Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Bem vindo ao abismo de Daath

Posted by adi em junho 20, 2009

Soh uma palinha de um post que ainda estah na assadeira.

“Daath se situa acima e entre Chokmah e Binah. É o conhecimento. Representa uma “falsa sephirah” porque não é uma emanação independente como as outras dez. Ela depende de Chokmah e Binah. Também é considerada como a imabismoagem de Tipareth. É o abismo, o caos aleatório do pensamento.

Daath é a sephirah que temos que “realiza-la” nos quatro mundos.Se quisermos conhecer o Pai Face a Face, teremos que alcançar a união com o Espírito. Por isso Daath é um abismo para todos os homens orgulhosos que temem dar um salto ao desconhecido. Daath sephirah do confronto com a verdade, e de união.”

ref. Wikipedia

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15 Respostas to “Bem vindo ao abismo de Daath”

  1. Sem said

    Adi,

    Meu conhecimento sobre Cabala é nulo; minha vontade de aprender é grande. Vou colocar dúvidas e o modo, equivocado ou não, como compreendo Daath. Por favor, não tema ser crítica ao me corrigir…

    As Sefirots são centros de energia, e como centros de energia, só as posso compreender atuando como “mandalas arquetípicas imagéticas”.

    A maneira como eu vejo essa questão é, e não é, original: é original porque até hoje não encontrei descrito em nenhum lugar e autor o modo dinâmico, polarizado ou multipolar, como percebo as forças arquetípicas se relacionando; e não é original no sentido de que toda minha ideia é derivada das psicologias de Jung, Hillman, Freud, de leis da física quântica e da geometria, de filosofia oriental e etc.

    Já descrevi o que seriam essas “mandalas”, centros de energia arquetípicas, ou também poderíamos chamá-las de “selfs” ou de “mini-selfs” – se pegarmos o viés de self sendo o arquétipo da totalidade e aquele que dá conta do problema da dualidade quando integra/harmoniza os polos em um único centro/unidade. Creio que foi num post do Mob a respeito dos sentidos que essa conversa toda começou, se vc estiver lembrada…

    O que eu ainda não disse é de onde deriva o que imagino ser essa espécie de dínamo arquetípico -dínamo descreve bem o funcionamento da “minha” mandala, porque de uma força mecânica, a princípio, é gerada uma outra eletromagnética, que se transforma em outras num mundo mais sensível e que nos governa, mas que ainda não compreendemos totalmente, porque talvez pertençam a uma outra dimensão, de fundamento arquetípico mergulhado em energia escura, se não é a energia escura o mote que concentra os arquétipos e os arquétipos a nossa libido…
    Pois bem, toda minha ideia deriva de uma percepção súbita de uma imagem que não me saia da cabeça, isso há uns 4 anos atrás, quando estava envolvida com alguns pensamentos budistas e acho que a percepção foi conseqüência dessas introspecções… A imagem é um desenho muito simples – a princípio três círculos um dentro do outro: um círculo fechado, dentro deste círculo um meio círculo no quadrante superior esquerdo e fora um meio círculo envolvendo os demais restantes 2/3 da esfera, mais ou menos.
    Cerca de 1 ano atrás, lendo o Picos e Vales do Hillman, eu descobri que esse círculo central bem podia representar o “eu”, o meio círculo interior a “alma” e o exterior o “espírito”. E junte-se a essa imagem de “self”, tudo o que escrevi e o desenho do meu post Eros e Psiqué, e também a brincadeira com a fita de moebius, na historinha da criação com o lema da academia de Platão, que postei pouco tempo atrás, e talvez fique mais claro como penso a respeito da circulação (circumanbulação) da energia (libido), que em outras palavras são as sefirots…

    Daath: é abismo? Pra mim essa questão é como na piada, de que o problema do “Moebius” é de que ele só vê um lado nas questões… E, quando só vemos um lado, por melhor integrados ou “resolvidos” que estejamos, podemos ficar andando em círculos eternamente, como as formigas do desenho do Escher… E gastar toda nossa vida em uma única mandala imagética, pois quedamos ali fascinados, e não é à toa, pois existe tanta beleza, harmonia, completude, paz, em toda imagem onde corpo, alma e espírito caminham juntos.
    Será que isso é o que representa Daath, de que nem a harmonia basta? De que a harmonia é passageira por sua dinâmica efêmera e de que é preciso saltar no escuro da realidade, e com muita fé para que outra “imagética” se forme e nos ampare, em um outro nível talvez? Ou de que então fiquemos suspensos por forças invisíveis e, finalmente, libertos de qualquer fascinação, de que tudo, inclusive a própria vida, não passa de uma grande ilusão?

