Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

A energia universal e os chacras

Posted by adi em dezembro 11, 2009

Hoje a física vem comprovando que o universo é um conjunto inseparável, uma extensa teia de probabilidades que interagem entre si e se entrelaçam e o trabalho do Dr. David Bohm mostra que o universo manifesto emerge desse conjunto.

Em todo o discurso da história, a idéia de uma energia universal que impregna toda a natureza foi defendida por muitas mentes científicas  ocidentais. Essa energia vital, percebida como um corpo luminoso, foi registrada pela primeira vez na literatura ocidental pelos pitagóriocos, por volta de 500 a.C.

Paracelso na idade média chamou essa energia de “Illiaster” e disse que “Illiaster”se compõe ao mesmo tempo de força vital e de matéria vital. O matemático Helmont, no século XIX, visualizou um fluido universal que impregna toda a natureza e que não é uma matéria corpórea e condensável, mas um espírito vital puro, que penetra todos os corpos.

Embora os místicos não tenham falado em campos de energia, suas tradições, que remontam mais de 5.000 anos em todas as partes do globo, se harmonizam com as observações  que os cientistas começaram a fazer recentemente.

Adeptos de todas as religiões falam em experimentar ou enxergar luz em torno da cabeça das pessoas. Através de práticas religiosas, como a meditação e a oração, eles atingem estados de consciência ampliada que lhes abrem as capacidades de percepção sensorial elevada.

A antiga tradição espiritual indiana, menciona uma energia universal denominada de Prana, vista como um constituinte básico e a origem de toda a vida. Prana, o alento da vida, move-se através de todas as formas  e lhes dá vida. Os iogues praticam-lhe a manipulação por meio de técnicas de respiração, da meditação e de exercícios físicos destinados a manter estados alterados de consciência e a juventude muito além do espaço normal da vida.

Os chineses, no terceiro milênio a.C., também mencionavam a existência de uma energia vital a que davam o nome de “Chi”. Toda a matéria, animada ou inanimada, se compõe dessa energia universal e dela se impregna. O “Chi” contém duas forças polares, o yin e o yang. Quando o yin e o yang estão equilibrados gera saúde física, quando estão desequilibrados, daí resulta um estado mórbido.

A Cabala refere-se às mesmas energias como a  “luz Astral”. As pinturas religiosas cristãs retratam Jesus e outras figuras espirituais cercadas de campos de luz.

O Conde Wilhelm Von Reichenbach passou 30 anos , em meados do século XIX, fazendo experiências com o “campo”, a que dava o nome de força “ódica”. Os pólos do campo de força ódica tem como propriedades subjetivas serem “quentes e vermelhos” ou “azuis e frios” à observação de indivíduos sensíveis. Além disso, observou que pólos opostos não se atraem, como acontece no eletromagnetismo. Descobriu que com a força ódica, pólos semelhantes se atraem, ou seja, o semelhante atrai o semelhante. Esse é um fenômeno áurico importantíssimo, como veremos adiante.

Wilhelm Reich, psiquiatra e colega de Freud, passou a  interessar-se por uma energia universal a que deu o nome de “orgone”. Ele estudou a relação entre os distúrbios do fluxo do orgone no corpo humano e as doenças psicológicas. Desenvolveu uma modalidade psicoterapêutica,  em que as técnicas de psicanálise são integradas com técnicas físicas a fim de liberar bloqueios que impedem o fluxo natural de energia orgone no corpo. Liberando os bloqueios de energia, Reich clareava estados mentais e emocionais negativos.

