Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

As Deusas Moiras

Posted by Kingmob em abril 19, 2009

Post escrito pela Sem.

O que foi, será. O que aconteceu, acontecerá. Mesmo que se diga: Isso é novo – eis que já aconteceu em outros tempos, muito antes de nós. Nada há de novo debaixo do sol. (Ec.1.8-10) 

“Os homens se consideram livres porque estão cônscios das suas volições e desejos, mas são ignorantes das causas pelas quais são conduzidos a querer e desejar.” Baruch de Espinosa

 

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Configuram-se várias lendas a respeito das Moiras, as deusas gregas fiandeiras do Destino inexorável, as quais, nem mesmo os deuses, podiam-lhes a sorte evitar.  

Na Ilíada, de Homero, elas aparecem reunidas em uma única deusa implacável e terrível, filha de Zeus e da deusa Têmis, e em outro poema do mesmo Homero, Odisséia, assim como em Teogonia, de Hesíodo, a origem das Moiras remonta a um outro tempo mais antigo e eram, como elas costumam ser lembradas nos dias de hoje, as três irmãs fiandeiras, filhas de Nix, a deusa da noite, anterior à criação do próprio mundo.

A primeira recebe o nome de Cloto, tendo por função tecer o fio do nascimento da vida; a segunda, Láquesis, mede o comprimento do fio e trama a urdidura, determinando assim a sorte cabida a todos; por fim, Átropos, a que corta o fio da vida, quando este chega ao fim.

Durante o trabalho de fiar, tramar e cortar, as moiras faziam o uso da Roda da Fortuna, o tear utilizado para se tecer os fios da vida. Às voltas dessa roda, posicionavam o fio na parte mais privilegiada – o topo – ou em sua parte menos desejável – o fundo, explicando-se assim os períodos de boa ou má sorte de cada um.

Nos cantos órficos, relativos de Orfeu, sem saber-se até hoje com certeza se este foi o deus, consorte de Eurídice, ou se realmente foi um poeta e músico de grande talento e que de fato existiu, as deusas Moiras eram cantadas como as três partes da lua – fazendo referência às três Parcas. Nos cantos órficos, as Moiras estão ligadas à tríplice deusa lunar Hécate, cujo domínio da terra, do céu e do submundo, representava, respectivamente, as fases crescente, cheia e minguante da lua. Sendo a própria Hécate a representante máxima da face oculta do feminino, o mundo oculto da lua nunca visível ao Sol.

Existia ainda uma úpermoira, que era a sina que a pessoa atraía para si em função de levar uma vida desregrada de pecados. A úpermoira podia ser evitada, já as Moiras, enquanto predestinação, só podiam ser enfrentadas, e sua sorte não era determinada por boas ou más ações, nem estava ligada a uma vida com ou sem pecado, apenas era o destino implacável a ser cumprido.

 

olhar

 

 

 

Sócrates dizia que tolo é o homem que pede aos deuses para que eles façam aquilo que ele próprio deve fazer, e mais tolo ainda aquele que não faz oferendas aos deuses, pedindo ou agradecendo por tudo aquilo que é próprio dos deuses fazer.         

 

 

 

goya

 

Oração da Serenidade: Concedei-me, Senhor, serenidade necessária para aceitar tudo o que não posso mudar, coragem para mudar aquilo que pode ser mudado e sabedoria para distinguir uma coisa da outra.

 

Clássico curta do cinema brasileiro, de Humberto Mauro, A Velha a Fiar:

http://filmescopio.blogspot.com/2008/11/velha-fiar-1964-de-humberto-mauro.html

Estando no link, clique em “assistir: porta curtas”, escolha a mídia de sua preferência e bom filme!

elderlyspinnera

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79 Respostas to “As Deusas Moiras”

  1. Kingmob said

    Muito legal o filme. Não conhecia….=D

  2. Sem said

    Obrigada, Kingmob, pela postagem do tópico e por ser sempre tão gentil, não apenas comigo, mas sempre para com todos. Te admiro, e cada vez mais, quanto mais te conheço. 🙂

    Pessoal, estava aqui pensando, quando vcs falaram a respeito de eu escrever algo para fazer minha estréia aqui no Anoitan, eu, na verdade, não pensei em nada novo ou importante que tivesse pra dizer. Mas trago agora o assunto ‘destino’, isto sim, gostaria de discutir. Fui buscar então a ajuda dos mitos, e não encontrei nada mais significativo que as próprias deusas do destino grego: as temíveis deusas Moiras… Nada do que eu escrevi é realmente meu, apenas procurei fazer o mais breve apanhado fiel ao mito que consegui reunir, em suas principais vertentes. Inclusive foi uma surpresa que nos cantos órficos elas tivessem relação com Hécate, e por conseguinte Ártemis, Deméter, Perséfone…
    Na verdade, o que eu penso a respeito de destino, não tenho muito interesse no que eu penso, mas, seguindo a linha de discussões que vimos mantendo nos outros tópicos, gostaria, isto sim, de saber o que vcs tem a dizer a respeito de destino.
    Aquilo que a gente já sabe, não tem o poder de nos modificar, é apenas o que o outro sabe que pode nos acrescentar e mudar.

  3. Elielson said

    Bah… o achado é perfeito, o site indicado é muito bom, eu estava procurando algo assim, e pode crer que vou indicar pra todo mundo que gosta de cinema.

    Pô… Sem, Destino… vamos lá. rs.

    O Destino é algo carregado pelo que nos forma, não necessariamente carregado pelo que somos, pois sei que é contraditório, mas livre-arbitrio é a imbuição de poder sobre o destino. Se tudo fosse uma missão que tem que ser cumprida, de qualquer maneira já estaria cumprida. Temos dentro da formação, a habilidade de nos formar, a fé passa a significar mais palpavelmente se observado o principio da incerteza. O destino tbm é transitório e percebido apenas pela consciência, que sem a necessidade de movimento não se movimentaria. Fênix, eterno retorno, universo ciclico, importa que não é assim agora, e quando é de uma forma incosciente só tiramos a mão do leme que é o livre-arbitrio. Acredito mais em experiência extrema que aponta no livre arbitrio justificativas para a miséria, e no destino tbm. Uma coisa interessante dessas ciências hermeticas, é que o bem não existe, o maximo que pode haver é uma caminhada ao bem. Tristemente faz sentido, pois tudo que é bom hoje, é parte da demagogia e da hipocrisia… enfim, o tão famigerado ego.

