo que consideram o mais grave erro humano: a húbris… então, há que se ter um equilíbrio entre falar e calar, errar e aprender…

    >>> “Cá estamos novamente, individualmente e, unidos num mesmo ideal como coletivo, diante de um limiar, buscando novas alternativas de liberdade, num reflexo de dentro pra fora, no sentido de que o que observamos como efeito nas ruas, já de antemão foi manifestado interiormente em cada indivíduo. Isso por si só já é a constatação de mudança do coletivo, ou, cada um fazendo a sua parte, mas juntos, mostra sua grande força.”

    Eu achei lindo o que vc disse. 🙂

    >>> “… ao mesmo tempo, tenho um lado pessimista, talvez conservador que precisa se expandir, e isso me deixa desconfiada, com dúvidas sobre intenções alheias, eu confio mas fico com o pé atrás esperando o momento certo pra não dar um passo no vazio”

    Acho que existe muito fundamento em se sentir assim, só não seja tão radical ao ponto de fechar sua janela totalmente para a banda que está passando… mas nem queira saber como foi bom para mim ouvir isso, oportuno nesse momento, me faz reflexionar de que posso estar indo longe demais num sonho…

    Sabe, um erro que cometi na minha juventude, eu posso estar repetindo agora, acho que é esse meu maldito ascendente em sagitário, meio bobo e otimista, ou eu ter uma conjunção de 0° entre Júpiter e Netuno, que faz com que eu fique ainda meio cega, megalomaníaca por não acreditar que algo possa dar errado, e eles ainda estão num sextil de 0° com Plutão, que faz minha fé cega ser profunda… olha o tamanho do buraco… sem contar que meu Júpiter e Netuno natal estão aproximados aos 3° de escorpião, bem próximos de onde estava Saturno no dia do grande trígono… então, tudo em mim se acentuou com esse trígono, ainda mais que trígonos são coisas que se repetem no meu mapa… e meu Saturno sagitariano é intrometido, idem, se repete em tudo, aspecta quase tudo em meu mapa… ou seja, traduzindo, para o bem e para o mal, eu sou uma pessoa meio idealista, para não dizer completamente… mas confiar demais num momento pode ser a receita certa para a decepção no momento seguinte… seu alerta, talvez eu deva aprender agora um pouco mais de comedimento e a ter um pé bem firme plantado no chão, vou pedir ajuda do meu Sol em virgem… rs

    Lembra que uma vez nós trocamos impressões a respeito dos planetas e signos que eram preponderantes em nossos mapas, e descobrimos que tínhamos em comum porções bastante generosas de virgem e de aquário, que Mercúrio era o nosso planeta mais forte e o que para vc correspondia a Netuno a mim era Saturno? deveria ser o contrário, nesse caso, não é? eu ser a prática e vc a idealista, pois é bem isto o que os regentes de peixes e capricórnio representam… isso é só pra ver que a astrologia me fascina porque ela é uma incógnita… uma porta para o infinito, quando parece que a atravessamos, de repente, ao transpor um portal descobrimos que demos numa outra galeria cheia de outras oportunidades…

    Sabe, essas coisas de justiça social me cortam, realmente, e eu sinto dificuldade em achar um ponto de equilíbrio em minha vida nisso, em tudo o mais me julgo bastante equilibrada…

    Adi, onde vc tem o seu caput draconis? É o Nodo Norte, aquele ponto de referência média entre o sol e a lua natal, que, segundo a astrologia cármica, esconde o que os iniciados chamam a Verdadeira Vontade… o meu está em libra e na casa 11…

    Bom, não adianta vc mentir pra mim que eu sei que vc é aquariana até debaixo d’água e tem o ascendente em virgem, por isso vou deixar um presentinho que sei vai te agradar duplamente e em cheio, apesar de nenhuma novidade a música e o filme…

    Ah, uma coisa que eu tenho descoberto com o estudo da astrologia antiga é que aquário é um signo que tem um pé bem plantado no passado e na tradição… hoje costumamos associar o signo de aquário somente ao futuro, mas, ele tem esse outro lado, que acredito apenas a regência mútua de Saturno em Capricórnio/Aquário explique…