    Uma vez conversando com uma amiga num outro fórum, questões paralelas a essas de encontros arquetípicos, quando falávamos daquele interessante filme de ficção científica, “O Cubo”, ela lembrou desse conto do Borges, “A Biblioteca de Babel”. Deixo o endereço em seguida, para enriquecer ainda mais a nossa compreensão desse mundo estético, que pode ser árvore, mandala, ou hexágonos e abismo…
    Imperdível:

    http://www.alfredo-braga.pro.br/biblioteca/abibliotecadebabel.html

    Nietzsche, que entendia como ninguém de abismos, disse em Zaratustra: “O homem é corda estendida entre o animal e o Super-homem; uma corda sobre o abismo; perigosa travessia, perigoso caminhar, perigoso olhar para trás, perigoso tremer e parar”.

  2. adriret said

    Oi Sem,

    Esse assunto sobre Cabala eh bem interessante mesmo, particularmente gosto muito, apesar disso, nao conheco a fundo a Cabala, mas dah pra entender os fundamentos.

    Eu entendo as sephirot mais ou menos como voce, sao centros de energias como os chacras ao mesmo tempo que sao como estados de consciencia.

    Sobre daath especificamente, como eu disse acima, estou preparando um post mais delhado, no qual espero juntar e comparar esse estagio do caminho com outras tradicoes misticas e esotericas.

    Estou tentando abordar Alma no sentido mistico mesmo ou simbolico, jah que foi bastante discutido alma sob a otica psicologica no post Alma ou Psique.

    Acho que vai ficar bem bacana, e talvez valha a pena esperar o post, talvez pode ateh esclarecer essas questoes sobre daath…

    bjs
    adi

  3. Fy said

    Adi, Sem e quem mais vier:

    Enquanto agente espera, fiz este resumo sobre a origem da cabala, e mais algumas curiosidades ;

    – Embora a forma atual da Cabala tenha surgido no século XII, sabe-se que ela é tão antiga que se perde na noite dos tempos. O que houve neste século foi uma compilação de material antiqüíssimo.

    Originalmente era transmitida oralmente, e não por escrito, pelo receio que pudesse cair em mãos de profanos.

    Mais tarde, o receio de que a tradição pudesse ser interrompida, fez com que alguns iniciados dessem forma escrita à tradição, mas de maneira simbólica, estando assim vedada ao entendimento de profanos.

    A essência da Cabala é a mesma do hinduísmo e esta, por sua vez, é a mesma da filosofia africana, ou seja, um conceito de deus natural, como espírito do universo.

    Convém repetir aqui que a civilização branca é a mais recente e que os arianos, ao conquistarem a Índia, aprenderam a espiritualidade dos negros vencidos e codificaram essa sabedoria adquirida, dando origem ao hinduísmo.

    Os negros dominavam então a bacia do Mediterrâneo e os vales do Indo e do Ganges.

    As semelhanças entre o hinduísmo e o candomblé justificam-se pela origem comum da grande civilização negra que cultuava a trindade sagrada: Verdade – Bondade – Beleza, consubstanciada em sua forma prática e educacional: Ciência – Religião – Arte – e cujos mitos influenciaram os arianos. È patente a correspondência entre os mitos africanos e os gregos.

    A civilização egípcia não era branca, nem original, como pretenderam Champollion e outros. Os soldados franceses de Bonaparte quebraram o nariz da esfínge, enraivecidos com as feições negras do monumentos, cujo nariz achatado os irritou, querendo com isso apagar uma nova prova da negritude do faraó.

    Negras ou mestiças foram quase todas as dinastias egípcias, e o maior dos faraós, o inesquecível Amenófis IV, ou Akenaton, reorganizadora da Maçonaria e da Ordem Rosacruz, uma das maiores figuras da História , é claramente um mestiço, mais negro que branco, segundo a efígie de seus monumentos.

