Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Estar desperto

Posted by adi em julho 23, 2009

Um trecho do excelente livro “Vazio Luminoso” de Francesca Fremantle.

“Um ser vivente é uma combinação temporária de vários elementos, sempre mudando, assim como um rio é composto de incontáveis gotas de água, nunca permanecendo estático mesmo pelo menor momento imaginável de tempo. O sentido de continuidade que temos dia após dia, que experimentamos como um estado estático de ser, é na verdade um processo dinâmico, um fluir contínuo. Simplesmente não há necessidade de um ser, funcionamos perfeitamente bem sem ele. Nós somos esse fluir, a dança da vida, sem fixação ou solidez. Não precisamos procurar por alguém atrás disso.
Ao mesmo tempo, existe uma verdade profunda em nossa busca por uma essência. Nossa essência é a potencialidade para a iluminação, “tathagatagarbha” em sânscrito, o embrião do buda, muitas vezes chamado de a natureza de buda. Assim que essa potencialidade começa a se manifestar, é conhecida como “bodhichitta”, o coração ou mente que desperta. De início, como bodhichitta relativo, ela é a aspiração em direção a iluminação para si e para todos os seres; finalmente, como bodhichitta final, é o próprio estado de estar desperto, o coração e a mente finalmente despertos.
O todo da existência não é nada mais que a natureza onipresente de buda. Ainda assim, falar da natureza de buda, mente de buda, buda primordial e assim por diante pode mais uma vez dar a impressão de algum tipo de substância ou entidade, quando na realidade isso está completamente além de todos os conceitos e não pode ser descrito por qualquer analogia.
É a condição de estar desperto: o estado budico, de despertar, da vigília. Não pode pertencer a ninguém; não é seu ou meu, mesmo que algumas vezes falemos vagamente dessa maneira. Realiza-se pelas pessoas individuais e se manifesta através das pessoas individuais, no entanto não é pessoal ou individual.mandala_kalachakra_jpg A dificuldade é que não podemos evitar pensar nisso como sendo nosso, e portanto distorcê-lo completamente.
Neste ponto vamos de encontro ao aspecto prático e emocional do que significa o ser: não é apenas um princípio abstrato, mas alguma coisa que nos toca muito profundamente. Nós instintivamente pensamos “esta é a minha natureza de buda” ou “este é o meu ser verdadeiro” sem abrir mão realmente do ser limitado, pessoal.
Ainda assim, não somos apenas nada. Não desaparecemos quando entramos na ausência de ser. Acreditar nisso seria niilismo, uma visão que o Buda condenava. Ele disse inclusive que o niilismo era mais difícil de superar do que o extremo oposto de acreditar em um ser eterno. Quando o ser é transcendido, a presença ainda está lá, o mundo ainda está lá, e a experiência ainda está lá. Alguém tem de estar lá para comunicar a verdade, para manifestar o amor e a compaixão, e para realizar atividades iluminadas.
(…) Portanto o grande ser transcende tanto o ser quanto a sua negação; ele passa completamente além do alcance de nossas concepções ordinárias de ser e de não ser. É uma condição de total paradoxo, que a mente conceitual, dualista, não consegue abranger.”

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37 Respostas to “Estar desperto”

  1. Mob said

    >É uma condição de total paradoxo, que a mente conceitual, dualista, não consegue abranger.”

    Sentado à Noite

    As telhas do teto tornaram-se úmidas
    À noite devido ao orvalho.
    A lua é refletida sobre elas.
    Oh, que bonito!
    Pratico yaza [zazen norturno] com minhas amigas,
    As estrelas.
    Isto é religião?
    Isto é arte?

  2. Cielo said

    Sou um leitor do finado franco-atirador e do Anoitan, não comento pq não me acho no “calibre” ainda, e os comentarios seriam no maximo “muito interessante, parabens” 😀 mas não ascrecentaria mta coisa XD.
    hauahua, a verdade é dessa vez tenho uma pergunta(q não e stá relacionada com o post, ou até esta…).

    Como vcs organizam toda a maçaroca espiritual de vcs?
    Mesmo acabando de sair das fraldas(tenho 20 anos) eu estudo budismo, taoismo, jung, fisica quantica e mais um monte de coisa 😀 Sinto como se tudo fosse “conhecimento” não sabedoria(no sentido de sei a teoria, não a pratica). Maaaas sinto que estou sendo “iniciado” pelo meu insconciente, o q confesso q tem me preocupado muito(mesmo sabendo que não deveria :D), conflitos internos, quedas de ilusões, contado com self, toda essa pataguada :D, faço a minima ideia de como organizar-me para começar a achar um ponto de equilibrio., te algo que quer nascer mas faço a minima ideia de como faze-lo nascer :D. Nas suas experiencias, como foi esse começo? Ouve um começo?

  3. adi said

    Oi Mob,

    Gosto do Zen. O Zen me parece puro, simples, direto…

    Jah faz algum tempo, eu pratiquei zazen no mosteiro Zen Budista de Ouro Preto, no alto da serra, seguindo os horários do Japão… uma semana inteira… uma experiência inesquecível.

    “Isto é religião?
    Isto é arte?”

    Ah, meu amigo!! isto eh Zen.

    bjs

  4. adi said

    Ola Cielo,

    “”Sou um leitor do finado franco-atirador e do Anoitan, não comento pq não me acho no “calibre” ainda, e os comentarios seriam no maximo “muito interessante, parabens” 😀 mas não ascrecentaria mta coisa XD.””

    Seja bem vindo aqui no Anoitan. Fique a vontade pra comentar e participar aqui com a gente; aqui somente damos nosso pitaco, e eh nos comentários que se acrescenta muito e complementa os posts. 🙂

    “Como vcs organizam toda a maçaroca espiritual de vcs?”

    Bem, na minha opinião, eh o próprio Self que vai conduzindo a coisa toda, então nao precisa se preocupar pois o Self conhece os limites e ateh onde pode ir…
    O melhor a fazer eh nao lutar contra esse processo e se entregar ao proprio processo, deixar que a psique ou consciencia encontre o proprio centro de equilibrio entre o ego e o Self…
    Esse algo que quer nascer, sempre nasce no momento certo, o melhor eh deixar rolar e sempre observando o caminho que o Self indica, i.e., o próximo passo, e ir seguindo essas pistas.

    “”Nas suas experiências, como foi esse começo? Ouve um começo?””

