Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Crer ou Não Crer, Eis a Questão.

Posted by adi em março 11, 2013

Diante da crise que a igreja Católica vem passando e de seu aparente estado moribundo, poderíamos supor que o poder que as instituições exercem sobre as pessoas está enfraquecendo. Logo imaginamos que uma mudança de paradigma da sociedade começa a surgir, e isso seria bom demais, não fosse a quantidade das igrejas caça niqueis que aumenta vertiginosamente no Brasil e também nos rincões afora desmentir sem piedade nossa imaginação, ou seja, voltando à realidade, vemos que o poder só muda de mãos, em nome de Jesus – aleluia!!

Dessa maneira, verificamos que os indivíduos em sua insatisfação e constante busca, somente substituem os velhos vícios por outros, digamos, um pouco diferente, mas que, grosso modo, continuam sempre com fome tentando desesperadamente e a qualquer preço preencher o vazio interior.

Nesse sentido, podemos concluir que o ser humano é um viciado. É viciado na esperança de que alguma coisa externa, seja lá o que isso signifique, irá preenchê-lo e libertá-lo de sua angústia ou fome incessante que não se sabe de quê. Por isso a eterna busca, por isso se entrega ao consumismo, ao álcool, as drogas, aos jogos, aos partidos políticos e as religiões, não isentando da lista, a entrega a todo modo do pensar exclusivista e separatista que se opõe ao diferente. Vai em busca de alívio pra sua dor interna, sem se questionar a respeito de sua “fome ou sede de quê”, então se apega a qualquer bandeira ou norte que lhe ofereça apoio e por essa causa luta bravamente.

Eu sei que soa forte fazer tais comparações – droga com religião, religião com política, política com jogo, etc – mesmo sendo tudo farinha do mesmo saco, a analogia parece ser politicamente incorreta, mas quando assistimos “isso aqui“, fica difícil não dar razão aos ateus e temos que concordar que “religião é o ópio do povo”. Eu só reformularia um pouquinho e diria que a crença irracional e irrestrita a qualquer bandeira ou causa é o ópio que consome aos incautos. Consome sua vitalidade e poder interior em troca de migalhas. Adotamos as crenças, a fé, as ideologias sejam elas políticas ou religiosas, ou ainda qualquer outra coisa, de outros homens como nós, e a elas nos entregamos e a defendemos como se fossem nossas próprias convicções sem nenhum questionamento, com a esperança de que isso um dia nos liberte do quê mesmo? de nossas antigas crenças que agora estão vazias? é isso então?

Continuamos a olhar para o dedo que aponta para a Lua…

Claro que vendo dessa forma simplista, fica fácil botar a culpa no poder corrompido e falido dos vários sistemas que englobam o planeta. Mas o fato é que a coisa toda não é nem de longe simples assim. Nunca antes pudemos observar a um só e mesmo tempo toda a extensão e atuação do “sistema” de aprisionamento, ele está em todas as camadas da sociedade. Então nós culpamos em primeiro lugar os governos e   os políticos com seus respectivos partidos, depois as religiões, e claro os ricos, os ignorantes, os pobres, os gays, e por aí vai… mas esquecemos do principal, o perigo está muito mais próximo do que supomos. Não podemos desconsiderar que atuamos de dentro do sistema, vivemos e sobrevivemos aqui, somos também os eleitores, fazemos as escolhas e também parte de tudo isso. Na grande maioria das vezes, as coisas que fazemos, fazemos porque escolhemos fazê-la. E assim o problema volta para nós, pois a raiz da ilusão está dentro do indivíduo e é dentro de cada um que precisa ser confrontada e superada.

Trago um pequeno texto que retrata muito bem esse condicionamento de difícil percepção, é um trecho do livro “Os Trabalhos de Hércules” de Alice A. Bailey.

Feliz, confiante, seguro de si e com renovada coragem, Hércules continuou em sua busca. Agora voltou-se para o ocidente, e tomando essa direção, encontrou o fracasso. ele atirou-se ao terceiro grande teste sem pensar e por muito tempo o fracasso atrasou seus passos.