    O historiador senegalês Diop demonstrou que uma civilização negra muito antiga originou, simultaneamente, a civilização egípcia e as civilizações negras do continente africano, tal como as conhecemos hoje.

    A bíblia por ser um livro prático, normativo, jamais poderia apresentar às multidões a filosofia elevada da cabala, teve que descer as alegorias como um deus pessoal e nacional, sem entrar em detalhes quanto à parte espiritual do homem e ao seu destino após a morte física. Não se explica com clareza o que acontece com o espírito após a morte, havendo passagens em que se diz que esta parte espiritual fica dormindo após sair do corpo.

    O tema da ressurreição é uma alegoria para satisfazer o pouco entendimento das massas, que nisso podem ver uma satisfação de perpeitude, tema que se enquadrou depois no cristianismo e que não tem sentido algum. Seitas cristãs admitem que o espírito dorme depois da morte e só vai acordar no julgamento final, quando haverá a ressurreição dos corpos.

    Milton poeta puritano, tinha opinião semelhante e não acreditava que o espírito pudesse viver após a morte, só podendo viver em outro corpo, isto é, após a ressurreição. Tudo isto é materialismo, como é materialismo interpretar literalmente o belo mito de nascimento virginal, mito que ilustra não apenas a figura de Jesus, mas também e literalmente igual, a figura de Krishna, e as de Zoroastro, Lao Tsé, Platão, Buda, sem esquecer as divindades astecas e incas.

    A Cabala é claríssima em sua filosofia animista e panteísta, em considerar deus uma inteligência cósmica – e não um deus pessoal, – e em basear toda a justiça divina na própria consciência do indivíduo, que através de sucessivas encarnações virá a se aperfeiçoar. Toda a metafísica do hinduísmo e da filosofia africana está na cabala.

    O mais antigo liv ro da cabala é Sepher Ietzirah – livro da criação – – cuja autoria não está determinada, mas que remonta a uma tradição muito remota.
    Segundo alguns autores, Raziel, anjo dos mistérios, teria ensinado a cabala a Adão: expulso do Paraíso.

    Teria passado de geração em geração, sempre de forma oral e secreta, só para iniciados. Noé teria recolhido a tradição junto com as espécies na arca. Mas a maior parte dos autores atribui esta obra a Abrãao. É a partir do Livro da Criação que assume forma escrita, mas ainda secreta.

    O segundo livro mais antigo da cabala é Sepher ha ohar, ou simplesmente Zohar – Livro dos Esplendores – .

    Supõem-se que estes livros tenham sido reescritos por volta de 200 ac – mantendo-se secretos até o final do séc XV. Têm sido atribuídos a Akiba e a Simão bem Yochai, mas há críticos que os atribuem a Moisés de Léon, em fins do sec. XII.

    É claro que não se trata de nenhuma autoria individual mas de compilação e adaptação de textos muito mais antigos.

    Tanto a cabala prática [ menos conhecida – portanto mais secreta – contida em manuscritos de difícel acesso, denominados “As Clavículas de Salomão” ] como a teórica tem similitudes com a sabedoria da Índia, por derivarem ambas de uma fonte comum, que se perde num passado tão remoto, que é impossível reconstituí-lo.

    Referência: Kabbalah – Felippe Cocuzo –

    Bjs

  4. Fy said

    Eu tenho um livro escrito por um padre que nunca se identificou – senão era excomungado, rss] – um excelente livro: Meditação sobre os 22 Arcanos do Tarô – por autor que quis manter-se no anonimato –
    E aqui vai uma palavrinha sobre Keter: – a primeira sephira: a Coroa [ no topo do pilar do Equilíbrio: no triângulo supremo ]

    O Gênesis, após descrever a criação do Universo, em termos alegóricos, não deixa de acrescentar: E viu Deus que isso era bom. O que torna a criação mais do que perfeito mecanismo físico, biológico e psíquico, é o calor da graça.

    A graça dá ritmo e harmonia ao Universo, comporta os ideais de beleza e de bondade, e é por esse motivo que a vontade de Keter é feita; porque ela é boa.