    Sempre ha um começo pra todos aqueles que buscam, sempre ha o primeiro passo, e eh assim mesmo, algumas certezas e muitas incertezas, sempre, desde o começo ateh o final, ateh o ultimo momento eh do mesmo modo, imagino. O importante eh acreditar e confiar no interior que te guia e ir em frente, sempre seguir… pois me parece, depois de adentrar o caminho, nao ha outra coisa a fazer… 🙂 🙂

    abs

  5. Kingmob said

    Oi, Adi

    >Jah faz algum tempo, eu pratiquei zazen no mosteiro Zen Budista de Ouro Preto

    Parece que essa semana vai ser Seshin lá. Tenho muita vontade de conhecer.Vc conhece o mosteiro de Pirinópolis? Dizem que também é fascinante, com cachoeiras etc…

    O mais difícil do Zen é que apesar de não ser uma prática devocional ele exige, como as outras práticas, uma entrega. Mas não é uma entrega a algum Deus ou a alguma imagem, nem mesmo uma entrega ao Buda. É uma entrega se é que se pode verbalizar, é uma entrega à atenção na respiração e à postura, e só. E para nós ocidentais num primeiro momento fica difícil ter confiança num processo tão natural e despojado, no qual nosso papel é mínimo: voltar a atenção à respiração, e à postura quando os pensamentos e imagens mentais aparecerem. Sabe, Adi, querer alguma coisa desse processo todo já é uma excrescência, acho que isso é o mais difícil – essa entrega simples ao processo ,que é tudo, menos seu – é Buda, é Darma, é Sanga. Como ensina o mestre Deshimaru se há na prática alguma ideia de ganho, de posse, não é ainda a verdadeira prática.

    Bjs e obrigado pelo post,
    Mob.

  6. Sem said

    Mob,

    “O essencial é aquilo que, se nos fosse roubado, morreríamos. O que não pode ser esquecido. Substância do nosso corpo e da nossa alma… Os poetas são aqueles que, em meio a dez mil coisas que nos distraem, são capazes de ver o essencial e chamá-lo pelo nome. Quando isto acontece, o coração sorri e se sente em paz…”
    (Da crônica intitulada: As Coisas Essenciais – de Rubem Alves, do livro: O Retorno e Terno)

    Adi,

    Acho que ser poeta não é só fazer poesia, mas viver em estado do que o Morin chamou de “poético”. Saber selecionar um texto preciso como este com que vc nos presenteou e ainda trazer uma música como “flower duet”, é estar em franca sintonia a esse estado.

    Agradeço vcs existirem. =)

  7. adi said

    Oi Mob,

    Nao, nao conheco o mosteiro de Pirenopolis, mas pelo que vi na net eh muito bonito. Interessante que o “caminho” que me levou ao mosteiro foi o budismo Tibetano. Naquela epoca eu praticava TaiChi com um monge budista da linha Vajra Tibetano. Ele eh brasileiro mas tinha sido iniciado por um lama tibetano.
    Naquela epoca foi o meu comeco na busca de auto-conhecimento direto, fora das instituicoes, e entao surgiu essa oportunidade, porque o mosteiro Pico de Raios de Ouro Preto estava havia algum tempo sem um responsavel, e o monje que era meu professor foi dar uma assitencia ao mestre Tokuda que estava muito ocupado entre o Rio e Espírito Santo, mesmo ele sendo da linha tibetana. Ele ficou lah acho que uns 2 meses dirigindo os rituais do Zen.
    Fui praticar o Seshin, bem rigido, mas as meditacoes foram excelentes pra minha abertura.
    Concordo com vc, eu acho que o Zen talvez nao seja pra iniciantes, pois eh difícil entende-lo. Hoje tem sentido a linha Zen, tem sentido a falta de um deus, a falta da imagem, a falta de um criador nominavel, um ser divino…
    O Budismo as vezes dah a impressão de um certo “ateísmo”, mas longe disso, eh que a abordagem budista vai ao “real do real”, ou seja, direto a essência da existência que eh ao mesmo tempo a própria existência, em nossa visao ocidental, poderíamos dizer que eh uma visao de acima do abismo de daath.

    Na linha iniciatica ocidental, grosso modo, nos vamos desconstruindo o mundo e a imagem a medida de nossa progressão, e vamos percebendo a essência da imagem, aquilo que cria a forma e que eh a forma, ou seja nos vamos como que preenchendo as formas de essencia pura, entao vamos ver a forma como uma representatividade da propria essencia.
    Eu entendo a imagem/forma como que maya a ilusao mas tambem Maya o principio gerador do Absoluto… o problema todo eh perceber a forma da natureza somente como forma, quando na verdade a forma eh ao mesmo tempo forma e essencia.
    O Zen budismo, jah parte da essencia, do nirvana, da potencia do mundo alem da forma, alem da imagem, daquilo que nao pode ser nominado… nem mesmo de deus… porque ainda deus pressupoe um ser…

    Budismo fala em abrangência, em percepcao impessoal, alem do “eu”, e essas coisas sao incoerentes em palavras, eh um estado que soh pode ser experienciado mas nao pode ser dito.

    Por isso budismo eh dificil mesmo.

    bjs

  8. adi said

    Sem,

    Obrigado minha amiga, mas voces sao como fonte de inspiração , trazem musicas lindas que despertam no fundo d’alma aquela bela impressão que esta aqui em algum lugar gravada.

    Vou dizer uma coisa que sinto e que jah disse, mas vou dizer de novo, o Anoitan que inclue todos os participantes, pra mim tem sido um lugar de fazer alma (A Fy sempre diz isso tambem), de estar em comunhão de alma, de auto-conhecimento, de “despertar” a essência cada dia mais, um processo de enamoramento de si-mesma ao mesmo tempo estar apaixonada pelo mundo e pela vida, mas sem apego…

    eu que agradeco voces existirem.

    bjs

  9. Fy said

    Adi,

    Parabéns pelo post. E também pela resposta que vc deu para o Marcelo: merece um outro post.

    Estar Desperto: …super forte esta proposta.

    – eu vou colocar, à princípio, no que vc me fez pensar:

    “….É uma condição de total paradoxo, que a mente conceitual, dualista, não consegue abranger.”

    Verdade, Adi; e isto é explicável pelo conceito representacionista do ocidente que tem como principal característica a visão de que somos separados do mundo e que ele existe independente da nossa experiência – e eu acho que esta visão, nos adormeceu.
    Adormeceu para o fato de que vivemos no mundo e por isso fazemos parte dele; vivemos com os outros seres vivos, e portanto compartilhamos com eles algum processo vital muito importante e….vital – mergulhamos na ilusão de que apenas nós construímos o mundo em que vivemos durante as nossas vidas. Esquecemos que ele também nos constrói ao longo dessa viagem comum e de certa forma, adormecemos pra ele. … de certa forma, eliminamos a realidade em nosso processo de busca interior ocidental.

    E, a minha visão sobre isto é de que ficou muito difícel quebrarmos esta barreira, – esta que nos separa da natureza – e que tornou a natureza um algo diferente e separado de nós: um mundo=coisa de onde apenas extraímos esquecendo que somos parte integrante desta extração. Em todos os sentidos, incluindo o espiritual.

    Na atual fase da nossa caminhada, como terrestres e humanos; a minha visão de estar “desperto”; tem muito a ver com perder esta noção de separação; – além desta viagem interior em busca de conhecimento, à qual sempre demos grande importância; eu particularmente acrescento uma importância muito grande à viagem exterior também: qdo se trata de auto-conhecimento.
    Alguma coisa assim como refazer uma conexão real com aquilo que também somos. Eu acho que o ocidente se perdeu um pouco em sua busca pela iluminação; e isto influenciou também as referencias, os modelos e a forma da busca pelo auto-conhecimento ocidental e do significado de essência.

