Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

A Consciência por Ouspensky

Posted by adi em julho 12, 2010

Depois do feriado prolongado, a gente retoma com a sensação de que o tempo está passando muito acelerado, mal começamos relaxar, já temos a Segundona cheia de trabalho acumulado, fazer o que, né? o jeito é encarar de frente.

Fato é que ultimamente minha energia está direcionada pra leitura, e talvez por isso, têm sido complicado encontrar inspiração em escrever um post. E não é por falta do que falar, tem tantos assuntos que gostaria de colocar em discussão pra gente desenvolver melhor, mas no momento estou meio aérea  🙂 . Então, por este motivo, vou “colar”  de novo o trecho de um livro bem interessante e que tem tudo a ver com os últimos posts.

O  trecho abaixo é do livro  PSICOLOGIA DA EVOLUÇÃO POSSÍVEL AO HOMEM, do psicólogo e filósofo russo P. D. Ouspensky.

” O que é a consciência? Na linguagem comum, a palavra “consciência” é quase sempre empregada como equivalente da palavra “inteligência”, no sentido de atividade mental.

Na realidade, a consciência no homem é uma espécie muito particular de “tomada de conhecimento de si mesmo”, conhecimento de  quem ele é, de onde está e, a seguir, conhecimento do que sabe, do que não sabe, e assim por diante.

Só a própria pessoa é capaz de saber se está consciente ou não em dado momento. Certa corrente de pensamento dá psico­logia européia provou, aliás, há muito tempo, que só o próprio homem pode conhecer certas coisas sobre si mesmo. Só o próprio homem, pois, é capaz de saber se a sua consciência existe ou não, em dado momento. Assim, a presença ou a ausência de consciência no homem não pode ser provada pela observacão de seus atos exteriores. Como acabo de dizer, esse fato foi estabelecido há muito, mas nunca se compreendeu real­mente sua importância, porque essa idéia sempre esteve ligada a uma compreensão da consciência como atividade ou processo mental.

O homem pode dar-se conta, por um instante, de que, antes desse mesmo instante, não estava consciente; depois, esquecerá essa experiência e, ainda que a recorde, isso não será a consciência. Será apenas a lembrança de uma forte experiência.

Quero, agora, chamar-lhes a atenção para outro fato per­dido de vista por todas as escolas modernas de psicologia.

É o fato de que a consciência no homem jamais é permanente, seja qual for o modo como é encarada. Ela está presente ou está ausente. Os momentos de consciência mais elevados criam a memória. Os outros momentos, o homem simplesmente os esquece. É justamente isso que lhe dá, mais que qualquer outra coisa, a ilusão de consciência contínua ou de “percepção de si” contínua.

Algumas modernas escolas de psicologia negam inteira­mente a consciência, negam até a utilidade de tal termo; isso, porém, não passa de paroxismo de incompreensão. Outras escolas, se é possível chamá-las assim, falam de “estados de consciência”, quando se referem a pensamentos, senti­mentos, impulsos motores e sensações. Tudo isso tem como base o erro fundamental de se confundir consciência com funções psíquicas.

Na realidade, o pensamento moderno, na maioria dos casos, continua a crer que a consciência não possui graus. A aceitação geral, ainda que tácita, dessa idéia, embora em contradição com numerosas descobertas recentes, tornou impossível muitas observações sobre as variações da consciência. O fato é que a consciência tem graus bem visíveis e observáveis, em todo caso visíveis e observáveis por cada um em si mesmo.

Primeiro, há o critério da duração: quanto tempo se permanece ­consciente?

Segundo, o da freqüência: quantas vezes se tornou consciente?

Terceiro, o da amplitude e da penetração: do que se estava consciente? Pois isso pode variar muito com o crescimento inte­rior do homem.

Se considerarmos apenas os dois primeiros desses três pon­tos, poderemos compreender a idéia de uma evolução possível da consciência. Essa idéia está ligada a um fato essencial, perfeitamente conhecido pelas antigas escolas psicológicas, tais como a dos autores da Philokalia, porém completamente ignorado pela filosofia e pela psicologia européias dos dois ou três últimos séculos.

É fato que por meio de esforços especiais e de um estudo especial a pessoa pode tornar a consciência contínua e controlável.

Tentarei explicar como a consciência pode ser estudada. Tome um relógio e olhe o ponteiro grande, tentando manter a percepção de si mesmo e concentrar-se no pensamento “eu sou Pedro Ouspensky”, por exemplo, “eu estou aqui neste momen­to”. Tente pensar apenas nisso, siga simplesmente o movimento do ponteiro grande, permanecendo consciente de si mesmo, de seu nome, de sua existência e do lugar em que você está. Afaste qualquer outro pensamento.

Se for perseverante, poderá fazer isso durante dois minutos. Tal é o limite da sua consciência. E se tentar repetir a experiên­cia logo a seguir, irá achá-la mais difícil que da primeira vez.

Essa experiência mostra que um homem em seu estado normal pode, mediante grande esforço, ser consciente de uma coisa (ele mesmo) no máximo durante dois minutos. A dedução mais importante que se pode tirar dessa expe­riência, se realizada corretamente, é que o homem não é consciente de si mesmo. Sua ilusão de ser consciente de si mesmo é criada pela memória e pelos processos do pensamento.

Por exemplo, um homem vai ao teatro. Se tem esse hábito, não tem consciência especial de estar ali enquanto ali está. E, não obstante, pode ver e observar; o espetáculo pode interessá-lo ou aborrecer-lhe; pode lembrar-se do espetáculo, lembrar-se das pessoas com quem se encontrou, e assim por diante. De volta à casa, lembra-se de haver estado no teatro e, naturalmente, pensa ter estado consciente enquanto lá se encontrava. De forma que não tem dúvida alguma quanto à sua cons­ciência e não se dá conta que sua consciência pode estar totalmente   ausente mesmo quando ele ainda age de modo razoável, pensa observa.

De maneira geral, o homem pode conhecer quatro estados de  consciência, que são: o sono, o estado de vigília, a consciência de si e a consciência objetiva.

Mesmo tendo a possibilidade de conhecer esses quatro esta­dos de consciência, o homem só vive, de fato, em dois desses estados: uma parte da sua vida transcorre no sono e a outra, só que se chama de “estado de vigília”, embora, na realidade, esse último difira muito pouco do sono.