    Aquele que deixa de procurar a bondade, a beleza e a alegria na criação e na vida, é como o observador materialista que diante de um livro, conhece a composição molecular da celulose do papel, sabe explicar o porquê dos arranjos da tinta em letras, e a ordem na qual se seguem as páginas; mas é incapaz de compreender a mensagem contida nas frases, uma vez que para ele não passam de combinações aleatórias.

    ” O Belo é o Bem que se faz amar, e o Bem é o Belo que cura e vivifica.

    Mas o bem cuja beleza foi perdida de vista se enrijece em princípios e leis e se torna puro dever; o belo que se separou do bem e o perdeu de vista se abranda em pura fruição desprovida de obrigação e responsabilidade.” ( Meditações Sobre os 22 Arcanos Maiores do Tarô)

    Keter é o ideal do Bem, do Belo e das Alegrias supremas, e assim como o broto do Lótus já tem a planta em potencial, o Mundo já possui o potencial divino.

    Se hoje ele está longe de ser um paraíso onde o bem prevalece, cabe a nós despertarmos os ideais latentes, e aproximá-lo cada vez mais da Idéia primordial. E para estabelecermos essa realidade, compete-nos harmonizarmos os ritmos falhos de baixo, com os ritmos supremos da vontade divina.

    ” A verdadeira obediência não é a escravização da vontade a outra vontade, mas a clareza moral, a faculdade de conhecer e de reconhecer a voz da verdade. É ela que torna a alma inacessível aos atrativos da esfera da miragem” ( Meditações Sobre os 22 Arcanos Maiores do Tarô)

    Além de escapar da esfera da miragem , a obediência à lei moral põe a alma em ritmo com a divindade.

    Desta harmonização dos ritmos vêm a experiência da alegria espiritual, da alma que cumpre seus deveres e é capaz de contemplar a profundidade de suas boas ações. ” a alegria, continua o autor , é o acordo dos ritmos, enquanto que o sofrimento é o seu desacordo.

    O prazer que sentimos quando sentamos perto da lareira é o restabelecimento do acordo do ritmo do corpo com o ritmo do ar que chamamos de “temperatura”.

    A alegria proporcionada pela amizade é o acordo dos ritmos anímicos e mentais de duas ou mais pessoas. A alegria de uma boa consciência é o acordo entre os ritmos morais do eu inferior e do eu superior.

    A bem-aventurança prometida àqueles que têm o coração puro e que verão a Deus é o acordo de seu ritmo próprio com o ritmo divino.

    A alegria é, pois, o estado de harmonia do ritmo interior com o ritmo exterior, do ritmo de baixo com o ritmo do alto, do ritmo da criatura com o ritmo divino” ( Meditações Sobre os 22 Arcanos Maiores do Tarô)

    Concluindo, a Árvore da Vida nos ensina que é preciso tornar o que está embaixo, como o que está em cima, segundo o plano divino de Keter.

    Bjs

  5. Fy said

    E aqui neste link, um lindo diagrama da árvore e, clicando em Daath [ e nas demais ] uma visão mais cristã da cabala.

    http://www.sintoniasaintgermain.com.br/Tree_Sefiroth.htm

    Bjs

  6. adriret said

    Fy,

    Vc eh sempre uma “agradavel” surpresa; muito bom esse “resumo”, bom tambem o link o qual dah uma nocao sobre os sephiroth.

    Talvez fosse interessante fazer um post sobre isso (juntando seus dois comentarios), soh como referencia pra dar uma ideia do que seja Cabala.

    bjs
    adi

  7. Fy said

    Adi,

    Qto mistério não?

    Eu ainda vou fazer um curso de projeção astral com o Valdo Vieira, pra ver se eu consigo viajar por aí, no tempo… – ser transparente, [ só espírito ou alma : sei lá ] e visitar a época que eu quizesse! – será q é possível?

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Projeciologia

    Isto também é interessante, – é um trecho de um livro que eu não lembro o nome de jeito nenhum. Mas, não faz mal, ilustra como leitura e faz alguma ligação entre todos estes mistérios antigos:

    A Lei das Oitavas deu origem à Tabela Periódica dos Elementos.

    Por volta de 1860, antes que Mendeleiv organizasse a Tabela, o químico inglês John Newlands descobriu que, quando se listavam os elementos em ordem crescente de pesos atômicos, cada um deles era mais ou menos como uma repetição do que ficava 8 posições antes, da mesma forma que a oitava nota de uma escala musical. Batizou sua Lei em homenagem à Teoria de Pitágoras, porque achou que as propriedades dos elementos mantinham entre si a mesma relação que as notas musicais.