No Japão, Hiroshi Motoyana mediu níveis baixos de luz provenientes de pessoas que praticava ioga por muitos anos. Ele fez Esso trabalho numa sala escura, utilizando uma câmara de cinema de nível de luz baixa. O Dr. Zheng Rongliang, da Universidade de Lanzhou na China, mediu a energia Qi ou Chi irradiada pelo corpo humano, empregando um detector biológico feito da veia de uma folha ligada a um dispositivo de fotoquantum. Ele estudou as emanações  do campo de energia de um mestre de Qigong  (o Qigong é uma forma antiga chinesa de exercício de saúde) e as emanações do campo de energia de um clarividente, e os resultados dos estudos mostram que o sistema de detecção corresponde à irradiação em forma de pulsação. A pulsação que emana da mão do mestre de Qigong  é muito diferente da que provém da mão do clarividente.

OS CAMPOS DE ENERGIA: Bárbara Brennan diz, então, que há o campo de energia universal, que impregna todo o espaço, os objetos animados e inanimados, e liga todos eles uns aos outros; flui de um objeto para outro, e sua densidade varia na razão inversa da distância da sua origem. Também obedece às leis da indutância harmônica e da ressonância simpática, que é o fenômeno que ocorre quando você bate num diapasão e o outro, perto dele, entra a vibrar na mesma freqüência , emitindo o mesmo som.

Já o campo de energia humana, ela descreve como sendo a manifestação da energia universal intimamente envolvida na vida humana. Pode ser descrito como sendo um corpo luminoso que cerca o corpo físico e o penetra, emite uma radiação característica própria e podemos denominá-la aura.  A aura humana é a parte do campo de energia universal associada ao corpo humano.

Existem muitos sistemas que as pessoas criaram a partir de suas observações para definir o campo áurico e todos eles dividem a aura em camadas que se interpenetram e cercam umas as outras em camadas sucessivas, que definem pela localização, pela cor, pelo brilho, pela forma, pela densidade, pela fluidez e pela função.  São sete camadas da aura, e cada uma está associada a um chacra, a saber: a primeira camada se associa ao primeiro chacra, a segunda ao segundo chacra, e assim por diante. Cada camada penetra completamente todas as camadas situadas abaixo dela, incluindo o corpo físico. Cada camada pode ser considerada um nível de vibrações mais elevadas, que ocupa o mesmo espaço dos níveis de vibrações inferiores e se estende além deles.

As camadas estruturadas contêm todas as formas que o corpo físico possui, incluindo os órgãos internos, os vasos sanguíneos, etc., e formas adicionais, que o corpo físico não contém. Um fluxo vertical de energia pulsa para cima e para baixo do campo da medula espinhal. Estende-se para fora, além do corpo físico, acima da cabeça e abaixo do cóccix. Bárbara o chama de corrente principal de força vertical.

AS SETE CAMADAS E OS SETE CHACRAS DO CAMPO ÁURICO

Os chacras são como vórtices turbilhonantes, em forma de cones, e suas pontas apontam para a corrente  principal de força vertical. Essas pontas são chamadas raízes ou corações dos chacras, e dentro desses corações existem selos que controlam a troca de energia entre camadas  da aura através dos chacras. Suas extremidades abertas se estendem para a borda de cada camada do campo em que estão localizados. A fim de que certa energia flua de uma camada para outra através do chacra, terá de passar pelos selos nas raízes dos chacras, e vê-se a energia fluindo para todos os chacras, proveniente do Campo da Energia Universal. Cada vórtice rodopiante de energia do chacra parece sugar ou levar consigo energia do Campo universal, igual aos vórtices fluidos com a forma de redemoinhos, ciclones, etc.

São sete camadas, cada uma associada aos sete principais chacras que se estendem ao longo da coluna. Grosso modo, só para ter uma visão global do assunto, temos essa descrição de cada chacra:

– Chacra básico/raiz:  A primeira camada do campo áurico e o primeiro chacra estão ligados ao funcionamento físico e à sensação física, por exemplo, a sensação da dor ou do prazer físicos, também a primeira camada está ligada ao funcionamento automático e autônomo do corpo.

– Chacra sacro: A segunda camada e o segundo chacra , em geral, se associam ao aspecto emocional dos seres humanos. São os veículos através dos quais temos nossa vida emocional e nossos sentimentos.

