Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

A Função psicológica dos chacras

Posted by adi em dezembro 16, 2009

No post anterior, A energia universal e os chacras, nós verificamos um pouco sobre a função dos chacras, agora vai ser um pouco mais aprofundado sobre o funcionamento dos chacras e suas funções.

À proporção que o ser humano amadurece e os chacras se desenvolvem, cada um deles representa os padrões psicológicos que envolvem a vida do indivíduo. Quase todos reagimos a experiências desagradáveis obstruindo o sentimento e detendo grande quantidade de fluxo natural de energia. Isso influi no desenvolvimento e na maturação dos chacras,  resultando na inibição de uma função psicológica plenamente equilibrada.

O mesmo processo se dá em todos os chacras. Toda vez que uma pessoa obstrui uma experiência que está tendo, seja ela qual for, acaba por obstruir os seus chacras, os quais acabam se desfigurando. Os chacras ficam “obstruídos”, atravancados de energia estagnada, giram irregularmente, para trás, num movimento contrário ao dos ponteiros do relógio, até, em caso de doença, ficarem severamente distorcidos ou rasgados.

Quando os chacras funcionam normalmente, cada qual está aberto e gira na direção dos ponteiros do relógio, a fim de metabolizar as energias necessárias do campo universal. Um giro na direção dos ponteiros do relógio tira energia do campo de energia universal para o chacra.  Quando o chacra gira num movimento contrário ao dos ponteiros do relógio, a corrente de energia flui para fora do corpo e desse modo interfere no metabolismo do organismo. Em outras palavras, as energias necessárias, e que experimentamos como realidade psicológica, não fluem para o chacra quando este gira no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. Nessas condições, observamos que o chacra está fechado às energias do campo universal que entram.

Os chacras não são apenas metabolizadores de energia, são também dispositivos que sentem a energia,  e nesse sentido servem para falar-nos sobre o mundo que nos rodeia. Com o chacra fechado, não permitimos que entre a informação.  Quando o chacra flui/gira no sentido oposto ao dos ponteiros do relógio, a energia ao invés de entrar, é lançada para fora de nosso campo, para o mundo, e sentimos essa energia lançada para fora como sendo externa a nós, e dizemos que é o mundo. A isso a psicologia chama de projeção.

A realidade imaginada que projetamos sobre o mundo relaciona-se com a imagem do que supúnhamos fosse o mundo através das nossas experiências infantis (rejeição, medo, aceitação, raiva, etc.) e através da mente da criança que éramos até então. Como cada chacra está relacionado com uma função psicológica específica, o que projetamos através de cada um deles  estará dentro da área geral em que cada qual funciona e será muito pessoal, porque a experiência de vida de toda pessoa é única.

Dessa maneira, temos a função psicológica de cada chacra como segue:

CENTROS MENTAIS E SUAS RELAÇÕES

7 – Coroa: Integração da consciência total com a vida e aspectos espirituais da humanidade.

6 – Frontal/testa: Capacidade de visualizar e compreender conceitos mentais.

6 – Frontal/posterior: Capacidade de pôr idéias em obra de maneira prática.

CENTROS DA VONTADE E SUAS RELAÇÕES

5 – Laríngeo/dorsal: Sentido de “eu” dentro da sociedade e da nossa profissão.

4 – Cardíaco/dorsal: Vontade do ego, ou vontade dirigida para o mundo exterior.

3 – Plexo solar/dorsal: Cura, intencionalidade dirigida para a nossa saúde.

2 – Sacro/dorsal: Quantidade de energia sexual.

1 – Básico/cóccix: Quantidade de energia física, vontade de viver.

CENTROS DO SENTIMENTO

5 – Laríngeo/garganta: Aceitação e assimilação.

4 – Cardíaco/coração: Sentimentos de amor a outros seres humanos, abertura para a vida.

3 – Plexo solar: Grande prazer e expansividade, sabedoria espiritual e consciência da universalidade da vida.

