Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

O Poder (agregador) do Mito – Joseph Campbell

Posted by Sem em setembro 29, 2009

O antropólogo americano Joseph Campbell (1904-1987) foi um dos maiores estudiosos de línguas e de religiões antigas de que se tem conhecimento. Muito lido e citado entre os junguianos, sua obra, no entanto, deveria ser revista para além de uma visão empobrecedora e que faz da vida individual mero mote para um pré-programado script coletivo, ou do tempo presente como mera reedição do passado. O que Campbell antes queria era o mito como integrante na vida cotidiana de todas as pessoas, tendo as pessoas dele consciência ou não, o mito integraria o significado da vida a um só tempo -tempo sagrado-, o poder do mito seria a efetiva agregação de significado onde na verdade não existe nenhum, o que há é a vivência de uma vida com significado no “olho do furação”. O poder do mito é agregar os polos que dilaceram o ser, não propriamente de resolver o dilaceramento, mas de tornar a vida significativa e digna de assim ser chamada ou vivida.

Segue um documentário gravado entre conversas mantidas entre Joseph Campbell e o jornalista Bill Moyers, pouco antes da morte do mitólogo. O título original do documentário é Joseph Campbell and the Power of Myth. Existe um DVD que pode ser adquirido em livrarias, que a teve Cultura compilou e traduziu para o português. Os links que deixo a seguir são vídeos deste documentário no YouTube, de muito boa qualidade. Cada link é independente e traz uma lista de seis vídeos, é só seguir a ordem para assisitr, cada vídeo contém aproximadamente 10 minutos de duração.

Palavras de Campbell para Moyers: “Dizem que o que todos procuramos é um sentido para a vida. Não penso que seja assim. Penso que o que estamos procurando é uma experiência de estar vivos, de modo que nossas experiências de vida, no plano puramente físico, tenham ressonância no interior do nosso ser e da nossa realidade mais íntima, de modo que realmente sintamos o enlevo de estarmos vivos.”

Palavras de Moyers a respeito de Campbell: “Nunca encontrei alguém que soubesse contar melhor uma história do que Joseph Campbell. Escutando-o falar sobre as sociedades primitivas, fui transportado às largas planuras sob a imensa cúpula do céu aberto, ou à espessa floresta sob o pálio das árvores, e comecei a entender como as vozes dos deuses falavam através do vento e do trovão, e como o espírito de Deus flutuava em todo riacho da montanha, e toda a terra florescia como um lugar sagrado – o reino da imaginação mítica.”

A Mensagem do Mito:

http://www.youtube.com/view_play_list?p=C5D1DBCCA9BB50B5

A Saga do Herói:

http://www.youtube.com/view_play_list?p=37D3A1AFFCCD5E13

Os Primeiros Contadores de Histórias:

http://www.youtube.com/view_play_list?p=5C8C50BF574D9F8A

Sacrifíco e Felicidade:

http://www.youtube.com/view_play_list?p=E63AB5C7B9952853

O Amor e a Deusa:

http://www.youtube.com/view_play_list?p=694367B1AC61EB7D

Máscara da Eternidade:

http://www.youtube.com/view_play_list?p=EB3294308546D026

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96 Respostas to “O Poder (agregador) do Mito – Joseph Campbell”

  1. adi said

    Sem,

    A primeira vez que assisti esse documentário foi na tv Cultura muito tempo atrás. Naquela época fiquei encantada .

    Eu tenho o dvd, e assisti novamente… ainda desperta em mim o mesmo encantamento… pura magia…

    Tem partes da narrativa que simplesmente tocam no âmago, emocionam o coração…

    Amei,

    bjs

  2. Elielson said

    Sem,
    Gostei.
    A maior parte da entrevista tem muito sentido pra mim.
    Mas tem umas partes em relação aos rituais como reverência ao sacrificio, e a interpretação apresenta uma tendencia ao sacrificio continuo, como se as coisas que nossa raça faz fossem inevitáveis, essa parte eu não entendi muito.
    Teve uma parte em que ele mostra na agricultura primitiva um novo meio de alimentação, mas antes disso mostra o ritual como justificativa do abate…
    Não sei se os animais, em vida ou em espirito estão morrendo de bom grado, acho meio perigoso acreditar nisso.

    Até pq a realidade da presa é correr, e penso que elas não fazem isso para divertir o predador, ou para prepará-lo pra pegar seus filhos que vão correr mais rapido talvez.

    Essa parte não fez sentido pra mim.

    Mas por outro lado, se o ritual serve como expiação de culpa, então pode ser um modo de tentar esquecer do que se está fazendo, e não uma reverência que consagra o sofrimento que causamos.

  3. adi said

    Oi Elielson,

    Eu sei que vc se dirigiu pra Sem, mas vou dar meu pitaco aqui. 🙂

    “mas antes disso mostra o ritual como justificativa do abate…
    Não sei se os animais, em vida ou em espirito estão morrendo de bom grado, acho meio perigoso acreditar nisso.”

    O ritual serve não como justificativa, nem como expiação da culpa, mas como gratidão pelo alimento, gratidão a Mãe de Todas as coisas, e uma forma de harmonização com o próprio reino animal, no sentido da manutenção e continuidade do ciclo da vida. É um respeito e gratidão ao animal que se doou e serviu de alimento, essa doação é no sentido figurativo. Hoje entendemos que A Grande Mãe, Gaia, é todo um organismo vivo, que gera a si-mesmo e se auto-sustenta, mas aquelas tribos sempre souberam disso, e sempre participaram do ciclo em comunhão e respeito com a Grande Mãe natureza. Um reino mantém o outro; o reino mineral mantém o vegetal que mantém o animal, este quando morre volta pra terra e assim se completa o ciclo…. a vida se doa a própria vida. O ritual torna sagrado esse ato da manutenção da vida pela vida.

    bjs

  4. Elielson said

    Adi. 🙂

    Não me parece que o ritual seja um procedimento de gratidão, até pq a gratidão como reconhecimento do que é proporcionado, me parece sádica quando é em prol do sofrimento que a natureza nos permite cometer e não em prol do Amor que a natureza nos permite praticar.

    São os homens que ritualizam a responsabilidade direta para torná-la indireta, e assim saem de suas reuniões dispostos a tornar o Amor um simples aspecto de sua vida a ser exercido quando o ódio não estiver saciando a embriaguez dos exercicios próprios e alheios.

    Eu fiquei com uma pulga atrás da orelha desde o tempo que vi Rei Leão, ( engraçado que um amigo meu falou que aquele filme não ia passar tão cedo na tv aberta brasileira, e até hoje não me lembro de ter visto ou ouvido falar que passou, vai ver que é pq o estúdio brasileiro responsavel pela dublagem fez aquela sacanagem, além da do que estúdio responsável pela imagem já tinha feito, e o Scar diz que é bicha na hora que as hienas atacam ele, é sério mesmo rsrsrsrs, eu verifiquei esses tempos no dvd, até pq eu não acredito em subliminariedade, acredito que as tentativas de manipular nunca são diretas, por isso recebem esse nome.) Então, esse negócio do ciclo sem fim que nos põe como predador é uma baita de uma sacanagem. Pq a gente tem o direito de esperar o momento de virar pó, e mais ninguém, todo o resto tem que virar pó através da escolha que fazemos se essas coisas vão virar pó enquanto não viramos.

    Por mais que me esforce não entendo muito…
    Não digo entender a intenção, digo entender uma boa intenção…

    Acho que se é pra consagrar algo, que seja a vida, não a morte, pois veja bem…
    O ser humano parece exemplificar em seus atos a forma como deseja ser arrancado da natureza, sim, pois o tempo é o topo da cadeia alimentar…
    E essa magia negra que sacrifica a pureza, o homem já diz pra onde vai levar todo mundo.
    Cordeiros sacrificando cordeiros é que não é lógico, sei lá, essas são coisas que eu vejo de um outro modo, vai ver é isso.
    Mas o que me espanta é caras que estudaram horrores, achar que a violência tá em tudo, e achar que a vida deve provar da maldade para valer a pena.

    Daí se eu me sinto separado do que me separa, o mal fica sendo eu. Complicado.

  5. adi said

    Elielson,

    Mas se vc observar a natureza toda é violenta, é um lindo processo de constante movimento, marés, vulcões, terremotos, furacões, tempestades, é uma eterna renovação.

    O reino animal é todo violento, mesmo os animais que se alimentam de pasto, há violência entre eles, seja pra manter o harém, seja a caça por alimento, a violência é uma constante no reino animal. Nós somos animais, fazemos parte disso tudo.

    Agora não podemos confundir a “falta de sacralidade do ato de matar” que ocorre com nosso mundo “sistematizado”, tudo ficou industrializado, consumismo puro, fábricas de criar carne e de matança… isso não pode ser confundido com o ato ritualístico da caça onde a mesma servirá de alimento, porque somente se consome o necessário, com respeito, tratando o animal como um SER vivo, como o próprio humano… sim, os índios Norte Americanos tratavam o animal caçado por “vós” e não por “it” (isso, coisa), e há uma enorme diferença psicológica nesse fato. A industrialização transforma os animais em “it”, e perdeu-se o sagrado nesse fato…

    inté

  6. Elielson said

    Mas é a bendita consciência que nos responsabiliza pela ação na natureza, já que estamos intervalando o processo sendo espécie dominante.
    Nada justifica recorrer ao histórico humano, ou mesmo a capacidade imaginativa da metáfora não só pra justificar a matança como tbm fazê-la parecer necessária ao homem, e colocando-a no patamar de necessidade, há ai uma nitida mesquinhez ao especifico papel humano como dono da parada toda.
    Isso pra mim é praticado como auto-sugestão do tipo que diz, que se foda que se foda que se foda… Daí vai ver que é por isso que a morte hoje é tão banalizada, devido ao ego blindar-se para virar egoismo, que não deixa de ser suicidio, visto a escala em que a morte está sendo validada como necessária.

  7. adi said

    “Mas é a bendita consciência que nos responsabiliza pela ação na natureza, já que estamos intervalando o processo sendo espécie dominante. ”

    Na nossa consciência dual, dividida, separada da natureza é assim, mas não para eles, visto que eles se sentem integrados e unidos com a natureza e tudo que ela engloba, eles não se colocam acima ou superiores a natureza, mas como iguais… nesses termos não há espécie dominante, há uma participação… na visão deles não há bem nem mal, muito menos mesquinhez ou egoísmo, simplesmente há a vida, o Ser, e o que precisa ser feito.

    “Isso pra mim é praticado como auto-sugestão do tipo que diz, que se foda que se foda que se foda… Daí vai ver que é por isso que a morte hoje é tão banalizada, devido ao ego blindar-se para virar egoismo, que não deixa de ser suicidio, visto a escala em que a morte está sendo validada como necessária.”

    Eu acho que vc está confundindo o “ato ritualístico” da caça praticada pelas tribos indígenas que ainda existem em raros espaços florestais virgens, onde a civilização ainda não chegou, que não dá pra sobreviver somente de sua própria plantação ou de mandioca, e que essa necessidade é real, pelo próprio instinto de sobrevivência intrínseco no Ser, seja ele animal ou humano; confundindo com o abate do animal que foi criado para esse fim, confundindo com a violência fruto de uma sociedade ou de um sistema corrompido… porque há uma enorme diferença entre esses dois atos de matar o animal.

    Mas eu acho que sei o que está acontecendo: estou entendendo que vc se refere ao fato do surgimento da agricultura, onde nesses primordios, houve dois tipos de sociedade, uma baseada na agricultura, portanto se fixaram na terra e a cultivaram deixando de ser nômades, o outro tipo de sociedade se dedicou a criação de rebanhos, continuando nômade, portanto conquistadora de terras. Vemos bem isso no gênese, onde Jehovah tinha preferência por Abel que era pastor, e desprezou as ofertas de Caim que era agricultor…. e daí toda a nossa sociedade ocidental como vemos

    Nesse caso já é outra história, outro mito (rsrsrs) que não tem relação com essas tribos que caçam ritualísticamente.

    té mais

  8. Elielson said

    Mas se eu recorro ao mito, sempre vou justificar a divisão, como se eu não pudesse sentir além disso.
    O valor de tudo que foi gravado na história chega em mim, deslocado por reafirmações, que conservam a corrupção como a utilidade da consciência.
    Tem aquela piada que o urso chega pra comer o caçador, então o caçador faz uma prece para que o urso vire cristão, então o urso une as mãos e reza agradecendo pelo alimento. Será que só o fato de eu achar essa piada engraçada já justifica minha condição?
    Nem como agradecimento ao poder libertador da morte serviriam esses rituais.
    É uma infinitude de teorias que fogem ao Amor.
    Tanto na caça, como no criadouro, é a vergonha mais suja do ser humano enquanto ser consciente, ou dito consciente.
    Parece até que a maldade é só a bagagem mais pesada em que se carrega tudo que é desnecessário.

    Mas eu não espero do mundo um posicionamento semelhante, apenas acho necessário falar um pouco sobre o que eu vejo como algo que vai contra mim.

    Será que o fruto proibido tinha gosto de sangue?

  9. Sem said

    Oi Adi,

    Bom, né? 🙂
    Imaginei mesmo que muitos de vcs poderiam já ter visto esse documentário, mas me pareceu apropriado diante de tantas discussões a respeito de poder, trazer essa lembrança… Por outro lado, pensei que muita gente poderia não ter visto, como eu sabe? eu tinha lido o Campbell, mas nunca assistido a esse documentário, e com ele falando, fiquei com uma impressão muito mais fresca do que os seus textos conseguiram me passar…

  10. Sem said

    Elielson,

    Eu penso que a vida e a morte são irmãs siamêsas… São um binômio de tal forma inseparável que um aspecto só pode ser entendido na presença do outro. Querer tirar a morte da vida é torná-la estéril, viver sem alma. Todo ato de criação envolve sempre alguma destruição. Sempre alguma coisa morre para que outra possa existir, como uma planta só germina quando rompe com a casca da semente… Assim é com a planta e com tudo o que tem existência/vida. Essa é a essência da natureza, da matéria, e nisso não existe nenhuma maldade. Se há alguma maldade é aquela que o homem atribui, conforme é afetado pelas relações – e todo aquele papo do velho Baruch Spinoza…

    O barato do ser humano é perceber isso, mas, por ter esta percepção, muitas vezes ele se separa da natureza e se imagina distante desse processo vida-morte. Mas na natureza, no mundo material… nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.

    Colocar juízos de valor na matéria, como sendo má, atribuir a ela todo o ônus da destruição na cadeia criação-destruição, ou ainda separar a vida da morte ou atribuir maldade à morte, em contraste com o espírito “bom”, com a vida “pura”, isso é separar a vida da morte e a natureza de Deus… Vamos então dizer que tudo isso é fruto de nossa herança greco-romana/judaico-cristã… Nessa nossa herança cultural esterilizamos a vida e matamos Deus; resultado, com uma existêcia sem o sentido do sagrado, vivemos negando o Ser, e tudo o mais que seria a essência dos seres… As coisas não são separadas, são?

    Sei lá, Elielson, se vc for levar essa ideia de não matar ao extremo, um dia vai é no mínimo matar a si mesmo, pois terá de parar de respirar para não agredir o oxigênio, transmutando-o em gás carbônico… não há como separar a vida da morte, não há como estar no mundo sem ocupar um mínimo de espaço, estamos mergulhados nessa ciranda de matéria, de destruição-criação, e não temos como fugir desse nosso destino. Talvez vc esteja falando de outra morte, não dessa da vida, que gera vida, que é uma morte boa, mas nem por isso deixa de doer ou de ser morte… Nesse caso sim, viver fazendo o menor mal possível, isso pode ser pauta de discussão.

    Acho que a Adi tocou no ponto, uma coisa é o sacrifício ritual no mito e outra bem diferente é o comércio, ou o lucro que se obtém através de seres vivos que são transformados em objetos para assim poderem ser comercializados. E penso que aqui não devemos apenas olhar para a carne animal sacrificada nos abatedouros, mas para toda agricultura comercial tb… Chegamos a tal ponto nessa loucura objetal civilizatória, e o sucesso desse sistema fez crescer tanto a população humana, que hoje dependemos desse comércio para subsistir. Quer dizer, não sou eu ou vc em particular, mas toda a humanidade que depende disso para ter o que comer… Sem contar que a má distribuição de rendas faz meio mundo passar fome em meio a tantos recursos que, teoricamente, mal ou bem, são produzidos para todos. Não estou dizendo que esteja certo o sistema, ao contrário, existe muita coisa errada no modo como o mundo está estruturado. Mas para solucionar questões complexas, não creio ser possível com meras soluções particulares. Ou seja, não é resolvendo cada um a seu modo seu pequeno dilema ético que encontraremos solução para todos. Quando pensamos em questões globais, e que exigem soluções morais, devemos olhar sempre adiante de nossas pequenas motivações pessoais, devemos pensar holisticamente, pois é o mundo todo envolvido e que pode passar fome e sofrer se isso não for feito. O mundo requer antes soluções práticas, viáveis e não fantasiosas, o mundo está sempre além de pequenas necessidades e motivações particulares… Ah, sim, de soluções ditatoriais (e é sempre ditatorial quando uma vontade pessoal se impõe ao coletivo) o mundo já está farto, até hoje a única coisa que elas fizeram foi fazer a roda girar e girar, gerando sempre mais sofrimento que benefícios.

    Outra questão espinhosa: será que uma forma sagrada pode dar em profana? bom, tanto pode que dá… Acontece sempre quando os costumes não acompanham as mudanças de valores e as necessidades de um povo…
    Então, a transformação dos valores e dos ritos, a relativização das culturas, tudo isso é fundamental nessa questão… pois quando mudam os valores da cultura e os ritos não acompanham a mudança, o “sacrifíco” deixa de ser sagrado e religioso para virar barbárie – se não houver relativização das culturas, o costume de um povo é considerado sempre barbárie para outro que não comunga daqueles mesmos valores…
    E afinal será que existe mesmo como separar o profano do sagrado? é isso que fazemos quando separamos existência de essência, mas eis outro binômio que deveria ser vivido junto…

  11. Elielson said

  12. Elielson said

    Tudo que é bom deve morrer.
    Esse é o mantra humano.
    Enquanto seca ao sol.
    Enquanto encaminha seus passos pra segunda morte.
    Aquela que é escolhida.
    A morte do imortal, a preferência da dor.
    A interiorização em tudo que não quer pra si.
    Muito além da dificuldade e da facilidade, da admiração da putrefação de um corpo que outrora amou ou faces desfiguradas pela imaginação que consulta os deuses, da admiração de um gesto inconsensual que prefere o Amor em meio ao fogo. E parte desse fogo é alimentado pela vitimização desse ser. Mas as queimaduras só surgem quando esse ser é vitima inconsciente de sua auto-flagelação.
    E o flagelo vem do que pensa ser um Amor ao ódio.
    Mas o ódio está levando tudo, como um sub-carrasco escolhido pelo temporal conceito desse Amor, que não se rompe (rs), talvez pq precise dessa ação interna para viscejar, ou mesmo para fazer-se estéril ao olhar que não contemplaria, que deixaria de imaginá-lo numa vitória.

    🙂

  13. Sem said

    Pô Elielson, que bonito isso que vc escreveu. Não sei se entendi de todo, mas do modo como entendi, achei bonito demais. Feliz Aniversário! 🙂
    E se vc me perdoar, assim falando de poesia, de amor e de morte, acho que já deu pra perceber que eu gosto de poesias tétricas, né? rs… vai uma sequência tenebrosa então, porém bela:

    ……….

    É apenas o começo. Só depois dói,
    e se lhe dá nome.
    Ás vezes chamam-lhe paixão. Que pode
    acontecer da maneira mais simples:
    umas gotas de chuva no cabelo.
    Aproximas a mão, os dedos
    desatam a arder inesperadamente,
    recuas de medo. Aqueles cabelos,
    as suas gotas de água são o começo,
    apenas o começo. Antes
    do fim terás de pegar no fogo
    e fazeres do inverno
    a mais ardente das estações.

    Eugénio de Andrade

    ……….

    A vida amou a morte
    mais do que havia
    para morrer.

    Apaguei os pensamentos
    na espuma da pele.

    Abandonar o paraíso,
    a única forma
    de não esquecê-lo.

    Fabrício Capinejar

    ……….

    Amor, então,
    também acaba?
    Não, que eu saiba.
    O que eu sei
    é que se transforma
    numa matéria-prima
    que a vida se encarrega
    de transformar em raiva.
    Ou em rima.

    Paulo Leminski

    ……….

    DESTRUIÇÃO

    Os amantes se amam cruelmente
    e com se amarem tanto não se vêem.
    Um se beija no outro, refletido.
    Dois amantes que são? Dois inimigos.

    Amantes são meninos estragados
    pelo mimo de amar: e não percebem
    quanto se pulverizam no enlaçar-se,
    e como o que era mundo volve a nada.

    Nada. Ninguém. Amor, puro fantasma
    que os passeia de leve, assim a cobra
    se imprime na lembrança de seu trilho.

    E eles quedam mordidos para sempre.
    deixaram de existir, mas o existido
    continua a doer eternamente.

    Carlos Drummond de Andrade

    ……….

    Feliz é o destino do inocente,
    esquecido pelo mundo que ele esqueceu.
    Brilho eterno de uma mente sem lembranças.

    Alexander Pope

    ……….

    EPIGRAMA Nº 1

    Pousa sobre esses espetáculos infatigáveis
    uma sonora ou silenciosa canção:
    flor do espírito, desinteressada e efêmera,

    Por ela, os homens te conhecerão:
    por ela, os tempos versáteis saberão
    que o mundo ficou mais belo, ainda que inutilmente,
    quando por ele andou teu coração.

    Cecília Meireles

    ……….

  14. Fy said

    Sem,

    – Excelente post,

    Campbell sempre colocou estas ressalvas em relação à “cristalização” dos mitos.

    Este parágrafo explica o perigo desta “substituição”; que é o que acaba ocorrendo, qdo utilizamos incorretamente o poder dos mitos ou arquétipos:

    – Quando passam a ser considerados como formações de compromisso, formações
    substitutivas, cuja função é dissimular as verdadeiras motivações das pulsões, – são compreendidos como modelos de subjetivação e passam a moldar nossas mentes – Deixam de ser mitos.

    Umas das melhores conclusões de Campbell e um alerta também:

    – Em um primeiro uso, nós criamos os mitos e eles nos servem: – nós os vivemos.

    – Em um segundo, > eles nos criam, > nós os servimos e eles… > nos vivem.

    Em uma analogia, seria como se, num momento, dirigíssemos nosso carro e levássemos os mitos como passageiros e, em outro momento, nós fóssemos os passageiros e os mitos
    dirigissem nosso carro.

    Ambos os casos são produções coletivas, mas, no primeiro, a ênfase é biológica e, no segundo, cultural ::: e é aí que mora o perigo…

    Pq isto estabelece a condição de Assimilação: vc deixa de Interpretá-los “com” e através de sua Imaginação e passa a ter que “Assimilá-los”.

    – E,continuando Campbell:

    Por causa das constantes mudanças mundiais, a religião deve ser transformada e novas mitologias devem ser criadas.

    Hoje em dia, as pessoas se apegam a mitos que não lhes têm serventia alguma.