Pois lá ele encontrou Busiris, o grande arqui-enganador, filho das águas, parente próximo de Poseidon. Seu trabalho é trazer a ilusão aos filhos dos homens através de palavras de aparente sabedoria. Busiris afirma conhecer a verdade e rapidamente eles acreditam. Ele diz belas palavras: “Eu sou o mestre. A mim é dado o conhecimento da verdade e sacrifício por mim. Aceita o meu modo de vida. Só eu sei, ninguém mais. Minha verdade é correta. Qualquer outra verdade é errônea e falsa. Atenta para minhas palavras; fica comigo e salva-te.”

E Hércules obedeceu; e a cada dia enfraquecia em seu caminho anterior (a terceira prova), não mais procurando a árvore sagrada. Sua força estava minada. Ele amava, adorava Busiris, e aceitava tudo que ele dizia. Tornou-se cada vez mais fraco, até que chegou o dia que seu amado mestre – Busiris – o amarrou a um altar e lá o manteve um ano inteiro.

Repentinamente, um dia, quando lutava por se libertar, e lentamente começava a perceber quem Busiris realmente era, as palavras proferidas por Nereu (representação do mestre real e interior) há muito tempo, vieram-lhe à mente: ” A verdade está dentro de ti mesmo. No teu interior há um poder mais elevado, força e sabedoria. Volta-te para o teu interior, o poder que é a herança de todos os homens que são filhos de Deus.”

Silencioso, ele permaneceu prisioneiro sobre o altar, acorrentado aos quatro cantos, um ano inteiro. Então, com a força que é a força de todos os filhos de Deus, ele rompeu suas amarras, agarrou o falso mestre (aquele que parecia tão sábio) e prendeu-o ao altar em seu lugar. Não disse uma palavra, apenas deixou-o lá pra que aprendesse.”

Não quero dizer com tudo isso que devemos cruzar os braços e aceitar as coisas calados, mas que o discernimento pra separar o joio do trigo e fazer as escolhas certas vem de dentro de cada indivíduo. O sistema que observamos no exterior só existe porque alimentamos ele dentro de nós também. O poder se alimenta dos mais fracos porque os mesmos se deixam, por livre arbítrio, serem sugados, porque de alguma forma, os mais fracos também se beneficiam daquele poder. A gente já conhece o poder de proteção que as egrégoras proporcionam, em troca dessa proteção doamos o que nos é de mais caro, nossa individualidade consciencial.

Tem aquele velho e sincero ditado que diz: “cada povo tem o governo que merece”, e por tabela, podemos concluir que cada fiel tem o líder religioso que merece. Observamos que projetamos o pior de nós no exterior, mas também projetamos nosso ouro. Aquele líder espiritual, bem alinhado, de fala bonita e sábia, inteligente e bem sucedido, é a representação de alguém que todos ali que doam seu suado dinheiro gostariam de ser. Os pastores, os papas, os líderes espirituais, os gurus, os mestres, os santos, os representantes governamentais, mesmos os políticos supostamente corretos mas corruptos, são nada mais, nada menos, que a representação e projeção de um ideal(arquetípico) que todos os seguidores almejam atingir (o Self), o qual, ingenuamente, se crê em poder compartilhar de sua glória através do sacrifício de sua doação, voto, ou fidelidade, o que parece ser aos necessitados uma troca justa.

Quanto mais forte nossas crenças e consequente projeção, mais nos distanciamos da percepção do ouro interior.

Enfim, a luta a priori continua sendo interna. É um contínuo processo de observação interna e também externa, de conhecimento das nossas projeções não só da sombra mas também de nossas qualidades e, não menos importante que isso, reconhecer as projeções que recaem sobre nós, pois também somos espelhos. Isso ajuda a filtrar e separar o que vem de fora do que vem de dentro, o que é verdadeiro do que é falso, pois as aparências enganam e nem tudo que reluz é ouro. Rever nossas crenças e nossas velhas opiniões formadas sobre tudo (parodiando Raul) é muito bom, descartar o que já não faz mais sentido e meditar sobre o que ressoa e vibra internamente é melhor ainda. Até um dia não precisarmos de mais nada disso. E claro, isso tudo demanda  muito trabalho e suor, mas como é dito no Mutus Liber :

” Lege, lege, relege. Ora et labora. Et invenies. (“Lê, lê, relê. Reza e trabalha. E descobrirás.”)