2 – Sacro: Qualidade de amor ao sexo oposto, concessão e recebimento do prazer físico, mental e espiritual.

Percebemos então que a causa maior de nossas doenças são os bloqueios de energia que se situam em nossos chacras. Segundo Bárbara, quando crianças, somente uma porção da nossa experiência interior é verificada pelos que nos rodeiam. Isso cria uma luta interior entre a auto-preservação e a confirmação dos outros. Porque quando crianças, estando numa fase de aprendizado, aprendizado que tinha por base a confirmação do mundo exterior. Em resultado disso, ou criamos mundos secretos de fantasia, ou rejeitamos muita coisa da nossa realidade interior não confirmada, e encontramos um meio de armazená-la pra posterior verificação. Esse processo é o que podemos chamar de bloqueios de nossas experiências, sejam  elas imagens, pensamentos ou sentimentos. O bloqueio, de fato, nos separa, como se fosse uma “parede”, daquela porção da experiência, pelo menos temporariamente. Nós mesmos erguemos paredes que nos apartam de nós. E aí está, uma outra maneira de dizer que esquecemos quem somos. Esses bloqueios se tornam o que podemos às vezes chamar de a substância estagnada da alma. Ela ainda diz: Toda vez que você experimenta algum mal estar, experimenta de certo modo, a “parede” que ergueu entre a parte integrada maior (Essência) e uma parte de si mesmo. A parede serve para esconder uma porção de si próprio que você não quer que participe da sua experiência do momento. Com o tempo, a parede vai ficando mais forte e você se esquece de que é uma porção de si mesmo que esta emparedada, ou melhor, você cria mais esquecimento. Parece-nos que o que está do outro lado da parede é algo externo, que a parede está segurando alguma força temida que vem de fora. Essas paredes internas são criadas por uma eternidade de experiências da alma. Quanto mais tempo ficarem de pé , mais parecerão  estar mantendo outra coisa que não o eu separado de si mesmo. Quanto mais permanecerem as paredes, mais nos parecerão criar segurança, e quanto mais sólidas mais “fortalecem a experiência da separação”.

Bom ficou claro, que toda essa construção, é muito semelhante ao processo que Jung chama de sombra e também  animus/anima, estes nada mais são que o inconsciente pessoal, bem como parte do coletivo, porque como a autora explica, são construções de bloqueios de experiências de longa data da alma (cármicas), como se tivessem suas origens no profundo do inconsciente.

Para Bárbara, nossa centelha interior de divindade (Essência, Self) existe num plano muito mais elevado de realidade e de consciência avançada que o da nossa consciência cotidiana, ela explica que o processo de criação ou manifestação acontece quando se transmite um conceito ou uma crença, a partir de sua fonte (a centelha), para os níveis mais densos da realidade, até cristalizar-se na realidade física. Criamos de acordo com nossas crenças. Claro está que o que ocorre nas camadas inferiores também interessa às camadas mais sutis.

A força criativa primária básica inicia-se no plano espiritual, quando a essência (chacra da coroa)  se alinha com essa realidade espiritual maior,  manifesta o divino conhecimento dessa realidade, dessa realidade emana o fluxo de força criativa que depois se transfere descendo através dos chacras , como que provocando uma ressonância harmônica de um chacra ao outro, até o nível de freqüência do corpo físico (igual ao soar de um diapasão), cada chacra expressa esse impulso em função da sua realidade consciente no seu próprio nível.

A saúde se mantém quando todo esse fluxo de energia circula livremente pelos chacras e que responde numa harmonia natural, mantendo assim, o equilíbrio natural das energias yin/yang pelo nosso corpo.

A doença ocorre quando esse fluxo se choca com um bloqueio ou uma distorção da energia dentro da aura, distorcendo assim o impulso criativo primário, continuando a distorce-se de um chacra ao outro. Bloqueios esses, que como visto acima, são complexos rejeitados e reprimidos no inconsciente pessoal.

