Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Opinião

Posted by Sem em fevereiro 18, 2010

Ter opiniões é estar vendido a si mesmo.

Não ter opiniões é existir.

Ter todas as opiniões é ser poeta.

Bernardo Soares

Que somos nós? Navios que passam um pelo outro na noite,

Cada um a vida das linhas das vigias iluminadas

E cada um sabendo do outro só que há vida lá dentro e mais nada.

Navios que se afastam ponteados de luz na treva,

Cada um indeciso diminuindo para cada lado do negro

Tudo mais é a noite calada e o frio que sobe do mar.

Álvaro de Campos

Você sabia? O homem está em extinção. Pelo menos o homem tal como concebido por ele durante milênios de civilização construída. Está se acabando, diariamente. Começou em pequenas doses, há algumas décadas, e vem aumentando em intensidade e velocidade na medida com que ele, em outro patamar, se recria novo a cada nova tecnologia assimilada.

Não há bandidos nem mocinhos nessa história, ou melhor, há bandidos e mocinhos convivendo dentro do próprio homem recriado.

O novo homem é a vítima e o algoz, a criatura e o criador da nova história.

Está acontecendo agora, e de modo tão “natural”, que poucos são os que percebem a vertiginosidade do processo – os que se apercebem, dão por natural a vertigem na velocidade com que as transformações acontecem.

O homem que surge é virtual, dono de uma linguagem que inventa, sem cessar, e que o reinventa a cada nova atualização gerada. Propaga-se em franca relação com a tecnologia, com a Internet, isto é, em conexão a outros homens e fontes de informações, numa rede de trocas, que mais do que leva e traz, faz as informações que interessam, em estilo e moda característicos.

As fronteiras entre máquinas e homens, entre o que é concreto e o que é virtual, estão cada vez mais tênues, ou, mais promíscuas, se dissolvendo no ritmo das relações líquidas, à la Zygmunt Bauman. Virtualidade que interpenetra todas as relações e que hoje é a própria vida do homem. Desde o marcapasso até o sistema financeiro, nem um dia sequer, o homem atual prescinde das novas tecnologias.

O novo homem não é bom nem ruim, ou melhor, é bom e ruim ao mesmo tempo: para com ele, para com seus semelhantes e com tudo o que tiver conexão.

Apesar de todas as inovações, uma coisa continua igual, é o velho esquema perverso de se relacionar com a natureza: no novo homem, tanto quanto no antigo, extraem-se os recursos e modelos da natureza para com eles manter a vida sob controle. A relação do homem com a natureza continua ambivalente, em vínculos amor e ódio, em que retira dela tudo o que se precisa, desde utensílios, roupas, “armas”, para da natureza, num sentido bem amplo, se abstrair.

Todos os instrumentos que o homem criou, em alguma medida, o recriaram em outro estádio, e é a isso, tão velho quanto o mundo, que chamamos evolução. E assim o homem “evoluiu”, deixando de ser apenas um “animal” para se tornar cada vez mais “humano”.

Atualmente o homem experimenta essa recriação em estádios e patamares antes não imaginados, porque o objeto de sua invenção, hoje, não se restringe mais ao apenas utilitário ou ao designer das formas, é mais radical, e pode, de fato, o transcender: são as máquinas que “pensam”, os computadores que guardam e processam informações melhor que o próprio homem poderia guardar e processar. No novo homem há uma espécie de simbiose com as máquinas pensantes e a relação se dá num crescendo de dependências: primeiro o homem inventa a máquina, depois a máquina inventa o homem: na sequência temporal, primeiro vieram os aparelhos fixos, espécies de ilhas de conexão; depois os portáteis – ilhas de conexão que carregamos em tempo integral onde formos, mas que são ainda separados do nosso corpo, e que hoje vivenciamos o frutificar na telefonia móvel; amanhã devem vir os implantes, a tecnologia incorporada ao próprio corpo, quando a conexão será então “continente”.

Num futuro não muito remoto, não se distinguirá exatamente o que será “aparelho” do que será “corpo”. Será inclusive confuso determinar com precisão o que será biológico, artificial, cultural ou natural. Bem verdade, nunca se soube, com precisão, determinar o que é o homem, ou o que o constituí e em que proporções se realiza.

Mas, quando chegar esse dia, quando a conexão for continente, sequer se distinguirá no homem a máquina e na máquina o homem. Não se saberá onde começa a memória fornecida pelo implante “chip online” – ou qualquer outro dispositivo que exerça função idêntica – e onde começa o homem que processa as informações que recebe, sequer se saberá dizer onde se localiza o “conhecimento”.  Aliás, o que é o conhecimento? É uma das maiores questões a ser resolvida no futuro distante.