    Por isso https://www.youtube.com/watch?v=Cb8luHdpR84

    “Quando a lua estiver na sétima casa
    E Júpiter alinhar-se com Marte
    Então a paz guiará os planetas
    E o amor dirigirá as estrelas

    Este é começo da Era de Aquário”

    Hoje nós temos Júpiter e Marte em conjunção perfeita e a lua alinhada em oposição a eles…

    Numa interpretação alargada, como convém aos arquétipos e aos símbolos, será que é hoje? rs

    Olha que a tão decantada Era de Aquário, tantas vezes anunciada e nunca vista e vinda, ou ela já está aqui entre nós ou será Godot… do “Esperando Godot” do Samuel Beckett…

    E fica esse travo amargo em nós, de dúvida e de esperança entre o acreditar e o não acreditar, como um koan maldito, martelando na nossa mente e sem nenhuma solução racional possível…

    Sabe quais são as únicas saídas possíveis aos koans, não? 🙂

    Bjão

  3. adi said

    Ontem (domingo) foi aniversário do meu pai, foi um dia de comemoração, tudo de bom, por isso só agora estou respondendo. 🙂

    Ficou muito bom o post, mesmo!! e me aguçou a curiosidade sobre astrologia, você sabe que meu interesse maior é sobre as relações da Árvore da Vida (Cabala) com estados de consciência e chacras; sempre estou buscando novas informações e tentando fazer novas conexões, mas achei muito interessante a forma como você apresentou uma outra possibilidade dessas mesmas conexões através da astrologia.

    Eu tive interesse nesse assunto uns 13 anos atrás, estudei alguma coisa, mas passou e até esqueci de muitos detalhes dessas influências em relação a nossa maneira de ser e, claro, em relação pessoal, no sentido de nós com nós mesmos e em nossa relação com o outro, com o que está fora de nós. De certa forma, muitas dessas energias se manifestam através de nós e não compreendemos, muito menos temos controle sobre isso.

    Naquele sentido que você colocou no post sobre as influências de Saturno e Plutão serem macrocósmicas, por serem planetas lentos e distantes, num mesmo sentido, em analogia com a Árvore da Vida, Saturno se relaciona com Binah e Plutão se relaciona com Kether, são forças titânicas, o portal de passagem da consciência limitada, ou micro, para o macro, ilimitado, além do tempo e do espaço que compreendemos, estão lá, distantes e além de nossa compreensão, o mistério ou forças inconscientes. Enquanto nós, como humanidade em termos de consciência, estamos totalmente em Malkuth, raro estar em Yesodh, mais raro ainda Tiphareth.

    Sabe, eu fico pensando, enquanto forças inconscientes, somos como marionetes nesse jogo da vida, não que isso seja errado, mas rodamos nessa roda que não para de girar, sempre continuamente, como numa reprise de nós mesmos, os mesmos erros e acertos, e de novo, pouco fazemos diferente, ou quando fazemos, somos incompreendidos.

    Se diz, em termos místicos, que quando se atinge Tiphareth como conscientização, e aqui eu acrescento, em conscientização plena, ao qual se manifesta quando o iniciado está além, ou seja, na sephirah acima, ele venceu o mapa astral, ou melhor, venceu o carma pessoal, está em harmonia com as energias, onde os elementos não interferem mais, não causam efeitos, como se neutralizados. Já Daath é o portal onde o carma coletivo é vencido, e o iniciado se torna livre.

    É inacreditável os valores e significados que damos as nossas vidas, não é mesmo? e o quanto isso nos alivia o fardo ou o torna insuportável em nossos ombros. Quando eu olho de perto, no pequeno círculo, por esse prisma ou filtro, a coisa toda parece sem muita esperança, daí a razão de minha prudência. Mas quando olhamos de um modo mais amplo, além do pequeno indivíduo, com os olhos dos deuses, tudo nos parece com outro peso e medida, muito mais suave, mais brando. Talvez porque possamos vislumbrar a maquina toda, com todas as engrenagens se movendo, e não somente como uma engrenagem movendo o maquinário.

