Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Bem X Mal

Posted by adi em agosto 24, 2010

Uma questão que sempre intrigou a humanidade é como entender esse problema do “mal”. Muito embora esteja relacionado com as questões dos opostos que abrange toda a criação, essa questão do bem X mal é a que mais impressiona o ser humano.

A pergunta que não cala é : Se Deus é a perfeição e a bondade absoluta, e sendo Ele o criador de todas as coisas, porque então existe o mal? Teria Deus criado o mal?

Pois é, o cristianismo sempre enfatizou o “inimigo, opositor, tentador, a besta, o Anti-Cristo”, causa de todo o mal, também conhecido como Satanás, Diabo, Lúcifer, entre outros nomes, e nem preciso dizer como esse mito “cresceu” demais no imaginário das pessoas e do quanto esse mito isentou as responsabilidades humanas. As origens desses nomes estão espalhados em vários textos na internet, inclusive desmistificando essa crença nesse “Ser/Entidade” que possui todas as qualidades maléficas. Ainda assim, esses ótimos textos, continuam não explicando a raiz e origem do mal no mundo, posto que aprendemos que da parte de Deus há somente o bem. As religiões cristãs, maiores divulgadoras do “Tinhoso”, explicam muito menos. E assim esses fatores irreconciliáveis continuam em eterna luta na nossa mente.

Já as tradições esotéricas, embora sempre muito veladas, nos ensina que a  Divindade ou Deus É o Todo, e engloba todas as coisas existentes. Sendo assim, engloba tanto o bem quanto o mal, e esse é um dos segredos mais bem guardados, revelado somente aos seus iniciados de elevado grau na ordem. Mas há  pistas nos livros, muito embora essas pistas sejam simbólicas e alegóricas, dá pra montar um quadro do que se encontra por trás do mito. Bom, naturalmente, são minhas próprias conclusões, e vou tentar ser o mais clara possível, pra trocarmos boas idéias e discorrer sobre esse assunto fascinante.

Posto isso, minha questão pessoal, se refere não ao fato de conhecermos a mitologia e origem dos “nomes” do mal, nós sabemos dessa extensa mistificação, principalmente pela igreja Católica. E saber desse mal entendido e mesmo invenção, não justifica o fato de haver mal no mundo. Que o ser humano é cruel, nós vemos todos os dias no noticiário, mas seria o mal/crueldade pertencentes somente ao humano? ou é uma questão da vida como um todo?

Dizem os naturalistas que a “natureza” é harmoniosa, bela, perfeita, cheia de paz, que os animais somente matam pra se alimentarem, e que não há maldade nos reinos animal, vegetal e mineral. Não é bem isso que verificamos ao  assistir os vários documentários que passam nos Discoverys da vida sobre a vida animal, sobre a fúria e violência dos elementos da natureza em forma de tempestades, furacões, maremotos, raios, vulcões, terremotos; no reino vegetal sabemos de plantas que vampirizam outras, das que são venenosas, das carnívoras;  e chego a conclusão de que a natureza pode ser tudo, menos pacífica. É uma luta constante pela sobrevivência da “vida” como um todo,  à custa dela mesma.

Essa herança, nos diz as tradições esotéricas, que vem do princípio feminino cósmico, de onde surgiu toda a manifestação e vida. Como já vimos em outros posts, e citando novamente a Árvore da Vida, Binah a Grande Mãe, é a progenitora de toda a vida, é o útero arquetípico, também chamada de grande mar e  se identifica com a Lua. Mas tem seu lado sombrio, é equiparada ao deus grego Kronos identico a  Saturno,  pai do tempo e devorador de seus filhos. Portanto tem seu aspecto de progenitora e mantenedora, bem como de destruidora e devoradora. Esse princípio de energia feminina cósmica é o que equilibra e limita a força pura, portanto tem relação com a estagnação e também com repressão em seu sentido negativo.

Todas as Deusas Mães tem esses dois aspectos, assim como a Deusa Kali dos hindus, que é ao mesmo tempo a divina mãe e destruidora, a progenitora e ceifadora da vida, Ishtar era a deusa lunar com os mesmos poderes na antiga Acádia, também conhecida como Astarte em Canaã e na Grécia, Star na Mesopotâmia e na Arábia,  no Egito seu equivalente era Ísis. Ishtar personificava a fonte criadora e destruidora da vida, representada pelas fases da lua.  Ainda em seu aspecto sombrio, quando ela descia ao mundo subterrâneo, a natureza inteira mergulhava na inércia e inação, e então era chamada  de “Mãe terrível, Deusa da tempestade e da guerra, Destruidora da vida, Senhora dos terrores e dos medos noturnos”. Na Suméria  era a Deusa Inanna quem representava esses mesmos poderes.  Pois bem, são poderes cósmicos, que representam a criação da vida.

A partir do momento da inserção na própria criação, é dito desses poderes como a descida ao subterrâneo, e Binah se transforma em Malkuth, do cósmico se torna a kundalini adormecida, adormecida porque inconsciente, sem consciência, completamente instintivo, o Uroboros, o inconsciente ctônico, igual a  toda a natureza, que por ser inconsciente, não há diferenciação, simplesmente segue o padrão de programação instintiva. Instinto que é como um conjunto de forças cegas guiadas por um mecanismo de auto-regulação. No meio esotérico, é a lua que rege os instintos e as emoções, e só pra lembrar, na lenda do lobisomem é na lua cheia que o homem se transforma em animal/lobo.

Nós, animais mamíferos que somos, não mudamos muito desde então, ainda agimos muito mais por nossos  instintos do que por nossa humanidade. Segundo os neurocientistas, que vem realizando extensas pesquisas no cérebro de assassinos, e conseguiram mapear as áreas cerebrais relacionadas com a violência e agressão, dizem que a agressão e seu subproduto perverso, a destrutividade, requerem a participação das estruturas cerebrais primitivas. Sem elas não haveria a verdadeira agressão. A verdadeira força da agressão reside num conjunto de “assembléias neuronais” ou “armazéns neuronais”  e na emoção processada pelo Sistema Límbico. Segundo essas pesquisas, o cérebro  poderia ser divido em 3 partes:

1a.) O cérebro primitivo no homem, ou seja a parte do cérebro que é constituída pelas estruturas do tronco cerebral, também conhecido como reptiliano por corresponder ao cérebro dos répteis, é responsável  pela auto-preservação e agressão.

2a.) O cérebro intermediário, constituído pelo sistema límbico, corresponde ao cérebro dos mamíferos inferiores, responsável pelas emoções.

3a.) O cérebro superior ou racional, constituído pela maior parte dos hemisférios cerebrais,  formado por um tipo de córtex mais recente e denominado neocórtex e por alguns grupos neuronais subcorticais.  Também encontrado nos atuais mamíferos superiores, como os primatas e golfinhos, é responsável pelas tarefas intelectuais.

Os elementos comportamentais comuns entre seres humanos e répteis, supostamente relacionados a essas estruturas primitivas, seriam a seleção do lugar, a territorialidade, o envolvimento na caça, o acasalamento, cuidar da cria, a formação de hierarquias sociais e seleção de líderes. Já com relação ao cérebro intermediário, é muito importante saber que as expressões da fúria, gerenciadas pelo Sistema Límbico, são notavelmente similares entre um gato, um cão e um ser humano submetidos à mesma situação. Isto significa que esse tipo de reação não sofreu mudanças na escala filogenética evolutiva dos mamíferos.

Como vimos, a violência e a crueldade humanas nascem do fato de que ainda essas estruturas instintivas que herdamos dos animais continuam a reger nossos comportamentos em um contexto social onde eles não se aplicam mais. Já há bastante tempo até, em sua evolução, o homem não precisa  seguir exclusivamente essa programação instintiva, porque no ser humano os instintos podem ser transformados pela consciência. Nós temos essa escolha de não agir somente através de nossos instintos animais.

E é exatamente esse o sentido de transformação que ensina os vários métodos e sistemas de desenvolvimento espiritual, onde o indivíduo através da consciência, vai obtendo o controle dessas forças cegas e instintivas (o mal em nós) ao invés de ser controlado por elas.

Os cultos consagrados a Mithra, o Deus Sol, tinham por elemento fundamental o “sacrifício do Touro primordial”, e celebrar a vinda da nova luz, o Sol Invictus.  O touro é o símbolo de nossa natureza animal e instintiva.

No Zen budismo há uma fábula intitulada “Apascentando o touro”, que narra a jornada espiritual do discípulo, indicando essa mesma transformação. Da mente que está identificada com os instintos e que segue sem controle, para uma consciência que domou o feroz touro.

Na Alquimia, a primeira   etapa da união, começa com a nigredo. A inconsciência original, ainda meio animal, era conhecida ao adepto como nigredo (negrura), caos, massa confusa, e como um entrelaçamento difícil de desfazer entre a alma e o corpo, com o qual ele forma uma unidade sombria (união natural, instintiva). O trabalho consistia em separar a alma de sua parte instintiva, e ligá-la novamente ao corpo mas numa nova configuração, ou seja numa união com a quinta essência, o vinho filosófico, que é a mesma coisa que o Sol Invictus do mito de Mithra.

E finalizando, esses instintos básicos, nossos desejos escondidos, reprimidos, traços de caráter que não aceitamos na sociedade muito menos em nós, são como a sombra individual e como a sombra coletiva que é o agrupamento de todo o mal projetado nas várias imagens sombrias conhecidas de todos nós: demônios, diabos, satans, etc.  O mal no mundo não passa de uma força da natureza, o instinto,  que enquanto inconsciente, força adormecida e cega, enquanto nos animais e na vida selvagem não pode ser corrompida, nem julgada com valores morais, porque é sem auto-consciência, portanto matéria virginal, sem divisão entre bem ou mal. Mas no homem a força se corrompe metaforicamente, porque temos consciência, e quando do surgimento da consciência, ocorreu toda a divisão dos opostos, porque já não somos tão somente animais que não sabem o que estão fazendo, mas somos uma mescla com a razão, temos discernimento, podemos escolher, e a guerra medindo forças opostas se inicia dentro de nós. Nós saímos do paraíso, fomos expulsos do Éden (nossa natureza inconsciente) quando ganhamos aquela fagulha de auto consciência, e já colocamos a culpa na serpente, e chamamos de mal. O resto da história todos sabemos.  🙂

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Fontes e ref.: PsiqWeb, Cérebro e Violência; C.G. Jung, Mysterium Coniunctionis;

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36 Respostas to “Bem X Mal”

  1. texto muito completo falando de muitos pontos de vista.
    estarei sempre visitando
    parabens
    =D

  2. Elielson said

    As inversões de polos e o desaparecimento de polos deveriam fornecer material pra que saibamos que a polaridade do cerebro humano tá muito bem posicionada entre esses extremos e é e não é por acaso, pelo menos por enquanto é por acaso, mas, dá pra fazer não sê-lo se é que alguém compreende.
    Não sei se o conceito dual nasce do conceito do meio, pq se fosse realmente dual, logo seria uno, pq um ia dar conta de desequilibrar o outro permanentemente, vai tbm que é o rearranjamento do uno, que tende naturalmente a sensação de dual, pq se formos caracterizar a função determinada de uma qualidade oposta a outra, analisando esse contrabalanço, nota-se que um vive em função do outro, e que o um não saberia-se um sem reflexo. É tipo usar toda a capacidade cerebral pra se aproximar da descrição sobre o funcionamento da capacidade minima do cerebro, daí todo mundo corre atrás de um resultado que dê sensação de suficiência, mas o cara que não se esforça é tão complexo quanto o que se esforça, e comportamento padrão tbm só vai até um ponto, só que alguns consideram o agir simples mais proveitoso, outros consideram o agir complexo mais proveitoso, e no final tudo acaba sendo uma questão de sobrevivência, e nesse ponto quem realmente se diferencia?
    Se por algum momento houve, o, : “Eis que o homem é como um de nós (nós bah, adoro isso), sabendo o bem e o mal; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente”, e talz… Eu adoro essa parte da biblia, não é minha preferida, mas bah, é heavy metal. Então, se por algum momento houve isso, foi o legado fatal, tipo, um, Wow, vc é responsavel, não tem pra onde correr, pode até correr, mas já é adiantado que não tem pra onde, e outra, se comer da vida, sabendo causar morte, daí, viva com isso. E a verdade é destruida sem que precise da mentira, e essas mentiras são tão temporais quanto o cerebro que as conta, mas esse poder de escolha, infinito, que separa o homem de seu impulso puro, ta aí, e quem quer ver vê, quem não quer ver pode fingir que não vê até o dia em que vê e escolhe de novo se vai querer tampar os olhos mais uma vez, ou vai aceitar que na sua causa mora o seu efeito.

    E blá blá blá, e talecoisa e coisaetal, e todo mundo com ódio, e todo mundo se embriagando de amor, que é mesma coisa que tomar aspirina até morrer, pq amor é só remédio pro ódio, e tomar remédio demais cria quem ama de menos e quem ama demais, mas po, o segredo é não odiar, o resto o tempo faz, e lógico que pra não odiar vc vai ter que entrar num live and let dia do cassete, sem causar o die, e tem que ficar ligado numa coisa que é colocar nossa razão sobre as coisas só se estiver pronto pra que ela seja destruida tbm, simples, pq se não fica aquela coisa, de xingamento e xingamento que vem do intimo que diz, -não foi assim que eu aprendi, -é eu que vou vencer e blá blá blá, animal pode ser , mas animalóide só cabe ao ser humano.

    As vezes eu fico pensando, pow, eu to num corpo humano, mas não sei, que privilégio é esse? Existe alguma diferença entre estar nele e não existir? Sei lá, dái a gente pode se incomodar com alguma coisa que esteja machucando nossa sensibilidade, é logico que pode, mas pra se incomodar precisa primeiro não fazer, eliminando as camadas de dor da qual sou causa. E outra, intervir é outro setor bem mais emergencial, pra que se faça um lance tipo: -Ah, aqui é o precipicio no qual meu corpo cai!, bem, se não tiver uma razão muito forte e verdadeira pra isso, pra mim é infrutifero, essa razão tem que envolver corpo e é pra isso que envolve corpo, pq esse lance de transferência cerebral, ahh sei lá, eu considero até escrita como um tipo de telepatia, eu acho que pra transferir idéias e coletar idéias, tem de se ter noção de que esse é o ambito, mas pow, o homem as vezes pula, se irrita, faz shows mistos de drama e espirito, que mostra o tanto que ele acredita na dor que lhe protege, ou na proteção que lhe dói, o negócio é o seguinte, o lance de pecado original é assim, a gente pode amar todo mundo, mas isso não significa que a gente tenha que copular pra selar amor, (freud explica tá, explica, mas tudo que explique comportmento padrão, volto a falar, só vai até certo ponto), que nada, isso aí só causa mais confusão, é transferência cerebral do mesmo jeito só que mais abstrata e oportunista, ao mesmo tempo que é um momento em que muita gente escolhe entre ser causa no momento e depois não ser mais causa de nada que seja a consequência, que seja o efeito, sim, pq o governo não é culpado de tudo, mas é o melhor boneco de pancada que tem, pq quem se agarra nele não quer outra coisa se não se exercer, e governo não tem vida, quem não sabe disso deve sabê-lo, e se exercer de acordo com caminhos pré-estabelecidos é desonestidade antecipada, ora, quem rege quem e quem rege o que? Qualquer entidade se faz conveniente no momento em que se nega como causa (Qualquer, institucional ou pseudoespiritual), ou quando quer negar efeito, mas o lance é assim, nada do que pode ou não ser comandado metafisicamente quer ou quis em algum momento dizer que aqui na terra o lance é deixar rolar sem antes ter um posicionamento sobre quais os custos do próprio corpo vivo.

  3. adi said

    Oi End, bem vindo!

    “texto muito completo falando de muitos pontos de vista.
    estarei sempre visitando
    parabens ”

    Que bom que você gostou. Apareça sempre que quiser. 🙂

    Obrigada.

  4. adi said

    Oi Elielson,

    Essa questão dos opostos como um todo é bem mais complexa. No post, o foco maior foi na questão da dualidade bemXmal mesmo. Sobre o motivo da maldade e crueldade no homem. Nós ocidentais, que em grande maioria fomos educados no cristianismo, temos a mania de dizer que o mal do mundo é devido Satã se opor a Deus, ou ser o inimigo de Deus, criamos uma mitologia pra tentar retratar a manifestação, nossos sentimentos e tudo o mais.

    Quanto a questão dos opostos, bom, nos nossos meios aqui da net, onde somos livres pensadores, sabemos ao menos intelectualmente que tal divisão é muito mais uma questão de percepção, sabemos que é possível alterar nossas percepções e transformar o mundo dentro de nós, pelo menos na maneira de vê-lo e compreendê-lo, pois tudo fora de nós continuará sendo vivido e compreendido da mesma maneira de acordo com cada um. Eis uma questão terrível de aceitarmos num primeiro momento, pois tudo vai mudar só dentro do indivíduo.
    Algumas vezes, nós em nossa ignorância e ingenuidade, achamos que podemos mudar o mundo pra melhor, não! não mudamos o mundo, nós podemos mudar a nós mesmos, nos humanizar mais e ajudar outros; ajudar, talvez porque consigamos nos colocar no lugar do outro, mas não podemos mudá-lo, não podemos despertá-lo, não conseguimos mudar as crenças das pessoas. Cada um acredita em determinada coisa e vai lutar por aquilo que acredita.
    Por isso é perda de tempo falar mal de políticos, ou de partido, ou de governos, ou das sociedades, ou sobre o que é certo e errado; pois aqueles que já pensam como nós vão concordar, aqueles que não pensam como nós serão do contra de qualquer modo, ou seja, você não muda a opinião alheia, a não ser que essa opinião já esteja propensa a mudanças por si mesma.

    Muitas vezes olhamos pro mundo e aparentemente tudo está piorando, vemos uma onda moralista tomar conta outra vez, aquilo que estava mais solto começar apertar o controle novamente. Queremos fugir, mas como vc disse, pra onde?? Não temos outra alternativa, pois nos adaptar não é a solução, só podemos “estar no mundo mas não pertencer ao mundo”, no sentido de não ceder ao sistema ao qual fomos programados.

    Eu lembro que desde que eu nasci, eu carrego um sentimento de “buscar liberdade”, meu sonho maior, aquele mais íntimo é Ser livre, e nem sabia por que, ou do que? Se me perguntassem, mas você não é livre? Sim, aparentemente tudo levava a crer que sim, que sempre fui, mas não era como sentia. Hoje entendo que era ser livre dessa programação, que meio nos obriga a fazer e sentir coisas que muitas vezes, vendo só pelo racional, não tem motivo de ser, e você faz e continua descontente. São dois desejos dentro de nós, lutando sempre. Onde encontrar paz? só pode ser no meio termo, no razoável, no equilíbrio, sem o radical. Tudo pode numa certa medida, mas tudo que é exagerado mesmo que seja uma coisa boa, passa a ser ruim.

    Tudo convém, mas os pesos e medidas somos nós que dosamos. Mas quando estamos totalmente na programação do sistema, não são nossos próprios pesos e medidas, são coisas estabelecidas que distorcem a realidade. Não adianta lutar contra o sistema, o indivíduo só fortalece ele, há que se tirar o sistema de dentro da gente e sermos livres.

    … mas falar é fácil; mudar é que são elas…

    bjs

  5. Sem said

    Adi,

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    “há que se tirar o sistema de dentro da gente e sermos
    livres.”!!!!!

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    Acho que foi a melhor coisa que já foi dita aqui no Anoitan. Deveria se tirar aquela frase do início e colocar essa no lugar, em letras garrafais.

    Não que aquela frase do Aldhabaran não seja bonita ou não seja verdadeira, apenas que essa sua, é a verdade maior do Anoitan. É ela que está por trás de todo esse projeto que um dia sonhou ser livre e coletivo. Por acreditar nele, no projeto livre e coletivo, foi que eu me reuni a vcs. O que deu é isso que temos, a realidade possível, que vai com pode, que de outro modo nem poderia ir…

    Mas sua simples frase revela a verdade de todas as minis ou meias verdades que aqui foram ditas com a intenção de serem verdades. E se todo o conteúdo do Anoitan for jogado no lixo, sobrar apenas a sua frase, já terá valido todos os descaminhos pelos quais passamos, as muitas alegrias e os aborrecimentos tb. E ainda se a sua frase cravar na memória de alguém, qualquer um, que finalmente compreenda seu significado, e se como um meme contaminar mais alguém, e esse alguém, outro, seria, aos poucos, uma revolução de liberdade – que é sempre aos poucos que a liberdade mostra o gosto que tem.

    Só um último adendo, liberdade, nunca, jamais, em tempo algum, foi fazer e falar o que lhe veio na telha. Essa prática bastante comum e incentivada nos tempos hedonistas que vivemos, mais adequado seria chamá-la “libertinagem”. É outra prática, pode ter lá a sua graça e a sua aplicação, mas liberdade, liberdade mesmo, é outra coisa, não vem sem responsabilidade perante a sua vida e a alheia, e não dá pra saber qual vida vem antes ou é mais importante. Liberdade é “vida em abundância”, como queria Cristo… Quem não souber fazer essas distinções, está para o sujeito – como dizia o poeta Quintana – que não entende o significado de ler um poema num dia de chuva, oras, nada lhe adianta ler o poema…

    PS: Adi, volto depois para comentar, preciso me organizar primeiro, que tenho muita coisa a dizer sobre esse grande tema que vc nos trouxe…

  6. adi said

    “Acho que foi a melhor coisa que já foi dita aqui no Anoitan. Deveria se tirar aquela frase do início e colocar essa no lugar, em letras garrafais.”

    Sem, você está sendo muito, muito generosa mesmo. 😀

    Agora concordo plenamente com vc sobre liberdade não ser o mesmo que dizer tudo o que vier pela cabeça, e de fato, com a liberdade mesmo, não há diferença entre as vidas, não há mais importante, há “vida em abundância” mesmo, num só sentimento.

    Estou esperando então, e a quem quiser papear também, sobre esse tema interessante.

  7. Elielson said

    O distanciamento das qualidades causado pela ficção sugerem e dão o modelo de retidão aos iguais que agem como se reconhecessem o mal apenas aproximado ao que a ficção ensina e dita como o mal. Isso quando o infeliz não incorpora ainda o vilão ficticio, já que tem o mal glamourizado e disseminado quase como parte de um comportamento padrão que foi criado na cabeça de algum romancista.
    A longo prazo acaba uma sociedade inteira nascida em devires tragicos de quinta. E faça-se o que quiser com isso adicionado a potência de vida distribuida como ração, e essa ração são as migalhas de poder, em forma de dinheiro ou idolatria.
    A metafora é um jogo de concordância, onde descrições do processo decidem que o que se torna mais acessivel ou mesmo o que está no topo da linha simbólica, onde simbolo sustenta simbolo na piramide da volitividade, quanto mais abstrato o conceito ligado a potência e quanto mais controverso no que diz respeito a sua definição de bem e mal, melhor item é para perturbação. O lixo conjunto conceitual ergue o idolo. O modelo de bem e mal é um amalgama irreconhecivel, sujeito a volitividade individual, passá-lo ao modelo coletivo é uma inverdade, onde muitos se beneficiam na projeção de suas volitividades individuais pela justificação no idolo, ou, na transferência da culpa ao idolo. O idolo vivo compartilha as intempéries e os efeitos das ações dos vivos, mas a permanência polida de um idolo sem vida, ao qual vidas se predispõem a manter e “soprar” sua imortalidade, entram em desacordo com o modelo manifesto de bem e mal, trancafiando conceitos no tempo, e servindo passivamente a volitividade de individuos, tanto os que refletem ao ponto de independência quanto os que jogam toda sua podridão no que não rebate manifestação viva.

  8. adi said

    “O modelo de bem e mal é um amalgama irreconhecivel, sujeito a volitividade individual, passá-lo ao modelo coletivo é uma inverdade, onde muitos se beneficiam na projeção de suas volitividades individuais pela justificação no idolo, ou, na transferência da culpa ao idolo.”

    É verdade Elielson, percebemos como é relativo a aceitação de comportamentos humanos de acordo com a sociedade, coisas que consideramos cruel aqui, em determinado País faz parte de sua cultura. E é como você disse, a grande maioria ainda em nossos dias, projetam pra fora suas próprias energias, tanto o bem como o mal não são reconhecidos dentro de si. E acho que uma das causas de sentimentos como inveja e ódio é justo por não perceber em si mesmo qualidades que percebem em outros, então surge a inveja que obviamente é negada e projetada de volta. Então surgiu naturalmente o ídolo que incorpora todo o bem, e o ídolo que incorpora todo o mal.

  9. Elielson said

    No começo um motor foi carregado com lenha, mas no momento em que um operante de caldeira caiu nela, alguns disseram que a locomotiva andou mais rapido, então tá, agora joga-se operantes de caldeira na caldeira, e o motor não importa se funciona de maneira arritimica e exaustiva, o importante é a velocidade em que a locomotiva choca-se com o nada.
    O que é chamado de individuo e o que é chamado de próximo regulam o sofrimento, a palavra sofrimento como simbolo e a palavra sofrimento como agente bio-quimico-psiquico são coisas diferentes.
    Tirar o pensamento da influência do simbolo como agente externo requer a dedicação da vida as conformidades que possibilitem afastar o significado do significante, como causa repito, como panfleteiro idiota que da paz gerada por guerras invisiveis.
    Se a guerra é visivel… sem chance.
    O individuo falho na consideração do próximo o faz por centralizar a realidade como se fosse o único a vivê-la, e o individuo se divide na miseravel escolha de reverberar a mentira encapando a volitividade de seu intimo com o ideal de eugenia, ou hegemonia se colocado apenas no ponto de vista comportamental.
    Nega-se a realidade externa? A troco de qual afirmação de que a realidade interna é real? E desconsiderar a realidade da minha realidade é colocá-la a serviço do primeiro que aparece com uma coroa na cabeça? Esses tipos de exposição externa de prova de poder popular partem de uma necessidade de estar se fantasiando, ou seja, não afirmam, pelo contrário, denunciam a fraqueza e fragilidade daquele ser que se reveste com as armaduras da aprovação externa. Seja pelo uniforme militar estadunidense ou pela moda verão tropical, o apelo é o mesmo, o dito é: – Me ame e me odeie, pois só assim eu existo! – Existo de acordo com os idolos que adoramos!- Minha consciência dará as mãos as suas consciências e não sairei da presença do deus de nossos pais, pais muito tristes pelo fato de só terem deuses iguais para adorar e que por isso criaram esse troço.
    E assim funciona grande parte do contato que se faz, binário, numa esperança binária, de causar para existir, de sentir pra inexistir. A repetição constante do alto e baixo vai designar a busca e os sentidos vão se adaptar a isso, a sensação luciferiana sairá da presença do pai para logo após empenhar-se na via-crucis para a reconquista do paraiso, é logico que é papo esquizo, mas não é quando se volta do final de semana, quando se entra em férias, quando se cai doente, quando os próprios sentidos contribuem com a corrupção, apenas é, que a metafora não serve a essas constâncias e inconstâncias pq é mais facil falar a linguagem que convém,… adivinhe a quem… ao individuo.

  10. Sem said

    Olá, meus amigos,

    “Sem, você está sendo muito, muito generosa mesmo”

    Não acha que foi sério, Adi? Pois foi sério. Sua frase sintetiza toda uma longa, longa caminhada… é claro que para compreendê-la, na sua simplicidade aparente, na sua obscura pureza, talvez seja necessário ler tudo o que foi escrito no Anoitan inteiro, no Franco-Atirador, e mais todos os pensadores referentes. Não é garantia de compreensão nenhuma, mas, pelo menos, ali e aqui tudo foi dito e referido o que é preciso fazer para “tirar o sistema de dentro da gente e sermos livres”. Sua frase resume tudo o que se pretendeu desde o início, querendo ou não querendo, sabendo ou não sabendo… ela não é o final, é só o começo de outra vida.

    Ontem eu escrevi um bocado a respeito do bem e do mal e das polaridades. Depois que eu ajeitar e costurar alguns fragmentos, tornar tudo num texto legível, volto aqui. Se não der amanhã, no Sábado…

    Estou lendo vcs… 🙂

  11. Sem said

    Pelo amor de Deus, Elielson, se o horror tem beleza, está contida nessa sua descrição (perfeita) para lá de real do mundo:

    “No começo um motor foi carregado com lenha, mas no momento em que um operante de caldeira caiu nela, alguns disseram que a locomotiva andou mais rapido, então tá, agora joga-se operantes de caldeira na caldeira, e o motor não importa se funciona de maneira arritimica e exaustiva, o importante é a velocidade em que a locomotiva choca-se com o nada.”

  12. Elielson said

    A doce mentira que sustenta o egoismo reivindica as forças do mundo ao ponto em que as forças do mundo reivindicam o destino de quem escolhe, não que este não possa mais escolher, mas as portas que se abrem para o bem e para o mal envolvem as unicas maneiras pelas quais se aprendeu a viver e acreditar que as coisas sejam, daí que entra a fé. Na estrutura da consciência, o que se coloca no mundo partido dela, como idéia, observação e constatação empirica, pode se perpetuar ou se destruir, não somente pelo tempo e pela natureza, mas por outras consciências, aí que está, ligamos nossas consciências creditando ao tempo e a natureza realidade perceptiva, numa comunhão de consciências, mas a ligação das consciências são intermediadas por isso, não que seja de forma ativa, mas passiva-reativa, pela idéia, observação e constatação empirica, porém se uma consciência credita a outra a sua decisão sobre o que será destruido ou perpetuado em sua própria consciência, eis um movimento de fé. A inconsciência por vezes ou até o ultimo suspiro, toma o homem, quando sua consciência já não contém a visualização de seus efeitos, que são tantos, e que através de movimentos escriturários ou gestuais em meio ao que está estruturado, tornam-se potencializados pela natureza e pelo tempo, suas dualidades se abrangem ao modelo descontrolado, mas esbarram nas outras consciências, agora, se isso, causando dor ou prazer, é de algum modo devolvido ao corpo do qual partiu, eu não sei, mas que o modelo que se apossa do acordo é responsavel, isso sem duvida.

  13. adi said

    Oi dinovo Elielson,

    Lembra do Sabiá que cantava ano passado perto da minha janela, ele voltou, acho que porque está perto da primavera. Meu marido falou que só o macho que canta, portanto me enganei, não é fêmea como pensei. Escuto ele de longe. Me fez lembrar de que alguns pássaros botam seus ovos em ninhos de espécies diferentes da dele, e seus ovos são chocados por outros, quando nascem, já tem o instinto de jogar pra fora do ninho os outros ovos, ou os filhotes do casal dono do ninho. Os pais enganados se desdobram pra alimentar esse pássaro que normalmente é 3 x maior que seriam os próprios filhos.

    “O individuo falho na consideração do próximo o faz por centralizar a realidade como se fosse o único a vivê-la, e o individuo se divide na miseravel escolha de reverberar a mentira encapando a volitividade de seu intimo com o ideal de eugenia, ou hegemonia se colocado apenas no ponto de vista comportamental.”

    Ai, ai!! Isso que vc escreveu me fez pensar (me desculpe minha maldade 😀 ) nos crentes evangélicos de uma determinada igreja, que tem certeza que são os escolhidos e que já estão salvos apenas por seguir a bíblia ao pé da letra (na verdade, também todos os seguidores). Mas o que eles mais fazem é uma repressão sem tamanho, aquela mesma estória do por fora bela viola e por dentro pão bolorento. Uma eugenia imposta por padrões determinados em uma sociedade de 4000 a 2000 anos atrás, e eles ainda seguem. Onde está o verdadeiro discernimento?? Onde entra nesse meio a verdadeira luz da razão que serve pra clarificar o que estava obscurecido, trazer conhecimento, mas que foi deturpada nesse sentido original, e hoje se tornou uma razão claustrofóbica, repressora, julgadora… que só vigia e quer controlar…
    Uma pureza mentirosa, enganadora, salvação ilusória, de onde a verdade está muito longe. Esse assunto rende muito, e eu sei até que aqui é motivo de nossas próprias questões 🙂 . Mas, recebi um e-mail muito interessante, sobre uma pesquisa com relação a violência, e sobre regras estabelecidas, o qual seria até interessante pra um post futuro; enfim, dá pra perceber nitidamente como o sistema de repressão nos torna robotizados, onde nossa ação não é questionada, agimos por que tem que ser assim, porque são regras estabelecidas, são leis morais e bons costumes para o bem da sociedade.
    E essas “ordens” são comparadas mitologicamente à razão, à mente, ao logos, ao deus solar Apolo, que outra coisa não é em seu real significado que a luz da consciência. Está aí um grande mal entendido, que vem distorcer completamente o real significado da “consciência”, que é diferente de intelecto. Bom!! olha eu aqui viajando nos assuntos, muito embora esteja tudo relacionado, esse é assunto vasto pra um outro post. 🙂

  14. Elielson said

    A crença na autoridade regimental terceirizada é uma paranóia, assim como a anarquia tbm é uma paranóia, só que de muitos, por isso dão tanto trabalho pros terceirizados, pq o anarquista paranóico concorda indiretamente com a lei quando não se sabe nem anarquista, nem paranóico. Ação remete a agente, ação justificada por outra ação, não exclui o primeiro agente, portanto uma escala de responsabilidade só é criada quando consentida ou roubada. O beneficio territorial dado em troca da contribuição é o que causa em primeira mão a falta e a carência do que será reoferecido pela metade com o rótulo de beneficio territorial que na verdade é só o repartimento de produção com o individuo que inventou ou pegou carona nessa brincadeira sem graça de controle pelo medo e pela dor. O mal de fato existe apoiado no combate ao mal, que sabe ser benevolente e misericordioso com o monstrinho mais sanguinário, mas que depende da próxima vitima do monstrinho para mantê-lo bem até sua morte natural, durante esse tempo, não importa ao combatente do mal os diversos sofrimentos que terá o sujeito que sustentar os dois brincalhões que são o monstrinho e o combatente deste, o importante é o jogo ser iniciado e reiniciado, caso um santo egoista apresentar novas possibilidades, as vezes ascética mas nem por isso altruista não é mesmo?( Bem… é o que o combatente do mal diz sobre esses caras, esses santos, honestos por causa do prazer, sofredores hedonistas, então quem é doido de ir contra o combatente do mal, pois ao fim do movimento consciencial vê-se que mal mesmo, é quem desafiar a opinião do combatente do mal.).
    Quanto ao bem, ahh o bem, depende, que bem que estamos falando, pode ser o mecanismo que lhe protege do mal, pois é, quase sempre é isso, mas as vezes tbm é o que não é o mal, por falta de tempo ou de vontade.

  15. adi said

    “A crença na autoridade regimental terceirizada é uma paranóia, assim como a anarquia tbm é uma paranóia, só que de muitos, por isso dão tanto trabalho pros terceirizados, pq o anarquista paranóico concorda indiretamente com a lei quando não se sabe nem anarquista, nem paranóico.”

    É assim que o sistema se mantém bem vivo, se alimentando principalmente dos que se opõem a ele.

    “Quanto ao bem, ahh o bem, depende, que bem que estamos falando, pode ser o mecanismo que lhe protege do mal, pois é, quase sempre é isso, mas as vezes tbm é o que não é o mal, por falta de tempo ou de vontade.”

    Ou não é o mal por medo de sofrer, por medo das consequências, medo da punição!! As vezes o bem se mascara pra encobrir o sentimento de culpa, as vezes por trás de um ato majestoso se esconde a vaidade, ou até um sentimento de superioridade…
    No atual estado consciencioso do ser humano, raramente encontraremos pessoas praticando a bondade pelo mais puro altruísmo.

  16. Elielson said

    🙂

    Essas alterações no nada se devem a disposição de expressão, que não observa a observação sem antes observar por si própria a si própria. Bom seria se todos nós fossemos chamados de idiotas no futuro se as pessoas do futuro não estiverem o fazendo por serem mais idiotas do que nós. Ninguém está cego pro que é, só existe cegueira para ver o outro, mas no que a cegueira pensa ver vez ou outra, compõe e decompõe o que é. Os outros dormem para o sonho de uns, uns acordam pro seu próprio sonho. A mentira segundo o mundo é a verdade, tomar as redeas da sua própria verdade é saber quando se mente. As gargulas de nossos tempos são os nossos sentimentos que espantam a frieza, as vezes sentimentos um pouco feios, mas melhor tê-los do que na caça deles invadirmos outros templos, com suas próprias gargulas a guardar suas próprias descobertas sobre si. Não há uma redistribuição de consciência, carregar cruz é viver, quem morre na cruz da vida revive. Cor, som, distância, tudo em escala, entre nós em nós, na forma temporária ilusória, mas nunca ilusória de modo inafetavel, a consciência é como pés cravados na inconsciência que se move.
    Domar-se e conter-se é ter a posição atual como a última e se algo se move ainda é a ultima posição, assim vive-se o irrevogavel real que não precisa ser defendido ou atacado, quem morre vai, quem fica herda a grande vantagem de ter matado, mas a vantagem como toda sensação acaba, toda noite por toda vida.

  17. adi said

    “Domar-se e conter-se é ter a posição atual como a última e se algo se move ainda é a ultima posição”

    É o ego que se apega com unhas e dentes a essa ilusão que mantém vivo o engano de sua realidade, então tudo que possa atrapalhar essa certeza é muito bem reprimido, domado e contido, levando tudo a essa dicotomia. O impulso reprimido ganha muito mais força, e cedo ou tarde o desejo contido irrompe com muito poder. Só que o ideal também não é soltar o impulso e vivenciá-lo na íntegra, mas fazer um trabalho de conscientização mesmo, de aceitação e amor próprio antes de mais nada. Sei lá, eu acho que é assim que resolvemos melhor essa questão. 🙂

  18. adi said

    Só complementando acima, é porque eu vejo hoje em dia os estudantes de ocultismo fazerem a maior mistureba. É verdade, trocam tudo. Só porque tem aquela frase do Crowley que diz: “Faze o que tu queres há de ser toda a lei” – pronto, neguinho já sai por ai usando ritual pra ataque psíquico.
    Não que isso pega, ele não tem poder nenhum pra isso, ainda não desenvolveu seu próprio psíquico, então não funciona; só que por aí vc percebe a intenção das pessoas, a agressividade está sempre presente. Ao invés de usar da magia pra melhorar-se e desenvolver-se espiritualmente, fica usando pra atacar outros.
    Por aí vemos o tamanho da vaidade do ego que acha que pode tudo.

  19. Elielson said

    A contenção existe, como valvula, como simbolo adotado para conduzir as paixões e inesgotarem a fonte de prazer sensorial, a repreensão dos conteudos em exposição ao que se evita, te coloca numa posição de combate ou de simbiose, a interação identificada entre quem tem metas semelhantes forma o grupo, e na agregação da causa real de cada individuo ocorre uma dilatação de preceitos para integrar um dos polos enquanto outro grupo se forma pelo mesmo meio ou por simples exclusão. Porém o ser humano nasce reto… A conquista do terceiro é o interesse dos opositores, o que é novo porém intensifica o fluxo entre os grupos até mesmo sobre o que já é posicionado, seja por intensificação da disputa ou da conciliação, a disputa elimina, a conciliação elimina, e o que nasce reto agora não tem mais um modelo de retidão, por não estar entre opostos, ou, devido ao contato com os individuos de ambos os grupos, formulou um novo conjunto de necessidades para reprimir toda a negatividade que criou de acordo com o que observou no que intensificava a disputa e no que impedia a conciliação, até ai tudo bem, é um organismo em busca de sobrevivência. Mas falemos do mal, o mal se sabe mal, ele é mal, mal e mal, não observa preceitos, e pode até usá-los para aumentar sua potência de exercicio, seja pelo sagrado ou pelo profano o que ele quer ver é a destruição do que vive e na destruição está o seu prazer, além da ameaça de eliminação de possiveis rivais, o mal acha-se suficiente para disseminar-se mesmo que reste apenas suas próprias celulas a se consumir, e o mal se contém quando conveniente apenas, pois há cobiça e oportunismo sem outros principios que impeçam o mal de estar agindo, ele não nega a realidade no que diz respeito a um questionamento sobre ela, o que ele faz é aceitar a realidade como algo a destruir, pela revolta e constatação de que todos os grupos lhe permitem o exercicio de sua farsa destrutiva, bastando a ele excitar nos individuos dos grupos o que lhe é identico. Diz-se que na verdade o mal foi o unico fruto do conhecimento, pois o mal é a unica coisa que se conhece na verdade, e o mal, faz a vida perder o maravilhamento, pois vendo o mal, ele é reconhecivel de modo definitivo, ou seja, se o mal é a unica coisa que pode de fato ser conhecida, ele é o conhecimento, porém bendito é aquilo que se mostra desconhecido, pois o conhecido deixa de ser maravilhoso, então, o conhecimento vindo ao ser, em forma de consciência sobre o efeito irreversivel, (o fatal, não o tenso), da ação, é o mal, e o que resta no conteudo inconsciente, vindo a consciência e não lhe fazendo mal, pode até ser chamado de bem, na falta de um mal que lhe defina, mas é rarefeito.
    Portanto, ao reconhecer as irreverssibilidades e fatalidades, não há o que fazer, mas o reconhecer parte de projeção, pq o conhecer o mal, hmmmm, esse, quem sobrevive fala um pouco sobre ele, expulso do paraiso ao conhecer o inferno, sendo mal as vezes, nem tanto por volitividade, mas, por estar consciente de sua liberdade de praticas, quem pratica o mal se expõe, o problema é que o mal usará teu perdão 70 vezes 7, e até onde for possivel, talvez somente por isso que eu disse, o lance de ficar tentando a identidade do individuo, oferecendo o fruto do mal, em forma de ódio pode ser, mas nunca se escondendo, não há como o mal se esconder, talvez, quem sabe, tenha um modo de numa dessas 70 vezes 7, forçar-se o mal a uma convivência com essas rarefações que quando não incorpora-se o mal, ficam parecendo o bem, já que o tempo leva tudo, o bem… o mal…

  20. adi said

    Bom dia Elielson,

    “Portanto, ao reconhecer as irreverssibilidades e fatalidades, não há o que fazer, mas o reconhecer parte de projeção, pq o conhecer o mal, hmmmm, esse, quem sobrevive fala um pouco sobre ele, expulso do paraiso ao conhecer o inferno, sendo mal as vezes, nem tanto por volitividade, mas, por estar consciente de sua liberdade de praticas, quem pratica o mal se expõe, o problema é que o mal usará teu perdão 70 vezes 7, e até onde for possivel, talvez somente por isso que eu disse, o lance de ficar tentando a identidade do individuo, oferecendo o fruto do mal, em forma de ódio pode ser, mas nunca se escondendo, não há como o mal se esconder, talvez, quem sabe, tenha um modo de numa dessas 70 vezes 7, forçar-se o mal a uma convivência com essas rarefações que quando não incorpora-se o mal, ficam parecendo o bem, já que o tempo leva tudo, o bem… o mal… ”

    Esse perdoar 70 vezes 7 não parece muito mais uma passagem pelos 7 chacras, tantas vezes, se conhecendo, liberando e conhecendo as potências de suas próprias forças e energias, que por esse auto-conhecimento vão deixando de serem cegas, ou seja, podem ser dirigidas e transformadas, ao invés de usadas pra agressão e violência, pra algo construtivo, como por ex. as artes. Esse perdoar, muitas vezes se refere ao próprio indivíduo com relação a si próprio, e quando nos perdoamos já não somos muito mais brandos com o próprio mundo? Quando julgamos a nós mesmos com muita severidade, julgamos o mundo também com muita severidade, portanto, nada é permitido, tudo é errado, a mão que julga se torna pesada como o ferro, controle, controle…
    Mas dentro desse ilusório controle, não há o verdadeiro conhecimento, há somente o reprimido… e a repressão só aumenta o desejo…

    bjs

  21. Elielson said

    Violência e arte, vou mandar dois links então, um de uma musica que pra mim é uma das melhores do engenheiros, e outro de uma super interpretação do ney matogrosso.

    😀

  22. adi said

    Elielson,

    Não conhecia essas músicas, ambas são lindas. Essa do do engenheiros, uau!!

    É bem por aí mesmo, exatamente essa a noção do mal em nossa sociedade, na maioria das vezes vem travestida de regras morais, de certezas “num bem” que tem que ser imposto sobre o que se julga mal…

    Mas tem aquele velho ditado muito verdadeiro: “de boas intenções o inferno está cheio”.

    🙂

  23. Elielson said

    Vou me alongar no assunto. 🙂

    A valvula que contém.
    As imagens encenadas das quais participamos dão ingredientes as psiques em formação, do eu e do outro, e sempre as imagens vivas excedem em influência os pensamentos intermediados por simbolos imaginativos, isso é toda diferença entre discurso e atitude, que não podemos pensar que faz do discurso inativo algo inerte, mas ao final das contas o polo positivo da realidade é o ato, podendo o discurso ser a coisa a alimentar o polo negativo, o objeto do ato é o polo negativo da realidade, a demagogia chama a si a responsabilidade pela extinção do objeto do ato, mas quem atua, mesmo que possuido pelo discurso é positivo a serviço do negativo, a vida é positiva, fato, a necessidade de um respaldo negativo faz subsistir a vida, porém há o limite de destruição e preservação da semelhança que pode ser abrangido pela compaixão aliada aos metodismos de prevenção dos riscos biológicos, e a isso está atrelado até mesmo a vitalidade do lirio do campo.
    A cornucópia é o ato vivo e o mal auto-dirigido mordendo o próprio rabo ou não, é dono de uma intensidade na mesma dimensão que os demais focos de manifestação, algo além da dinamica social e do foco de manifestação está ao redor do ser, e basta o que… 5 anos pra perceber que a estranheza tem lá seus motivos, mesmo como uma anomalia perceptiva exclusiva dessa forma de materialização no espaço, o homo-sapiens.
    Li uma frase esses dias e até lembrei da Sem, dizia assim: O historiador é o rei, Freud a rainha., e ai foi um bum de conexões na minha mente, e considero que todas as motivações e razões pelas quais os homens não veem na inchada uma solução eterna, são guerras de travesseiros levadas a sério mas somente para fuga de uma realidade que não é incoveniente, afinal, todos se alimentam e todos pensam, mas quando sectariza-se o pensador e o produtor o comunismo aparece como uma desculpa pra que as identidades suprimidas intensifiquem essa divergência, tanto nas produções quanto no pensamento.
    Um mantra matinal pra quem quiser: lei é pra bandido. Qualquer sinceridade que escape desregula o que se espera da frequência valvulada. Vê-se a vida adotando uma posição dual-causal e a automática consulta externa mostra logo de cara quais os condicionamentos que substituem as verdades mas deixam a mentira principal ser tablado da humanidade, mesmo que o impulso que se consiga a partir deste seja tão falso quanto este. Há um mito no ar de que a saúde mental seria mais perigosa do que a divisão entre as crenças e o conhecimento, e o sistema em si seja o estimulo a sobrevivência as custas de mazelas que lançam o homem ao espaço. Ora, e vale a pena explorar algo se o tipo de coisa a se espalhar seja esta?
    A solidão espacial é sentida mais intesamente do que a liberdade, mas pow, seis bilhões de pessoas e ainda se pensa em seis bilhões como base para exploração de alguns poucos, é natural que assim o medo da solidão por estar no topo de uma merda de cadeia alimentar seja mais ressaltado e explorado do que a vontade de liberdade, já que a liberdade se faz dependente de um giro capital que lhe favoreça… ( então cria-se um pequeno mecanismo de impunidade para que as pessoas podendo se explorar estejam estimuladas a viver, Q LINDO!, e assim talvez não se sintam tão só no topo da cadeia alimentar, já que há um canibalismo pré-consentido em forma não só de crime, mas também de reabilitação, shit). 🙂

  24. adi said

    “Um mantra matinal pra quem quiser: lei é pra bandido. Qualquer sinceridade que escape desregula o que se espera da frequência valvulada. Vê-se a vida adotando uma posição dual-causal e a automática consulta externa mostra logo de cara quais os condicionamentos que substituem as verdades mas deixam a mentira principal ser tablado da humanidade, mesmo que o impulso que se consiga a partir deste seja tão falso quanto este.”

    É mesmo. E já não sabemos distinguir mais a mentira da verdade. Tudo é ilusão e tomamos por realidade. E as pessoas não querem responsabilidades, a maioria só quer comer e fazer filhos, e cada vez mais nosso planeta está entupido de gente e faltando comida.Olha, eu fico desanimada com tanta burrice alheia, eu não consigo entender como ainda o mundo está tão entorpecido, principalmente aqui no Brasil, estamos regredindo pra um novo estado babá, uma ditadura vestida de democracia, e o povo se contenta com migalhas desde que sejam ganhadas, ninguém quer correr atrás, ser independente, responsável por si. É a escolha da massa. Porque você acha que o voto é obrigatório? porque se dependesse da vontade dos brasileiros irem pras urnas escolher, todos acomodados como são, iriam ficar em casa comendo e fazendo filhos. Só os conscientes iriam votar, e pessoa consciente não vota em bandido. Não é fácil!!!

    🙂

  25. adi said

    Povo marcado e povo feliz!!

  26. Elielson said

    Ta aí, o governo como macrorepresentação do ego (já que é um gato de mentira formado por ratos de verdade), que se move dentro de uma consciência (nesse caso uma falsa consciência coletiva), nisso a responsabilidade vaza desse mecanismo quando mexe com as expectativas do poder do que algo tão grande como um cofre público pode realizar, assim a circunstância e a sorte se anula pra quem decide escalar a piramide sustentada por escravidão convergindo em si a potência ordenativa do gato.

  27. adi said

    “Ta aí, o governo como macrorepresentação do ego (já que é um gato de mentira formado por ratos de verdade), que se move dentro de uma consciência (nesse caso uma falsa consciência coletiva), nisso a responsabilidade vaza desse mecanismo quando mexe com as expectativas do poder do que algo tão grande como um cofre público pode realizar, assim a circunstância e a sorte se anula pra quem decide escalar a piramide sustentada por escravidão convergindo em si a potência ordenativa do gato.”

    Exatamente! O estado é uma cópia mal feita do que deveria ser a consciência coletiva no seu sentido mais verdadeiro e puro, ou seja IMPESSOAL, voltada única e exclusivamente para o bem comum de todos. Mas não, só há interesses “pessoais” por trás de tudo, todos só querem sugar o máximo que podem, são como vampiros sugando o sangue do povo. Eles são isso mesmo, macrorepresentações do que existe dentro de cada um, e por isso não adianta lutar com o sistema que está fora da gente… por que mesmo que os governos fossem explodidos hoje, tudo se organizaria novamente igual, porque a mentalidade geral continua a mesma…

  28. Sem said

    Meus amigos,

    Adi, demorou mas saiu.

    Elielson, Adi… adorei as músicas, todas dentríssimo desse contexto Bem X Mal. Vai aqui a minha, dentrézimo ao assunto e fazendo ponta com o “bode expiatório” do Girard e o “homo sacer” do Agamben.

    Boa noite…. se possível. 🙂

  29. Lucas said

    Bem e mal… São conceitos ambíguos, e que por essa razão, variam de pessoa para pessoa. Para sobreviver, nos agarramos à tudo que sabemos, compreendemos e acreditamos. E assim, criamos a nossa realidade. Mas conhecimento e compreenção também são palavras ambíbuas, e essa realidade, pode não passar de uma ilusão.
    Pois tudo é suposição, e os humanos, vivem fazendo suposições erradas.

  30. Adi,

    No artigo Bem X Mal, parece que violência e crueldade são colocados ” no mesmo saco”.
    Um homem pode caçar para sobreviver, e é necessário usar violência nessa atividade, mas torturar o animal antes de matá-lo, na minha opinião é outra coisa, é,crueldade.
    O ser vivo violento, na sua opinião, é necessariamente cruel?
    “Dizem os naturalistas que a “natureza” é harmoniosa, bela, perfeita, cheia de paz, que os animais somente matam pra se alimentarem, e que não há maldade nos reinos animal, vegetal e mineral. Não é bem isso que verificamos ao assistir os vários documentários que passam nos Discoverys da vida sobre a vida animal, sobre a fúria e violência dos elementos da natureza em forma de tempestades, furacões, maremotos, raios, vulcões, terremotos; no reino vegetal sabemos de plantas que vampirizam outras, das que são venenosas, das carnívoras; e chego a conclusão de que a natureza pode ser tudo, menos pacífica. É uma luta constante pela sobrevivência da “vida” como um todo, à custa dela mesma.”
    Há animais que “brincam” ( torturam suas presas, antes de comê-las).
    Então, a crueldade no homem é natural, está no cérebro reptiliano, também?
    A crueldade ( causar o sofrimento pelo prazer de causá-lo) não é uma anomalia da natureza?Não está “fora” da natureza humana, sendo, por isso, atribuído a entidades demoníacas, satânicas ou maléficas?

  31. adi said

    Olá Sinopticos,

    Seja bem vindo aqui, e direi o mesmo que disse ao Fábio no post sobre magia negra, primeiro meus agradecimentos pela sua participação e depois minhas desculpas pela demora e ausência.

    ” Então, a crueldade no homem é natural, está no cérebro reptiliano, também?
    A crueldade ( causar o sofrimento pelo prazer de causá-lo) não é uma anomalia da natureza?Não está “fora” da natureza humana, sendo, por isso, atribuído a entidades demoníacas, satânicas ou maléficas? ”

    Sabe, esse post foi há tanto tempo, que nem sei se compartilho totalmente dessa mesma opinião. O que percebo, é que há tantas variáveis, somos seres muito, muito complexos, e atribuir nosso lado obscuro e desconhecido chamado “mal” tão somente aos nossos instintos primitivos, talvez seja limitar a questão, que se fosse simples, com certeza já teríamos encontrado a resposta certa. Mas, se ainda interessar, aqui vai minha humilde mas sincera opinião.

    Certo é que a resposta certa não existe, assim como não existe a “receita” certa para essa conciliação entre as forças opostas da natureza humana, também conhecidas como instinto x razão/espirito. Apesar disso, não podemos negar, que o que conhecemos por mal atualmente, se baseia muito, nos vários tipos de assassinatos, roubos, sequestros, violência, que independente dos motivos, estão relacionados com essa parte primitiva do cérebro, que não sente empatia, muito menos, usa a razão que pensa nas consequências. O que não dá pra negar também, é que violência com motivo torpe, injustificável, é cruel em si, então nesse sentido eu as colocaria no mesmo saco. Agora, usar de violência pra salvar a própria vida é justificável, nem mesmo condenável pelas nossas leis, e estamos falando da mesma coisa, da mesma energia, mas não da mesma situação e nem do mesmo motivo.

    Resumidamente, porque o assunto é muito complexo, o que eu compreendo por agora, é que ainda, essa estrutura cerebral primitiva, chamada cérebro reptiliano, que é responsável pela sobrevivência e reprodução, faz com que sejamos violentos, no sentido que, tanto nos homens como no animal, agindo por ele, não raciocinamos e nem sentimos emoções, somente agimos pela força e pelo impulso. E claro que esse impulso ou força, não é maligno em si, na maioria das vezes ele é o responsável por salvar nossas vidas, realizar proezas de força e agilidade impensáveis em condições normais.

    Num sentido mais amplo, indo nas questões espirituais, nós sabemos que essa evolução, do ser comum em direção ao divino, ou seja, da conciliação entre os opostos, ou conciliação entre bem e mal dentro de cada um, se dá pela elevação da kundalini, ou da elevação das energias ou foco da vida, que se realiza nos chacras, começando do básico e mais instintivo e sexual, ou seja, as mesmas estruturas que o cérebro reptiliano controla, se elevando e ativando os chacras, até o despertar completo no cérebro, indo além do reptiliano, que se dá pela união de nossas energias, ou seja, nossa Totalidade. Nossa natureza está dividida, porque parte dela vivifica o ser, o corpo, e está inconsciente no chacra raiz, e parte dela continua sendo como o oceano, pleno e absoluto, como conciliar?? Através da consciência.

    E só pra concluir, não, não acredito que a crueldade esteja fora da natureza humana e por esse motivo seja atribuída a entidades demoníacas e outras mais, mas, ainda tem sentido pra mim justo o contrário, que essas forças de nossa própria natureza humana, enquanto desconhecidas e inconscientes, são interpretadas como demoníacas, maléficas ou satânicas. Reconhecê-las e integrá-las à consciência, esse é o propósito. Quando essa força que só age por instinto, estiver desperta, não seremos só instinto, ou só emoção, ou só razão, nem só espiritual, mas seremos um conjunto todo coordenado agindo em equilíbrio se expressando no mundo.

    Muito obrigada!
    adi

  32. adi said

    Olá Sinopticos19,

    Nossa!! relendo a resposta, me pareceu muito matemática, automática e sem emoção, nada disso. A verdade é que realmente estou muito grata e feliz por essa troca que muito me enriquece.

    Namastê,
    adi

  33. sinopticos19 said

    Obrigado, Adi.Relendo meu comentário, creio que não organizei suficientemente meus pensamentos.
    /\

  34. sinopticos19 said

    Sem, o que significa, literalmente, “homo sacer”?Homo está claro, mas sacer…por fa vor.

  35. sinopticos19 said

    Sem, eu quis dizer : sacer.. por favor, me esclareça.

  36. sinopticos19 said

    Boa tarde, Adi!!!

    Pode me ajudar a localizar o post sobre magia negra ao qual vc se referiu???
    Ah, desta vez eu é que demorei, rs!!! Um ano , dez meses, e alguns dias!!!
    Se conhecesse vc em “carne e osso” , talvez dissesse: senti saudades.

    Sinopticos 19
    José Elias

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