Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Sobre a Realidade

Posted by adi em novembro 24, 2009

Dom Juan: ” Aprendemos a pensar sobre tudo, e depois exercitamos nossos olhos para olharem como pensamos a respeito das coisas que olhamos. Olhamos para nós mesmos já pensando que somos importantes. E, por isso, temos de sentir-nos importantes! Mas quando o homem aprende a ver, entende que não pode mais pensar a respeito das coisas que ele olha, e se não pode mais pensar a respeito das coisas que ele olha, tudo fica sem importância.

Tudo é igual e dessa forma sem importância. Por exemplo, não há meio de eu dizer que meus atos são mais importantes do que os seus, ou que uma coisa seja mais essencial do que outra, e, portanto, todas as coisas são iguais, e sendo iguais são sem importância.

Quando se aprende a ver, não é mais preciso  viver como guerreiro, nem ser feiticeiro. Ao aprender a ver, o homem torna-se tudo, tornando-se nada. Por assim dizer, desaparece, e no entanto continua ali. Eu diria que essa é a ocasião em que o homem pode ser ou conseguir tudo o que deseja, mas não deseja nada, e em vez de brincar com seus semelhantes como se fossem brinquedos, ele os encontra no meio da loucura deles. A unica diferença entre eles é que o homem que vê controla sua loucura, enquanto que seus semelhantes não o conseguem. Um homem que vê não tem mais um interesse ativo por seus semelhantes. Ver já o desprendeu de tudo o que conhecia antes.

Do livro “Uma Estranha Realidade” de Carlos Castaneda.

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15 Respostas to “Sobre a Realidade”

  1. Elielson said

    Subliminariedade tomando conta da parada aí.
    A paisagem do meio ali, eu não captei se tem alguma coisa,… ou será que não tem mesmo?
    Pode ser que numa outra olhada menos tendenciosa eu veja alguma coisa…

    Ver,
    Bah, tenho um poeminha pra isso…

    assim…

    Ver,
    Pra reparar nos erros que estão cegando.
    Ter,
    Terras pra plantar o que estão ceifando.
    Ser,
    Pra não tropeçar quando correr ao seu mando.
    Pra levar o seu jantar.
    E não desejá-lo quando meu estomago roncar.
    Voz,
    Pra reproduzir os comandos.
    Nós,
    Fingindo alegamos inocência quando culpamos.
    e agora sós,
    dentro de uma sala surda e muda gritamos.
    jogando areia no mar,
    deixando a divagação no ar,
    alertas pra lembrar,
    que o tempo nos deixa pra trás.

    Adi,
    Tem algo na imagem do meio?
    Eu to ficando tooonto…

  2. adi said

    Oi Elielson,

    “A paisagem do meio ali, eu não captei se tem alguma coisa,… ou será que não tem mesmo?”

    Essa imagem eu busquei no google na categoria “surrealismo”, porque estava pensando em colocar alguma coisa abstrata com variante de interpretação.

    ” Ver,
    Bah, tenho um poeminha pra isso…
    assim…”

    Adorei seu poema Elielson. Muito bonito…

    ” Adi,
    Tem algo na imagem do meio?
    Eu to ficando tooonto…”

    Depois dessa sua pergunta, fiquei a tentar ” ver”, além do simples olhar. Dá pra ver tanta coisa ali no meio, não é? Corpos humanos deitados, ombros, costas, rostos e feições humanas se desmanchando na água, na terra, no céu… olho na rocha… Sei lá se é porque tenho a imaginação muito fértil, ou se é porque está lá mesmo… mas se vejo então é real, né mesmo? pelo menos pra mim. (rsrsrs)

    O quê vc vê lá???

    abs

  3. Elielson said

    Centro-acima dá pra ver um rosto formado pelas sombras da nuvem e pela luz.
    O resto da visualização fica subjetiva demais.
    Me lembra cortinas e azulejos que eu via na infância, sempre tinha imagens nas paradas, eu costumava até tentar passar pro papel as coisas que eu via formadas.

    Mas no mais, é um bom exercicio de abertura.
    A surrealidade o é, já que a própria realidade se torna depois.

    Começa assim né, depois o objetivo cria sua beleza.
    Eu tenho um amigo que gosta da literatura beat, ele diz que há beleza nos mendigos. Para mim é bom admirar formas vivas, mas se manter na admiração plena é que é dificil,… deve ser como no post mesmo, a parada tá na importância.