    – Nossa natureza tão simples e verdadeira tornou-se um fator obstruente e não integrante nesta concepção de iluminação. E, os prejuízos se fazem sentir. É a maneira mais triste de percebermos que mesmo em qualquer viagem espiritual ou não em busca do conhecimento, deveríamos nos ter mantido “despertos” em relação à nossa verdadeira natureza.

    Eu gosto muito de um poeta e filosofo zen-naturalista que o Mob postou lá no Alquimia Revolta, o Gary Snyder. Nesta mesma linha, vou deixar alguma coisa do Leonardo Fróes, ressaltando a importância dada por eles para a meditação, como um caminho para a reconexão com a natureza e a essência verdadeira do que somos.

    Com seu “ritmo nunca monótono, a natureza, “como a poesia, é uma ameaça, ela pode aniquilar algo que é seu para fazer você se transformar em outra coisa :“o sol no rosto derrete impressões. A luz o invade: é a plenitude sem máscaras”

    Diante da natureza, ou melhor, nela, o poeta sente uma “desproteção total, violenta”, e quando a contempla:

    essa nudez de coisas que se entregam
    à embriaguez da própria criação
    tudo isso são momentos
    de uma estranha parceria
    que abaixa a crista do homem
    e depois logo o extasia.
    A vida é maior que a gente
    e mais do que a gente espia .

    O eu em êxtase submete-se à totalidade da natureza sem indagá-la, entrega-se à “participação desmedida entre todos os seres e coisas que naturalmente acontecem”, transforma-se “em película, imagem, aragem, escama, poeira ou filtro, qualquer coisa que eu sinto sem poder definir com uma palavra qualquer”. [ eu entendo como comunhão ]

    “Não há paredes para o grito de se sentir existente” E, está rompida a membrana que supostamente divide os reinos, abre-se espaço para o devir que não cessa de demonstrar a pequenez progressiva do homem, sua “insignificância perfeita”…

    Leonardo Fróes

    Bjs

  10. Fy said

    “Um ser vivente” é uma combinação temporária de vários elementos, sempre mudando, assim como um rio é composto de incontáveis gotas de água, nunca permanecendo estático mesmo pelo menor momento imaginável de tempo.

    Bjs

  11. Fy said

    Adi,

    Não é Marcelo: é Cielo!

    ………

    Bjs

  12. luramos said

    Cielo:
    vc é jovem, mas talvez seu espírito não o seja, por isso a busca precoce…
    Eu comecei pela dor, algo me doeu muito na vida e fui buscar ajuda na Umbanda e lá fui iniciada e fiquei. Hoje em dia estou me preparando para uma segunda iniciação em outro sistema também. Então a fome prossegue…

    Mas há quem procure por aquela sede de algo mais, pela constatação de que a vida terrena não pode ser só comer, dormir, trabalhar, comer, dormir, trabalhar. Seria muito estúpido se fosse só isso.
    Estudar e conhecer sempre é preciso.
    Mas experienciar é o que nos faz crescer.
    Quem me conhece daqui sabe que sou do mundo sensorial, devocional, da emoção e intuição.
    Então minha modesta sugestão é que você encontre um sistema iniciático qualquer, que faça algum sentido a você. Do budismo ao islamismo, da Magia-hermetismo ao cristianismo, do estudo da filosofia à psicanálise. Um diário, interpretação e ritualização de sonhos. Escolha um, qualquer um. E se inicie. Trilhe um caminho, experiencie um sistema, domine o conhecimento na teoria e na prática. Busque um mestre, se seu ego permitir, e ele aparecerá.

    Experienciar é preciso. Não basta saber de cor um livro sobre natação. Ou conhecer todos eruditos que já escreveram sobre nadar. É preciso pular na água, perceber as sensações que ela traz, indescritíveis pelas palavras, intransferível pela experiência alheia, incogniscível para quem nunca ali esteve. E então vem a próxima etapa, que é aprender a nadar…

    Boa sorte, axé na luz.

    para o pessoal do blog:
    saudades não tenho, porque estou sempre aqui 🙂
    e fico feliz que a semente germinou, que as sincronicidades entre nós continuam a acontecer. Foi surpreendente ler os posts sobre Cabala exatamente quando comecei a aprender as correspondências entre as sefiras e os Orixás…Muito bom estar ainda conectada com vocês!

  13. Cielo said

    Há um ditado no hakagure que diz: “quem está de fora tem oito olhos”.
    Percebi graças ao seu comment que estou “resistindo” mesmo, não deixando fluir.
    Obrigado Adi, realmente obrigado por me fazer perceber 😀

    E obrigado a todos pelos posts, são de grande ajuda!

    Ps: Apoio a ideia da Fy para um post futuro 😀
    Ps2: é Marcelo mesmo, mas pode me chamar de Cielo 😄

  14. Cielo said

    Luramos

    Me emociou sua resposta!
    É uma fase em que ando bem confuso, mas saber que muitas pessoas já passaram pelo mesmo e que muitas estão trilhando o caminho que estou só começando me faz ver com mais clareza.
    Obrigado pela força 😀

  15. adi said

    Oi amiga,

    Fy,

    Esse livro sobre o Bardo, ou Livro Tibetano dos Mortos eh realmente muito, muito bom…. sintetiza todo o processo de uma maneira muito clara. Entre posts, vou colocando outras partes tao boas quanto essa do post.

    Concordo com voce; eh um fato curioso que essa ilusao do “ser em separado”, eu nao saberia dizer se eh a mente racional, talvez o racional com o “eu” junto; ou quanto mais o homem foi se racionalizando, mais forte foi ficando o complexo de “ego”, e maior a sua separacao do mundo. Fy eh muito complicado de dizer o que acho; mas eu acho que foi um processo natural a separacao, o racional…
    Eu nao estou discordando de vc; mas eu entendo como que no inicio da nossa humanidade, o homem completamente instintivo era mais próximo da natureza, se sentia meio unido a ela. Deixa explicar melhor: se compararmos o bebe, ele se sente uma extensão da mae, nao tem ainda o “eu” formado, estah parcialmente separado do “inconsciente”. Imagino também que o processo da humanidade como um todo, tenha sido dessa maneira. No inicio eramos muito mais ligados a mae natureza, mais integrados ao cosmos, mas de uma forma “instintiva” ainda.
    Eu creio que agora, ou nos últimos milênios, apos o começo da civilização, o intuito ou propósito da “Vida”, esta que eh a razão, a própria existência, o motivo, eh desenvolver o principio “consciência”, a auto-consciência.
    Eu comparo o comeco da humanidade como o começo de nossa vida de individuo. Podemos dizer que hoje como humanidade estamos vivendo uma crise dos “30/35″ anos, consumista ao mesmo tempo começando a despertar para a importância do Planeta como vida todo abrangente.

    >”Alguma coisa assim como refazer uma conexão real com aquilo que também somos. Eu acho que o ocidente se perdeu um pouco em sua busca pela iluminação; e isto influenciou também as referencias, os modelos e a forma da busca pelo auto-conhecimento ocidental e do significado de essência.”>

    Eh verdade. Ao mesmo tempo, eu entendo que na medida do desenvolvimento espiritual, na busca da iluminação (que eh muito mais um conceito budista de espiritualidade) vai se dilatando as fronteiras do “ego” e o sentido da separatividade vai desvanecendo, a ilusao vai sendo superada, a visao de mundo descortinada, o “real” comeca a “ser”, e o real eh que a natureza/instinto/malkuth/kundalini eh o mesmo que Espirito/Self/Monada/Kether.
    Mas pra essa percepcao acontecer, e falando mitologicamente, o individuo teve que se separar totalmente da mae e ir em busca do pai, pra perceber-se ainda uma terceira coisa que eh a mescla da mae e do pai, ou da natureza e espirito, instinto e razao, consciente e inconsciente.
    E eh exatamente esse o “despertar” ou estar desperto, eh o sentido de unidade de todas as coisas, em todos campos e abrangência, eh quando a nocao de “eu”, “ego” se desfaz, entao nao ha mais cisão entre eu e objeto, seja ele qual for, todas as coisas se tornam uma na mente desperta, mas como eh dito no post, agora ha alguem pra observar, uma consciencia que ve/sabe/conhece o real, e esse conhecimento eh chamado “iluminação”, que significa o conhecimento verdadeiro, puro, direto, e que nao eh da mente racional ou intelecto.

    O paradoxo Fy, eh justo este, a natureza em sua grandeza nos mostra nossa pequenez, mas nossa pequenez eh parte integrante da grandeza da natureza, nohs somos atomos da totalidade, a natureza nos penetra e nohs a penetramos, somos o mesmo organismo, a mesma coisa, somos pequenos e grandes simultaneamente, a natureza estah em nohs e nohs nela… eh a mesma coisa da dualidade da existencia, no estado desperto, nao se percebe nada, nada em contrarios, grandeza e insignificancia deixam de ser contrarios e se tornam uma unica coisa, todos os paradoxos se extinguem…

    Fy, ficar pensando nesses assuntos, quase dah um tilt sempre, quase que se perfura o “veu” como dizem, voce fica ali na fronteira quase irrompendo a totalidade, porque na verdade, e por paradoxo que seja tudo jah eh, a totalidade jah eh, o tempo soh passa em nossa mente, em nossas percepcoes; estar separado, dividido sao somente percepcoes, estados mentais. O mundo acaba e se refaz mais rapido que o piscar, e o que nos mantem de novo na antiga forma, sao os padroes de percepcoes, esses filtros que estao nos chacras, os sentidos que temos da existencia que toca, ve, cheira, ouve, experimenta o gosto da vida do mesmo modo de sempre…

    bjs

  16. adi said

    Oi Luiza,

    Que bom voce participar, lindo o que voce disse ao Cielo. Sabe, acho que sao as conexoes mesmo, tenho pensado tanto em voce, verdade, pensado muito nessas ultimas semanas, com muito respeito e carinho.
    Bjs.

    Olah Cielo,

    “Obrigado Adi, realmente obrigado por me fazer perceber 😀

    Nao por isso, 😉 Que bom meu amigo que foi de ajuda.

    “Percebi graças ao seu comment que estou “resistindo” mesmo, não deixando fluir.”

    Eh assim mesmo que o ego faz, resiste ateh onde puder, ateh onde pode aguentar, e de certa forma faz parte do processo. Soh que em determinado momento, o Self irrompe essa resistência, e tudo aquilo que de certa forma eh conhecimento intelectualizado, se torna “experiência” vivida na alma, o Self deixa de ser tao somente aquela sensação, aquele sentimento, aquela devocao, pra se tornar real na psique e na mente. Essa eh a verdadeira natureza da “iniciação”.

    “Ps: Apoio a ideia da Fy para um post futuro :D”

    Eh um assunto bem interessante mesmo, falar sobre a “auto-iniciação”, aquela que eh o próprio Self quem realiza em si-mesmo. Esta eh a verdadeira “iniciação”, a que de fato transforma a “consciência”, onde o conhecimento deixa de ser intelectual pra se tornar “experiência” em todo o ser.
    Boa sugestão.

    abs

  17. adi said

    Fy disse:

    ‘Adi,

    Não é Marcelo: é Cielo!’

    Cielo disse:

    “Ps2: é Marcelo mesmo, mas pode me chamar de Cielo XD”

    Fy,
    Voce estah lendo alem das letras escritas, ta lendo intuitivamente, ta parecendo uma bruxinha. 🙂 🙂 🙂

    bjs

  18. Fy said

    Adi,

    “Fy,
    Voce estah lendo alem das letras escritas, ta lendo intuitivamente, ta parecendo uma bruxinha. ”

    … ou uma aquariana:::: !!!!! rsrsrsrs

    Bjs

    Cielo,

    …. é mto bom saber que vc chama Cielo! …é a minha lógica aquariana q viaja sozinha de vez em qdo. Rsrsrsrs

    E seja bem vindo.

    Na minha opinião, o conhecimento é a base de todo o processo. É o alimento da nossa curiosidade.
    E como diz o Huxley, experiência não é saber, e sim o que “fazemos” com o saber. E sem o saber, não há mesmo o que fazer.

    Mas, o point de tudo isto, acontece naqueles momentos em que agente acha que está armazenando informação demais e se perde um pouco das próprias inclinações, diante de tantas influências, e isto cria mesmo uma certa angústia; tipo: “?” – e diante de tudo isto: – where am I? –

    – pra onde que eu vou, qual é o caminho certo?

    Então, tai: palavras de alguém que sempre me faz mto bem – e tranqüiliza esta necessidade contínua de saber se estamos certos ou errados, se nossas escolhas são coerentes – se estamos na mão certa ou na contra-mão desta Infinita Highway – ou não:

    – taí um drop out com a intenção de que te faça o mesmo bem tb:

    http://www.salveaterra.com.br/rebelde.htm

    Bjs

  19. Fy said

    Adi,

    É isto, sim; e mto bem analisado, por sinal.

    Mas, ficam os tilts… – vc tem razão.

    Estou lendo um livro, mto interessante. Fica minha sugestão: Não a título de nos desapegarmos, ou de modificarmos nossas convicções ou a importância do que filtramos em nossos diversos legados. Mas de acrescentarmos.

    Diante da confusão que estamos enfrentando, e que fazemos de tudo pra subestimar, camuflar, estes autores [ são 2 ] pretendem um alerta. Mas não um alerta hollywoodiano, mas um convite a utilizarmos toda esta sabedoria através de uma outra visão.

    Como se fizéssemos um outro jogo, com as mesmas peças, e só mudássemos o cenário. O nome do livro é: – The Tree of Knowledge: the biological roots of human understanding. – Humberto Maturana e Francisco Varela.

    As duas principais vertentes de sua proposta sustentam que o conhecimento não se limita ao processamento de informações oriundas de um mundo anterior à experiência do observador, o qual se apropria dele para fragmentá-lo e explorá-lo,[ os tais memes] e a segunda grande linha afirma que os seres vivos são autônomos, isto é, autoprodutores – capazes de produzir seus próprios componentes ao interagir com o meio:

    “vivem no conhecimento e conhecem no viver.”

    Tem a ver com o que vc e a Lu disseram p/ o Cielo e costura o post do Felipi.

