Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

O Oposto Anímico

Posted by adi em abril 12, 2013

Lenda hindu sobre a criação da mulher:

” Diz a lenda que o Senhor, após criar o homem e não tendo nada sólido para construir a Mulher, tomou um punhado de ingredientes delicados e contraditórios, tais como: timidez e ousadia, ciúme e ternura, paixão e ódio, paciência e ansiedade, alegria e tristeza e assim fez a mulher e a entregou ao homem como sua companheira.

Depois de uma semana o homem voltou e disse:
‘Senhor, a criatura que me deste faz a minha vida infeliz. Ela fala sem cessar e atormenta-me de tal maneira que não tenho tempo para  descansar. Ela insiste em que eu lhe dê atenção o dia inteiro e assim as minhas horas são desperdiçadas. Chora por qualquer motivo e leva uma vida ociosa. Vim devolvê-la por que não posso viver com ela’.

O Criador disse: ‘Está bem. E tomou-a de volta’.
Depois de uma semana, o homem voltou ao Criador e disse:

‘Senhor, minha vida é tão vazia desde que eu trouxe aquela criatura de volta!  Eu sempre penso nela, em como ela dançava e cantava, como me olhava, como conversava comigo e depois se achegava a mim. Ela era agradável de se ver e de se acariciar! Eu gostava de ouvi-la rir. Por favor, dá-ma de volta.’

O Criador disse ‘está bem’. E a devolveu.
Mas três dias depois o homem voltou e disse:

‘Senhor, eu não sei – não posso explicar, mas depois de toda a minha experiência com esta criatura, cheguei a conclusão de que ela me causa mais problemas do que prazer. Peço-te, toma-a de novo! Não posso viver com ela.’

O Criador respondeu: ‘Mas também não pode viver sem ela.’
E virou as costas ao homem e continuou o seu trabalho.

O homem, desesperado, disse: ‘Como é que eu vou fazer? Não
consigo viver com ela e não consigo viver sem ela.’

E arremata o Criador: ‘O amor é um sentimento a ser aprendido. 

É tensão e satisfação. 

É desejo profundo e hostilidade.

É alegria e dor.

A felicidade é apenas uma parte do amor – isso é o que deve ser aprendido. O sofrimento também pertence ao amor. Este é o mistério do amor, a sua própria beleza e o seu próprio fardo. “

(Walter Trobisch,1979, p. 7)

 

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