    A noção de livre arbitrio só é consciência admitida, e destino é consciência não admitida, é como se o destino viesse correndo atrás da gente, e não na frente, então no presente, agimos da maneira que o ego determina.

    O fato é que as oposições coexistem, ora o iôiô está no chão, ora na mão (iôiô=corpo), a linha é a natureza, a mão é a consciência, se a linha arrebenta, a mão deixa de ter iôiô pra manipular, a maneira mais segura de não arrebentar a linha é mantendo o iôiô na mão. Mas como temos que jogar o jogo, sabemos que os recursos estão embaixo, (isso só acontece por produzirmos menos do que consumimos, insuficiência.) Ahh… tem como mãos mais habéis ditarem acrobacias, ao ponto de enroscar sua linha em outras. Essa linha não é bem um barbante, é mais um fio de luz… enrosacado, desenroscado… A mão é um presente de Deus… não quero imaginar Deus no momento… prefiro imaginar o mãozinha da familia adams(rsrsrsr), canhoto ou destro, mas igualmente encarregado do iôiô.

    Até mais. 🙂

  4. Fy said

    Sem,

    Além de ser um assunto fascinante, o post tá lindo.
    Eu estou saindo de novo, pq já voltei 2 vzs; mas de tarde eu comento sobre.
    ——————————————–
    Mob: loveyoutoo!

    Fiquei fora daquele lual enlouquecidamente híbrido e morri de rir.; mas, eu tava lendo o Guaco em outras praias!!!! – Vc me fez lembrar do Baby: lembra? É tudo meu!!!! Vc tem q me amar!!! – A personalidade do Baby é tipicamente a dos signos de fogo: Áries – Sagitário e Leão. E quem não ama o Baby?

    Elielson

    a maneira mais segura de não arrebentar a linha é mantendo o iôiô na mão….

    A mão é um presente de Deus…

    …. Elielson: é aí q mora o perigo…. e o presente de grego!

    Bjsssssss

  5. Adi said

    Sem,

    Ficou muito bonito o seu post, colorido, com bonitas imagens, como não poderia ser diferente em voce, que tanto nos fala da Alma.

    Bom, falando sobre destino ( assunto difícil de falar), percebi uma similaridade muito grande entre as Deusas Moiras e Binah (a sephira na Cabala judaica), eu sei que talvez voces não gostem muito de falar sobre a cabala, mas pra mim ultimamente eh o que melhor explica as varias energias que nos circulam, dentro e fora de nos.

    Binah, como velha matrona, representa o pilar da Severidade. eh aquela que aprisiona o Espirito, que retem, que dah forma, a substancia raiz da forma, no entanto por tr’as da forma, virgem, imaculada. A Binhah atribui-se o Deus Saturno e por conseguinte o ” tempo” , atribui-se a Grande Mae a vida e a morte.

    Destino tem muitas formas de ser entendido. Eh complicado falar em destino, aquilo que jah estah destinado a ser, e achar que temos livre-arbítrio, ou escolha, pois parece um paradoxo. Ao mesmo tempo, que se olharmos de um ponto de vista mais amplo, da perspectiva “daquela vontade” que estah alem da nossa pequena vontade, livre-arbítrio e destino podem se conciliar, faz sentido escolha ser a realização do destino, mas nao ” a nossa pequena escolha”, nos somente cumprimos essa escolha ou destino.

    Também falar em destino, necessariamente nos leva a pensar em carma.

    Qual eh o meu destino? a que estou pre-destinada? Hoje entendo que “meu” destino eh realizar a “Essencia”, e que a vida que vivi ate agora, foi passo a passo em busca desse realizar, mesmo que inconsciente disso… e eh como se nao houvesse passado nem futuro, mas que os acontecimentos foram sincronisticos com aquilo que se estava destinado a aprender ou viver naquele momento. Se vou conseguir ou nao alcancar o meu destino final e nao falhar, sao outros quinhentos.
    Como o realizar o “mito”, minha historia como a jornada e busca pelo sagrado que ha. Como desde o nascer estamos pre-destinados a morte, e a passar pelos varios estagios ou etapas, de maneira a vivencia-lo ou interpreta-lo, sempre ultrapassando os proprios limites, expandindo a propria compreensao da existencia.

    Agora o que percebo, eh que ha mil maneiras de realizar o destino, mil maneiras de entender e viver o destino.

    Sem, sem duvida eh um assunto muito complexo, e que tem diversas conexoes, como uma rede que engloba diversos aspectos e relacionamentos de uma pessoa, de uma vida.

    Mas vamos continuar a desenvolver esse assunto interessante.

    bjs
    adi

  6. Fy said

    Guaco,

    I’ll try baby, cause I like you; – but in another time we can talk about this; not today: today I’m so proud to know you.

    I told you: one day I reach you, Cuervo Rei.

    Bjs

  7. Fy said

    Xiii, Sem apaga: errei de post.

    Bjs

  8. Kingmob said

    Sem,

    >Obrigada, Kingmob, pela postagem do tópico e por ser sempre tão gentil, não apenas comigo, mas sempre para com todos. Te admiro, e cada vez mais, quanto mais te conheço.

    O prazer é meu. E pode ter certeza que também te admiro.

  9. Fy said

    Sem,

    Se dissermos que somos os criadores de nossos destinos; que continuamente o estamos criando a partir de nossas escolhas e que em qualquer momento podemos mudá-lo, não estaremos considerando situações sobre as quais não temos controle…

    Imaginar que tudo já foi programado, que estamos apenas cumprindo um roteiro, que já nascemos com um destino traçado; é, na minha opinião, uma fantasia oportuna e suscetível às mais variadas finalidades. Não existe possibilidade mais limitativa ou cômoda que a existência ou a crença em grandes senhores.

    Sabe, Sem, acho que minha melhor idéia sobre isto, é a de que as Moiras existem dentro de nós, sim; cada uma delas exercendo sua função, tecendo nossas historias; transformando em nascimentos, renascimentos, direções, caminhos, auroras e poentes, as respostas que o universo, o grande espírito ou a natureza, envia aos nossos atos, omissões, pensamentos, sentimentos. Enfim, gosto de pensar que somos co-criadores de nossos destinos, considerando a grandiosidade da natureza.

