Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Pirataria

Posted by Sem em fevereiro 1, 2012

 

Pirataria?

Roubo

Direito autoral

Mas quem é dono do mar?

Roubo ou partilha

Direito?

Do cidadão

Do autor

Da criação

E a natureza?

Direitos violados?

Direitos humanos?

Crise?

A natureza sendo violada

Domínio

Poder

Lei do mais forte?

Quem com quem

Ou contra?

Quem e o que determina

Domínio público

Particular

Fronteiriço

Propriedade privada?

Propriedade intelectual?

Consenso?

Copyright?

Creative Commons?

O que é violação do direito

Quem é responsável?

Quem é responsabilizado?

Quem está em dívida

Quem escraviza

Quem é escravo?

Até onde vai o direito

O meu

O teu

Qual a fronteira

Do nosso

E do abuso?

 

Esse é um debate em aberto e longe de qualquer conclusão, aceso ainda mais na última semana, com a discussão e retirada no congresso americano dos projetos de lei, SOPA e PIPA, que pretendiam regulamentar a questão dos direitos autorais na Internet daquele país – mas que afetaria a Internet de modo global.

Apesar da retirada da pauta de votação pelos próprios autores congressistas, frente aos protestos massivos que sofreram, o que aparentou ser uma vitória da liberdade de expressão na rede foi apenas um recuo estratégico dos lobistas da indústria de cinema de Hollywood e afins. A verdade é que nenhum lado realmente ganhou nada ainda e a questão segue em aberto, polêmica e polarizada, por enquanto…

E é algo que nos afeta, dê-nos ou não conta. Essa é uma discussão sem fronteiras, porque coloca em xeque em qual mundo desejamos viver e projetar para as próximas gerações.

Por isso devemos tomar, senão um partido, pelo menos uma posição.

Eu partilho da opinião dos autores dos vídeos a seguir, que recomendo:

 

Everything is a Remix Part 1 [legendado]

 

Everything is a Remix Part 2 [legendado]

 

Everything is a Remix 3 [legendado]

 

E aguardando a continuação…

 

 

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7 Respostas to “Pirataria”

  1. adi said

    Muito bom os vídeos, vou ficar ansiosa aguardando a parte 4. É aquela estória: no mundo nada é novo, tudo se copia e se recria. O próprio Steve Jobs falava que ele não inventou nada, ele só melhorou o que haviam inventado.

    Agora é sacanagem esse projeto de lei, já que a própria indústria cinematográfica vive de cópias, e a corda sempre quebra do lado mais fraco, claro!!

    É tanto controle que querem nos impor, somos vigiados por todos os lados, o que era pra ser livre como a internet, acaba sendo subvertido e virando ferramenta de mais controle…