    Mas a importância vem da causa.
    Daí começa toda uma filosofia que divide a causa em causas, que concetra a importância em uma só.
    Um exemplo do que to tentando dizer: é tipo o monoteismo que separa diabo de deus.

    Abraço.

  4. adi said

    Sobre a imagem da realidade além dela mesma, ou como representação daquilo que não vemos; eu imagino mais ou menos dessa forma aqui:

    E eu fico vendo rosto quase em tudo, paredes sombreadas, muros texturizados, quase em tudo que tem relevo e sombra dá contorno pra uma forma humana, ou rosto humano…

    abs

  5. Elielson said

    Bah, o rosto do adão do michelangelo.
    Simbolismo conveniente, desfaz a bitolação da criação exclusiva ou a idéia de povo escolhido.

    Muito Bom Adi.
    Abraço.

  6. Sem said

    Adi, Elielson,

    A segunda imagem é perturbadora mesmo, percebe-se que a intenção do artista foi essa… não só ela está desfocada, o que gera desconforto, como trabalha com cores antagônicas bem juntas uma da outra: como o vermelho e o verde, o violeta e o amarelo, o azul e o laranja; são cores ditas conflitantes, opostas na paleta e geram, como o claro e o escuro na pintura, sentimentos dramáticos, “verticais”, opostos…

    Eu gosto de pintura dramática, mas aqui gostei mais de olhar para a primeira imagem, o sentimento é outro… primeiro que a imagem é nítida até não poder mais, reparem como os tons (cinzas azulados, amarelos esverdeados) pouco contrastam, o que pega nessa cena corriqueira é a dimensão inesperada que literalmente se abre debaixo dos nossos pés, uma esquisitice bem divertida… muito legal. Que seria essa pintura: realista, surrealista, expressionista? não importa…

    Na arte tenho estado apaixonada por alguns trabalhos e autores de arte contemporânea… a bem pouco compreendida e muito criticada arte contemporânea… Mas não sou radical de nada, sou é na arte admiradora de tudo, amadora do que é bom (conceito bem relativo). Só que para a arte contemporânea a pintura meio que morreu… quer dizer, pouco se faz de pintura (em telas), mas me pergunto se os tais dos vídeos em moda, as tais das instalações e os artistas performáticos mesmo, tudo não será tão somente pintura como Mona Lisa… mudam as formas, mas tudo é linguagem, representação, expressão…

    Esse ato de ver…. coincidência que uma de minhas últimas poesias no começo diz assim:

    …………….
    vivemos na escuridão
    cegos do nosso destino
    tateando os espaços
    pintamos olhos nas mãos e
    – arrogantes do que não vemos
    descrevemos paisagens

    além disso
    nem tudo o que os olhos da cara enxergam é real
    nem tudo o que os ouvidos em concha escutam é verdadeiro

    ………….. e continua…

    Montei um blog de poesias pra organizar o que tenho escrito e outras que tenho guardadas… blog aqui no wordpress mesmo, não pretendo nada de definitivo com ele e nem é feito para receber comentários, são apenas arquivos de poesia num blog que vai se construindo na medida que vou colocando coisas por lá…
    Sabem que devo muito a vcs por ter voltado a escrever poesias… então, nada me deixaria mais contente se de vez em quando vcs dessem uma passadinha por lá.

    Aqui o endereço, o que está arquivado em Sopoesia é meu:

    http://sopoesia.wordpress.com/

  7. adi said

    Oi Sem,

    “A segunda imagem é perturbadora mesmo, percebe-se que a intenção do artista foi essa… não só ela está desfocada, o que gera desconforto, como trabalha com cores antagônicas bem juntas uma da outra: como o vermelho e o verde, o violeta e o amarelo, o azul e o laranja; são cores ditas conflitantes, opostas na paleta e geram, como o claro e o escuro na pintura, sentimentos dramáticos, “verticais”, opostos…”

    Verdade, é tudo isso mesmo que vc falou, e ainda agora estava olhando de novo, e vi outras formas que não havia visto antes, parece que se movimenta e que tem vida própria.

    A primeira pintura passa sossego, despreocupação, viagem tranquila…. não tem que ficar pensando sobre o que ela quer dizer.

    Adorei seu poema, e muito obrigado pelo convite de ir participar do seu novo blog, muito sucesso, mesmo, mesmo.
    Aliás, já fui lá conhecer e Sopoesia está lindo, colorido, ficou bem bacana. Parabéns, estou muito feliz.

    “Sabem que devo muito a vcs por ter voltado a escrever poesias… então, nada me deixaria mais contente se de vez em quando vcs dessem uma passadinha por lá.”