    >Sabe, um erro que cometi na minha juventude, eu posso estar repetindo agora, acho que é esse meu maldito ascendente em sagitário, meio bobo e otimista, ou eu ter uma conjunção de 0° entre Júpiter e Netuno, que faz com que eu fique ainda meio cega, megalomaníaca por não acreditar que algo possa dar errado, e eles ainda estão num sextil de 0° com Plutão, que faz minha fé cega ser profunda…”

    Olha só como as coisas voltam pra nós e que oportunidade boa de fazer diferente, quebrar o mapa astral, ou destino. Talvez esse seja o momento de não “repetir agora” como já foi um dia, mas de fazer com uma visão de mundo muito mais ampla.

    “Ah, uma coisa que eu tenho descoberto com o estudo da astrologia antiga é que aquário é um signo que tem um pé bem plantado no passado e na tradição… hoje costumamos associar o signo de aquário somente ao futuro, mas, ele tem esse outro lado, que acredito apenas a regência mútua de Saturno em Capricórnio/Aquário explique…<

    Olha aí de novo as duas faces dos deuses…

    Nossa!! já escrevi um monte Sem, rs. Depois de te ler, fui procurar novamente meu mapa pela internet, mas agora estou em dúvida por causa do fuso horário e, em alguns sites não estão batendo os mesmos dados, muito menos informam sobre o caput draconis. Você conhece algum site confiável?

    Dizem que a tal era de Aquário começou nos anos 60 (64?) por causa de uma conjunção fantástica entre os astros, se eu achar essa informação trago aqui.

    Bjão

  4. Sem said

    Adi,

    Parabéns pro papai! 🙂

    Em relação a escrever muito, acho que vc escreveu pouco, tamanha é a minha vontade em saber mais desse assunto…

    Pensando bem, é natural que a astrologia esteja ali plantada junto à árvore da vida, são conhecimentos que nasceram juntos, desde os primórdios, quando o homem abriu os olhos pela primeira vez e deixou de ser puramente animal biológico, abriu os olhos e, descobrindo-se em meio a outros seres, deixou de ser, animicamente, apenas um ser narcisista, e olhou ainda além, quando descobriu-se pertencendo a um cosmos…

    São três dimensões humanas válidas de se perceber: carne, alma, espírito…

    E o que quer dizer a não-dualidade? se justamente a formação indissociada dessa trindade no homem…

    Sabe, por muitas razões de ordem prática e teórica, eu acredito que todo sofrimento deriva da separação carne-alma, alma-espírito, espírito-alma, carne-alma-espírito… como disse o Hillman, o sofrimento é o assunto maior da alma… talvez por isso a morte, ao mesmo tempo que assuste, nos fascine…

    Um dia vamos morrer, quando não poderemos evitar o sofrimento de dissociação da carne… se lembrarmos do bardo thodol, de que tudo é apenas um sonho, de que a nossa verdadeira natureza é outra, o rompimento com a matéria talvez seja abrandado e definitivo, e evitemos de reencarnar, indo para o lugar onde os budas vão qd morrem… mas ainda continuo com aquela questão do bodisatva, de como é possível, tendo o conhecimento dos seres em sofrimento, abandoná-los sozinhos à própria sorte, isso nos chama para aqui, de volta… acho que só depois de voltarmos infinitas vezes como bodisatvas seja possível resolver essa questão…

    Mas isso tudo são questões para se decidir na hora de nossa morte… estamos aqui e agora, encarnados, e por alguma razão… não nos cabe negar esse momento de vida e, como disse aquele outro sábio, “a cada dia basta o seu cuidado”

    Eu realmente não sei qual é a verdade, mas uma coisa eu sei, qq teoria ou prática que nos conduza às dualidades está errada… ou pelo menos a espiritualidade mais elevada que conheço (budismo), assim como as explicações ontológicas mais contundentes de que tenho notícia (Spinoza, por exemplo), e a ciência mais pertinente (sistêmica, holística), nenhuma dessas explicações perde a noção das três dimensões humanas, e se as separam para o estudo, é para rejuntá-las em seguida e dizer que na prática nunca estiveram separadas…