    [- é bonitinha esta palavra: co-criadores – ]

    Não acredito em destino préviamente elaborado. Isto nos transformaria em prisioneiros ou nos eximiria de qq responsabilidade. Seria como respirar tédio, tirar o sentido de tudo.

    Eu dei uma olhada nas Moiras e observei um detalhe comum nas mitologias dos povos em q elas existiram; elas tinham uma forte ligação com o elemento água. Viviam nas fontes ou próximo a elas. Como a água é o elemento q representa as emoções, fiz uma ligação meioquerápida com d. Juan:

    “Olhe cada caminho com cuidado e atenção. Tente-o quantas vezes julgar necessário. Então, faça apenas a si mesmo uma pergunta: possui esse caminho um coração? Em caso afirmativo, o caminho é bom. Caso contrário, ele não tem a menor importância.”
    A Erva do Diabo

    Bjs

  10. Fy said

    Adi,
    Eu encontrei um lance interessante sobre a sua observação:…

    – uma similaridade muito grande entre as Deusas Moiras e Binah (a sephira na Cabala judaica), …a Grande Mae a vida e a morte
    Hoje entendo que “meu” destino eh realizar a “Essencia”, e que a vida que vivi ate agora, foi passo a passo em busca desse realizar, mesmo que inconsciente disso…-

    Uma interpretação do tarô do Crowley do 2 e do 3 de Paus:

    No 2 de Paus temos uma representação do aspecto fogoso da impulsiva e masculina Chokmah…….blábláblá

    No 3 de Paus já uma referência ao aspecto fogoso de Binah, a grande Mãe, a Potência Feminina do Universo, o útero arquetípico que dá a 1ª forma, tremendamente sutil, ao “impulso de Chokmah”.

    Aqui, o masculino e o Feminino voltam a complementar-se e integrar-se, dando lugar a uma saída criativa. O resultado é uma frutificação.
    A energia flui em direção a objetivos mais transcedentes. – É neste sentido que devemos entender o título by Crowley desta carta: a Virtude, – embora não estaríamos equivocados se a chamássemos: a “Transcedência”.

    A imagem – da carta – mostra esta harmonia recuperada: os 3 bastões estão coroados com “Flores de Lótus” > fazendo referência a Binah. O Sol “esclarece” e espiritualiza a procura de identidade de Áries: – o Eu Sou.
    Que é uma forma, sim, e também, de justificar nossa trajetória, nosso destino: encontrar, viver e justificar o que Eu Sou.

    Bjs

  11. adriret said

    >>No 3 de Paus já uma referência ao aspecto fogoso de Binah, a grande Mãe, a Potência Feminina do Universo, o útero arquetípico que dá a 1ª forma, tremendamente sutil, ao “impulso de Chokmah”.<<<

    Sim, porque Binah é a terceira potência do Universo, o ponto que fecha o triângulo de energias arquetípicas e que estabiliza a forca de Chokmah; que também é representado pela Grande Mãe barbada, isto é, que é como potência feminina mas que contém também o masculino, assim também como Chokmah apesar de ser potência masculina, também contém em si a potência feminina do Universo, tanto que representa o pilar da “misericórdia”, virtude tipicamente feminina, e Binah representa o pilar da “severidade” virtude masculina.

    Fy, eu ainda não li sobre o Tarô de Crowley (e deve ser bem interessante), mas estou lendo sobre Cabala, e “tentando” escrever um post sobre as polaridades, juntando Cabala, Psicologia e as etapas iniciáticas (que te falei no outro coment), mas é um pouco complicado colocar tudo isso de forma clara.

    Bom… enfim, quanto ao destino, sobre acreditar em destino préviamente elaborado e sobre sermos co-criadores, é bem complicado de explicar…

    Eu tenho provas práticas em minha vida desta pré-destinacão:

    Muitos anos atrás, eu tinha meses de casada, fomos eu e meu marido “Nesses homens benzedores” como se dizia, ele tinha (deve ter ainda) o dom de saber o futuro e nos alertar sobre as más possibilidades e sobre as boas também. Bom, ele colocou sobre minha mão uma bola de cristal, e a primeira coisa que ele falou foi: “Estou vendo aqui uma gravidez, uma linda menina que vai trazer muita felicidade pra família”. Eu que meio cética, ri por dentro e pensei não paro de tomar pílula, quero ver. Ele disse, voce está rindo, não está acreditando, mas meu guia está dizendo que não é pra agora, vou escrever a data que voce vai engravidar… e me deu um papelzinho com o mês e o ano, e a data era dali a 18 meses, guardei o papel. O Tempo passou, eu esqueci, passou, e lá um dia a pílula comecou a fazer mal, acabou a cartela, menstruei, pensei vou dar um tempo de um mês… que nada!! fiquei grávida após 15 dias depois de ter parado a cartela. Eu me lembro o dia que fiquei grávida, pois me lembrei do papelzinho, fui checar, e lá estava o mês e o ano como ele havia dito, e nasceu menina, hoje uma linda moca, que sim, nos traz muitas alegrias.

    Tem muitas outras coisas, outros fatos, que hoje analizando, não foi porque meu ego quiz ou não quiz, mas porque forcas maiores anteriores ao meu pequeno ser assim o quiseram, e por mais que eu lutasse a favor ou contra, sofresse na alma as dores e prazeres, os fatos aconteceram independente da vontade do ego. Bom é andar de mãos dadas com a “forca”, não ir contra mas a favor… as portas se abrem, a vida abranda… a paz reina…

    Sei lá, é assim que vejo…

    bjs
    adi

  12. adriret said

    Fy,

    >>A imagem – da carta – mostra esta harmonia recuperada: os 3 bastões estão coroados com “Flores de Lótus” > fazendo referência a Binah. O Sol “esclarece” e espiritualiza a procura de identidade de Áries: – o Eu Sou.
    Que é uma forma, sim, e também, de justificar nossa trajetória, nosso destino: encontrar, viver e justificar o que Eu Sou.<<

    É nesse sentido que falo em destino; penso em destino como em forcas arquetípicas que são anteriores ao “nascimento” do eu, ou ego, e que ao mesmo tempo moldam a “estrutura” no qual a “consciência” se desenvolverá. A essa “estrutura” podemos atribuir a personalidade, juntamente com o carma. São como os obstáculos necessários para o desenvolvimento e posterior superacão dos mesmos dentro da psiquê. E essa estrutura é pré-destinada.