    Vamos aguardar…

  2. Elielson said

    Politicos são espertos burros, nem ligo mais pro que fazem, pensam q se dão bem com o que fazem, então deixe eles serem escravos desse pensamento.
    Se os caras pudessem, não digo só politicos, mas todo autor q procura dominio, se eles pudessem conter suas criações quando vissem o resultado, eles não brincariam com informação, ainda mais a dando como entretenimento, é impossivel uma contração de informação, o que é possivel é redirecionamento, dai q quem se acostuma de um jeito se acostuma de um jeito, uma vez dado de graça, eles podem não querer mais dar, mas aparecendo alguêm q dê, mesmo de qualidade inferior, vai superar o que se retirou, e daí já é tarde demais pra reivindicar criação, já era, a satisfação só caminha pra frente, mesmo q suja. Não é um interesse por conhecimento, é o q se tem a mão, é o q se torna acessivel, se fosse pelo conhecimento a observação já bastaria, mas é pelo tédio, o tédio tem uma força poderosa, arranca o objeto que desentedia da mão de qualquer um, bastando q esse objeto esteja “possivel”.
    Mas é engraçado, eles conseguem fazer isso com armas, é pq a galera tem medo, eu tbm tenho um pouco, mas com informação, quem controla informação é os pais, mas não por ela ser comprada ou não, e sim por ela ser boa ou não, e mesmo assim não termina por aí, infelizmente ainda tudo é produto, e no que consta como produto de facil acessibilidade estão todas as coisas q possamos imaginar, daí q uma pessoa bem criada faz bom uso, uma pessoa mal criada faz mau uso, e enquanto pensam em cobrar a acessibilidade só vão criar pessoas más que atropelam pra chegar ao objeto anti-tédio.
    Idéias são coisas poderosas, mas até agora só serviram pra que vivessemos num mundo estúpido, e é mais estupido quanto mais perto chega dessa idéia de humanização, por que o que é humano morre pelas mãos dos que querem humanizados, dái que se for pensar, acho que superestimam esse troço de humano, deveriam correr atrás de bonobizar a sociedade mesmo, quem sabe seria mais humano. Sabe, a possibilidade de tudo ser gratuito existe, mas se a valorização é boa para anseios oportunistas, voltamos ao tédio do oportunista, algo mais sofisticado, será mais dificil pra esse se acostumar com o fim dessa aventura aqui, talvez ele não tome conta do set dessa vez, nem possa formular uma nova lei, é, esses malucos tem muito o que pastar!

  3. adi said

    Oi Elielson,

    Ainda ontem estava lendo Jung e por coincidência, ou não (??), um trecho se encaixa perfeitamente no que vc disse:

    ” Mas o poder nunca se encontra na sede da sabedoria, e sim nos centros de gravidade dos interesses das massas, e por isso se associa de modo inevitável à burrice imprevisível do homem da massa”.

    E eu acrescento, que esse poder citado por Jung é delegado pelo homem da massa aos seus representantes “políticos”, tão burros e corruptos quanto os homens que os elegeram. E assim o ciclo se perpetua, e o poder de opressão, controle e tudo o mais, que antes pertencia ao clero e religião, agora se situa na política…

  4. Sem said

    Olá meus amigos!

    Uma coisa que me fica cada vez mais clara é de que não somos donos de nossa “inspiração” – como de resto não somos donos de nada nessa vida, apenas temos “as coisas” por um tempo, emprestadas, por assim dizer, como um “dom”…

    Não sei se a questão da busca do dono – se é que há um “dono” disso tudo, se essa questão é importante. Mais importante me parece ter essa percepção, simplesmente, – de que não somos donos de nada, porque apenas essa consciência parece que evita erros grosseiros de julgamento da realidade, e, em consequência, muito sofrimento desnecessário é evitado…

    E quanto mais claro tivermos essa percepção – que nada mais é do que perceber o mundo arquetípico, mais fácil fica navegar no fluxo real da existência e sermos canais para que o “cosmos” se manifeste em nós de modo menos distorcido. Ou seja, somos, ou ficamos, “inspirados”…

    E é quando se tem essa ligação clara entre criação e arquétipo que fica realmente bastante ridículo todo esforço por poder e controle da natureza. No seu ápice extremo como patentear a sua marca em coisas absolutamente livres e naturais, como o “sol” (“corrida espacial”), como a “terra” (propriedade privada), o “açaí” (lembram dos japoneses?)… Um pensamento mais sofisticado dirá que o fruto é da terra, sim, por isso não pertence a ninguém, mas, o que se faz com o fruto, é o seu investimento de direito, é o produto do seu trabalho. No entanto, sempre quem estabelece as fronteiras do legal e do ilegal são as instituições que visam interesses de controle de uns sobre os outros e não na verdade da natureza…

    E nós somos isso – não são “eles”, os bichos-papões maus, somos nós que fazemos a humanidade civilizada do modo medíocre e injusto como ela se encontra, exatamente esse retrato feio, mas fiel do homem mediano. Porque eu penso não se trata de regular nossa conduta pelos nossos “instintos”, o que poderia ser ainda mais desastroso e injusto, ou vcs conseguem imaginar alguma maneira do homem estar sob a face da terra sem instituições que regulem o seu convívio?

    Não é questão de demonizar as instituições, mas de regular nosso convívio a ponto de que o desequilíbrio não afete, de modo tão injusto, como tem atingido apenas alguns. A injustiça no mundo, em tal ponto massiva e imensa, é que fará com o sistema caia como um baralho de cartas. Por isso a crise generalizada das instituições que vivemos, a humanidade está em reforma…

    O Zygmunt Bauman (da modernidade líquida) diz que o comando do mundo atual, infelizmente, não está mais nas mãos da política e sim da economia, ou seja, o que tem regulado nossas vidas hoje é a economia… E não é exatamente isso, infelizmente, o que acontece? Os políticos hoje são meros fantoches movidos por interesses econômicos ocultos por trás, ou, já não mais tão ocultos: aparecem pedaços de instituições bancárias e financeiras, a indústria bélica, a automobilística e a petroleira em simbiose; isso é o que tem feito os políticos “dançarem” atualmente…

    Eu penso que o verdadeiro problema do mundo contemporâneo é o desequilíbrio. Os arcontes tomaram de assalto até a arte, no último reduto sabido e esperado, que é o da livre criação, e têm regulado a estética atual – ou pelo menos uma grande parte do que entendemos por arte hoje vem sendo liderada pelo ideológico estético e político do cinema comercial de Hollywood, o que ele representa. De tal forma que a Beleza hoje virou indústria, linha de montagem, virou tristeza…

    Mas, como nada é puro, nem na arte, existem controvérsias…

    Graças a Deus? 🙂

  5. Oi Adi!

    Eu sou sou a favor dessa ideia tambem. O conceito de propriedade que criamos durante a historia do homem é puramente egoista, desde a posse de um terreno até uma propriedade intelectual.
    Quando falamos disso logo me vem na mente Chico Xavier… dizem que ele nunca fez questao dos direitos autorais de suas obras, realmente ele foi um homem diferenciado.

    Obs: O audio do video 3 nao ta funcionando… =]

    Abrç

    End Fernandes

  6. adi said

    Sem,

    Fantástico isso que vc levantou… e sobre isso há tanto que discorrer.

    Ok, nossa genialidade (a humana) se relaciona totalmente com os arquétipos e meio que pertence a uma outra dimensão, não ao homem, que só a manifesta.

    Sendo assim, como se nós mesmos fossemos um aparato, um projetor, que através de nós há eventos, experiências…

    E ficam várias questões, pois como sabemos, o arquétipo genuíno é totalmente novo; então onde termina o mundo de cópias de cascas vazias e começa a renovação?

    Parece sensato como mostrado no documentário, que atualmente grandes ideias nada mais são que “junções” de várias outras ideias.

    É exatamente nesse sentido que o budismo tibetano prega a ausência de um “eu”. Não há tal coisa. Nós não somos o que pensamos ser.

    Como já falado pelos grandes sábios, no plano arquetípico é como um mundo unificado, muito embora, totalmente impessoal e livre, como a fonte da vida é inesgotável.

    Também acho que aqui estamos de passagem e que nada nos pertence de fato, só tomamos emprestados até mesmo nossas ideias, mas nada levamos, só levamos experiências.

    Mas quem de fato sabe? 😉

  7. adi said

    Oi End,

    Pois é! Acho que somente uma pessoa totalmente livre abre mão da propriedade. A propriedade, seja ela qual for, mesmo a intelectual, artística, etc, atua como um território, um espaço pelo qual nos sentimos seguros de nossa existência, como uma afirmação. Enfim, aquele que se liberta dessa necessidade é livre, não possui nada e possui todas as coisas. Chico Xavier, ao seu modo trouxe muita paz, uma linha direta com o arquetípico.

    Abs

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