    Sem, não deve nada a ninguém, vc é muito talentosa, e só teve que liberar seu dom. E é claro que de minha parte vou passar sempre pra ler, gostei muito do visual, e da sua poesia nem precisa falar, né?

    Mas vc não vai deixar de participar aqui né??

    Bjs e tô indo aí pra ler mais um pouquinho.

  8. Sem said

    Oi Adi,

    Adorei vc ter adorado. =)

    >”Sem, não deve nada a ninguém, vc é muito talentosa, e só teve que liberar seu dom.”

    Sobre esse “dever” entenda como um dever bom de reconhecimento aos amigos, de vínculo e de gratidão, pois que nada tem a ver com obrigação ou sentimento de estar em falta. Ah, valeu pelo talentosa, só espero poder fazer jus a esse cumprimento.

    >”Mas vc não vai deixar de participar aqui né??”

    Sinceramente eu não tenho essa intenção….

    O espaço lá eu criei de uma necessidade de expressão poética. Coisa muito particular minha, com o perdão do pleonasmo… mas é bem isso, tive a percepção nítida na época de que o Anoitan aqui não merecia meus “lamentos”… Quer dizer, eram muitos os lamentos poéticos que tinha (e tenho) pra dizer, mas só meus…
    E o Anoitan aqui é outra coisa, lá é, digamos, a casa 4 do mapa astrológico e aqui é casa 10. Aqui é mais uma confluência de vetores, que ao mesmo tempo que se faz das contribuições pessoais dos seus mais diversos frequentadores, deve ter um limite – típico espírito saturnino de casa 10 – para que todos possam se manifestar. O espaço aqui é muito mais público e carrega as características inerentes disso, e acho que é mais intelectual tb, tendendo menos para o emotivo e mais para a espiritualidade.

    Tô errada na minha percepção? acho que não…

    O que é um blog? com certeza não é um espaço acabado – na internet tudo o que estiver acabado está morto…
    Um blog é algo vivo enquanto pessoas vivas dele se alimentam e ali colocam suas vidas. Podemos dizer que blogs são espaços cruéis, como a natureza é cruel, blogs são devoradores e nutridores ao mesmo tempo, que se alimentam das pessoas que dele se alimentam… será um espaço virtual antropofágico pós-moderno? sei lá…

    Num blog tudo é muito dinâmico, mutante, como numa casa, como vc gosta de dizer Adi… um casa (lar) que vai se adaptando conforme as necessidades das pessoas do lugar. Por isso surgem tantos afetos, alguns bons e outros maus, e surgem tantos conflitos, jogos de interesse e até infelizmente aqueles desagregadores de poder… como numa família, que na prártica, no fundo, de ideal não tem nada…

    O Anoitan aqui começou de um jeito, foi se fazendo como podia e com a disposição das pessoas que podiam. Super natural que as pessoas mudem, as necessidades mudam… e o blog por tabela foi mudando…
    O Anoitan de hj não é mais o mesmo do que era 1 ano atrás. E não dá para dizer se as mudanças foram para melhor ou pior, há que aceitar o que existe e trabalhar no concreto. E isso de avaliação é sempre muito pessoal, se preenche as expectativas das pessoas ou não… para quem encontra o que procura, tá sempre ótimo…

    Lembra que uma vez eu perguntei o que era o Anoitan? pois é, não tem resposta pra isso, cada dia muda essa resposta e conforme a pessoa que dê essa resposta…

    No momento eu acho que a tocha do Anoitan está em suas mãos Adi, quer dizer, na sua persistência, um tanto solitária e admiravelmente corajosa de não deixar essa peteca cair… Só a sua insistência por hora é que vem alumiando essa noite escura. Do meu ponto de vista só posso dizer de que me sinto bem tranquila de que a luz da esperança esteja em boas mãos.

    Tem poema pra isso? é claro que tem.

    (sei de uma poesia linda, pena não consegui achar, seria especial pra vc… não lembro o autor, mas lembro que fala de uma noite escura e louva apaixonadamente uma única luz de vela, que era como o sol, a única luz que um poeta tinha na sua noite mais escura.)

    Chamando o dia tem essa “Prece”, do livro “Mensagem”, da coleção de poemas míticos do Fernando Pessoa:

    XII. PRECE

    Senhor, a noite veio e a alma é vil.
    Tanta foi a tormenta e a vontade!
    Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
    O mar universal e a saudade.

    Mas a chama, que a vida em nós criou,
    Se ainda há vida ainda não é finda.
    O frio morto em cinzas a ocultou:
    A mão do vento pode erguê-la ainda.

    Dá o sopro, a aragem — ou desgraça ou ânsia —
    Com que a chama do esforço se remoça,
    E outra vez conquistaremos a Distância —
    Do mar ou outra, mas que seja nossa!

  9. adi said

    Oi Sem,

    “Adorei vc ter adorado. =)”

    Eu gostei muito, mesmo, ficou lindo, não estou dizendo isso só pra te agradar não, é que… realmente é que adorei.

    “Sinceramente eu não tenho essa intenção…”

    Que bom, porque você sempre acrescentou muito, e acompanhar suas questões foi muitas vezes desafiador pra mim, me ajudou de alguma forma e entender coisas que não entendia tão bem… com certeza minha mente ficava fervilhando, e alguma coisa mudava.

    De fato, o Anoitan começou bem diferente do que é hoje, ele começou leve, e claro vazio de idéias, então cada um foi colocando um pouquinho de si, e talvez isso entrasse em conflito. Acho que até o próprio nome Anoitan, quando foi escolhido, de certa forma nos facilitou a exteriorizar alguns desses aspectos, mais sombrios.

    Eu me lembro bem sim, quando vc nos perguntou o que era o Anoitan. Pra mim, foi e continua sendo, auto-conhecimento através do que escrevemos, muito embora hoje isto aqui está mais para monólogo (rsrsrs), não tem importância….

    Suas palavras foram confortantes, obrigado Sem.

    Eu vou contar uma coisa aqui: Quando o Lúcio estava dizendo adeus ao Franco Atirador, ele fez então a proposta de cotinuar de forma diferente. Então ele fez como uma chamada de quem gostaria de participar, e eu, as vezes, ou sempre, (rsrsrs) entendo diferente (rsrs), entendi que era participar como leitora, somente em comentários, como eu fazia no F.Alecido blog. Depois que foi confirmado que era pra escrever textos, participar mais efetivamente na elaboração do blog (muito mais responsabilidade) eu gelei. Mas, eu também entendo, que nada é por acaso nessa vida, e vai saber os motivos de eu estar aqui ?
    Uma coisa que não deixa a peteca cair, é que tem em média de uns 100 leitores fiéis, que sempre estão passando, mesmo quando não está atualizado. Em dia de post novo e com comentários isso aqui chega a 260 acessos ou mais. É pouco, é, mais não é a quantidade que importa; o que importa é esse pessoal que sempre vem aqui pra ler o Anoitan, esperando novidades, e é em respeito a essas pessoas que não dá pra deixar a peteca cair. Eu me lembro muito da Luiza e do Kingmob e dessa responsabilidade que eles sentiram. E eu já disse que Anoitan foi como um presente que o Lúcio entregou nas mãos dos seus leitores mais assíduos e que se ofereceram pra isso, foi uma boa coisa, sabe como um encaminhamento. Ele escreveu por sete longos anos, escreveu coisas maravilhosas, eu aprendi muito… mas talvez chega um tempo que não há muita coisa a ser acrescentada, já se disse tudo que há pra se dizer do que acreditamos em termos de espiritualidade…. mas a mesma história pode ser contada por outros, de acordo com o entendimento daquele outro, e isso é enriquecer a história, onde ela pode alcançar mais pessoas…. eu acho que é por aí. Sabe o que é bacana, dos demais, ninguém solicitou o afastamento em definitivo, quer dizer que o Anoitan continua sendo uma proposta disponível pra quando a inspiração voltar.

    Até desconcentrei, tem uma Sabiá cantando lindamente bem pertinho da janela onde estou, que lindinha…. ela (acho que é fêmea) passeia por aí, mas sempre vem aqui pertinho… é um presente também…

    Que poema lindo você trouxe aqui. Obrigado.

    inté mais

  10. Elielson said

    Todo o movimento crescente é muito mais brusco do que os que minguam. O limite da tensão é como um orgasmo, understanding? Mas no quesito de convivio ideológico, isso não é tão prazeroso, pq não tem a parte do sexo, só tem a responsabilidade, que é a mesma responsabilidade que temos sobre qualquer ação ou reação no tempo.

    Quanto ao Anoitan,
    Nada muda o fato de que o que foi escrito aqui por cada um e o que será escrito, flui como um rio de agua viva.
    Gosto de participar daqui, dizendo insignificâncias vaidosas que sonham em serem utilmente virtuosas, assim as janelas ficam sempre abertas pros Sabiás.