Num breve futuro, e em parte é assim desde já, não se distingue mais o animal do virtual. De fato, não existe e nem existirá essa briga do homem com as “máquinas”, que muitos preveem e que outros previram como o fim da humanidade. O futuro será apenas o fim da civilização tal como concebida até o momento presente, mas o homem não se acabará, apenas será diferente, será “máquina” e “homem” – ou qualquer nome que se lhe dê sincretizando as partes – para o bem e para o mal. A imagem é paralela ao final de outra história, de George Orwell, A Revolução dos Bichos, na cena em que o autor descreve o espanto da bicharada da granja ao olhar para dentro da casa, ao ver porcos em discussão acalorada com homens, não distinguiam mais quem era quem lá dentro…

Os vídeos a seguir não devem ser tomados como expressão da verdade, são apenas informativos, nesse sentido trazem dados interessantes para se refletir ainda mais a fundo essa questão.

Você sabia? (Did you know 4.0 legendado) 2009:

(Realizado há 4 meses, as informações parecem mais antigas. Tudo muito atual.)

Você sabia? (Did you know 2.0 legendado) 2006:

(Nem passados 4 anos, parecem relatos do século passado. Tudo muito atual.)



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18 Respostas to “Opinião”

  1. adi said

    Sem,

    As coisas estão mudando muito rápido, e mal temos tempo de “entender” o quanto isso é bom ou ruim o usufruir de toda essa tecnologia. Estamos mais conectados de fato?? ou nos separando, vivendo mais ilhados no nosso mundinho??

    Como no seu outro comentário, no post do “Stand by me”, as pessoas estão se distanciando, é difícil até mesmo um abraço, o contato físico vem meio que desconfiado, logo pensamos que há algum querer a mais além do próprio beijo ou abraço… estamos perdendo nossa humanidade, nosso calor humano, nossa “sensibilidade” com relação ao outro, estamos perdendo o amor.

    No meu entender, o homem está criando uma “matrix dentro da matrix”; mais um sistema rígido de controle 24 horas, pois além daquele controle internalizado, do qual somos programados ao longo de nosso desenvolvimento, agora criamos meios de controle externo, onde podemos monitorar e sermos monitorados 24 horas…

    É aquela história, criamos meios para facilitar a vida, para termos mais tempo livre, e usamos este tempo pra criar mais facilidades… e estamos sempre ocupados e com menos tempo livre…

    As máquinas e as tecnologias nos servem ou estamos quase chegando ao ponto de sermos nós que servimos a nossa própria criação??

    Questões que me surgiram ao ler seu post…

  2. Sem said

    É isso aí, Adi. Boas questões. Como sempre o que me fica são essas duas forças atuando o tempo todo, e seguem combatendo, parecem entranhadas no mais íntimo do ser humano, e onde o homem estiver, lá elas estarão…

    Bom, eu sou do time dos que pensam a tecnologia como algo neutro. Poderosa ferramenta, mas a responsabilidade cabe toda ao homem no seu “modo de usar”. A questão está toda aí, no “uso” é que a ferramenta se revela boa ou má… Internet pode ser útil, nociva, divertida, pura perda de tempo, ela é o que se fizer com ela… Pode salvar vidas, pode eleger presidentes, pode difamar, acabar com a vida de um, pode reunir pessoas ou afastar… Isso não é conversa jogada fora, é notório, já aconteceu e é só o começo… Como o meio é poderoso, de amplo acesso – praticamente todo mundo usa, claro, todas as forças do controle estão aí para exercitar seu poder sob outros. Pode virar uma matrix sim, mas, identificar as ideias “facistas” no meio é o que é… Nesse ponto tenho uma opinião bem convicta, não é ao meio que devemos combater, e sim a quem usa do meio para divulgar ideias facistas. É a elas e seus representantes que devemos combater. E um dos modos mais eficientes para isso é se servindo da própria Internet. Nesse sentido nada antes inventado se compara com ela – nem livro, nem imprensa, rádio, tv ou cinema -, nada antes alcançou tanta gente ou deu tanta liberdade de expressão e colocou tantos em contato. Estamos só no começo de uma revolução nos costumes, acho que algo grandioso está por vir…