    Esta fórmula é quase tão antiga quanto a própria civilização. Manuscritos de 4.000 anos já se referiam a ela.

    Há seis mil anos, já havia civilizações avançadas ao longo dos grandes rios do mundo: o Nilo, o Ganges, o Indo e o Eufrates. Praticavam uma arte secreta que mais tarde daria origem à religião e à ciência.

    [ A origem da Cabala se perde na noite dos séculos, alí onde se gestou o Universo, no ventre de Maha Kundalini, A Grande Mãe Cósmica. A data exata de sua origem é desconhecida. Consta da tradição mística dos cabalístas, que Deus teria ensinado a Cabala a um gupo seleto de anjos, que teriam ministrado tais ensinamentos à Adão, que os transmitiu à Noé, este teria migrado para o Egito, onde os Hierofantes absorveram esse conhecimento e o introduziram em seus sistemas filosóficos. Moisés teria sido inciado na “Cabala Sagrada” durante o período em que viveu entre os egípcios e, posteriormente teria difundido esse conhecimento entre o Povo Hebreu.]

    Esta arte secreta, misteriosa, era tão secreta que, para alguém se tornar um iniciado, para ter acesso a seu verdadeiro significado, precisava gastar todo o tempo de sua vida.

    O rito de iniciação era frequentemente cruel, às vzs até mortal. A tradição deste ritual chegou aos nossos dias.

    Está presente na missa dos católicos, nos ritos cabalísticos, nas cerimônias dos rosa-cruzes e dos maçons. Mas – o significado que dá sentido à tradição… se perdeu.

    Os rituais de hoje não passam de remanescentes do “processo da fórmula”, que era do conhecimento dos homens da antiguidade: uma encenação que, pela repetição, permitia a passagem do conhecimento, de uma pessoa para outra.

    Era proibido escrever este conhecimento.
    Os fenícios compreendiam o ritual.
    Os gregos também.

    Pitágoras proibiu que seus discípulos o registrassem por escrito, tamanho era o perigo que lhe atribuía. O grande erro dos Mouros foi terem desobedecido a este mandamento.

    As terras onde essa ciência oculta se desenvolveu, onde floresceu, eram chamadas pelos árabes por um nome que se referia aos ricos sedimentos escuros que os rios depositavam em suas margens, na primavera, o Humo Preto, que lhes trazia o sustento. Tais terras, onde justamente na primavera, eram realizados os ritos, chamava-se “AL-KHEM” : Terras Negras -. E a ciência secreta passou a ser chamada de “AL-KHEM”: “ARTE NEGRA” > ALQUIMIA.

    A Arte da Transmutação.

    Alquimia não é Magia.

    – Quer dizer, não era na origem. Passou a ser, depois. Na verdade foi a origem da Química e da Física modernas. Todos os cientistas da idade media estudaram-na, e até mesmo outros, bem depois. Galileu auxiliou o Duque de Toscana e o papa Urbano VIII em experiências secretas. A mãe de Johannes Kepler quase foi queimada viva, acusada de bruxaria, por ter lhe ensinado segredos místicos.

    Dizem que Isaac Newton passou mais tempo misturando coisas em seu laboratório em Cambridge do que escrevendo o seu Principia Mathemática,
    Paracelso pode ter sido um místico, mas também foi o pai da química moderna. Ainda hoje empregamos em siderúrgicas e refinarias os princípios alquímicos que ele descobriu. Voce sabe como se produzem plásticos, asfaltos e fibras sintéticas a partir do petróleo?Usa-se o craqueamento: – quebram-se moléculas, rompem-se cadeias moleculares por meio do calor e de catalizadores. É a mesma coisa que os alquimistas diziam fazer para transformar mercúrio em ouro.

    Mas se aqueles sacerdotes da Ciência da Antiguidade não tivessem conseguido chegar ao conhecimento de algum segredo raro e perigoso, porque o teriam envolvido em tamanho véu de mistério: porque teriam exigido dos iniciados toda uma vida dedicada ao aprendizado, toda uma litania de votos e juramentos, todo um ritual, um culto de perigo e dor, antes de sua admissão à ordem dos eleitos secretos a ordem daqueles que são capazes de ouvir a Música das Esferas.