    Sinceramente, Adi, eu não acredito que nos seja possível quebrar o destino… ao contrário, nós é que nos quebramos se não nos dobrarmos a ele… mas é algo assim, no caminho do meio, fazemos a nossa parte, exercendo o nosso livre-arbítrio de navegar por um oceano cujos ventos não controlamos…

    Falando em destino, acho que eu disse errado ali atrás, de que os nodos lunares são pontos médios do nosso mapa pessoal , pq eles não têm nada a ver com interpretações pessoais e sim com carmas coletivos, já que eles vão mudando de períodos que acompanham todos aqueles que nascem naqueles períodos…

    Para descobrir o seu consulta o “astro.com”, no canto superior à esquerda seleciona o nosso idioma, que ficará ainda mais fácil… fornecendo os dados para fazer o seu mapa pessoal, vá em “Retrato Pessoal” e procura lá no finalzinho as informações de “Posições Planetárias”, o “Nódulo Verd.” é o último da lista…

    Depois conversamos mais 🙂

  5. adi said

    Oi Sem,

    “Parabéns pro papai!”

    Obrigada. Ele estava tão feliz, fez 75 anos, mas estava até mais bonito e jovial por isso. 🙂
    Tenho aproveitado esses momentos em família. Acho que pelo motivo de morar distante, apesar de sempre aqui e de estar voltando em final de Setembro, me fez repensar valores do fundo do baú, e tenho apreciado esses encontros, acho que porque tenho encarado com outro olhar, com mais amor, um amor que renasceu diferente.

    Com relação a astrologia em parâmetro com a árvore da vida, ao menos seus relacionamentos com os planetas são muito significativos e em total conexão, e nesse sentido, nós percebemos como as representações arquetípicas se manifestam nas mais variadas formas.

    “São três dimensões humanas válidas de se perceber: carne, alma, espírito…”

    É o que mais me tem convencido: 3 dimensões humanas – 3 iniciações principais – o tríplice caminho no budismo, e por aí vai. Tenho minhas teorias com relação a tudo isso, e é bem nesse sentido também, de que o sofrimento assim nos parece, por justo nossa percepção fragmentada, onde a total dimensão do ser está em separado.

    E eu já contei aqui uma experiência mística que tive, foi muito profunda e a que mais me marcou. Naquele momento eu estava muito concentrada em decifrar esse paradoxo temporal, sobre o contínuo e então, de repente minha mente cruzou esse limiar, a visão que eu tive foi o de adentrar o centro da galáxia, para dentro do buraco negro; e vi um grande rosto humano e, na medida que fui me aproximando, ele era composto por milhares de rostos pequenos, nesse momento deu um tilt na minha mente, não dá pra explicar, é como um grande click, um estalo literal no cérebro e em minha visão ficou tudo dourado, e o “eu” deixou de existir, eu não era mais eu, havia algo anterior ao “eu”, que era a vizinha, meu marido, sogra, filha, todas as pessoas, é a maior liberdade que se pode experimentar – todos os sentimentos pequenos como ciúmes, inveja, medo, cobiça se dissolvem, porque você é o outro literalmente. Naquele momento eu não possuía nada porque nada havia pra chamar de meu, pois não havia um eu – e o paradoxo é que possuía tudo, todas as coisas. Hoje sei que essa experiência foi um samadhi, onde o observador e objeto se fundem e deixam de ser diferenciados e, o que sobra é a consciência anterior a essa dicotomia e divisão.

    Sem, eu não sei se estou certa, porque o mistério é muito maior, mas a impressão que tenho depois dessa experiência, é que o bodhisatva permanece por uma compaixão diferente, não pelos seres em separado, pois nele nada há em separado, mas justo por isso mesmo, por ele obter a consciência indiferenciada com os outros seres. Ele é a graça maior, bem aventurança e liberdade consciencial e deseja o despertar de tudo o mais, ele se torna a vida e permanece.
    Mas palavras são limitadas pra descrever o sentimento, a visão e percepção dessa experiência. Eu não me transformei nesse samadhi, voltei a normalidade, não me tornei mais boazinha ou perfeita por isso; eu sei que é assim, mas que pode ser diferente também.