– Chacra do plexo solar: A terceira camada e o terceiro chacra liga-se a nossa vida mental, à reflexão linear.

– Chacra do coração: O quarto nível associado ao chacra do coração, é o veículo do qual amamos, não somente os companheiros , mas também a humanidade em geral. Este chacra é o que metaboliza a energia do amor.

– Chacra da garganta: O quinto nível e o quinto chacra está associado a uma vontade mais alta, mais ligada a vontade divina. Este chacra também se associa ao poder da palavra, criando coisas pela palavra, prestando atenção e assumindo responsabilidade pelo nossos atos.

– Chacra da cabeça: O sexto nível e o sexto chacra estão vinculados ao amor celestial, um amor que se estende além do âmbito humano do amor e abrange toda a vida. Proclama o zelo e o apoio da proteção e do nutrimento de toda a vida e considera todas as formas de vida preciosas manifestações de Deus.

– Chacra da coroa: A sétima camada e o sétimo chacra estão vinculados à mente mais elevada, ao saber e à integração da nossa constituição espiritual e física.

Existem, portanto, localizações específicas, no interior do nosso sistema de energia, para as sensações, as emoções, os pensamentos, as lembranças e para outras experiências não físicas que costumamos confiar aos nossos médicos e terapeutas. Se compreendermos o modo com que nossos sintomas físicos se relacionam com essas localizações, será muito mais fácil compreender a natureza das diferentes enfermidades e também a natureza da saúde e da doença. Dessa forma, o estudo da aura pode ser uma ponte entre a medicina tradicional e nossas preocupações psicológicas.

FUNÇÕES DOS CHACRAS

Cada um desses vórtices troca energia com o campo de energia universal. Todos os chacras maiores e menores, mais os pontos de acupuntura são aberturas por onde entra e sai a energia da aura. Somos como esponjas no mar de energia que nos cerca. Como essa energia está sempre associada a uma forma de consciência, sentimos a energia que trocamos em termos de visão, audição, sentimento, sensação, intuição ou conhecimento direto.

Estar aberto a essas energias, significa primeiro a metabolização de grande quantidade de energia do campo universal através de todos os chacras, grandes e pequenos. Segundo, significa deixar entrar  e, de certo modo, manipular toda a consciência associada à energia que flui através de nós. A tarefa não é fácil e nem todos podemos executá-la. Verifica-se simplesmente uma entrada excessiva de energia. O material psicológico relacionado com cada chacra é levado à consciência pelo aumento do fluxo de energia através do chacra. O material psicológico seria liberado em excesso por um súbito fluxo de enrgia, e não poderíamos processá-lo todo. Trabalhamos, portanto, em qualquer processo de crescimento em que estamos empenhados, para abrir cada chacra devagar, de modo que tenhamos tempo de processar o material pessoal liberado e integrar a nova informação a nossa vida.

É importante abrir os chacras e aumentar o fluxo de energia, porque, quanto mais energia deixarmos fluir, tanto mais sadios seremos. A doença do sistema é causada por um desequilíbrio da energia ou por uma obstrução do seu fluxo (rigidez, sístase, bloqueios) . Em outras palavras, uma falta de fluxo no sistema da energia humana acaba levando à doença. Isso também distorce nossas percepções e deprime nossos sentimentos (olha a sístase de novo), e por esse modo, interfere numa serena experiência de vida. Não estamos preparados psicologicamente, entretanto, para ficar abertos sem trabalhar e sem desenvolver nossa maturidade e clareza.