Esse é o objetivo!!

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5 Respostas to “Crer ou Não Crer, Eis a Questão.”

  1. Visique said

    Muito bacana seu post, concordo com tudo que foi dito. As pessoas estão cada vez mais imediatistas, na busca pelos seus anseios entram os atalhos, soluções rápidas e mágicas, drogas, feitiços/macumbas/rezas, fórmulas milagrosas para tudo (sucesso, dinheiro, beleza) enfim, caminhos que sempre prometem soluções muito mais rápidas que o caminho natural.
    Quando uma pessoa busca uma religião, ela busca por um motivo, seja um desses citados a cima ou um sentido para sua existência, e essas prometem suprir de forma rápida essas demandas. Acredito que por esses motivos está havendo um “booom” das religiões, principalmente as protestantes que costumam prometem mágicos atalhos para qualquer problema seja do corpo ou da alma.
    Crer? Sim! Em si quem sabe?

  2. adi said

    Olá Visique,

    Seja muito bem vindo aqui no Anoitan.

    “As pessoas estão cada vez mais imediatistas, na busca pelos seus anseios entram os atalhos, soluções rápidas e mágicas”

    Exatamente isso. Num mundo onde, apesar da tecnologia estar facilitando nossas vidas, parece que as pessoas estão cada vez com menos tempo disponível e por isso preferem os atalhos. Creem e se entregam a uma promessa vazia de solução rápida pra seu problema.

    Pra complicar ainda mais, talvez pelo desespero, as pessoas acabam por acreditar cegamente e são vítimas fáceis dessas igrejas ou mesmo do pai de santo que promete feitiços milagrosos, não se importando sobre a quantia a se pagar.

    É uma crítica a falta de questionamento, a fé cega e iludida, por outro lado, é difícil de acreditar como tem pessoas que agem de tanta má fé e que desavergonhadamente extorquem dinheiro dos inocentes e pobres, e ainda se diz fazê-lo em nome da fé cristã. É um absurdo muito grande e covardia por parte desses pastores; ao mesmo tempo que os fiéis também doam seu suado dinheiro, se ninguém doasse, iria parar com os abusos…

    É aquela estória antiguinha: Tostines vende mais porque é crocante, ou é crocante porque vende mais. 🙂

    Obrigada por participar.

    Abs

  3. adi said

    “Crer? Sim! Em si quem sabe?”

    Complementando o que vc escreveu acima, tem um velho ditado que diz: “Deus ajuda a quem cedo madruga” – e ainda uma piadinha (sem graça até) sobre o homem que rezava, rezava, rezava pro “Santo” ajudar ele a ganhar na loteria, todo dia era a mesma coisa, então um dia o Santo ficou cansado de tanto o homem rezar e pedir que apareceu pro crente e disse: mas meu filho, pelo menos joga né!! rsrs.

    Enfim, sempre a gente tem que fazer a nossa parte.

    Abs

  4. Sem said

    Adi,

    Oportuníssimo o seu post… vou aproveitá-lo para comentar alguns assuntos atravessados na garganta essa semana…

    Primeiro, o Papa: que tal essa escolha de um latino-americano para ser o novo Papa? e a escolha por ele do nome Francisco, sugestivo não? esse Papa recém-eleito é o mesmo cardeal Jorge Mario Bergoglio que esteve muito bem cotado, não de agora, mas qd da eleição anterior de Bento XVI… tamanha cotação nos dois últimos concílios, igualmente, é bastante sugestivo, não? será a popularidade de Bergoglio frente aos cardeias? a única saída política em vista da Igreja? autoridade espiritual legítima de Bergoglio? prefiro ver tudo isso com olhos positivos…