    – Eu particularmente, creio que mts dos deuses destas mitologias tentaram e tentam matar o amor.

    E, este lance de grudar o amor na dor: é mito mto usado; gasto. – muito mesmo. Até o amor; ficou emaranhado neste lance de via crucis: – nada como o amor pagão,- que: ama. Simplesmente.

    Mas como tem amor pra todo mundo:

    Lá vai Drummond:

    Pois o amor tem disto: feito de caminhos que se bifurcam, de jardins suspensos que se tornam cada vez mais misteriosos à medida que nele adentramos.

    Tem disto o amor: perguntas que jamais que serão respondidas e melodias intermináveis feitos de riso e lágrima. Ou ainda: é feito de encontros fortuitos que, acaso não se olhe com a devida atenção, parecem meros acasos. Mas jamais o são.

    Meu bem, não se iluda. Nada… é fortuito neste dia de sol.

    Porém há uma beleza superior nisto: capaz de conformar danças, modular gestos, o amor nunca aparece por inteiro.

    Está ali, espreitando.

    Tem disso o amor: mesmo que ele não se consuma, ele está ali, possível e inexplicável. Indecifrável como uma palavra não pronunciada, mas que se traduz em doces risadas e um pote de sorvete.

    Pode ser que amor não apareça e nos deixe esperando. Mas, convenhamos, um pote de sorvete… sempre cai bem, não?

    – …e quando ele aparece: – olha, é muito bom com sorvete também. Com poesia, com chuva, com sol, bons e maus momentos, ele se chama amor; amor existe pra se usar, e de preferência, o tempo inteiro.

    Conclusão: sorvete sempre é um excelente investimento.

    Pra estimular a criação de novos mitos:

    Elielson,

    HappyBirthday., Man!!!!!!! [ ? ]

    Bjs

  15. Elielson said

    Sem,
    Valeu.

    Mergulho nas poesias que vcs põem aqui, mas não sou bom como vcs na formulação, então qualquer coisa que não faça sentido dentro do que eu arrisco dizer desse jeito, na corda bamba holistica, pode ser pq não faz sentido mesmo… 😀 😀

    Mas voltando a… La mort, uuuuuuuuuuuuuu.

    Tipo, a caracteristica Morte, como ação do tempo, não tem esse negócio de ser respeitada ou temida, ela vem e pronto.

    Tô falando que nossas foices já deveriam estar no chão faz tempo.

    Talvez a época desse documentário, tenha sido até mais punk. eu entendo, e tanto eles como até o próprio gandhi supunham que o problema de devolvermos a foice para as mãos da morte esteja a cargo de uma outra camada de transformação.

    Pq não começar pelo nosso centro? Eu não vejo pq não…
    Sei lá, eu acho que acredito em mim excessivamente, mas se no inferno eu só faço mal a mim mesmo, vou ficar por aqui, empacado.

    Será que esse não é um sacrificio de felicidade? 😉

  16. Elielson said

    Parabéns pra vcs isso sim, Sem, Fy, Adi, Mob, Guakito (que é como uma sombra na noite…, e no anoitan), Saudades da Lu tbm, todos tão fantásticos, que não precisam desses elogios. 😉

  17. Sem said

    Elielson,

    “Na corda bamba holística” faz sentido não ter sentido. Ou sempre é bom ter um não sentido guardado na manga, uma porta aberta para o infinito. Quando a gente preenche todos os sentidos do mundo, não sobra espaço para mais nada, nenhuma criação mais é possível. Só não vale é sentido nenhum….

    Mito e sentidos…

    PEDRA FILOSOFAL

    Eles não sabem que o sonho
    é uma constante da vida
    tão concreta e definida
    como outra coisa qualquer,
    como esta pedra cinzenta
    em que me sento e descanso,
    como este ribeiro manso
    em serenos sobressaltos,
    como estes pinheiros altos
    que em verde e ouro se agitam,
    como estas aves que gritam
    em bebedeiras de azul.

    Eles não sabem que o sonho
    é vinho, é espuma, é fermento,
    bichinho álacre e sedento,
    de focinho pontiagudo,
    que fossa através de tudo
    num perpétuo movimento.

    Eles não sabem que o sonho
    é tela, é cor, é pincel,
    base, fuste, capitel,
    arco em ogiva, vitral,
    pináculo de catedral,
    contraponto, sinfonia,
    máscara grega, magia,
    que é retorta de alquimista,
    mapa do mundo distante,
    rosa-dos-ventos, Infante,
    caravela quinhentista,
    que é Cabo da Boa Esperança,
    ouro, canela, marfim,
    florete de espadachim,
    bastidor, passo de dança,
    Colombina e Arlequim,
    passarola voadora,
    pára-raios, locomotiva,
    barco de proa festiva,
    alto-forno, geradora,
    cisão do átomo, radar,
    ultra-som, televisão,
    desembarque em foguetão
    na superfície lunar.

    Eles não sabem, nem sonham,
    que o sonho comanda a vida.
    Que sempre que um homem sonha
    o mundo pula e avança
    como bola colorida
    entre as mãos de uma criança.

    António Gedeão
    (1906-1997)

  18. Sem said

    Fy,

    Está tudo certo, né? gosto bastante das coisas que vc escreve, até disse uma vez que te acho uma alma apaixonada e que considero isso super positivo. Só acho que meio temos atravessado nossos discursos ultimamente e eu nem sei se é por diferenças em nossos temperamentos ou de perspectiva mesmo. Eu acho que nossos ideais não são tão diferentes assim, até bem pelo contrário, por conta de serem semelhantes nós nos “achamos” logo de cara aqui no anoitan quando nos conhecemos. Mas talvez por eu ser mais velha faça alguma diferença – com certeza faz diferença, quer dizer, no modo como cada uma conduz aquilo que acredita… meu papo agora é meio de véia sabe, mas de minha parte sinto que já dobrei o cabo da boa esperança e o tempo amornou os meus radicalismos de juventude. Hoje avalio que sofri por muitas coisas desnecessárias, claro que tive de passar por elas, como todos têm e, enfim, continuo acreditando que vale investir naquilo que acreditamos, aliás, só vale… seja como for, não existe o ganhar ou perder, existe é a vida. Então temos semelhanças e diferenças, vamos ver Fy se conseguimos curtir mais nossas semelhanças e nos enriquecer com as diferenças.

    Faz tempo que eu queria te dizer isso, estava esperando a melhor oportunidade, mas para essas coisas nós é que temos de inventar a ocasião. Te considero muito e por isso estou criando essa oportunidade, um canal aberto, do contrário nem me daria ao trabalho e eu quero que vc esteja ciente disso.

    Olha, existe alguns estranhamentos de minha parte quando eu te leio, e que talvez nada mais seja que o meu modo de ler, mas não consigo evitar de tomar na acepção algumas distinções de cores no seu discurso, o que observo é o modo firme como vc pinta seus quadros e, bacana isso, o que eu estranho são alguns antagonismo que se repetem… Sabe aquela coisa do “ou”, é isso, não estou preparada para ouvir aquele famigerado “ou”, não no seu discurso pelo menos… estou preparada para os paradoxos, mas não para as contradições. Eu acho que os paradoxos engrandecem o ser, já as contradições o diminuem… Vou dar um exemplo, quando agora pouco vc falou no Campbell, sua leitura:

    >>>Ambos os casos são produções coletivas, mas, no primeiro, a ênfase é biológica e, no segundo, cultural ::: e é aí que mora o perigo…

    Então, eu não acho que devemos antepor o cultural ao biológico. Não existem demônios nem santos nesses altares da existência humana, a não ser aqueles que nós mesmos colocamos no altar que nós mesmos fabricamos. Nós somos seres culturais e biológicos… lembra do Morin? Para honrar o humano é preciso viver tudo. Nós somos animais que fazemos cultura. Claro que viver em dia com o corpo é bom, mas pertencer a uma cultura tb faz parte. E assim como podemos nos perder no instinto, a cultura tb pode nos alienar. Existem prós e contras nos dois lados. Não existem demônios só de um lado e santos do outro, as entidades trafegam lá e cá. Afinal demônios e santos são dois nomes de uma mesma entidade, tudo depende se olhamos pelo avesso ou pelo direito da “coisa”.

    >>>Em uma analogia, seria como se, num momento, dirigíssemos nosso carro e levássemos os mitos como passageiros e, em outro momento, nós fóssemos os passageiros e os mitos
    dirigissem nosso carro.

    Putz, agora embananou :), essa sua analogia vem mostrar que pensamos exatamente o oposto quando se trata de arquétipos. Eu penso que estamos mergulhados nos arquétipos como no mar, -que é uma analogia que já foi usada pelo Jung (rolha no mar) e até pelo próprio Freud (iceberg), ao se referir ao inconsciente, do modo bem biológico e pessoal como ele concebeu o inconsciente na psicanálise-, Fy, como vamos dirigir o mar? É uma força de magnitude incontrolável, nós estamos no mar, não o mar em nós. Mas usando do seu exemplo, então eu diria que somos sempre os passageiros, e num sentido bem amplo, de sermos sempre os guiados, os mortais passageiros de estarmos à mercê de forças imensas, imortais e atemporais… Vc cita frases de Campbell, e em várias outras ocasiões o Hillman tb, mas eles nunca disseram isso que vc está dizendo, é o contrário, não guiamos, somos guiados, não possuímos, somos possuídos…

    Como desenrolar esse emaranhado de interpretações contraditórias, minha amiga Fy?

  19. Fy said

    Sem,

    Como desenrolar esse emaranhado de interpretações contraditórias, minha amiga Fy?

    À princípio,me deixa esclarecer uma coisa importante, Sem – eu jamais teria vontade ou intenção de desenrolar estas interpretações contraditórias.Porque quanto mais desenrolarmos mais as perceberemos.

    E isto pra mim não tem a menor importância; ao contrário: na minha ideologia ou forma de pensar, não há nenhum arquétipo predominante, ou dominante, ou alguma lei sobrenatural e ameaçadora que tenha estabelecido alguma condenação às diferenças. Isto é coisa dos homens; daqueles que defendem a igualdade ideológica – aqueles que não tem a menor noção e se “apropriam” transformando a Cultura em territórios ou “apropriações” .

    “Para honrar o humano é preciso viver tudo. Nós somos animais que fazemos cultura. Claro que viver em dia com o corpo é bom, mas pertencer a uma cultura tb faz parte.”

    Pois é, na minha opinião, Sem, vc está adequando ideologias à sua forma de pensar; …- pertencer a “uma” cultura ? : – a Cultura não pertence a nenhum grupo – não existe “uma” Cultura ou outra; existe Cultura: patrimônio da humanidade.

    Em minha opinião, na Cultura: > na simples e verdadeira, não existe nenhum panteão de valores ou ideal de homogeneidade, ao contrário, é apenas na Cultura e pela Cultura que cada homem é levado a tornar-se – Mais – , ou seja, a conquistar sua Singularidade Extrema, que se exprime no gozo de si: como diferença pura (alteração, diferença de si para consigo mesmo, bláblábláetais) e o gozo coletivo desse repertório de diferenças, cada uma passando por todas as demais, numa festa produtiva sem fim.

    Eu não divinizo arquétipos ; – Cultura não significa cultuar.

    O homem da cultura é o homem que “deixou” de cultuar valores ou arquétipos, sejam eles quais forem, e passou a produzir-se a si mesmo e aos demais homens para além de todos os valores ou, como dizia o filósofo, para além do bem e do mal.
    Isso só parecerá confuso para aqueles que ainda não perceberam que produzir a si mesmo e ao outro é imediatamente produzir valor, valorar, valorizar, intensificar a Vida: para além de qualquer tábua de valores. É “devir”.

    Não tenho nada contra sua forma de estar no mar; e nem contra nenhuma força onipotente que esteja lhe dirigindo ; – mas como não a reconheço, surfo na direção do vento, minha amiga Sem. …Além de me tornar maleável, me faz livre. Pra construir valores e interpretar, como eu quiser e puder.

    ….Há tantas diferenças em nossas concepções e interpretações, – que é impossível dar conta delas num comentário ou outro ; estamos apenas, cada um de nós: opinando.

    Mas, em relação ao que estamos entendendo, aqui, de formas diferentes em relação à Cultura; revalido minha opinião de que exatamente onde se produz o animal de rebanho, ali… onde se produz uma homogeneidade real ou ideal ancorada em valores, vivencia-se “NÃO” a Cultura nela mesma: “ mas” … sua “apropriação” por forças ou poderes de outra natureza: Estado, Religião, Moral, etc. e no caso: “arquétipos” – que de repente, se tornaram sinônimos ou substituição dos mesmos.
    E, sem esquecer; da tal da velha divinização – cacoete ocidental – e sua irmã siamesa: a dualidade.

    A Cultura, “ação” óbvia do homem sobre o homem para produzir o homem, prescinde de valores engessados ou aprisionados seja lá em que ou no que for, para afirmar-se.

    “Nós somos seres culturais e biológicos… lembra do Morin?”

    – pois é… – outra ressalva lógica, “biológica: cultural” e não arquetipica, e/ ou arquetipica em “minha” concepção: > – o fato de vc citar o Morin, me é incompreensível e non-sense se considerarmos sua posição ideológica, – até lembrando, por ex, sua total divergência e desimportância sobre o valor do trabalho da junguiana Clarissa Estés no La Loba by Fy. – Inclusive, em contra-ponto vc citou Hillman e sua newperformance.

    Fy, como vamos dirigir o mar? É uma força de magnitude incontrolável, nós estamos no mar, não o mar em nós.

    Sabe, Sem, esta é sua interpretação e ideologia de vida, não a minha e nem a de todo mundo. – Inclusive, na minha opinião ela carece de lógica; porque se assim o fôsse, não teríamos divergências e nem estaríamos em mares diferentes. – Melhor dizendo: estaríamos todos estagnados em alguma ideologia mareada, concorda?

    Por isto mesmo, don’t disturb about – : salve as diferenças! Vc surfa no Hawai e eu em New Zealand; from now.

    E, pelo sim, pelo não: – sorvete, repito, é mesmo bom, em qualquer lugar!

    “Vc cita frases de Campbell, e em várias outras ocasiões o Hillman tb, mas eles nunca disseram isso que vc está dizendo, é o contrário, não guiamos, somos guiados, não possuímos, somos possuídos…”

    Opa, … aqui vai uma observação bastante importante mesmo , Sem: – not the last and not least – : vou fazer outro comentário, esclarecendo parte de sua dúvida sobre a integridade do que eu publico sobre alguns pensadores aos quais nos referimos aqui.

    E isto, nunca aconteceu, me perdoe, foi uma afirmação falsa e desagradável. Valeria a pena que vc verificasse uma por uma.

    Mas, caso eu tenha me esquecido de fornecer alguma fonte; basta me pedir. Ao que me consta, não há este costume aqui no Anoitan.

    – Quanto à: ao contrário, não guiamos, somos guiados, não possuímos, somos possuídos…” > é o seu ponto de vista. Portanto, “não somos” > você é.

    Bjs

  20. Fy said

    – esticando um pouquinho mais meu 1 ° comentário:

    CAMPBELL: Isso é o que se chama desenvolvimento de uma religião. É como se vê na Bíblia.

    No início, “deus” era apenas o mais poderoso entre vários deuses.

    Era apenas um deus tribal, circunscrito.

    Então, no século VI, quando os judeus estavam na Babilônia, foi introduzida a noção de um Salvador do mundo, e a divindade bíblica migrou para uma nova dimensão.

    A única maneira de conservar uma velha tradição é renová-la em função das circunstâncias da época.

    No tempo do Velho Testamento, o mundo era um pequeno bolo de três camadas, que consistia de algumas centenas de milhas em torno dos centros do Oriente Próximo.

    Ninguém tinha ouvido falar dos astecas ou dos chineses.

    Quando o mundo se altera, a religião tem que se transformar.

    MOYERS: Mas parece me que é exatamente o que estamos fazendo.

    CAMPBELL: Isso é, de fato, o que deveríamos fazer… Mas minha idéia do horror verdadeiro é o que se vê em Beirute. Você tem lá as três grandes religiões do Ocidente, judaísmo, cristianismo e islamismo; e como as três têm nomes diferentes para o mesmo deus bíblico, não são capazes de conviver.

    Cada uma está fixada na própria metáfora e não se dá conta da sua referencialidade. [ excelente]

    Nenhuma permite que se abra o círculo ao seu redor.

    São círculos fechados.

    Cada grupo diz: “Somos os escolhidos, Deus está conosco”.

    Veja a Irlanda. Um grupo de protestantes foi removido para lá no século XVII, por Cromwell, e nunca se abriu para a maioria católica que ali encontrou. Católicos e protestantes representam dois sistemas sociais totalmente distintos, dois ideais diferentes.

    MOYERS: Cada qual necessitando de um novo mito.

    MOYERS: Você [ Voce: Campbell] conta uma história sobre um selvagem nativo, que uma vez disse a um missionário:

    “Seu deus se mantém fechado numa casa como se fosse velho e decrépito. O nosso está na floresta, nos campos, e nas montanhas quando vem a chuva”. E eu penso que provavelmente é verdade.

    CAMPBELL: Sim. Sabe, esse é um problema que você encontra no Livro dos Reis e em Samuel. Os vários reis hebreus realizavam sacrifícios no topo das montanhas. Eles estavam errados, na opinião do [outro] Jeová.

    Na comunidade hebraica, o culto a Jeová foi um movimento específico, que finalmente prevaleceu.

    Foi o esforço decisivo de um certo deus da periferia do templo contra o culto da natureza, que era celebrado por toda parte.

    E essa “investida imperialística” de um certo segmento da cultura se prolongou no Ocidente. Mas agora ela precisa abrir se à natureza das coisas. Se for capaz de abrir .

    MOYERS: Não há dúvida de que nós, modernos, estamos despindo o mundo de suas revelações naturais, da própria natureza. Penso naquela lenda pigméia do menino que encontra na floresta um pássaro de belo canto e leva o para casa.

    CAMPBELL: Ele pede ao pai que traga alimento para o pássaro, mas este lhe diz que não pretende alimentar um simples pássaro, e o mata. A lenda diz que o homem matou o pássaro, com o pássaro matou a música e com a música matou-se a si mesmo.
    Caiu morto, completamente morto e morto permaneceu para sempre. […]

    MOYERS: Isso não é uma história sobre o que acontece quando seres humanos destroem seu ambiente? Destroem “seu” mundo? Destroem a natureza e as revelações da natureza?

    CAMPBELL: Destroem sua própria natureza, também. Matam a música.

    MOYERS: A mitologia não é a história dessa música?

    CAMPBELL: A mitologia é a música. É a música da imaginação,inspirada nas energias do corpo.

    Uma vez um mestre zen parou diante de seus discípulos, prestes a proferir um sermão. No instante em que ele ia abrir a boca, um pássaro cantou.

    E ele disse: “O sermão já foi proferido”.

    Outra passagem da mesma entrevista, em relação à arquétipos, mitos:

    – Ora, como lido predominantemente com deuses, foi por aí que identifiquei a “máquina”: ela me parece um deus do Velho Testamento, com uma porção de regras e nenhuma clemência.

    http://www.culturabrasil.pro.br/campbell.htm

    – desta forma, cada um que interprete a valorização ou significação dos arquétipos /mitos, como achar mais conveniente. Como, além de estudá- los, conhecê-los, aproveitá-los, fez Campbell, …por exemplo.

    Bjs

  21. Fy said

    CAMPBELL: A mitologia é a música. É a música da imaginação,inspirada nas energias do corpo.

    – eu gosto disto.

    Bjs

  22. Elielson said

    O melhor da vida…
    Entre todos os meios de levá-la.
    É a surpresa que vc permite ela te proporcionar.

    Tipo:

    quando eu durmo bem, eu acordo e penso:

    MEU DEUS, UAU, que doideira.

  23. Elielson said

    Só pensamentos devem rodar entre vida e morte dentro da mente.
    Pensamentos próprios que pela consciência podem ser repensados, redirecionados e por fim esquecidos.
    Mas estes pensamentos são lembrados em outras mentes, e nossa mente que esqueceu, lembra do que está fora, quando em contato novamente com o que foi expulso.
    Se o pensamento um dia foi seu, vc reconhecerá, retomará intimidade e contará histórias sobre o tempo em que ele não esteve aqui, assim o pensamento decidirá por si, se no tempo em que ele estava fora surgiu um pensamento em vc mais companheiro do que ele foi um dia.
    O pensamento então morre mais uma vez.
    Outras frequencias externas começam a afetar o pensamento que ficou sendo fiel no lugar do pensamento que foi vencido repetidas vezes, e as vezes não estamos conhecendo estas frequencias, pois o pensamento de agora como base, que nos faz vigiar, não reconhece, e não conhece por que não abre-se para conhecer, e sim busca semelhança do que já é, querendo sim reconhecer, assim o pensamento admite um novo oposto (trialidade? :S), a nova frequencia externa, não encontra existência no pensamento que foi combatido outrora, então adota-o, e ele adota a nova frequência (assim me é mais lógico), então o pensamento que de tão afirmativo negou a negação que só estava fora da sua mente, não nos afirmou.
    Mais uma vez a verdade nos trai, diz os amantes da verdade.
    Não somos verdades, não somos mentiras, não somos nossos nomes, o mais perto que chegamos de ser é isso que É agora. E digo por dizer.
    A intensidade é só um querer.
    O tempo não conta nossos dias, mas contamos a nós mesmos no tempo.
    Nossos registros gerais, fecham e abrem portas, constam ou não constam.
    Sou um indigente a par dos pares mais distantes que eu possa estar no meio.
    Na trincheira entre os homens e o mais, nas fezes e nas lágrimas, minha vontade não verá lixo no novo, mas verá o novo no lixo. Não é um lugar seguro pra todo sempre o que se procura, é mais um lugar seguro para o fim, mas onde nem o que começa está seguro, a insegurança é coisa pra exorcismo.
    Mas exorcizam possuindo.
    O prazer de torturar toma qualquer forma para que a miséria lamba nossos olhos e nossas orelhas, com a saliva gelada que só um corpo vivo é capaz de sentir.
    Nossa lingua é quem faz isso com nossos próprios olhos e ouvidos, mas as próprias mãos podem mudar a temperatura das próprias linguas.

    😀

  24. Fy said

    Elielson,

    Só pensamentos devem rodar entre vida e morte dentro da mente.
    Pensamentos próprios que pela consciência podem ser repensados, redirecionados e por fim esquecidos. Elielson

    – That’s it; – sua afirmação me parece óbvia, e é o significado do parágrafo que coloquei acima, em meu 1° coment em relação às ressalvas em relação à “cristalização” dos mitos:

    “Este parágrafo explica o perigo desta “substituição”; que é o que acaba ocorrendo, qdo utilizamos incorretamente o poder dos mitos ou arquétipos:

    – Quando passam a ser considerados como formações de compromisso, formações
    substitutivas, cuja função é dissimular as verdadeiras motivações das
    pulsões, são compreendidos como modelos de subjetivação e passam a moldar nossas mentes – Deixam de ser mitos.”