A consciência em cada chacra experimenta  a realidade de forma diferente, ou seja de acordo com os filtro existentes no coração do chacra. No nível físico, a consciência assume a forma de instinto, e declara “Eu existo”. No nível etérico, primeira camada, a consciência se expressa  em termos de sensações, como dor e prazer, frio e fome, e essas sensações desagradáveis são o sinal de alerta de que alguma coisa precisa ser feito para restabelecer o equilíbrio das energias e ela volte a fluir harmoniosamente. No nível emocional (chacra sacro) , a consciência se expressa por meio de emoções e reações primárias básicas, como o medo, a raiva, o amor, a maioria das quais se relaciona com o eu. No nível mental (chacra do plexo solar) , a consciência se expressa em função do pensamento racional, lógico, este é o plano da mente analítica linear.

No nível astral (coração), experimenta-se a consciência em forma de emoções fortes, que se estendem além do eu e do outro para abranger a humanidade.

Na quinta camada, a consciência se expressa como vontade mais elevada, com a qual queremos que as coisas se transmudem em seres, através do poder de nomeá-las e defini-las. Na sexta camada, ou nível celestial (cabeça), a consciência se expressa através de sentimentos mais elevados, como o amor universal, incondicional, ou seja, que passando além dos seres humanos e amigos, chega a um amor universal a toda a vida. No sétimo nível (coroa), a consciência se expressa por meio de conceitos mais elevados de conhecimentos e sistema de crenças.  Aí começa o impulso criativo inicial a partir do nosso conhecimento, não o simples conhecimento linear, mas o conhecimento integrado  (o Self).

No próximo post, nós veremos mais detalhes sobre os chacras e sobre o processo que leva a saúde e a doença, e como podemos conquistar a cura e a harmonia das nossas energias.

Do livro “Mãos de Luz” de Bárbara Ann Brennan

Anúncios

15 Respostas to “A energia universal e os chacras”

  1. Sem said

    Oi Adi,

    Assunto explosivo. =)

    A maneira como a autora aborda aqui a energia universal me parece mais próxima da psicologia transpessoal do que da física quântica, mas no final, no meu entender, tudo se relaciona….

    Mas é um campo minado hein, é explosivo, pois até entre os físicos, que podemos dizer são a vanguarda do meio científico, por conta de tudo aquilo que vínhamos discutindo lá no outro tópico do contínuo espaço-tempo… pois até esses físicos vanguardistas quando chamados a opinar preferem não se comprometer e ficar no “nada disso é provado”… e “não provado” em ciência, vc sabe, quer dizer inexistente… oras, o inconsciente até hoje tb nunca foi provado… nunca visto, nem pesado, medido, cheirado, e a maioria das pessoas vive como se ele não existisse, mas nem por isso deixa ele de existir, e até bem pelo contrário, é quando mais o negamos, que mais ele nos comanda…
    Acho que o ceticismo da ciência quanto a esses assuntos só mudará aos poucos, quem sabe será a própria ciência que um dia irá trazer para a pauta e sustentar o que hoje é essa realidade intangível… considerado hoje mais misticismo que ciência… e será muito bom, pois existe muitas novas perspectivas que a ciência pode nos abrir nesse campo, no mínimo nos ajudar a separar o joio do trigo, porque eu temo que exista mesmo muita má fé nesse meio.

    Vc já leu Pierre Weil? Gosto muito, muito dele, faz pouco mais de 1 ano que faleceu, mas já era bem velhinho. Escreveu os melhores livros de psicologia transpessoal que eu conheço, e tb aquele divertidíssimo “O Corpo Fala”… não sei se vc já leu…
    Gosto mais dele do que de Reich ou do que qualquer outro autor da bioenergética, que é um assunto que já estudei bastante tb, mas pouco comentei por aqui. Pierre Weil foi o fundador da UNIPAZ, aquela universidade holística que tem sede em Brasília. Tenho uma amiga muito querida, amigona mesmo, dessas da época da faculdade ainda, e que tem ligações estreitas com a UNIPAZ, só que com a sede de Curitiba.