    E há uma certa controvérsia quando se diz sobre a tal unidade no ser, e não digo isso a respeito do que vc escreveu acima, mas sobre que muitas pessoas tem entendimento distorcido a esse respeito. Os new ages atuais, adeptos de rituais da grande fraternidade branca, o qual também já fui adepta mais de 10 anos atrás, tem uma interpretação muito equivocada sobre a realização espiritual. É muito mais um culto a individualidade, não no sentido de Jung, “individuação”, mas eles acreditam na purificação e ascensão da personalidade ou ego, o que está em total desacordo com a tradição esotérica original.

    Muitas vezes, nós temos que nos separar, demonstrar comportamento totalmente contrário ao que se espera de nós, justo pra balançar construções em bases superficiais. Nós estamos em constante mutação e aprendizado, interagindo com o ambiente, e algumas vezes nós temos que agir de forma desagregadora, esse é o equilíbrio. Nós temos que ser construtores de novas formas arquetípicas, mas pra isso, há que se destruir um mundo de ilusões e formas vazias, e isso parece maléfico.

    Essa é a confusão desses espiritualistas que confundem “espiritualidade com bondade” e, por pensarem assim, tem muita dificuldade em trabalhar com a sombra pessoal, projetando o tempo todo sua sombra no diferente deles.

    Hoje eu sei que nem sempre nossas ações tem que ser agregadoras e construtivas, algumas vezes nós temos que nos colocar em equilíbrio com essas forças que se fazem no mundo, ou seja, nossas ações tem que ter esse equilíbrio. Do ponto de vista dessas 3 dimensões humana em uníssono, além da dicotomia de certo e errado, bem e mal, o que há de fato, é a constante mudança, nada é permanente e sólido de fato. Há a manifestação, seu apogeu e queda, e nesse meio, manifestações mais duradoras ou não, o que é por certo é sempre sua morte em algum momento.

    “Sinceramente, Adi, eu não acredito que nos seja possível quebrar o destino… ao contrário, nós é que nos quebramos se não nos dobrarmos a ele… mas é algo assim, no caminho do meio, fazemos a nossa parte, exercendo o nosso livre-arbítrio de navegar por um oceano cujos ventos não controlamos”

    Ai Sem, eu não sei!! É um paradoxo pra mim, ao mesmo tempo que acredito em destino, em carma, ou mapa astral, também acredito que nos é possível sair da roda, quebrar o carma pessoal, não ser joguete das energias astrais. Eu acredito no destino maior, no potencial do ser que está além da nossa percepção limitada, a esse não há como escapar, cedo ou tarde em nossa jornada irá se realizar. Mas tem total sentido da forma que vc colocou acima.

    Consultei sobre o caput draconis e foi o seguinte: “Nódulo Verd. Gêmeos 2°01’52 na casa 9 retrógrado”

    Como eu posso interpretar isso? Consultando a casa 9, ou sobre Gêmeos na casa 9?

    Té mais! 🙂

  6. Sem said

    Família é tudo.

    Eu não tenho mais os meus pais comigo, por isso sei bem, qd o Renato Russo dizia “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”, ele estava coberto de razão, “pq se vc parar pra pensar, na verdade não há”…

    Ontem, por coincidência, lembrei muito de uma coisa que meu pai me dizia, que só existiam verdadeiramente três profissões nobres no mundo: a do professor, a do médico e a do advogado… o professor porque nos torna humanos, o médico pq nos cura e o advogado quando nos liberta… e eu lembro que sempre questionava o advogado estar ali no meio, e o meu pai invariavelmente dizia, usando de argumentos e exemplos diversos, de que talvez fosse a mais importante entre elas todas, pq lida com o maior valor de todos que é a liberdade…

    Sabe que ontem eu fiquei preocupada com meu filho e tem a ver com essas manifestações… ele não mora mais comigo, desde o fim do seu Ensino Médio decidimos (ele, o pai dele e eu) de que seria melhor para ele fazer faculdade no Rio (o pai é carioca) que aqui em São Carlos, já que ele queria seguir em humanas… sim, aqui há as engenharias da USP e a excelente UFSCar, mas com exceção da Filosofia, as humanas da UFSCar tendem a favorecer linhas mais comportamentalistas… agora ele está perto já do fim do curso de Ciências Sociais, na UFRJ – dá pra sentir o qt ele anda próximo disso tudo?