    Por ex.: a família em que se nasce, o bairro, a cidade, o país… enfim, isso não se escolhe, já está determinado. Por quem se apaixonar; quem escolhe o motivo da paixão? Não se escolhe… é uma química que está além de nosso ser, e só nos resta sofrer ou se alegrar.
    Não escolhemos a data de nossa morte, nao escolhemos muitas coisas, as fundamentais e marcantes ou transformadoras não temos poder de escolha.

    Agora podemos escolher como melhor lidar com isso; podemos escolher o melhor meio de compreender, assimilar e transcender esses obstáculos, aprendendo com eles e não tentando se afastar deles quando eles nos chegam, porque enquanto “aquilo” não for de fato assimilado não tem como ser transcendido, ele vêm e de novo retorna, e retorna….

    bjs
    adi

  13. don guakito said

    podem achar q é saudade associada a emoção errada, mas to preocupado.
    será q o lúcio se suicidou e a família dele com descaso da gente nem avisou no blog?

    sério.

    .g

  14. Sem said

    Meninas e meninos, captei as vossas mensagens e agradeço a todos. 🙂

    Permitem que eu seja egoista nesse tópico? é que eu aqui nem vou conseguir ser outra coisa. Quero muito discutir destino, por isso trouxe o assunto à baila, mas não tenho uma idéia muito clara do que seja ou até do que eu pense a respeito. Estou formulando ainda, ou talvez mais correto seja dizer que estou reformulando antigos padrões de ceticismo, que aprendi, mas que de fato não são meus. Mas, enfim, prefiro escutar o que vcs tem a dizer.

    Adi, que linda história de sua filha. E uma outra coisa, eu não sei quase nada de Cabala e que dirá Cabala do Crowley, mas, por isso mesmo, é precioso quando vcs falam. Mesmo que eu não entenda tudo, entendo alguma coisa e sempre posso pesquisar.
    Em relação a destino, eu penso mais ou menos igual a vc.

    Bjos!!!

  15. Sem said

    ah, lembrei de uma frase eloquente, mas não lembrei do autor, é mais ou menos assim: “a questão não é o que vc recebeu da vida, mas o que vc faz com o que a vida lhe deu.”

  16. don guakito said

    pra ter destino tem de ter eu. pra ter eu tem de se fixar. pra se fixar tem de peitar o tempo. pra peitar o tempo tem de ter coragem. pra ter coragem tem de ter eu

    eu, heim! 😀

    muito complexo isso de querer saber oq não aconteceu.

    .g

  17. don guakito said

    pra ter destino tem de ter eu. pra ter eu tem de se fixar. pra se fixar tem de peitar o tempo. pra peitar o tempo tem de ter coragem. pra ter coragem tem de ter eu

    eu, heim! 😀

    muito complexo isso de querer saber oq não aconteceu.

    .g

  18. adriret said

    Don Guakito,

    >>podem achar q é saudade associada a emoção errada, mas to preocupado.
    será q o lúcio se suicidou e a família dele com descaso da gente nem avisou no blog?<<

    Pode ficar despreocupado que o Lúcio avisou que estaria longe por uns tempos devido a muito trabalho, e que assim que acalmasse voltaria aqui no Anoitan.

    Estamos todos com saudades.

    adi

  19. Elielson said

    Oi pessoal.

    Adi.

    Interessante teu caso, realmente certas coisas não podem ser atribuidas a sugestão, ( digo isso pq convenhamos, existem leitores psicológicos amadores, e existem auto-proclamados-semi-deuses-da-ditadura-comportamental, habilidosos que só eles na arte da sugestão.) Existem pessoas sensiveis ao que vai entrar e ao que vai sair da vida nessa dimensão, e existe a nossa verdade manifestada pelo fenomeno ao qual concentramos o significado. A previsão prova, antecipando o fato, a existência do destino, ou é feita para que escolhas sejam feitas de maneira mais cautelosa? É inegável a presença do algo mais em cada fato, …e na busca pelo desconhecido, muito do desconhecido vai se apresentar, mas isso não vai querer dizer que ele deixa de ser desconhecido.

    O suicidio que veio ao papo… como um exemplo a ser divagado…

    Tem uns bichinhos mamiferos que praticam suicidio pra controle populacional deles… tá… instinto… de qualquer forma o excesso vai sempre estar se eliminando.

    Mas falemos de raça humana, subestimados, superestimados, independente de seus mitos que pisam ou deixam-se pisar, particularmente eu vejo na possibilidade de consciência unida poder de manutenção e modificação. Pouco dos fatores corporais são realmente inerentes. Mudanças visiveis são dificeis, mas podemos pensar que muita coisa é modificada nas baixas e altas frequencias nas quais não sentimos. Acrescentar é mais facil do que eliminar, e para eliminar matar a essência, só acrescentando…

    Ex: O Sol, ele está lá, se extinguindo, talvez daqui a vinte mil anos, ou daqui um bilhão de anos ele ainda resista (quem sabe?), mas sabemos que ele está nos tragando, e entendo que uma consciência agregada possa conter esse avanço orbital, ou mais, ou possa regular uma primavera constante sobre a terra. (why not???… Tema pra um livro, não?)

    O que uma coisa tem a ver com outra?

    Risco… Tudo está no risco!
    A consciência que cria a modificação, cria dentro da manutenção, e a manutenção é lenta devido a sensibilidade a possivel extinção, tentativas vãs, frustração total da existência e tal…
    É como no suicidio, a possibilidade existe, está lá…
    Mas quem vai lidar com o resultado da ação reacionária?
    Quem vai ser cobaia de Deus?
    Bem, quem não quer não é… livre arbitrio existe pra isso…, mas para deixar as pessoas continuarem a viver seus livres arbitrios, de vez em quando alguém tem que cumprir seu Destino? Altos paradoxos…

    Até depois…

  20. adi said

    É verdade Elielson,

    Não foi sugestão, principalmente porque “filho/a” era uma coisa que não queríamos naquele momento, iríamos esperar bastante… mas tem coisa que não adianta querer….

    Mas eu também acredito no poder da criacão, desde que nossa pequena vontade esteja de acordo com a VONTADE maior, tudo pode ser, os Anjos falam amém e as coisas acontecem. E nesse caso nunca saberemos se foi nossa vontade/escolha ou se foi do anjo (rsrsrs).

    É tudo muito paradoxal Elielson. Até que ponto temos o poder de transformar nosso pequeno mundo? (tomo por mundo, o pessoal mesmo, aquele que cada um tem o seu conforme a visão). Eu acredito que nosso poder vai até o limite de conscientizacão que temos da própria energia, inerente em tudo. Vai até o limite do nosso próprio condicionamento, ou do nosso entendimento dessas energias, vai até o limite da nossa “visão”. Quantas pessoas não gostariam de mudar/transformar suas vidas, mas ainda estão sujeitas irremediavelmente ao destino, porque não conseguem transformar sua “visão”.

    No meu entender, há uma VONTADE maior que podemos chamar de destino, quando sua pequena vontade se alinha com a VONTADE, é como se o livre arbítrio fosse a realizacão do destino.

    Você tem razão, altos paradoxos…

    inté

  21. Fy said

    Adi,

    Não consegui entender isto.

    Não há livre arbítrio. Se existe esta Vontade Maior e a realização do destino só se efetua qdo sua vontade se alinha ou coincide com esta Vontade: não há participação: há uma imposição. Caso suas escolhas não coincidam com o q se apresenta [ Vontade Maior], não restam possibilidades a não ser esquecê-las e concordar com o q acontece.

    E as mudanças, as transformações; as inconformidades q nos libertaram de destinos congelados em mesmices ou fatais como as doenças, a escravidão, as injustiças, etc….

    Caso exista uma Vontade Maior com a qual devêssemos estar em acordo para que o destino se manifeste, vivemos uma contínua dúvida: ou vamos com o fluxo da correnteza, sem termos nenhuma alternativa, ou nadamos contra a corrente e nos afogamos.

    É linda e mágica a historia de sua filha. E, tb não sou adepta de tirar a magia da vida e dos seus mistérios.

    Mas, acredito sim, no poder da sugestão, e na intensidade com a qual ela atinge ou não a nossa mente. – há um vasto material sobre isto. E, no caso de um estímulo positivo, sensacional. Mas, não podemos nunca esquecer q um estímulo negativo, intenso, tb nos impressiona e pode causar danos.

    Existem pessoas q morreram por terem tido um resultado “errado- trocado” de HIV. O Chopra tem um historia excelente sobre isto.
    Tb não descarto estas viagens pelo tempo; todas as certezas ou teorias q temos sobre isto são ainda mto obscuras.

    Outra coisa q eu acho engraçada; como seria esta pré determinação? Em que referências se baseariam as determinações de destino para cada um de nós? Sem esquecer o Universo inteiro, todas as raças q devem existir por aí.

    Se até culturalmente em um mesmo planeta as referências de justiça, virtudes, etc… variam tanto; racial e regionalmente? Isto seria estabelecido conforme as diversas crenças?

    Fico com o Guaco; e, talvez o melhor significado da palavra destino [ difícel….] seja o chegar lá.

    Bjs

  22. don guakito said

    Fico com o Guaco; e, talvez o melhor significado da palavra destino [ difícel….] seja o chegar lá.
    —————–

    fica não! o lúcio tá vivo! e logo num endereço de funerária como destino, nem como chegar lá! 😀 😉

    .g

  23. don guakito said

    Agora, e SE a familia do aldhabaran2, q o 1 sumiu com o malpg, e do Filipe Wels não contassem se eles tivessem sidos abduzidos por alienígenas beta testers de sondas anais? já pensaram no sumiço dos dois?

    pois é. ‘tá estranho.

    ao menos o lúcio tá vivo, bombando sangue por ai… e o andrei foi singelo de avisar q ainda respirava por ai… essas relações superficiais de internet as vezes alcançam a superfície do coração, sabe?

    .g

  24. adriret said

    Fy,

    Primeiro, quero esclarecer que entendo como destino, seguir aquilo que nos chama a realizar algo que não sabemos direito o que é, mas que esse chamado é maior que nós, é como uma vontade que não sabemos de onde vem, e como uma saudade que não sabemos do que, mas que está lá no coracão. Esse outro querer, ou esse outro dentro de nós que chamo de Vontade Maior (ou Si-mesmo, ou outros nomes), nos gera conflitos enormes, estracalha nosso coracão quando vamos contra esse querer, e só nos resta a entrega, por mais duro que seja, ceder e tentar assimilar e entender é o melhor a fazer. Essa VONTADE se utiliza da própria vida(vida que é vontade), como uma artimanha, ou rede entrelacada pra alcancar os seus propósitos. Acontece que o ego(pequena vontade) se tornou autonomo, se utiliza da forca pra objetivos próprios e o que se vê como fruto disso é o mundo corrompido.

    Tem coisas que por mais que queiramos, por mais que lutamos, não acontecem, ou acontecem de forma enviesada, e acaba tendo um retorno mais caro do que o próprio querer, como se o preco a pagar por isso fosse muito alto.

    E como se explicaria as coincidências da vida, são somente coincidências? E como se explicaria pessoas que vão pegar determinado vôo, acontece um imprevisto, perdem o vôo e o avião cai, ela enganou o destino ou não era seu destino morrer? ou não existe destino?

    Acho que nossas referências pra determinar certo destino se basearia no carma. Mas carma entendido como o Lúcio colocou e como o Andrei colocou também, ou seja, carma como condicionamentos a serem superados, carma = sístase = sombra .

    Fy, uma coisa tenho certeza, as coisas acontecem não por vontade do ego, mas por forcas maiores e anteriores que nós mesmos. É o nosso Self que está no controle desde sempre, nós que somos teimosos e não entendemos isso. É como as etapas da vida Fy, por mais que a crianca não queira crescer, não tem jeito, ela vai amadurecer e vai ter que largar a família, por mais dolorido que seja.
    Agora em sabendo que essas forcas são maiores que nós, é a razão da existência e o destino de cada um, podemos ir de mãos dadas, deixar fluir e ser feliz, ou ir contra, sofrer e lutar até morrer… esse é o livre arbítrio, pois claro o Self “de uma certa forma” depende do ego pra auto-realizacão.

    assim que entendo.
    bjs
    adi

  25. don guakito said

    carma como condicionamentos a serem superados, carma = sístase = sombra

    ————
    como é pubica, digo, publica, a comunicação vou meter meu pentelho, digo, bedelho! 😀 😀 😀

    um condicinamento é uma ação que se enraizou, não?
    um condicionamento vai ser vencido por outra ação.
    um eu depende de uma ação constante pra se manter coeso.

    vai vendo.

    talvez não haja um “chamado” um “destino” um “caminho” que preencha o buraquinho da duvida.

    talvez sejam “destinos”.

    Já ouviram falar dos artistas japoneses que viviam 5 vidas numa só? viviam numa vila, um estilo de pintura, e pá, quando atingiam a mestria, sumiam! outra cidade, outro estilo de pintura… 😀 😀 e assim iam.

    don juan ensina o castaneda a esperar os chamados, a saber ouvir o momento que o “destino” vai se manifestar, e pra isso inclui não ter dialogos interiores, pensar sobre o próprio esperar! 😀 😀

    quer destino quem quer certeza para continuar a caminhar, nisso ao meu ver, q sou como a dory do procurando nemo, claro, “continue a nadar, continue a nadar”… 😀

    .g

  26. don guakito said

    E como se explicaria as coincidências da vida, são somente coincidências? E como se explicaria pessoas que vão pegar determinado vôo, acontece um imprevisto, perdem o vôo e o avião cai, ela enganou o destino ou não era seu destino morrer? ou não existe destino?
    =======================

    quem vivencia uma “coincidência” com sua totalidade não precisa explicação para ela. Quem precisa entender se um acidente trazia como assinatura o destino da morte não aceitou sua dependência no ciclo de vida e morte ainda.

    viver e pensar o viver é algo como os paradoxos na incerteza do tempoXfrequencia, momentoXtempo, etc, etc, etc.

    e querer ciência “humana” que dê certezas, que sistematiza coisas mais imateriais que a imaterialidade que a física anda encontrando é algo que me soa incompreensível, me desculpem a GNUrância.

    .g

  27. Elielson said

    A informação tem se mostrado pouco suficiente pra livrar-nos do mal.
    A história foi um filtro em que tirou-se 100 toneladas de entulho, e uma grama de ouro.
    Não vejo na inconsciência uma solução, não vejo na ignorância uma benção… à deriva estamos, mas percebemos que o fluxo fatal não é a única via, pois existe uma tensão… existe algo além da crueldade praticada consigo mesmo. Além do oportunismo dessas palavras, além da auto-afirmação nos espaços que reagem. E como um tapa na cara, querem provar que vc revida, e justifica todo o mal que te cerca. E que tudo é o que foi… e tudo realmente é o que passa, quando esse algo passa em branco… não é tirando proveito que significa que este algo não passou em branco, se o proveito é uma ilusão prolongada em vida. Há algo lá fora além mesmo de nossa noção do Uno. A matemática é insuficiente, não prova, não explica, e existe com base em uma anomalia, esta anomalia é uma lousa mágica onde se desenha o que se quer, com gizes fortes e fracos.

    Nâo precisamos do que é criado por nós, precisamos do que se manifesta sem nossa influência, talvez seja isso que sempre esteve e sempre estará.
    Se isso for o nosso aliado, talvez cumpramos o destino de arbitrar livremente, como dito pela Adi… ou tudo isso suma, pois não passam de contaminações do dever e do direito, bits que nasceram da nossa explicação desesperada de dominar o que aparentemente não tem dono… (triste ilusão estar cego ao tempo).
    Não há dono, não há posse, então quando pegamos emprestado o que não tem dono, como estamos lidando com o que sempre foi, e sempre será?
    Sem contar com a adaptção que produz cura de um organismo vivo, em um outro organismo vivo, e não sabendo onde fica a cura, a opção é adoecer em paz…. Se possivel for, nos convencemos de que adoecer é a cura, mas sem cura e sem doença… fica o individuo frente a frente com a verdade, que é essa briga inventada para obter doenças com rótulo de cura e cura com rótulos de doença.

    Tchau.

  28. don guakito said

    elielson, no final é como diz don juan ao castaneda 😀 :D, só afeta um circulo de poder quem pulou fora dele, só muda algo quem dominou esse algo, etc, etc, só entende algo quem ‘tá fora desse algo, pois quem tá dentro se tentar entender vai se confundir e criar muros, limites, conceituais, e depois físicos ou então explicar tudo levando sempre à confusão final, às impossibilidades, etc.

    primeiro conhecer o terreno, depois se espalhar pelo terreno e depois pá.

    por isso q na alquimia china vc amplifica suas vibes. vc ‘tá se espalhando, eu estou até onde o chi que me compõe conseguir ir e ele vai de acordo com q me cultivo, etc, etc… no taoísmo só se pode ajudar o próximo quando abrir a coroa, q é depois de desbloquear toda pineal (ou termina qual o PKdick), no nagualismo só se ajuda o próximo depois de aprender a VER que é SENTIR a vibe das coisas, e isso só ocorre, nesses esquemas, depois de saírmos desse nosso círculo de poder, o sexto nível de consciência, o conceitual.

    pra uns, os inteligentes, como vcs, é foda, eu sei. pros burros como eu, não pensar é bolinho! 😀 😀 😀 😀

    :*
    .g

  29. Sem said

    Pessoal,

    Essas coisas das moiras e das parcas nos remetem ao destino em flashes episódicos. De fato, momentos como pegar ou não um avião, podem mudar nossas vidas.
    Mas estou me dando conta agora que destino tb pode ser entendido como um chamado, uma missão que a pessoa tenha a cumprir nessa vida, como um todo. Carma? Não sei. Muito arquetípico isso tb. Estou pensando em outra coisa, em daimon, destino seria então uma espécie de chamado do daimon, uma missão que não bem a pessoa/ego tenha a cumprir, mas sim o próprio daimon daquela pessoa… Tanto que desse ponto de vista, pouco importa o que a pessoa quer ou deixa de querer na vida, o “chamado” se impõe como força maior que um uma vontade pessoal, e quanto mais a pessos lutar contra, mais o daimon teima em colocar encruzilhadas em sua vida até que escute o que seu daimon está falando. Não, nada grandioso ou fantástico, pode é claro ser o destino de um santo, mas tb de uma prostituta, ou de uma mãe, de uma assassino, um artista, pode ser qualquer coisa! A moral do daimon não tem nada a ver com moral humana.
    É a tal da semente de carvalho do Hillman, do seu livro O Código do Ser. A parte mais polêmica de sua teorias e a mais criticada tb… mas mesmo eu que tenho horror a predestinações, reconheço que o daimon existe e tem força e comanda nossas vidas.
    Nós somos sempre bem menos do que pensamos que somos, temos muito menos liberdade do que supomos que temos… acho que é isso.

  30. don guakito said

    Nós somos sempre bem menos do que pensamos que somos, temos muito menos liberdade do que supomos que temos… acho que é isso.
    ———–

    po, sem, fale por vc q num cultiva chi, num sente a lu, num empurra pessoas na fila do supermercado com chi! 😀 😀 😀

    somos muito mais do que pensamos, temos muito mais liberdade do que fingimos desejar ter… é questão de cultivo, não de pensamento. pensamento gera loops. oops! 😉

    .g

  31. don guakito said

    num sente a lu

    com todo respeito, num sinto nem quero nem vou sentir a lu, é a luA q sinto! 😀 😀 😀 😀 😀 😀 😀 😀

  32. aldhabaran2 said

    Don Guako, meu guapo amigo. Estranho isso. Há meses estou afastado do Anoitan por excesso de atividades. Penso em voltar para postar algo e lá vem um emêiol do Kingmob. Opa, significativo. Aí vejo tu falando de “sondas anais”, e desgraçadamente, estou no meio de uma crise de hemorróidas. Estranho isso.

    Falaí: a vibe tá boa ou eu estou surtando aqui deste lado?

    A todos: eu tô voltando galera. Aos poucos, mas tô voltando!

  33. Oo said

    Don Guakito,

    Te leio muito por alguns cantos aí, e concordo com muita coisa que vc escreve, só num concordo quando vc acha que o seu caminho é o único que pode conectar o ser com a mãe das 10 mil coisas.

    É um engano seu. Você pode sentir o chi, também sinto o chi por todo meu corpo, sinto pulsar como as batidas do coração. Eu num sou de ficar falando isso pra ninguém, podem pensar que quero aparecer, ou que sou doido, mas já que você fala que sente através do seu caminho, tenha como um relato que também é possível através do caminho que sigo, via mente. Vejo o chi em torno de tudo que existe, vejo faíscas de fogo pipocando no ar bem pequeninhas, fervilhando, sinto a energia queimar, arder a pele… escuto o som das coisas, como música, até mesmo uma máquina emite música.
    Também vejo a energia das pessoas quando me concentro, e posso senti-las se em harmonia ou não, já me encontrei com a grande mãe, a primeira vez foi dentro do grande útero com o amor sem descricão, a segunda vez ela estava a forma da Mãe, como um sol de luz branca que irradiava o arco-iris e estava como a mãe do mundo, bem foram algumas vezes, cada vez foi de uma maneira diferente, enfim, só vim aqui relatar que é sim possível sentir todas as coisas, ver as coisas de modo diferente, ir no âmago da vida, da existência via o pensar.
    A kundalini aqui já ativou alguns centros, até o da garganta, e de novo está em movimento, essa noite acordei com um movimento orgastico do próprio corpo sem sexo, sem desejo, só o movimento, que então passou a dor no básico.

    Só pra relatar cara, têm muitos caminhos válidos, sigo a via pensamento, e posso garantir que do modo que Jung, Jesus, Cabala, Buda descreve também é possível ter as mesmas experiência que vc via chi-kung. Não diz mais não, que os outros caminhos não funcionam, porque funcionam sim.

    Foi através do pensar sobre uma questão que minha mente se abriu, naquele momento não existia mais nada, de olhos abertos podia ver e sentir o infinito, não existe um eu, não existe eus, existe um mar infinito que é todas as coisas, inclusive vc, inclusive eu, mas que é anterior a qualquer eu, e nesse momento o que se experimenta é a mais pura liberdade do Ser puro, todo o sentimento de separacão se esvai, enfim, o eu cara, o eu não existe, o sentimento de ser eu, ou ser algo especial é pura ilusão, e essa ilusão que nos separa do real, do verdadeiro que está em tudo e que é tudo, ou como vc costuma falar da mãe dos 10 mil seres… e senti sim, cada experiência dessas cara, se sente na mente, na emocão, no corpo, em tudo…

    só não esculhamba mais não com os outros caminhos, tá.

  34. Sem said

    Don Guaco,

    Que eu só falo por mim e que cada um só responde por si, isso pra mim é claro como um dia de sol numa manhã de verão. Até quando emprestamos pensamentos alheios, é só para figurar naquilo que somos. Perceba, o que “somos”, não o que “pensamos”…
    Dizer eu penso é só uma maneira de dizer, e a mim não me preocupa a forma, ou a perfeição da forma, ou de me definir por uma escola de pensamento ou crença, importa mais a essência, que nunca é algo que possa ser isolado, é conjunto ao todo.
    Não nos apeguemos as formas… se bem que das formas, foi o Heráclito que disse “caráter é destino”. E caráter é a forma que o “nosso” daimon tem de se revelar, a nós e ao mundo, a que veio.

    Sabe que eu acho que faltou complementar o que tinha dito antes: “momentos de pegar um avião podem mudar nossas vidas”… principalmente se o avião no caso for cair. =D

  35. don guakito said

    Don Guakito,

    Te leio muito por alguns cantos aí, e concordo com muita coisa que vc escreve, só num concordo quando vc acha que o seu caminho é o único que pode conectar o ser com a mãe das 10 mil coisas.

    É um engano seu. Você pode sentir o chi, também sinto o chi por todo meu corpo, sinto pulsar como as batidas do coração. Eu num sou de ficar falando isso pra ninguém, podem pensar que quero aparecer, ou que sou doido, mas já que você fala que sente através do seu caminho, tenha como um relato que também é possível através do caminho que sigo, via mente. Vejo o chi em torno de tudo que existe, vejo faíscas de fogo pipocando no ar bem pequeninhas, fervilhando, sinto a energia queimar, arder a pele… escuto o som das coisas, como música, até mesmo uma máquina emite música.
    ————

    se vc se ofendeu com meu caminho é pq seu caminho é inseguro ainda. problema seu.

    eu não vendo MEU caminho como UNICO, mas como SÓ ANDO UM CAMINHO só falo dele.