    Ontem, antes de ver esse seu novo post aqui, estava lendo esse ebook que é um trabalho conjunto dele com o Jean-Yves Leloup, o Leonardo Boff e o Roberto Crema… diversas passagens neste livro me fizeram lembrar de nossas conversas por aqui. Eu lembrei muito de vc, Adi, o livro tem a sua cara, e é uma cara bem bonita.

    Deixo o endereço:

  2. adi said

    Oi Sem,

    ” A maneira como a autora aborda aqui a energia universal me parece mais próxima da psicologia transpessoal do que da física quântica, mas no final, no meu entender, tudo se relaciona….”

    Pois é; não é em tudo que concordo não, mas tem partes bem interessantes, como o relacionar os chacras com estados de consciência, foi assim que entendi; também a maneira que foi abordado sobre os filtros e bloqueios que estão nos chacras e que distorcem nossa percepção.
    Eu creio sim que há essa força, e creio também que o desequilíbrio dessas energias é o responsável por nossas doenças no físico, e creio que os desequilíbrios estão relacionados com o emocional/mental e com os complexos rejeitados, como que sendo partes ou conteúdos emocionais bloqueados, que impedem a energia circular livremente pelo corpo físico.

    ” Mas é um campo minado hein, é explosivo, pois até entre os físicos, que podemos dizer são a vanguarda do meio científico, por conta de tudo aquilo que vínhamos discutindo lá no outro tópico do contínuo espaço-tempo”

    É verdade, por mais que a ciência tenha se desenvolvido em instrumentos sofisticados, ainda não conseguiram medir tal fenômeno, ou esse tipo de energia vital, talvez o inconsciente??; e acaba ficando no campo do misticismo ou da religião mesmo, pois tantos os hindus que a chamam de prana, bem como os taoístas que a chamam de chi, já há muito tempo atestam tal coisa.
    No meu entendimento, e é limitado eu sei, a percepção do espaço/tempo tal qual os físicos falam, é uma percepção mental, óbvio (rsrsrs). Lembra aquele post sobre Daath, então é o mesmo significado, acima do abismo de Daath, ou seja, com a consciência focalizada nos chacras desbloqueados frontal e da coroa, têm-se uma visão de mundo unido, sem tempo linear, ou melhor, um tempo fora dos limites do tempo linear.
    Abaixo disso, nos chacras abaixo da garganta, já é o campo de percepção com os limites impostos pelo próprio corpo, ou melhor, estamos nele (corpo), no tempo linear, com essas regras, mas não somos somente isso, o centro de tudo isso é todo abrangente, é a sétima camada do ovo áurico, no entanto preenche todo o ovo, é a consciência encapsulada que se separou da energia universal nesse ovo. A maioria dos seres humanos tem a consciência focalizada nos chacras básico e sacro, os outros estão fechados ou parcialmente abertos, e não há dúvida que é um estado de consciência mais limitado, onde percebe-se somente o tempo linear, a dualidade, nosso mundo como está.
    Mas o que buscamos é a integração do ser, através da abertura e desbloqueio de todos os chacras, e então seria como um estado de percepção de muita liberdade, sem limites e condições. É complicado de explicar. 🙂

    “Vc já leu Pierre Weil? ”

    Não li ainda, agora a UNIPAZ eu conheço, aliás foi assistindo uma palestra do Roberto Crema (fantástica) que tomei conhecimento da UNIPAZ. Faz tempo isso, passou na tv Senado… mas a palestra foi de uma profundidade inesquecível.

    ” Eu lembrei muito de vc, Adi, o livro tem a sua cara, e é uma cara bem bonita.”

    Ah Sem!! assim fico encabulada (rsrsrs), mas muito obrigado.

    Vou ler esse livro, obrigado pelo link.

  3. adi said

    Uma coisa que não coloquei é que a autora Bárbara Brennan é cientista de física atmosférica e foi pesquisadora na Nasa nesse campo da física, ao mesmo tempo é sensitiva, e escreveu o livro baseada em suas próprias experiências com a aura humana e como curadora.