    Dizem que Bergoglio é um conciliador e que será então um Papa “de centro”, o que em política poderá significar algo um tanto pejorativo, insinuando ser alguém “em cima do muro”… mas na religião isto me parece antes uma qualidade, especialmente num cargo assim, como o de Papa da Igreja Católica, que necessariamente abriga um amplo espectro de interesses, de tendências, de correntes… porque não é justo dizer que a Igreja Católica é somente “única”, conservadora e ponto ou que nunca irá mudar… justamente a Igreja Católica, como tantas outras instituições da atualidade, encontra-se em momento de aguda crise (e oportunidade) para repensar (ou não) alguns de seus costumes…

    Do fundo do meu coração desejo ao pontificado de Francisco I toda a sorte do mundo, esperando que ele consiga de alguma forma ser revolucionário, trazendo o carisma de Francisco de Assis, em toda a sua simplicidade e amor pela natureza, para uma Igreja com muito menos pompa… mas, sendo realista, sei que a mesma simplicidade de Francisco, a mesma que o bispo Bergoglio pareceu demonstrar em andar de bicicleta pelas ruas de Buenos Aires e agora em dispensar o carro papal para andar com o ônibus dos cardeais por Roma, muitíssimo breve, receberá o Papa todo o “carma” que o cargo de pontífice da Igreja Católica Apostólica e Romana ocupa, e ele, como homem mortal e inteligente, sabe muito bem disso…

    Será que se precisa explicar o qt de carma negativo a Igreja Católica possui? E que ser Papa não é apenas deter poder espiritual e receber amor de fiéis? há muito mais de responsabilidade e de implicações envolvidas no cargo, e muito ódio de gente que, em nome de “Deus” ou da “espiritualidade”, em nome da “justiça” ou da “verdade”, se pudesse, varreria sem pestanejar a Igreja Católica e todos os seus costumes e fiéis para debaixo do tapete da humanidade, como se ela nunca tivesse existido e contribuído (e ainda contribui) na história com algo de positivo para a civilização… muita gente que se considera religiosa ou espiritualista que credita à Igreja o ódio que sentem em si, a ausência de poder que sentem em si mesmos, e responsabilizam a Igreja Católica por isso…

    Agora uma ou duas questões bastante sérias para encerrar esse assunto: será que é o carma que gera as projeções? pelo que tenho lido em textos budistas, estou supondo que sim…. será então que somente na ausência de carma que cessam as projeções? novamente, estou supondo que sim… e sabendo que projeções só acontecem qd há carma envolvido, então, talvez a velha Igreja Católica Apostólica Romana, a ICAR, como pejorativamente tantas vezes vi anunciada pelos meios ocultistas, como símbolo de espiritualidade alienada, falsa, ingênua, então, talvez, a velha Igreja dos padres ainda tenha algo a dizer, contribuir, dialogar com o mundo contemporâneo… pois na minha cartilha de evolução espiritual TODOS somos filhos de Deus… quem está brigado antes de ascender ao próximo degrau, deverá perdoar quem suposta ou realmente lhe fez algum mal, e pedir perdão a quem ele próprio causou algum prejuízo…

    Agora, que já mexi no vespeiro….

    Mudando de assunto…

    E aproveitando ainda o seu post para outro desabafo…

    Quero manifestar aqui o meu protesto contra essa escolha infeliz do pastor evangélico Marcos Feliciano para presidir a comissão pelos direitos humanos na câmara, sendo esse deputado dono de discursos racistas e sexistas, se esse é o teor dos seus discursos, é de se perguntar com qual critério defenderá as minorias que o seu mais novo cargo irá lhe exigir…

    O critério para a escolha do seu nome entre os seus pares foi sem dúvida “político”, mas, no sentido inferior desse termo, significando hoje a política simplesmente a luta do poder pelo poder, para fazer valer a interesses particulares de pequenos grupos perante o grosso da sociedade, ainda desprezando ideais que envolvam causas humanitárias…

    Mas, os amplos e sonoros protestos da população, parece não chegam mais aos ouvidos dos deputados e dos senadores, ou, se chegam, não são mais levados em conta, tanto que elegem Renan Calheiros para presidente do Senado e Marcos Feliciano para presidir na Câmara a Comissão de Direitos Humanos e Minorias… isso só pode significar uma coisa: que algo de muito grave ocorre no sistema democrático brasileiro, já que é o “povo” que elege justamente esses que não o escutam… indica crise no sistema político brasileiro vigente, nenhuma surpresa, mas crise muitíssimo mais grave do que a da Igreja Católica, porque os políticos demonstram não se deram conta ainda de que estão em crise…

    São poucos de fato os políticos capazes de se levantar hoje em protesto contra os desmandos entre os seus pares, poucos os que falam em reforma política, por exemplo… e mesmo os poucos que se arriscam nessa praia, conseguem ser levados a sério ou têm repercutidos os seus discursos…

    O que conta na política nacional é o rascante “o que pode mais”, e isso significa quem tem dinheiro para comprar votos ou poder para vender cargos (caso Mensalão) – mas não me refiro à manipulação de interesses partidários, o que seria legítimo dum sistema político-partidário como o nosso, mas ao fato de que a participação política dos deputados se dá por meros interesses particulares, em busca dos cargos por meros interesses pessoais (e não é o caso das comissões de investigação em que o Demóstenes Torres esteve envolvido? depois do escândalo da CPI do Cachoeira descobrimos que não eram por ideais políticos ou éticos que o Demóstenes participava dessas comissões)… ou seja, ser político hoje no Brasil é uma carreira rentável, porém insalubre a quem possui pretensões éticas, escolhida com o intuito de “se dar bem”, ganhando muito, trabalhando pouco, fazendo “vistas grossas” para o “povo” (algo muito abstrato e longínquo)… evidentemente que ninguém se dará bem longe da ética, em nenhum cargo ou profissão, mas é, infelizmente, o que pensa o senso comum brasileiro que tolera o famoso “jeitinho”… o gosto por “levar vantagem em tudo” é coisa de horizonte muito curto e estreito, de não se pensar o que implica as injustiças sociais num longo prazo… porque todo “carma” cobra o seu custo, toda semente plantada será colhida… uma mostra é a criminalidade sem medidas que hoje nos bate à porta, ou melhor, nos tranca dentro de casa com medo de quem caminha na rua, que a política da não-distribuição das riquezas nos trouxe… pois haveria menos criminalidade com maior distribuição de riquezas, sendo uma das maiores riquezas a educação de qualidade…

    Estou falando muito em carma, não é? mas é que de repente, assim não muito de repente, quer dizer, depois de muito estudo de textos budistas, carma está começando a fazer total sentido como a grande roda das engrenagens desse motor de impermanências que é a vida…

    Carma e reencarnação, que é conversa para outra oportunidade… 🙂

    Mas para não dizer que não há nada de positivo no cenário da política nacional, temos a Marina Silva, e políticos a ela afins…

    Ou pelo menos é da Marina Silva que vem o único discurso animador a mim, frente a esse cenário desolador da política nacional…

    A Marina que sugestivamente fundou um novo partido, ao qual não chama de “partido” e sim “rede”: o Rede Sustentabilidade…

    E agora eu vou puxar pela sua memória, Adi, lembra daquela palestra no TED, do sociólogo e professor Augusto de Franco, quando ele trouxe à baila a teoria do Paul Baran: das redes sociais? – http://vimeo.com/10175173 – pois nessa teoria está toda a pista do novo partido de Marina Silva se chamar rede… como ela própria diz, na última entrevista que deu ao Roda Viva – http://tvcultura.cmais.com.br/rodaviva/marina-silva -, é uma proposta de fazer diferente a política, sendo uma forma diferente de se organizar… o que não é exclusividade dela, a iniciativa de se organizar politicamente em rede, inclusive tem sido a base desses movimentos populares mais revolucionários que acontecem pelo mundo…

    Por incrível que pareça isso tudo tem a ver com arquétipos, pois são “eles” que nos determinam o comportamento, são a base de nossos relacionamentos, de como nos sentimos e, consequentemente, inclusive, de como nos organizamos socialmente…

    Todos estamos sob os olhares e cuidados de “Grandes Mães”, “Velhos Sábios”, “Irmãos”…

    Tenho visto que Deus (o Grande Arquétipo) é pura energia… todos os arquétipos são energias, que as nossas percepções transformam em cores (azul, amarelo, verde, qd “puras”) formas (triângulos, quadrados, círculos; formas áureas, qd a energia é mais pura) e outros sentidos, e são essas energias e não deuses que a magia evoca para fazer “isso” ou “aquilo”…

    E tudo isso é um grande balaio de gato, complicaaadíssimoo, mas simples…

    Bjos!!

    PS: eu não me esqueci do Bardo Thodol, assim que der publico…
    Até 🙂

  5. adi said

    Oi Sem,

    Quanto a essa crise das instituições, especificamente sobre a Igreja Católica, me parece muito apropriadamente “político” a eleição de um Papa latino-americano, a Igreja que não é boba nem nada, volta-se para os “pobres”. Não é nada por acaso que em países em desenvolvimento a política do “pão e circo” funciona muitíssimo bem. O povo se contenta com migalhas e é facilmente ludibriado. Concordo com o seu comentário..

    “muita gente que se considera religiosa ou espiritualista que credita à Igreja o ódio que sentem em si, a ausência de poder que sentem em si mesmos, e responsabilizam a Igreja Católica por isso…”

    Exatamente; em lado oposto aos pios, há essa projeção de ódio crescente como uma medida de expressarem sua oposição ao que consideram errado, isso vem dos espiritualistas, mas também de modo crescente entre os evangélicos que não suportam a Igreja Católica e outras religiões. Pensando no coletivo, vai demorar pra haver uma mudança mais efetiva.

    Nessa semana eu estava revendo seus posts – a palestra do Domenico de Masi, e também sobre pirataria, onde tudo se copia. E pareceu-me que as várias civilizações que já tivemos, ou que a humanidade vivenciou, nada mais é que um retorno do mesmo só um pouco diferente. É lógico que hoje é muito melhor e parece muito mais evoluído, mas não é muito se considerarmos que dois mil anos atrás veio um novo mandamento “deus é amor”, ou o novo, e ainda não o assimilamos muito bem, em alguns casos, não assimilamos nada como humanidade.

    Com certeza a igreja Católica possui um carma coletivo, e junto arrasta uma legião de pessoas adeptos e contrários, com seus respectivos carmas pessoais que dão corpo ao carma coletivo.

    É bem por aí, quando o carma esgota, tanto o positivo como o negativo, os condicionamentos cessam, a vida flui livremente.

    “quem está brigado antes de ascender ao próximo degrau, deverá perdoar quem suposta ou realmente lhe fez algum mal, e pedir perdão a quem ele próprio causou algum prejuízo…”

    E num sentido maior, quando conscientes da rede, basta que o ato seja somente no coração.

    Quanto ao Marcos Feliciano nem me diga, que absurdo!! nem dá pra acreditar e vendo que a coisa só piora a gente fica se questionando onde tudo isso vai dar?
    Muitas vezes eu prefiro não dar minha opinião sobre política, inclusive aqui no blog, mas diante do quadro político que tem se apresentado no Brasil já de muito tempo, e sendo a gota d’água os acontecimentos recentes, só me leva a pensar que tudo isso é o “retrato do povo”, da grande maioria que elege ao “que se assemelha” interiormente e inconscientemente, porque sempre de novo só vemos repetir o mesmo de sempre. A massa é alienada e o despertar é lento; essas coisas só estão lá porque o povo permite que seja assim.

    Eu me lembro sim dessa palestra. A Marina parece ser uma resposta ao nosso grito interior de solicitação ao “novo”. É uma proposta boa a que ela apresenta, tomara que ela chegue lá. O bom é saber, que ao menos quando ela estava efetiva na política, ela não se vendeu ao sistema de corrupção, preferiu sair a se corromper.

    “Por incrível que pareça isso tudo tem a ver com arquétipos, pois são “eles” que nos determinam o comportamento, são a base de nossos relacionamentos, de como nos sentimos e, consequentemente, inclusive, de como nos organizamos socialmente…”

    É, estamos num mar de energias arquetípicas, difícil é ter consciência de suas representações, tudo parece tão real…

    Bjos.

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