  3. guto novo said

    Becoming Cyborgs – an interview with Professor Kevin Warwick (Canon 5D MkII) from Chris Beaumont on Vimeo.An interview that I filmed and edited last year.I’d be very interested to hear what people think about this video. I’ve been trying to think of ways to make basic sit down interviews come across with a little more visual flair and interest, without resorting to MTV style chop-chop editing or any overly distracting elements. Please let me know what you think of this form (basically a shifting music bed mixed with still images and what little B-Roll I could muster).If anyone has any suggestions (with links perhaps) for how to make one on one interviews more interesting to look at as pieces of entertainment I’d be really keen to hear them.This was my first time out with the Canon 5D MkII – I think I’d only had it for a day or so when I took it out on this shoot, and I made a number of rookie mistakes! First and foremost, I hadn’t figured out how to get the camera out of ‘auto’ for shooting video, and subsequently the exposures aren’t what I would have liked them to be. For some reason the colours came out very yellow as well, so I had to struggle to correct it properly in post, but didn’t have a lot of luck – I don’t really like the final grade; his eyes look very pink around the edges, and his face is a funny kind of peachy colour.I also ran out of space on my compact flash cards half way through the interview, having completely underestimated how much space one needs when shooting video. Luckily I bought along a Sony Z1 which was running alongside the 5D!Kit used …Sony Z1Canon 5D MkIIDedo portable light kitFor all it’s triumphs and foibles as a video camera, it’s easy to forget what an incredible stills camera the 5D is. While it’s taken me a long time to get used to and work around its limitations as a video camera, I’ve been in love with using it as a stills camera from day one. The stills used in this video were pretty much the first stills i shot with it.The copyright for this video is held by CBS Interactive, used with permission here. The original was published on http://silicon.com

    segundo ele, devemos nos fundir com máquinas pois as máquinas vão ser a “espécie” (assumindo q até 2045 haverá inteligencia (incluindo emocional) artificial.

    o dawkins tb, via o grupo the edge, cre nisso. q nosso próximo passo evolutivo é esse. o engraçado que vai contra o dogma de perpetuação de espécie, etc. ok. somos “deuses” (dai ele ter de destruir os deuses dos outros) e vamos nos recriar, abandonando o carbono (humano) e retornando ao silício (máquina), afinal, um dia o planeta foi mais silício q carbono, qual o problema? 😀

    a idéia, no caso dele, é estranha. Nós, humanos, criamos um sistema que nos comanda, e para não sermos comandados como inferiores, alguns de nós vão querer se fundir mais com o sistema.

    e, até o momento, máqiunas são coisas binárias, e o corpo humano, q é expressão de nossa relação com o meio ao qual, queiramos ou não, pertencemos, não é binário. Por sinal, para mim é tão estranho querer abandonar o ser-humano e troca-lo por máquinas (q só pros transhumanistas podem transcender!:D) quando sequer entendemos direito o metabolismo humano e em geral!! 😀 é um disperdício. se o negócio é medo de morrer, apego em excesso ao mundo da matéria, etc, sou mais o caminho do ex-programador e chefe do projeto matusalem. Tomara q ele consiga prolongar a vida de ratos em laboratório, pois confio mais no design inteligente de um corpo criado pela natureza do que o design convergente e simétrico de uma máquina e seus dogmas! 😀 no mais é meio religião do apocalipse, o tio ray já adiou a data de quando a singularidade (fim do ser humano e início de outra espécie) vai ocorrer umas quatro vezes! 😀 mas é algo sério a se discutir, afinal, nem todo humano tem ódio do que a natureza lhe deu. E creio q estes humanos tem o direito de não seguir o rumo dos devotos da religião da tecnologia (termo do david noble). 🙂

  4. guto novo said

    po, o wordpress daqui tb tá dando problema com anexo do vimeo? 😀

  5. adi said

    Sem,

    Você está certa quando diz que é o “uso” que o homem faz que valoriza negativamente ou positivamente a tecnologia. E desta mesma maneira tudo na vida, tudo literalmente “é neutro”, somos nós que atribuímos valores ao usufruir/viver a própria vida…

    ” Como o meio é poderoso, de amplo acesso – praticamente todo mundo usa, claro, todas as forças do controle estão aí para exercitar seu poder sob outros. Pode virar uma matrix sim, mas, identificar as ideias “facistas” no meio é o que é… Nesse ponto tenho uma opinião bem convicta, não é ao meio que devemos combater, e sim a quem usa do meio para divulgar ideias facistas.”

    E pra dizer a verdade, a maioria nem pensa direito, vai logo se identificando com as idéias soltas por aí afora, seja na net ou tv.