    Eu tou de férias e estou em casa agora, ontem estava assistindo a cobertura da BandNews com a chegada do Papa, e em simultâneo o Pós TV, para saber do interior das manifestações, que a grande mídia nunca mostra… fiquei até pensando se não era até de mau gosto, ou se era válido, o pessoal estar ali fazendo barulho na festa dos outros, mas, qd vi pelo Pós TV imagens sendo projetadas nas paredes brancas dos edifícios, com dizeres “amarás a teu próximo como a ti mesmo” estampados ao lado de fotos de policiais atirando spray de pimenta em grupos de manifestantes desarmados, percebi que tudo era uma coisa só…

    Bom, sabia que meu filho devia estar na faculdade por essa hora e ele nem tem participado de perto das últimas manifestações… mas naquela ali que eu estava assistindo, a coisa evoluiu depois da saída do Papa e só quem assistiu pela Mídia Ninja pode saber o que aconteceu… eu estava acompanhando o ninja 2, o que vi foi o humor característico das outras manifestações, os dizeres provocativos e bem-humorados de sempre, sem nenhum ato de vandalismo ou incitação a ele, qd a tropa de choque chegou e se colocou em posição – não de defesa – de ataque… o ninja 2 até alertava para não haver nenhum tipo de ato que minimamente pudesse ser confundido com agressão, pois a ideia era serem atacados a qq momento em “reação”… houve uma certa demora dos policiais que pareciam estar esperando a ordem do comandante, que veio depois que houve uma correria, qd alguns, que pareciam ser manifestantes correram p junto dos polícias – agora estão dizendo que eram p2, policiais infiltrados no meio da multidão para justificar o avanço da polícia… com a qualidade “maravilhosa” de uma câmara de celular na mão de uma pessoa correndo, fica difícil saber o que aconteceu direito depois… eu acompanhei o ninja 2, ele entrar nas Lojas Americanas para se proteger, meio sufocado pelo gás lacrimogêneo, e não entendi direito se explodiram bombas de gás ali dentro também…

    Nessa altura, descobri por outra câmara, e num outro canal (VidblogVidigal) que comecei a acompanhar tb, que o grupo disperso perto ao Palácio das Laranjeiras, muitos combinaram de se reagrupar no Largo do Machado… eu não sou muito boa com a geografia do centro do Rio de Janeiro, pensei que era perto do Largo de São Francisco, onde fica a IFCS e onde o meu filho estuda… depois eu fiquei sabendo que é bem longe um do outro… o caso é que queria saber se estava tudo bem com ele, se ele sabia desse protesto, mas não tinha ninguém em casa naquela hora e ele é meio como a mãe dele, não atende celular (eu costumo deixar o meu celular direto no mudo e acho um horror esse negócio de vc poder ser encontrada a qq hora por qq pessoa)… vê que eu estava aflita, nunca ligo para ele no celular (e não é um horror esse negócio de mãe ficar ligando toda hora pra filho barbado?), o caso é que só consegui falar com ele lá pelas 21h, qd ele chegou em casa… mal ficou sabendo do que tinha acontecido, mas a conversa na faculdade era justamente do desgaste que poderia estar sofrendo a PM nesse momento…

    Eu acabei de assistir uma edição oficial da GloboNews, ao episódio de ontem no Rio, a reportagem mostra imagens contando uma história bem diferente, de manifestantes agressivos contra uma polícia quase indefesa e como apenas reagindo com violência ao ser agredida…

    Eu não sou contra a PM fazendo o seu bom trabalho, muito menos eu sou contra o Policial Civil, acho que policiais, bombeiros, salva-vidas, afins, todos poderiam entrar para o rol das profissões nobres do meu pai… isso e tb a profissão de repórter, de jornalista, mas só qd eles atuam dentro de uma instituição não esquizofrênica, em que uma metade desfaz com ações, gestos e palavras o que a outra metade desempenha com honra…

    A polícia é tão fundamental numa sociedade que se ela entrar em crise, a nossa vida corre perigo… como quase correu perigo ontem o Papa ao errarem seu itinerário… tenho uma amiga católica fervorosa e que em situações semelhantes diz: só por Deus mesmo!

