Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

“La Pureté et l’Innocence”

Posted by Fy em maio 19, 2009

“La Pureté et l’Innocence”
Michel Tournier
TEXTO QUE ENCERRA UMA SINGULARIDADE MUITO ESPECIAL DO SER HUMANO: O SER HUMANO. Tradução de Francisco Fuchs

A pureza de um corpo químico é um estado absolutamente contranatura que só pode ser obtido por procedimentos que implicam violência.
O caso mais simples é o da água. O que é a água pura?
Ela pode ser uma água desembaraçada, por ebulição ou filtragem, das bactérias e vírus que ela continha. Trata-se de uma pureza biológica. Mas se aquilo que se busca é a pureza química, serão realizadas destilações sucessivas – a água corre num alambique prolongado por uma serpentina resfriada – para eliminar os sais e os traços de metais. Mede-se a pureza da água tratada desse modo pela sua resistência a deixar passar uma corrente elétrica, pois a água só é condutora graças aos sais minerais que contém.

Essa água “pura” age sobre os organismos vivos como um veneno violento. Quando ela é ingerida por um organismo, os humores e todos os sais minerais veiculados pelo sangue irão precipitar-se para ela, posto que ela lhes dá a oportunidade de se diluírem mais.
Esse fenômeno é utilizado para livrar os diabéticos das uréias, ácidos úricos e outras toxinas que se concentram no seu sangue, uma vez que seus rins já não as filtram.
Mas, essa diálise, necessária nesses casos patológicos, torna-se catastrófica nos indivíduos cujas taxas plasmáticas de sais são normais. Assistir-se-á a uma fuga do cálcio e do potássio sangüíneos que pode acarretar a morte. Com efeito, o coração só bate graças a uma corrente elétrica sustentada por um equilíbrio cálcio-potássio no sangue. A absorção de água “pura” pode provocar também hemorragias estomacais, intestinais ou cutâneas.

Esses males físicos da pureza ainda não são nada se comparados aos crimes inumeráveis que sua idéia obsessiva provocou na história.
O homem cavalgado pelo demônio da pureza semeia a morte e a ruína em torno de si. Purificação religiosa, depuração política, salvaguarda da pureza da raça, busca anti-carnal de um estado angélico, todas essas aberrações desembocam em massacres e infelicidades inumeráveis.
É preciso lembrar que o fogo – “pur” em grego – é também o símbolo das fogueiras, da guerra e do inferno. [ Em francês, “pur” quer dizer puro. Curiosamente, as duas palavras são pronunciadas da mesma forma: “pír”. (n.t.) ]


Por oposição à pureza, a inocência parece ser sua inversão benéfica. Inocente é o animal, a criancinha e o débil mental. Sobre eles, o mal não tem poder. O homem adulto e razoável pode fixar como um ideal, um estado que é o de sua primeira infância prolongada e preservada. A inocência é amor espontâneo do ser, sim, à vida, aceitação sorridente dos alimentos celestes e terrestres, ignorância da alternativa infernal pureza-impureza. Certos santos, parecem viver nesse estado em que a simplicidade animal se conjuga com a transparência divina.

Porém trata-se de um improvável milagre. No romance de Dostoiévski, O Idiota (1868-1869), o príncipe Míchkin, devorado por uma piedade devastadora, revela-se incapaz de amar uma mulher, de resistir às agressões do mundo exterior e finalmente de viver.
Ele é fulminado pela epilepsia.

Michel Tournier, “La pureté et l’innocence”, in: Le miroir des idées, Paris, Mercure de France, 1994, pp. 171-174.

É humano construir o caminho da Harmonia.
Não é humano buscar a Perfeição.
A busca sempre frustrada da Perfeição é uma das causas da Eugenia, seja em qualquer área em que se manifeste desde a eugenia espiritual, ideológica até a racial.

E para aqueles que se aferram a uma realidade necessariamente moral, lembramos que não é um código externo que conduz o homem à virtude, mas sua capacidade de colocar-se no lugar do outro. Esse é o único valor absoluto. Um comportamento moral derivado de um deus moral é quase sempre frágil e questionável.
Além do que aquilo que entendemos por deus é só uma possibilidade.
Aliás, nós também somos.
Andrei Puntel

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14 Respostas to ““La Pureté et l’Innocence””

  1. Bob said

    O Vestido Vazio… e a trilha da hora:

    😉

    abs

  2. Fy said

    Bob,

    Que lindo; eu nem conhecia esta banda. Mto lindo.

    Well, i’d like to think i’m the mess
    You’d wear, with pride.

    Sem dúvida: isto é válido qdo queremos outrar: não só nos colocando no lugar do outro – sem medo de nos contaminar; apenas reconhecendo-o, considerando-o.

