Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

“Let’s make money” – Relato do ex-assassino econômico John Perkins

Posted by adi em agosto 26, 2011

 

 

 

O saqueamento na era moderna… Vale a pena assistir.

 

 

 

 

 

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2 Respostas to ““Let’s make money” – Relato do ex-assassino econômico John Perkins”

  1. Elielson said

    Vou dizer algo sobre meu empecilho moral na aceitação da condição do contribuinte como algo inevitável. É uma idéia feudal mas que cola ainda associar a pobreza ao designio divino, associar o sofrimento social a um monte de fatores que fazem o ser humano amaldiçoar-se e prosseguir na covardia que prende descendentes, descendentes que acharão o mesmo sobre a maldição a respeito de sua condição não mudada.
    Além do governo como facilitador da operação capital acima da vida, temos a escola nos moldes maquinais da qual já falamos algo, temos as agências espirituais para flexibilizar almas, e por fim, temos a própria trava linguistica regional, herança do egoismo. É engraçado quando temos controle sobre a interjeições e forças de expressão, mas a linguagem é a possibilidade de libertação enfraquecida, como no 1984, como no direito constitucional que na burocracia atropela o bom senso e fica por isso mesmo, e uma série de coisas que cria um status quo não só da condição material, mas que lhe justifica de maneira injustificavel, que parece muito caridoso ao cuidar de nossos doentes e nos dar a previdência social, e se as novidades cientificas em campos sociológicos filosóficos e tudo mais puder ser acoplada a um novo plano de limitação individual será acoplada e muito bem paga. O alinhamento não é só com o capital, é com a crença de que sem esses limitantes nada é possivel e não passariamos de animais, e assim, ( não conta pra ninguém), o Estado é Deus, e essa idéia pobre de Deus, automaticamente nos torna pobres como Deus, como esse Deus ( …se o ataque ao simbolo deve ser comedido).
    A ironia do papel de Jesus como reformador social é extrema, uma personagem no seio de seus contraditores, deve ser um aviso tipo: tente e morra, no estilo mindfucker. Óbvio que gosto da pureza desses simbolos, gosto do exemplo sobre coisas pelas quais vale a pena viver e até mesmo morrer, mas a questão é que não se pode contar com o Deus externo, mesmo que ele aparente precisar de ajuda, é como aquela planta da loja de horrores.
    Existe um mecanismo útil ao centro psicológico como um apagador de lembranças traumáticas que faz com que pessoas que busquem sobreviver segundo sua inteligência infra-instintiva acreditem ter em si algo em comum com um grupo que não seja a necessidade de um grupo, uma clara mentira, daí entra não só os assassinos economicos que podem garantir rebanho pra pastores que paguem, existe os mindfuckers economicos, que garantirão um povo esperando 2012, que manterão a estética como pressuposto de beleza, renovando o conceito conforme a necessidade de manter a alienação, e muitos fazem pelo bem que pensam estar causando (não vou julgar suas posições e convicções, vai que é um bem mesmo), pq sem o entretenimento, sem o circo romano, acreditam que a situação pastoreada onde o lobo paga ao pastor, seria pior, pior se ovelhas tivessem permissão para se tornarem dinossauros comedores de lobos, e desse modo chamam isso de anarquia. Nem sempre a volupia da faca vence a vontade. Se gostam de selecionar então que considerem fracos aqueles que não sabem pra onde direcionar seu ódio e adotam o primeiro simbolo que o faça passar por idiota para logo em seguida incorporar a função, sim, por que assim o Espirito Santo tem seu serviço público, há uma possibilidade remota de providência.
    O problema é que a corja as vezes podem ser melhores que eu, afinal eu tenho algum temor metafisico, ainda mais que a metafisica sempre tá ao lado deles.

    “Não me convidaram
    Pra esta festa pobre
    Que os homens armaram
    Pra me convencer
    A pagar sem ver
    Toda essa droga
    Que já vem malhada
    Antes de eu nascer… ”
    Cazuza

    Voltando a trava linguistica, bem, como posso dizer para alguém que mesmo o que é ruim em nós pode ser bom? Não só por utilidade, mas por haver uma razão profunda que em sua possibilidade de bifurcar dada por um fruto ou não, chamam de bem e mal.
    Sabe, tudo se resume a uma herança individual, é o que dá pra fazer vivo, é o que é vivo, e vivo além dos vivos e muito vivos é só o que é profundamente amado.

  2. adi said

    É a atuação do sistema nos tempos modernos.

    Com relação a pobreza, outro dia estava lembrando que determinadas pessoas pobres, ganham na loteria e ficam milionárias, mas passado um tempo, eles voltam a ser pobres novamente. Eu só consigo ver uma justificativa nisso, é que ainda dentro delas, elas tem aquele pensamento extremamente enraizado de que não são possuidoras de prosperidade, e que isso atrai pobreza. Por este motivo eu sou contra essa ajuda esmola que o governo dá aos pobres, deveria investir em educação, ensinar os valores humanos, pra que eles sejam capazes de fazer por eles mesmos.

    Por outro lado, tem aqueles mais “espertos” no sentido pejorativo mesmo, que até tem dinheiro, mas não tem poder próprio pra isso, e conseguem dinheiro não pelo mérito de seu trabalho honesto, mas por métodos de corrupção, de trapaça, engodo, coisas ilícitas, roubo mesmo; como visto no documentário, como visto na marginalidade, no tráfico de drogas, etc.

    Mas é claro que não é interessante pro “sistema” ensinar que todos tem poder próprio, porque o sistema se mantém de retirar o poder do povo, ou do indivíduo, visto que o próprio sistema não tem poder próprio e nunca terá, pois o verdadeiro poder só se manifesta sem fins egoístas, nunca em benefício próprio. Só que depois do verdadeiro poder manifestado e criado, solto no mundo, o sistema o corrompe novamente, ele não flui mais livre… enfim, acho que enquanto o mundo for mundo vai ser sempre desta forma. Não sei se isso acaba não, o mundo se atualiza, mas como manifestação sempre haverá o sistema, faz parte da vida, cada um vai superar essa fase do egoísmo sozinho, internamente… Nós só podemos aprender vivenciando e experienciando a coisa toda. Acho muito engraçado determinadas crenças achar que por causa da morte de Jesus ele já salvou todos os cristãos, mas enfim, cada cabeça uma sentença, né?

    “como posso dizer para alguém que mesmo o que é ruim em nós pode ser bom? Não só por utilidade, mas por haver uma razão profunda que em sua possibilidade de bifurcar dada por um fruto ou não, chamam de bem e mal.”

    No fundo é isso mesmo, aquilo que nos parece mal, ruim, é o que nos move em direção à superação de obstáculos, em nossa busca por maior liberdade, é o que nos amadurece e nos traz crescimento – se não fosse os opostos, tudo estaria estagnado, sem movimento, sem renovação.

    Abraço

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