Como observamos nessa sequência de posts,  pra termos saúde física, não nos basta  simplesmente cuidar do corpo com boa alimentação, exercícios físicos, etc; é todo um conjunto de cuidados que se relaciona com o espiritual e psicológico, num processo de auto-conhecimento, ou segundo Jung , num processo  de “Individuação”, que consiste em liberar esses bloqueios da alma inconsciente  e integrá-los novamente a nossa consciência.

do livro Mãos de Luz de Bárbara Ann Brennan

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2 Respostas to “A Função psicológica dos chacras”

  1. Elielson said

    Toda vez que você experimenta algum mal estar, experimenta de certo modo, a “parede” que ergueu entre a parte integrada maior (Essência) e uma parte de si mesmo. A parede serve para esconder uma porção de si próprio que você não quer que participe da sua experiência do momento. Com o tempo, a parede vai ficando mais forte e você se esquece de que é uma porção de si mesmo que esta emparedada, ou melhor, você cria mais esquecimento. Parece-nos que o que está do outro lado da parede é algo externo, que a parede está segurando alguma força temida que vem de fora. Essas paredes internas são criadas por uma eternidade de experiências da alma. Quanto mais tempo ficarem de pé , mais parecerão estar mantendo outra coisa que não o eu separado de si mesmo. Quanto mais permanecerem as paredes, mais nos parecerão criar segurança, e quanto mais sólidas mais “fortalecem a experiência da separação”.

    Gostei dessa parte 🙂

    Já quando se fala no carmico, bem, nunca fui muito afeito ao conceito pratico-espiritual que é o carma. Mas traçando um paralelo entre carma e herança/memória genética as dificuldades de sobrevivência começam a fazer sentido. Não vamos dizer que seja uma elaboração universal o modo como se vive, veja bem, o modo como se vive, e não o projeto vida, pois o modo é o que dá a sensação de eu. Mas digamos que os calos celulares traumatizam o corpo, dando reflexos que por vezes são úteis e por vezes são totalmente inúteis. A longo prazo as funções obsoletas modificam a célula, este pode ser o inicio do processo que formará os orgãos vestigiais, mas será que a mudança está trazendo realmente uma superação especial ou além de toda função ser uma roleta russa a raça humana que se enclausura em um sistema social não faz nada além de se desadaptar? Bem, é uma possibilidade que só tô teorizando… Mas a chaga/penitência espiritual é um conceito dificil de entender pra mim, o carma como reflexo de balanceamento parece somente atender ao jugo social, enquanto a morfologia carmica está ligada a um conserto moral, porém se a ordenação caótica dá para o corpo a memória celular do ancestral comum, faz sentido enxergar isso como um carma, mas este conceito teria que surgir como um estalo que percebesse a fuga que o homem fez da natureza, assim o cumprimento do carma seria reintrodutivo e não fugaz a um plano metafisico.

  2. adi said

    “Já quando se fala no carmico, bem, nunca fui muito afeito ao conceito pratico-espiritual que é o carma. Mas traçando um paralelo entre carma e herança/memória genética as dificuldades de sobrevivência começam a fazer sentido.”

    Excelente questão Elielson, e é exatamente sobre isso que será o próximo post, “Carma”.
    Tem um post aqui no Anoitan, escrito pelo Andrei, de um ano atrás, que fala de uma maneira bem atual sobre esse conceito de carma/tempo linear, etc.
    No antigo Franco Atirador, o Lúcio também fez um post bem interessante sobre Carma relacionado com condicionamentos, condicionamentos que também estão no cérebro, ou melhor, sobre como o cérebro seleciona as experiências agradáveis e bloqueia as desagradáveis (alguma coisa assim, não lembro exatamente), juntando tudo com essa explicação sobre os chacras, faz todo o sentido o conceito cármico numa linguagem mais atual.

    Comecei a pesquisar hoje sobre isso, vou tentar juntar tudo num post, acho que vai ficar esclarecedor.

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