Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Robert Happé: Consciência que Liberta

Posted by adi em novembro 3, 2009

Têm certas coisas que sempre vale à pena estar lembrando. Pois é, tudo o que Robert Happé, filósofo holandês nos fala, nós com certeza já ouvimos falar, já lemos em algum lugar, pensamos sobre isso, mas mesmo assim, ele fala de uma maneira tão simples essas mesmas coisas, que nos soa como um sopro renovado…

Já tinha assistido ao vídeo ano passado, mas hoje, recebi essa entrevista por e-mail, e trouxe aqui, porque é sempre bom lembrar de coisas boas.

Entrevista publicada em junho/2006 na revista O Ponto:

O filósofo Robert Happé é um desses seres humanos raros, que abraçam e beijam todo mundorobert happe. Nesses mais de 30 anos de peregrinação, ele tem encantado platéias por onde passa, não apenas por suas idéias, mas pela maneira simples com que fala delas. Autor do livro Consciência é a Resposta (lançado em 1997 pela editora Talento), atualmente divide seu tempo entre a família e a produção de um segundo livro e os seminários na Europa, Estados Unidos, Argentina e Brasil, país que ele define como “a última esperança”.

O PONTO – Você nasceu na guerra, perdeu seus irmãos e mais tarde sua mãe. Certamente essas experiências marcaram sua infância e juventude. Foi nestas circunstâncias que você despertou para a busca do conhecimento sobre o significado da vida?

ROBERT – Eu sempre senti que não era desse planeta, que todos eram muito diferentes de mim e que precisava buscar a verdade sobre a vida e sobre mim mesmo. Minha mãe aparecia para mim e eu me perguntava: “Sou louco? Onde está minha mãe? O que ela faz lá? Por que fala comigo?”. Queria entender por que todo mundo mata todo mundo, por que há tanto sofrimento e por que a vida é assim. Então, eu já caminhava para a busca de respostas, mas a consciência disso veio bem depois.

O PONTO – Na busca por essas respostas, você percorreu vários países e se aprofundou na cultura oriental, mantendo contato com Vedanta, Budismo, Taoísmo… Como foi essa experiência e que lições você tirou disso?

ROBERT – Na Índia eu descobri que a vida continua depois da morte. Mas nestas viagens eu também descobri que todas as religiões falam as mesmas coisas, mas de formas diferentes e umas contra as outras. Percebi que as pessoas não estudam para encontrar a verdade, mas para adorar suas religiões. Quando você adora sua religião, você não questiona e acaba virando as costas para a verdade. E eu sempre questiono.

O PONTO – Então você queria mais.

ROBERT – Sentia que não era só aquilo e que precisava de mais experiência de vida, por isso continuei viajando, vivendo no Nepal, Tibet e no Camboja, e estudando com os gurus. Mas também não fiquei satisfeito.

O PONTO – Mas foi no Camboja que você viveu sua maior experiência mística.

ROBERT – No Camboja, as pessoas são muito amáveis, mas, como no Nepal e no Tibet, há muita ignorância. Eles não vivem a consciência do coração, vivem através dos dogmas. Por exemplo, os monges cambojanos têm tudo nos templos para plantar e comer, mas saem para as ruas para pedir comida, esmolas. Eu pensava que aquilo estava errado, que eles deveriam fazer o contrário, levar comida e ensinamentos do templo para as pessoas que estavam do lado de fora. Então eu deixei a comunidade com um sentimento de que era o fim da rua para mim. Estava muito triste, parei e fiquei meditando. Então decidi ir para a floresta. Na floresta, passei a me alimentar do que a natureza me oferecia. Com o tempo, comecei a perceber coisas, luzes que iam ganhando formas. Eu vi os espíritos da Natureza. Esses seres vinham me visitar e uma vez eles pediram para que eu os seguisse. Não sei quanto tempo, mas depois de horas, dias, eu chego num lugar no meio da floresta e eles afastam a vegetação e então eu vejo uma grande rocha e nela a figura do Buda esculpida. Eu fiquei perplexo. Eles não falavam comigo, mas faziam gestos para que eu tocasse na imagem. No momento exato em que coloco as mãos na pedra, foi como se abrisse uma tela na minha mente. Eu vi uma grande cidade e no centro dela um templo. Dentro do templo havia três budas e um deles tinha o meu rosto.