    E advogados parecem anjos qd estão no seu elemento, ontem ao fazer seu trabalho abnegado em nome da justiça, alguns advogados da OAB honraram a sua profissão e me fizeram entender e lembrar o meu pai…

    Hoje lua cheia em aquário, aniversário de 20 anos da chacina da Candelária, mas merecem todos os policiais essa pecha de assassinos? não… tenho certeza que não.

    E o trígono Netuno, Saturno e Júpiter ainda está ativo e a conjunção de Marte com Júpiter odem, o que é um perigo ou uma benção, Deus é que sabe

    ————————-
    “Consultei sobre o caput draconis e foi o seguinte: “Nódulo Verd. Gêmeos 2°01’52 na casa 9 retrógrado”

    Como eu posso interpretar isso? Consultando a casa 9, ou sobre Gêmeos na casa 9?”
    ————————-

    Precisamos perguntar para um astrólogo… rs

    Olha, Adi, que interessante! O motivo das tuas viagens longas e estadias por países distantes e estrangeiros, pode estar no seu caput draconis de casa 9 – casa de sagitário/Zeus, o centauro que lança flechas para longe e depois sai correndo em busca, sempre magnânimo, perseguindo o longe e as grandes causas humanitárias e filosóficas…

    Isso é o que diz a casa que guarda o seu “destino”, e se a energia que ali vibra é a de Gêmeos, isso é curioso, é o signo oposto, são viagens mais curtas e inconsequentes, às vezes até de pouca veracidade e muita verborragia…

    Sabe que Hermes/Mercúrio é o Puer que exaltei naquela minha poesia… então, parece que vc está de onde vc veio, isso significa alguma coisa para vc?

    Eu não vejo muito conflito entre uma coisa ou outra, eu tenho essa relação presente e que gosto bastante no meu mapa entre o eixo asc./desc. – a coisa toda dá uma baita conotação intelectual na vida…

    Depois vamos lembrar que Zeus sempre protegeu e gostou de Mercúrio, e por sua vez Mercúrio nunca o decepcionou ou deixou de atender seus pedidos…

    Nossa! Esfriou, né? Quer dizer que vc está indo para o calorzinho da Rússia? rs

  7. adi said

    Oi Sem,

    Pois é, esfriou muito, até nevou em Curitiba sua terra natal, dá pra acreditar, rs? E estou indo de volta próximo dia 07/08 para o calorzão de verão na Rússia, meu marido que está lá, disse que tem dia que quase chega aos 40, eu bem sei disso de verões passados, pra aguentar só com ar condicionado ligado. 🙂

    Interessante sobre os dizeres de seu pai, e eu concordo, professor é uma das profissões mais importantes, se não a mais importante, e que deveria ser muito mais valorizada do que realmente é no Brasil, uma pena o ensino público de base estar tão largado em nosso país. Médico também, porque cura e salva vidas, e nunca havia visto por esse prisma sobre a profissão de advogado, de fato, é aquele que nos liberta ou trabalha por isso.

    Um certo susto com relação ao seu filho, imagino a angústia por não ter certeza se ele estava ou não no meio do protesto…
    E é bem por aí, não que a polícia deva ser demonizada pelos ocorridos, eles estão cumprindo ordens, ordens de quem? Aí sim, onde está o problema maior, daqueles que estão no poder. E a gente bem sabe disso, inclusive, é essa a crítica maior do filme “Tropa de elite 2”.

    Sem, desculpa pelo desabafo lá acima, eu não sou muito dada a críticas e na verdade, nem gosto muito de ficar apontando dedos, principalmente em relação as crenças ou religiões alheias, inclusive porque já participei também de várias e sei que pra alguma coisa tem sua serventia; mas, de vez em quando, fico um pouco inconformada com a hipocrisia. Puxa vida, todo mundo diz pro outro (recebo muito e-mail sobre isso, principalmente mensagem canalizada, e tinha acabado de ler um) do tipo: “ame ao próximo como a si mesmo” e, convenhamos, é fácil falar pro outro: aceite a si próprio e aceite aos outros como são – quando no fundo, estão repassando aos que acham devem mudar a si mesmo, numa constatação cabível de que, eles próprios não aceitam os outros como são de fato. Fato é que a hipocrisia corre solta no mundo, todos querem mudar o mundo e nesse contexto mudar ao próximo, mas ninguém quer espiar pra dentro e mudar a si próprio.

    E por este desabafo eu fugi do contexto do post, my fault! 🙂

    Gostei de saber sobre o caput draconis e sobre a sua interpretação

    “Sabe que Hermes/Mercúrio é o Puer que exaltei naquela minha poesia… então, parece que vc está de onde vc veio, isso significa alguma coisa para vc?”

    Isso significa bastante, do meu ponto de vista, claro. É a origem, fonte… oxalá Deus me dê compreensão.

    Ontem eu pesquisei e descobri bastante coisa interessante sobre o caput draconis, mas claro, não pude compreender o significado de gêmeos na casa 9. Pensei que poderia estar relacionado com a comunicação ou escrita, já que gêmeos tem essa energia. Ficou mais claro depois da sua dica. Obrigada!

    Não sei se te falei, faz tempo até, que estava pesquisando sobre incubus e sucubus? Retomei esse assunto com “foco”, quero ver se sai um post bacana.

    Inté, rs.

  8. Sem said

    Ops, eu vi o aviso na caixa de e-mail e vim aqui ver 🙂

    Adi, pode desabafar o qt quiser, e fugir do contexto o qt quiser, eu só não comentei nada pq na verdade tenho muito pouco a dizer sobre isso… não faz tanto parte do meu universo esse tipo de controvérsia entre grupos espiritualistas e pouco teria a acrescentar de positivo, entende? mas acho super certo isso que diz e partilho da sua opinião, uma senhora hipocrisia isso de querer mudar o mundo mudando as outras pessoas… cegueira projetiva é o nome disso…

    Pois é, nevou em Curitiba… eu estava lá qd nevou a última vez, eu e meu irmão fizemos bonecos de neve até congelar os dedos, mesmo com luvas, e o melhor método p/ “descongelar” nossas mãos era mergulhá-las na água corrente fria da torneira, mas que nessa altura parecia morna… o pior foi o dia seguinte, parecia a terra desolada do cão sem o furor da neve…

    Agora vc me animou a esperar seu texto de incubus e sucubus e, sim, vc já havia me falado sobre ele… talvez eu possa até acrescentar algo nas discussões, já que esse é um assunto muito do meu interesse e sobre o qual já fiz bastante análise… vamos botar cobras e lagartos para correr aqui, isso aqui tá muito parado, vamos protestar! rs

    Bjão

  9. adi said

    “Adi, pode desabafar o qt quiser, e fugir do contexto o qt quiser, eu só não comentei nada pq na verdade tenho muito pouco a dizer sobre isso…”

    Sem, muito obrigada pelo suporte. 🙂

    Quanto a neve em Curitiba, fico a imaginar que pra criança tudo é encantador, como num sonho, que delícia sua lembrança; eu sonhava com a neve quando criança. Só fui conhecer neve aos 24 anos e lembro que fiquei encantada como criança, ainda gosto muito do frio com neve.

    Sobre o post, tenho material do Jung que complementa e esclarece a ideia, mas principalmente do Crowley e também mitologia. Sim, vamos botar cobras, lagartos e vampiros aqui, rsrs.

    Bjão

  10. Sem said

    Adi,

    Vou ficar no aguardo… 🙂

    Acabei de ler e achei bom vir aqui compartilhar, como estávamos discutindo esse – entre outros – assunto da imprensa tradicional X mídia livre, na verdade, a questão é muito mais em como fazer conviver grande mídia & mídia livre, como aliás as melhores cabeças de ambos os lados tencionam…

    A melhor crítica ao trabalho dos ninjas é na verdade um elogio para com a contribuição revolucionária que prestam ao jornalismo, aqui facetas dessa questão muito bem abordadas:

    http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed756_a_militancia_e_as_responsabilidades_do_jornalismo

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: