Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Everything is a Remix Parte 4

Posted by Sem em março 21, 2012

Quentinho como pão, acabou de sair o 4º e último vídeo – com legendas – da série organizada por Kirby Ferguson, que questiona a originalidade na criação artística e propõe um novo modo de pensar direitos autorais…

 

Everything is a Remix Parte 4 [legendado]

 

 

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6 Respostas to “Everything is a Remix Parte 4”

  1. adi said

    Oi Sem,

    Acabei de chegar de viagem, vim ficar um pouco aqui com minha filhota, é tudo de bom. Você mudou a sua foto do perfil, está muito bonita, feliz, com brilho especial, ficou até mais florido o Anoitan. 🙂

    Quanto ao post, muito bacana a ultima parte. Bem interessante como surgiram as leis de proteção e direitos autorais, como todos copiam descaradamente mas não aceitam que sejam copiados. Ficou boa a forma que ele explicou Dawkins (memes) e sobre a evolução social.

    De fato, o mundo se tornou melhor com o compartilhar de “conhecimento”, e a internet sem dúvida, nos últimos anos teve papel fundamental nessa troca e compartilhamento de informação, principalmente pela rapidez e facilidade com que tudo acontece.

    Se não me engano, parece que por enquanto as empresas cinematográficas deram uma trégua sobre a nova regulamentação, ou então estáo armando alguma em sigilo.

    Vamos aguardar.

  2. Sem said

    Querida Adi,

    Bom dia! 🙂

    Que bom que vc escreveu, estava sentindo a sua falta, achando a sua ausência aqui do Anoitan um tanto demorada, com tantos posts prometidos… estava pensando em te escrever, não para cobrar os posts, que devem vir a seu tempo, mas, estava me perguntando se tudo estaria bem… está?

    E obrigada pelas palavras gentis, de sempre! Eu gosto de dar uma repaginada de vez em quando nos perfis – mas eu quase não tenho usado a internet para me comunicar pelas redes sociais, não sei, acredito cada vez menos na “sinceridade” disso, vejo as “redes” se transformando em “prisões” – o problema não está nas redes, é claro, mas nas pessoas, que fazem, ou querem fazer, delas padrões de comportamento, modelos para “remixar” tudo igual, mas, no sentido menos criativo possível. Tenho visto tudo tão igual ultimamente, no Twitter, no Facebook, tão em modas, que não me animo a seguir mais por essas trilhas, no Facebook sequer entrei um dia… em todo caso, aqui nos blogs do WordPress, eu atualizei meus perfis, senão fica parecendo que somos só aquela imagem, fixa, que nunca muda, o que não é verdade… já viu o Sopoesia? entrou no outono “clarinho” agora… rs não sei, eu sempre me senti no outono em minha vida, até mesmo em criança, talvez que ao lado da primavera sejam minhas estações preferidas, mas acho que só agora mesmo esteja vivendo o pleno outono da minha vida.

    Essa série crítica “Everything is a Remix” foi bárbara mesmo… expressa a bem dizer “ipsis litteris” o meu pensamento político, de como eu penso o mundo anda organizado e a encruzilhada em que no encontramos, com as melhores pistas de por onde seguir…

    Muita coisa poderia ser dita a esse respeito, mas, isso tudo, nossa crítica social e postura política, ainda não é a vivência espiritual, que é outra coisa, propriamente, mais profunda e que transcende ao modo de como nos organizamos em sociedade e de como regulamos nossas condutas – por mais que a vivência espiritual dependa de um comportamento ético, um comportamento que assuma responsabilidade para com o outro e com todo tipo de vida, ainda me parece ser maior e uma questão mais ampla, ao mesmo tempo, mais interna – mas que acaba se refletindo numa conduta mais responsável pelo nosso exterior… nesse sentido, as vivências se cruzam, se refletem uma na outra, até se tornarem uma só conduta, por dentro e por fora…

    Pois é, tanto a ser dito…

    Lembrei essa poesia, de Cecília Meireles, que quase sei de cor, reflete a vida com alguma melancolia e não à toa seu nome é “Humildade”:

    “Tanto que fazer!
    livros que não se lêem, cartas que não se escrevem,
    línguas que não se aprendem,
    amor que não se dá,
    tudo quanto se esquece.

    Amigos entre adeuses,
    crianças chorando na tempestade,
    cidadãos assinando papéis, papéis, papéis…
    até o fim do mundo assinando papéis.

    E os pássaros detrás de grades de chuva.
    E os mortos em redoma de cânfora.

    (E uma canção tão bela!)

    Tanto que fazer!
    E fizemos apenas isto.
    E nunca soubemos quem éramos,
    nem para quê.”

  3. adi said

    Olá querida Sem,

    Não precisa agradecer, você está muito bonita mesmo, e não falo isso só pra agradar, é porque acho de verdade.

    Pois é!! a vida é essa mudança constante, nada é fixo. Não sei se vc se lembra quando contei que me aconteceu uma coisa muito boa, naquele dia da música “My Sweet Lord”? Era sobre essa viagem pra cá. Não era uma coisa já planejada, aconteceu… e então, minha energia foi canalizada pra essa preparação, porque primeiro tinha que deixar tudo em ordem lá na Rússia e antecipar muitas coisas, depois preparar o que trazer, pois estarei aqui 2 meses… são muitos detalhes que demandam certo tempo, por isso o sumiço. Além do quê, quando eu estava no auge do entusiasmo pra escrever os posts meu notebook velhinho travou e desconfigurou a internet, e é nele que tenho todos os e-books, mas sem internet tinha que usar ele por causa dos e-books e outro para internet; moral da história, muito trabalhoso e dasanimei, perdi o entusiasmo. Mas está tudo bem comigo, estou feliz por estar aqui em casa com minha filha, foi em boa hora que isso aconteceu, e muito obrigada por perguntar. 🙂

    Essa semana por causa da viagem foi super corrido, quase não tive tempo de ligar o computador, mas vi o Sopoesia, só não deu pra comentar: que coisa linda está, iluminado, vibrante e alegre, as poesias lindas. Eu acho que você entrou na fase da “Albedo”. Parabéns.

    Sobre as redes sociais, que interessante, porque exatamente acho o mesmo, não tenho Twitter, mas o Facebook, desde sempre achei que aquilo lá mais parece uma vitrine de promoção pessoal, onde a maioria quer ter seu momento bigbrother, seu momento de celebridade. Totalmente superficial. Também não me animo a seguir por essas trilhas, tenho pensado bastante nisso, em cancelar minha conta já que nunca entro, muito menos atualizo.

    Tem sido complicado pra mim lidar com aparências e superficialidades, acho que sou tida como uma pessoa muito antisocial, mas prefiro assim a ter que fingir e me tornar hipócrita comigo mesma.

    “por mais que a vivência espiritual dependa de um comportamento ético, um comportamento que assuma responsabilidade para com o outro e com todo tipo de vida, ainda me parece ser maior e uma questão mais ampla, ao mesmo tempo, mais interna – mas que acaba se refletindo numa conduta mais responsável pelo nosso exterior… nesse sentido, as vivências se cruzam, se refletem uma na outra, até se tornarem uma só conduta, por dentro e por fora…”

    Perfeito!! É assim que acho também. É sempre uma questão interna que se reflete no exterior, que atua exteriormente e que num sentido oposto, o exterior causa um certo efeito em nós. As vivências se cruzam, e em maior e menor escala transformam o indivíduo. Responsabilidade pra mim é algo como “consciência”, quando compreendemos totalmente a extensão e consequências de nossos atos e assim agimos, com consciência plena e com responsabilidade sobre o efeito disso no exterior. Percepção de mundo unificado, onde a realidade interior e exterior se tornam uma só e mesma coisa, é o objetivo e meta das várias praticas espirituais, que servem pra acelerar e antecipar um evento que pode acontecer naturalmente, embora raro, na experiência normal da vida em cada um.

    Acho que semana que vem entro no ritmo de novo. Ah! bonita a poesia da Cecília Meireles.

  4. quenianas said

    Eu tava estudando umas disciplinas de criatividade e questionando o que se ensina nessas disciplinas…
    Regressão- Empréstimo- Evocação- Inversão- Demolição.
    Tem também umas técnicas que são usadas em agências pelaí, brainstorming…
    Fico pensando o quanto é dificil ser original já que até pra falar nos enfiamos no jogo de linguagem, fico pensando no tanto que a linguagem possui carga independente de carregador, rsrsr, vai ver por isso os gênios pescam seus lambaris de originalidade nos mares da depressão, da perturbação, enfim, das trevas mesmo. Por que o que reluz é tão segmentado, e tão afetado pela demanda de guturalismo, de sensação imediata e facil, pra que o phd ria junto com o brucutu, já que ninguém quer rir sozinho, porque se vc ri sozinho vc é retardado, pois é , tô cada dia mais retardado, e rir do que ninguém ri e não rir do que todos riem pras pessoas é loucura, então eu tô cada dia mais louco tbm, mas que se foda!

    Falando mais filosóficamente agora, dissolução é uma forte possibilidade, e em vida é muito estético o que se aproxima intuitivamente da descrição da dissolução, mas é dificil nisso ser imparcial, e isso origina toda a batalha ideológica, afinal, acho que toda batalha ideológica é parcial, só se diz ou não se diz que não é, mas que é, é. Como é letal para a alma o fato de que as coisas criadas estão ligadas ao capital que movimentam, daí que se pensa que há um posicionamento anti-capital nesse discurso, mas ora bola, nada contra o capital bem aplicado, o capital é interessante a individuos resolvidos e não resolvidos, só que daí que se produz pelas mãos dos individuos não resolvidos, os verdadeiros roubos intelectuais, através da construção de travas conceptivas dos povos, que impedirão a formação de conceitos que encontrem valores espaciais independentes das genitálias dos viventes, ou das geometrias e pontos de escalas que servem para agrupar animais estúpidos ao redor de bandeiras ou religiões, marcas com representação, essas por suas vez oriundas das genitálias de outros, muitos destes mortos, ou seja, cargas iguais o t-virus que acionam pensamentos mortos em corpos vivos. O roubo intelectual não é bem o roubo da liberdade, mas daí que pessoas livres nascem em ambientes de convivio com pessoas aprisionadas, e estas se dão mal pra caramba, por que a ordem ( que é essa estrutura sadica de linguagem) diz para matar os deuses durante o dia e rezar pra eles durante a noite, assim pelo menos some aquele grilo de ficar pensando,… Pow! Fazer não seria melhor que pensar fazer? Ou não fazer mais nadica de nada não seria melhor do que ficar fingindo que falo com Deus quando só tô concordando com uns maluquinhos de pedra que adoravam aprontar altas confusões e depois enfiar pela nossa guela abaixo que a safadeza é um determinismo?
    A sintese que mais estiver difundida é a prisaõ da vez e não a possivel liberdade, tipo, se uma idéia, mixada ou original render maior nivel de produção, esta será adotada e defendida, até sua substituição, que não deixa de ser reformulação, mas enquanto isso acontece e reacontece o pessoal precisa do conflito como entretenimento, e daí que esmagam-se e devoram-se, hipocrisia engole hipocrisia, já que o alinhamento de personalidade é o pre-requisito para entrar nos brinquedos retropsicológicos que servem a operação saudavel da sintese difundida ( o esquema de valoração que em teoria segue principios morais).

    Ainda bem que não somos imortais!
    Se acham que alguns anos são suficientes para se divertir, é bom então.
    Mas esse é o pessimismo disfarçado, o viva la vida!
    O que é otimismo é saber que alguns anos não são suficientes para operar transformações a não ser por sacrificio, e exatamente por isso não vale a pena mentir junto com a linguagem, por que a vida está além dela, e anseios bons estão para além dela, mesmo que na esperança de que a dissolução é mais legal do que se juntar ao bundalelê que levanta a cabeça e dá a volta por cima só pq não quer olhar pra poça de sangue que alcança os joelhos, da qual, ao que parece, só se saí quando se dissolve nela. Mas pode ser só um ponto de vista meu, afinal, ninguém sofre nesse mundo, se o bicho pegar fazemos um clipe com milionários de mãos dadas e tudo fica bem de novo, daí que o remix pra isso é livre!

  5. adi said

    Caríssimo QuenianasEli, muito bom te ver aqui. 🙂

    Gostei do projeto de lei sobre a obrigatoriedade dos políticos terem aulas de filosofia, é isso mesmo ou entendi errado?

    Se for isso, vou seguir também, imprimir e enviar lá no endereço.

    Abs pra ti,

    adi

  6. Sem said

    Adi, não olhe agora, mas vc ficou azul! Um lindo azul acinzentado. 🙂

    Eu só não acho que seja muito bom estar, ou ficar, permanecer em “albedo”… eu tenho muito aquela visão do processo (de individuação) simultâneo, o que não quer dizer que não passemos pelas fases (alquímicas) de modo mais incisivo, num ou noutro momento…

    Mas eu não me sinto em albedo no momento… outra hora gostaria de retornar a esse assunto…

    Elielson, só queria comentar isso, que vc disse:

    >>> (…) vai ver por isso os gênios pescam seus lambaris de originalidade nos mares da depressão

    Que imagem linda! E como ela é verdadeira, reveladora da condição humana: o que podemos ter de mais original pescamos na solidão desses mares imensos, em águas ancestrais e arquetípicas, em que a humanidade está mergulhada desde os primórdios, e, sempre vai estar, pois é condição ‘a priori’ à sua própria existência – não existe homem no vazio, e é no mais profundo e no para dentro de onde retiramos os mais preciosos tesouros… mas de que valem os tesouros se eles não forem divididos? deixam de ser tesouros, se não compartilhados, será?

    Então voltamos à questão da ligação entre o fora e o dentro…

    >>> Ainda bem que não somos imortais!

    Ainda bem!, estava pensando nisso ontem, a imortalidade (da condição humana) é na verdade uma maldição, muito bem expresso na figura do vampiro… se vc leu aquela autora, a Anne Rice, em suas crônicas vampirescas, onde conta a saga do Vampiro Lestat, ela aborda esse ponto de vista, de um modo muito envolvente…

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