    Quando eu falei que não dá pra concordar com tudo no livro, é que ela descreve cada camada da aura como sendo todo um plano ou um mundo povoado por seres espirituais, etc. Já que ela alcança estados consciênciais do ultimo chacra, deveria saber que todos os chacras abaixo desse são meras construções mentais de interpretação e percepção.
    E não concordo muito com essa interpretação do mundo dos espíritos como sendo seres desencarnados, etc.; é uma maneira de dizer ou descrever esse tipo de percepção sensorial, eu sei disso, mas daí é aquela coisa que a maioria entende ao pé da letra uma metáfora. Na minha opinião, tá certo que é limitada (rsrs), mas assim como vemos através dos limites e filtros dos próprios chacras, o que vemos nesse mundo sensorial ou plano astral como é chamado, não passa dessas construções, não é a realidade plena, muito pelo contrário, continua sendo toda uma fantasia de uma porção de formas pensamento…
    Ai, viajei de novo (rsrsrs), qualquer hora vou elaborar melhor isso tudo…

    Vou continuar ler o livro que você indicou.

  4. adi said

    Sem,

    Li o livro, nossa!! eu gostei muito, você acertou, tem a minha cara mesmo, rsrsrs; porque têm muitas coisas ali que é da maneira como entendo a vida, muitas coisas que conversamos aqui…

    Obrigado pelo link e pela dica.

  5. mausenso said

    “É tudo uma questão de glândulas.”

    Ou não?

    E se, na verdade, tudo isso fosse como enorme espelho. Assim, nossas glândulas é que controlariam os chakras. E nosso corpo ditar… Bom… melhor deixar isso para lá.

    “E não concordo muito com essa interpretação do mundo dos espíritos como sendo seres desencarnados, etc.; é uma maneira de dizer ou descrever esse tipo de percepção sensorial, eu sei disso, mas daí é aquela coisa que a maioria entende ao pé da letra uma metáfora. Na minha opinião, tá certo que é limitada (rsrs), mas assim como vemos através dos limites e filtros dos próprios chacras, o que vemos nesse mundo sensorial ou plano astral como é chamado, não passa dessas construções, não é a realidade plena, muito pelo contrário, continua sendo toda uma fantasia de uma porção de formas pensamento…”

    Uma porção de formas-pensamento. Imagino que queria dizer, nossas formas-pensamentos representando o que está fora de nossa mente.

    O que seria a realidade plena, então? Conhecer todas as formas-pensamento de tudo e todos, ou se livrar de todas elas? Ou melhor, realidade plena seria ter poder sobre as formas-pensamento egoísta e alheia?!

  6. adi said

    Oi Thomas,

    “É tudo uma questão de glândulas.”
    Ou não? ”

    Pelo que parece é, e não é. Explico; é no sentido de que cada chacra está relacionado com uma glândula do nosso corpo, do nosso organismo. Mas a questão é mais complexa que isso, porque o corpo na verdade é como se fosse toda essa energia do nosso “sistema” ou do ovo áurico cristalizada. Não é dele próprio que provém as emoções, os sentimentos, os pensamentos, etc… ele é o órgão de resposta a esses mecanismos invisíveis, e vai materializar isso. Portanto, quando chega na glândula, tanto o bom funcionamento como o mal funcionamento da mesma, é reflexo de algo que acontece no campo de energia, na parte emocional, mental, etc…

    “Uma porção de formas-pensamento. Imagino que queria dizer, nossas formas-pensamentos representando o que está fora de nossa mente.”