    O exemplo do qual me servi; de dirigir nossos carros ou sermos apenas passageiros idiotizados: sem noção de nossos destinos ou possibilidades de escolhas em relação aos mesmos, é tão simples…

    Enquanto vivo, o homem se projeta para as suas possibilidades. É, assim, um ser-para-si, em constante transformação e renovação, sob a pers¬pectiva de um futuro, que crê estar ainda à distância e que sempre se lhe afigura afastar-se.

    Estar vivo significa, por conseqüência, ser capaz de transcender, de modificar, alterar e até mesmo anular, a qualquer tempo, todos os seus projetos anteriores, reformulando-os em direção a novos rumos até não raro, sur¬preendentemente contrapostos.

    Cada um é sempre aquilo que ele pode fazer ou vir a fazer de si mesmo (como o sentenciam Heidegger, Sartre, Jaspers). E esse poder-de-opção, essa liberdade de escolha – apesar de nem sempre
    Vivenciada: sob a forma de de¬cisão consciente e voluntária – torna-o, sem dúvida, respon¬sável pelo que ele é ou venha-a-ser.

    Estar “Morto”, ao contrário, é converter-se, definitivamente, em Ser: -Para-Ou¬tros. > – para um Poder, 2 ou 3, etc

    Quer isso dizer que o ser-para-si degrada-se aí ao nível da coisa, do objeto inanimado, pertencível, e solidificado do ser-em-si.

    Mas não é tudo. Enquanto vivo, pode o Homem, a qualquer momento, reencontrar-se, vale dizer, coincidir com a sua mesmidade; ou jamais chegar a fazê-Io, por isso que é ele um projeto, que se desloca “Livremente” para o futuro.

    Somente, pois, a Morte, anulando de um golpe todas as suas possibilidades, obriga-o a ser, daí por diante, aquilo que “ele realmente “foi”. – … seja em que época for: aí fica à vontade do freguês ou, bem lembrado: da historia de cada região.
    A Morte, é eternidade, cessação do devenir existencial.

    A partir de então – no dizer de Sartre – “a sorte está selada.” Antes: não, …nem que agente queira.

    O Homem – que agente saiba – é o único ser da natureza ciente do seu destino: que é o “ser-para-a-morte”; apto a discernir o Bem do Mal e, portanto, apto a decidir os caminhos de sua con¬duta, pela eleição ou rejeição dos valores positivos ou negativos que lhes cor¬respondem.

    Em suma – o Homem sabe que vai morrer. E, assim sendo, o “escolher a Vida” – pq tb é opção – importa em aceitá-Ia como responsabilidade, outorgando-se, com isso, o compromisso de construí-Ia, de edificá-Ia, na plenitude de sua Lucidez e Liber¬dade.

    Substancialmente diversa da existência animal, “escravizada” à “uniformidade” dos padrões naturais pré-determinados – mera repetição estereotipada e imu¬tável de formas de comportamento, inerentes a cada espécie – a existência humana assemelha-se, antes, sob muitos aspectos, a uma Obra-de-Arte.

    Obra que cada qual realiza a seu modo,

    imprimindo-lhe a força de um estilo todo pessoal,
    de acordo com o significado que lhe empresta aos entes e às coisas do mundo que lhe é próprio,

    e ao sabor das diretrizes que se traçou, a partir de sua opção originária.

    É que ao Homem, e só ao Homem, assiste, afinal, a Liberdade de Ser ou Deixar-de-Ser.

    De assumir ou de negar sua natureza: e negar significa: estereotipar-se como sendo “algo”: pertencível à outro algo, que não a si mesmo: “morrer em vida” e seguir “pertencendo”: “não-vivendo”.

    Ao que a Sem se contrapõe afirmando:

    – …mas usando do seu exemplo, então eu diria que somos sempre os passageiros, e num sentido bem amplo, de sermos sempre os guiados, os mortais passageiros de estarmos à mercê de forças imensas, imortais e atemporais…

    Sim: – é claro que a Liberdade também compreende, sem duvida, essa possibilidade de fazer coagular, instantaneamente, o fluxo natural, e temporal de nossa existência, emprestando-lhe um préformato: uma submissão absoluta e inquestionável a um Poder – de tal”magnitude” que nos transforma todos em algum tipo de zommbie, – posso usar como referência a conseqüência deste tipo de fatalismo, ou fanatismo citando os “muslins” islâmicos: um muslim é aquele se submete sem reserva à “vontade” ao “Poder” à “Força” divina!!!!!!!!! – que sem dúvida é considerada um Poder de tal magnitude… – mas que os homens “escreveram”.
    Ou decerto, alguns deles visitam o deus deles; de acordo com sua mitologia específica, batem continência para o tal arquétipo,e recebem os relatórios. Mais: sem direito à possíveis interpretações, portanto a primeira orientação é: não pensem: não sejam: apenas:::: Correspondam!

    Desistir de viver é isto, é quando a Vida é reduzida ao contorno de uma mera silhueta : um fantoche dirigido e possuído por algum poder; – bem identificado pelo termo nazista que referenciava os prisioneiros: “figuren” :figuras, manequins > mortos-vivos; homens-múmias: seres bestificados e sem vontade: submetidos a um Poder. Um “ser” reduzido à impotência de ser possuído.

    Ser, que é o que nos identifica enquanto vivos, é tomar a vida, a mente, a alma, seilámaisque, o corpo, naquilo que lhe é mais próprio: sua dor, seu prazer, no encontro com a exterioridade, sua condição de ser afetado pelas forças do mundo e de afetá-las.

    Como o observa Bárbara Stiegler: – para Nietzche todo sujeito vivo é primeiramente um sujeito afetado pelas forças do mundo, um corpo que sofre de suas afecções, de seus encontros, da alteridade que o atinge, da multidão de estímulos e excitações que lhe cabe:- Selecionar, – Evitar, – Escolher, – Acolher, etc
    Nessa linha, também Deleuze insiste:

    – Um corpo não cessa de ser submetido aos encontros, com a luz, o oxigênio, os alimentos, os sons e as palavras – doces ou cortantes – um corpo é primeiramente “encontro” com outros corpos, “Poder” de ser afetado. MAS…. não por “tudo e de qualquer maneira” > como quem deglute e vomita tudo com seu estomago fenomenal > na Pura Indiferença daquele a quem Nada Abala….. > aquele vitimado pelo adestramento civilizatório do Poder – seja ele qual for – cuja definição, esta sim: imutável – é o conveniente progressivo silenciamento do corpo, de seus ruídos, impulsos, movimentos, sensações, desejos, enfim, Vontade.

    Todo o poder de tal magnitude nos limita a isto: mitozommbies – arquétiposzommbies – ciberzommbies – crenteszommbies, governozommbies – capitalismozommbies e aí vai…

    Se depois de eu morrer,
    quiserem escrever a minha biografia,
    Não há nada mais simples.
    Tem só duas datas – a da minha nascença e a da minha morte.
    Entre uma e outra todos os dias são MEUS. >>>

    Fernando Pessoa/Alberto Caeiro; Poemas Inconjuntos; Escrito entre 1913-15; Publicado em Atena nº 5, Fevereiro de 1925

    Bjs

  25. adi said

    Oi Fy, oi Elielson,

    “uma submissão absoluta e inquestionável a um Poder – de tal”magnitude” que nos transforma todos em algum tipo de zommbie, – posso usar como referência a conseqüência deste tipo de fatalismo, ou fanatismo citando os “muslins” islâmicos: um muslim é aquele se submete sem reserva à “vontade” ao “Poder” à “Força” divina!!!!!!!!! – que sem dúvida é considerada um Poder de tal magnitude…”

    Num é bem por aí Fy, zommbie a grande maioria já é mais ou menos, alienados do verdadeiro Ser também a grande maioria é. Esse Poder/Força/Vontade é justo o contrário, é o que torna a vida “real” no seu mais amplo sentido de SER/EXISTIR. O ego é cabeça dura e teimoso em admitir que há sim um Poder que subjaz a todas as formas, que subjaz ao próprio ego, e é o “ego” quem teme a vida e a morte… a Força simplesmente É, e está em todo o lugar imprimindo a vida, acreditamos nela ou não.

    “Como o observa Bárbara Stiegler: – para Nietzche todo sujeito vivo é primeiramente um sujeito afetado pelas forças do mundo, um corpo que sofre de suas afecções, de seus encontros, da alteridade que o atinge, da multidão de estímulos e excitações que lhe cabe:- Selecionar, – Evitar, – Escolher, – Acolher, etc”

    Bom, e também para Nietzche:
    “E sabeis… o que é pra mim o mundo”?… Este mundo: uma monstruosidade de “força, sem princípio, sem fim, uma firme, brônzea grandeza de força”… uma economia sem despesas e perdas, mas também sem acréscimos, ou rendimento,… mas antes como força ao mesmo tempo um e múltiplo,… eternamente mudando, eternamente recorrentes… partindo do mais simples ao mais múltiplo, do quieto, mais rígido, mais frio, ao mais ardente, mais selvagem, mais contraditório consigo mesmo, e depois outra vez… esse meu mundo dionisíaco do eternamente-criar-a-si-próprio, do eternamente-destruir-a-si-próprio, sem alvo, sem vontade… Esse mundo é a Vontade de Potência — e nada além disso! E também vós próprios sois essa vontade de potência — e nada além disso!”

    Essa é a “Vontade de Potência”, “Verdadeira Vontade” do Crowley, o SELF de Jung, o Cristos, o TAO, a consciência Budica, as forças do inconsciente coletivo, o Poder Divino, sim tem muitos nomes essa força ou poder, e é essa Força ou Poder quem dirigi sim o pequeno e arrogante ego….

    “Se depois de eu morrer,
    quiserem escrever a minha biografia,
    Não há nada mais simples.
    Tem só duas datas – a da minha nascença e a da minha morte.
    Entre uma e outra todos os dias são MEUS. >>”

    Pessoa se refere ao “ego”, a sua própria irrealidade de ser um “eu”.

    bjs
    adi

  26. Elielson said

    Deus não me fez escravo.
    Eu me fiz escravo de mim.
    Agora tenho que ser um bom senhor.
    E se o escravo tbm for bom.
    O bom senhor o terá como irmão.

    Este vira um.

    A coisa real é a aceitação de outras mentes.

    As manifestações que interagem depositando realidade no ser, quando vistas separadas da natureza, nos tiram logo de cara da natureza, e logo em seguida do que se vê separado da natureza.

    Então , cada um no alto de sua montanha, vendo cores diferentes, em planetas terras diferentes, num universo diferente, e uma dimensão diferente, num corpo diferente.

    Não moramos no mesmo lugar, não vemos o mesmo lugar, não estamos nem onde estavamos, nem estaremos onde estaremos.

    Os idolos, estes sobre os quais nos debruçamos, estão aqui, manifestos, na informação que é e sempre foi a religião unica do homem, mas os hipócritas que não tem consciência do tamaho da hipocrisia na qual pegam carona, juram que o abecedário é maldito em determinadas ordens.

    Coisas mortas vistas aos pés de nossas montanhas.

    Nossas luzes dançam sobre esses deuses falecidos, e assim é que estamos nos vendo.

    Quem são estes homens que querem todos os corpos, comprando grandes espelhos que imobilizam as pequenas luzes nos pés de uma estatua?
    Quem são estes homens que esqueceram a própria luz, entrando na cerca, nascendo na cerca, esperando na escuridão a solução?

    O Big Boss é a vontade mobilizada de nossos filhos.
    A vanguarda acompanhada.
    Adão e Eva, João e Maria.
    O capitalismo come as migalhas que nos tirariam do inferno.

    A Fabrica de opções tem o castigo como matéria prima.

  27. Fy said

    Adi,
    – Essa é a “Vontade de Potência”, “Verdadeira Vontade” do Crowley, o SELF de Jung, o Cristos, o TAO, a consciência Budica, as forças do inconsciente coletivo, o Poder Divino, sim tem muitos nomes essa força ou poder, e é essa Força ou Poder quem dirigi sim o pequeno e arrogante ego….

    Pessoa se refere ao “ego”, a sua própria irrealidade de ser um “eu”. –

    [ pois é, na minha opinião “sem” “ego” não há “eu” possível, veja como penso adiante em meu coment ]

    – Veja bem Adi, esta leitura generalizada deste “mar” : força magnífica que noz conduz; poder absoluto, etc… não me convence.

    Muitas das referências das quais vc se utilizou, pra mim são conquistas; jamais um força invisível que nos conduz como marionetes impotentes.

    – Outra coisa que também considero delicada é o uso contínuo da palavra “ego”. É muitas vezes mal colocada e usada como resposta- chave, virou mesmo clichê – à qualquer questão.

    Qualquer impasse, divergência ou questão que se apresente – recorremos ao “ego”. – sim, sem dúvida, …sem ele estaríamos todos iguais; e loucos.

    Talvez uma loucura mansa; conveniente, e aptos a sermos conduzidos por alguma destas forças, – porque nenhuma das que vc citou é igual a outra – sem resistência, automatizados, mas de qq forma: loucos.

    Eu gosto mto da leitura do Lázaro Freire em relação à ego; – até pq, virou palavrinha-clichê – da moda – , dá uma olhada no Google….. – vou dar uma repartida no coment, pq vale a pena: – é um outro ponto de vista:

    – Como matar o Ego… e viver em Psicose

    Por Lázaro Freire – Psicanalista e Filósofo, Terapeuta de orientação Junguiana / Transpessoal e criador da Voadores.

    – Ou não se definiu adequadamente o que seja EGO, ou – com todo respeito – …não se tem a menor idéia do que estão falando.

    Não ter Ego equivale a psicotizar, inclui delírios e alucinações, e exige medicamentos sob pena de (constatados) danos à estrutura cerebral. –

    É difícil adentrar em uma discussão temática indefinida e, ao mesmo tempo, desfazer-se do EGO.

    – Sei que o conceito de EGO é confuso – especialmente para quem pensa que é algo a ser “matado”. [ dissolvido: eliminado]

    Vou tentar, na medida do possível, desenhar:

    Há equívocos na tradução do sânscrito, e muitas generalizações sem base psicológica.

    O que espiritualistas em geral chamam de “EGO” (sem perguntar porque o chamam assim) não é o “EGO”.

    O que você vê criticado nos textos do Osho não é “EGO”.

    Egoismo não é “EGO”.

    Neurose e excesso de materialismo não é “EGO”.

    O que as metáforas hindus pedem para que neguemos não é o “EGO”.

    Egocentrismo doentio também não é o mesmo que “EGO”.

    Porções do eu que se identificadas com a neurose, desejos excessivos ou materialismo não são “EGO”.

    Usar a mente não “é EGO”. [FINE!]

    E, definitivamente, contrariar a visão de uma religião, ousar questionar ou fazer filosofia prática NÃO É “estar cheio de EGO”, embora seja SIM o EGO (SAUDÁVEL) que permita o questionamento.

    Numa visão pós-junguiana, o EGO revela-se como um *complexo* com alto grau de continuidade; não é um arquétipo, não é um defeito, não é uma psicopatologia, não é um diabo, não é um obsessor, não é uma “mentira da mente que mente”.

    O EGO é a amálgama de conteúdos que nos faz ter a sensação de que quem acordou hoje na nossa cama é, PROVAVELMENTE (não há certeza), o mesmo “ente” que lembramos de ter dormido ontem no que parece ser o mesmo lugar.

    E é esse EGO que, só surgindo após termos nos aculturado (criancinhas não tem, psicóticos também não – mas ambos podem ter “personalidade” e egoismo), garante a nós também a possibilidade de vida social, de experiências do consciente, indispensáveis para “existirmos” e evoluirmos aqui, enquanto estamos aqui, por precisarmos estar AQUI. [ IN LAND!]

    No sânscrito, há vários termos associados a EU, individualidade, personalidade, partícula divina do consciente, assim como esquimós tem 34 palavras para neve.

    Talvez porque psicanálise era novidade, ou por ser “chique citar latim”, na falta de uma palavra vários tradutores ocidentais usaram EGO para designar várias facetas do mesmo EU, pasteurizando DEZENAS de termos (muito) diferentes, de ahankara a atman, incluindo aí as porções menores do eu que patologicamente se identifiquem demais com desejos e neuroses;

    – com a ressalva de que a normalidade ocidental nos EXIGE um pouco mais dessa identificação do que o contexto de um antigo hindu, que aqui seria visto como psicótico.

    Mas podem estar certos que nenhum yogue antigo leu escreveu em latim, nem tentou ser psicanalista: o EQUÍVOCO é recente e Ocidental!!!

    E muitos “mestres” espiritualistas e “líderes religiosos” usam o termo como uma espécie de “Diabo Cristão”, ou seja:

    – um amontoado indefinido por conveniência, onde reúnem TUDO que querem que seja pecado,

    incluindo TODOS que os questionarem:

    quem usar a mente para pensar, os dissidentes, o que não endosse seus dogmas, todas as práticas que eles proibiram, todos desejos que queriam ver exterminados, todo “pecado”.

    Tudo isso, para estes “condutores” paranóicos, virou sinônimo de “EGO”.

    É exatamente a idéia do “DIABO” Cristão Medieval.

    EGO, o verdadeiro, precisa ser TRANSCENDIDO, e não negado ou “Morto”. – dissolvido – etc –

    Transcender implica em “INCLUIR”. [não “ser incluído ou engulido”…]

    Você tem EGO, tem continuidade, vive aqui, tem desejos e prazeres sim; mas “Você usa” tudo isso, ao invés de ser usado por ele.

    Você não abre mão da sua capacidade de decisão, “ao contrário” : – você a mantém, consciente, e até a ELEVA para uma visão maior, a de fora, a do Self, do Eu Maior.

    Do “divino” integrado, se preferir. Caso preferir –

    A esse processo, de MANTER o EGO mas DESLOCAR a sede da consciência dele para o Self, é que JUng chamou de Individuação.

    Se sobrarem dúvidas no conceito original de EGO (que não é o dos hindus), nada como ler a definição original.

    Mas………. isso na internet parece pejorativo ou ofensa, rs, pois com embasamento, acaba a diversão.

    OBS: Já Jung em geral prefere falar de “EU”, “SELF” (um eu maior, em contato com o coletivo e/ou divino) e “PERSONA” (máscaras que muitas vezes confudimos com o eu), dependendo do caso.

    Sábia decisão, senão a confusão com “EGO” seria maior ainda.

  28. Fy said

    – continuando:

    Grande parte das discordâncias em espaços universalistas ocorrem desnecessariamente, por significados pessoais diferentes para as mesmas palavras.

    Convenção por convenção, a Voadores:

    http://www.voadores.com.br/site/geral.php?txt_funcao=colunas&view=4&id=222

    costuma valorizar a fundamentação acadêmica. Pelo menos aqui, chamemos as coisas pelo que são:

    Viver “sem Ego” é um mito, no “mal sentido” da palavra.

    Este conversa pseudo-espiritual de “viver sem Ego” é um convite à psicose, e não à iluminação.

    Podemos matar o egoismo, não o Ego.

    Os delírios, e não a mente.

    A neurose, não os neurônios.

    “O individualismo, e não o indivíduo”.

    A falta de sentimento, e não a existência de pensamento.

    A indisciplina excessiva, e não a saudável capacidade de questionar.

    O que nos “afasta” de deus, não o que nos sustenta aqui.

    Vejo religiosos usando o termo EGO ao seu bel prazer, quase como um Coringa que pode valer como “vaidade”, “egoismo malévolo”, “personalidade forte”, “subversão às ordens de meu guru” e até mesmo “capacidade de pensar”.

    [ literalmente o tal do Ego tornou-se o Demonio em nós: leitura bastante comparável às infindáveis doutrinas religiosas]

    Tudo é “Ego” para eles, menos os vários conceitos sérios dele (que são vários, também, e nenhum parece com esses).

    Há também pseudo-hinduistas, que sem perceber incorrem no maior Ego de todos: o de se achar livre do Ego.

    Dizem eles: “eu aniquilei o Ego e estou unido ao Todo… e você…, mundano, não”. :^)

    Ora, que todo é esse que não inclui tudo?

    Podemos no máximo remover a ilusão de que SOMOS aquilo que ESTAMOS, mas sem criar a ilusão maior de achar que já ESTAMOS aquilo que SOMOS.

    Além do mais, é uma vingança irônica do Ego: quem se afirma “sem Ego” no fundo acredita ser maior que os demais.

    Ou não se definiu adequadamente o que seja EGO, ou – com todo respeito – …não se tem a menor idéia do que estão falando.

    Não ter Ego equivale a psicotizar, inclui delírios e alucinações, e exige medicamentos sob pena de (constatados) danos à estrutura cerebral.

    Perda cognitiva não é iluminação.

    O Ego é quem ouve o que acreditamos ser certo e errado, e toma seus julgamentos e decisões.

    Se um yogue sem Ego preferiu ouvir seus conceitos espiritualistas aos seus desejos, quem fez isso foi seu Ego.

    Se um vegetariano brahmacharia sem Ego deixar de comer carne ou fazer sexo, quem optou por isso foi seu Ego.

    E essas escolhas se dão na mente que o tal yogue disse que abandonou.

    O Wagner Borges costuma contar em palestras que um yogue passou toda sua vida meditando para conseguir parar todos os pensamentos da mente.

    …Com muita…muita…. disciplina, um dia chegou lá, e feliz, PENSOU: “Consegui!” 🙂 [!!!]

    Há quem pense que “matar o Ego” é apenas viver sem máscaras, – mas até isso é Impossível: a Persona tem sua função, > sem ela não há socialização.

    Mais razoável seria conhecermos as máscaras que precisamos usar.

    Espíritas também usam a expressão, em seu crescente sincretismo hinduista.

    Mas aí fica mais incoerente ainda, pois seus relatos mediúnicos sobre cidades astrais são baseados justamente na manutenção do Ego do lado de lá,
    …até bem mais definido,… tanto nos que o usam para seguir as intruções do plano maior – quanto nos malévolos ou patológicos desencarnados….

    Há quem diga que o Ego é sempre “o” dos outros:

    – Em si, seu compromisso de “matar o Ego” é sempre um objetivo (bem…) futuro…, uma meta suave, uma espécie de “noivado” …com o divino.

    – Nos outros, contudo, é um julgamento impiedoso daqueles que só o Ego poderia fazer.

    Numa repetição “espiritualista” da posição esquizoparanóide de vários julgamentos religiosos, o “Ego” assume a função já ocupada pelo “diabo”… e o possuído é sempre o próximo, o que tira a atenção do observador, que assim se identifica com o “bem” não por trabalho interno, mas pelo rotular e afastar de seus próprios aspectos sombrios projetado nos outros.

    Se “o resto” aos meus olhos é “o mal”, sobra para mim – sem esforço – ser o bem.

    Se “os outros” são “o mundo”, só posso então ser “de Deus”. […]

    O sábio ramakrishna resume bem este tipo de yogue, antecipando em décadas a psicanálise:

    “Quem julga o Ego é sempre um Ego maior”.

    Ramakrishna também dizia que não podemos viver sem Ego aqui, mas que podemos transformá-lo em um Ego servidor. [ > Ego útil… e na minha opinião qualquer Transformação é uma conquista… impossível para quem é conduzido ou pertencido…]

    Em outra passagem, pergunta o objetivo de vida de seu maior discípulo, e ouve:

    “Ah, mestre, eu gostaria de atingir o samadhi, deixar meu ego, fundir-me ao todo, e dissolver-me em Deus”

    Ao que o grande mestre ensina:

    “Não lhe parece um objetivo muito EGOista, sabendo que há tanta gente precisando de ajuda AQUI?”