Na vida comum o homem nada sabe da “consciência objetiva” e não pode ter nenhuma experiência dessa ordem. O homem se atribui o terceiro estado de consciência, ou “consciência de si e crê possuí-lo, embora na realidade, só seja consciente de si mesmo por lampejos, aliás muito raros; e, mesmo nesses momentos, é pouco provável que reconheça esse estado, dado que ignora o que implicaria o fato de realmente possuí-lo.

Esses vislumbres de consciência ocorrem em momentos excepcionais, em momentos de perigo, em estados de intensa emoção, em circunstâncias e situações novas e inesperadas, ou também, às vezes, em momentos  bem simples onde nada de particular ocorre. Em seu estado ordinário ou “normal”, porém, o homem não tem qualquer controle sobre tais momentos de consciência.

Quanto à nossa memória ordinária ou aos nossos momentos de memória, na realidade, nós só nos recordamos de nossos momentos de consciência, embora não saibamos que isso é assim.

O que significa a memória no sentido técnico da palavra ?  Notarão que não se recordam das coisas  sempre da mesma maneira. Algumas coisas são recordadas de forma muito viva, outras permanecem vagas e existem aquelas de que não se recordam em absoluto. Sabem apenas que aconteceram.

Ficarão muito surpresos quando constatarem como se re­cordam de pouca coisa, E é assim, porque só se recordam dos momentos em que estiveram conscientes.

Assim, para voltar a esse terceiro estado de consciência, podemos dizer que o homem tem momentos fortuitos de consciência de si, que deixam viva lembrança das circunstâncias que eles ocorreram. O homem, entretanto, não tem nenhum poder sobre tais momentos. Aparecem e desaparecem por si mesmos, sob a ação de condições exteriores, de associações aci­dentais ou de lembranças de emoções.

Surge esta pergunta: é possível adquirir á domínio desses momentos fugazes de consciência, evocá-los mais freqüentemente, mantê-los por mais tempo ou, até, torná-los permanentes?

Em outros termos, é possível tornar-se consciente? Esse é o ponto essencial e é preciso compreender, desde o inicio do nosso estudo, que esse ponto escapou completamente, até em teoria, a todas as escolas modernas de psicologia, sem exceção.

De fato, por meio de métodos adequados e esforços apro­priados, o homem pode adquirir o controle da consciência, pode tornar-se consciente de si mesmo, com tudo o que isso implica. Entretanto, o que isso implica não podemos sequer imaginá-lo em nosso estado atual. Só depois de bem compreendido esse ponto, é possível empreender um estudo sério da psicologia. ”

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20 Respostas to “A Consciência por Ouspensky”

  1. Uma pergunta provocadora (fazendo o papel de advogado do diabo, deixo bem claro, pois não tenho certeza da resposta): além de ser possível tornar-se consciente, isso é desejável? Sendo desejável e possível, a meditação budista, o estado de plena atenção que se busca no exercício desse tipo de meditação, é uma forma de tornar-se consciente?

  2. adi said

    Oi Victor,

    ” além de ser possível tornar-se consciente, isso é desejável? ”

    Bom, os místicos de todos os tempos atestam ser possível essa outra realidade. Na minha modesta opinião, não só é desejável, como tem sido minha motivação, pelo simples fato de que não estamos de todo em nada do que realizamos, dá pra imaginar o potencial desperdiçado?

    ” Sendo desejável e possível, a meditação budista, o estado de plena atenção que se busca no exercício desse tipo de meditação, é uma forma de tornar-se consciente? ”

    Sim, acredito que seja um dos caminhos, mas não o único, de se alcançar a plena consciência. Assim como no hinduísmo há tipos diferentes de Yogas (Jnana Yoga, Karma Yoga, Bhakti Yoga) que visam o mesmo resultado, mas que dão ênfase ao tipo de disposição do praticante, ou seja, Jnana/conhecimento/mente, Karma/ação/corpo, ou Bhakti/devoção/emoção. Então, a meditação budista, ou mesmo outro tipo de meditação é mais indicada para tipos mentais, já para tipos emocionais pode-se alcançar o estado de plena atenção com uma oração fervorosa em amor dirigida à Deus, e há tipos de pessoas que alcançam esse estado na disciplina do corpo, como artes marciais, corrida, escalando uma montanha, ou seja em superação aos limites do corpo físico. Em todos os casos, segundo os místicos, o resultado é o mesmo, só o caminho é diferente.

    abs
    adi

  3. Fiat Lux said

    “O homem é uma máquina, mas uma máquina muito singular. Pois, se as circunstâncias se prestarem a isso, e se bem dirigida, essa máquina poderá saber que é uma máquina.

    E se
    se der conta disso plenamente, ela poderá encontrar os meios para deixar de ser máquina.

    Antes de tudo, o homem deve saber que ele não é um, mas múltiplo.
    Não tem um Eu único permanente e imutável.

    Muda continuamente. Num momento é uma pessoa, no momento
    seguinte outra, pouco depois uma terceira e sempre assim, quase indefinidamente.

    O que cria no homem a ilusão da própria unidade ou da própria integralidade é, por um lado, a sensação que ele tem de seu corpo físico; por outro, seu nome, que em geral não
    muda e, por último, certo número de hábitos mecânicos implantados nele pela educação ou adquiridos por imitação.

    Tendo sempre as mesmas sensações físicas, ouvindo sempre ser chamado pelo mesmo nome e, encontrando em si hábitos e inclinações que sempre
    conheceu, imagina permanecer o mesmo.

    Na realidade não existe unidade no homem, não existe um centro único de comando, nem um “Eu’, ou ego, permanente

    Imaginem que um sábio de um planeta distante receba da Terra amostras de flores artificiais, sem nada saber sobre as flores verdadeiras. Ser-lhe-á extremamente difícil
    defini-las, explicar sua forma, suas cores, os materiais de que são feitas — algodão,
    arame, papel colorido — e classificá-las de um modo qualquer.

    Com relação ao homem, a psicologia encontra-se em situação totalmente análoga.
    Ë obrigada a estudar um homem artificial, sem conhecer o homem real.

    Ë evidente que não é fácil estudar um ser como o homem, que não sabe, ele próprio, o que
    é real e o que é imaginário nele mesmo.