    A maneira como entendo, é uma coisa muito particular, baseado em psicologia, que vou tentar colocar aqui. Porque, bem se sabe, que a maioria das religiões e mesmos os sensitivos, dão testemunho desses planos cheios de seres espirituais.
    Bárbara usa de termos de dupla interpretação, e as vezes isso confunde. Mas eu entendo que a linguagem escrita é limitada para descrever estados de consciência muito além do que estamos acostumados; e isso não é uma crítica a ela de forma alguma, pois ela quis escrever um livro de grande alcance, e tomou o cuidado para expor da maneira mais simples possível o seu conhecimento.
    Bom, a maneira como entendo, é de uma forma “arquetípica”. Nos estados de consciência dos chacras acima da garganta, a energia se apresenta de forma incorpórea, lá é um mundo sem forma, arquetípico, de potencialidades. É a partir do chacra da garganta, onde precisamos, pra interpretar essas forças; esta torna-se real, palpável, precisamos dar uma forma a essa energia, e é onde, “o arquétipo” toma uma forma, seja ela humana, angelical, demoníaca, etc.
    Na minha opinião, que eu sei, ainda limitada, a consciência, quando desencarna, deixa não somente seu corpo físico, mas também tudo aquilo que envolvia sua existência aqui, e isso implica em tudo o que está abaixo do chacra laríngeo. O que mantém e leva, são os padrões cármicos, padrões esses que são como as crenças mais profundas, são as formas pensamento de grande intensidade e força, que são como sementes, que por semelhança, trarão a consciência pra uma nova encarnação.
    O que eu quero dizer com tudo isso, é que, quando morremos, nossa identidade se desfaz. As consciências que se “individualizaram” estão cônscias da unidade da totalidade do ser, impessoal, sem forma, no entanto a totalidade, e como se tornassem o próprio arquétipo, a potência de ser. A consciência que ainda não é plena, retorna a existência. Então o que acessamos, não são mais seres de luz, ou um indivíduo que um dia foi fulano ou ciclano, mas a energia arquetípica, acessada sempre pela própria essência do indivíduo, essência essa que também é um arquétipo em vias de se tornar consciente, e que como precisamos dar forma a essa força pra torná-la real aqui no nosso mundo concreto, vamos chamá-la de Seres de luz, desencarnados, mestre fulano, espíritos, anjos, e demônios; sempre essa personificação que damos é de acordo com nossas crenças mais profundas, que um dia foram também formas pensamentos. É assim que interpreto isso por enquanto.

    “O que seria a realidade plena, então? Conhecer todas as formas-pensamento de tudo e todos, ou se livrar de todas elas? Ou melhor, realidade plena seria ter poder sobre as formas-pensamento egoísta e alheia?!”

    Bem, a realidade plena, é a consciência como se fundir a essência que é ela mesma, nesse estado, percebe-se o mundo manifesto e todas as realidades como projeções do imanifesto, ao mesmo tempo que é o imanifesto, imanifesto que é essência na forma, ou seja, é “o ser e não ser” consciente desse estado que então passa a “ser” plenamente na forma e existência. Manifesto e imanifesto em união de consciência, passam a ser um só; esta é a união de opostos. É como se todas as formas-pensamento se desvanecessem, o que se percebe é além de todas as formas, a essência de todas as coisas, uma extensão do Si-mesmo.
    … é assim que deve ser…

  7. adi said

    Thomas,

    Esse finalzinho ficou um pouco estranho, deixa eu melhorar:

    “É como se todas as formas-pensamento se desvanecessem, o que se percebe é além de todas as formas, a essência de todas as coisas, uma extensão do Si-mesmo.”

    O que se percebe é além de todas as formas, no entanto é também todas as formas; um paradoxo pra nossa mente linear. Como se visse a vida por trás da vida, ou seja, a forma, ( e entendo por forma, tudo o que pode ser visto, tocado, cheirado, provado, etc.,) tal qual percebemos no mundo seria preenchida da “essência”, da essência que te preencheu e que é universal. No momento que o Ser (Self) desperta e se torna consciente de Si-mesmo, sicronisticamente, toda a realidade se altera, toda a vida passa a ser vista de acordo com essa totalidade e unidade da existência, de ser e existir… com excessão de que não é bem isso, pois isso não pode ser descrito, palavras fazem parte do contexto linear e de uma percepcão limitada pra descrever o atemporal, ilimitado, etc…