    Musica.

    Musica é ciência.

    Não foi por acidente que Pitágoras ensinou música, junto com matemática e astronomia. Ele acreditava que ondas musicais percorriam o universo, envolvendo e abrangendo tudo o que existe, do infinitamente grande ao infinitamente pequeno. E é tão interessante a ligação da cabala e os sons.

    – um pouquinho mais:

    http://www.misteriosantigos.com/transalqu.html

    Bjs

  8. Fy said

    Sem,

    Já li 3 vzs o seu coment.

    Existe um livro – que eu não consigo ler nem de cabeça pra baixo – pq é mto difícel; sobre Geometria Kabbalística – que todo mundo elogiou demais – eu li pulando tudo o que é geometria: pq não entendo nada: mas já vi q vc entende e gosta.

    Ela também faz uma síntese entre a cabala e a física quântica – entre a cosmologia cabalística e quântica, e por aí vai.

    Eu acho q vc vai adorar.

    A Doutrina Secreta da Kabbalah – Recuperando a Chave da Ciência Sagrada Hebraica
    Leonora Leet

    fica a sugestão,

    Bjs

  9. Sem said

    Oi Fy,

    Agradeço a dica, estava precisando de uma referência assim em cabala e quando der vou procurar esse livro. Mas é bem provável que encontre as mesmas dificuldades que as suas em entender a parte geométrica da “coisa”.
    Pois é, passei sem querer uma impressão errada, não sou nenhuma expert em geometria não. De verdade meus conhecimentos circulam e minha única área de interesse é humanas – só humanas mesmo. E em relação a números, então, sou uma toupeira. Acontece que tenha alguma facilidade em perceber as formas simplificadas dos objetos… pois se reparar na estética do mundo, tudo são formas que se interpenetram e se relacionam umas com as outras… tudo – objetos, pessoas, o próprio universo, podem ser resumidos em formas que ora se aproximam e ora se afastam… como num bailado cósmico. No meu caso é um conhecimento completamente intuitivo e visual que tenho, não quando eu quero, mas quando vem… é espontâneo e nada calculado, não tem nada de matemático nele. Mas é um conhecimento que me ajuda a entender muitas coisas, pois quando é possível simplificar o formato básico (geométrico) de uma ideia, percebe-se a base arquetípica daquela ideia. As formas inspiram sentimentos também…

  10. Fy said

    Sem:

    – ….pois se reparar na estética do mundo, tudo são formas que se interpenetram e se relacionam umas com as outras… tudo – objetos, pessoas, o próprio universo, podem ser resumidos em formas que ora se aproximam e ora se afastam… como num bailado cósmico. –

    Um pouquinho da Leet:

    …. a cosmologia hebraica, assim como a hindu, relaciona a criação a um Som original. Para a cosmologia hindu, é o OM ou AUM – na hebraica, é aquele produzido pela voz de deus: uma vibração original que resulta em uma forma de energia superna que pode ser associada com a luz.

    A imediata transformação de ondas sonoras em um padrão de luz, atribuída ao 1° dia da criação, revela um entendimento esotérico da relação das harmônicas musicais com a forma geométrica, o que está sendo consubstanciado decisivamente por estudos modernos.

    O trabalho de Hans Jenny no que ele chama “Cymatics” é mto importante aqui.

    Jenny demonstrou que quando um som é aplicado a certas substâncias, elas assumem formas geométricas especiais que apenas essas freqüências sonoras podem produzir. [ lembra o post da Lu sobre isto?]

    Como Jenny explica:

    – Vemos a nossa frente o resultado de uma complexa vibração periódica, um tom musical tornando-se uma figura visível na qual um ou mais intervalos estão caracterizados. Precisamos ter em mente que esse fenômeno é gerado pelo som.
    Se o som é removido, toda figura formada em sua dinâmica desaparece e retorna novamente imediatamente quando o som é restaurado.
    Este fenômeno está sujeito a leis definidas e é receptível a qualquer tempo.
    O resultado das vibrações harmônicas é sempre tão estritamente ordenado que é possível formular a forma de sua morfogênese. Precisamos ter em mente que sob este conjunto específico de condições, a natureza produz apenas uma e nenhuma outra configuração.
    Nada aqui é difuso e indeterminado; tudo se apresenta em uma forma precisamente definida. Quanto mais estudamos essas coisas, mais percebemos que o som é o princípio criativo. Ele deve ser considerado primordial. – pg: 227.