    “Nesse sentido nada antes inventado se compara com ela – nem livro, nem imprensa, rádio, tv ou cinema -, nada antes alcançou tanta gente ou deu tanta liberdade de expressão e colocou tantos em contato.”

    Eu acho a internet maravilhosa; mas há sim um perigo desse contato via máquina substituir o contato real e verdadeiro, e já vemos muito isso hoje em dia. Muita gente conversa só via internet pelo computador, ou mensagem no celular, namoram pelo computador e fazem até sexo pela internet. Os jogos substituíram as brincadeiras nas ruas e vemos crianças e adolescentes que passam o dia todo na frente do computador, e nesse aspecto é um “contato” um tanto superficial e ilusório, pois não sabemos quem de fato está do outro lado. Além de ser um troço viciante.

    É uma grande revolução que está acontecendo, mas essa alta velocidade meio que está nos atropelando, nos engolindo, que mal temos tempo de pensar pra onde isto está nos levando de fato, porque tem tantas intenções por trás disso que não temos acesso, e pode ser que estamos “comprando” uma grande falácia, vai saber??

  6. adi said

    Guto Novo,

    Desde ontem o wordpress daqui está enroscando, o acesso está meio complicado.

    “a idéia, no caso dele, é estranha. Nós, humanos, criamos um sistema que nos comanda, e para não sermos comandados como inferiores, alguns de nós vão querer se fundir mais com o sistema.”

    Seria este o esquema da “nova ordem mundial” dos iluminatis (rsrs); já que não pode vencer o inimigo, junte-se a ele; ou como diz aquele outro ditado: se for para o inferno abrace o diabo.

    “se o negócio é medo de morrer, apego em excesso ao mundo da matéria, etc, sou mais o caminho do ex-programador e chefe do projeto matusalem. Tomara q ele consiga prolongar a vida de ratos em laboratório, pois confio mais no design inteligente de um corpo criado pela natureza do que o design convergente e simétrico de uma máquina e seus dogmas!”

    Eu acho que é bem por aí, “medo de morrer”; e está aí de novo aquela velha questão, “quem” tem medo de morrer, quem quer perpetuar-se nem que seja numa máquina; oras, o “sistema que nos comanda”, o que é esse sistema mesmo que distorce a realidade? na minha opinião, o ego. Nós como indivíduos egoicos não somos especiais, não somos deuses, sequer somos, essa é a verdade dura pra qualquer um que se “acha”, se acha o mais-mais. 😀

  7. guto novo said

    exato. somos um processo. e segundo os lendários que experimentaram chegar no vazio que cria tudo, um processo impermanente E ligado aos princípios emanados por esse treco sem nome. Dai buscar se entender e ampliar o que existe ser bem diferente de destruir e substituir para manter controle do que não existe mais, e que nunca existiu. Por outro lado o ego não é um vilão 100% bidimensional. Ele é a resistência que ao mesmo tempo, se manuseado via uma das formas corretas, que impede, pode empurrar o indivíduo de volta pro vazio, mas sem abandonar o agora, como ensina o aurobindo, dai ele, aurobindo, crer em uma “evolução” do humano rumo ao espiritual. No caso do aurobindo, sentar-se em lótus total era um requisito! 😀 😀 😀 mas dai eu parto pra propaganda de minha nova igreja erisiana q fundei ontem, e aqui não é o espaço! 😀 😀

    e sem, se se interessa procure pelo trabalho do prof. luigi borzacchini e do prof. david noble. O primeiro demonstra como nossa ciência é desarmônica por natureza de sua construção. O segundo demonstra como a tecnologia se tornou uma religião, com direito a impor comportamentos, excluir grupos e culturas, rumo a sua unicidade, também disarmonica. E desculpe sugerir tais autores, é q como erisiano, convicções me dão alergia, mas é só de vez em quando! 😀 mas sério, o do borzacchini, já q vc gosta de geometria e talz, é mutcho loco. 🙂

  8. guto novo said

    Seria este o esquema da “nova ordem mundial” dos iluminatis (rsrs); já que não pode vencer o inimigo, junte-se a ele; ou como diz aquele outro ditado: se for para o inferno abrace o diabo.

    os iluminatis passa por outro caminho. começa com a demonização de um sujeito meio legal na bavária, dai esquecem dele. por um tempo a maçonaria serviu de bode espiatório pra tudo, não que seja uma organização que mereça respeito tb :D, dai nos anos 50 um autor americano q num lembro o nome cita a parada novamente e com o tempo cai na mão de dois escritores sem muito oq fazer. gerando pusta calhamaço de histórias legais, e fnord.