  8. Elielson said

    Dando grafia ao conceito de peças psicológicas ou afluentes energéticos estamos criando a forma do que um dia virá. Imagine o que acontece na luta do que se assemelha ou na conciliação do que difere?
    Cada parte do todo é latente, pulsante e tremeluzente, e atende chamados escapando do dominio, sendo que as principais formas são as que não apontam o bem, apenas vão, sem noção do segmento, vão ao nirvana nomeadas pelo delirio egoista que não escuta, não aceita, que já nem sabe o que é aceitar ou negar, pois quando foi, tudo que era dos outros se tornou de cada um, e por ser em cada um, não hesita em levar o que é seu ao seu.

  9. adi said

    ” Dando grafia ao conceito de peças psicológicas ou afluentes energéticos estamos criando a forma do que um dia virá. Imagine o que acontece na luta do que se assemelha ou na conciliação do que difere?”

    É uma coisa meio louca, justo porque não entendemos nem a metade da loucura do mundo. Olha, eu tenho minhas questões cá comigo, e elas se desfazem e refazem tentando abranger um pouco mais… porque esse é meu vício… tentar compreender “minha constituição espiritual”, e nisso vou percebendo como a coisa interage com o mundo… enfim, certezas nenhuma… mas aqui dentro, eu sei que “eu” não crio nada, o conjunto de percepções que eu chamo de eu, responde a essa constituição muito maior que o “eu”, constituição que nomeio “centelha” ou “Self”, e cada dia compreendo mais, que é o próprio “Self” quem está despertando aqui no mundo, esse centro maior tem seus equívocos, que são os carmas, e que através das experiências vividas aqui vai como que depurando o carma, ou compreendendo através disso e despertando…

    “Cada parte do todo é latente, pulsante e tremeluzente, e atende chamados escapando do dominio, sendo que as principais formas são as que não apontam o bem, apenas vão, sem noção do segmento, vão ao nirvana nomeadas pelo delirio egoista que não escuta, não aceita,…”

    Infelizmente, ou felizmente, não tem essa de escapar do domínio não, nem da ilusão enquanto se confunde ilusão com a realidade, e enquanto esta for real na nossa mente, estaremos aqui animando-a… O nirvana não é um lugar onde se possa ir ou entrar, simplesmente é uma percepção da consciência, percepção que só é possível depois que crenças, delírios egoístas, contradições de opostos, bem e mal, se desfazem totalmente… é justo o conjunto de tudo isso e muito mais que nos mantém aqui, vivendo e tornando real o que é ilusão.

  10. Elielson said

    é justo o conjunto de tudo isso e muito mais que nos mantém aqui, vivendo e tornando real o que é ilusão.
    …………………………

    Nirvana não é um lugar, ok. Mas não deixa de ser um retorno a si. E nirvana em todo caso, é só um nome pra se dar, quando a si dar, SI dar TÁ? 😀

  11. adi said

    “Nirvana não é um lugar, ok. Mas não deixa de ser um retorno a si. E nirvana em todo caso, é só um nome pra se dar, quando a si dar, SI dar TÁ? ”

    ok, that’s it!! Nirvana não passa de um nome que se dá pra consciência do Si-mesmo, do Si. :))

  12. Sem said

    Elielson,

    Vc é bom com as palavras. =D

    essa coisa di SI DAR? TÁ em todo lugar: Sidarta
    essa coisa di num TAR? TÁ RObado: tártaro

  13. adi said

    Olha só que menino travesso!!

    e eu cai direitinho… 🙂

  14. Elielson said

    Não me culpe, é dificil resistir a trocadilhos… :S

  15. JOEL ANNTIQUEIRA said

    oi edi voce e o edi que eu conheço,bom voce sabe quem e o joel marn,pr

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: