Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Ilusões e padrões

Posted by luramos em maio 28, 2009

Eu vivo num universo cheio de mágicka, seres e criaturas que não são desse mundo. Eles falam comigo e me contam histórias que me transformam. Eu já li livros, poesias e assisti filmes que também transformaram a pessoa que sou para sempre. Geralmente as histórias óbvias e simples, como as que ouço no terreiro de umbanda, os contos sufis também aparentemente elementares, tudo tão rudimentar, nada erudito, tem poder sobre mim. Eu também tenho medo de assitir alguns filmes, porque eles invocam minhas emoções mais profundas, as trazem à consciência e eu nunca mais sou a mesma. Estas manifestações artísticas trazem à tona na minha pessoa verdades que eu já sei, que todos sabem, mas que ainda estavam debaixo de algum véu. O mundo dos meus sonhos, frequentemente tão nítidos, também é assustador, porque recebo visitas, porque me vejo trabalhando no astral e assim eles revelam fragmentos do meu inconsciente, sempre prestes a aflorar, perturbadoramente. É como se eu tivesse um canal aberto para revelar minhas profundezas, tão escuras, cheia de belezuras e feíuras como costumo dizer, e hoje tão reprimidas pelas circunstâncias da vida que criei para mim.

Eu assisti este filme ontem, são onze partes no youtube.

Hoje, mais uma vez, sou uma pessoa diferente.

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3 Respostas to “Ilusões e padrões”

  1. Fy said

    Lu,

    Eu não assisti este filme. Mas sei do que vc está falando.
    É por isto que eu digo que a Arte é a mais sublime e poderosa manifestação humana.

    Eu estou trabalhando um assunto que me encantou. Olha só como as coisas acontecem; um amigo meu, que tb acompanha o Anoitan; e me dá uma raiva pq não comenta, – não comenta pq fala português com bastante fluência, mas tem dificuldade em escrever – fez um comentário à princípio sobre o Mob. Ele disse: – Este poeta tem “Duende”, como dizia Garcia Lorca. – Alguns dias depois, ele disse a mesma coisa sobre a Sem. Aí, eu fiquei curiosa; pq, no mínimo,deve ser alguma coisa mto boa, que eu tb quero ter,… claro! Kkkkkkk

    Aí ele me passou um texto de Lorca, fabuloso, que eu pretendo postar.

    Ter Duende é, entre outras coisas, ter este poder fantástico de transformar, de inspirar, de impulsionar.

    É a arte que transcende seus limites e torna o artista um instrumento de forças mágicas; cheias desta energia misteriosa, poderosa que a alma dagente reconhece e vibra. e dança, se encoraja, se inspira, sonha, se alimenta e nos transforma.
    Eu mergulhei, fascinada neste fogo transformador das poesias e da obra de Garcia Lorca.

    O encanto, a mistura, a força e o poder da poesia andaluz, a força e a grandiosidade de uma cultura tão hibrida em busca da transcendência. A mistura da religiosidade de um povo profundamente atingido pela doutrina cristã mas que a celebrava ao som de guitarras ciganas e castanholas em rituais pagãos de celebração à vida.

    Alguns filmes realmente tem este poder. Fazem voar. Atingir. Modificar. Assim como a música, a dança, a poesia, enfim: a arte.

    Outro dia, vc escreveu um coment que me lembrou um trecho de uma poesia deste poeta:

    “A rosa/não buscava a aurora: /buscava outra coisa.

    /A rosa /não buscava nem ciência nem sombra,

    /confim de carne e sonho,

    /buscava outra coisa.

    A rosa /não buscava a rosa.

    /Imóvel pelo céu

    /buscava outra coisa”.

    Bjs

  2. Fy said

    Lu,

    A arte é uma experiência perigosa.

    Ela sempre ameaçou as estruturas de poder. Porque é a expressão de nossas almas. Não reconhece limites ou regras. Ela nos leva “além do além”. É a Liberdade que carregamos no espírito e que corre em nossas veias transformada em sangue.

    Vc pode domesticar o corpo.Sacrificá-lo, emudecê-lo, aprisioná-lo, roubá-lo. Mas não à alma. Esta é livre; sem-lei; sem limite. É e é feita de Natureza. Ninguem aprisiona a natureza e nem deus.

    Eu vou deixar uma cena, que me foi mto comovente e traz uma mensagem bastante tocante em relação a isto. Eu quero mto que vc perceba os movimentos – a angústia tão bem encenada por esta bailarina, que hoje é considerada uma bailarina “perfeita” dentro do estilo que expressa.

    Claro que a cena é uma crítica à repressão da mulher muçulmana; mas é a expressão de uma alma quando aprisionada.

    Repare no salto ( the Jump), na emoção, expressa no vôo desta alma, qdo se sente Livre. É quase sem nenhum limite- transcende os limites do proprio corpo. A multidão, parou… como se não acreditasse.

    Eu tive a oportunidade de assistir este show, e este foi um momento que, literalmente, meu coração disparou e minha alma Voou junto com a dela:

    Todos nós podemos voar. Em todas as direções; não há fronteiras; esta rota é a do coração.

    Mas só voando, livres em nossas historias; podemos fazer o Acontecer.

    Bjs

  3. Kingmob said

    Fy,

    >Aí, eu fiquei curiosa; pq, no mínimo,deve ser alguma coisa mto boa, que eu tb quero ter,… claro!

    Tem um duendinho aí dentro que eu sei. E não me engano com essas coisas.

    Bjs,
    Mob.

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