O PONTO – Foi neste momento que você encontra as respostas que estava procurando?

ROBERT – Neste momento eu me conecto com a Akasha, que é a grande biblioteca do universo, onde estão arquivados todos os conhecimentos sobre a humanidade. A partir daí eu comecei a aprender o que estamos fazendo aqui neste planeta. Eu passei a fazer perguntas para a Akasha sobre meu passado, a nossa história, quem nós somos e por que estamos aqui.

O PONTO – Você já sabe quem você é?

ROBERT – Não tudo. Todos nós somos muito mais do que sabemos.

O PONTO – Quanto tempo você ficou na floresta e como voltou para a civilização?

ROBERT – Eu vivi na floresta por três anos e passava meus dias acessando a Akasha e estudando. Aquele passou a ser o meu mundo e eu não queria sair de lá. Mas soldados norte-americanos me encontraram, me colocaram num helicóptero e me largaram em Bangkok (Tailândia). Era a guerra do Vietnã. Eles estavam tirando as pessoas dos vilarejos porque não queriam que ninguém soubesse o que estava acontecendo. Aldeões falaram que havia um estrangeiro na floresta e os soldados foram atrás de mim.

O PONTO – De volta à civilização, você começa a divulgar seus conhecimentos?

ROBERT – Eu estudei Taoísmo, ensinei filosofia na Inglaterra por quatro anos e,  finalmente, passei a viajar pela Europa, fazendo seminários para dividir meus conhecimentos com outras pessoas.

O PONTO – A humanidade segue sua trajetória evolutiva e agora, na Era de Aquário, você diz que as pessoas estão começando a valorizar o conhecimento da razão pela qual estamos no mundo. Você pode apontar sinais ou fatos que demonstram que a “Era da busca da compreensão do significado da vida” começou?

ROBERT – As energias de Peixes e Aquário são diferentes. Antes, na Era de Peixes, havia segredo. Agora, tudo está aberto. Todos que têm algum conhecimento querem falar. Uma coisa que é prova dessa mudança é que muita gente começa a ver como é desonesto e corrupto nosso sistema. Quando as pessoas começam a ver que são como ratos em caixas, elas começam a sair das caixas. Com essa liberdade, as pessoas começam a buscar uma forma diferente de viver.

O PONTO – A história da humanidade é marcada pela busca do poder. O poder do homem sobre a natureza, do homem sobre o homem, de uma ideologia sobre a outra, de uma nação sobre as demais. Essa busca pelo poder tem contribuído para a manutenção de um mundo cheio de medos, conflitos e incertezas, fazendo com que as pessoas passem suas vidas correndo atrás de pequenos poderes que lhes permitam não sentir medo, nem viver conflitos e incertezas. Essa corrida, no entanto, não premiou as pessoas com o que elas esperavam, a felicidade. Gostaria que você comentasse sobre isso.

ROBERT – É preciso entender que todos nós somos programados para pensar de uma determinada forma. O governo parece nosso amigo, os professores parecem nossos amigos, mas eles não falam o que é bom para nós, eles não ensinam sobre nossos valores, nossas qualidades, eles não lembram que somos seres criadores. Eles ensinam a copiar. Por esse motivo, poucas crianças gostam da escola, porque elas sentem que alguma coisa está errada. Os jovens não são convidados a questionar e a melhorar as coisas, apenas a repetir. Nesse modelo somos tratados como números, fazemos provas a todo o tempo e quando a criança faz bem a prova ela é um bom robô. Crianças criativas escrevem as coisas que elas pensam e, por isso, são maus robôs. Com essa manipulação, tira-se a identidade da pessoa. Então, nós precisamos informar as pessoas que não somos robôs, somos seres criadores. Todos nós valorizamos os conhecimentos acadêmicos, mas nós precisamos lembrar quem nós somos. Esse é o conhecimento que devemos levar daqui.

O PONTO – Por que há tanta fome no mundo, tantos conflitos entre nações, etnias e dogmas religiosos?

ROBERT – Porque nós não aprendemos a amar os outros. Nós aprendemos a cuidar da nossa família e a pensar que o resto do mundo não é importante. Você ama a sua cultura e a outra cultura não presta. A pessoa não vê que o ser humano é uma só família.

O PONTO – Qual a relação entre poder, dinheiro e felicidade?

ROBERT – Poder, aqui no nosso planeta, é visto no dinheiro. Quanto mais dinheiro, mais poder. Isso é ilusão. Porque um dia, quando todo o sistema entrar em colapso, as pessoas que têm apenas dinheiro vão ficar sem nada, de uma hora para outra. O verdadeiro poder é o amor. O seu poder é o seu amor. Amor é espírito e espírito é sabedoria. Nosso espírito nos guia através da nossa intuição para fazermos a coisa certa. Não é importante o que você sabe aqui (na cabeça), mas o que você sabe aqui no coração. O importante é que você tenha um canal aberto com a sua intuição, para que a intuição o leve às coisas certas. Quando você usa a intuição, você tem confiança em si mesmo. Ops, pouca gente tem! Quando você tem confiança no seu poder, no seu coração e na sua ligação com o espírito, você tem a resposta para tudo e automaticamente conecta e expressa a sua verdade. Essa conexão com o coração, com o espírito, faz com que toda a prosperidade venha ao seu encontro, porque você está sendo criador da sua vida. Se você é o criador, você não vive na pobreza.

O PONTO – O que você recomendaria para quem está interessado em buscar esse saber?

ROBERT – As pessoas precisam entender um pouquinho das leis do universo. Por exemplo, a lei do karma. O que você atrai para sua vida é consequência da sua criação. Quando você encontra uma pessoa que é má para você, não brigue mais. Pense: “O que eu preciso mudar na minha consciência para não atrair mais essa experiência?”. Quando a gente pensa desse jeito, a gente começa a mudar para uma consciência mais tolerante e amorosa.

O PONTO – No nosso dia-a-dia vivemos situações que revelam nossa maneira “ultrapassada” de ser e lidar com a realidade e que são oportunidades de mudança, portanto, merecedoras de nossa atenção. Qual o papel da intensificação dos nossos problemas e dos conflitos no mundo no despertar da nossa consciência e no encontro com o nosso poder interior?

ROBERT – A intensificação está acontecendo porque não fizemos nada no passado para melhorar. Quando você olha o mundo e todo esse caos, isso é o reflexo do nosso desinteresse no passado da nossa vida, é o espelho da falta do amor. Esse espelho fica mais forte para estimular as pessoas a mudar. É um empurrão para a humanidade. Tudo que está acontecendo para você é o seu passado. O que é bom no passado é bom agora, o que é ruim no passado é ruim agora. Você deve mudar, e essas experiências são uma nova chance para isso. Todo encontro é um encontro com você. Quando você encontra alguma coisa que você não gosta, esse é o momento de se perguntar por que você não gosta. O que você vê de dificuldade em outras pessoas é o espelho das suas inabilidades, da falta do conhecimento de si mesmo. Quando você entende isso, você responde de uma forma diferente. Isso requer atenção e treino. Precisamos estimular as pessoas a reconhecer o que é verdadeiro e o que não é. Precisamos viver com mais responsabilidade e honestidade, para com o próximo e para com nós mesmo. Precisamos descobrir que somos divinos.

O PONTO – É possível que, ao lerem seu livro ou ao ouvirem você nos seus seminários, as pessoas se sintam animadas diante da possibilidade de descobrir uma forma mais feliz de viver. Mas é possível, também, que se sintam angustiadas diante da dificuldade de colocarem em prática essa nova forma de viver.

ROBERT – O único obstáculo que impede que as pessoas consigam isso é o medo. Quando você é criança, você escuta a mesma coisa. Você tem que fazer o que os outros dizem, mas você quer fazer outra coisa, então é punido. Então, adquire todos os medos, medo da morte, da solidão, do futuro e não sabe mais como criar, ficando totalmente controlado por dogmas e pensamentos que não são verdadeiros. Quando você tem medo, você nunca expressa o seu verdadeiro ser, você expressa o seu medo. Você deve se perguntar quais são seus medos. Depois, um por um, você deve ir eliminando.

O PONTO – Você fala que estamos num mundo tridimensional no qual nossa missão é recordar quem realmente somos e expressar nossa sabedoria, através da compreensão e aceitação das polaridades, do conhecimento sobre nós mesmos, e da conquista da liberdade diante das possibilidades. Para que outros mundos nos levará esse conhecimento?

ROBERT – Nós estamos no mundo que nós merecemos. Nossa consciência nos leva para níveis onde nos sentimos confortáveis. Pessoas amorosas, com habilidade para reconhecer as outras pessoas como parte da sua família, são diferentes de pessoas que olham as outras pessoas para usar e ganhar mais dinheiro. Nosso mundo vai se dividir em dois, ficando uma parte na terceira dimensão e outra, espiritual, vai para níveis mais elevados de amor e luz.

O PONTO – “Os eventos do mundo externo são reflexo do mundo interno.” Como podemos mudar o mundo à nossa volta?

ROBERT – A única coisa que você pode mudar é a si mesmo. Quando você tem outra atitude, outro jeito, você é um exemplo para as outras pessoas. Então, você muda o mundo através da sua atitude.

O PONTO – Fala-se que o Brasil é o “celeiro do mundo” e que também é a “Pátria do Evangelho”. Como o senhor vê o Brasil?

ROBERT – O Brasil é a última esperança. Aqui, a maioria das pessoas tem muita conexão com os sentimentos. As pessoas são muito mais conectadas com o lado espiritual. Além disso, temos muito cristal no Brasil, que atrai luz. No futuro, muita gente vem para cá, porque teremos abundância em comida e abundância em amor.

O PONTO – O que não pode deixar de ser dito para um grande empresário?

ROBERT – Sirva às pessoas. Nós precisamos fazer negócios para servir às pessoas e ajudá-las a viver bem.

O PONTO – Para um operário que volta para casa depois de um dia de trabalho?

ROBERT – Acredite em si mesmo. A pobreza está dentro da consciência. Quando ele encontrar a riqueza interior, ele deixará de ser pobre. É preciso aprender que todo trabalho é um servir. Quando todos entenderem isso, não teremos mais problemas.

O PONTO – Para um governante?

ROBERT – Se ele é um governante é porque tem habilidades para liderar, portanto ele deve liderar as pessoas para chegarem à paz, com elas mesmas e com os outros. Deve usar de criatividade e trabalhar não para ganhar, mas porque adora trabalhar.

O PONTO – E para os jovens?

ROBERT – Os jovens precisam entender que são criadores e que chegam aqui para criar um mundo melhor. Se eles fazem a mesma coisa que fizeram no passado, eles não vão melhorar nada. Devem observar com novos olhos e perguntar: “Eu quero fazer isso?” Devem fazer suas escolhas e sentir mais confiança  em si mesmos, expressando o que eles pensam para melhorar.

O PONTO – Como devemos olhar as crianças?

ROBERT – Todas são seres de luz muito avançados e que vieram aqui para nos ensinar.

Redação O Ponto

Link para Video Entrevista:

http://www.roberthappe.net/port/video.htm

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8 Respostas to “Robert Happé: Consciência que Liberta”

  1. erisio calisti da silva said

    ai, felipe, conselho amigo! 😀 não leia o comentário, pois tá grande pacas e com off topic, e papo mané no meio do recheio! 😀 🙂

    ——
    o tiozinho do texto postado pela adi:
    Você deve se perguntar quais são seus medos. Depois, um por um, você deve ir eliminando.
    ———–
    isso funciona!!
    em artes marciais mais esotéricas, geralmente, ensina-se a pegar um papel, desenhar uma piramide, colocar dentro dela, numa hierarquia onde o pior e mais impossível de ser vencido dos medos, a morte, deve ficar na base, e a partir dele, o medo da morte, vamos escrevendo nossos outros medos, ficando o medo mais peido no topo da piramide.

    Dai é obrigação do fulano ir descobrindo, tornando a vida num aprendizado solitário, como vencer os medos um a um. Até chegar ao medo base, o medo da morte, e então, se venceu todos os outros medos, vence-se não o medo da morte, mas a propria morte. Seja lá oq isso signifique no momento em q a morte tocar a pessoa. 😀 pena q, em academias, chi é só pra entortar ferro na traquéia. 😀

    quando a gente vence um mediinho, passa pro medo maior, e vai descobrindo, e as vezes é via insights, outras via estudos acadêmicos até! :D, outras via psicotrópicos na barraca no meio do mato em itatiaia! :D, outras lavando louça, sem regra fixa,os principais medos morrem sozinhos com a prática do destilar alquímico taoísta (circular chi), num tem prática fixa contra o medo, me parece, nada além da curiosidade de descobrir COMO vencer o PRÓPRIO medo, medo a medo, um a um. até q o medo, q funciona como filtro do q deve ser aceito pelo automato celular consciente, é destilado totalmente, dai sobra só a vida e a morte, e a alquimia no espaço entre as duas, mas alquimia é só pré-química mesmo, nada a ver com cavitações/vazios/intervalos e opostos se complementando dentro das cavitações rumo ao infinito e além. 😀

    legal o texto! 🙂

    adi, li lá no outro post q vc morou na china! 😀 rock ‘n roll! 😀 eu quero ficar fodão em dim mak, bloqueio de artérias, ou o lendário “toque da morte”, q é o q chamo de kung fu geriátrico definitivo, ficou velho, é só lançar chi em artérias com toque de spock e pá, 😀 e isso num tem no brasil. 😦 mas, se eu estiver desatualizado, alguém me avisa ai! 😀 😀

    o chris crudelli, q é lutador profissional e estudante de luta chinesa desde moleque foi parar em médico depois do ocorrido ai! 😀 😀 hj ele é mestre (pineal meia aberta, nivel 4 de consciencia sufi/gurdjieffiana) de chi tb. tem uma série dele pra bbc, q vende até em camelódromo por aqui, :D, talvez vc fosse gostar do bagulho todo, tem tudo q é tipo de gente bizarra do taoísmo e budismo chines no dvd do crudelli, gente q puxa caminhão com pinto, gente q faz pinto sumir, gente q deixa guilhotina cair no pescoço, etc, ai fala se a china num é o livro de possibilidades surreais para um ocidente menos fechado e mais contente? 😀

    não q o tibet fique longe tb! 😀

    tipo, depois de uns bons anos sentando em lotus eu consigo sentar em lotus puxando as pernas com a propria musculatura das pernas, mas um velho com mais de 80 anos, fazendo isso sem esforço enquanto pula como um sapo é foda, levando-se em conta o estado de nossos velhinhos que só usam a mente, separada do corpo e separando o corpo do corpo do mundo, etc, etc,! 😀

  2. adi said

    “…..em artes marciais mais esotéricas, geralmente, ensina-se a pegar um papel, desenhar uma piramide, colocar dentro dela, numa hierarquia onde o pior e mais impossível de ser vencido dos medos, a morte, deve ficar na base, e a partir dele, o medo da morte, vamos escrevendo nossos outros medos, ficando o medo mais peido no topo da piramide.
    …. Até chegar ao medo base, o medo da morte, e então, se venceu todos os outros medos, vence-se não o medo da morte,… ”

    Guako, neste final de semana assisti o filme “Anticristo” de Lars Von Trier, ía até colocar um post sobre esse filme polêmico (talvez ainda coloque?), bom, tem uma parte no filme que é exatamente sobre essa pirâmide do medo, e como não é fácil lidar com isso…, enfim, o medo é um grande inimigo dentro da gente.

    ” adi, li lá no outro post q vc morou na china! rock ‘n roll!”

    É, foi rock’n roll mesmo, os melhores 2 anos de minha vida. Mas fui pra aprender outras coisas, e talvez agora que a sementinha sobre o Tao, Chi, etc, está despertando aqui, me interessando nesse meu caminhar.
    Olha que interessante: 16 anos atrás, comecei praticar Tai-Chi-Chuan, apesar de ser artes marciais chinesa, os professores eram praticantes de Budismo Tibetano, então eu em minha ignorância, achava que Tai-chi era uma prática tibetana e não Taoísta. Bem depois aprendi que era uma arte chinesa. Santa ignorância !! que não mudou muito de lá pra cá :))

    Vou ver os videos que vc postou.

    Valeu!