    Como é válido qdo vestimos o pior e o melhor de nós mesmos: sem medo, reconhecendo-nos: ouvindo-nos – sem nos mascarar ou mutilarmo-nos, considerando nossos “outros” tb, sem medo de nos contaminar; e sim de curar-mo-nos.

    Outside by your doorstep
    In a worn out suit and tie
    I’ll wait
    For you “to come down”
    Where you’ll find me

    Este encontro é um encontro inexoravelmente marcado. A tendência é rejeitá-lo dentro de nós ou fora de nós; é saltar no abismo e perceber, em queda livre, nossos monstros sagrados, os profanos, as duvidas vividas e as por viver, as nossas fibras, inquietas,as despatriadas, as serenas, as conformadas, enfim…

    Fora de nós é o encontro incômodo que nos obriga, no mínimo a perceber…. fora daquele superficial nósmesmos em que nos refugiamos, nos mantemos esterelizados, na eterna quarentena que chamamos de zona de conforto. – e, nos dois casos a precaução gira em torno do possível contágio.

    Nos dois casos: inside or outside o grande medo é a perda do controle:

    L’Occident déteste perdre la tête, privilégie le libre arbitre, le contrôle de soi par la raison…. la valeur prédominante est la stabilité du sujet qui garantit la stabilité de l’individu dans une catégorie de comportements admis, propres à son rang.

    La maîtrise de soi au moyen de la conscience rationnelle est vue comme la condition même de l’homme éveillé. Suzanne Thiolier-Méjean

    Bjs

  3. Gustavo said

    O Corpo/Mente/ Vida: Um espaço para expressar, conhecer e reflectir as mais altas, fundas e amplas experiências e possibilidades humanas, onde os limites se convertem em limiares.
    Sofrimento, mal e morte, iniciação, poesia e revolução, sexo, erotismo e amor, transe, êxtase e loucura, espiritualidade, mística e transcendência.
    Tudo o que altera, transmuta e liberta. Tudo o que desencobre um Esplendor nas cinzas opacas da vida falsa
    Parabéns pelo blog e assuntos escolhidos, a leitura tem sido um prazer.

  4. Fy said

    Gustavo,

    Parabéns pra vc pelo coment !
    Vem bem de encontro a este pequeno ensaio do Tournier; e ao que ele me faz pensar.

    “Tudo o que altera, transmuta e liberta.”

    – Eu acredito que seja esta a metamorfose que ocorre entre a forma e o devir.

    “Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo […]”.
    Fernando Pessoa

    “Sofrimento, mal e morte, iniciação, poesia e revolução, sexo, erotismo e amor, transe, êxtase e loucura, espiritualidade, mística e transcendência.”

    Nooooossa, Gustavo, é mesmo uma verdadeira sinfonia…. onde acatamos e ao mesmo tempo resistimos, um movimento contínuo, uma dança. A vida é uma dança!

    Uma coreografia p/ o Corpo/Mente/Vida, – somos bailarinos nesta dança que se faz de ampliações e recolhimentos, de aceitações e de resistências. Se assim não fôsse, não haveria o surgimento do balançar que nos revela, através de sua coreografia nascente: …sempre nascente , um novo ritmo, novas formas que acolhem e expressam transformações ocorridas, fruto de consentimento, e ao mesmo tempo de violação exercida sobre esse corpo que dança.

    Esta dança é a expressão de um corpo de forças que obriga esse corpo a ampliar-se, a recombinar seus elementos, a flexibilizar-se, a dizer sim. Forças que o fazem proteger-se, encorujar-se sobre si mesmo, endurecer-se, resistir aos apelos, dizer não…, dizer sim, ou não sei.

    Balança, dança, ritmo: Vida.

    Não há vida – não pode haver – sem este movimento que ora recai do lado das forças que buscam expansão.

    A metáfora da dança é uma excelente expressão desse movimento, pra melhor visualizar o ritmo: o balanço que compõem a nossa própria vida de seres humanos.
    Assim, um pouco mais entregues a este balançar, vamos dele nos aproximando a fim de que possamos melhor observar as forças que o originam.

    Teoricamente seria bastante sedutor que pudéssemos separar estas forças em dois grupos distintos, – um bem pra cá e o outro, bem pra lá – pra conseguirmos analisá-los com “segurança”. Um deles relativo ao movimento de retração e recolhimento e o outro, relativo aos movimentos de expansão.
    Mas, infelizmente, somos logo levados a não fazê-lo, pois não há intervalo suficiente entre eles que nos permita congelá-los em uma imagem estática… rígida.
    O que há, é o ritmo que fala de um vaievem …imperceptível, onde o movimento de ida já requer, … já reclama, o de volta.

    Assim, o movimento de retração é sempre um apelo de suplemento ao movimento de expansão e vice-versa.