    😉

    OBS: Para uma melhor conceituação, vide artigo Normais, Bipolares, Esquizofrênicos… e Médiuns!
    Lázaro Freire – psicanalista e filósofo, terapeuta de orientação junguiana / transpessoal e criador da VOADORES.

  29. Fy said

    Sabe Adi,

    Existe uma revista “Tiqqun” que deu o nome de “Bloom”; inspirado no personagem de Joyce – para este “tipo humano”: despersonalizado, conduzido e mergulhado neste ou noutro qualquer mar de força insuperável que o conduz; aleatoriamnete à sua vontade; ou a seu ego – Bloom designa essas “existências” brancas, presenças indiferentes, sem espessura: desprovidas, inclusive de ego – o homem ordinário: anônimo…. > o “conduzido”, [sempre tão útil] na maioria das vezes, sem nem saber pelo quê….. pelo mar, força divina… ; sistema: seja lá qual for a cor da força que ele foi convencido que >não tem.

    Elielson,

    Nossas luzes dançam sobre esses deuses falecidos, e assim é que estamos nos vendo.

    Quem são estes homens que querem todos os corpos, comprando grandes espelhos que imobilizam as pequenas luzes nos pés de uma estatua?

    Quem são estes homens que esqueceram a própria luz, entrando na cerca, nascendo na cerca, esperando na escuridão a solução? > Elielson

    – Incrível: parabéns!

    “Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias*;

    que é atingido pelos “próprios” pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo;

    que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

    – Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. – Pode até ser…

    – Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência “democrática” do agir. [ e do pensar]

    [ extraordinário*: > excepcional, fabuloso, fenomenal, imprevisto, inacreditável, incrível, inesperado, inimaginável, inopinado, insólito, inédito e sensacional; > / portanto: independente – “não pertencente” a nenhum “senso comum ou explicável”]

    Bjs

  30. adi, o tao não é “deus’. Tao é caminho, ou circuito. e o caminho (dao) que pode ser descrito, não é o caminho, pois ele é criado de acordo com a experiência de cada caminhante. Tipo, não há caminho fixo no daoismo por isso. há práticas básicas ‘universais’ no taoismo, práticas de casamento entre mente e corpo, o resto vai depender do caminho de cada grupo, escola, indivíduo.
    o grande ser é a mãe dos dez mil seres, sem forma, no vazio, no wuji, além do grande definitivo, a forma primal, o taiji. Logo, o caminho, ou circuito (dao) não se importa com ela (“deus”), pois todos caminhos retornam à ela. Por exemplo, todo mundo que morre retorna à ela de qualquer jeito de forma inconsciente, como no sono profundo. Já o alquimista taoístas ao criar um corpo de shen, eletromagnético, imagine ai as forças fracas, bosons, sendo controlados pela mente e corpo físico treinado, enfim, já o alquimista taoísta retorna à ela de modo consciente, em um novo sonho, nova vida, como um “imortal”/xian.

    dao é caminho, e todos caminhos levam à fonte, do caminho do cristão, do budista, do ateu cético caricato, do hindu, etc, todos. A questão é, uns tem a curiosidade de retornar conscientes, outros não. mas todos seguem o caminho, que é indefinível, um mapa que muda de mão em mão.

    os chineses não sabiam, mas estavam criando uma espécie de erisianismo menos perfeito q o erisianismo! 😀 😀 😛

    fy, definir como o lázaro freire propõe é criar limites de controle, só isso. É util em certos casos, e em outros não. por exemplo, no meu apendice intelectual, o conceito de ego que uso é o seguinte: creio que o ego é um circulo, fechado, fechando o Ser. Matar o ego e não substituí-lo por algo novo leva a loucura, doença e morte, onde concordo com o texto do lázaro freire. Agora dissolver, que é o mesmo q matar, o ego e no lugar substitui-lo, e semeando já durante o assassinato de seu ego, colocar no lugar do ego um sistema em espiral, aberto, é o objetivo da troca do pequeno eu pelo grande EU. Pois tem coisa que só um grande eu pode perceber sem pirar. Dai nem todo doente mental é alguem que perdeu o ego e ficou psicótico, as vezes acessou uma percepção maior, por qual motivo for, e o ego não tinha estrutura para dar coerência às informações recebidas/acessadas, mas psicanalise, psicologia não parece dar atenção a essa possibilidade.

    E tornar o ego em algo servil é só domesticá-lo, óbvio que um hindu, de tendência misógina, como ramakrishna prega isso. um ego domesticado e servil serve a quem? Ao menos, aqui concordo com o Frei Nando, um ego espiritualista domesticado serve ao sistema em que se encontra. Dai eu sempre ficar com as críticas à não-violência feitas pelo Aurobindo.

    Agora um Ser livre e em expansão serve a quem?

    psicanalise e ken wilber são coisas que seguram a expansão, e nada contra isso, desde q esse povo não vá além do quintal deles, oq infelizmente ocorre com cada vez mais freqüência, com tb é o exemplo dos darwinistas hardcore irem além do quintal aleatório deles, sendo q como teoria do caos explica, só há caos e aleatoriedade em um lugar, na palavra caos, no nome da teoria do caos! 😀 😀 mas tudo isso é compreensivel, pois são pessoas, os psicanalistas e os wilberianos, que querem ajudar os que perderam parte da coerência entre a percepção pessoal e a realidade coletiva por vários motivos, do trauma, a problemas biológicos à busca esotéria, etc, pois trocar um círculo por uma espiral é para poucos, pois muitos resolver caminhar em espiral, mas levando consigo um mapa escrito por egos domesticados, ou seja, acidente na tangente.

    No final toda busca no jogo do “conheça a si mesmo” é uma loteria de loucos mesmo. E palavras servem para tudo, menos ajudar aqueles que buscam experimentar o grande mistério, seja por 1 segundo, seja por uma vida.

  31. Fy said

    Agora dissolver, que é o mesmo q matar, o ego e no lugar substitui-lo, e semeando já durante o assassinato de seu ego, colocar no lugar do ego um “sistema em espiral, aberto” , > é o objetivo da troca do pequeno eu pelo grande EU.

    – pois é! isto é o que o Lázaro chama de deslocar, > mas o que eu achei importante, Guako é a ressalva sobre o uso indiscriminado da palavra;

    E tornar o ego em algo servil é só domesticá-lo, óbvio que um hindu, de tendência misógina, como ramakrishna prega isso. um ego domesticado e servil serve a quem? Ao menos, aqui concordo com o Frei Nando, :

    um ego espiritualista domesticado serve ao sistema em que se encontra. Dai eu sempre ficar com as críticas à não-violência feitas pelo Aurobindo.

    pois trocar um círculo por uma espiral é “para poucos”, pois muitos resolver caminhar em espiral, mas levando consigo um mapa escrito por egos domesticados, ou seja, acidente na tangente.

    Agora um Ser livre e em expansão serve a quem?

    – Com certeza a ninguém > e com certeza passa a ser um “ser útil”.

    Bjs

    – aiaiai: deixa eu colocar algumas referências que eu esqueci:

    http://www.scribd.com/doc/12296533/Deleuze-Logique-Du-Sens

    http://blogs.myspace.com/index.cfm?fuseaction=blog.ListAll&friendId=88436364&page=2

    Bjs

  32. adi said

    Fy,

    “[ pois é, na minha opinião “sem” “ego” não há “eu” possível, veja como penso adiante em meu coment ]”

    Bem, foi desnecessário citar Lázaro Freire, visto que o Lúcio sempre nos falou que a morte do ego é uma metáfora, e que de fato, é a consciência que se desloca do núcleo egóico, para o Self que é o núcleo arquetípico.

    Eu também não disse que podemos viver sem um ego, sem um sentido de “eu”, você pode inclusive observar isso no post sobre a travessia do abismo de Daath, principalmente nos comentários, onde foi exposto que na ausência de um “eu” como referência, a consciência se perderia em seu próprio inferno astral, possuída e invadida por conteúdos psíquicos, levando a loucura.

    “Qualquer impasse, divergência ou questão que se apresente – recorremos ao “ego”. – sim, sem dúvida, …sem ele estaríamos todos iguais; e loucos.”

    Fy, não sei se sempre fui clara na maneira em que coloco minhas opiniões, mas o que sempre escrevi aqui, ou pelo menos tentei passar, é que o ego é um núcleo que organiza, filtra os conteúdos conscientes e inconscientes, e que dá a noção de ser um “eu”em separado, e claro, isso tudo é imprescindível para nossos relacionamentos tanto externo como interno, e que isso é absolutamente necessário para a consciência que no nascimento acabou de se separar do inconsciente e que precisa se desenvolver, absorver a existência, o sentido de Ser, pra numa posterior fase da vida, retornar ao inconsciente de onde saiu, só que agora consciente… e pra isso acontecer, precisa se “desidentificar” da noção de ser um eu, precisa quebrar os condicionamentos todos que constituem o ego. É como quebrar a casca de um ovo e nascer novamente. Mas o ego sente essa transformação como ameaça terrível, e pra ele soa como aniquilação e morte, e vai se prender ainda mais, lutar com todas as forças, gerar medo… e é exatamente nesse sentido que o ego se torna o opositor ao processo de individuação, ou de transcendência como foi citado pelo Lázaro.

    “Muitas das referências das quais vc se utilizou, pra mim são conquistas; jamais um força invisível que nos conduz como marionetes impotentes.”

    Bom, nesse caso, se conquista o quê?? se conquista a “força, a natureza, a vida, a potência”??. Quem conquista isso?? o ego?? o que ele se torna, um eu divino???

    Mas, essa é minha simples e pequena opinião, por enquanto, pois eu sei que tudo é constante movimento, e quando não acompanhamos esse movimento da Força/potência/energia espiritual que não podemos ver, e que rege a vida, independente de acreditarmos ou não; a coisa toda paraliza, prende, estagna e vira casca vazia, conceito que prende, condicionamento de uma mente viciada na mesmice, e isso vale pra todo mundo, independente de ser conceito religioso, filosófico, psicológico, científico, etc, etc, etc..

    adi – do lar 🙂 🙂 :), mãe; criadora do ??? humm, deixe-me ver??? ah, não criei nada sozinha, acho que a unica criação foi em parceria, minha filha ;),
    que mais…, ah! e blogueira aqui no Anoitan. 🙂 🙂 putz, desculpa aí…

    kkkkkkk

  33. adi said

    don g.,

    “adi, o tao não é “deus’. Tao é caminho, ou circuito. e o caminho (dao) que pode ser descrito, não é o caminho, pois ele é criado de acordo com a experiência de cada caminhante. Tipo, não há caminho fixo no daoismo por isso. há práticas básicas ‘universais’ no taoismo, práticas de casamento entre mente e corpo, o resto vai depender do caminho de cada grupo, escola, indivíduo….”

    Bacana isso sobre o Taoísmo, hoje a tarde estava procurando material na net sobre isso, porque fiquei interessada em conhecer mais sobre esse caminho.

    “dao é caminho, e todos caminhos levam à fonte, do caminho do cristão, do budista, do ateu cético caricato, do hindu, etc, todos. A questão é, uns tem a curiosidade de retornar conscientes, outros não. mas todos seguem o caminho, que é indefinível, um mapa que muda de mão em mão”

    Lindo isso, e é exatamente nisso que acredito também, todos os caminhos levam à fonte, cada qual apropriado ao gosto do freguês. 😉

    “No final toda busca no jogo do “conheça a si mesmo” é uma loteria de loucos mesmo. E palavras servem para tudo, menos ajudar aqueles que buscam experimentar o grande mistério, seja por 1 segundo, seja por uma vida.”

    É isso mesmo, meio loucura essa busca, esse caminho que se faz ao trilhar, essa coisa que só pode ser percebida em cada um, que palavras são bobas e traiçoeiras, que causam confusão… mas que vale a pena cada passo…

    bjs

  34. adi said

    Agora guako,

    Que livro legal vc me indicaria sobre a Alquimia Chinesa, mas em português, porque meu inglês é merréquinha pra entender termos de alquimia.

    brigaduu.

  35. Mob said

    Guakyto,

    >No final toda busca no jogo do “conheça a si mesmo” é uma loteria de loucos mesmo. E palavras servem para tudo, menos ajudar aqueles que buscam experimentar o grande mistério, seja por 1 segundo, seja por uma vida.

    É isso. Uma loteria de loucos. Surfe no caos. Derisão do caos.

    Pra mim isso que vc chama de grande mistério no final das contas é uma questão de humor. Ou bem você ri ou bem vc chora.
    Outro dia vc falou nos desenhos animados. Tive um professor de física peculiar. Dizia que alguns desenhos traziam uma sabedoria de vida que nenhuma outra mídia era capaz de trazer.

    Porque a criança que observa e entra nos desenhos não sabe a diferença por exemplo entre ego e não-ego. Entre Samsara e Nirvana. Entre o Dao e as dez mil coisas. A criança é criança e humor é puro nela, não traz as dissensões e amarguras “próprias” da idade.

    Tudo isso que vc chama de loteria de loucos (coisa de europeu, digamos assim) é uma tentativa de de dissipar essa falta de conexao crônica com o humor, com a alegria do corpo, que nasce livre. Essa loteria é a doença tentando curar a si mesma, olha que confusão.

    Abs,
    Mob.

  36. Mob said

    Adi,
    isso aqui me lembra a experiencia que vc nos contou:

    Um velho monge trapista Frei Theophane, conta a história de um Mosteiro Mágico, onde as verdadeiras dádivas da vida espiritual podem ser encontradas:

    Eu sabia que havia muitos pontos de vista interessantes, mas não queria mais as respostas pequenas; queria a grande resposta. Então, pedi ao meu mestre que me levasse diretamente à Casa de Deus.

    Eu me sentei, disposto a esperar pela grande resposta. Fiquei em silêncio o dia inteiro e boa parte da noite. Eu O olhei nos olhos e acho que Ele estava me olhando nos olhos. Tarde da noite, achei que tinha ouvido uma voz: “O que vc está excluindo?” Olhei à minha volta e ouvi de novo: “O que vc está excluindo?” Seria a minha imaginação? A voz parecia estar em toda parte, sussurrando, rugindo: “O que vc está excluindo?”

    Eu estaria ficando louco? Levante e corri para a porta. Eu precisava do conforto de um rosto humano ou de uma voz humana. Lá perto havia um corredor onde viviam alguns monges. Bati numa das celas.

    “O que vc quer?”, perguntou uma voz sonolenta.
    “O que eu estou excluindo?”
    “A mim”, ele respondeu.
    Bati na outra porta.
    “O que vc quer?”
    “O que eu estou excluindo?”
    “ A mim.”
    Bati na terceira cela, na quarta, tudo a mesma coisa.
    Pensei: “Eles só pensam em si mesmos.” Saí do prédio, desgostoso. O sol estava nascendo. Eu nunca havia falado com o sol, mas perguntei: “O que eu estou excluindo?”
    “A mim.”, foi o que o sol também respondeu. Isso me liquidou.
    Eu me joguei ao chão. E a terra disse: “E a mim também.”

    tá no livro: Depois do êxtase lave a roupa suja, Jack Kornfield

    Bjs,
    Mob.

  37. é isso ai, gideão! 😀 😀

    gugudadá, ou melhor num dou nada, gugugagá pra vc! 😀 😀

  38. adi said

    Salve Mob,

    “tá no livro: Depois do êxtase lave a roupa suja, Jack Kornfield”

    Fantástico, exatamente isso!! volte pra vida, pra sua realidade, e coloque em prática em si-mesmo, no dia-a-dia, no seu viver, e seja feliz como uma criança…. nossaa!! se isso acontecer já não é uma grande coisa?? pra mim é.

    beijitos,
    adi

  39. adi, em português, de alquimia china mesmo, pelo q sei só mesmo os do mantak chia. por exemplo, homens, isso é lei no nagualismo tolteca tb, devem aprender a gozar sem ejacular, e as mulheres, naturalmente param de menstruar. sério mesmo! 😀 e o não ejacular masculino é aprender a ter orgasmo feminino, q pelo q descrevo pra minha companheira, é bem parecido com os dela! 😀 😀 😀 e como o grego q virou mulher pra saber qual é, na boa, ter orgasmo de mulher é sacanagem de maravilhoso!:D 😀 😀

    o tao e longevidade é dum monge shaolin, um “mestre realizado” reconhecido por toda china, menos pelo governo comunista, pois ele é ativista pró-taiwan! 😀 MAS, como bom budista shaolin é devoto de seus votos, e segundo ele, chikung, q recebeu esse nome em 1956, ou 1957 num lembro agora, mas dao yin (caminho rumo ao feminino 😉 ) que é o principio de toda alquimia china é considerado algo materialista pelo mestre nan huai chin.

    em português só os do mantak chia mesmo pelo q sei.
    o ideal é praticar, se quiser praticar, claro, a órbita do microcosmo, eu pratico o pequeno universo mais a meditação do arco-íris do chuniy lin, q é o nível 4 do meu caminho de dao yin, mas são a mesma coisa, com complexidades diferentes, que é o ato de circular o chi pelos meridianos principais nos vasos governantes e nos vasos maravilhosos.

    o Porta para Todas as Maravilhas: uma Aplicação do Tao Te King, é legal, pois ele ali apresenta a visão do taoísmo religioso, além de conter uma tradução da mais antiga versão do daodéjing, melhor q as traduções, digamos, “cristãs” que existem por ai.

    o livro Tao Yin do mantak chia explica a versão da escola q ele segue pros exercícios de revitalização e fortificação do ser, pois só depois, isso no taoísmo, só depois de ter um corpo forte e revitalizado que a mente estará forte e revitalizada para seguir ao processo de união, mas enquanto vivo!:D, com a fonte.

    e o principal exercício é o de circular o chi. o mantak não prega fazê-lo em lotus total como outras escolas ensinam, mas pode-se fazer o dele em lotus total, mesmo com ele circulando o chi pelas pernas em uns exercícios tb, é q em lotus total, a pressão no sacrum é federal e a vibração ali acorda a coluna vertebral com mais potencia, enfim, o exercício de circular o chi, q até laolao tsétsé deixava claro ser o fundamento do casamento da mente e corpo abrindo-ao espírito vc acha aqui:

    dábliu.dábliu.dábliu .horizontevertical.org/2009/01/alquimia-interior-taosta.html

    e se tiver a fim de torrar uns tostões para aprender o método mantak, tem o healing tao no brasil, q não sei como anda hj em dia.

    mas resumindo já, o processo é de pegar o jing, energia gerativa, criar shen, energia ativa, sendo jing composto por mais ying e uma gota de yang e shen o contrário, e com isso ir acumulando-o no dan tien inferior, sendo dan tien os calderões no corpo, e com isso vai-se amolecendo, sério, parece piada mas é real! 😀 :D, vai-se amolecendo o topo da cabeça, para só então “despertar a kundalini” que é o processo do shen, q é espiritualidade negativa unir-se ao jing lá no wuji, vazio, que é a espiritualidade positiva, ou seja, começa com jing em baixo e termina-se unindo-se com jing lá no topo, um sistema recursivo, com certeza, e ainda no esquema doq tá embaixo tá emcima! 😀

    as variações são gigantes, tem o esquema do dr.yan xin, q moveu particula subatomica, ressuscitou cachorro morto em harvard! :D, mas os exercícios de alquimia mesmo ele não divulga e quem aprende faz voto de silêncio, ele só deixa rolar por ai os de cura e saúde. tem o esquema nei dan de mo-pai, a inspiraçào pros jedi do tio george, tem o nei dan dentro da arte marcial bagua chang (punho dos oito trigramas), e por ai vai, mas em portugues só conheço mesmo as traduções do esquema do mantak chia

    Ah! fiquei sabendo q o kingmob tá traduzindo uma versão do esquema do charles luk e vai postar em pdf no scribd, mas não sei se é verdade! 😛

    abs.
    .g

  40. pois é! isto é o que o Lázaro chama de deslocar, > mas o que eu achei importante, Guako é a ressalva sobre o uso indiscriminado da palavra;
    —-

    aqui só discordo com a idéia de deslocar, pois não há possibilidade de volta. há a “destruição” do solo em q vivemos antes. é como tio buda, o primeiro do budismo, diz, que não começar o processo é um erro, mas começar e parar no meio é a grande cagada cósmica, pois não há mais para onde retornar. Ou como colocaria castaneda no seu nagualismo não-tão-tolteca, ixtlan.

    o bagulho, quando real, é radical pacas, sem retorno, logo sinto q a palavra “deslocar” é pequena para a intensidade do bagulho todo.

    dai eu sentir q psicanalise, psicologia, e afins, servem pra ajustar às pessoas a vidas menos piores nos sistemas vigentes, mas de nada entendem do processo maluco de transformação total da mente, corpo em espírito vivo.

  41. adi said

    Olha, super bacana, e não sei porque (tirando fora sua propaganda, rsrsrs) me interessou bastante Alquimia Chinesa.

    ” mas resumindo já, o processo é de pegar o jing, energia gerativa, criar shen, energia ativa, sendo jing composto por mais ying e uma gota de yang e shen o contrário, e com isso ir acumulando-o no dan tien inferior, sendo dan tien os calderões no corpo, e com isso vai-se amolecendo, sério, parece piada mas é real! , vai-se amolecendo o topo da cabeça, para só então “despertar a kundalini” que é o processo do shen, q é espiritualidade negativa unir-se ao jing lá no wuji, vazio, que é a espiritualidade positiva, ou seja, começa com jing em baixo e termina-se unindo-se com jing lá no topo, um sistema recursivo, com certeza, e ainda no esquema doq tá embaixo tá emcima!”

    Esse processo aí em cima é o mesmo utilizado por Lao Tsé? ou melhor, é o mesmo que vc citou no parágrafo anterior??

    Vou ler essas fontes que vc indicou e entender melhor pra não ficar te pentelhando, mas só mais uma pergunta: como vc percebe qual das suas energias é yin ou yang? porque como vai juntar específico tipo de energia no básico? por acaso é também um processo imaginativo junto com os exercícios?

    ” Ah! fiquei sabendo q o kingmob tá traduzindo uma versão do esquema do charles luk e vai postar em pdf no scribd, mas não sei se é verdade! ”

    Seria maravilhoso. Mas se ele não se importasse, pelo menos umas palinhas em forma de post aqui no Anoitan, já seria ótimo.

    Valeu viu guako.

    bjs

  42. Esse processo aí em cima é o mesmo utilizado por Lao Tsé? ou melhor, é o mesmo que vc citou no parágrafo anterior??
    ——————————

    é. lao tsé pratica o pequeno universo q é a tradução literal do q o mantak rebatizou, pra melhor entendimento pra ocidentais como nós, como órbita do micro cosmo.

    na tradução mais antiga, q tem no livro do mantak q citei, fica até mais claro isso.
    ————

    como vc percebe qual das suas energias é yin ou yang? porque como vai juntar específico tipo de energia no básico? por acaso é também um processo imaginativo junto com os exercícios?

    yin é frio, as vezes é pesado, pesado não, melhor, denso, yang é quente, leve, mas veloz, e as vezes uma sensação de formigamento elétrico, e a mistura das duas no dan tien é uma sensação de frescor, leveza, mas leveza calma.

    na verdade num é imaginativo. se vc praticar e começar a sentir seu rosto se mover sozinho, choques pelo corpo, não se assuste, é o chi desbloqueando os meridianos, q batem com as áreas de mais colágeno no corpo, q é propenso a fluir protons por vc.

    a gente imagina, dependendo do estilo de chi kung, cores, imagens, cenas, depende do estilo q se pratica, e a sensação do chi fluindo vem sozinha. no início é alta, depois com o tempo diminui, dai aumenta, dai diminui, até quando, pode parecer demência! 😀 😀 até quando vc sente q more num mar de chi, sabe ficar de baixo da água e andar e mover as mãos e sentir a “pressão” no rastro do movimento? é a mesma coisa, só q ao contrário da água, vc fica mais serelepe, mas ágil, é um bagulho q só quem experimenta entende, e num to com papo de traficante não, 😀 😀 :D, é q realmente é uma mudança na percepção e interação com as coisas e pessoas.

    dá pra mover pessoas na fila do supermercado tb! 😀 😀 q é divertido. 😀 😀 mas isso leva uns anos de cultivo! 😀 😀

    vou deixar um vídeo, em ingles, mas as imagens são auto-explicativas, do que é o chi em ação.

    tipo, não se imagina o chi, sente-se. Não é criado pelo desejo da mente, a mente é ensinada a participar de algo maior, do universo. Quanto mais abre-se ao universo, mais o chi é percebido e sentido. Atualmente vou na crença de que o chi tem algo a ver com as forças fracas da física, saca, tipo boson, etc. mas o chi é o movimento da consciência que, como gosto de chamar, consciência que sonha todos os sonhos em sincronia, logo, o chi é o movimento q cria as forças fracas da física tb, logo, uso só como exemplo ilustrativo mesmo! 😀 😀

    o chi estaria próximo do “campo” que mantém o espaço-tempo dançando.

    mas quanto mais eu explicar a porra, mais confuso vai ficar! 😀

    a visualização e imaginação servem para desligar a mente racional epermitir q o “cérebro emocional” acesse e estimule-se nesse “campo”.

    chi é um bagulho radicalmente maluco pelo ponto de vista mecanicista ocidental. compara-se com prana, principalmente pelo nome chi kung (cultivo de ar/energia/vitalidade) mas o prana é algo especifico, e o chi é algo sem forma, como o movimento no campo onde tudo se cria, destroi, recria-se, infinitamente.

    é viciante pra quem experimenta. 😀 😀 e é parte essencial da alquimia taoísta, pois é acumulando-se chi que se fica grávido de si mesmo! 😀 😀 mas isso vc aprende se for estudar a alquimia, pra num ser chato e tirar as surpresas mais legais do bagulho (agora sim, papo de publicitário traficante! 😀 :D)

    abs,
    .g

  43. exemplo de chi.
    w w w .youtube.com/watch?v=0W1ym3yggR4

  44. ops! video errado.
    só pra redimir, um exemplo de uso real de taijiquan pra luta! 😀
    w w w.youtube.com/watch?v=lYCX1va8f1w

    pra ficar fera como o crudelli leva uns 10 a 20 anos de prática diária.

    agora o crássico vídeo de uso de chi, o john chang é da tradição mo-pai de alquimia interna.

    no vídeo o médico q foi testá-lo diz uma hora q tá sentindo o chi passeando pelo corpo, mas o voltimetro não marca nada, afinal, o chi num é eletricidade, e como não mediram as forças fracas, talvez esteja por ai! 😀
    w w w . youtube.com/watch?v=Aos0hnwiHt8

    e se se interessar tem o luis melo, um budista shaolin de sao paulo, ele dá exibições de chi marcial, tipo marretada na tempora, faca na lingua, etc. quando eu falo q minha companheira e todo mundo esconde martelos de mim o povo acha q é “metáfora” 😀 😀

    por isso q, agora fazendo publicidade! :D, kung fu sem chikung é pedir pra apanhar dos outros. toda arte marcial china, tirando wing chun, ao menos a versão q conhecemos, q saiu do mosteiro depois q a monja criadora passou a bola, toda arte marcial chinesa contém algum tipo de cultivo de chi para uso marcial, ou então é só balé pra apanhar de jiujitceiro. 😀 😀 😀

    mas sem compaixão no peito, adi, a porra do chi torna-se perigoso. mas vc é mulher, homens q tem tendencia de serem idiotas nessas horas só! 😀 😀 😀

    abs.
    .g

  45. adi said

    Guako,

    Assisti ao vídeo sobre John Chang, impressionante!!!

    Honestamente, achava que essas coisas era papo furado de filme de kung fu do Bruce Lee, nesse sentido mesmo de mover objetos ou de fazer fogo.

    Sempre acreditei na energia, corporal e universal, pra cura, etc…, mas não acreditava que poderia ser manipulada dessa forma…

    Bom, vc disse que prana é diferente de chi, porque chi não tem forma; só mais uma pergunta: deu pra observar que chi pode ser armazenado nos chacras, e que no corpo humano ele circula por todo o nosso campo de energia, nos meridianos ou chacras, como a circulação do sangue, então ele pode ser equiparado com a nossa aura??

    abs

  46. Elielson said

    Saber conviver bem com a solidão é importante.
    Mas quando não é necessário, pra que ficar sozinho?
    Ego…
    Sinto que pelo menos o meu é um regulador e ajustador da coesão, instrumento de estimulo da vaidade, e inventor do padrão de alcance de confiança e auto-confiança.
    Sim, é bom quando por alguns instantes me livro dele.
    Pq?
    Não sou meu ego, essa manifestação aqui pode ser, mas o ego não é meu ser, não é componente, muito menos meu ser absoluto.
    Egos formados dissolvem-se, todos eles, nem que seja na teimosia, na empáfia do acordão social, ou numa intimidade despreocupada na ameaça das relações.
    Eu pelo menos me livro constantemente dele, quando não tenho problemas em ser eu mesmo.

    Sabe…
    Livrar-se do ego seria… sentir-se a vontade.
    É um aparelho psicológico vulneravel, quando conflitante em forma de verbo é bem nocivo sim, e pode muito bem cumprir a função inferior que lhe é dita.

    Pq eu acredito muito mais em verbo que se faz carne…

    Seja verbo pra função primaria, ou pra suprimento da falta primária, ou pra dissolução da falta primária.

    Então as vezes a falta de um enfrentamento no que ataca o ego, é pior do que estar livre dele.

    Pq?

    Se vc tem os aparelhos psicológicos já absorvidos pela consciência, mastigados e digeridos, é sacanagem vc deixar alguém te humilhar e deixar ele pensar que é superior, pois não é assim que se ama, vc pode até deixar as pessoas com suas convicções, mas se os meus principios são querer o melhor para aquela pessoa, e ela mesmo assim quer meu mal, ao deixar ela estimular o ego desestimulando o meu, eu traio meus principios, pois se ela me quer mal, ela vai estar querendo mal a ela própria.

    Mas quando as palavras não tem controle de qualidade tudo fica melhor.

    Livro-me após auto-ridicularização se misturar com vaidade, ou quando a contradição é assumida em mim, e vivo a contradição, que é meu próprio ser que serve-se dos melhoramentos instintivos da nossa espécie, apenas para viver longe dos problemas que invento quando não quero enfrentar o problema.

    O ego não é nosso corpo, a unha não é nosso corpo.

    Se o ego é levado a ser, será.
    Se o zé do caixão quiser ser reconhecido por ter unhas grandes, ele será.

    A razão pra explicar comportamento, pode até ter boas considerações, mas as cartilhas da padronização já são feitas por alguém que deu seu ego para o sistema, que se fez status quo.

    Essa dissolução não precisa sair do corpo em forma de poluição verbal, ela pode ficar no corpo mesmo, mas só vai ser util quando a sinceridade não topar com o orgulho, quando a sinceridade estiver baseada unica e exclusivamente na minha auto-critica, e em tudo que eu estou disposto a morrer abraçado.

    As vezes o empecilho do entedimento vem como: ESTAMOS AQUI POR QUE ALGUÉM ESTEVE LÁ OU ESTARÁ.
    Calma, digo pra mim mesmo, eu estou aqui.
    Quem estava lá que estava aqui?
    Quem pode estar lá que vai estar aqui?

    Teu ego vai querer ajudar o mundo?
    Vc vai querer ajudar o mundo querendo se ajudar?
    Daí prepare-se, é mais dificil do que parece.
    Vão dizer que é pelo teu ego que vc está fazendo isso.
    Daí só eliminando ele pra não ligar pros outros.

    Nudez nua da nudez.

    Daí sim… começa a sondagem.

    Me agrado com o que acho pra mim, e me agrado com que acham pra vcs.

  47. Honestamente, achava que essas coisas era papo furado de filme de kung fu do Bruce Lee, nesse sentido mesmo de mover objetos ou de fazer fogo.
    —————–
    com todo respeito ao bruce lee, ícone, ele nada sabia de chi. Ele criou o jeet kune do, uma arte marcial mecânica. Ele era aluno, um dos melhores, em wing chun, q foi criado por uma monja, mas q, por mais q seja eficiente, é uma arte sem manipulação de chi.

    Jas os filmes clássicos e os romances clássicos chineses, bom, são todos inspirados na “lendas” daoístas.

    por exemplo, o mestre que criou, por mais q a lenda seja outra, a de q ele recebeu a arte, o mestre q criou o bagua chang, segundo as “lendas” levitava big time! 😀 😀
    —————–
    Sempre acreditei na energia, corporal e universal, pra cura, etc…, mas não acreditava que poderia ser manipulada dessa forma…
    —-
    comigo foi o contrário, sempre acreditei em chi marcial só e eu era bem racional. Dai com o “milagre” e a visão que tive com um evento trágico com meu irmão, q tá vivo e super bem hj, ali o tilt se deu! 😀 e tipo, me senti um merda por ter me dedicado a adolescencia pra aprender a espancar mané e não poder ajudar meu irmão, foi quando, já q médicos diziam q meu irmão seria retardado pra sempre e meio vegetal, foi quando eu falei pra mim mesmo q, na “visão” e no tilt q tive eu compreendi q tudo é energia em combinações diferentes, deveria haver algo pra curar meu irmão, e tipo, se o “milagre” que tive com ele, q é algo impossível segundo medicina, ocorreu, pq não então completar a cura?

    foi quando me afundei em alquimia china/chikung.

    e cura, cura de tudo, como chunyi lin diz, toda doença é só energia em excesso acumulada/travada num meridiano ou vários, liberando a energia ali, o fluxo natural do chi retorna. Ou como diz don juan de matus, toda doença é capricho (do ego?)

    e é tudo a mesma energia. como em joão 4:16, citando a bribia pois hj ando meio cristão, mas passa! 😀 :D, enfim deus e tudo é amor. e oq é amor (incondicional)? é um estado onde aceita-se tudo, sem julgamento, oras. Como diz o chunyi lin, não há ruim no daoísmo, há bom, melhor e excelente. 😀

    O dr.yan xin, q é o “super homem” chines, saca só, ele afetou celulas em laboratório com chi externo, afetou partículas subatômicas, fez cachorros retornarem da morte, e ele nem é tão fodão, fodão é o mestre dele q depois do dr.yan xin curar o chunyi lin, se tornou mestre do chunyi lin.

    Tipo, na china há as leituras de chi, onde o mestre lê ou fala para publico, as vezes de mil pessoas, e vai lançando chi nelas, e elas vão se curando ali.

    Por isso q me interesso por estudos como os da dra.mae-wan ho, como o conceito dela de jazz quântico e o tao da biologia! primeiro q ela é cientista honesta, principalmente por deixar claro seus objetivos e ideologias, segundo q a descoberta dela e os associados do instituto dela, da relação colágeno/meridianos/protons, da coerência nos cristais de água (q são tetraedros, ou o 2-3-4 ou 2:3 (lu yang) e 3:4 (lu yin) sendo o o menor volume possível em 3 dimensões!). São avanços ocidentais que vão corroborando a MAGIA taoísta. A idéia de que a água é a fonte de vida e que é inteligente, como há em quase todas culturas matriarcais, etc, incluindo, apesar de especulativo, a índia dravidiana anterior a invasão ariana.

    E é uma “medicina”, a taoísta, super gentil, pois tirar sangue, ou seja cirurgias, é tido como sacrilégio, pois expõe-se sangue, que, dai fica viagem, sangue atrai po (fantasma faminto), dai q toda tradição taoísta seguiu-se na criação de uma medicina bioenergética.

    Nós usamos bioenergias para mapear doenças no corpo, já usamos para quebrar pedras nos rins, mas ainda somos preconceituosos com a medicina radical chinesa, o qigong/chikung.

    Claro q mestres REAIS, como yan xin e chunyi lin, e o primeiro mestre q chunyi lin treinou, o norte-americano Jim Nance, são raros, pois é um bagulho q leva 18 anos para ocorrer, e inclui o ato de 40 dias em “transe” sem comer ou sair do lugar para se completar o treinamento. Por exemplo, na minha cidade natal tem um rapaz, q ensina um estilo de chikung pra clientes da unimed, ele é chamado de mestre, ele é na dele, é gentil, mas não emite chi e sequer fica sentado em lotus por muito tempo. Chuniy lin e outros mestres dizem q vc reconhece quanto de energia a pessoa tem pelo tempo q ela consegue ficar em lotus. 😀 😀

    Mas a energia existe e pq não estudá-la e desenvolver métodos de ativá-la via nossa tendência a projeção via máquinas?

    Tipo, há terapeutas por ai usando já tamboras, q são instrumentos harmônicos gregos usados por pitágoras, para dar coerência à essa luz fraca, invisivel a olho nu, no corpo!! Saca as “lendas” q se receitava música como remédio na grécia antiga, pois é. Num é lenda adi! 😀 eu mesmo fabriquei uns instrumentos pré-socráticos com meu irmão, q é músico de verdade, eu sou músico diletante, mas teoricamente melhor q ele, já o meu irmão é um músico natural, mil vezes melhor q eu na hora de criar! 😀 eu sou o chato da teoria musica como ele diz! 😀 😀

    e como essa coisa de “música que cura” funciona.

    primeiro, não é música na nossa escala temperada, onde os intervalos são simétricos, todos iguais, o q gera o clássico comma de pitágoras.

    é uma música assimétrica nos intervalos, sendo q tudo ali vem do 2:3 (quinta perfeita original) e 3:4 (quarta original). E toda relação harmônica vinda desses dois intervalos assimétricos reverbera no corpo, como e pq não sei ainda, mas reverbera e retorna coerência às celulas, digo isso baseado nas pesquisas da dra.mae-wan ho e suas incríveis descobertas.

    E, o barato é q pro chines, essas duas lus representam os dois tipos de chi que compõe e dão vida a tudo, saca? o chi yang está presente no som da lu yang (q é o 2:3, ou quinta perfeita) e o chi yin está presente no som do tom, lu yin (q é o 3:4, ou quarta perfeita).

    Dai a importância da pesquisa original do drew hempel, tipo o drew perdeu uns parafusos e ainda não os reencontrou, mas ok, drew hempel realmente pescou o erro que nos mantém na merda, ao menos conceitualmente, e o matemático luigi borzacchini, por onde encontrei o trabalho do drew hempel pela primeira vez, está demonstrando com classe e cada vez mais precisão, tipo, após a descoberta do drew sobre a música chinesa, o borzacchini teve ali a base pra concluir sua crítica excelente à nossa ciencia, toda vinda da “solução” do teorema de pitágoras, e que é algo 101% desarmônico com a ecologia (realidade composta por todas nossas realidades). Dai a loucura que é nossas mentes, criadas nesse sistema desarmônico, e a loucura que está nossas civilizações, incluindo a hindu, q usava, mas conhecendo o perigo, esse conceito desarmônico.

    Agora, com o tempo só tenho tido mais e mais certeza de que nascemos perfeitos sim, por exemplo até 6meses de idade, se vc cortar o dedo de um recém-nascido, ele nasce outro dedo! 😀 até cinco anos, se vc cortar um quarto do dedo da criança nasce outro! 😀 😀 com chikung, uma vez num exercício com facas, eu cortei um pouco mais de 1/4 da parte superior de meu dedinho da mão direita, e pá, só tem uma cicatriz de leve q ficou ali, pois a porra toda se regenerou! 😀 😀 😀 com chi! 😀

    saca? há algo de muito podre nos conceitos que nos domesticam e nos tornam separados do todo.

    é como se diz no taoísmo, a civilização é fruto do SACRIFÍCIO e SEPARAÇÃO do CÉU (yang, 2:3) e da TERRA (yin, 3:4).

    e como platão dizia, a música é quem guia uma civilização. E faz sentido, oras, a música se espalha por todo o cérebro, a música é como um meta-programa guiando os programas na mente. Dai que é estranho platão ter promovido a nossa oitava, hj mais q nunca extremamente simétrica, contra a espiral da quinta, q hj virou o circulo, pois fechado, da quinta, dos pitagóricos ortodoxos.

    por isso q só ouço música em diatonica, pentatonica, e escalas china e africanas, ao menos dá pra ouvir alguns rocks e mUUUITO blues ainda, além das músicas orientais! 😀 tipo, na música clássica tb escuto os músicos que deram valor ao uso da pentatonica.

    a música q a gente ouve, silenciosamente, prepara o terreno para o q a gente pensa, e não tem nada de “gosto” pessoal ai, é um ato meio fisiológico. No livro Música, Cérebro e Extase, o pesquisador, um programador de computades, no terceiro capitulo, se me lembro bem, debocha da música pitagórica, dizendo que não importa se o cérebro prefere aquela escala ou não, como outros dizem, pois o cara do livro segue a escola de biomúsica, que é uma escola de música darwinista, onde prega-se que há evolução na música, logo, sendo a música de hj mais evoluida que a do passado. ok. só q a música africana não pode ser totalmente computada por máquinas, pois máquinas, e nossa música evoluida de hj, se prende ao dogma do anel comutativo, e a música antiga se prende ao conceito maluco de anel não-comutativo! 😀 😀

    o chi é associado com o som, pois como o som o chi não tem forma, e como o som (cimatics) o chi cria todas as formas… eu acho lindo essa simplicidade não mecanicista taoísta! 😀 😀

    eu sou feito de chi, vc é feita de chi, tudo e todos são feitos de chi, logo, aprender a identificar os níveis de chi das pessoas e das coisas permite, se vc acumulou chi suficiente, a ressonar no chi que nada por ai! 😀
    —————————

    Bom, vc disse que prana é diferente de chi, porque chi não tem forma; só mais uma pergunta: deu pra observar que chi pode ser armazenado nos chacras, e que no corpo humano ele circula por todo o nosso campo de energia, nos meridianos ou chacras, como a circulação do sangue, então ele pode ser equiparado com a nossa aura??
    ————–

    um ditado clássico taoísta diz, para onde a mente vai, o chi segue. Dai no corpo, onde vc foca sua consciência, o chi se intensifica, e está, nessa parte associado ao seu sangue, que navega em espiral, pro chines taoísta, navegar em espirais, em circulos dentro de circulos (termo do bagua) é como o universo vive, e ocmo as coisas saudáveis se movem, como na espiral da quinta pitagórica ortodoxa tb! 😀 😀

    então o sangue é quem guia o chi no corpo, o circulação do sangue está relacionada ao chi que compõe o corpo, mas não só o sangue, como os caminhos dos meridianos tb.

    a aura é fruto de ter chi “saudável”. quanto mais saudável o chi, mais a aura brilha. por exemplo, quem treina com o tempo pode ver luz em redor das pessoas, q talvez seja a aura, sei lá, e pela intensidade da luz percebe-se onde há bloqueios de energia tb, onde há menos luz há bloqueios, então deve ter relação sim. Saca biophotons? ou a luz coerente q as células emitem q é é 1000 vezes mais fraca q a mínima luz q podemos perceber, vai por ai tb.

    mas chi é “musical”! como em sono(bio)luminescência, onde SOM, vibração, gera LUZ e calor. 😀

    um bebê emite 100x mais ultrassom que um adulto. Um mestre REAL de chikung emite 1000x mais ultra som q um adulto! 😀

    durante emissão de chi externo, e há vários papers sobre isso por ai, percebe-se um aumento absurdo no nível de ultra som no corpo do emissor, e associam esse ultra som com o efeito de cura do chi no corpo dos pacientes.

    No final, é como diz o drew hempel, circular o chi pelos 12 pontos (idêntico aos nós na música pitagórica!) é como treinar seu corpo como um instrumento musical, um monocórdio biológico! 😀

    Saca, ultra som tá lá, na medula óssea, nos mantendo saudáveis. Ultra som afeta o nervo vagus e o centro do cérebro como nada mais afeta, a gente vai pegando os pedaços e vai entendendo, via mente ocidental, que o universo é algo meio musical sim, que chi é a música invisível “das esferas” e que é mais q hora de acordarmos para essa música que permeia tudo e nos torna a todos um grande organismo, onde tudo afeta e reverbera em tudo, para o bem (harmonia) e para o mal (desarmonia).

    pra mim num tem nada mais radical q o caminho que topei na vida e me obrigou a rever todo o mundo conceitual ocidental que me educou para me sentir uma particula separada do todo, uma partícula frágil e mundana, um ser solitário, preso dentro de minha “mente”, quando na real é o oposto de tudo isso, não sou solitário, não sou mundano ou frágil perante a natureza assustadora, sou parte dela, parte da divindade musical q vivifica tudo e todos, assim me espalhando mais e mais em mim e além de mim. mesmo em meu período de ativismo babaca, politicagens babacas, mindfuck na web, nada nada disso foi ou é tão radical como saber que “estou no universo vivo, o universo vivo está em mim e eu e o universo nos combinamos”. 😀 nada!

    abs.
    .g

  48. ah! e quanto ao bruce lee, é só olhar o biceps dele! 😀 😀 quem quer soco veloz e forte não tem biceps daquele tamanho, é o oposto, o biceps é pra puxar, pra empurrar o braço usa-se o triceps, q geralmente é grandão em artistas REAIS de kung fu, sério. Bruce tinha o q chamo de corpo helenístico! um artista marcial chines tem corpo dórico ou jônico! 😀 😀 mas bruce fez filmes divertidos, como aquele em q o cara ao quebrar parede de madeira, fica, como desenho animado, a marca do formato do corpo ali! 😀 😀 genial! 😀 Por sinal, bruce lee morreu devido ao haxixie q ele comia ao extremo, ok, q comer haxixie é tradição taoísta em certas escolas, MAS tem-se nisso uma alimentação específica e a prática de chikung.

    Bruce lee se orgulhava de quase zero gordura no corpo, não meditava, e ainda mascava thc, q vai pra gordura do corpo, dai o cérebro dele ter inchado como inchou, afinal, é só gordura elétrica, e pelo visto era a maior quantidade de gordura q ele tinha. uma pena. mas ao menos um exemplo de overdose via thc 😀 😀

  49. Fy said

    Adi,

    – Bem, foi desnecessário citar Lázaro Freire, visto que o Lúcio sempre nos falou….

    – neste caso, seria desnecessário falar qualquer coisa sobre ego: além do Lucio, temos Jung, etc : na ponta da língua. Qualquer coisa que se tenha dito aqui sobre ego ou qualquer outro assunto: foi mera citação, repetição, cada um de acordo com sua leitura, interpretação, vivência e conhecimentos;

    O que ocorre, Adi é que as interpretações variam, principalmente quando procuramos o diálogo; que é a finalidade de um blog.

    Se não for esta a finalidade, – melhor especificando, – senão houver disposição para ouvir opiniões diversas da que expomos, como a Sem deixou claro em seu comentário acima, em relação a minha pessoa; pra mim, o que estamos fazendo aqui, perde totalmente o sentido; – deixa de ser diálogo, troca de opiniões,> bem lembrado pelo Guako no outro post; – e passa a ser doutrina.

    – Bom, nesse caso, se conquista o quê?? se conquista a “força, a natureza, a vida, a potência”??. Quem conquista isso?? o ego?? o que ele se torna, um eu divino???

    – Depende do que você entende por “eu divino”. – ou por “se tornar” um eu divino.

    A fôrça, a natureza, a vida e a potência – com certeza são conquistas contínuas. Aliás, não é difícel perceber o quanto perdemos a consciência de tudo isto e que estamos perdendo tudo isto tb continuamente – Mas, não sem ego, na minha forma de compreendê-lo. Aliás, nestas conquistas contínuas, o papel do ego é importantíssimo.

    E como tudo é uma questão de leitura, eu separei uns trechos do Wilber – tb bem lembrado pelo Guako, – …e que, talvez tambem seja tão desnecessário qto repetir os conceitos de Jung, ou de Campbell, ou de quem queiramos discutir, – mas, como tb acho extremamente gentil dividir os diversos embasamentos de nossas opiniões, veja como existem diferenças, sim, na forma de apresentar o conceito de ego:

    A Ausência de ego – Ken Wilber

    – Justamente porque o ego, a alma e o Eu (Self) podem estar presentes ao mesmo tempo, não será difícil entender o sentido verdadeiro de “Egolessness, no original.’);” onmouseout=”nd();”>ausência do ego” – expressão que tem causado imensa confusão.

    Ausência do ego não significa a ausência de um eu (self) funcional (o que seria próprio de um psicótico e não de um sábio); significa que não estamos mais “exclusivamente” identificados com aquele eu.

    Existe certa verdade na noção do transcender o ego: não significa destruir o ego, mas, sim, conectá-lo a alguma coisa maior. Como afirma Nagarjuna, no mundo relativo, atman é real; no absoluto nem atman nem anatman são reais. Assim, em nenhum caso annatta corresponde a uma descrição correta da realidade.

    O pequeno ego não se evapora; permanece como o centro funcional da atividade no domínio convencional. Como eu disse, perder esse ego significa tornar-se um psicótico, não um sábio.

    “Transcender o ego”, significa, pois, em verdade, transcender mas “incluir o ego” num envolvimento mais profundo e mais elevado, primeiro na alma ou psiquismo mais profundo, depois na Testemunha ou Eu superior e, então, após a absorção nos níveis precedentes, envolver-se, incluir-se e abraçar-se na radiância do Um Sabor.

    E isto não significa, portanto, “livrar-se” do pequeno ego, mas, ao contrário, “habitar nele plenamente”, vivê-lo com entusiasmo, usá-lo como veículo necessário, através do qual as grandes verdades podem ser transmitidas.

    Alma e espírito incluem o corpo, as emoções e a mente; não os eliminam.

    – [ mas, me parece difícel esta noção do Wilber qdo entendemos o “ego” como vc interpreta :

    e pra isso acontecer, precisa se “desidentificar” da noção de ser um eu, precisa quebrar os condicionamentos todos que constituem o ego. É como quebrar a casca de um ovo e nascer novamente. Mas o ego sente essa transformação como ameaça terrível, e pra ele soa como aniquilação e morte, e vai se prender ainda mais, lutar com todas as forças, gerar medo… ]

    Grosseiramente, podemos dizer que o ego “não é uma obstrução ao Espírito”, mas uma radiosa manifestação do Espírito. Todas as Formas não são senão o Vazio, inclusive a forma do próprio ego.

    Não é necessário livrar-se do ego, mas, simplesmente, vivê-lo com a certa intensidade.

    Quando a identificação transborda do ego no Kosmos em geral, o ego descobre que o Atman individual é, de fato, da mesma espécie de Brahman. O Eu superior não é, em verdade, um pequeno ego, e, assim, > no caso de estarmos presos ao nosso pequeno ego, a morte e a transcendência são necessárias.

    “Os narcisistas são, simplesmente, pessoas cujos egos “não são” ainda suficientemente grandes para abraçar o Kosmos inteiro e, para compensar, tentam tornar-se o próprio centro do Kosmos.”

    Não queremos que nossos sábios tenham grandes egos; sequer desejamos que exibam qualquer característica evidente.

    Sempre que um sábio se mostra humano – a respeito de dinheiro, comida, sexo, relacionamentos – sentimo-nos chocados, porque estamos planejando fugir inteiramente da vida, e o sábio que vive a vida nos ofende.

    Queremos estar fora, queremos ascender, queremos escapar, e o sábio que assume a vida com prazer, vive-a totalmente, pega cada onda da vida e surfa nela até o fim – nos perturba e nos assusta intensamente, profundamente, porque significa que nós, também, deveríamos assumir a vida com prazer, em todos os níveis, e não simplesmente fugir dela numa nuvem etérea, luminosa.

    Não queremos que nossos sábios tenham corpo, “ego”, impulsos, vitalidade, sexo, dinheiro, relacionamentos ou vida, porque essas são coisas que habitualmente nos torturam e queremos vê-las longe de nós.
    Não queremos surfar as ondas da vida, queremos que as ondas desapareçam.

    Queremos uma espiritualidade feita de fumaça.

    O sábio completo, “o sábio não-dual” está aqui para mostrar-nos o contrário.

    Geralmente conhecidos como “tântricos”, estes sábios insistem em transcender a vida, vivendo-a.

    Insistem em procurar libertação no envolvimento, encontrando o nirvana no meio do samsara, encontrando a liberação total pela completa imersão.
    Passam com consciência pelos nove círculos do inferno, certos de que em nenhum outro lugar encontrarão os nove círculos do céu.

    Nada lhes é estranho porque nada existe que não seja Um Sabor.

    Na verdade, o segredo consiste em estar inteiramente à vontade no corpo e com seus desejos, com a mente e suas idéias, com o espírito e sua luz. Assumi-los inteiramente, plenamente, “simultaneamente”, uma vez que todos são igualmente manifestações do Um e Único Sabor.

    Vivenciar a paixão e vê-la funcionar; penetrar nas idéias e acompanhar seu brilho; ser absorvido pelo Espírito e despertar para a glória que o tempo esqueceu de nomear.

    Corpo, mente e espírito, totalmente contidos, igualmente contidos, na consciência eterna que é a essência de todo o espetáculo.

    Na quietude da noite, a deusa sussurra. Na luminosidade do dia, deus amado brada. A vida pulsa, a mente imagina, as emoções ondulam, os pensamentos vagam.

    O que são todas estas coisas senão movimentos sem fim do Um Sabor, eternamente jogando com suas próprias manifestações, sussurrando mansamente a quem quiser ouvir: isto não é você mesmo?

    Quando o trovão ruge, você não ouve o seu Eu? Quando irrompe o raio, você não vê o seu Eu? Quando as nuvens deslizam mansamente no céu, não é o seu próprio Ser ilimitado que está acenando para você?

    Trechos de One Taste – Ken Wilber

    Bjs

  50. don guakyto said

    se o ego é parte da experiencia do espírito, fy, pq q ele te separa de uma percepção maior de tudo q nos rodeia, visível e invisível?

    considero que o ego é uma obstrução ao tal do Self q vcs tanto falam.

    Logo, o ego é limitado, e o tal do self não. E se o ego deixar de ser limitado, não deixaria de ser ego? não deixaria de ter a caracteristica maior que o qualifica como ego: seus limites?

    Não é a toa q todos q se “iluminaram” como buda, jesus, lao tse, pitágoras, dr.ian xin, chunyi lin, etc, são rodeados de fatos que hoje tratamos como lendas e invenções para “mistificar” tais figuras, sendo que tudo analisamos via nossos egos em seus jogos de karma(açÃo e reação), nosso ego, por criar limites para manter-se, tem de, primeiro, defender seus limites a ferro e fogo, e com isso impedir uma vida realmente espiritual de ocorrer.

    Eu pessoalmente considero esse argumento wilberiano mais um argumento para manter todos dentro de suas amarras, com ilusão de infinitude. outro exemplo é a crença egóica dele de q o período prenatal não é tão importante assim, sendo q, se dizendo “amigo” do budismo, ele esquece q pra buda o pre natal é rock ‘n roll tb. Enfim, é como o taoísmo ensina, a gente escreve para tentar se curar e se encontrar, não é a toa q poesia é o mais “sagrado” canal taoísta, ou poesia em prosa, meio como o elielson escreve na área aqui tb. 😉

    Claro que como wilber desmerece o taoísmo e as religiões primitivas, eu não posso aceitá-lo como verdadeiro no mundo, sempre em expansão, q existe dentro e se realiza fora de mim, mas entendo que quem tem limites para defender, como o wilber, com aquele corpão de lagartixa helenistica dele! 😀 :D, vai sempre buscar associar ego como manifestação do espírito.

    para mim, do mesmo modo q me alinho um pouco com os cristãos que entendem o mal como ausência de bem/bondade, entendo que o ego é desligamento do tao do Self, do espírito que habita, em “dez mil” formas diferentes, em todos seres com consciência de si, seres que vão do homem, q sabe q vai morrer, ao golfinho, que sabe q vai morrer, ao elefante, q não só sabe q e quando vai morrer, é capaz de atravessar um deserto todo como o da namíbia para ir morrer onde seus irmãos morreram antes. Ou todos amigos caninos que tive, que quando estão para morrer, retiram-se do convívio familiar, por mais q eu insista em ir ficar com eles, pois sou mais cão q meus cães as vezes! 😀 😀

    mais uma vez, para mim aqui, psicologia é a pior arma contra a libertação do indivíduo. É um paliativo que mantem as coisas como os “gestores imateriais” do sistema desejam, elástico, mas sempre a serviço do sistemão.

    mas estou aberto ao diálogo. 😛

    abs,
    .g

  51. Mob said

    Guakyto,
    >é isso ai, gideão!
    gugudadá, ou melhor num dou nada, gugugagá pra vc!

    =D
    Eita, que egoísmo esdrúxulo este…hahhahaha
    =D

    mob.

  52. don guakyto said

    fy, menti! 😀 😀 😀 não vou dialogar aqui por um bom tempo! 😀

    meu kit de camera hi-def, ou HD, w w w 3 .elphel.com, chegou agora pouco! e vou passar um bom tempo me divertindo montando as variações de minha camera open source com linux embedded! ok, sou chato e sempre faço propaganda do linux, a ju se irrita pacas comigo por essa mania patológica! 😀 😀

    mas pra mim outra forma de ativismo positivo, em vez de reclamar de corpse-o-rations, investir meu dinheirinho em produtos de empresas de hardware OPEN SOURCE, pois oq richard Stalmann diz eu sigo! menos usar gnome, q tentei usar até poucos meses no meu micro pessoal, mas num rola pois sou KDEfanático!! 😀 😀 😀 mas pingulino até no cu nóis aqui! 😀 😀 mais o meu novo projeto de adaptador 35mm, pois o adaptador brasileiro q comprei no inicio do ano, e quebrou pois a baionetadele veio com até DUREPOX!! 😀 :D, o Apefos, é um horror, ótica boa, mas só isso! 😀 😀

    no mais como artista usuário de linux e sem muita verba, deixo um pedido mendigo de caridade por aqui tb! 😀 😀 ai! Quem quiser me doar lentes canon FD usadas, já q não fabricam mais, meu email é seu amigo! 😀 😀 😀 oguaco@gmail.com

    abraço e divirtam-se na troca de infos!! q vou me divertir tb!

    fui-me-nos!
    .g

  53. don guakyto said

    =D
    Eita, que egoísmo esdrúxulo este…hahhahaha
    =D
    ——–

    manda seu endereço q tenho uns gibis, incluindo o do deadman com a trapezista, e um camões pra te doar, mané! 😉 😀

    abs.
    .g

  54. Mob said

    >Enfim, é como o taoísmo ensina, a gente escreve para tentar se curar e se encontrar, não é a toa q poesia é o mais “sagrado” canal taoísta, ou poesia em prosa

    Pronto, agora finalmente vc falou bonito. =D

    o gato fica preso no telhado, Miau!
    o Guaco toma chá de Qi Gong
    a lua suga imperativa
    o chi no meio do peito.

    a chuva que cai
    em lenta câmera
    é a garantia
    de maré cheia.

  55. Mob said

    >meu kit de camera hi-def,

    >a chuva que cai
    em lenta câmera

    Santa sincronicidade, Batman!
    hahahhahahahahaha

  56. Elielson said

    É bom sempre que possivel, esquecer o que se sabe e o que não se sabe, o que tem e o que não se tem, o que se pensa e o que não se pensa.

    Morrendo pra aprender a morrer e ressuscitando pra viver até a proxima morte.

    Pra mim é bom,

    Se o Ego prevalece, este eu não fica disposto pra morrer. Daí eu sempre me esqueço dele, mas agora para poder dizer algo eu to lembrando, complicado…

    A ausência do tudo da maioria deixa tudo mais interessante pra mim.

    Essas palavras aqui, são todas produto do ego.
    Uma paisagem descrita.
    Na tentativa de descrever a beleza de lugar nenhum.

  57. Fy said

    mas estou aberto ao diálogo.

    abs,

    – Adoro te ler; – não é: “adoro” que vc concorde.

    Volta logo,

    Bjs

  58. adi said

    Namastê Fyzinha,

    Vamos ao diálogo, porque adoro falar desses assuntos. (rsrsrs)

    ” neste caso, seria desnecessário falar qualquer coisa sobre ego: além do Lucio, temos Jung, etc : na ponta da língua. Qualquer coisa que se tenha dito aqui sobre ego ou qualquer outro assunto: foi mera citação, repetição, cada um de acordo com sua leitura, interpretação, vivência e conhecimentos;”

    Ah, mas o Lúcio já é de casa, de certa forma ele nos é mais próximo e mais confiável, portanto mais fácil repeti-lo… além do que, foi ele que me apresentou Jung, entre outros grandes … 🙂 🙂

    ** (aqui faltou um pedaço que está no coments abaixo)

    ken wilber: O Eu Superior não é, em verdade, um pequeno ego, e assim, no caso de estarmos presos ao nosso pequeno ego,” a morte e a transcendência são necessárias”.

    adi: contraditório, o ego afinal morre ou não morre? é radioso ou não? mas se é radioso, ou suficientemente grande, convenhamos não deve morrer… bom não entendi.

    Ken Wilber: “Os narcisistas são, simplesmente, pessoas cujos egos “não são” ainda suficientemente grandes para abraçar o Kosmos inteiro e, para compensar, tentam tornar-se o próprio centro do Kosmos.”

    adi: bom então um ego que é bem, bem, bem grandão pode abraçar o cosmos inteiro, e o pequenininho torna-se o centro do cosmos. Também não entendi, qual a diferença entre um ego que abraça o cosmos e um ego que se torna o centro? nenhuma, ele continua sendo um ego separado do kosmos. 😉

    ken wilber: Sempre que um sábio se mostra humano – a respeito de dinheiro, comida, sexo, relacionamentos – sentimo-nos chocados, porque estamos planejando fugir inteiramente da vida, e o sábio que vive a vida nos ofende.

    adi: a mim não ofende em nada, mas convenhamos, um sábio, sábio iluminado, não tem necessidade alguma de dinheiro ou sexo, porque simplesmente ele tem o mundo dentro dele. Porque isso de que o iluminado foge da vida é pura balela, a pessoa que se integra ao Todo, se integra p-l-e-n-a-m-e-n-t-e a vida, esta é a verdadeira vida, nada lhe é separado neste aqui e agora, por isso esse indivíduo de fato não tem necessidade de nada, porque ao mesmo tempo que possui tudo, nada lhe pertence… é a pura liberdade muito louca, simples assim.

    ken wilber: Não queremos que nossos sábios tenham corpo, “ego”, impulsos, vitalidade, sexo, dinheiro, relacionamentos ou vida, porque essas são coisas que habitualmente nos torturam e queremos vê-las longe de nós.
    Não queremos surfar as ondas da vida, queremos que as ondas desapareçam.

    adi; Fy, nem vou comentar, so sorry, vou parando por aqui, porque o K.W. é muito babaca, ele diz que essas coisas nos “torturam”, onde?? o que nos tortura são nossos problemas; me desculpe mesmo, mas acho que nem tem o que ser comentado porque é uma piada, só rindo. 😀 😀

    ken wilber: Nada lhes é estranho porque nada existe que não seja Um Sabor.

    Ok, então vamos tomar “sorvete” UM SABOR, porque é sempre gostoso e não engorda. 😉

    beijos no coração

  59. Fy said

    Adi,

    Vamos lá,

    adi; Fy, nem vou comentar, so sorry, vou parando por aqui, porque o K.W. é muito babaca, ele diz que essas coisas nos “torturam”, onde?? o que nos tortura são nossos problemas; me desculpe mesmo, mas acho que nem tem o que ser comentado porque é uma piada, só rindo.

    – Pois é, uma questão de ponto de vista;

    – Eu não sei, desconheço o autor destas idéias abaixo; – mas qdo vc colocou este comentário; que até hoje, sinceramente, me parece inexplicável, e sem nenhum nexo: o que é uma opinião pessoal, assim como a sua acima; – eu simplesmente, não comentei; pq não entendi nem como piada, mas achei desnecessário fazer o comentário,

    . E quando nós falamos em trindade cristã, função transcendente, caminho do meio, Deus, Tao – nós estamos basicamente falando do reino do terceiro agregador (&), ou seja, estamos no campo de eros. Mas o ‘x’ da questão, o “terceiro desagregador” – não sei quais nomes receberiam, de diabo e ilusão a tanatus, o fato é que mesmo a força mais “benigna” do universo parece ter a sua função compensadora “maligna”.”
    Excelente questão Sem. Exato, essas forças contrárias na natureza, claro, fazem parte da dualidade intrínseca de todas as coisas. Do modo como entendo, as forças agregadoras, são como o Yin, ou seja, aquilo que puxa para dentro, que prende, centrípeta ou constritiva, é negativa como polaridade, tem como símbolo a Lua, e é essa natureza da Força, ou seja, “que prende” é a que é chamada nos meios esotéricos como a “raiz” do mal no universo. Em oposição estão as forças Yang, como o calor, o fogo, como o Sol, expansiva, que busca sempre a expansão, essas forças são equivalentes ao polo positivo, ou ao bem no universo. Toda a vida contém em si-mesma os dois pólos, e ainda, até mesmo essa terceira coisa mediadora, contém em si ambos os aspectos, só que no mediador, os aspectos contrários, deixam de ser contrários, não são mais opostos. No terceiro fator mediador, bem e mal se anulam, e tudo se torna somente uma única força, que é simultaneamente ambas as coisas…. ou seja, no terceiro elemento neutro, ou do equilíbrio, ou mediador, que também é o TAO, ou consciência Cristos, o Self, Unus Mundus, enfim, a energia de acima do abismo; não há divisão, nessa consciência, bem e mal são um só, com a excessão que não há bem, não há mal, mas somente como o Arquétipo, uma força em POTÊNCIA.
    Quando é dito que Jesus, na frente do templo, ficou com raiva-ira; ainda, naquele momento, ele não havia transcendido totalmente a consciência dual, o que só acontece depois da sua morte (símbolo da morte do ego) na cruz. Já com relação a Javé-Jeova, Deus do antigo testamento, tem a mesma simbologia do Demiurgo dos gnósticos, ou seja, é o próprio sistema de aprisionamento, ou do ego.

    – O do Ken Wilber; apesar de não te agradar; ao menos foi comentável; pelo visto;

    – E sorvete, repito, é sempre muito gostoso; e o livro: One Taste do Ken Wilber; um ótimo acompanhamento. Tão refrescante quanto.

    Bjs

  60. adi said

    ai, ai… de novo cortou um bom pedaço da resposta e cá estou novamente tentando lembrar o pedaço. (rsrsrs)

    acho que foi esta parte:

    Fy: O que ocorre, Adi é que as interpretações variam, principalmente quando procuramos o diálogo; que é a finalidade de um blog.

    adi: exatamente, estamos sempre interpretando através de nossos filtros e condicionamentos cerebrais/mentais, estes que pegam a informação e reconfiguram pra moldar a nossa realidade interior, dessa forma vemos o que nossa mente quer nos mostrar.

    Fy: Se não for esta a finalidade, – melhor especificando, – senão houver disposição para ouvir opiniões diversas da que expomos, como a Sem deixou claro em seu comentário acima, em relação a minha pessoa;

    adi: oh minha linda, aqui não é nada pessoal não, mesmo, de verdade. Olha, segundo os meus filtros, meus condicionamentos, eu interpretei que a Sem está sempre aberta ao diálogo, mas na algumas vezes ela prefere evitar os confrontos, pra justo não se tornar pessoal, prezando nossa amizade, por isso ela tira o pé da discussão, mas tenha certeza, não é com relação a sua pessoa. Ainda mais você, que é briguenta, luta até a morte por suas convicções, mas é honesta naquilo que acredita ser sua verdade.

    Ó, aqui e lá fora, o tempo todo, nós não somos nossas opiniões, não somos nossas profissões, não somos nosso RG, não somos nossos títulos, não somos o que possuímos, não somos os cargos que ocupamos… estamos somente de passagem nesse caminho que muda constantemente, se desfaz e refaz num augenblick (piscar de olhos auf Deutsch), essa é a vida….

    Ai Fy, eu tinha escrito mais coisa, contra argumentando o Wilber inclusive, mas se perdeu, e agora… putz, a paixão tomou conta de mim novamente (rsrsrs), verdade!! estou muito apaixonada pela vida, pra escrever qualquer outra coisa que não seja sobre isso. 🙂 🙂 🙂

    To parecendo mó doidona drogada (só se for de felicidade), coisas estranhas que possuem o coração e me faz segurar o choro, 😉 🙂

    beijão pra todos

  61. adi said

    ” O do Ken Wilber; apesar de não te agradar; ao menos foi comentável; pelo visto; ”

    Mas claro Fy, ele afinal é o Ken Wilber, o fodão, dá pra comentar tudo, gostemos ou não…

    pelo menos eu falo de dentro de mim, dos meus mais puros e loucos e babacas sentimentos e paixão, falo de mim e por mim, daquilo que é mais secreto e sagrado… e isso ninguém tira de mim, ninguem, ninguém vai abalar isso dentro de mim, me basta por enquanto, me traz uma alegria interior que nunca imaginei sentir… o resto são somente palavras, palavras jogadas ao vento e que se desfazem ao amanhecer…

    beijão no coração

  62. adi said

    Só mais uma ultima coisa Fy,

    Você sem contra argumento apelou feio…

    não precisava disso minha amiga…

    não pra amigos…

    beijão minha querida.

  63. Mob said

    Pessoal,

    Pera lá um pouco. Acho que as coisas aqui estão, ou já vêm saindo há um tempinho dos eixos.

    São poucas as pessoas que comentam aqui no Anoitan, sempre as mesmas, e acredito que todas tem em comum o fato de estarem preocupados com questões essenciais para o bem-estar, a felicidade, etc.

    Mas muito me intriga como eu e vocês pessoas criativas e de sentimento aberto, às vezes não conseguem usar essa criatividade para o próprio bem e o bem comum. As rusgas, as rivalidades, as picuinhas, acabam tomando conta, e de repente, boom! , a vaidade fala mais alto.

    Veja bem, não há tempo a perder. E eu falo por mim. Desde que eu conheci o trabalho do Lúcio no F-A que foi aberta pra mim uma nova possibilidade de prática e estudo das relações e da vida. Então na medida das minhas possibilidades eu passei a levar aquilo a sério o melhor que podia. E foi assim também com o Anoitan que pra mim funcionou (porque eu me pus inteiro certamente, e assim nao tem como nao dar resultado acredito eu) melhor ainda que o F-A e trouxe mudanças reais e concretas na minha vida, além de pelo menos duas ou três pessoas que posso dizer de coração aberto que amo, e fizeram e fazem diferença na minha vida. Elas sabem quem são. Este o maior tesouro. Sabe se tem alguma magia, é essa. A de se por por inteiro na verdade, e de corpo e alma.

    Mas se a gente não é capaz de para utilizar melhor nosso tempo (que podia estar sendo utilizado para: trepar, cuidar dos filhos, meditar, estudar, trabalhar, qualquer coisa mais plena, mais inteira) se organizar, trocar uma ideia com a verdade como bandeira, pra quê isso tudo? Para falar das teorias e mais teorias? Putz mas isso ja nao está tão batido são sempre as mesmas relações, antagonismos e comparações, são as teorias que nos servem ou nós servimos às teorias? Tudo já foi dito, tudo -razão e contrarrazão- pode ser consumido nesse grande supermercado de ideias.

    Pera lá. Alguma coisa de essencial aqui está faltando.
    Uma direção, um foco. Parece que está tudo pela metade. Bom. Para mim a maior lição do Anoitan foi essa, a de se por por inteiro. Porque se tiver disposição para este tipo de trabalho, fica bem mais fácil.

    E isso tudo, por supuesto, eu falo pra mim também.

    bjs,
    Mob.

  64. Fy said

    Adi,

    O correto é “ninguém” tirar nada de “ninguém”. Ao contrário; o ideal é que as diferenças , qdo existem, enriqueçam. – mas já compreendi que esta é a minha opinião.

    Apelar?

    Adi, são 3 posts em que vc e a Sem não tem feito outra coisa;

    Inclusive, era só ter falado; pra que tanto trabalho, nada disto seria preciso. – entre amigas.

    Depois daquele último comentário da Sem, no post do deserto, ficou clara a posição de vcs duas. Não é qualquer alma que está a altura da de vcs.

    A minha posição também ficou clara naquele mesmo momento: a minha alma, com certeza não está – inclusive, não sou católica e nem ela.

    E por isto acho melhor vc e a Sem ficarem com o Anoitan.

    Repito, era só ter falado; nada disto seria preciso.

    Voces pensam da mesma maneira, podem conversar sobre a mesma coisa e, assim não perder tempo com comentários. A não ser comentários iguais às suas opiniões. Qualquer divergência, na realidade está atrapalhando o bate papo de vcs.

    Com certeza, penso diferente; – muitas vezes minhas opiniões não são as mesmas; e está se repetindo a mesma coisa que aconteceu com o GuaKo naquele post , meses atrás, também da Sem. – E aquilo, não me fez bem, – eu comentei, inclusive, e também não está fazendo agora.

    Só não entendi, aonde está a minha falta de argumento; ? – que argumento eu precisaria ter? se vc não concorda, – não concorda. –

    Eu jamais estranhei ou debochei deste direito.

    Só não há necessidade de desrespeito ou de deboche; – e se há dúvidas, eu também, sem a menor dúvida, tenho o direito de tê-las.

    – Eu não disse que vc apelou; – porque vc está dizendo que eu apelei?

    As palavras da Sem foram sim, ofensivas, assim como as suas – não importa a maneira como vc as está entendendo. Foram ditas pra mim.

    E porque eu haveria de querer algum tipo de confronto? Ah Adi, – confronto? Com que finalidade? – com que tipo de enriquecimento?

    Isto, sim, pra mim é diminuir; não a mim, mas o contexto inteiro, o espaço inteiro. – mas tb; é uma questão de opinião.

    Sinceramente, acho que o coração de vcs é grande demais: – tá ficando apertado:

    Ar livre

    Ar livre, que não respiro!
    Ou são pela asfixia?
    Miséria de cobardia
    Que não arromba a janela
    Da sala onde a fantasia
    Estiola e fica amarela!

    Ar livre, digo-vos eu!
    Ou estamos nalgum museu
    De manequins de cartão?
    Abaixo! E ninguém se importe!
    Antes o caos que a morte…
    De par em par, pois então?!

    Ar livre! correntes de ar
    Por toda a casa empestada!
    (Vendavais na terra inteira,
    A própria dor arejada,
    – E nós nesta borralheira
    De estufa calafetada!)

    Ar livre! Que ninguém canta
    Com a corda na garganta,
    Tolhido da inspiração!
    Ar livre, como se tem
    Fora do ventre da mãe,
    Desligado do cordão!

    Ar livre, sem restrições!
    Ou há pulmões,
    Ou não há!

    Fechem as outras riquezas,
    Mas tenham fartas as mesas

    Do Ar que a Vida nos dá!

    Miguel Torga in Cântico do Homem

    ————————————————–

    – E foi assim também com o Anoitan que pra mim funcionou (porque eu me pus inteiro certamente –

    E os que ….fizeram e fazem diferença na minha vida.

    Elas sabem quem são. Este o maior tesouro. > Mob

    Maior Tesouro > estes sempre sabem quem são.

    – Love you, Mob

  65. don guakyto said

    As palavras da Sem foram sim, ofensivas, assim como as suas – não importa a maneira como vc as está entendendo. Foram ditas pra mim.
    —————
    ui!
    o don miguel ruiz fala de que quando temos feridas no espírito ainda, se tocam nas nossas feridas, levamos a coisa toda pro pessoal. E como taoísmo fala q escrevemos pra nos mapear, nos conhecer, eu peço licença pra me divertir nesse jogo estressante com vcs! 😀

    a ofensa, fy, se houve, foi criada por vc dentro de vc ao aceitar um presente que não era pra vc. e to falando com carinho nessa merdinha com palavras com letras vindas de principio de gematria que é mais do mesmo sistema simétrico que domina nossa mente racional, talvez se vcs escrevessem em ideogramas chineses e pensassem em sons de linguagem tonal o jogo seria outro! 😀

    mas sério, saca, as pessoas negam, mas lançamos energia o tempo todo, e reinterpretamos as energias recebidas com oq temos dentro da gente o tempo todo, por isso é importante buscar alcançar a mente de principiante, de neném, para não aceitar os “presentes” energéticos errados para nossa saúde “holística”. Afinal as emoções q lançamos e que recebemos afetam nossos corpos e mentes ao mesmo tempo, logo, quem é q gosta de se machucar a toa, mesmo quando só está se defendendo e/ou machucando o próximo?

    tendo como referência minha sensibilidade de autista recuperado do autismo voluntário! 😀 😀 sinto, acessando o yoda-field-force que vc andou lançando energias estranhas aqui, a adi lançou energias estranhas aqui, mas sou só um demente meio orientalóide no ocidente racional e mecanicista e cheio de psicologias mil.

    o dia q vcs virem o mundo com o terceiro olho, a pineal e seu liquidinho produzindo DMT de modo natural, vcs vão ver q não há CERTEZAS no mundo, que tudo é ilusão, até a mais objetiva objetividade, que tudo é um jogo muito louco criado simplesmente para manter esse mistério em MOVIMENTO e EXPANSÃO.

    e que movimentos vcs querem criar com seus sonhos pessoais?

    um movimento GOSTOSO inspirado e baseado na EXPERIÊNCIA PESSOAL de vcs? ou um movimento FALSO e em necessidade de DEFESAS de CERCAS baseados em idéias de terceiros que tem a necessidade de empurrar suas “verdades” como teorias objetivas, qual o wilber? Vcs servem aos seus corações e a sua amizade ou à mente desses tipos de indivíduos?

    mas só aceitamos oq trazemos ainda dentro da gente.

    dai pegamos nosso “inventário”, termo do castaneda, nosso inventário de dados, e experiencias e usamos a q melhor serve como REAÇÃO à energia q recebemos, e se tivermos algo no nosso inventário que se case com a energia “invisível” que recebemos, nos sentimos “atingidos” e levamos a bagaça para o PESSOAL e assim mantemos o jogo da “miséria coletiva” que insistimos em CRITICAR no mundo e nos outros. 😉

    dai é importante o bom humor, a piada, a zoeira, a DIVERSÃO, o deboche, arte (deboche) na qual sou phd, :D, e principalmente não levar nada para o pessoal.

    vc está se defendendo, a adi se defendendo, e vcs vão se complicando entre vcs e dentro de vcs. E pq?

    é como o kingmob colocou, vcs servem às idéias ou as idéias servem à vcs?

    e vcs estão defendendo oq? o babaca anti-taoísmo, anti-shamanismo do ken wilber é mais importante q o relacionamento q vcs duas criaram aqui com o tempo?

    o burguês de mente pequena e muito enciclopedismo vazio, do lazaro freire, com quem me diverti pra caralho quando ele foi ser o intelectual sério e “objetivo” lá no site do menino acid e seu povo de jesus melhor q buda, mas de modo escamoteado, há uns dois anos é mais importante q a troca de afeto e carinho entre vcs duas?

    sério! oq precisa ser defendido não é real, não é sólido. E tudo é uma ilusão, um sonho sonhado pelo mistério que permeia tudo.

    paixão, idéias, leis, regras, defesas, ataques, é tudo MEDO.

    agora fiquem peladas e se abracem, ao menos no imaginário! 😀

    e se não gostaram podem me atacar tb, pois
    1.não vou ler.
    2.se eu ler não vou levar pro pessoal
    3.vou girar meu dial pro surreal e começar a avacalhar a nós todos! 😀

    loucura! 😛

    agora vou fazer meu chikung da madrugada, q tá tudo em silencio por aqui!

    inté.
    .g

  66. Elielson said

    As vezes vejo as coisas flutuando acima das crenças.
    As vezes vejo as coisas flutuando em cima de todo o universo que penso que existe, quando lembro que estou em mim.
    Mas quando lembro da sociedade, a gravidade me lembra que está tudo no chão.
    Quero mais do que minha própria vida, quero um mundo de olhares puros, pra quem ficar, depois de mim. Olhares sem dor e sem desejo.
    E se eu der sorte de poder ficar tranquilo, sem os rumores de novos choques entre o que vaza. Poderei até gastar o resto do tempo que está sendo dado como humano, caminhando por aí, sem manifestar a dor ou o desejo.
    Desejo acabar com a dor.
    Frustração histórica.
    Ambição das ambições… do ego?
    Será frustração se o for.
    Será ambição se o for.
    Dentro de mim, eu sei que é meu corpo se segurando num vendaval, agarrado num pedaço da casa.
    Mas eu posso ficar segurando, sem me desesperar.
    Essa história de dar as mãos, a história de retirar as mãos.
    A ajuda é uma tentação. Ajudas.
    Somos a realeza.
    Pedem pela própria cabeça.
    Pedem pela plebe.
    Pela vassalagem.
    Pedem por nós.
    Á nós.
    É triste aguardar o tiro de largada e além de correr sozinho, saber que não tem chegada.
    Repito, não me desespero.
    Choro de vez em quando, mas correndo.
    Do mesmo jeito que algo, é lembrado em excesso entre as impressões na paredes dos sentidos, algo, é esquecido em excesso.
    Algo.
    Sempre queimei meu filme, sabe, desde pequeno, uma boa técnica pra ver quem está do lado do bem, ou do lado da convenção atual.
    Gosto de pensar que meus traumas eram necessários, só pra deixarem de ser traumas.
    Mas por instantes, gostaria que toda a vontade de criar, criasse assim um novo começo.
    Sempre acontece quando lembro que estou em mim.
    E será que só eu vejo?
    E será que alguém vê mais nitido ainda?
    Começar e recomeçar não tem diferença nenhuma.
    Nenhumazinha.
    E não se dá nem as palavras, relevar, perdoar, aceitar, zerar ou acabar. Se pensarmos que isso não é necessário, não será.
    Nada disso é necessário.
    Nós somos necessários pro que nos fizermos necessários.
    Eu nem cogitaria a possibilidade de ser necessário pra mim mesmo, ou pra qualquer coisa, se não fosse por uma coisa.
    Dor.
    Esse é meu inimigo declarado.
    Em mim ele é contido.
    E só ele é motivo pra ir ao pó, pisar nas cobras, enfrentar medos.
    Só este meu inimigo me motiva a me preparar.
    Só este inimigo me motiva a caminhar com passos intencionais.
    As armas para matar esse inimigo, quais são?
    Nós.
    Não gosto muito de ver divisões.
    Palavrinhas chaves: Dividir para governar.
    É horrivel de tão real.
    Não se dividam, vcs sondam vcs, isso já é tudo.
    Foquem, tem muito foco por aí, tem muito direcionamento.
    Eu pelo menos dedico esse tempo ao mundo-utero.
    Até levantar o acampamento e começar minha expedição.

    Abraço no coração de vcs.

  67. Fy said

    Guako,

    Eu não tenho a menor intenção de me chatear e nem de chatear, não. Não faço a menor questão de fazer a biografia do L. Freire e nem do Wilber; – mas estou de pleno acordo com o que os dois pensam neste assunto.
    Não demonizo nem ego, nem ofensa e nem nada. Mas, é preciso espaço.

    Adoro seu taoísmo; a mãe dos 10 mil seres – Pachamama e tudo o mais que vier e que possa ser adicionado: gentilmente; – sem tratamento de choque. Pq meu ego, meu coração não batem ponto em nenhum altar; não ficaram presos em nenhum mundinho de palavras; eles reagem; e eu sou feliz assim.

    Meu ego, meu ser, meu self, seilámaisq, não é pertencido; e nem gosta destes fascismos. Por isto, ele se dispõe às suas sugestões, à outras; recebe sem impacto estas ondas que vibram doçura e estranha as que não. Não me importa de onde vc está vindo, nem se a sua bandeira é da cor da minha . Me importa sua vibe, mais do que o que vc diz; – e se vc chega como irmão ou não,- musica, Guako Bay, foi feita pra se dançar; não pra bater continência. Não estou enfronteirada em nenhum reduto de almas. – e muito menos querendo green card em alguma reserva. ….Sem idiomas, sem país.

    Nunca o L. Freire foi tão feliz em uma afirmação qto nesta em q diz que o “Ego” assume a função já ocupada pelo “diabo”… e o possuído é sempre o próximo, –

    Como eu não rezo nesta cartilha, prefiro esta: Corpo, mente e espírito, totalmente contidos, igualmente contidos, na consciência eterna que é a essência de todo o espetáculo. – Na quietude da noite, a deusa sussurra. Na luminosidade do dia, deus amado brada. A vida pulsa, a mente imagina, as emoções ondulam, os pensamentos vagam.

    E, ondulando,- é claro,… e como…, me fascina trocar um círculo por uma espiral – e se é “para poucos”, não sei; vc diz, – pra mim: é para quem é livre e não se enrijeceu.

    Vou te lendo, e aprendendo, já te falei: chego lá.

    Bjs

  68. adi said

    Guako,

    Você é muito sábio, e seu chi limpou meu coração.

    Fy,

    Me perdoa se tenho sido má com você, mesmo que inconscientemente e te magoei.

    como criança agora: dá o dedinho e vamos fazer as pazes e ficar de bem?

    beijos pra todos aqui nesse Anoitan que é muito, muito melhor que análise em consultório de psicologia. 😉

    adi

  69. Fy said

    como criança agora: dá o dedinho e vamos fazer as pazes e ficar de bem?

    Adi,

    Vc abe que eu gosto mesmo muito de vc.

    Eu sei q sabe.

    Não sei ficar de mal, não.

    Bjs

  70. Fy said

    Elielson,

    que coisa linda vc escreveu!

    Nós.
    Não gosto muito de ver divisões.
    Palavrinhas chaves: Dividir para governar.
    É horrivel de tão real.
    Não se dividam, vcs sondam vcs, isso já é tudo.
    Foquem, tem muito foco por aí, tem muito direcionamento.
    Eu pelo menos dedico esse tempo ao mundo-utero.
    Até levantar o acampamento e começar minha expedição.

    Abraço no coração de vcs.

    Bj no teu também

  71. don guakyto said

    q bom q o chi do universo vivo desbloqueiou o q havia de excesso por ai! 🙂

    agora, sou sábio não adi, sábio era o maconheiro cósmico! 😀
    viajemos momentaneamente com ele! 😀

  72. adi said

    Ai Fy, que bom, de verdade, porque eu também gosto muito, muito de você, e prezo nossa amizade demais, de todos nós aqui nesse espaço tão bonito que é o Anoitan, e te respeito sim a pessoa que você é, e te admiro do jeito que você é.

    Amanhã 10/10/09 é aniversário de um ano do Anoitan, essa criança bonita que nasceu lá das boas idéias do Lúcio no F-Alecido, e que foi cultivado e germinado por todos, mas com especial carinho e atenção dados pela Luiza e pelo Kingmob (ai, que saudades de vocês dois aqui), um blog aberto pra todos, todos sem exceção que queiram compartilhar e participar das coisas que perambulam por aqui…

    … e independente da gente concordar uns com os outros, porque isso faz parte mesmo, faz parte do crescimento dos relacionamentos, com respeito e amor, este cantinho aqui se tornou um lugar muito bom e especial pra mim também… e com certeza, mesmo que eu não fizesse parte aqui do quadro de colaboradores (rsrsrs) eu visitaria diariamente só pra ler os comentários e opiniões de todos, porque sempre achei os comentários, a parte mais interessante dos blogs.

    Bom, então é isso, parabéns ao Anoitan e a todos que
    sempre estão aqui, aqueles que só passam de vez em quando, aqueles que passam ficam um pouco e depois vão… enfim, todos estão convidados pra essa festa que é participar aqui.

    bjs

  73. Elielson said

    Rrsrsrsr,

    Bah, Guaco.

    Carl Sagan falando baleiês é show.

    Outro homem contraditório,
    Gostava tanto da cultura dos babilônios,
    mas tbm gostava de ver a babilônia em chamas…

  74. Elielson said

    Como bom chato que sou, só vim dizer que esta torta do Carl sagan provavelmente era feita de vegetais.
    Ele sabia que é melhor liberar cannabis e criminalizar carnivorismo.

    😀

    Isso deve ser algum tipo de pré-condição para o reconhecimento na sociedade intergaláctica.

  75. Sem said

    Olá para todos,

    Estive fora a semana e só agora estou me inteirando da discussão por aqui. Sinceramente não tenho interesse em alimentar nada disso aqui, só vou responder uma vez no sentido de esclarecer minhas motivações no blog, para, enfim, pelo menos de minha parte, não deixar nenhum mal entendido.

    Mas peço que me leiam com boa vontade, pois foi sempre com boa vontade que escrevi, e qualquer outra leitura que façam, sei distorcerá o significado de qualquer coisa que eu diga. E se não for pedir demais, gostaria ainda que não me respondessem… Eu não quero ser indelicada sabem, mas não vou responder a ninguém que me escreva, pois não é no sentido de diálogo que me empenho agora, é só no sentido de esclarecimento e de consideração, em dar algum retorno de minha posição frente a tudo o que foi dito.

    Não tenho muita coisa a dizer, e me questiono se vale a pena dizer qualquer coisa, se tudo isso aqui não será fala inútil, bem no sentido budista de fala inútil mesmo.

    Discussão é uma porcaria, porque nela, de todas as coisas que temos em comum, focamos nas controvérsias, naquelas poucas coisas que divergimos como se fossem elas a razão do nosso existir. Iluminamos a ferida e esquecemos de valorizar o corpo saudável. E não é nada disso, a vida não é a ferida. Eu odeio discussões, eu fujo das discussões pessoais sempre que posso, sei que é uma limitação que tenho, sinto-me esvaziada de energia toda vez que elas acontecem. Se acontecem… talvez seja carma, sei lá, eu sei que pago um preço ou o que for necessário para me afastar delas. Estar aqui envolvida nisso só prova que tenho muito a aprender e fazer diferente, não sou nenhuma alma iluminada afinal.

    Focando a diferença então, a única coisa que não entendo é quando vcs dizem que não é pessoal… pra mim tudo é pessoal e me atinge violentamente de modo pessoal. Eu sou pessoal o tempo todo e considero todos aqui, por trás das palavras que escrevem, pessoas que não estão isentas de serem parciais, de serem subjetivas, de terem cada uma o seu ponto de vista característico, de serem enfim pessoais. No entanto, não vai no meu ser pessoal, nenhum tipo de desmerecimento, pelo contrário, “ser pessoal” é dar humanidade a nossos relacionamentos, é colocar nossas ideias e opiniões em uma dimensão mais próxima da realidade-chão ou da verdade que mortais podem compreender. Agora, é claro, se vcs querem dizer com “não ser pessoal” considerar o coletivo, valorizar o Todo, procurar a verdade não nas pequenas parcialidades e sim no conjunto, então, não existe diferença nenhuma em o não ser pessoal de vcs e o meu ser pessoal. Nesse caso eu tb acho que não ser pessoal é uma qualidade a ser perseguida em qualquer discussão e afinal a única diferença entre mim e o que vcs disseram é o emprego da palavra, porém o sentido é o mesmo.

    Mas vamos lá, discussões… não tem problema elas serem acaloradas, desde que fiquem no campo das ideias e das atitudes, participo delas com o maior prazer. Também não vejo problema nenhum em como cada um dizer como se sente e naturalmente ser respeitado por isso. Agora, dizer como o outro sente, é o fim da picada… e julgamentos e comparações pessoais, mesmo entre amigos, são em geral ofensivos, somente ditos com muito jeitinho e por alguém que é realmente íntimo não agridem. Vale lembrar tb que o contexto aqui é publico.

    Enfim, pessoal, tenho interesse em participar de um ambiente respeitoso e não importam as diferenças que existam, mas num ambiente em que nem a civilidade seja possível que espécie de construção será possível?

    …………..

    Fy, especialmente para vc e só para vc agora,

    Tudo o que escrevi direcionado a sua pessoa sempre levou diretamente o nome Fy. Os registros devem me ajudar se por acaso a memória falhar, mas a mim o que ficou de tudo o que escrevi e que levou o seu nome, num sentido bem amplo, sei que foram palavras elogiosas.

    Porém, fique certa, em algum momento notei quando começaram a haver estranhamentos… mais ou menos identifico esse momento como depois daquele texto do Pondé que eu trouxe. Mas posso estar enganada, pois até agora não entendi direito a razão disso tudo. Talvez uma pequena distorção de ângulo numa trajetória inicial não corrigida e lá estamos nós num lugar não planejado.

    O que eu sei é que quando vc me escrevia fui sentindo cada vez mais o mal estar se avolumando, não de, de repente, pensarmos diferente, mas de eu não conseguir mais me fazer compreender, pois a sensação que tinha, e que tenho, é de não estar sendo vista como eu sou, ou de não estar sendo lida no que escrevo, atribuido ao meu discurso muitas vezes exatamente o contrário do que ele quer dizer.

    Já cheguei a pensar que é o meu modo de escrever, pois quando eu vou falar em coisas bem pesadas de humanidade (e eu falo sempre coisas pesadas e não tenho dó da humanidade) repare que uso os verbos no plural, na 1ª pessoa do plural. É que eu acho que assim eu diluo as culpas e as responsabilidades, afinal são de todos… Pensando no “nós” do meu discurso, nesse caso sim vc tem razão, pois eu te incluo, como eu tb me incluo, e ninguém está isento de nada, salvo os santos… Mas nesse caso é de um “nós” no genérico, que, como vcs disseram, não é nada pessoal.

    Mas vc não tem razão, Fy, está me lendo distorcido e só eu sei a força que fiz e que faço sempre para ser compreendida. Não quero nem especular a respeito de coisas que vc disse a meu respeito e que prefiro não lembrar, desse quadro bem pouco lisonjeiro que vc pinta a meu respeito. Vc não me conhece, essa é que é a verdade, e coloca motivações e pensamentos que absolutamente eu não tenho. Como eu sei que não tenho, sei que são projeções suas. Por conta de quê? Sei lá, só vc é que pode responder. Minha resposta a isso é sempre não me envolver, me separar, e agradecer ao meu antigo analista freudiano. Se vc me conhecesse veria como sou uma pessoa bem diferente do que pinta, eu não cultuo a morte, nem o status quo, nem a tristeza, os masoquismos e nem os cinismos.

    Nunca te respondi as insinuações porque detesto discussões, mas te peço encarecidamente que pare com isso. As insinuações e dispenso as diretas tb, se vc quiser discutir nesse nível, vai ficar discutindo sozinha.

    Abs……

  76. Fy said

    Sem,

    Em primeiro lugar, se há alguém aqui discutindo sózinha; este alguém é você.

    Eu não estou discutindo com ninguém. E, até fiquei curiosa, porque caso fôsse este o objetivo de estarmos aqui, porque razão eu escolheria você, pra discutir?

    Quanto à insinuações; o pouco que podemos conhecer uns dos outros através dos comentários; é nítido que não as faço. – Sou absolutamente clara e objetiva naquilo que quero dizer. Particularmente não gosto de subterfúgios; ou atalhos. Sou o mais direta possível. Mesmo porque, não existem razões que me impeçam de sê-lo.
    Qualquer razão que você possa ter imaginado; significa que você está : ou subestimando ou supervalorizando. Nos dois casos, e,com toda a consideração possível; – a mim; parece, também nítidamente, que você está enganada.

    Em relação ao Pondé – sem comentários – ou a qualquer outro assunto, que você queira nos trazer; sinceramente não acredito que você esteja em busca de um público concordante ou de seguidores fiéis e apáticos. Acho você muito inteligente pra isto.

    Sem esquecer que estamos num blog; onde todos podem opinar segundo suas crenças, sua convicções ou tendências; sem, absolutamente serem desmerecidos por isto. Não abro mão disto.

    Insinuações, desrespeito, preconceitos religiosos, deboche, depreciações; – não constroem nada produtivo. – Caso fizessem parte do meu quadro habitual ou me fossem familiares; eu não teria me sujeitado à discussão do seu post do deserto. Se o fiz foi por puro espanto.

    E, claro, por direito.

    Outra coisa extremamente importante e que vale ressaltar;- ” todos nós” aqui temos noções de civilidade. De laicidade; e de livre-pensar.

    Não há uma linha definida ou pensamento dominante. Estamos em busca de respostas, toda e qualquer proposta é válida se o sentido disto tudo for conhecer, agregar, aprofundar. Não há professores aqui. Há pessoas que chegam para dividir o que tem e o que sabem.

    – Você disse:

    – Como eu sei que não tenho, sei que são projeções suas. Por conta de quê? Sei lá, só vc é que pode responder.

    – respondendo:

    Olha, Sem, eu considero isto uma tremenda saída pela direita. Outro dia, a Adi me disse a mesma coisa em relação ao Catolicismo.

    Veja bem, se cada vez que alguém discordar de suas opiniões aqui no blog – ou em qualquer lugar desta vida – vc INSINUAR – pq isto sim é uma insinuação – que a pessoa ou as pessoas estão “projetando” algum “complexo” , vai ficar no mínimo divertido, concorda? Infelizmente, por mais indelicado que pareça e que me sinto “conduzida” a ser; considero sua pergunta de uma pretensão irrespondível.

    Espero ter sido suficientemente clara aqui, como fui lá em seu post, como tenho sido em cada comentário e como sempre fui.

    Bjs

  77. Fy said

    Aiaiai,

    Você foi tão delicada em escrever só pra mim e eu esqueci de mencionar seu mal-estar ao me ler ou às minhas opiniões.

    Sorry, Sem; foi mesmo distração.

    Mas, tentando ser útil, posso sugerir que voce pule: não leia meus comentários; – afinal minha intenção ao fazê-los não se concentra em sua leitura. Existem mesmo pessoas que se aborrecem com as diferenças. Everybody Knows it.

    É o que me ocorre.

    Bjs

  78. Fy said

    – Complementando:

    Bjs

  79. Bob said

    Tb concordo que esta estória de “matar o ego” seja uma interpretação bastante errônea.

    Para mim, a melhor palavra que traduz a ‘intenção’ ou esclarecimento original sobre esta questão, é a palavra TRANSMUDAR (com ‘D’ mesmo) = tornar(-se) diferente; fazer passar ou passar de um estado ou condição a outro; alterar(-se), transformar(-se)

    Além desta, algo análogo ocorre com com o termo MAYA (a ilusão), que, em sua interpretação mais comum (no ocidente pelo menos) traduz a REALIDADE na qual vivemos, como algo que devesse ser ignorado, e/ou ‘NÃO-REAL’.

    Vejo como mais correta esta interpretação:

    Maya deve ser maya, idealmente, mas se um termo traduzido fosse necessário, então ‘realidade secundária’ seria adequado. Maya não é um termo que nega o mundo da existência, e sim, procura explicar a natureza da realidade existente. Ainda mais precisamente, Maya é a realidade perceptiva, em oposição à verdade mais elevada, que é a realidade conceitual. O que pensamos e sentimos ser a natureza do mundo, não é necessariamente verdade. Nossa realidade perceptiva nos diz que o Sol gira em torno da Terra. A realidade conceitual nos ensina que o oposto é o verdadeiro.

    Nós vivemos numa realidade conceitual de física Einsteiniana, mas a realidade perceptiva da física Newtoniana ainda domina nossa mente. É difícil aceitar que objetos sólidos na verdade são campos de energia vibratória; essa é uma verdade conceitual mais profunda, que raramente é aceita sem dificuldade na experiência do homem. E mesmo que saibamos a verdade sobre os átomos, nós ainda sentimos e percebemos objetos sólidos como sempre fizemos. E é disso que se trata Maya, o conhecimento de que existem verdades além de nossas rotinas. MAYA NÃO NEGA O MUNDO, MAS NOS DIZ QUE O MUNDO NÃO É TUDO O QUE PARECE (tal qual a ciência nos demonstra hoje). Maya, portanto, é uma incitação a encontrar a verdade mais elevada, e não se conformar com explicações fáceis.”

    (resumo traduzido de “Ilusion-Maya” http://www.shvoong.com/humanities/religious-studies/26408-illusion-maya/)

    N.P: Considerando ainda a época em que este conceito (Maya) foi ‘criado’, faz bastante sentido o entendimento da forma que foi exposto, não faz? Tvz até, a distorção de sua compreensão original tenha sido em função de sua “excessiva simplicidade”, quase banal seu entendimento para nós, hoje – Por ser tão óbvio não poderia ser ‘verdadeira’…mas era.
    😉

  80. Elielson said

    Com uma forcinha do ego o mito faz mitose.
    Ego é um revestimento, e é muito complicado se revestir de algo que te leve a crer que vc é isso.
    Posso até considerar a fase do ego util no que diz respeito ao controle de nosso animal selvagem.
    Mas depois que já ta tudo resolvido, e sabemos que somos animais mesmo, e pronto, nada vai mudar isso, e nem é preciso que nada disso mude pra sermos lindos. Agora, o sistema ta ai (Maya???), cheio de pais-ideológicos para os egos.
    Seria como pegar nossa alma e transformar na peça de algum quebra cabeça.
    Daí tem o quebra cabeça de um monte de pensador e religioso, que montam seus quebra-cabeças utilizando tudo que puder ser transformado no seu quebra cabeça.
    Mas não tem peça.
    Não tem encaixe.
    Esse negócio de encaixe é coisa do ego indo pro superego.
    Essas letrinhas aqui, eu tenho que ter plena noção de que as manifestações delas são mais irreais que meu corpo, e que qualquer coisa que seja feita intencionalmente ou não com elas, só vão ser o que sou conforme eu me afirmar mais nelas do que em tudo que há pra ser.
    Prefiro mesmo achar que esses pensadores revolucionários estavam só sendo sinceros dentro de seus tempos. A ter que começar a achar que cada um era um safado de um mini-megalomaniaco.
    Na real, acho que não procuramos consenso.
    Consenso só tenho de mim pra mim.
    Consenso em mim, só do meu corpo e da minha mente.
    Somos mais, não que sejamos superiores.
    Mas somos a coisa que vê que existe.
    Quando o ego vai ficando pra trás, vamos ficando sinceros. Mas qualquer tentativa de ser sincero, sem amor. Fica esperando o ego chegar e decidir por onde ir.

  81. Mob said

    Fy,

    olha esse…:

  82. Mob said

    Fy,

    this is the spirit ( you certainly know)…

    bjo

  83. Fy said

    Hy Stranger

    this is the spirit ( you certainly know)…

    Yes …I Know > We know , and that it’s the reason .

    Olha esta:

    Bjs

  84. Fy said

    Hey, Stranger:

    Aprendi!

    Bjs

  85. Fy said

    Elielson,

    – Daí tem o quebra cabeça de um monte de pensador e religioso, que montam seus quebra-cabeças utilizando tudo que puder ser transformado no seu quebra cabeça.
    Mas não tem peça.
    Não tem encaixe.
    Esse negócio de encaixe é coisa do ego indo pro superego. –

    Elielson

    Como coloca Dostoievski, o homem não é louco nem normal; nem bom nem mau; nem divino nem diabólico; nem doente nem são…

    Não é possível reduzi-lo e enquadrá-lo a categorias pré-determinadas, estabelecidas. Ele não é, mas tem a pura possibilidade de experimentar os limites, de situar-se nas fronteiras e constituir-se livremente enquanto travessia constante.

    Essa é sua condição última: impulso que o lança incessantemente para frente, adiante, a fim de conquistar novos horizontes que, mal são alcançados, tornam-se outrora, num movimento espiral de renascer e remorrer contínuo.

    Otávio Paz escreve que esta é a experiência poética que não é outra a não ser “a revelação da condição humana, isto é, desse transcender-se sem cessar no qual reside precisamente sua Liberdade Essencial”.

    Essa liberdade é a condição para que o homem seja o que é: pura possibilidade.

    O resto… é hipótese, my friend, como diz Emília: A sábia.

    Then: Just Living !

    Bjs

  86. Mob said

    off topic:

  87. Fy said

    É assustador, como a noção de inteligência tem sido abusiva, maquiavélica e sub-repticiamente usada e ensinada a fazer da vida e de todas as vidas, como se fossem “coisas” confeccionáveis, ou como se tratasse de um fabrico em série, numa contínua compulsão de AGRADAR – de estar “harmonizado” ou “INSERIDO” : melhor definindo: DESAPERCEBIDO.
    Inteligência Funcional: é apenas uma Extensão de Idéias, uma Extensão:> quando muito > numa compulsiva, repetitiva, uniforme e vil monotonia, num “deixarmos”, desta forma, de viver com arte e na arte em toda a sua inerente e espontânea autenticidade e integridade – presos na repetição mimética e incontestável de alguma RAZÃO ou CONCEITO.
    Ignorar o OU – ou o CONTRÁRIO é limitar-se: é bestializar-se é o jogo da Repetição: da Concordância. Uma ideologia que fica cindida na fotografia monótona de séculos de repetição, e que se valida na Repetição para outorgar-se a utilização das “correntes” da verdade.- no sentido de correntes, mesmo: as que aprisionam.
    Não discordando, “não pensando” – tornando-nos mero objetos suscetíveis ao comando da “concordância e da repetição” : passivos, dóceis e repetitivos, com certeza, teremos que criar mais deuses, mais mitos pra justificar nossa impotência monótona e tão predatória – como reza a Historia.
    Quem ainda duvida do Poderio da Monotonia não passa de um tolo.
    Ao serem reproduzidas, apenas reproduzidas as idéias tornam-se, não se sabe como, a promessa de que é “possível” “continuar” a viver. São viciantes, agregadoras, sim, mas não no sentido de aproximação, mas sim no sentido “funcional” de “criar utilidade”.
    – Basta se dar conta de sua própria nulidade, subscrever a derrota diante do novo – ou da discordância – e já ………estamos integrados, não é?
    Para que Colonias ou Reservas deixem de existir é muito e tão importante, para o artista ou para “qualquer pessoa sensível”, saber do Trabalho, do Fazer-dos-Outros, das Idéias e Conclusões que não as suas – enfim: do Outro: > – através da Criatividade em Afectividade, não no sentido de uma hostil e antagónica competitividade, mas no sentido de um crescimento e enriquecimento interior.
    Isto também gera uma coletividade saudável. Constantemente em movimento natural > o oposto da tão oportuna cristalização e da tão cansada repetição.- ineficaz –
    Somos Mais: não é? Mais que isto.

    I could feel at the time
    There was no way of knowing
    Fallen leaves in the night
    Who can say where they’re blowing
    As free as the wind
    And hopefully learning
    Why the sea on the tide
    Has no way of turning
    Eu podia sentir na época,
    Não havia nenhum modo de saber:
    Folhas caídas na noite,
    Quem pode dizer para onde elas estão soprando?
    Tão livres como o vento,
    E esperançosamente aprendendo
    Porque o mar durante a maré
    Não tem nenhum modo de voltar…
    Bjs

  88. Fy said

    – Ai, minha gata pulou no comp e ficou incompleto!

    Somos Mais: não é? Mais que isto.

    I could feel at the time
    There was no way of knowing
    Fallen leaves in the night
    Who can say where they’re blowing
    As free as the wind
    And hopefully learning
    Why the sea on the tide
    Has no way of turning

    Bjs

  89. Elielson said

    🙂

    Somos mais.

    Essa experiência, de acordar e dormir, aceitando as semelhanças, vendo vc em tudo, vendo Deus em vc e vendo o desafio sendo vc, te prepara para um esquecimento que não deixa pra trás o que poderia, ou deveria, ou seria. A possibilidade passada e futura é a via que sempre ofereceu uma desistência, um abismo, que sempre deixará o tempo encontrar conosco mais uma vez, o tempo que é vc.
    A idéia do perdão, da confissão, e da oferta, é a idéia de um reencontro, onde tudo que somos agora, se faz na oportunidade de nossa presença nos lugares que estamos.
    A si é dita a verdade de continuar amando.
    E remoer o que vc era há um segundo te torna o que vc é no segundo em que está, mas perceber o que vc é no segundo em que está, também te leva a ser o que é no segundo em que está.
    E saber que seu corpo é um pedaço do chão, faz vc saber que é o chão.
    Não amaldiçoando o chão, que no que dizem ser sua extinção viajará ao céu, num futuro incerto, ou em sua preservação continuará fazendo-se andar sobre si para que se mantenha.
    Não amaldiçoando aquele que não quer saber que será o chão e que o chão pode ser o céu.
    Mas se escolhermos algo pra corrigir a nossa verdade, e ela souber que isso é realmente o que deve ser corrigido, esse desafio não é algo pra ficar por alguma duração particular de tempo dando sermão, esse algo é para se acompanhar até o fim, morrer por isso, viver por isso.
    Nem que esse algo seja você e sua esperança.

    🙂

  90. Fy said

    Essa experiência, de acordar e dormir, aceitando as semelhanças, vendo vc em tudo, vendo Deus em vc e vendo o desafio sendo vc, te prepara para um esquecimento que não deixa pra trás o que poderia, ou deveria, ou seria. A possibilidade passada e futura é a via que sempre ofereceu uma desistência, um abismo, que sempre deixará o tempo encontrar conosco mais uma vez, o tempo que é vc. > Elielson

    Beijo

  91. Elielson said

    A palavra mais difícil de definir, de todas as palavras do mundo, é “mamihlapinatapai”. Esta palavra, usada pelos fueguinos (habitantes da Terra do Fogo, que fica ao sul da Argentina e do Chile), significa “olhar para o outro na esperança de que ele se ofereça para fazer algo que os dois desejam, mas que nenhum dos dois é capaz de fazer”.

    Quando eu li isso ontem na wikipédia, eu pensei… Cacilda.

    Mudar a mente não é necessariamente adaptá-la.
    Prever não é necessariamente contar com o previsto, é sim contar com o previsto, sabendo que imprevistos só o são para serem previstos da próxima vez., sendo que da próxima vez terão imprevistos… :S xápralá…

    😉

  92. Mob said

    Fa,
    >Quem ainda duvida do Poderio da Monotonia não passa de um tolo. Ao serem reproduzidas, apenas reproduzidas as idéias tornam-se, não se sabe como, a promessa de que é “possível” “continuar” a viver. São viciantes, agregadoras, sim, mas não no sentido de aproximação, mas sim no sentido “funcional” de “criar utilidade”.

    Aqui um artigo em ingles do Carl Sagan sobre as ” viagens” dele com Maconha:

    http://boingboing.net/2009/10/07/carl-sagan-spaced-ou.html

    Cito textualmente: “Sometimes a kind of existential perception of the absurd comes over me and I see with awful certainty the hypocrisies and posturing of myself and my fellow men. And at other times, there is a different sense of the absurd, a playful and whimsical awareness. Both of these senses of the absurd can be communicated, and some of the most rewarding highs I’ve had have been in sharing talk and perceptions and humor. Cannabis brings us an awareness that we spend a lifetime being trained to overlook and forget and put out of our minds.”

    A hipocrisia nada mais eh que a negacao do absurdo. A negacao do absurdo (humoristico ou tragico) seria esse “Poderio da Monotonia”, de criar um “sentido” domesticado nos pequenos prazeres ou dores.

    O absurdo incomoda sim, mas nao pode alienar. Se ao menos no conforto que buscamos ao fugir do absurdo nos fosse dado a possibilidade de ver esse processo ocorrendo… mas nao. Nao eh assim na maioria dos casos.

    bjs,
    Mob.

  93. Elielson said

    🙂

    Mob,

    A monotonia absurda.

    Por vezes constatei definitivamente que grande parte da cerca sociológica se faz necessária, digo por vezes por que sempre repenso o definitivo. 99,99% da humanidade ir-se é até confortante se considerado que do jeito que as coisas estão, a existência da humanidade custaria a inexistência do derredor, derredor que é centro.
    Entre nós os anjos são sodomizados, e é dada culpa ao que o faz de olhos fechados e aos que não o fazem por abrirem os olhos pra fazer propaganda de fatalidades, nessa propaganda fica a culpa, como que dando idéia, ou seja, em grande parte o terreno humano já está arado para sementes estéreis.
    A serpente humana engana na omissão, na transmissão de um conhecimento só, no não dizer que a consciência se prevalece na inconsciência que faz deuses, serieis deuses se guardares a arvore dos semelhantes, deixando assim a educação humana ser finalizada em penitenciarias e corredores da morte, ou na simples negligência.
    A consciência pura é o dominio particular da inconsciência para observar, assim sendo as sinapses posterioris devem manterem-se longe das praticas repetitivas, e isso vale pra tv e heroina.
    Mas é como eu sempre digo, oxigênio basta pra quem faz o mal, oxigênio basta pra quem faz o bem. e a sanidade mural não controla pragas, elimina concorrência, nos casos menos nocivos traz a luz o fato surgido na consciência para compartilha-la. A dependência se faz parasitismo quando brindamos o descanso. O lazer deve ser o tempo para se trabalhar a verdade.
    Muitos com medo na selva puxam o gatilho, muitos se fazem rei da selva, pensando que a consciência é quem o faz, e é mesmo, é a consciência, mas a consciência é um pre-dominio de si, que quando usado na inconsciência… fica mais ou menos como agora aconteceu…

    Um homem chegou aqui e me perguntou se eu estou com essa cara triste pq meu time perdeu ( ele não sabe se eu torço pra algum time, mas o silogismo homem-bola/mulher-boneca é quem comanda parte do inconsciente atual).

    Acabei de dizer pra ele.

    A humanidade está em jogo.

    Ele balançou a cabeça negativamente.
    No sri lanka isso é sim hahahah.

    Depois eu escrevo mais…
    Perdi a concentração.

    Com Amor.
    🙂

  94. Elielson said

    Voltando…

    A paciência, o exercicio dos exercicios, sabendo parar para que as coisas se movam…
    O desgaste mental provocado pela entrega ao estimulo, pode ser proveitoso ou não, se tudo que nos chega são cocegas, ou sensações superficiais, logo as conexões se estabelecem na busca da habilidade necessária para se obter os itens de adoração comum.
    Mas se as conexões estão se soltando após o estimulo delas, esse movimento pode renovar as conexões até o proximo estimulo.
    Dá pra fazer isso de modo natural?
    Acho que tudo pode ser feito de modo natural, o que não é natural é a falta desse fluxo natural.

    Bombas atômicas são naturais.

    Mas as coisas giram da tensão ao fatalismo.
    É o que parece que acontece daqui do meu centro.

    Após os fatalismos, que são irreversibilidades, a estrutura material torna-se base espiritual.
    Mas o que não é fatal, ou seja, toda matéria com a conectividade tensa, é natural.

    Lembrar da irrealidade pra mim é necessário, assim eu evito de um dia pensar que as coisas são fatais antes de serem fatais.
    A necessidade de abstrair o conjunto de informações é melhor atendida pela via puramente corporea.
    Talvez pra isso sirva o jejum, para o espirito.
    Mas entre tantos estimulos que servem para alimentação e manutenção da forma, existem alguns mais perigosos, mas necessários para manter a liberdade necessária para a gradatividade da manutenção.
    As vezes, até mesmo a força do próprio carater deve ser apresentada a incerteza.
    E as vezes, até mesmo a incerteza deve ser apresentada ao carater.

    🙂

  95. Elielson said

    Herb is a plant, 🙂

    Acontece que existem caos e caos, casos e casos.
    Uma reeducação acompanhada do bom uso.
    Acho que seria uma boa.
    Não é apologia, é opinião mesmo.

  96. Karen said

    Luiz Biajoni está fazendo um fórum sobre Campbell em YuBliss, talvez vc ache interessante:
    http://www.yubliss.com/forum/242
    🙂

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