    dai, sempre quando o sistema perde coerência, o q num encaixa jogamos pra longe, dai com a doideira que o mundo foi caminhando, todo esse apocalipse já cantado pelo mcluhan, q por sinal num curtia muito essa idéia de aldeia global oral e eletronica, dai com a doideira toda, pum! os iluminati voltaram a ser culpados daquilo q tinha de ser cuspido pro sistema ter coerência. E claro, os q por serem fracos e sensíveis ou por terem parafuso a menos, ou ambos, acabaram por ter nisso um bode espiatório elástico, pois os iluminati sumiram, tomaram posse da maçonaria, se infiltraram nos eua, logo depois de sumirem da europa, via a skull and bones, e com o tempo tomou toda mídia (ou vc não conhece o discurso do rockefeller disléxico em q agradece a imprensa pela ajuda na implantação da parada toda? :D) e aos poucos, as pessoas, afinal, até o fluor é usado, desde os nazistas, para manter pessoas zumbizadas, etc, etc. é um plano onde estamos cercados e sem futuro.

    dai tem as variações. David icke é meu predileto, pois pescou coisas legais com a visão shamânica dele, mas acreditou q os reptilóides são reais. Mas ele deveria ser eleito santo erisiano, pois tem q ter culhões pra ir pra mídia e falar, “hey! nossos governantes sairam do seriado V!!!”. 😀

    ah! o pentagrama, invertido ou não, é sempre simbolo dos iluminati e satanistas. o povo hardcore que teme os iluminati vê opressão até na própria sombra. Eu tinha uma conta no site do david icke como satanley kubick, mas fui expulso, pois fui alem do limite lá como conspirador profissional! 😀 😀 hj, a facção internética anti-iluminati não acredita mais no david icke, pois ele é um maçom segundo eles! :O Claro q sem provas! 😀 é genial. eu descobri que conspiração é melhor que pornografia na internet!! 😀

    agora, a teoria anti-transhumanistas passa por um dr.reisler e um músico de minessota chamado drew hempel! 😀 passa pela idéia de usar a ionosfera como “central de controle” de humanos “plugados” numa rede global, chamada de matrix por sinal, mas chamada assim pelo dr. nos anos 60. Nesse caso, tudo culpa de platão, se se compreender o trabalho do luiggi borzacchini! 😀

    conspiração é muito rock ‘n roll.
    por exemplo, to esperando esse aqui chegar agora:
    http://feralhouse.com/titles/books/dark_mission.php

    é sobre a naza, ok. q o richard hoaxland é figurinha tarimbada. Ele q é o especialista na face de marte. Ele vende a idéia de q somos filhos de seres do espaço, q faz parte da conspiração stargate da CIA, como diz esse livro aqui:
    http://www.picknettprince.com/books/stargateconspiracy/stargate.htm

    o foda é q eu acredito em tudo isso e muito mais e tb naquilo que nega tudo isso e muito mais, e ao mesmo tempo. 😀 😀 meu cérebro é uma salada.

  9. Fabricio said

    boa,

    vejo nessa história de união com máquinas nada mais que preguiça. transformar as alquimias chinesas em contos de fadas e abraçar os presentes de hefesto como salvação se tornou a nova lei, o novo hype, o discurso marginal e bacana. a tecnologia vai salvar quem pode pagar. e ai de quem falar mal.

  10. adi said

    “Por outro lado o ego não é um vilão 100% bidimensional. Ele é a resistência que ao mesmo tempo, se manuseado via uma das formas corretas, que impede, pode empurrar o indivíduo de volta pro vazio, mas sem abandonar o agora, como ensina o aurobindo,…”

    Verdade, ele é a resistência necessária até certo ponto, necessário para o desenvolvimento da consciência, mas chega o momento que há a necessidade de compreender esse movimento, essa impermanência, inclusive do “ser”, e é exatamente aqui que o bicho pega, pois a tendência é se fixar, se prender a ilusão do que se foi e já não é mais, pois tudo está em constante movimento; na verdade eu entendo que o “ego” é o meio que te leva as portas desse “treco sem nome” e impessoal que é a essência de toda a existência; mas no vazio ou nessa percepção do vazio, o ego de forma alguma faz parte disso, ou seja, desse ponto em diante não há um eu, mesmo estando no agora…

    Pode parecer uma coisa muito louca, uma viagem doida… mas não é; você sabe disso, já deve ter experimentado. É possível essa percepção, difícil é manter isso uma constante na vida;

    “dai ele, aurobindo, crer em uma “evolução” do humano rumo ao espiritual.”