  3. Elielson said

    A condução dos reflexos graduais tem como eixo a isenção de valor e inalteração das formas. Cabe ao co-criador inserir originalidade, pois se este insere qualquer coisa que não seja originalidade, não está lidando com co-criação, daí fica sendo co-co-criação. A emissão de vibrações partidas das intenções reverberam frente ao ponto de origem, causando a primeira mutação no observador para só então o observador melhor receber a devolução de sua manifestação. Na maioria dos casos a reverberação se dá em escalas preparadas através da história, em formas que separam o reconhecimento final do produto da sua intenção original. A projeção é um para-brisas, ele limpa o vidro mas a chuva não para, e é melhor ficar forçando a vista no vidro a ter que dirigir com a cabeça entre as pernas só pq tem outros motoristas buzinando e gritando de dentro dos seus carros para que vc não veja que toda a coisa séria que fazem a terra ser nos dias de hoje(ou por estarem ordenando o transito veloz e furioso, ou por estarem fechando os olhos para não ver a contramão), num futuro irresistivel pra alguns, será apenas um bate-bate.
    Que este mundo digital entre em cada lar, acho que assim pelo menos os passarinhos vão parar de ser invejados e presos.
    A tendência tbm é uma projeção.
    A tendência conjunta não é mais forte a nivel temporal do que uma criação de tendência, já que a adesão ao movimento é tão caótica quanto o caos que impera sobre qualquer movimento. A intimidade com a verdade seria a unica coisa que traria segurança, ou pelo menos a hora marcada na qual estariamos decentemente trajados, tipo, nus e não em sonhos de armani ou salto quinze.

  4. adi said

    ” Cabe ao co-criador inserir originalidade, pois se este insere qualquer coisa que não seja originalidade, não está lidando com co-criação, daí fica sendo co-co-criação.”

    É verdade Elielson. Se não há o novo, original, o que há são cópias. Diz-se dos grandes visionários, dos grandes artistas que eles têm acesso direto com esse mundo arquetípico, o mundo onde todas as possibilidades existem em potêncial de vir-a-ser aqui, e somos nós que damos forma a isso, através desse criar. Mas claro, primeiro temos que aprender a ter esse acesso livre.

    “A intimidade com a verdade seria a unica coisa que traria segurança, ou pelo menos a hora marcada na qual estariamos decentemente trajados, tipo, nus e não em sonhos de armani ou salto quinze.”

    É, e pra conquistar essa segurança que a verdade proporciona, têm que vivenciar todos os medos da alma, têm que perder tudo o que dá a ilusão de segurança, e então, de fato, totalmente despidos do medo, a verdade chega.

    abs

  5. Elielson said

    têm que perder tudo o que dá a ilusão de segurança, e então, de fato, totalmente despidos do medo, a verdade chega.

    Sim Adi.

    O desejo e o medo estão agarrados.
    Abraçados.
    As vezes numa valsa, as vezes numa luta.
    Todo o medo de perder, desejo de possuir.
    Perder o quê?
    Possuir o quê?
    Até o corpo pega emprestado.

    A permissão para agarrar as consciências nesses conceitos, vai longe.

    Daí talvez derive uma idéia de salvação que mesmo ninguém sabendo exatamente o que seria, todos buscam.
    O risco causa um comportamento confuso, mas na falta dele, se há quem o invente, tbm será capaz de confundir.
    Eraser ou dose de onisciência tbm podem ser um casal no funil … ou podem envolver outras etapas que farão uma cirandinha, ou aquelas fumacinhas nas quais os personagens dos desenhos saem na porrada.

  6. adi said

    “O desejo e o medo estão agarrados.
    Abraçados.
    As vezes numa valsa, as vezes numa luta.
    Todo o medo de perder, desejo de possuir.
    Perder o quê?
    Possuir o quê?
    Até o corpo pega emprestado.”

    De pleno acordo.

    “Daí talvez derive uma idéia de salvação que mesmo ninguém sabendo exatamente o que seria, todos buscam.”

    É verdade. Eu acho que essa idéia da salvação, é ainda o completo medo do “ego” deixar de existir. O ego tem tanto medo da morte, da inexistência, do fim do mundo, que se apega a idéia de continuar depois da morte, continuar sendo ele mesmo, só que brilhante, angelical, puro, bonzinho (rsrsrs) e perfeito. Ai, ai; quanta ilusão.
    O ego não passa de uma construção, um filtro, necessário pra interagir com o mundo, mas que se desfaz a cada morte…

    É duro admitir, mas se há salvação, não é para o ego.

  7. Ao pesquisar na internet sobre Advaita – Não-Dualidade (Único Poder) para fazer um novo blog, acabei encontrando alguns vídeos de Robert Happé e apreciei muito o conteúdo. Desde então, pretendo divulgá-lo também no meu próximo blog.

    Obrigado!

  8. adi said

    Olá Edmilson,

    Bem vindo aqui no Anoitan.

    Robert Happé é mesmo muito bom na mensagem que passa, e é bom saber que essa mensagem continua sendo divulgada pra mais e mais pessoas.

    “Obrigado!”

    Eu é que agradeço.

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