Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Se a vida acabasse hoje…

Posted by Sem em setembro 18, 2011

 

 

 

 

 

Se a vida acabasse hoje

O que você lembraria?

Qual imagem levaria dentre todas:

Uma planta, um bicho, uma pessoa

Uma cor, um perfume, uma sensação

Uma paisagem, uma cena, a sua família

Um olhar, um sorriso, uma composição

Um abraço, um abismo

Um sentimento de tristeza, de alegria

De comunhão, de horror

Ou levaria uma palavra apenas

Um gemido a meia-luz

Um grito de revolução

Uma frase, uma lição

Um arrepio de prazer, um lugar vazio

Uma esperança, uma realização.

Qual seria a imagem que você levaria

E, dentre todas, por si diria: 

“Isso, essa foi minha vida”.

 

 

 

Veja na reportagem do Estadão Que imagem você levaria para Marte? o depoimento de 100 fotojornalistas do mundo todo.

 

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4 Respostas to “Se a vida acabasse hoje…”

  1. adi said

    Sem, é sempre muito bom te ler aqui. 🙂

    Nossa!! que pergunta difícil de responder.

    Eu acho complicado encontrar uma única imagem, ou um sentimento que sintetizasse toda uma vida, por isso eu escolheria uma experiência, porque nela, além da imagem está junto dela o sentimento, a sensação, a compreensão, e até mesmo o perfume e o som, ou seja, um momento de experiência é cheio de vida que expressa muito além do próprio momento.

    E é claro, dentre todos os momentos, eu me concentraria naquele mais significativo, pois, acho que cabe num momento de experiência desse tipo, toda a síntese e o propósito de uma vida. É isso que eu levaria comigo.

  2. Sem said

    Adi, faltou uma coisa, vc dizer qual experiência levaria… ou é tão íntima que é melhor nem dizer? rs

    Pra Marte, eu acho que levaria uma foto do meu filho…

    Vc leu o depoimento dos fotógrafos? Não sabia que fotógrafo podia escrever tão bem, têm alguns depoimentos emocionantes… No final, e isso é muito interessante, o que conta são os relacionamentos significativos que temos…

  3. adi said

    “Adi, faltou uma coisa, vc dizer qual experiência levaria… ou é tão íntima que é melhor nem dizer? rs”

    Eu já fui mais cuidadosa ao contar, por isso omitia algumas partes, preocupada com o que isso pudesse parecer aos outros, mas hoje não tenho problemas com isso. Eu estou falando a verdade que aconteceu comigo, o que as pessoas vão pensar sobre isso não é um problema meu, nem muda em nada a experiência que tive.

    Eu acho que já contei num comentário meu aqui no Anoitan, faz um tempinho esse comentário. Essa experiência foi em 2008, mas foi a que mais marcou a minha vida. Vou contar bem resumidamente aqui, mesmo porque não dá pra explicar direito o que aconteceu. Eu estava respondendo um comentário lá no Franco Atirador e tentando entender/imaginar uma percepção além do espaço tempo, ou seja, atemporal. E de repente deu um nó ou um tilt na minha cabeça, e primeiro apareceu uma galáxia e eu fui para o centro do buraco negro dela, e como se eu passasse pro outro lado, então eu vi uma imagem de um grande rosto que foi se aproximando e conforme foi chegando perto esse grande rosto era composto de milhares de milhares de outros rostos pequenos, então não havia mais imagem, ficou tudo uma luz amarelo ouro, e eu não era eu, ou melhor, não havia eu, ficou somente a consciência, e foi um sentimento e percepção da maior liberdade que existe. Não dá pra explicar, eu estava lá, mas não havia eu; então me senti como sendo meu marido, minha filha, a vizinha chata, minha sogra, eu era todas as pessoas, e nesse estado de percepção não há inveja, raiva, medo, ciúme, se meu marido me traísse, eu sou ele e sou a outra pessoa também, então não existe tal coisa, ou porque sentir inveja de você mesma; e eu senti naquele momento que nada me pertencia, não havia nada pra chamar de meu, mas possuía o mundo ao mesmo tempo, e aquela liberdade não dá pra explicar. E eu demorei pra entender que aquilo foi um samadhi, onde nessa percepção não existe sujeito nem objeto, não existe eu nem o outro. acho que é essa a realidade da consciência pura ou percepção pura, não identificada com o ego. Eu me emociono novamente ao lembrar disso. Seria essa experiência que eu me concentraria no momento da passagem.

    Mas como eu já te falei, depois eu volto quase ao normal, rs. Desde pequena eu tenho um sentimento espiritual muito forte, uma paixão digamos assim, e isso me proporcionava momentos de emoção espiritual muito intensa, mas não passava disso. Foi aos 27 anos que tive uma experiência espiritual bem transformadora e renovadora, e desde então isso tem ocorrido mais ou menos a cada 4 anos, mas nada que se compare a esse sentimento de extrema liberdade. E sempre no começo, eu fico com uma intuição do que aconteceu, mas não compreendo o que aconteceu totalmente, ou talvez meu lado lógico precise da certeza e demoro uns 3 anos pra assimilar a experiência, então me ocupo muito procurando nos livros algo similar pra explicar o que aconteceu.

    Agora, pra Marte eu gostaria de levar uma foto com todos os rostos que tive o prazer de trocar e dividir uma vivência, algum tipo de relacionamento, mas como isso seria inviável, levaria uma foto do meu marido, minha filha e toda a família, todo mundo junto em casa, inclusive a gata e o porquinho, rsrs.

    Eu li os depoimentos, e o que mais me emocionou foi a foto do menino do Acre, todo feliz presenteando o fotógrafo com frutas da terra dele. Fiquei comovida e tocada com a gentileza que há dentro do ser humano, e dele querer agradar através do doar-se, da alegria em fazer pelo e para o outro.

  4. Sem said

    Adi, obrigada por compartilhar sua experiência, e, me desculpe, não tenho como retribuir, pq embora eu já tenha vivido momentos sublimes, não sinto nenhum deles como o resumo da minha vida. Nesse sentido, o meu poema é injusto, quem sabe até enganoso, pq talvez não exista isso de algo que resuma uma vida – enquanto há vida, tudo pode ser modificado, já que estamos em processo…

    Eu não sei, escrevi sob o impacto do depoimento desses fotógrafos maravilhosos, e eu acho que gostaria de saber a resposta – quem sou, quem fui -, mas, para além do banal, devo admitir, eu não sei… e eu que desde que me conheço por gente, persigo o autoconhecimento, sem descanso.

    Bjão

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