    Eu também creio nisso, acho que nosso próximo passo como ser-humano é viver essa coisa toda 100%, i.e. espiritual em corpo, corpo em espirito, ou como outros dizem imanência e transcêndencia simultâneamente.

  11. Elielson said

    A terceira onda do alvin tofler me deu uma idéia do que viria a ser isso um dia, e sempre que tô mexendo na internet e vejo alguma coisa diferente é impossivel não lembrar dele.

    Além desses lances eu fico pensando, será que o ser humano vai ser obrigado a ser integralmente um animal racional-técnico pra domar a tecnologia?

    E como bem disse a Adi, é com a “sensibilidade” que eu fico preocupado, pois eu vejo as coisas diariamente funcionarem influenciando a pessoa de acordo somente com seus afins, e isso não é problema pra mim, serve até como espelho-inverso pra eu ir pro outro lado, pois sei que as injeções economicas que tanto apelam pra que se resolva isso e aquilo, não resolvem nada, a parada não tá nem na capacidade técnica… o homem sem coração é que é o perigo, ou pior, o homem que agrupa seu coração e finge que ele bate pelos iguais a ele, e iguais em quesitos doentes.

    Mas mesmo assim, queria que todos tivessem acesso a isso, é obvio que o medo da informática é nocivo, vê-se pelo irã, pela china e pelo que cada país tem feito pra inserir-se e estar presente nesse espaço que é muito complicado e perigoso ao conceito e idéia de controle externo.

    No meu caso, eu to preparando terreno pros meus filhos, não me preocupo com o tanto de informação que agregarem, mas é justamente com a sensibilidade e discernimento nessa maçaroca que podemos pelo menos visualizar o que tem atrás da noticia que nos chega, numa aldeia global fica mais dificil de matar o mensageiro, mas isso não quer dizer que os governos ainda não tentam matar e ainda matem mensageiros, mas o numero de mensageiros vai crescendo, só que nisso se incluem os mensageiros que acreditam em quem não dá mensagens que não sejam ao próprio umbigo, que contemplam o fim do mundo acreditando que o consumo desenfreado de vidas é histórico, e que não usam a mesma linha de raciocinio pra saber que sua vida é uma dessas, e sendo uma dessas, estranhamente não gosta de sofrer, ou gosta enquanto não considera que outra não gosta, enfim, ser negligente com o outro instantaneamente me torna negligente comigo.

  12. Sem said

    Lendo vcs dá vontade de escrever outro post, há tanta coisa a dizer sobre esse assunto…

    Não subestimo os perigos da tecnologia, – principalmente quando ela vem revestida de ideologias cientificistas como A Solução e A Resposta pra tudo -, mas, no final, eu acabo vendo mais os aspectos positivos da Internet do que o contrário.

    Muitas das críticas que se fazem sobre a superficialidade e evanescência dos contatos online, eu acho que não é bem assim… nunca as pessoas tiveram tanta oportunidade de contato como agora, e por princípio isso é positivo. Uma das coisas mais revolucionárias, nem é juntar o que sempre esteve junto, mas colocar “gregos” e “troianos” em contato numa mesma sala, como nunca ou raramente estiveram antes. Uma grande oportunidade, não para declararem guerra um ao outro, como sempre fizeram, mas, de repente, travarem contato genuíno e, dessa vez, perceberem que o branco do olho do outro é muito semelhante ao seu…

    Outra coisa que se faz crítica, no tempo pós-moderno, é à nova geração que já nasceu com Internet e supostamente perdeu a capacidade de reflexão, de profundidade, de “grandes leituras”… mas nunca outra geração leu tanto!, nem que seja banner de site, ou leu um ao outro, no msn, no Orkut, no Facebook, o que valha… e nunca igualmente outra geração escreveu tanto – nem que seja no celular curtas mensagens de texto. Claro que tudo isso trará consequências… e eu não me refiro a uma maior superficialidade nos contatos – vejam só, se há muitos contatos, eles tendem mesmo a ser mais superficiais, no sentido de dar conta de dar atenção a tantos… mas isso não quer dizer que não existam mais relações “profundas”. Eu trabalho com crianças e jovens, faixa dos 6 aos 18 anos, sei do que estou falando. Não sou pessimista. Eu penso que essa geração será uma geração muito mais critica e independente do poder da mídia do que foram as anteriores, justamente por terem acesso a todas as vertentes, terão maior capacidade de fazer síntese.

    Esses dias eu estava pensando, pra falar a verdade, ontem à noite… estava pensando sobre a depressão e por que ela é um sintoma do nosso tempo… não será para compensar a superficialidade? É que o homem tende ao equilíbrio, é da sua natureza, não tanto a humana, mas a animal… então, a depressão seria um modo de compensar a superficialidade dos contatos…

    Mas, voltando ao assunto, e comparando a Internet com a televisão, sou francamente favorável à primeira. Melhor que um jovem dedique as horas do dia que têm para passar diante de um monitor, na frente do computador do que da tv… pelo menos diante do computador ele estará mais ativo, até para fazer maldades, do que passivo engolindo os pacotes prontos da televisão, em forma de comerciais e séries, noticiários pasteurizados, etc., etc.

    Só que a tv, principalmente a por assinatura, vem passando tb por suas transformações, e procura se tornar mais interativa. Apesar dos esforços, ainda perde feio para o computador. Na minha visão, sempre vai perder… Dizem que num breve futuro as mídias todas vão se dobrar à interatividade, todas terão conexão com a Internet… será uma etapa daquela comunicação-continente que falava no texto…

    Pois é…

    Guto, por favor, cite os nomes, eu sempre levo muito em consideração tudo o que vcs dizem por aqui, e procuro me inteirar dos nomes e dos assuntos na primeira oportunidade que me aparece… Eu realmente não preciso gostar ou concordar 100% com alguém para o ler… eu já li até o Dawkins, procê fazer ideia. =) Uma coisa que me identifiquei no que vc disse é que eu tb tenho alergia por convicções – não ter convicções é uma espécie de “convicção” pra mim. :p Quer dizer, sem ironias, o terreno da realidade é móvel, fluido, ou incessante, e ter “convicções” é como descrever uma realidade fixa e imutável… Mas se por acaso digo que tenho alguma convicção, estou descrevendo apenas a sensação que tenho, em algumas regiões, de o terreno ali ser mais firme. Eu tenho sim algumas ilhas de “convicção” – essa palavra é horrível, não expressa o que é, acho que vou parar de usá-la… Quanto a geometria, eu não sei se gosto, sou totalmente pateta para tudo que diga respeito a exatas… Gostar mesmo, eu gosto de psicologia, tudo o mais parecem apêndices para compreender o homem no seu psiquismo.

    Fabrício, vc tocou num ponto dessa discussão que eu acho fundamental, mas que não abordei no texto. É uma das coisas que mais me preocupam, o aspecto segregacionista que pode separar os que “têm” dos que “não têm” como pagar pelas conquistas da ciência e da tecnologia, venham elas através da informação, saúde, o que for… Eu penso que essa questão é crítica, pode haver de fato uma cisão ainda maior na sociedade do que a conhecemos hoje – se for possível…
    Assisti essa semana um filme de ficção científica, chamado “Gattaca”, em que existiam dois grupos na sociedade, basicamente, de um lado os “válidos” e do outro os “não-válidos”. Os do primeiro grupo foram favorecidos desde o nascimento por terem sido selecionados para terem [supostamente] os melhores códigos genéticos possíveis, já os do segundo grupo, nasceram do modo “natural”, isto é, sem manipulação genética e com todo o risco do acaso possível. Achei meio forçado, não é bem assim, por várias razões, existe um limite para manipular genes no sentido de serem determinantes de “sucesso” na vida, pois as qualidades melhores do homem acontecem num equilíbrio delicado entre coisas boas e ruins – nesse sentido, alguém extremamente favorecido geneticamente teria, em minha opinião, uma “gestalt” menos favorecida… O próprio protagonista do filme é uma prova viva que nem todo o cálculo é suficiente para eleger ou banir resultados… O filme começa muito bem, depois eu acho que se desvirtua um pouco, mas o que assusta, e por isso me refiro ao filme, é a sociedade se organizar acreditando que se possa separar e tachar as pessoas como válidas e não-válidas… é o “1984” de Orwell, enfim…

  13. adi said

    Sem,

    Eu adoro internet, acho uma das maiores invenções depois da “roda” 😀 , principalmente no quesito interatividade é fantástica; mas acho que tem certos riscos por conta de sua extrema facilidade de nos prender a sua telinha mágica, principalmente com relação as crianças, e nesse sentido é que pode vir a substituir contatos verdadeiros no sentido de físico mesmo; e me questiono até que ponto isso poder ser bom ou não?
    E a gente sabe que muitos pais hoje, pra ter certo sossego não se importam de seus filhos substituírem o mundo real pelo virtual.

    Mas não sou contra de forma alguma, muito pelo contrário; e é preciso por conta de cada um encontrar seu ponto de equilíbrio no uso dessas novas tecnologias.

    Outra questão minha é sobre o controle. É que através dos celulares e mesmo sobre o conteúdo navegado na web, as garras do controle se estende, pois podemos entrar em contato com qualquer um a qualquer hora em qualquer lugar. Fica mais difícil sair fora do dia-a-dia, da loucura da sociedade, mesmo por alguns instante. Monitoramos e somos monitorados o tempo todo.

    Mas eu concordo com você plenamente, vai depender do uso de cada um.

    Ah, off topic agora, consegui o filme “Dublê de Anjo”, vou assistir esse final de semana depois te conto o que achei.

  14. Sem said

    Oi Adi,

    Eu nunca entendi que vc era contra a Internet, e as reflexões que faz, eu tenho o mesmo cuidado e partilho delas, acho que devemos ter sempre um pé na realidade concreta.

    Vc vai adorar o filme, tenho certeza. =) Depois me conta…..

  15. Livio said

    Como grande parte das tecnologias que ganharam o cotidiano recentemente, nos cabe a tarefa de aprender não só a usar (conforme as instruções do fabricante), mas também de criar um código de ética para o uso, coisa desafiadora, já que não ganhamos nenhuma orientação à respeito pelos nossos pais e responsáveis (e nem era possível, já que tinha coisa que “não existia” na época deles).

    O grande “temor” vem junto com as possibilidades das “novidades”… Já foram quadrinhos, já foi a TV, os videogames, e agora, a internet.
    A inexistência de moderação provoca arrepios em quem quer que veja uma novidade se alastrando, pois receiam o pior SEMPRE.

    Só que o tempo passa, as novidades se tornam o normal do dia a dia, mal dá para se lembrar do tempo que o celular era um tijolão, quanto mais quando telefone era de discar. O incômodo movimento de expansão se torna menos ruidoso.

    Mas é justamente por que estamos “presos” ao manual de regras. Ora, o manual agora é inútil, não pode ser aplicado para coisas que não se conhece. São patéticas as leis que procuram encontrar e restringir esse movimento de novidade, deixando brechas imensas nas entrelinhas e restringindo processos inofensivos. Rapidamente se tornam letra morta.

    MAS as pessoas jamais deixarão de ser pessoas. E é nelas que o foco deveria se fiar. O que vale para as regras da casa, devem se aplicar a todos os aparelhos, e isso vale para os pais também.

    As refeições devem reunir toda a familia. Existe horário para dormir e acordar, assim como é possível estabelecer exceções episódicas e isoladas. O mundo não deixou de ter ritmo. As tentações podem ter ficado maiores, mas não devem ser maiores do que a vida das pessoas.

    Em outras palavras, o desenvolvimento das relações das pessoas agora tem novas ferramentas. Mas as pessoas ainda serão o cerne das questões.

    Sobre os vídeos, antes, quem tinha o conhecimento era o inteligente. Do tempo das enciclopédias. Quem respondia mais perguntas sobre tudo.

    Hoje, vai se destacar a pessoa que souber fazer as melhores perguntas – já existe o google para as demais coisas.

    Quem tem o conhecimento, obviamente vai ser capaz de fazer melhor muitas das perguntas. Mas vai exigir mais sensibilidade também, e isto sem dúvida vai ser melhor.

  16. adi said

    Eu me lembrei de um excelente post do Andrei aqui no Anoitan: O aspecto moral da realidade última

    É sobre este equilíbrio delicado de encontrar em tudo ao vivermos a vida. Como a Sem falou, somos nós os responsáveis pelos valores que embutimos nas coisas, pois tudo é neutro a princípio.

    Sim, está por conta do homem estender seus próprios valores com bom senso ao uso das tecnologias.

  17. raph said

    Bem, ninguém pode dizer que o Alan Moore não avisou 🙂

    É sim a era da “ebulição da informação”, uma era de transformação e tal.

    Mas não creio que um dia o ser que interpreta será máquina que computa, pelo menos não o ser que reconhece o existir e pensa por si…

    http://textosparareflexao.blogspot.com/2009/06/homem-maquina.html

    Abs
    raph

  18. adi said

    Oi Raph,

    Muito bom seu texto, aliás, fiquei passeando lá no seu blog e gostei bastante, já está em meus favoritos.

    abs
    adi

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