    Isso nos permite afirmar que não há como privilegiar um polo, menosprezando o outro.

    Os dois são absolutamente necessários à manutenção da Vida: o instituido, o mesmo, o reconhecível,o permanente, de um lado, e, do outro: o a ser instituído, o devir, o novo, o diferente. [ o desconhecido ]

    O grande perigo é não ouvir a música; ou não se entregar a esta dança, ou se enrigecer – ou enrijecer [ q é com j e não com g – e eu nem sabia: : pq tem o mesmo som e um é certo e o outro errado…] enfim, – enrijecer uma finalidade única: não há como pactuar com uma única verdade.

    “Tudo o que desencobre um Esplendor nas cinzas opacas da vida falsa.”

    É… a cômoda e frustrante “vida falsa”. Só um vestido: tão… branco, estático : vazio.

    Que bom vc gostar, seja sempre bem vindo.

    Bjs
    Fy

  5. Fy said

    Bob,

    Eu fiquei tão apixonada por esta música, que fui dar uma olhada em outras, da mesma banda. Eu me surpreendi com este vídeo, que demonstra tão bem o quanto as pessoas se territorializam, se “fronteirizam” – defendem ferozmente seus pseudoterritorios e, se sentem incompletas, infelizes, como alguma coisa não acabada que precisa de um resto ou impressão de alguma outra vida.

    Adorei isto, Bob:

    Is There a Ghost:

    Bjs

  6. Bob said

    Essa banda é muito massa mesmo, Fy! Tem alguma coisa de Pink Floyd neles, não tem?

    🙂

    Bjs

  7. Gustavo said

    enrigecer – ou enrijecer [ q é com j e não com g – e eu nem sabia: : pq tem o mesmo som e um é certo e o outro errado…]

    Dentro de duas chaves, com algumas e poucas palavras voce conseguiu metaforizar toda a ilusão a que somos entregues nesta dança que é a vida.
    Como saber?

  8. Fy said

    Gustavo,

    Rsrsrs – ….mas que seja só uma inspiração for a réquiem! 😉

    Acertando, errando, envolvendo-se, participando; imaginando, reagindo, sonhando ou acordando sem quase saber; é pegar ou largar – enri- j[g]-cer ou dançar … e vivendo …ou quase vivendo:

    …Nobody Knows

    Until…:

    Boa dica pra uma 6ª feira de sol: Jump, my friend !

    Bjs

  9. Kingmob said

    Fy,

    >Boa dica pra uma 6ª feira de sol: Jump, my friend !

    essa reboladinha da loira aos 0:32 foi obscena. Tudo calculado nos mínimos detalhes. Rs…. E faz biquinho ainda. O Mick Jagger faz melhor.

    Por que o John Lennon não rebola?
    =D

  10. Fy said

    Mob,

    Rsssss – Eu diria bizarro, não obsceno.
    Os gênios são estranhos, os artistas tb.

    Eddie Van Halen é considerado um dos melhores guitarristas que o mundo já conheceu, e Jump: uma das melhores musicas; – John Lennon: nem tenho palavras, Mick Jager, Jim Morrison, Kurt Cobain…. e outras feras do rock.

    Mais exemplos: Rimbaud: – não existiria Une Saison en Enfer, sem o seu desvario. Não existiria o cubismo sem a dissociação do pensamento de Picasso em Les Demoiselles d’Avignon; – nem Les Fleurs du Mal sem a loucura de Baudelaire e, nem Ulysses sem a esquizofrenia de Joyce, na opinião de Jung, que, aliás, fizera o mesmo diagnóstico de Picasso ao visitar uma exposição de sua pintura em Zurique.

    – Por que o John Lennon não rebola?

    Eu poderia responder que é pq ele é [ era ] um gênio; mas, não, – mesmo sendo não se absteve das estranhezas, das bizarrices que, em sua época também, por muitos, foram consideradas obscenas:

    http://universo-beatles.blogspot.com/2007/08/lennon-teve-vergonha-na-hora-de-tirar.html

    “Um artista é uma das duas coisas: ou ele é um alto sacerdote, ou então um saltimbanco mais ou menos esperto.” Giuseppe Mazzini

    ….. ou as duas coisas ao mesmo tempo;

    Bjs

  11. Bob said

    O que rola muito no campo da arte é a ANDROGINIA…tvz porque a CRIATIVIDADE artística ‘exija’ que ambos os lados do cérebro (masculino e feminino), funcionem em conjunto. Um exemplo clássico e muito famoso, é David Bowie. Neste vídeo prevalece ‘um lado’

    Neste outro, percebe-se mais “intensamente”, o outro lado a mil por hora (rs) (e o cara ainda tem um olho de cor diferente do outro!)

    Qual é o sexo do seu cérebro?
    O cérebro humano pode ser feminino ou masculino independentemente do sexo biológico de uma pessoa. Faça o teste e saiba se o seu cérebro tem o mesmo sexo que seu corpo
    http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI65446-15224,00-QUAL+E+O+SEXO+DO+SEU+CEREBRO.html

  12. Bob said

    hmmm…parece q deu problema com a ‘incorporação’ do segundo vídeo…mas o link é este:

  13. Fy said

    Bob,

    Vc sabe mto bem da minha ligação com a dança, e com a total liberdade de expressão que qualquer forma de Arte compreende.

    Eu não tenho a menor idéia se a Arte é andrógena, masculina, feminina ou gay. Eu acho que é a mais sublime expressão humana. Apenas humana.

    Me lembrei disto:

    Billy Elliot
    De Stephen Daldry

    RAPIDINHO

    O lugar é uma cidadezinha de mineiros, no norte da Inglaterra. O tempo é a década de 80, quando Margareth Tatcher arrochava salários e mandava bater nos grevistas. Os personagens são, quase todos, homens e mulheres comuns, imersos num cotidiano que nem a presença de centenas de policiais consegue alterar significativamente. Nada de heróis, nem de bandidos. O centro da narrativa é um garoto de 11 anos, Billy, que, em vez de lutar box, como quer seu pai, é atraído por um grupo de dança clássica, onde só há meninas. Estes elementos estão arranjados harmoniosa e dialeticamante, de modo que lugar, tempo, personagens e protagonista explicam-se e completam-se uns aos outros. Resultado? Uma pequena obra-prima. Billy Elliot já é um dos melhores filmes do ano.

    AGORA COM MAIS CALMA

    No parágrafo anterior, só utilizei a palavra “dança” na quinta frase. Esquecimento? Talvez. Os próprios créditos iniciais, maravilhosos, que mostram Billy pulando em câmara lenta, parecem sugerir um filme sobre a dança. A “story-line”, poderosa em sua simplicidade, também não poderia ser outra: “garoto quer trocar box por balé”. Mas será que a obra de Daldry é mesmo sobre a dança? Creio que não.

    A dança é parte importante do filme, assim como a música (e que bela trilha, abusando de T.Rex e com uma seqüência antológica com The Clash); contudo, o tema de Billy Eliot é outro.

    O que realmente emociona, o que realmente faz a história adquirir a grandeza que ela tem, é o retrato de um garoto órfão de mãe, condenado a cuidar de sua avó e a agüentar um pai e um irmão grosseiros, ambos reis da testosterona, incapazes de perceber no caçula da família algo que nunca terão: sensibilidade.

    Neste tempos em que a crítica feminista e a análise teórica de gêneros se fortalecem, é inevitável ver Billy Elliot também como uma obra sexualmente libertária.

    Billy é um garoto heterossexual (ao contrário de seu melhor amigo, gay assumido), mas isso não o impede de ter várias qualidades femininas e desgostar de certas coisas típicas do universo masculino. A ausência da mãe, que poderia protegê-lo e servir-lhe de espelho, agrava a situação. Em seu lugar, aparece uma professora de balé, também infeliz na vida familiar, que consegue reconhecer em Billy o talento e a vocação para a dança. Entretanto, ela não é a mãe. E Billy não está disposto a destruir sua relação com o pai e o irmão.
    É neste momento que o roteiro se mostra genial.

    Em vez de contar, “pela milionésima vez”, um confronto sem solução entre um garoto sensível e fraco contra um pai machista e forte, Billy Elliot conta a história de como o pai machista e forte descobre que seu filho tem o direito de ser o que é. E, mais do que isso, sendo o que é poderá fugir das minas de carvão, dos baixos salários, das greves. A angústia do pai de Billy, que ama tanto seu filho que é capaz de reformular sua visão do mundo e passar por “fura-greve” (ou seja, um “maricas”), para conseguir o dinheiro da passagem de ônibus, é o momento mais forte do filme.

    Billy luta pelo que quer ser. Isso é difícil. Seu pai – e, depois seu irmão – lutam contra o que são. Isso é mais difícil ainda. E é isso que emociona no filme.

    O elenco é homogêneo e absolutamente verossímil. Os diálogos são divertidos e concisos, sem apelar para o melodrama e mantendo a riqueza e a musicalidade do sotaque local.
    A última cena, com Billy adulto, um belo e emplumado cisne num espetáculo grandioso, é dispensável.

    Billy venceu antes disso!

    Entretanto, é apenas uma pequena concessão, num filme que se afirma pelo vigor de sua originalidade.
    Carlos Gerbase

    Bjs

  14. Fy said

    Just a Little Epiphany:

    Bjs

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