    …o processo da criação pode ser explicado pela conjunção de um “tom” fundamental e o efeito recíproco sobre ele da angulação geométrica produzida pelo retorno de sua forma derivativa. A habilidade do hexagrama em oferecer tal chave secundária para o relato do Gênesis sugere que foi o Som que produziu “cymaticamente” o hexagrama que os hebreus acreditam ter sido emitido pela voz divina “no princípio”.

    http://www.world-mysteries.com/sci_cymatics.htm

    – aqui vc tem a sequência de vídeos do trabalho do Hans Jenny, caso queira dar uma olhadinha:

    http://vids.myspace.com/index.cfm?fuseaction=vids.individual&videoID=929943510

    Bjs

  11. Fy said

    Sem,

    – pois se reparar na estética do mundo, tudo são formas que se interpenetram e se relacionam umas com as outras… tudo – objetos, pessoas, o próprio universo, podem ser resumidos em formas que ora se aproximam e ora se afastam… como num bailado cósmico. –

    Um pouquinho da Leet:

    …. a cosmologia hebraica, assim como a hindu, relaciona a criação a um Som original. Para a cosmologia hindu, é o OM ou AUM – na hebraica, é aquele produzido pela voz de deus: uma vibração original que resulta em uma forma de energia superna que pode ser associada com a luz.

    A imediata transformação de ondas sonoras em um padrão de luz, atribuída ao 1° dia da criação, revela um entendimento esotérico da relação das harmônicas musicais com a forma geométrica, o que está sendo consubstanciado decisivamente por estudos modernos.

    O trabalho de Hans Jenny no que ele chama “Cymatics” é mto importante aqui.

    Jenny demonstrou que quando um som é aplicado a certas substâncias, elas assumem formas geométricas especiais que apenas essas freqüências sonoras podem produzir. [ lembra o post da Lu sobre isto?]

    Como Jenny explica:

    – Vemos a nossa frente o resultado de uma complexa vibração periódica, um tom musical tornando-se uma figura visível na qual um ou mais intervalos estão caracterizados. Precisamos ter em mente que esse fenômeno é gerado pelo som.
    Se o som é removido, toda figura formada em sua dinâmica desaparece e retorna novamente imediatamente quando o som é restaurado.
    Este fenômeno está sujeito a leis definidas e é receptível a qualquer tempo.
    O resultado das vibrações harmônicas é sempre tão estritamente ordenado que é possível formular a forma de sua morfogênese. Precisamos ter em mente que sob este conjunto específico de condições, a natureza produz apenas uma e nenhuma outra configuração.
    Nada aqui é difuso e indeterminado; tudo se apresenta em uma forma precisamente definida. Quanto mais estudamos essas coisas, mais percebemos que o som é o princípio criativo. Ele deve ser considerado primordial. – pg: 227.

    …o processo da criação pode ser explicado pela conjunção de um “tom” fundamental e o efeito recíproco sobre ele da angulação geométrica produzida pelo retorno de sua forma derivativa. A habilidade do hexagrama em oferecer tal chave secundária para o relato do Gênesis sugere que foi o Som que produziu “cymaticamente” o hexagrama que os hebreus acreditam ter sido emitido pela voz divina “no princípio”.

    http://www.world-mysteries.com/sci_cymatics.htm

    Bjs

  12. adi said

    Sem,

    “Quem penetra no santuário da cabala eh tomado de admiração aa vista de um dogma tao lógico, tao simples e ao mesmo tempo tao absoluto. A união necessária das idéias e dos signos, a consagração das realidades mais fundamentais pelos caracteres primitivos, a trindade das palavras letras e números; uma filosofia singela como o alfabeto, profunda e infinita como o Verbo; teoremas mais completos e luminosos que os de Pitágoras; uma teologia que se condensa contando pelos dedos; um infinito que pode caber na palma da mao de uma criança; dez algarismos e vinte e duas letras, um triângulo, um quadrado e um circulo; aqui estah a totalidade dos elementos da cabala. Sao os princípios básicos do Verbo escrito, reflexo do Verbo discursante que criou o mundo!”
    Eliphas Levi