    Abraço. 😀

  11. adi said

    ” Gosto de participar daqui, dizendo insignificâncias vaidosas que sonham em serem utilmente virtuosas, assim as janelas ficam sempre abertas pros Sabiás.”

    Elielson, você é uma pessoa linda, assim como a Sem, e muitos outros também o são, sabe porque? Porque dizem as coisas do coração e com o coração, e aí, essas palavras ditas, não são “insignificâncias vaidosas”, são como poemas, beleza rara, sonhos sonhados e exteriorizados pra adoçar a vida…. como o canto do Sabiá.

    tem uma música do Zeca Baleiro que está tocando na minha cabeça desde ontem, e é assim que me sinto muitas vezes, é assim que estou me sentindo hoje…

  12. ilham said

    Adoro os artigos e os comentários. Sou leitora assídua . Parabén a todos.

  13. adi said

    Ilham,

    Que bom que você gosta daqui, seja muito bem vinda e se sinta sempre a vontade pra participar com a gente.

    ” Parabén a todos.”

    Obrigado.

  14. Ah, é quase um vício!
    Depois de interagir pela primeira vez, eu preciso dar cabo à isso.

    Foi lindo o que vocês – Sem e Adi – conversaram sobre o blog. Eu conheci o Anoitan pelo Franco Atirador, do qual eu li alguns posts; quis ler tudo, mas minha fraca força de vontade (sim, é hipocrisia culpar o tempo por tudo!) não me deixou, e decidi acompanhar o Anoitan.

    De qualquer maneira, Adi, – acho que falo por todos os leitores – só temos a agradecer por você ter se disposto a fazer isso, dar continuidade. Concordo plenamente quando você diz que o importante não é a quantidade, mas como nós podemos mudar as pessoas que, seja lá qual for a razão, tocam nossas vidas. É o labirinto do destino! O melhor que podemos dar é o melhor de nós, com sinceridade.

    Me sinto bem aqui, lendo o que vocês escrevem, porque, não me sinto só. Vejo que aqui há pessoas sensíveis o suficiente para notar o sabiá, à sua janela, cantando. E pessoas inteligentes o suficiente para dar o devido valor, para crer que, algum dia, sabiás cantarão às suas janelas também. E que somos nós, senão sabiás, cantando às janelas dos outros, muitas vezes sem ser ouvidos?

    As imagens que você postou foram lindas. Aquela tela dá muito o que conversar, tanto do ponto de vista técnico, como o emocional e semântico, que, na realidade, são um só: a tela.

    Continuemos!

  15. adi said

    É como um vício mesmo. Sabe, é uma forma de compartilhar, estamos todos ligados, e se podemos, como num movimento de onda, emanar e receber o melhor de nós, e saber que isso faz diferença, não é bom?? Pra mim é muito bom, saber que não estamos sozinhos nessa empreitada, e se nos ajudarmos e interagir com isso, a coisa pode acontecer mais rápido, não é ?

    Como comentei pra Sem, entrei meio que “sem querer querendo” rsrsrs, mas é que tinha medo de me expor, de lidar com críticas; por isso, os blogs são ferramentas importantes hoje em dia de auto-conhecimento, onde você se expõe e tem que lidar com suas emoções, sempre consciente de que você é o responsável pelos seus sentimentos, ou seja, o que você sente é um problema que você tem que trabalhar com si-mesmo. Nós somos como instrumentos e espelhos pra vermos nosso interior projetado, e também para sermos projeções de outrem…

    Estou dando continuidade aqui, porque sinceramente, além do que já mencionei pra Sem, estou esperando a inspiração voltar pros outros Anoitans (rsrsrs), estou como guardiã da casa nesse momento, guardando pro retorno daqueles que quiserem postar. O Filipe Wells já avisou que nas férias iria postar, vai ser bom ter assuntos variados pra gente comentar.

    “E pessoas inteligentes o suficiente para dar o devido valor, para crer que, algum dia, sabiás cantarão às suas janelas também. E que somos nós, senão sabiás, cantando às janelas dos outros, muitas vezes sem ser ouvidos?”

    Os sabiás sempre estão cantando às muitas janelas, por muitos lugares, nós é que temos as janelas fechadas e não percebemos a beleza de tudo a nossa volta; tem o sabiá verdadeiro cantando e toda a natureza em manifestação de beleza, tem a beleza humana além da forma, e está tudo a nossa volta, o tempo todo, mas não vemos… vemos a nós mesmos, nosso interior… 😉

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