    De modo que, a psicologia deve começar por estabelecer
    distinção entre o real e o imaginário do homem.
    As dificuldades que o homem experimenta para observar essas quatro manifestações —
    mentir, imaginar, expressar emoções negativas e falar sem necessidade —
    mostrarlhe-ão sua completa mecanicidade e a própria impossibilidade em que se encontra de lutar
    contra essa mecanicidade sem ajuda, ou seja, sem um novo saber e sem assistência direta.

    Pois, mesmo que tenha recebido certas indicações, o homem se esquece de utilizá-las,
    se esquece de observar-se; em outras palavras, recai no sono e tem que ser sempre despertado. ”

    Confesso que sempre desejei me tornar consciente e desperta, mas qdo cheguei perto, comecei a ficar com medo de perder a sanidade e os vínculos que me prendiam a essa dimensão.

    O processo que eu segui foi muito “irracional” e me exigiu muito pé no chão e pesquisa. Ainda estou assimiliando algumas coisas, não conhecia o estudo do Ouspenski e gostei muito, pois tem tudo a ver com minhas percepções, por isso transcrevi esse trecho acima.
    Bjs

  4. adi said

    Excelente esse trecho que você trouxe pra nós.

    Ouspensky já havia lido, mas somente trechos colocados na net, assim como esse aqui no Anoitan, e ontem pesquisando, na verdade sobre o continuum espaço/tempo, encontrei Ouspensky de novo, foi um grande “achado”. Adorei, ainda estou lendo, mas o livro sintetiza muito bem “todo” o processo interior de cada um na sua busca ou autoconhecimento. Neste livro citado, até o momento de minha leitura, coloca de forma muito clara, também, as minhas próprias percepções, as quais se baseiam muito no processo de individuação de Jung, misturado com budismo.

    = Confesso que sempre desejei me tornar consciente e desperta, mas qdo cheguei perto, comecei a ficar com medo de perder a sanidade e os vínculos que me prendiam a essa dimensão. =

    Fiat, interessante, nossos processos são parecidos nesse aspecto; muitas pessoas não conseguem entender o por que do medo quando “o Arquétipo/Força/Plenitude/Potência/Consciência causal/Self – muitos nomes” se aproxima do ego; é por que essa Força parece que vai nos devorar, apagar todas as nossas memórias, levando a um estado de inconsciência até, de esquecer o próprio nome; e devora mesmo, levando a loucura, caso a pequena porção da “consciência” não estiver ainda preparada, e por “preparada” me refiro à integração pelo menos de uma parcela desses outros “eus” que se encontram bem escondidos e reprimidos no inconsciente pessoal. Nisso a psicologia junguiana, no processo de “Individuação”, é um dos poucos métodos que trabalham de forma segura com a “sombra” (conteúdos reprimidos, também conhecidos como complexos). Sem essa integração/conscientização da parte sombria, há sim um enorme risco em ficar faceaface com o Self, pois resultaria em desintegração da pequena porção de “consciência adquirida”. Nesse caso o medo atua como proteção da pequena parcela de consciência.

    A cada experiência, ou contato com forças Arquetípicas/Self, segue-se um processo de assimilação e reformulação, chamado no meio esotérico de “expansão da consciência”, na psicologia de “integração”, mas que de fato, na realidade, do ponto de vista além da mecanicidade do ego, se trata de uma “atualização” do Arquétipo no manifesto, ou seja, uma “limitação” de sua infinita potência; essa atualização eu entendo como quebra de valores e crenças antigos, limitantes, dessa ordem explicada no texto, como sendo hábitos que copiamos (memes/karma/etc), pra uma posterior reformulação em conceitos e crenças novas mais flexíveis e abrangentes, até quem sabe, o despertar completo, e não precisar de nenhum conceito pra entender o Real, pois seremos plenamente Conscientes.

    bjs

  5. Elielson said

    Eu entendo a consciência, quero dizer: me faço consciente da consciência da seguinte forma: O cerebro tá a serviço dela, acredito mesmo que qualquer pessoa que nasça com um cerebro possui uma consciência, agora, existem os aparatos, que alguns se interessam em desenvolver, daí começam a ter sensações de individuo mais concisas e quando agregam a isso uma idéia de onisciência rumam aos esboços pleromáticos, akashicos e logo se atribui essa potência de visualização a um objeto externo que coincide com a consciência de uma maneira modelar-metafisica. Go ahead, todos os mecanismos e o caos que os aparatos enfrentam podem ser colocados a serviço da consciência, a consciência é ascendente, e fatos são trazidos até ela em forma de causa e pode ser até que seja mesmo pré-requisito a adoção de causas para que a consciência opere de modo vivaz. Muitas causas são simples, e a consciência deixa tudo no automático, daí que o estado de vigilia parece sono, pq pra qualquer problema que haja na insuficiência da causa tem um megamercado de pacotes institucionais prontos de consciência disponiveis. Outras causas não são tão simples, pois sendo originais ou verdadeiras demais para que deem lucro, recebem um segundo rotulo, bom ou mal… este segundo rótulo é o efeito.
    Então a consciência é assim, é o ambiente onde mantemos nossos pensamentos que se baseiam na agregação de visualizações de causas e efeitos(lembrando sempre que onisciência é uma furada e quem chega mais perto desta é o pequeno principe), mas as consciências quando recebem rótulos ficam antepostas, este rótulo não é beeeeem uma escolha, o que soa kármico pra dedéu, mas enfim, dá pra escapar, o que soa mais kármico ainda. Qualquer dia eu enfio nessa caixa de textos um monologo exagerado como sempre sobre os pacotes institucionais de consciência. Mas agora eu quero me ater ao fato de que a intelectualização das coisas servem ao corpo que intelectualiza, serve a consciência deste, que não se divide em autoconsciência, pois não há outro tipo de consciência, o que significa que a consciência só vira autoconsciência quando comparada, e não dá pra comparar, pois não existem maiores consciências digamos assim, pois se hitler quiser ser buda ele será mesmo que durante o tempo em que não estiver sendo hitler. Tem o rotulo, daí é trasheseira, daí até relativismo vai prestando um serviço estranho, pois a justificação da fabricação de alguns produtos maus são colocados como financiados pela demanda e pela compra dos produtos bons, neste megamercado sim, o código de barra é satanico :). E a consciência é algo complicado, desperta qualquer um para além do estado automato de vigilia, vai ver por isso rico não dorme e não entra no reino do céu, aleluia, seria muito burocrático, bem, mas onde rola grana acaba sendo não é mesmo? Depois a gente desenvolve, nove graus aqui, meu cerebro tá congelando… pois é, a consciência tem graus em seu aparato psicomotor…

  6. adi said

    Elielson, já virou picolé com o frio que está fazendo aí?? 🙂

    Porque aqui onde moro está um friozinho danado, e olha que aqui é bem mais quente que o Sul. Além da chuva que não quer parar, mas eu prefiro assim, adoro frio e também estava muito seco o ar.

    A consciência é um troço complicado. Mas eu gostei bastante do ponto de vista do Ouspensky sobre a consciência, fez muito sentido pra mim. Sabe, às vezes lembro de coisas que outras pessoas que participaram do mesmo evento não se lembram de nada, e o contrário também acontece comigo; simplesmente não foi registrado na memória, por que de fato não faço a mínima ideia, conforme Ouspensky, seria pelo motivo de que não estamos plenamente conscientes.

    Você tentou fazer o exercício do relógio? viu como é super difícil não ter pensamentos invasores a cada fração de segundo… 🙂

  7. Elielson said

    Eu tbm adoro o frio, um dia eu vou seguir o inverno. Só fico chateado quando tenho que mexer em alguma coisa no freezer, a mão dóóí.

    É que é assim Adi, tipo, eu surfo nesses pensamentos invasores, e todo mundo faz isso, a consciência revindica-os, toma-os e os molda no ego, os molda em letrinhas que imitam o caos porém de uma maneira material interativa, que premedita e reflete ou não sobre o equilibrio que dará um tom constante a vida(é bem a lei de amar o próximo mesmo), premeditando o equilibrio putx, só rola invasão boa, tem horas que o ego jura que a consciência é algo real, real não no sentido de poder realizar, mas real no sentido de não considerar outras manifestações como real, fazendo-se realeza onde outras realidades serão suditas de tal realidade. Talvez essa sensação tenha origem na indescritibilidade que entremeia nossas considerações sobre nós mesmos e a interatividade dessas considerações, assim voltamos ao inconsciente para denominar o que não temos a mão, mas nos invade ao querermos dizer algo sobre a mão de uma maneira que pareça interagir conscientemente, então a consciência tem um quê de conjurar o infinito pra quebrar a barreira(mais uma vez metafórica)que intersecciona mentes e dimensões. Um exemplo: Judas não matou, mas foi o que mais pecou, pois era o que estava mais consciente da merda que estava fazendo. Entendo sua visão de consciência, é bem por aí mesmo, o esquecimento também é uma tendência da consciência e relativamente mais um de seus aparatos, tipo: duas pessoas fazem uma transação material, eu, por estar aplicando meu ego no que me posiciona em algum destes aparatos não me preocupo com a observação objetiva sobre a proporção do objeto em transação, pois posso estar mais focado na observação do que me satisfaz melhor, que pode ser até mesmo o maravilhamento de duas frequências de vozes ou visões estarem sintonizados abaixo de um banco de dados que aponta identidade humana como forma maxima de reconhecimento, mas a outra pessoa está observando a proporção do objeto dentro do automatismo que lhe condiciona a ver no objeto o combustivel de sua intensidade vital, sendo assim, finalizada a transação, caberá a mim recolher minha consciência sabendo que tudo que aprecio criará uma nova forma e que a intensidade das observações que atingiram um pico sensorial foram coletadas pelo aparato da memória que poderá influenciar ou não nas transações que se assemelharem sensorialmente a esta, conforme minha consciência adquirir controle e automatizar o movimento e formar o habito. Então se por algum acaso a consciência do outro perceber um erro da proporção do objeto e não alertar ao outro que… digamos, vieram moedas a mais do que o automatismo das consciências estava habituado a perceber, terá de levar isso a sua própria consciência, que correrá o risco de habituar-se a repetir a percepção. Mas se for o caso de erro acidental Cezar continua recebendo o dele e Deus o dele. Por isso que vida bela é acidente em meio aos bandidos que querem bastante e bandidos que querem pouco, e o bem só é possivel se cercado de todos esses pseudo-privilégios abdicavéis, do contrário o bem poderia ser chamado de catapimba que não ia fazer diferença NE-NHU-MA.

  8. adi said

    “É que é assim Adi, tipo, eu surfo nesses pensamentos invasores, e todo mundo faz isso, a consciência revindica-os, toma-os e os molda no ego, os molda em letrinhas que imitam o caos porém de uma maneira material interativa, que premedita e reflete ou não sobre o equilibrio que dará um tom constante a vida… ”

    E na minha modesta opinião – que significa achismo mesmo, ou seja sem valor algum – justo esses pensamentos invasores, que no caso, o ego acredita que provém dele mesmo, e os toma por engano como seus próprios pensamentos, não, não pertencem de todo ao indivíduo, uma grande parcela pertence ao coletivo, pertencem às egrégoras, e são como memes que se colam à mente, moldando nossas próprias crenças, nossos gostos, preferências, etc.
    Só que, isso acontece, de certos pensamentos terem mais peso, da gente ter afinidades com determinados pensamentos e aceitá-los como nossos, é o que poderíamos chamar por pré-disposiçoes, e eu chamaria isso de pré-disposições kármicas. Você já têm um modelo mental, uma memória cerebral que se assemelha aos pensamentos que estabeleceram padrões comportamentais.

    O grande cerne da questão, é como quebrar essa identificação que nos torna como robôs repetitivos, condenados como máquinas no sentido de programadas com este modelo mental por toda a nossa experiência de vida, a ser sempre a mesma coisa, ter os mesmos pensamentos, as mesmas atitudes e escolhas, repetindo-nos every single day. Esse é nosso impedimento, nosso maior bloqueio de percebermos a “realidade” tal qual é.

    E então, perguntamos, mas o que é a realidade afinal? Bom, eu não sei; mas sei que não é isso que vejo e percebo todos os dias.

    A questão é intrigante: Até que ponto estamos disposto a ir pra desfazer o “irreal”? É muito complicado se desfazer do apego de nossas crenças, àquelas que acreditamos ser tão nossa, arraigada bem no âmago, que nos dão identidade, nos torna uma pessoa, personalidade especial. Quem está disposto a abrir mão de sua identidade em busca de uma “individualidade” desconhecida?? É um processo muito caro à alma humana, ainda não iluminada, perdida na ilusão.

    Nós todos mudamos, mesmo que só um pouco, mas mudamos nossas crenças e pensamentos. E isso é extremamente positivo; mas sabemos que a cada mudança mais profunda é como extirpar um pedaço de nós, como uma pequena morte até, um processo extremamente doloroso. E custa caro ao ego morrer um pouco por vez, a cada mudança ou transformação; mas é uma demanda interior, não é? parece que acontecimentos acontecem sem escolha, acontecimentos que se pudéssemos evitar o faríamos, acontecimentos que nos empurram à transformação. E pergunto novamente: O que causa esses acontecimentos? quem escolhe por nós? quem cria distorção na falsa realidade pra percebermos o real? Por que sofremos?

    Temos mesmo livre arbítrio? Podemos dirigir nossa vida livremente?? Podemos pensar só o positivo?

    Não, nós não somos tão especiais como gostaríamos de ser. 😉

  9. eug said

    “fazer o que, né? o jeito é encarar de frente.”

    É claro que encarar é de frente.
    De costas seria encostar, ou embundar…

  10. adi said

    “É claro que encarar é de frente.
    De costas seria encostar, ou embundar… ”

    hahaha! mas pode-se virar o pescoço e olhar pra trás…

  11. Elielson said

    -uma grande parcela pertence ao coletivo, pertencem às egrégoras.

    Sim, e mais, as egregóras de fato não são só estruturas institucionais que servem como luvas as pré-disposições, mas as culturas de ódio e sentimentos que fermentam sem atentar para o fato de que cada palavra é uma peça de roupa mental. E que nessa busca pelo estilo mental, pode-se sim optar pelo menos pelo padrão que foge ao padrão.

    -E então, perguntamos, mas o que é a realidade afinal? Bom, eu não sei; mas sei que não é isso que vejo e percebo todos os dias.

    Exato, parece que tudo faz questão de fingir-se fixo, permanente, essa ilusão ( e não tem melhor palavra), nos faz até pensar se não somos nós os responsáveis por retroalimentá-la, por dar matéria prima simplesmente pela manifestação ou pela falta dela, mas em todo caso, se for pra agir, que seja dentro do melhor modelo, aquele que se informa sobre qual roupa mental te permite o maximo de nudez. Onde o entedimento custa a afetação o individuo independente do que seja, sempre terá mais valor.

    – Por que sofremos? Temos mesmo livre arbítrio? Podemos dirigir nossa vida livremente?? Podemos pensar só o positivo?

    Adi… entendo, e acredite, entendo mesmo, sabe, e este sofrimento do qual vc fala… não é o sofrimento que parte da reflexão que recondiciona o individuo como submisso, nem se origina de rebeliões contra qualquer coisa, é o simples culto a idéia que não cai na real-real, tipo, PORRA, ONDE É QUE ESTAMOS? :D, até o argumento pela paz tem como principio a guerra, a mentira fortalece as coisas temporais, …e onde a idéia temporal de força se prova? No ser vivo.

    Mais um torcicolo existencial…

    Funções tem suas próprias medidas, indefinidas mas aproximáveis de uma definição, enfim, medidas de algum x para y, excesso, escassez e abstinência forçam a sensação de estar consciente pois a partir daí há luta não só da memória que podemos acessar como dos componentes da reformulação dos automatismos, ou seja, da interação para busca de vitalidade, que se ajusta internamente até onde a consciência permite, e se vier a se fatalizar este movimento, após isso para que retorne dependerá de Deus ou qualquer ajuda externa. Qualquer interação afeta o que não sabemos o que é mas que sabemos estar interagindo, a observação da causa já é uma causa, mas sem condições que se imponham alem da verdade como a defesa deste centro que se percebe. O fato é que existem indivíduos mais responsáveis pelos efeitos sociais, mas que não levando esses efeitos as suas consciências, não estão conscientes destes efeitos, e um efeito só é realmente levado a consciência quando a carne experiência o efeito, de resto as descrições de quem está apenas se comovendo se aproxima por associação visualizadora. Condicionamentos/automatismos referentes ao impulso vital são trabalhados após as necessidades virem a tona, é principalmente dos aspectos fisiológicos que partem as sensações de decisão, em prol destes automatismos é que um corpo vivo engendra-se na parte do mecanismo social que melhor lhe prover o recurso para subsistência dos hábitos assimilados. Existe o que é dificil de ser trazido a consciência, existe o que é mais ou menos e existe a ilusão de facilidade. Para o que é dificil o corpo requer a quebra do vinculo entre o objeto e a atenção sobre o objeto, daí que sonho mesmo não sendo revelador influencia criações mais autenticas, a atenção sobre o observador aumenta a sensibilidade as idéias que os objetos carregam e separa por um momento as imposições da mente sobre o objeto que ao primeiro instante podem parecer uma imposição do objeto sobre o observador, os processos mentais conhecidos e desconhecidos servem a consciência, tipo, a influência não só do sonho como de qualquer estado que se assemelhe ao meditativo colhe resultados que podem modelar os objetos segundo o poder decisivo individual, podendo fazê-lo com consciência ou vendê-lo por pregos, cruzes e um saco de moedas como disse um camaradinha, mas é assim, quando se crê para que então não se respeite outras consciências é como optar pela inconsciência. A raiz da reflexão PODE OU NÃO requerer um condicionamento, se o requerer, que seja sincero. A possibilidade latente de estar podendo fazer e desfazer o condicionamento necessário a posição reflexiva é o que entendo como livrearbitrio/centelhadivina/soprodivino, mas após isso corre-se o risco de sensação de abandono, pois a provocação que consulta o fato não presenciado lhe tentará enquadrar. No automático não precisamos ficar muito atentos e podemos deixar a interatividade rolar sem necessidade de perfurar qualquer barreira metaforica, vê-se a busca simples que não se antepõe ao pedido orgânico, mas isso é algo que usado exclusivamente é explorado por quem julgando estar mais consciente, só está disposto a maiores conflitos dentro do mesmo mais ou menos, disponibilizando seus produtos na prateleira do mercadão de lúcifer, o que não significa ausência de consciência, mas pode significar uma total devoção ao inconsciente que é a não experimentação dos efeitos que sua consciência causa, é perigoso a copia de causa e efeito justamente por isso, por potencializar a merda do subproduto social, fazendo de qualquer filosofia uga-bugas que disfarçam o anseio por necessidade primária e secundária. Daí que chamar de inconsciente essas atitudes dá na mesma. Tipo, o corpo quer comida, encontra a fonte, fim… o corpo quer dormir encontra o chão, fim. A facilidade ilusória usa o senso artistico/estético pra definir utilidade do que atenderá as funções. Acontece… que aquela dificuldade de analisar a função, quando regressa a normalidade flexibiliza a função e abre novas vias que ficam dispostas como algo a ser selecionado. Só que a observação que remodela e na sequencia reintegra o objeto, o faz de maneira mais aperfeiçoada para SI, este individuo que descumpriu a ordem orgânica enfrentando a solidez do objeto (seja por exigência do ambiente ou não, pois tem gente que encara sobrevivência como hobbie, :)) é quem de fato foi ao centro da terra e voltou, deste modo a identidade ideológica exata ao redor de um objeto é superficial quando de mente pra mente, logo recebendo o rótulo de bem e mal, segundo a utilidade que terá na balança caduca da justificação da putada fazendo caca. A função contida/interrompida em sua ida não influencia a consciência, pelo contrário, sofre sim, um ataque da consciência, é na volta que pode ter algum efeito, a ida ao posicionamento de reflexão do ser atrita involuntariamente com os fatores que lhe encaixam como peça social, ponto positivo da meditação ser coisa chic e as vezes quase pop, daí o atrito meeesmo fica no âmbito familiar, salve a onda espiritual. O efeito temporal da paralização do ser como peça resulta em crise de reintrodução ou visualização da insuficiência de idéias que dissolvam a provocação externa, mas meio que conforma a convivência com o mistério, assim pelo menos a tática de convívio deixa de ser misteriosa. A filtragem do conteudo quando não se atreve limita-se a usufruir do que compõe a cartilha da vida facil (no maximo), então corre pro 666 shop ltda, ou limitante (sem graça :(). A dimensão coletiva de analises é formada por experiências que nasceram originais e a busca pela experiência original é alvo da intervenção por parte do padrão de armazém cognitivo individual ditado como bom investimento pela idiotia, que é superficial mesmo se composto por ditos iluminados, fato pelo qual políticos corruptos são burros quando impedindo a autosuficiência potencial de uma massa arrecadam muito menos e ilicitamente. Existem por isso, poucos objetos (simbolos, arquetipos… que seja), acessiveis dentro do circuito de consciência perceptivel que elevem o senso comum, o resto, só é inacessivel pela dificuldade de transferência, tipo, só se fizessem os executivos trabalhar no lugar de crianças chinesas ( oh merda, apelei pra crianças chinesas!)pra que houvesse uma real queda ou reformulação do conceito de selvageria e darwinismo social, mas o que não é o verdadeiro acesso transcendental da inconsciência… não expande nem rompe a dimensão criativa humana, tudo pq a raiz da reflexão é livre por excelência para dentro e além da conscientização, mesmo que tenha tendências em consultar um raciocinio (mas é livre antes disso), pois a partir disso já se afirma no circulo sistemico, a poluição cognitiva é a absorção do impulso do individuo pela consciência que lhe aparta da perspectiva do recondicionamento, daí que a substituição do executivo pelo chinesinho não poderia apresentar uma oportunidade de reingresso vitorioso a vida de executivo desta vez consciente sobre o drama chinesinho, só então o executivo veria o quanto era inconsciente dentro do que é sua consciência. A consciência coletiva é armadilha total, não existe, está subjulgada por empresas, que hoje em dia não matam os solucionadores, mas dão um montão de dinheiro pros caras pra que vendam a patente e assim possam paralizar e impedir as pesquisas, ou vazamentos são inevitáveis e incorrigiveis? queimadas são inevitáveis e incorrigíveis? derramamento de sangue é inevitável e incorrigível? Acontece que sensações maiores de segurança e inutilidade do impulso destrutivo quebrariam a economia mundial, simples assim.

  12. Elielson said

    Mas como cabe letrinha nesse negócio…!

    Voltando a falar sobre condução sentimental… O temor a Deus falso ou não é uma tenda para o cerebro medieval que fará raves regadas a certos hormonios, e no intuito de que conhecimento é poder alguns delirarão que o poder é além homem, mas o maximo de metafisica que podem chegar é saber que o homem sim, é uma metafora da natureza, e que qualquer subida que dá sensação de liberdade é uma questão alquimica. O amor é turbulento, abstrato que nunca deixará o intelecto crer na arma mais que nas mudanças que fará em si mesmo como a forma de preparar carne pra alma, e não destruir carne por armas em nome da alma que não tem. As sessões condutoras sempre podem calar, bastando para isso saber que a palavra expõe, expõe o microcósmico na busca por reflexo no tempo e fora dele, mas o pecado, pode ser ou não de quem concorda, pois uma idéia negada pela comunhão, talvez seja a unica a se aproveitar, assim o intelecto não deixa o homem ignorante.
    Portanto dentro do que podemos optar, existirá o amparo do silêncio, e talvez, muito talvez, (rs), de vidas.

  13. adi said

    “Sim, e mais, as egregóras de fato não são só estruturas institucionais que servem como luvas as pré-disposições, mas as culturas de ódio e sentimentos que fermentam sem atentar para o fato de que cada palavra é uma peça de roupa mental. E que nessa busca pelo estilo mental, pode-se sim optar pelo menos pelo padrão que foge ao padrão.”

    É verdade Elielson, é o que mais vemos por aí, uma cultura ao ódio; a sociedade é dividida em turminhas e/ou tribos dos mais variados tipos,sempre em oposição à outro. Mas isso de perceber que as palavras são como roupas, caso fosse de fato percebido, diminuiria em muito a força dessas egrégoras.

    ” nos faz até pensar se não somos nós os responsáveis por retroalimentá-la, por dar matéria prima simplesmente pela manifestação ou pela falta dela,… ”

    E somos os responsáveis sim, estamos continuamente alimentando a máquina, mas é um processo inconsciente. Agora, com relação a usar da roupa certa que lhe dê maior liberdade (nudez), creio que acontece quando o sujeito já começou seu despertar, e a perceber essa ilusão.

    “Daí que chamar de inconsciente essas atitudes dá na mesma. Tipo, o corpo quer comida, encontra a fonte, fim… o corpo quer dormir encontra o chão, fim. A facilidade ilusória usa o senso artistico/estético pra definir utilidade do que atenderá as funções.”

    É mesmo, concordo, têm muito do instinto de sobrevivência envolvido, muito do instinto animal no homem ainda e nisso a natureza nos fez iguais, e essa natureza no homem atua o tempo todo em nós como uma força sem controle, porque somos inconsciente dela. A maior luta do homem ainda é pra suprir essas necessidades e além delas, numa contínua busca material por algo que preencha o vazio interior que têm sede de espírito.

    “A dimensão coletiva de analises é formada por experiências que nasceram originais e a busca pela experiência original é alvo da intervenção por parte do padrão de armazém cognitivo individual ditado como bom investimento pela idiotia, que é superficial mesmo se composto por ditos iluminados, fato pelo qual políticos corruptos são burros quando impedindo a autosuficiência potencial de uma massa arrecadam muito menos e ilicitamente ”

    É o grande motivo pelo qual a “cópia” se propaga vorazmente; todo mundo ainda espera que “Jesus” desça do céu, numa carruagem dourada, e venha resgatar os escolhidos; e até hoje ninguém de fato vivencia o processo em si-mesmo; todo mundo copia Jesus, imita, mas não há entendimento dentro dele, faz porque dizem que é bom, e não se transforma ele próprio no salvador de si próprio. Fica esperando, esperando, projetando ainda essa imagem da salvação nos Jesuses salvadores, e isso é em muita coisa na vida, desde política à religião. Participamos de uma egrégora porque necessitamos de sua proteção, de sua força para nos dar força, e não pegamos direto da fonte que está dentro de nós. E olha que interessante, primeiro doamos e alimentamos essa egrégora com nossa força interior, no que diz respeito a fé e crença, lhes damos atributos, e muitas vezes até dinheiro, é temos que pagar dízimo, pedágio para o céu (rsrs), pra depois, usufruirmos um pouco dessa força coletiva. A sociedade também exige seu preço pra estarmos inseridos nela e usufruirmos de suas “facilidades”…

    e assim vamos caminhando e mantendo a máquina do sistema…

  14. adi said

    “O amor é turbulento, abstrato que nunca deixará o intelecto crer na arma mais que nas mudanças que fará em si mesmo como a forma de preparar carne pra alma, e não destruir carne por armas em nome da alma que não tem. ”

    A humanidade está carente de amor, carente de alma mesmo; hoje mais do que nunca vemos a fé cega do homem nas armas que cria, acha que todos os problemas podem ser resolvidos com a violência… armas dão falso sentido de poder… 🙂

  15. Lex ......................................Zen said

    Sou apena um ignorante embebedado pelo senhores:

    http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=32715&tid=5484542455243094380&na=1&nst=1

  16. Fiat Lux said

    Adi, Elielson e Lex

    É fato e notório que existem varios tipos de individuos, com varios tipos de percepções e niveis de consciencia.
    O próprio Ouspenski, neste livro, caracteriza o homem em 07 tipos, não sei se vcs chegaram a ler a respeito, por isso copiei pra vcs darem uma lida. O ideal seria ler por completo para compreender o contexto geral, mas o texto é bem grandinho.

    Achei muito interessante, e pelas minhas análises, me encaixei no tipo 04.
    Vcs não acham q esse tipo de análise cria um certo tipo de compaixão por todas as mazelas q vivemos dentro de uma sociedade?

    “O homem n.0 1 é um homem no qual o centro instintivo ou o centro motor prevalece sobre os centros intelectual e emocional;
    dito de outro modo: é o homem físico.

    O homem n.0 2 é um homem no qual o centro emocional prevalece sobre os centros intelectual, motor e instintivo: eh o homem emocional.

    O homem n.0 3 é um homem no qual o centro intelectual prevalece sobre os centros emocional, motor e instintivo: é o homem intelectual.

    Na vida comum, só encontramos essas três categorias de homens. Cada um de nós, cada um daqueles que conhecemos é
    um homem n.0 1, um homem n. 2 ou um homem n.0 3.

    Há categorias superiores de homens,
    mas nenhum de nós pertence, desde o nascimento, a essas categorias superiores.

    Os homens nascem todos n.”~ 1, 2 ou 3,
    e só podem atingir as categorias superiores passando por escolas.

    O homem n.0 4 não nasceu como tal.
    Eh o produto de uma cultura de escola. Difere dos
    homens n.0’ 1, 2 ou 3, pelo conhecimento que tem de si mesmo, pela compreensão de sua própria situação e pelo fato
    de ter adquirido um centro de gravidade permanente.

    Esta última expressão significa que, para ele, a idéia de adquirir a unidade, a consciência, o“Eu” permanente e a vontade,
    isto é, a idéia de seu desenvolvimento, tornou-se mais importante que todos os seus outros interesses.

    A essas características do homem n.0 4 ~, é preciso acrescentar que suas funções e seus centros estão mais bem
    equilibrados, e isto num nível que ele jamais teria podido atingir antes de haver trabalhado sobre si
    mesmo segundo os princípios e métodos de uma escola.

    O homem n.0 5 é um homem que adquiriu a unidade e a consciência de si.
    Eh diferente do homem comum, pois já trabalha nele um dos centros superiores e possuí numerosas funções
    e poderes que o homem comum, os homens n.0’ 1, 2 ou 3, não possui.

    O homem n.0 6 é um homem que adquiriu a consciência objetiva. Outro centro superior trabalha nele.
    Possui um número muito maior de faculdades e poderes novos, que estão muito além do entendimento do homem comum.

    O homem n.0 7 é um homem que alcançou tudo o que um homem pode alcançar.
    Tem um Eu permanente e uma vontade livre. Pode controlar, em si mesmo, todos os estados de consciência
    e doravante não poderá perder absolutamente nada do que adquiriu.
    Segundo outra definição, é imortal nos limites do sistema solar.

    Eh muito importante compreender essa divisão do homem em sete categorias, pois ela encontra aplicação em todas
    as formas possíveis de estudo da atividade humana.

    Constitui, nas mãos daqueles que a compreendem, uma ferramenta das mais sólidas, um instrumento dos mais sutis, para definir manifestações que, sem ela, são impossíveis de definir.

    Tomem, por exemplo, os conceitos gerais de religião, de arte, de ciência e de filosofia.

    Começando pela religião, podemos ver de imediato que há, forçosamente, uma religião do homem n.0 1, que abarca
    todas as formas de fetichismo, seja qual for o nome que se lhes dê;

    uma religião do homem n.0 2, isto é,
    uma religião de emoção, de sentimento, que às
    vezes chega até ao fanatismo, até às formas mais brutais da intolerância, até à perseguição dos hereges,
    e assim por diante;

    uma religião do homem n.0 3, religião teórica,
    escolástica, cheia de argúcias sobre as palavras, as formas, os rituais, que assumem mais importância
    que qualquer outra coisa;

    uma religião do homem n.0 4, isto é, do homem que trabalha no desenvolvimento de si;

    uma religião do homem n 5, ou seja, a religião de um homem que alcançou a unidade e pode ver e
    conhecer muitas coisas que os homens n.0’ 1, 2
    ou 3 não podem ver nem conhecer;

    por fim, uma religião do homem n.0 6 e uma religião do
    homem n 7, sobre as quais não podemos conhecer absolutamente nada.
    A mesma divisão aplica-se à arte, à ciência e à filosofia.

    Deve haver uma arte do homem n.0 1, uma arte do homem n.0 2, uma arte do homem n.0 3; uma ciência do homem n.0 1, uma
    ciência do homem n 2, uma ciência do homem n.0 3, uma ciência do homem n.0 4, e assim por
    diante.

    Tentem encontrar exemplos por si mesmos.

    Essa expansão dos conceitos aumenta muito nossas possibilidades de encontrar soluções justas para muitos de nossos problemas.
    E isso significa que este ensinamento nos dá a possibilidade de estudar uma nova linguagem — quero dizer, nova para nós — que nos vai permitir concatenar idéias de categorias diferentes que, na realidade, estão ligadas, e separar idéias que parecem pertencer à mesma categoria, mas que, na realidade, são diferentes.

    A divisão da palavra“homem” em sete denominações: homem n.0 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7, com tudo o que daí decorre,
    é um exemplo dessa nova linguagem.

    Temos assim uma quarta definição de psicologia: a psicologia é o estudo de uma nova linguagem. E essa nova linguagem
    é a linguagem universal que os homens se esforçam, às vezes, por descobrir ou inventar.

    A expressão “linguagem universal” ou “filosófica” não deve ser tomada como metáfora.

    Essa linguagem é universal no mesmo sentido em que os símbolos matemáticos são universais.
    Ademais, ela contém em si mesma todas as interpretações que dela os homens poderão dar.
    Vocês só conhecem ainda algumas palavras dessa linguagem, mas elas já lhes dão a possibilidade de pensar e falar com mais precisão do que lhes permite a linguagem comum, ainda que usem terminologias e nomenclaturas científicas ou filosóficas.”

    Bjs e um ótimo final de semana à vcs.

  17. adi said

    Oi Lex,

    Fui lá na sua comunidade sobre Budismo, achei super bacana, até solicitei participar do grupo, acho que está aguardando moderação. 🙂

  18. adi said

    Oi Fiat,

    Como estou lendo o livro ainda, já havia lido essa parte, e achei super interessante. Me lembrou em muito o processo iniciático descrito principalmente pelos místicos das mais variadas tradições. E está relacionado com os chacras. Como dito por Ouspensky, o tipo nr. 1, é aquele muito mais instintivo, aquele que ainda não têm “melhor”controle sobre seus aspectos emocional, tão pouco mental. Pelo que entendi, ainda não houve um despertar espiritual. Nos tipos 2, os mais emocionais, já há um tipo de controle do “instinto”, mas é um tipo descontrolado em suas emoções, e digo não só no sentido de “drama/emotivo/chorão/tempestade com um copo d’água, mas no sentido de raiva e ódio também, nesse tipo de pessoa ou se ama ou se odeia, não tem meio termo. Já nos tipos mentais/intelectuais, são pessoas mais frias, calculistas, que deixam a emoção de lado e reagem somente pelo racional. E de fato, pessoas do tipo 4, são mais equilibradas, não são instintivas mas ainda preservam um pouco, não são emocionai mas também mantém um pouco, e não são racionais de todo, pois há um equilíbrio brotando entre esses 3 tipos de energias. Posto isso, talvez, tudo isso indique, que pessoas desse tipo já obtiveram a iniciação do chacra cardíado, ou melhor dizendo, já obtiveram a conversação com o Sagrado Anjo Guardião, já têm esse centro ativado. É o que tudo indica, traduzindo os dizeres de Ouspensky, para a metafísica e misticismo.

    Já se referindo aos tipos superiores, 5/6/7, muito mais difícil de dizer, pois como ele disse, são dos tipos raríssimos, talvez o próprio não tenha encontrado, muito embora me pareça, que ele próprio (Ouspensky) atingiu esferas muito além do tipo 4.

    bjs
    adi

  19. bields84 said

    que belo post! Mto legal seu blog,

    se você quiser posso colocar um post seu em meu blog com seu nome e link do teu blog!

    Mais uma vez parabens pelo blog de altissimo nivel!

    dá uma passada lá no meu!
    http://psicologiaparatodos.16mb.com

    abraços!!!!

  20. adi said

    Oi Gabriel,

    Bem bacana o seu blog sobre psicologia, gostei bastante.

    “se você quiser posso colocar um post seu em meu blog com seu nome e link do teu blog!”

    Gostei da sua idéia, inclusive que vez ou outra, quando somos tomados pela falta de tempo, é um recurso que o Anoitan pode adotar e podemos trocar figurinhas com outros blogs relacionados, claro sempre citando os links. Fique à vontade, se você gostar de algum post aqui, pode sim colocar lá no seu blog sem problema algum.

    “Mais uma vez parabens pelo blog de altissimo nivel!”

    Muita grata, you pay my day!! :))

    “dá uma passada lá no meu!”

    Já está nos meus favoritos.

    Abraços!

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