    “… pois o admirável fundamento da cabala eh uma simples estrutura matemática de símbolos, números e nomes, que emprega dez números e as letras do alfabeto dos anjos, como foi denominado o alfabeto hebraico. A matemática sempre foi considerada uma ciência divina pelos discípulos da filosofia esotérica, particularmente entre os pitagoricos, prefigurando, como o faz por meio do numero os processos criativos tanto do universo quanto do desenvolvimento do ser humano.”
    Israel Regardie

    Sem, como introducao ao entendimento da cabala, achei bem interessante os links que a Fy colocou acima. Pelo menos dah pra entender um pouco sobre as sephiroth.

    bjs
    adi

  13. Fy said

    Adi,

    Credo: … que é isto? saiu 2 vzs!

    Sem:

    Olha que legal [ – achei – }

    http://cabalamaconaria.blogspot.com/2009/05/31-geometria-na-arvore-da-vida.html

    Bjs

  14. Elielson said

    O céu é o limite… ou… o núcleo do átomo.
    Os desconhecidos vão sendo comparados ao que é util no mantimento desta condição.
    O alcance de dominio interior é insuficiente na mesma proporção em que o cálculo perde sua eficiência elevado a vastidão espacial com suas forças anomalas.

    O passo.

    Astronomia, o estudo aplicado que experimenta e instrumenta a aventura humana em direção ao que é desconhecido. Em seu interior muitas vezes ignora o fato de que sucessivas tentativas de exploração cósmica, não consideram a complexidade do ser que se desloca.

    A ironia do universo.

    Do mesmo modo que a detenção do poder anula o direito de um para que o direito de todos seja usado em favor de um, é engraçado ver que o preparo da condição considera que leis não valem pra baixo, e leis não valem pra cima.

    Para a valorização coincidir com a verdade, é necessaria a aplicação real do direcionamento.
    Para um mundo são, é necessário a prática sem perder a fé. A falta de prática perante ao desejo, torna as valvulas irregulares, isso resulta em miséria.
    Templos vibram embelezando as formas, ou pelo menos criando um desejo belo sobre a forma.
    Mas a moldagem só é obtida com prática. Este talvez seja o lado bom da religião (a influência prática de ações que visam a conexão com o universo).

    As valvulas não batem.

    Eu já disse aqui, algo sobre hospitais e igrejas… Então, é mais ou menos assim, eu sou a minha prática, mas se minha prática se divide na intenção de dois propósitos, um destes é favorecido em determinado momento em detrimento de todos os esforços sobre os outros projetos. Mas no caso de varios projetos visarem um unico propósito, a empreitada será coerente. O fim de algo, de algum modo está no seu começo. O entendimento total e verdadeiro sobre a coisa em si é obtido da vivência interna da coisa em si. E os encontros e choques etimológicos que aos nossos olhos parecem ocasionais, podem muito bem revelar a serventia da sincronicidade, e ainda mais pra quem já se destacou do assombro perante a sincronicidade.

    Até
    🙂

  15. Kingmob said

    Olá,
    O Alan Moore tem uma série em quadrinhos ótima que explica muito bem em imagens e palavras todo o simbolismo da ávore da vida e da cabala no contexto da magia e da arte.

    http://en.wikipedia.org/wiki/Promethea

    torrent em ingles:
    http://thepiratebay.org/search/promethea/0/99/0

    Sem,

    >No meu caso é um conhecimento completamente intuitivo e visual que tenho, não quando eu quero, mas quando vem… é espontâneo e nada calculado, não tem nada de matemático nele. Mas é um conhecimento que me ajuda a entender muitas coisas, pois quando é possível simplificar o formato básico (geométrico) de uma ideia, percebe-se a base arquetípica daquela ideia. As formas inspiram sentimentos também…

    Eu entendo o que vc quer dizer. Mas ao invés de pensar em termos geométricos para mim é mais fácil lembrar dos rudimentos da lógica proposicional. Acho que a ideia é a mesma…. simplificar a matéria utilizando a forma. Simplificar….

    Mob.

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