    Eu tenho sim, talvez por inclinação, uma vertente diferente em minha comunhão com o divino. Sem que isto dispense qualquer conhecimento ou a adequação dos mesmos ao que acredito. E, adorei a forma como estes autores sugeriram sua idéia, exatamente por gostar e estar habituada a estas adequações.
    Pra mim, foi uma viagem e uma sacudida mais ou menos assim:

    Imagine o nosso ego, neste momento humano, tão complicado [ temos um planeta em crise ] utilizando todos os meios de defesa pra manter-se intacto, protegido e acomodado. Nunca foi tão difícel interagir com a realidade como agora. Ela está aí, até pra quem já fez 10 anos de psicanálise – ou para os iluminados de outra forma – alem de estar aí, ela nos é informada continuamente, simultaneamente.

    E eu outro dia, tive mesmo este insight; – como o ser-humano tem resistido à Daaht real ! À Daaht Darfur, à Daaht do aquecimento global; à Daaht-Vida e sua real importância? e por aí vai…..

    E… o ego humano se paraliza sempre: estático, à beira do abismo.

    De repente, será que sempre fizemos isto? Preenchemos Daaht com nossa alienação? Será que esta supervalorização da iluminação espiritual está mesmo bem esclarecida ou, – será q estamos nos valendo disto corretamente e não para ignorar uma iluminação, talvez mais impactante, porem real ? Ou o abismo de Daaht está ficando cada vez mais profundo?

    Aiaiai: estão aí meus tilts!!!!!!! Talvez: – um outro olhar, uma outra visão.

    – Até onde a parte : “conhecer no viver” – tem nos assustado?

    Um questionamento a mais,

    Bjs

  20. adi said

    Oi again Fy,

    = Até onde a parte : “conhecer no viver” – tem nos assustado? =

    Talvez nao seja que temos nos assustado com a vivencia plena, ao mesmo tempo, de certa forma, ha uma reserva na entrega de si-mesmo.

    Diria que, em se tratando “da vida verdadeira ou a existencia”, como “arquetipo” e “potencia” que eh, estah esperando o momento propicio de manifestacao. Sempre esteve latente em todos os seres, desde sempre, mas como “potencia” a vir-a-ser, estah como que esperando certos mecanismos que disparam automaticamente o “despertar”, e me parece que os mecanismos se dao atraves da propria vivencia da vida.

    Fy, muito interessante, que escrever sobre tudo isso me chamou atencao no sentido de perceber todos esses “eventos” de abaixo do abismo, poderiamos chamar de arcontes, chacras, sistema, enfim, a vida como a percebemos, que ao mesmo tempo tudo isso eh equivalente ao ego, sombra, karma, luz astral, consciente coletivo, e mesmo Akasha, tudo isso eh como uma “irrealidade” que de uma forma paradoxa nos mostra o real. Sem tudo isso nao seria possivel o auto-conhecimento.

    Bom, tenho muita coisa pra dizer sobre isso, tem uma coisa que o Lucio me falou faz tempo sobre o karma, num post dele no F.A., e que ontem me caiu a ficha. Fez tanto sentido, foi um insight, porque foi um “clik”, que vc fala, nossa eh isso.
    To elaborando a coisa, escrevendo as partes, talvez resulte num post.

    bjs e teh mais.

  21. adi said

    Oi novamente Luiza,

    “fico feliz que a semente germinou, que as sincronicidades entre nós continuam a acontecer.”

    Bacana o que vc disse, realmente nao havia pensado nesse sentido; de fato, a semente que foi plantada pelo Lucio, lah ainda no F.A., germinou e estah crescendo.

    O Anoitan eh fruto e filho do falecido Franco Atirador, eu sinto ainda o Lúcio muito presente, mesmo que ele nao tenha participado por mera falta de tempo; suas idéias, seu “desbravamento” continua aqui entre nohs dando bons (mais que bons) frutos.

    Eu aprendi muito, muito, muito mesmo no falecido 🙂 🙂 :), verdade, porque o Lúcio eh uma biblioteca esoterica/e/afins viva e ambulante 🙂 🙂 ; mas nao eh soh dessa forma “limitada” biblioteca… ele tem o mais importante: “experiência” no que fala; eu sei disso… ele nao fala soh da boca pra fora porque leu em algum livro… ele eh um Mestre experiente naquilo que escreve e ensina.

    Eu falo isso, porque sei isso, sinto isso; ele modesto como eh, vai dizer que nao… mas sei e ponto.

    Nao eh tietagem como muitos podem imaginar e como jah disseram ateh; mas eh com grande admiracao e respeito pelo grande professor/mestre que definitivamente abriu minha mente.

    Eu dedico a semente/semeadura/o crescimento e frutos Anoitan ao grande Lúcio, meu ultimo professor (ele nao sabe disso, portanto nao vai concordar 🙂 ).

    bjs a todos vcs.

  22. Bob said

    Reflexões da hora…

    COMO uma mente conceitual e dualista haveria de adaptar-se à estes eternos e constantes processos de mudanças e porvir?

    Como dizem os hindus:
    “Deus DANÇA”!

    E como dizem nossos cientistas:
    “nem nossos OSSOS são os mesmos no dia seguinte”!

    O ‘EU’, o que é? Um “observador/aprendiz/experienciador” DA Vida? Sendo assim, não poderia ser ‘confundido’ com A Vida!

    ‘SER’ ou ‘NÃO SER’…eis a questão

    As crianças acreditam que SUA particular visão de mundo e/ou existência são as únicas e verdadeiras… da mesma forma, cada qual em seu tempo; Assim crêem também os jovens, adultos e mesmo idosos…enfim, a própria humanidade, em todos os tempos (com raríssimas e conhecidas exceções), atribui ao/o EU como ‘epicentro’ E “realidade” única!

    Um ‘eterno aprendiz’ seria, pelo menos, uma ‘postura’ mais sábia para qualquer ‘EU’, não seria?

    Então por isso, como bem disse a Fy, a poesia tenha uma capacidade muito especial que, por vezes, nos desperta para Realidades ‘fora do eu’.
    Não é demais reler e apreender o que nos mostram estes versos:

    Há metafísica bastante em não pensar em nada.

    O que penso eu do mundo?
    Sei lá o que penso do mundo!
    Se eu adoecesse pensaria nisso.

    Que idéia tenho eu das cousas?
    Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?
    Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma
    E sobre a criação do Mundo?

    Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos
    E não pensar. É correr as cortinas
    Da minha janela (mas ela não tem cortinas).

    O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério!
    O único mistério é haver quem pense no mistério.
    Quem está ao sol e fecha os olhos,
    Começa a não saber o que é o sol
    E a pensar muitas cousas cheias de calor.
    Mas abre os olhos e vê o sol,
    E já não pode pensar em nada,
    Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
    De todos os filósofos e de todos os poetas.
    A luz do sol não sabe o que faz
    E por isso não erra e é comum e boa.

    Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores?
    A de serem verdes e copadas e de terem ramos
    E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
    A nós, que não sabemos dar por elas.
    Mas que melhor metafísica que a delas,
    Que é a de não saber para que vivem
    Nem saber que o não sabem?

    “Constituição íntima das cousas”…
    “Sentido íntimo do Universo”…
    Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada.
    É incrível que se possa pensar em cousas dessas.
    É como pensar em razões e fins
    Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores
    Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.

    Pensar no sentido íntimo das cousas
    É acrescentado, como pensar na saúde
    Ou levar um copo à água das fontes.

    O único sentido íntimo das cousas
    É elas não terem sentido íntimo nenhum.
    Não acredito em Deus porque nunca o vi.
    Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
    Sem dúvida que viria falar comigo
    E entraria pela minha porta dentro
    Dizendo-me, Aqui estou!

    (Isto é talvez ridículo aos ouvidos
    De quem, por não saber o que é olhar para as cousas,
    Não compreende quem fala delas
    Com o modo de falar que reparar para elas ensina.)

    Mas se Deus é as flores e as árvores
    E os montes e sol e o luar,
    Então acredito nele,
    Então acredito nele a toda a hora,
    E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
    E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.
    Mas se Deus é as árvores e as flores
    E os montes e o luar e o sol,
    Para que lhe chamo eu Deus?

    Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
    Porque, se ele se fez, para eu o ver,
    Sol e luar e flores e árvores e montes,
    Se ele me aparece como sendo árvores e montes
    E luar e sol e flores,
    É que ele quer que eu o conheça
    Como árvores e montes e flores e luar e sol.

    E por isso eu obedeço-lhe,
    (Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?).

    Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
    Como quem abre os olhos e vê,
    E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
    E amo-o sem pensar nele,
    E penso-o vendo e ouvindo,
    E ando com ele a toda a hora.

    (Alberto Caeiro/Fernando Pessoa)

    🙂

  23. Fy said

    Adi,

    Agora pouco,eu tavaaquicomigo, pensando, e me lembrei de uma passagem super bonita da Lu [ bjo pra vc e pra Rafaela] lá no SDM. Respondendo um comentário, ela contou um bate-papo entre elas; – lembra disto, Lu?

    E, se não me engano, lá mesmo, falou o quanto a experiência de vivenciar a filha estava lhe enriquecendo, ensinando. Isto me tocou mto fundo pq foi intenso, bonito mesmo, e, quando a Rafaela me surpreendeu com aquele post dos Phebees, que é muiiiiito legal: muito profundo; – ela criou uma porção de pessoas, mitos, formas de sentir, simplicidades, amizade, formas de conviver, comer, de saber, e contou pra nós com uma naturalidade tão importante, segura, e sobretudo tranqüila.

    Por mais que ela tenha vestido tudo isto com as informações que a percepção lhe oferece, ela é pequeninha…; – e eu fiquei me perguntando: daonde é que ela “puxou” tudo isto: “antes” de vestir? – se não foi do inconsciente; ou se foi, novamente parabéns pra Lu; pq é visível o quanto é perfeita a tela onde o inconsciente desenhou e vai continuar desenhando suas impressões, permitindo que a Rafaela as pinte com as cores da vida. Eu chamo isto de estrutura. E, como isto é importante; [ economiza uma trabalheira!!!].

    E eu quero isto p/ mim e p/ o meu neném quando ele vier.

    Aliás, se eu fosse mesmo capaz de uma bruxaria, – vou fazer um curso, pode deixar – eu daria este presente: esta “tela” tão limpinha e natural, ou a possibilidade deste encanto, pra cada criança do mundo, e pra cada infância que já existiu. A possibilidade de observar: de se integrar – de descobrir as próprias emoções, as genuínas reações nos movimentos do mundo.

    O Bob me fez lembrar e pensar nisto, – …então é pra nós, e principalmente pra Rafaela, que vai curtir com olhos mais despertos, que os nossos [ I’m sure]:

    – Bjs por isto, Bob:

    Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
    Porque, se ele se fez, para eu o ver,
    Sol e luar e flores e árvores e montes,
    Se ele me aparece como sendo árvores e montes
    E luar e sol e flores,
    É que ele quer que eu o conheça
    Como árvores e montes e flores e luar e sol.

    Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
    Como quem abre os olhos e vê,
    E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
    E amo-o sem pensar nele,
    E penso-o vendo e ouvindo,
    E ando com ele a toda a hora.

    Bjs

  24. luramos said

    Ah vcs querem me pegar pelo coração mesmo né? Falando da Rafaella eu não aguento…
    Obrigada pelas palavras doces Fy, elas me mostram que você pode reconhecer a doçura e assim expressá-la também.

    A fantástica experiência de ser a mãe da Rafaella é a grande honra desta minha existência terrena.
    O que aconteceu é que desde que ela nasceu eu a vi como um ser a ser respeitado por aquilo que era, pela sua essência. Foi um provável reflexo de ter sido sempre taxada de inadequada desde criança, estigma que infelizmente (ou felizmente?) ainda me acompanha, como vcs bem sabem aqui.

    A inadequação que me pesa não é a de não se enquadrar neste mundo terreno , na matrix. A inadequação que dói é a de não se sentir ou saber amado pelo que se é. Então tive uma filha e desejei amá-la pelo que ela era, esforcei-me pra aceitá-la, esperando por suas imperfeições. Aceitá-la então foi minha própria cura. Foi meu modo de vivenciar que é possível ser amado como se é.

    Daí veio uma menininha cheia de ideias mirabolantes , que ama música, poesia, brincar de boneca bebê e andar de bicicleta. Ficou fácil né? Veio um ser com uma capacidade enorme de fazer pouco do sofrimento, um ser que não é intenso como eu, e sim equilibrado. E sempre vendo muitas cores onde eu só sou capaz de enxergar branco ou preto. Seria um crime perpetuar minhas dores e imprimir nela minha forma de entender o Universo. Então a deixo livre, para ser quem é. Também não deixo ver tv ou ficar na internet…rs e busco incansavelmente o equilíbrio entre Amor e Disciplina ou cabalisticamente Justiça e Misericórdia.

    Mas a grande verdade é que ela me provou que existe Alma, que eu a gerei biologicamente, mas que sua essência, tão distinta da minha, veio mesmo foi de Deus.

  25. adi said

    Hi Bob,

    “COMO uma mente conceitual e dualista haveria de adaptar-se à estes eternos e constantes processos de mudanças e porvir?”

    Deixando de ser conceitual e dualista, uai! 🙂

    “Como dizem os hindus:
    “Deus DANÇA”! ”

    Eh, a danca de Shiva.

    bjs

  26. adi said

    Fy,

    Realmente a experiencia de ser mae eh algo de extrema plenitude, de renovacao.

    Agora educar um filho eh uma experiencia de extrema responsabilidade. Ha que se estar bem consciente desta tarefa, porque nao eh facil num mundo de hoje saber a exata temperanca entre limites e liberdade, e por conta disso, o que se ve muito sao criancas egoistas e egocentricas ao extremo, que de certa forma “tiranizam” os pais. Eh culpa da crianca?? claro que nao. Eh responsabilidade dos pais passar para a crianca os direitos do individuo e os direitos do “proximo”.

    A historia da Luiza e da Rafaella eh muito bonita, por isso mesmo, um caso raro nos dias de hoje.

    “– eu daria este presente: esta “tela” tão limpinha e natural, ou a possibilidade deste encanto, pra cada criança do mundo, e pra cada infância que já existiu. A possibilidade de observar: de se integrar – de descobrir as próprias emoções, as genuínas reações nos movimentos do mundo.”

    Como mae, diria que aprendi muito mais do que ensinei. Porque quando se tem um filho, jogue fora a teoria, nao tem outro jeito; eh pratica constante de amor, paciencia, dedicacao, abnegacao, paciencia, amor, paciencia, preocupacao… nao sao somente flores…. 🙂 🙂 🙂 mas tem muitos, muitos, muitos momentos bons… quando aquelas maozinhas te fazem carinho, te beija, diz que te ama, que te acha linda, que te imita, que tem orgulho dos pais e que nos ama incondicionalmente, assim como os pais aprendem a amar dessa forma tambem ao filho. Minha filha eh minha melhor amiga e eu sou dela, ha confianca mutua, damos muitas gargalhadas juntas… mas ela nao eh ligada pra assuntos espirituais e respeito isso…

    Quanto a ter a tela limpinha, livre, sem imposicoes e limitacoes da familia, acho que tem relacao com o Karma individual da crianca em conjunto com o karma dos pais. Talvez vc nao concorde comigo, mas eu entendo que “a consciencia” ou o nucleo arquetipico quando vai encarnar eh atraido pelo magnetismo dos pais de acordo com “o padrao” que jah tem imprimido na consciencia, resultado da vida passada. Mais ou menos como que atraido para “aquilo” que vai propiciar os eventos ou acontecimentos pra desenvolver o que “precisa” ser desenvolvido ou superado. Bloqueios tem que ser superados e potenciais desenvolvidos.

    Soh um ex: A Luiza disse no comentario, que aprendeu a superar suas limitacoes com a Rafaella, por outro lado, a Luiza proporcionou liberdade “suficiente” pra Rafaella ter acesso ao inconsciente dela; coisa que muito provavelmente a Rafaella jah tinha adquirido em vida passada.

    Fy, quando vc tiver seu nenem vai ser tudo isso e muito mais de bom.

    As criancas de hoje jah nascem muito especiais… por isso minha querida nao se preocupe tanto com o fututo… o futuro estah estampado nessas carinhas despertas… quero estar velhinha pra ver os frutos dessa nova geracao.

    bjs

  27. adi said

    Luiza,

    Dah pra gente ver no video que a Rafaella nos presenteou, que ela eh um encanto de menina, que ela eh muito especial. Parabens pra vc, por ter conseguido dosar/equilibrar o amor, ternura, liberdade e limites… temperanca necessaria igual ao caminho do meio do budismo.

    “A inadequação que dói é a de não se sentir ou saber amado pelo que se é. ”

    Lu, minha querida; eu sei que voce sabe disso tudo, porque eh um assunto recorrente aqui no Anoitam e nos meios esotericos/psicologicos/afins. A completa aceitacao e o sentir-se amado, tem que antes de tudo vir de dentro da gente… eh aquela historia do Poimandres que voce belamente contou, o despir-se completamente de voce pra voce mesma e ai olhar “para o que se eh” e se aceitar de verdade;
    Me perdoa se estou interpretando errado, tah. Mas esta dor que eh sentida na Alma, tem uma tendencia a ser projetada no mundo, e dai a tendencia a achar que o mundo rejeita o individuo. Quando da nossa propria aceitacao e amor a si-mesmo do jeito que se eh, as projecoes sao retiradas e esse sentir-se amado que estah no coracao eh reciproco num sorriso no mercado, em gentilezas que se recebe, eh como estar acessivel ao contato do amor.
    Me desculpa e nao me leve a mal por ter dito isso. 😉

    bjs mil pra vc e pra Rafaella.

  28. Bob said

    Oi Adi,

    Mai qui belêzz!
    Nada como uma boa e velha receita mineira pra desvendar profundos mistérios existenciais, némêzz? rs

    Fala de mineirim é assim mêsss. Máêtapovimbão, sô!!

    (Por essas e por outras é que adoro este país!)

    Eói: gostei muito do texto “Estar Desperto” 🙂

    Valeu!

    Bjs

  29. rfviper said

    Amigos só tenho a agradecer por tanta sabedoria!

    PARABÉNS!!!

  30. luramos said

    vc está certíssima na sua interpretação Adi.
    E vou escrever na primeira pessoa e expor minha Verdade, aqui, porque isso também tem me salvado de mim mesma.

    A criança interior que interpretou a educação que recebeu como desamor ainda mora aqui dentro de mim. Já foram anos de psicanálise, váaaaarios rituais, e muito trabalho mental buscando essa cura.

    O excesso de Rigor ( e no meu entender algo que se chama de abuso psicológico, agravado por uns requintes de agressão física) que recebi quando criança me fez a obstinada guerreira que sou hoje. Mas custou caro.
    Conheço muita gente que tomou umas boas palmadas e surras de cinta e não ficou traumatizada como eu, é verdade.
    Racionalmente sei que foi o melhor Amor que meus pais poderiam me dar, eles mesmo superando suas tristes histórias de vida. Mas com 42 anos e muito trabalho, energeticamente ainda não superei. E passei a vida buscando receber este Amor de outros para curar a criança interior – era só o que eu sabia fazer. O alívio vem em dar esta energia de volta ao mundo, mas não é a cura.

    Também nunca dei uma tapinha nas costas da mão da minha filha, nunca. Nenhuma violência física. Nada de palmadinha moral no bumbum. Consegui quebrar o círculo vicioso. Educo pelo valor intrínsico das atitudes, dos gestos, dos pensamentos e sentimentos. Nada de recompensas ou castigos. Como minha filha vai interpretar quando crescer? Só o tempo me dirá….

    Agora estou melhor, a consciência desta estrutura psiquíca que me acompanha e algum controle mental/corporal/espiritual me permitem tentar buscar este Amor dentro de mim mesma. Mas cadê o referencial?

    Então me convenço que todo homem e toda mulher é uma estrela, que todos temos uma chama divina, e que esta porção divina que me compõe, Perfeita, Forte e Bela é que merece meu próprio amor.

    Assim escolhi acreditar num deus interior e num Deus exterior – não um ser, mas princípio criador/organizador – que são o mesmo, e deixo essa voz interior, que agora exponho, me convencer da divindade humana, que busco expressar, que busco reconhecer e reverenciar em cada um com que compartilho minha existência terrena.

  31. adi said

    Bob,

    Sou paulista, mas tenho amigas mineiras maravilhosas, adoro elas. Uma delas tem o dom poetico mineiro de escrever, ela escreve com leveza, naturalidade, igual como uma conversa numa mesa de cha – ou de bar 🙂 :).

    assim ó: Mineirin eh assim mezz, eh tudo um trem bao sô!, tudo ali pertin, gostosin, maneirin… eita coisa boa, neh mezz?

    bjs

  32. adi said

    Lu, muito bonito o que vc colocou, faz bem pra Alma se abrir, eh muito bom abrir o coracao.

    Olha soh, somos jovens, meninas na plena flor da idade 🙂 🙂 :), fazendo daqui uma sala de terapia. Ai, ai, quanta alma aqui nesse Anoitan, que jah to sentindo que estah na Albedo, ou Albeidon. 🙂 🙂

    Cade a Sem??? saudades.

    Tenho 43 anos, casei aos 19, tive uma filha aos 22; tudo aconteceu muito rapido comigo, na minha epoca de crianca era meio comum apanhar de cinta, receber palmadas corretivas. As vezes eu me magoava disso quando ainda crianca; mais tarde eu compreendi que eles, meus pais, sempre fizeram o melhor que eles puderam naquele momento da vida deles, com 4 criancas, dificuldades financeiras, eles foram herois, e eu agraceco a eles, pois me ajudaram a ser o que sou. Minha mae foi muito, muito reprimida, e ela quebrou o ciclo dela; ela sempre dizia nunca vou fazer com meus filhos o que meus pais me fizeram, e nao fez. Nesse sentido, apesar das surras vez ou outra, sempre me senti muito amada, muito querida…. mass, nao pela minha irma mais velha…
    isso me incomodava, ela sempre muito rigorosa e rigida, batalhadora demais (faz parte nesse tipo psicologico, como os generias da guerra, como se tivessem Marte bem acentuado no mapa astral), eu adorava brincar de casinha, ser maezinha, vovoh, vivia um mundo da imaginacao, montava cenarios, dividia o terreno… mas ela, minha irma nao gostava de brincar comigo, se brincou foi pouco, entao eu tinha que convencer meu irmazinho que gostava de carrinho, ai eu adaptava o carrinho no meio da historinha (rsrsrs). Claro que minha irma nao tem culpa alguma dos meus recalques, claro que a coisa toda era comigo mesma, nunca brigamos seriamente, mas eu sentia uma certa retaguarda em nosso relacionamento, nao era fluido, e isso tudo e muito mais foi sendo guardado no saco preto 🙂 🙂 :).
    Mas a crianca interior, sombra mesmo, me chamava nos sonhos de mae e me puxava pelas maos ao subterraneo, acordava assustada, mas foi cainda a ficha… sou eu, eh minha escuridao.
    Seguindo as dicas do Lucio, fiz imaginacao ativa, dando continuidade ao sonho. Eu resgatei aquela crianca interior tao mal amada por mim mesma, eu chorei e vivenciei toda a dor daquela criaturinha sem luz, largada na escuridao de mim mesma, no frio da falta de meu calor humano; tao rejeitada que foi por mim. Eu a trouxe pra dentro de meu coracao, e eu a amo tanto, tanto; e ela liberou tantos bloqueios, vieram tantas lembrancas de ateh quando eu tinha dois aninhos, foi como viver tudo aquilo de novo, chorei toda a dor reprimida… ela me trouxe mais alegria de viver, me trouxe leveza de espirito, me trouxe paz interior, me fez mais e melhor como pessoa… me aproximou do Self, retirou as projecoes, me trouxe um amor de mim mesma, que todas as coisas se suavizaram depois disso.
    Eu nao fui uma mae maravilhosa, eu projetei muita coisa minha na minha filha, depois que me conscientizei disso tempos atras, conversei com ela, expliquei os meus motivos ignorantes, e sempre afirmo o meu amor a ela. Hoje eu a aceito e a amo do jeitinho que ela eh, ela sabe disso.
    A vida nao eh simples, sou uma pessoa tao imperfeita, agora nao ligo mais… mas nesse meio esoterico se tem uma “ilusao” do ideal de perfeicao, daquela pessoa cheia de virtudes, doando o mais belo amor ao mundo, temos todos que ser como a Madre Tereza; quanta besteira :), me cobrava por isso, e soh aumentava meu conflito interior… todo mundo soh fica se iludindo mais, buscando um ideal distorcido, ou nos tornamos jesuses ou santas, ou nao vamos ao paraiso… e assim negamos ainda mais nossa sombra, pisamos na coitada e a exorcizamos para os rincoes do inconsciente infernal da nossa psique.

    percebo que as limitacoes/rigidez/conceitos/cobrancas de nohs, partem de dentro de nohs mesmos, eh o tal do sistema, a matriz que molda nosso ser. E eh tao engracado que temos que nos libertar de nohs mesmos, daquilo que acreditamos ser. Mas esse libertar nao significa “negacao”, muito pelo contrario, eh na “aceitacao” de nossas imperfeicoes que nos liberamos, eh a nossa sombra que nos leva ao Self, eh ela quem alarga os horizontes da nossa psique e quebra com as amarras egoicas.

    Bom, entao eh isso.!

    bjs a todos

  33. adi said

    “Agora estou melhor, a consciência desta estrutura psiquíca que me acompanha e algum controle mental/corporal/espiritual me permitem tentar buscar este Amor dentro de mim mesma. Mas cadê o referencial?”

    O referencial tambem estah dentro da gente. Eh o proprio Self.

    Lah um dia, tudo aquilo que foi apreendido intelectualmente desabrocha numa experiencia do contato com a propria divindade, com algo numinoso, o verdadeiro mestre interior e iniciador (diferentemente dos cerimoniais e rituais das ordens). Esse contato eh o que de fato transforma o individuo. Sao fases, etapas no caminho, que sao culminadas com o contato, i.e, a cada etapa se tem a certeza atraves da experiencia, com o contato com as forcas arquetipicas e poderosas do inconsciente. Entao aquilo que era somente “aprendizado” se torna real dentro do individuo, e se torna o referencial a ser conquistado, a motivacao e aspiracao pela busca continua de se chegar ao final da linha, …

    Alguns dizem que sao 7 as etapas, na ordem da subida da kundalini atraves dos 7 chacras. Jah Regardie cita no trabalho do Pilar do Meio um caminho mais curto e direto, porem mais perigoso atraves dos sephirot, na elevacao da kundalini, partindo de Malkuth, Yesod, Tiphereth e entao o salto no abismo direto a Kether.

    Essas sao as verdadeiras iniciacoes misticas (no interior do coracao de cada um nasce o cristo), que tanto fazem misterios as ordens.

    bjs

  34. Fy said

    Noooossa que mto bom!

    Mob, Lu, Adi, Bob, Sem, Cielo, e quem mais vier:
    Again:

    A Vida é mesmo maior do que agente espia!

    Adoro vcs.
    Bjs

  35. Cielo said

    Incrivel poder conhecer um pouco mais de vocês, são inspiradoras as historias!

  36. luramos said

    Ah
    eu também, tenho uma irmã mais velha…rs, companheira de outras vidas, e agora depois de muitos anos, e unidas pelo amor à Magia, começamos a compreender melhor os porquês das nossas diferenças e semlhanças….

  37. Sem said

    Olá pessoal, bom dia a todos!

    Estive durante a semana acompanhando vcs de longe, esse assunto aqui me toca profundamente. De certa forma me motivou a terminar aquele texto sobre dualidades, assunto que em tantas outras ocasiões e dos mais diversos ângulos debatemos (seu post o desencantou, viu Adi). Quero ver se o publico hoje até o final do dia. Talvez fique um tanto pesado para quem não está acostumado a ler ou não gosta de filosofia, mas será a minha contribuição ao tema. Até!

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