Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Unus Mundus

Posted by adi em abril 4, 2011

Jung  reconhece que desde o século XVI, o alquimista Gerard Dorneus discípulo de Paracelso, já tinha conhecimento do aspecto psicológico do casamento alquímico e o entendeu claramente como aquilo que hoje é concebido como processo de individuação.

A alquimia empenhou-se em investigar aquele efeito que iria remediar não somente a desarmonia da natureza, mas também os conflitos psíquicos (aflições da alma) e dar-lhes o nome de pedra filosofal. Ela tornou a descobrir  nisso a antiga verdade que cada operação dessa espécie significa ao menos uma morte figurada (transformação), o que explica a forte aversão que sente cada um que se dispõe a entender suas projeções, e com isso a natureza de sua anima.

Vale recapitular um pouquinho sobre os dois primeiros graus da coniunctio:

União mental: Esta primeira etapa está relacionada com a nigredo e é equivalente como uma distinção dos conteúdos inconscientes. Porque ainda não se tem conhecimento deles, é como se fosse uma massa informe e confusa do inconsciente pessoal do qual o indivíduo vai tomando conhecimento, equivale ao autoconhecimento.

Uma vez que a alma, como diz Dorneus, ocupa uma posição intermediária entre o bem e o mal, tem o discípulo, toda a sorte de oportunidade para descobrir o lado sombrio de sua personalidade, os desejos e motivos de menor valor, as fantasias infantis e os ressentimentos, enfim todos traços do temperamento que a gente procura esconder de si próprio.

Expressa na linguagem dos filósofos herméticos, a confrontação da consciência com o que se acha no fundo da cena, a chamada sombra, corresponde à união do espírito e da alma na unio mentalis, ou o primeiro grau da coniunctio. Significa o mesmo que o afastamento da realidade sensível, o retraimento das projeções fantasiosas que alimentam e conferem “às dez mil coisas” (o mundo)  uma aparência tanto atraente como falaz. Seria o mesmo que introversão, introspecção e meditação, ou seja, perscrutação e conhecimento dos desejos e de seus motivos.

União corporal: A segunda etapa da coniunctio, está relacionada com a imagem e a experimentação do Si-mesmo, é quando a imagem do símbolo da totalidade da psiquê está pronta e o adepto se funde com ela, representa a  conversação com o Sagrado Anjo Guardião. Para Dorneus, consiste em reunir a união mental novamente com o corpo, que significa  que o conhecimento adquirido deve tornar-se real. Essa segunda etapa, consiste na realização do homem que esteja razoavelmente informado sobre sua totalidade paradoxal.  A transformação para o psicológico significa um processo considerável, mas somente pode-se considerar a coniunctio de segundo grau quando o próprio centro espiritual se mostrar também como o espírito que dirigi nossa vida diária.

Unus mundus: A produção do lápis é de modo geral a meta final da alquimia. O unus mundus é o objetivo final da coniunctio. Abaixo eu fiz um pequeno apanhado do livro Mysterium Coniunctionis, vol. 2, pra que possamos entender melhor tanto a idéia que o alquimista tinha sobre essa união total dos opostos, e também do ponto de vista da psicologia.

” O “um e o simples” é o que Dorneus denomina como “unus mundus”. O terceiro e mais alto grau da coniunctiu significa para ele a união do homem total com o unus mundus. Unus mundus, para o alquimista representa o mundo primordial do primeiro dia da criação quando ainda nada exisitia em separado, ou ainda não existia a pluralidade, mas apenas exisitia o um. A unidade do homem, criada por algum processo mágico, representava para ele a possibilidade de realizar a unidade também com o mundo, mas não porventura com a realidade múltipla, como a vemos, mas com um mundo potencial, significando a razão última e eterna de todo o ser empírico, assim como o si-mesmo é a razão e a origem da personalidade individual, abrangendo-a no passado, no presente e no futuro. Com base no si-mesmo reconhecido pela meditação e plasmado pela alquimia, ele esperava e desejava a união com o unus mundus.

Este mundo potencial é o mundo arquetípico. A idéia que Dorneus expressa como o terceiro grau da coniunctio é universal: é a relação, ou respectivamente a identidade, do atman pessoal com o Atman suprapessoal, e do tao individual com o Tao universal. Ao homem ocidental essa perspectiva parece ser pouco realista, ou mística demais, e sobretudo não consegue ele entender como um si-mesmo se teria realizado ao entrar em relação com o mundo do primeiro dia da criação.

Quando Dorneus, considera o terceiro e mais alto grau da coniunctio na união ou no relacionamento do adepto, que já produziu o céu (imagem do si-mesmo), com o unus mundus, então, expresso isso do ponto de vista psicológico como uma síntese da consciência com o inconsciente. O resultado dessa combinação não pode ser imaginado teoricamente, porque se combina uma grandeza conhecida com um fator desconhecido, na prática porém, resulta daí modificações muito amplas na consciência. Essas mudanças que Dorneus espera da união do unus mundus, pode ser averiguada a partir da simbólica utilizada por ele. O que ele designa como céu é como já sabemos uma antecipação do si-mesmo. Pode-se concluir que a realização do homem total procurada por meio disso foi considerada justamente a cura de sofrimentos orgânicos e psíquicos, em razão de considerar o “céu” como uma medicina universalis, panacea, elixir, contraveneno, ou bálsamo, portanto como uma bebida capaz de prolongar, fortalecer e rejuvenescer a vida. Ele é uma pedra viva, uma pedra que tem pneuma ou espírito. Mais que tudo, se exalta a incorruptibilidade dele; ele dura muito tempo ou eternamente, ele é vivo apesar de imóvel, ele irradia uma força mágica e transforma o perecível no imperecível, e o impuro no puro; ele se completa e se multiplica a si mesmo; ele é o simples e por isso também o universal, a união de todos os opostos; ele está em paralelo com o Cristo e é designado como o Salvador do Macrocosmo. O céu significa também a semelhança ou imagem de Deus no homem, a anima mundi existente na matéria, ou simplesmente a verdade. Ele é o céu de mil nomes, Ele é o microcosmo, isto é, o homem total e o hermafrodito.

A alquimia acredita que o espírito pode por sua parte espiritualizar o corpo, mas é natural que também acabe por ser afetado pela inércia e pela gravidade do corpo. Pois todos os efeitos são recíprocos, e nada modifica o outro sem ser por ele modificado também.

Na realidade, o esforço do alquimista eleva o corpo até a proximidade da espiritualidade, mas  também atrai o espírito até a proximidade da matéria. Ao sublimar ele a matéria, materializa ele o espírito.

Mas se em algum lugar e de algum modo deve realizar-se uma união entre os opostos como espírito-corpo, consciência-inconsciente, claro-escuro, então isso somente poderá acontecer em uma terceira coisa que não represente um compromisso, mas um novum, assim como os alquimistas viam a luta dos elementos cósmicos apaziguada pela “pedra não pedra”, portanto por meio de um ser transcendental que somente podia ser caracterizado por um paradoxo. Para o psicólogo trata-se do si-mesmo, que de uma parte é o homem assim como ele é, mas de outra parte é a totalidade indescritível e supra empírica desse mesmo homem.

Com a aceitação de uma identidade do psíquico e do físico, aproximamo-nos da concepção do unus mundus dos alquimistas, aquele mundo potencial do primeiro dia da criação, quando ainda nada existia em separado.

Do ponto de vista da psicologia, o lápis ou pedra, descreve o arquétipo do si-mesmo.  A fenomenologia dele está representada pela simbólica da mandala. Ela descreve o si-mesmo como uma formação concêntrica, muitas vezes sob a forma da quadratura do círculo. Relacionados com isso se vêem toda a sorte de símbolos secundários, que o mais das vezes exprimem a propriedade dos opostos que devem ser unidos. A formação é sentida corretamente como a representação de um estado central ou de um centro da personalidade, que é essencialmente distinto do eu. Ela é de natureza numinosa, que se manifesta pela espécie da representação, ou respectivamente pelos símbolos empregados para a caracterização (Sol, estrela, luz, fogo, flor, gema preciosa, etc.). Encontramos aí todos os graus de valorização emocional, desde o círculo abstrato, desprovido de cor e desligado, até a mais alta intensidade de uma vivência iluminadora. Todos esses aspectos já podem ser encontrados na alquimia, apenas com a diferença que eles aí (alquimia) aparecem projetados na matéria, ao passo que aqui (psicologia) são compreendidos como símbolos psíquicos. O arcano químico se converteu em um fenômeno psíquico, sem ter sacrificado nada de sua numinosidade original. O si-mesmo que gostaria de realizar-se , estende-se para todos os lados, ultrapassando a personalidade do eu; a vivência e sua força numinosa, significa uma derrota do eu. A enorme dificuldade dessa vivência consiste no fato de que o si-mesmo “apenas pelo conceito” se distingue do que desde sempre chamamos de “Deus”, não porém na prática. Ao que parece, os dois conceitos se baseiam em uma e mesma grandeza numinosa que representa  um fato determinante da realidade. Nesta situação o eu somente entra em consideração por poder oferecer resistência e afirmar-se mesmo em caso de derrota.

A interpretação psicológica conduz à idéia da totalidade humana. Esta idéia tem primeiramente importância terapêutica, porque pretende apreender por meio de um conceito o estado psíquico resultante do lançamento de uma ponte para transpor  uma dissociação, a saber, a distância entre a consciência e o inconsciente. A compreensão alquímica corresponde à integração do inconsciente na consciência, com o que os dois se modificam. A consciência experimenta antes de mais nada um alargamento pela expansão de seu horizonte. ”

Se vocês tiveram paciência de ler até aqui, e pra que não fique muito extenso, vamos à conclusão. Só resumindo o que foi exposto acima,  correspondente ao primeiro dia da criação descrito na alquimia  equivale ao que Jung chama de psiquê objetiva (inconsciente), ou ao que é anterior à diferenciação da consciência/inconsciente, nesse nível, que também é equivalente ao pleroma gnóstico, não há a separação dos opostos, tudo existe em estado potencial, é o plano arquetípico. Unus mundus seria então a união do si-mesmo, ou da totalidade individual com a psiquê objetiva. Nessa percepção, matéria e espírito deixam de ser uma dualidade pra se tornar uma coisa só, não há diferenciação ou separação entre o que é interno e externo, entre sujeito e objeto. Além de unus mundus indicar que cada camada ou parte da existência está intimamente relacionada com todas as outras partes, por isso,  o que se percebe é que todas essas partes estão ligadas e se relacionam entre si. O enfoque recai sobre as relações existentes entre “coisas”, e não sobre as próprias “coisas”, e além disso, sobre as relações entre as relações.

O unus mundus é uma cosmovisão que fica, essencialmente, em desacordo com uma explicação causal, mas em acordo com a sincronicidade. No momento que cessa essa dualidade de eventos, percebe-se que tudo o que existe é como se fosse a própria exteriorização e materialização do próprio espírito, projeção de sua própria imagem, do  interior, do si-mesmo, pra que o próprio si-mesmo pudesse se conhecer pela própria criação . É quando não há separação entre o mundo interior e o mundo exterior, quando eles se tornam um só.

Essa é a meta do processe de individuação, quando a realidade interna e a realidade externa se tornam uma só e mesma coisa.

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Fontes e ref.: C.G. Jung, Mysterium Coniunctionis, Rubedo.

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19 Respostas to “Unus Mundus”

  1. Sem said

    Meu Deus do céu, Adi! que delícia acordar logo cedo e ler esse texto bem escrito, com todas as coisas que povoam minha mente há “séculos”…. rs Muito obrigada, Adi! Pela paciência, dedicação, delicadeza no trato com todos, especialmente por manter esse diálogo comigo em coisas que me são assim tão fundamentais – eu tenho realmente dificuldade em achar parceiro de carne e osso para conversar desses assuntos… os mais importantes do mundo para mim. Sei da reciprocidade, estamos falando aqui no mundo da sincronicidade: são para mim, são para vc, é então para muita gente, é para nós… e já imagino um grande laço atando o mundo – nossas vidas. 🙂

    Eu tenho que trabalhar agora, mas eu volto para comentários… só não sei bem o que vou dizer, pois eu tenho tanta coisa pra falar que fica difícil saber o que dizer ou o que é mais importante ou o que vem primeiro… eu volto….

    Vc já teve sonhos arquetípicos, Adi? Eu tive alguns poucos… estou lembrando especialmente de três que tive nesses últimos anos e que deixaram com um gosto de Si-mesmo na boca… lembra qd eu te falei no final do ano daquela minha experiência qd bem pequena no jardim de casa? a única coisa parecida que vivi outra vez foi nesses sonhos… num deles eu vi uma pedra – ela estava rodando no ar, suspensa, de um azul absolutamente deslumbrante, um tom que poderia variar na sua transparência em violeta ou verde, sem nunca deixar de voltar ao azul – é por isso que eu volto tanto ao azul na minha poesia… outra vez eu tive um vislumbre da única coisa que eu poderia chamar de meu anjo guardião, (seria a minha personificação de eros? meu animus?) chega a ser dor esse amor infinito que nele existe, deveria ser para sempre e é tão efêmero, um raio transcendental e erótico, ou seja, paradoxal… nesses sonhos, claro, o mais importante é a sensação – algo de sagrado fica no ar, tanto que não esquecemos os sentimentos, isso sim, são nossos para sempre, ou enquanto a chama do espírito arder em nós…

    eu volto… 🙂

  2. Sem said

    Continuo sem saber o que dizer em meio a tantas coisas para serem ditas… vou então começar pelo que eu penso, de um modo geral, sem pretensões de abarcar todo o assunto, só para me introduzir no assunto…

    Unus Mundus é um estado no meu modo de entender, é um modo de vivência e não é nada teórico, é, essencialmente, uma experiência prática… ainda dentro desse meu modo de entender, podemos falar de nossa prática desse estado, qualquer pessoa pode, pois existem patamares de experienciação dessa conexão ao cosmos… essa conexão é que é propriamente o Unus Mundus… pode e deve ser realizado aqui e agora, por todos, do modo como for possível a cada um desvendar esse grande segredo: tudo é em realidade um só Ser… sabemos que o ápice dessa experiência foi sentido e vivido pelo buda Sidarta Gautama, de outro modo semelhante por Cristo e por Maomé… algo próximo sentiu ou experenciou Gandhi, idem Krishnamurti, muitos sábios e santos, e, grandes humanistas, cada um a seu modo deixou sua marca, que nada mais é de como se viveu a experiência de conexão… mas, uma mãe num momento de amor incondicional pelo filho, um artesão no momento da criação, um intelectual num momento de compreensão, amantes que se queiram na hora do sexo, alguém em qualquer momento sublime, há uma parcela de Unus Mundus ali sendo vivida por todos… simplesmente porque esse estado (de Ser) é a essência do universo… é então num momento em que as pessoas ficam indefesas que podem sentir/captar/viver essa grande realidade: que o mundo é um só… essa grande verdade: “onde está o seu coração ali estará o seu tesouro”… o que dá tesão é por onde tudo começa e o universo começa a nos revelar por ali seu sentido… é preciso algo a que se dê valor para que os véus pouco a pouco sejam retirados… esse estado (Unus Mundus) tem tal poder que gera frutos sempre, mesmo ao mais comum dos mortais, em todas as vezes em que ele se manifestar, estará ali o que a pessoa recordará como o mais precioso de sua vida… isso gera filhos, livros, poemas, teorias, conhecimento, abnegação, compaixão, amizade, amor nos seus mais variados matizes… transforma o mundo, molda as pessoas para serem ressoantes com a única verdade de que tudo está conectado e tem um mesmo destino… que somente a sabedoria de Deus poderá saber qual é a razão, posto que é para esse Ser que o nosso destino se encaminha… em última instância, isso (Unus Mundus) é Deus…
    Qualquer obra humana que ficou na história, da humanidade ou nossa pessoal, as obras que ainda vão ser inventadas e as que vão ficar, são ressoantes a esse estado… de outro modo se apagará na poeira do tempo e se refará logo adiante, numa forma diversa e mais condizente a realizar mais perfeitamente esse estado… eu acredito piamente nisso…

  3. adi said

    Oi Sem,

    Se já tive sonhos arquetípicos?? e como!! e antes (5 anos atrás) tinha dúvidas se eles tinham o mesmo efeito que uma real experiência, hoje tenho certeza de que eles podem ser equivalentes a uma experiência real, pois afinal tanto um como outro acontecem em nossa psiquê, é uma conversa direta entre o inconsciente e nossa consciência, se a mensagem for apreendida, não perde em nada de sua validade. O que importa é o quanto somos impressionadas/afetadas por esses sonhos, por essas mensagens, e o mais importante de tudo, o quanto isso pode nos transformar.

    = num deles eu vi uma pedra – ela estava rodando no ar, suspensa, de um azul absolutamente deslumbrante, um tom que poderia variar na sua transparência em violeta ou verde, sem nunca deixar de voltar ao azul – é por isso que eu volto tanto ao azul na minha poesia… outra vez eu tive um vislumbre da única coisa que eu poderia chamar de meu anjo guardião, (seria a minha personificação de eros? meu animus? =

    Você já verificou o significado da cor azul na alquimia? – mas pedra é a pedra filosofal, é o espírito, e as cores, bem poderia ser sua potencialidade de multiplicidade. A imagem do Anjo Guardião é a imagem do Self mesmo, da sua essência, da sua singularidade, daquilo que pode ser chamado Deus ou Cristo em você. E o que confirma é esse “amor infinito” que você sentiu, eu chamo de amor incondicional e de outro mundo, porque não importa o que você é, não importa, você é amado infinitamente, ou envolvida por um amor cósmico…

    Sabe Sem, foi tão bom escrever esse post,foi bom ler os livros de novo e fazer essa compilação, de verdade, me sinto renovada, com muita alegria de ser e existir, sabe aquela alegria dentro da gente que não importa o mais, que faz a vida ter um brilho especial… pois é, pode parecer bobeira, mas meio que viajo e me entrego nesse barco, nesse rio, porque tenho essa certeza bem definida em mim: toda a minha vida está de acordo com meu interior, com minha Verdadeira Vontade, com o Self, e faz tanta diferença ter esse sentimento e essa certeza dentro da gente, perceber as sincronicidades, perceber que a vida, ela por si mesma é pura magia de transformação… porque, por mais paradoxo que pareça, e é nesse sentido que está o unus mundus, o que é a vida ou a realidade de cada um é ela própria a projeção do próprio espírito, e do mesmo modo que o espírito atua transformando a matéria, a matéria atua na mesma medida transformando o espírito, ou trazendo consciência a ele. Então matéria é espírito e espírito é matéria, interagindo simultaneamente e modificando um ao outro… e como cada um, cada pessoa dessa humanidade, é esse ponto de singularidade que em simultâneo é a realidade de cada um, a vida desse indivíduo só pode estar de acordo com sua Verdadeira Vontade (mesmo que ele não perceba isso ou seja inconsciente disso), e ainda no relacionamento da vida como um todo nos relacionamos uns com os outros, realizando sempre essa troca universal; só me faz compreender, sentir, e ver isso, como te falei outro dia, que a vida como um todo “já é” a mais perfeita harmonia do jeito que é…
    E voltando ao que na grande maioria, as pessoas não se percebem que é a atuação do espírito, porque não se é consciente, Jung mesmo sempre disse que é o próprio inconsciente que se projeta o tempo todo, e isso implica em criar a realidade de uma forma ou de outra, seja através das antipatias (projeção da sombra), dos bloqueios e condicionamentos, das complicações que se repetem, e o que se busca é esse conhecimento de si mesmo, porque até não se ter esse autoconhecimento a realidade que se cria é condicionamento… então quando se retira as projeções, é quando você pode atuar na própria vida diretamente, a realidade se transforma, você participa fazendo a coisa consciente. E isso é magia…

    = sabemos que o ápice dessa experiência foi sentido e vivido pelo buda Sidarta Gautama, de outro modo semelhante por Cristo e por Maomé… algo próximo sentiu ou experenciou Gandhi, idem Krishnamurti, muitos sábios e santos, e, grandes humanistas, cada um a seu modo deixou sua marca, que nada mais é de como se viveu a experiência de conexão… mas, uma mãe num momento de amor incondicional pelo filho, um artesão no momento da criação, um intelectual num momento de compreensão, amantes que se queiram na hora do sexo, alguém em qualquer momento sublime, há uma parcela de Unus Mundus ali sendo vivida por todos =

    Quantos anônimos, quantas experiências guardadas… enfim, mas o importante é o quanto isso pode modificar a vida de cada um que experienciou isso, e por conta disso essa experiência se materializar, se tornar realidade… isso é o que mais conta e que pode trazer um “up” pro coletivo. E isso pode ser encontrado sim numa arte, num livro, numa poesia, nas descobertas de Einstein e tantos outros físicos, e médicos, os alquimistas de antigamente, desde o que se faça o realize com paixão, como que movido por uma força superior, e não é assim que as melhores coisas acontecem???

    = simplesmente porque esse estado (de Ser) é a essência do universo… é então num momento em que as pessoas ficam indefesas que podem sentir/captar/viver essa grande realidade: que o mundo é um só… essa grande verdade: “onde está o seu coração ali estará o seu tesouro” =

    Jesus no evangelho de Felipe: “A verdade é uma única coisa, mas se apresenta como muitas coisas por nossa causa, para nos ensinar com amor sobre essa coisa una.”

    Evangelho de Tomé: “Disse Jesus: Por que lavais o exterior do recipiente? Não sabeis que o mesmo que creou o interior creou também o exterior?

    Os discípulos perguntaram-lhe: Em que dia vem o Reino?
    Jesus respondeu: Não vem pelo fato de alguém esperar por ele; nem se pode dizer ei-lo aqui! Ei-lo acolá! O Reino está presente no mundo inteiro, mas os homens não o enxergam. “

  4. luramos said

    o despertar da consciência, o encontro com o SAG e a dissolução em Deus segundo Jung, é isso mesmo?

    acho que deveria por no Mayhen, really.

  5. adi said

    “o despertar da consciência, o encontro com o SAG e a dissolução em Deus segundo Jung, é isso mesmo?”

    Unus mundus é equivalente com o despertar “total” da consciência, quando a mesma incorpora todo o inconsciente, mas não só o inconsciente pessoal, mas também o coletivo ou equivalente ao pleroma, mundo das potências. Encontro com o SAG seria o equivalente ao segundo grau da coniunctio. Unus mundus seria equivalente depois da travessia do abismo de daath, e a dissolução total dos opostos, onde a realidade interna e externa se tornam uma só. É a união total dos opostos. Nesse tipo de consciência, bem e mal, certo e errado, masculino e feminino deixam de ser contrários e opostos, e tudo se torna UM, como antes da própria criação vir à existência, como antes da dissociação da consciência/inconsciente.
    Na tradição esotérica, a conversação com o SAG ou terceira iniciação (consciência crística), é quando se estabelece um linha direta com o SELF, mas ainda o SAG é visto como uma entidade externa ao indivíduo, ainda não houve o despertar total da consciência.

    “acho que deveria por no Mayhen, really.”

    No grupo Magia Prática ??

  6. Sem said

    Olás!
    Oi Adi,

    “Se já tive sonhos arquetípicos?? e como!!”

    🙂

    Eu acho que saber “conversar” com nossos sonhos muda a nossa vida… é preciso levá-los muito a sério, estão sempre dizendo alguma coisa…

    “Você já verificou o significado da cor azul na alquimia?”

    Muito pouco. Sei apenas que o azul da alquimia seria uma fase intermediária entre a nigredo e a albedo, quando o negro em purificação já deixaria antever uma certa transparência azulada… mas, esse azul, quase negro, estaria melhor associado aos estados melancólicos – tão bonitos e presentes na poesia e na arte em geral – e é bem diferente do azul numinoso da pedra do meu sonho….

    Bom, só para constar, as fases da alquimia mais conhecidas são três: nigredo, albedo e rubedo; respectivamente, o negro, o branco e o vermelho, e nessa ordem são relativas às três etapas da individuação como descrita por Jung e por vc no seu post…
    Além do azul pouco conhecido existe tb outra fase intermediária chamada citrinitas, e que acontece entre a albedo e a rubedo… é qd o branco amarelece, nas palavras do próprio Jung é qd o branco não consegue permanecer em estado de pureza ideal e é invadido pela vida, então, algum sangue (vermelho) já prenuncia à rubedo e o coroamento do processo…

    Meu azul está melhor descrito aqui neste texto do James Hillman que fui buscar… leia, vc vai adorar:

    http://grupohimma.blogspot.com/2010/11/aboboda-azul-caelum-como-experiencia.html

    Quero destacar a seguinte parte, qd o Hillman cita o filósofo alemão Heidegger, é a esse azul que me refiro: “O azul não é uma imagem para indicar o sentido do sagrado. O próprio azul é ele mesmo o sagrado, em virtude de sua profundidade congregadora que brilha somente como se velasse a si mesma.”

    A maneira como a psicologia arquetípica vê a alquimia – e por tabela o processo de individuação – é como eu vejo… eu acho que na vida as coisas estão embaralhadas e os processos acontecem em paralelo, estamos em diversas fases ao mesmo tempo e retomamos e refazemos as fases, pq as fronteiras do autoconhecimento são nebulosas… não que ele – autoconhecimento – não exista, mas estamos sempre em processo enquanto vivos… claro, isso rende boas discussões, como já rendeu e continua rendendo entre junguianos em geral… no meu modo de entender estão mais para pontos de vistas complementares do que propriamente antagônicos…

    Não deixa de ler o poema “Monet Recusa a Operação”, de Lisel Mueller, logo ali no princípio do texto (acho que vou postá-lo no Sopoesia)… essas coisas de ver, são determinantes em que mundo iremos viver…

    Curioso, descobri recentemente que Fernando Pessoa tinha nove graus de miopia, e, segundo um seu biógrafo, usava óculos que corrigiam apenas três graus… segundo o tal biógrafo, por vaidade, para que seus olhos não ficassem pequeninhos… maluquice isso, mas o quanto por isso Pessoa não foi o poeta maravilhoso que foi… ele é ainda… se as pessoas fossem todas iguais, se nós “víssemos” todos iguais, se o processo de individuação fosse igual para todos (seria incongruência até com o tornar-se único do nome), imagina se ele pudesse ser descrito e passado tal e qual receita de bolo, tornado ciência pura, que tédio seria viver…

    “Sabe Sem, foi tão bom escrever esse post,”

    Foi bom te ler. 🙂
    E bom ver o ponto de vista da Luiza novamente manifesto aqui…

  7. adi said

    Luiza,

    Talvez seja uma boa idéia colocar lá no Mayheim, mas você não acha que o texto está muito longo pra por lá??
    Não sei se o pessoal iria ter paciência de ler tudo…

    Sei lá, acho que ajudaria sua opinião. 🙂

  8. adi said

    Sem,

    Muito bacana esse texto, gostei mesmo.

    = A maneira como a psicologia arquetípica vê a alquimia – e por tabela o processo de individuação – é como eu vejo… eu acho que na vida as coisas estão embaralhadas e os processos acontecem em paralelo, estamos em diversas fases ao mesmo tempo e retomamos e refazemos as fases, pq as fronteiras do autoconhecimento são nebulosas… não que ele – autoconhecimento – não exista, mas estamos sempre em processo enquanto vivos… claro, isso rende boas discussões, como já rendeu e continua rendendo entre junguianos em geral… no meu modo de entender estão mais para pontos de vistas complementares do que propriamente antagônicos… =

    Sabe, falando do meu próprio processo em andamento, o que, naturalmente é diferente e ao mesmo tempo tem muito de similar ao processo de autoconhecimento. Talvez seja a linguagem que sempre o inconsciente usou pra me impressionar/afetar, mas nesse sentido teve muito de arquetípico mesmo, no sentido daquele padrão universal, e que basicamente as representações simbólicas do arquétipo são fáceis de identificar em liguagem mística e algumas vezes alquímicas também. Mas o fundamental, em sonhos, a linguagem direta com relação à sombra sempre foi impressionante e indiscutível. Minhas maiores dificuldades expostas de forma cruel até, e isso pra mim é puro autoconhecimento no sentido de saber onde exatamente o bicho tá pegando, onde muitas vezes eu sofria por distorcer a realidade, de imaginar coisas sem fundamento… e meio que a imaginação se tornava uma verdade… Na medida que vc vai conhecendo suas limitações vc usa melhor a imaginação, vc põe força imaginativa em coisas que valham a pena viver. E isso é a retirada das projeções na primeira etapa da coniunctio que Jung fala. Mas na minha opinião não se resolve tudo aí, a nigredo continua de uma forma diferente, até a transcendência total dos opostos.

    Eu gostaria até de escrever um post sobre a imagem do Self dentro da psiquê e como isso vai se formando. Foi isso que percebi escrevendo esse post, de como faz parte desse processo a “imagem”, porque enquanto o alquimista ficava tentando fabricar o “ouro” ou o “céu” em seu laboratório, ele estava projetando o tempo todo seu próprio inconsciente. No início ele começa a depurar suas substâncias à partir de escrementos, e outros estranhos materiais – os quais geralmente são rejeitados por todos, tal qual a sombra – depois na medida que ele vai assimilando, as coisas vão tomando forma em sua psiquê, e no meu entender esse dar forma ao arquétipo está totalmente relacionado com o autoconhecimento, é um processo primeiro de separação e depois de união…

    Mas eu ainda estou formulando melhor isso pra colocar num post, citando algumas tradições esotéricas e então tenho que verificar fontes, etc, juntar citaçoes…

    Falando em sonho, sonhei com o Elielson, saudades e beijão pra ele.

  9. adi said

    Sem,

    Só mais uma coisinha, que já tô indo dormir, nosso fuso está de 7 horas mais tarde aqui. 🙂

    Adoro a cor azul, pra mim sempre foi calmante e sempre teve essa simbólica também de ser a cor do espírito.

    Acho que é por isso que eu gosto dessa música do Bono, mesmo que na canção blue tenha o significado de triste, pra mim remete ao infinito azul do cosmos, ou daquele lugar mágico que a gente pode voar e dançar ao mesmo tempo.

  10. Sem said

    Adi,

    “Eu gostaria até de escrever um post sobre a imagem do Self dentro da psiquê e como isso vai se formando. Foi isso que percebi escrevendo esse post, de como faz parte desse processo a “imagem”, porque enquanto o alquimista ficava tentando fabricar o “ouro” ou o “céu” em seu laboratório, ele estava projetando o tempo todo seu próprio inconsciente.”

    Aí é que está, Adi, não será que tudo, e agora eu vou generalizar, absolutamente tudo o que o homem faz na face da terra não é projetado do seu inconsciente?

    Bom, desde que se admita que o inconsciente existe, nos moldes como formulado por Freud, por Jung e congêneres – quer dizer, toda linha da psicologia profunda, não se pode anular o inconsciente, não se vive sem o inconsciente assim como não se vive sem cérebro ou coração… daí que eu digo, em tudo, absolutamente tudo, haverá uma participação dessa instância que é, inclusive, a porção maior do homem – embora oculta…

    Desde que o primeiro homem (a lenda de Adão) caiu em si, isto é, ganhou consciência de si, estamos formulando coisas parecidas: as religiões não diferem em nada quanto ao essencial que é ligar ou religar o homem ao seu estado original, basicamente a comunhão com o cosmos (leia-se inconsciente); os tabus culturais são assemelhados, embora variem as estruturas sociais, em tempo e geografia; idem os sistemas filosóficos, estou pensando no quanto o ocidente e o oriente se complementam; e, nós, muito embora cada qual tenha a sua história pessoal, inconfundível, essa base sob a qual diferimos é sempre a mesma (leia-se, é arquetípica)… existe, então, esse “motorzinho” que faz tudo girar: para o oriental é o Tao; para o ocidental é a Libido; e gira a roda (leia-se mandala) entre masculino-feminino, yin-yang, consciente-inconsciente, etc., etc.

    Essa conexão pressentida por místicos é o mundo como ele é captado do ponto de vista do inconsciente – suas leis são sincronísticas, sim, muito mais do que causais… quer dizer, não é eu faço “isso” e acontece “aquilo”, é eu faço e todos sentem o que eu faço e por sua vez eles fazem e eu sinto o peso de suas ações, é um mundo que se move muito mais por equilíbrio do que por força – a força só funciona de acordo ao equilíbrio… e quando tudo acontece ao mesmo tempo é a própria linguagem do inconsciente (e leia-se caos) se manifestanto… como disse o Hillman, é um “pandemônio”…

    Há sim os seus perigos, e incontáveis de se viver nesse “mundo”, mas a outra alternativa é já estar morto…

    “Falando em sonho, sonhei com o Elielson, saudades e beijão pra ele.”

    Nem me fale, eu estou até procupada pq faz um tempão que ele não manda notícias. Beijão pra ele… espero que esteja tudo bem, vai ver ele está tão absorto em sua vida que não sobra tempo para mais nada…

  11. adi said

    = Bom, desde que se admita que o inconsciente existe, nos moldes como formulado por Freud, por Jung e congêneres – quer dizer, toda linha da psicologia profunda, não se pode anular o inconsciente, não se vive sem o inconsciente assim como não se vive sem cérebro ou coração… daí que eu digo, em tudo, absolutamente tudo, haverá uma participação dessa instância que é, inclusive, a porção maior do homem – embora oculta… =

    É o que eu acredito também, acho que tudo do que há é essa projeção, no entanto, praticamente ainda essas projeções não são manifestações diretas do arquétipo; até ela chegar a se manifestar no que chamamos de mundo visível, ela passa por nossos filtros e bloqueios, daquilo que pode ser chamado de ego, que invariavelmente joga para o mundo essas projeções. A energia do inconsciente fica bloqueada no corpo, não flui livremente pelos chacras, sempre projetando em primeiro plano exatamente “seus limites”, que é equivalente ao karma pessoal que não deixa de ser o “inconsciente” também, porque é algo que é desconhecido do indivíduo.

    = Essa conexão pressentida por místicos é o mundo como ele é captado do ponto de vista do inconsciente – suas leis são sincronísticas, sim, muito mais do que causais… quer dizer, não é eu faço “isso” e acontece “aquilo”, é eu faço e todos sentem o que eu faço e por sua vez eles fazem e eu sinto o peso de suas ações, é um mundo que se move muito mais por equilíbrio do que por força – a força só funciona de acordo ao equilíbrio… e quando tudo acontece ao mesmo tempo é a própria linguagem do inconsciente (e leia-se caos) se manifestanto… como disse o Hillman, é um “pandemônio”… =

    Exatamente, e acrescentando, como que por atração/magnetismo, aqueles que fazem parte do círculo de atuação uns dos outros, é o peso e medida do que precisa ser apreendido.

  12. luramos said

    Adi, acho que deveria por no “mensagens de blog”, e não tá muito longo não. Tá lindo.

    Lá tem bastante gente que iria gostar de ter contato com sua explicação junguiana de termos que usam na Teurgia ou na Kaballah como conversa com SAG, casamento alquímico ou consecução da Grande Obra e dissolução em Deus.

    Tudo isso parece tão teórico e utópico.Mas falar disso e acreditar nisso já torna nossa existência menos banal…

    Thanks for sharing!

    Luiza

  13. adi said

    Oi Luiza,

    Valeu muito pela sugestão, está feito então!

    “Tudo isso parece tão teórico e utópico.Mas falar disso e acreditar nisso já torna nossa existência menos banal… ”

    Nos parece tão distante, mas também acredito que é possível, e exatamente como vc disse, fazer da vida o caminho em direção a esse propósito, faz toda a diferença o “modo” de estarmos aqui…

    ” Thanks for sharing! ”

    Eu que agradeço, obrigada mesmo. 🙂

  14. carl said

    Pessoal,
    adorei os textos.
    Entrei por acaso, pois estava fazendo uma pesquisa, sobre um sonho de uma amiga, que diz respeito a uma pedra azul.
    Foi ótimo ler tudo isso.
    Carl

  15. adi said

    Carl, seja muito bem vindo aqui no Anoitan,

    Obrigada por ter gostado dos textos e pelo comentário. Veio em ótima hora.

    Valeu !!!

    adi

  16. Olá… Gostei muito do texto que por sua vez foi muito explicativo. Mas fiquei com curiosidade em relação a primeira imagem (dos dois anjos se abraçando). Existe alguma referência dessa imagem, quem a criou, e o significado dela está diretamente relacionado com o “unus mundus”?

  17. adi said

    Olá Everton,

    Seja bem vindo e muito obrigada por ter gostado do post :).

    Quanto à imagem dos dois anjos se abraçando, eu não sei o nome do autor, mas ela é uma referência à Coniunctio das polaridades masculina e feminina, união do sol e da lua, do rei e da rainha, ao casamento sagrado dos opostos, ou união entre espírito e matéria, igual à essa figura aqui, muito usada pelos alquimistas.

    >http://3.bp.blogspot.com/-R6tLuLZua58/UGBw9QxdcSI/AAAAAAAAD9w/Yn3vqLyrrZ4/s1600/Coniunctio+II.TIF” rel=”nofollow”>

    Nesse sentido, está totalmente relacionado ao Unus Mundos, pois é após essa união dentro do ser, que se pode perceber um mundo unificado, sem a divisão entre interno e externo.

  18. Entendo… Obrigado pelo esclarecimento Adi. Tudo de bom. Abraço!!!

  19. adi said

    “Obrigado pelo esclarecimento Adi”

    Não por isso. =)

    Abraços.

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