    Se quiser que eu fale do seu caminho, o qual tem medo de falar por ter auto-imagem e achar que os outros vão te julgar além do seu limite de aceitação, tudo beleza.

    faz assim me manda cartão postal de seu túnel de realidade, junto me mande as instruções de como promover seu túnel de realidade, dai eu faço tudinho do jeito que vai lhe agradar e assim o mundo fica mais do modo que lhe é seguro e vc poderá sair por ai sentindo-se “livre”, pois os “perigosos” os dos “caminhos egoístas” se modificaram ao seu desejo.

    quanto ego por nada! 😀 😀 😀 😀

    quem tem coração fraco adora esfaquear pulmão dos de coração forte! 😛

    :D:D

    .g

  36. don guakito said

    Sabe que eu acho que faltou complementar o que tinha dito antes: “momentos de pegar um avião podem mudar nossas vidas”… principalmente se o avião no caso for cair. =D
    ——————–

    só precisa mudar a vida quem tá insatizfeita com ela, sem.

    e se são só palavras, “pensamento”, pq gastar energia nelas?

    pensei que vc escrevia vc, não que se separava as coisas em “o q somos” e “oq pensamos”.
    ————-

    Que eu só falo por mim e que cada um só responde por si, isso pra mim é claro como um dia de sol numa manhã de verão. Até quando emprestamos pensamentos alheios, é só para figurar naquilo que somos. Perceba, o que “somos”, não o que “pensamos”…
    ——————–

    sim, se vai falar por vc e não quiser os outros metendo o bedelho! 😀 😀 em vez de me colocar na sua humanidade que se prendeu a limites culturais e sociais, fale assim “EU, sem, SOU sempre bem menos do que penso que sou, tenho muito menos liberdade do que SUPONHO QUE TENHO… acho que é isso.”

    assim, EU, guto, tb HUMANO, não preciso dizer que EU e MEUS AMIGOS (pois amigo é algo que só acontece quando olho olha em olho, nunca na net. 😀 😀 😀 ) somos muito mais do que pensamos, temos muito mais liberdade do que fingimos desejar ter…

    😀 😀 ou vai ver vc podia estar falando que não só vc é infeliz por falta de liberdade, talvez fale de vc e de seus amigos ai.

    de qualquer forma, num presta atenção, eu sou bocó que acha que ciencia é outra coisa q não psicologia, q pra mim é “ciência sutil”! 😀 😀 😀 😀

    divirta-se em suas sérias analises da mente de todo mundo dentro de sua mente e dos livros do hié questão de cultivo, não de pensamento. pensamento gera loops. oops! 😉 hillman! 😛

    .g

    ps: não me levem a sério, sou um palhaço dentro de seus conceitos cheios de si -os conceitos, não vcs… (não todos vcs me levam a sério, ótimo!, só os que me levam a sério! 😀 😀 :D)

  37. don guakito said

    Não diz mais não, que os outros caminhos não funcionam, porque funcionam sim.
    ———-

    é. jung faz isso. ok.
    http://springforestqigong.com/medical_research.htm
    :D:D:D:D:D:D

    talvez jung com reiki façam!
    ops!
    talvez não… é preciso estática no estomago e sangue extremamente alcalino pra fluir chi, não só uma MENTE CONCEITUAL com certeza, pois o corpo filtra.

    e espero não ter ofendido mais ninguém em seus caminhos sem certeza!

    por isso q gosto do solius do saindodamatrix, ele tem certeza na alucinação dele, e num parece que vai sair matando por ela, não q a cristandade não o faça eventualmente, mas do jeito que as coisas estão, todo mundo querendo RELATIVIZAR OS OUTROS, 😀 😀 😀 as coisas vão ficar mais engraçadas! 😀 😀

    é qual a crítica do hakim bey ao multiculturalismo: apenas uma forma de caricaturizar e incluir, sem essência, o diferente! 😀 😀 😀 😀

    pega eu! 😀 😀 😀
    .g

  38. Fy said

    O ideal, na minha opinião, é ser cético e ao mesmo tempo não, é ser um blend, “um mistura”, aliando um espírito livre na pesquisa dos assuntos nebulosos e ao mesmo tempo, manter o coração aberto; percebendo o quanto há de transcendente em nosso dia-a-dia.

    Mas é fundamental fugir de toda tentação sistêmica, desse nosso eterno desejo de encaixar tudo numa grade conceitual consistente… pois taí um caminho que nos levará fatalmente ao erro e a frustração, é um caminho gerado pela nossa ansiedade narcísica de tudo explicar conceitualmente, verdadeiro veneno no caminho da transcendência.

    Evitar as big-sínteses, não ter medo de ser contraditório ou inconsistente. Quem foi que disse que o mundo é compreensível ou consistente? Viver o mundo, não é compreendê-lo com a cabeça. É preciso mto corpo, mta alma, mto espírito ou muita… simplicidade. E, em ser simples; existe muita coragem.

    Acho muito mais importante tentar entender (e seguir) o que o mundo parece estar pedindo pra gente num dado momento, o que ele está pedindo que agente FAÇA. …e seguir. –

    Seguir, mesmo que seja preciso exorcisar daimons, dar aos anjos a liberdade de dizer qq outra coisa q não seja amém, e a deus: a impropriedade. Mas esta é a “minha” maneira de brincar com o ioiô, como diz o Elielson.

    Existe um caminho pra cada coração, e isto é q é a única verdade; a única q nós podemos dividir.

    Bjs

  39. Fy said

    Oo,

    Seja bem vindo, vc e sua mensagem; seja ela qual for.
    Acredite mesmo no: seja ela qual for.

    Eu tenhocácomigo, que qdo se divide algum assunto, é preciso se estar preparado e lembrar que não estamos em busca de identificações; e sim de pluralidade.

    Muito em nós… é construído nesta relação com o outro. Essa alteridade (por vezes desconhecida ) é chave, é sinal, é luz pra mts descobertas.

    Se houvesse uma única verdade, ou um único caminho; estaríamos todos morrendo de tédio e procurando desesperadamente a tal da maçãzinha diabólica, mas cheia de gosto, que é a diversidade.

    O tal do Destino por aqui, ganhou uma porção de sentidos: todos interessantes e diferentes. … deve estar, todo feliz.

    Ganhou roupa nova, dançou uma porção de musicas e aprendeu ritmos diferentes.

    Nenhuma canção é dispensável; senão o coração não poderia escolher o que dançar.

    Welcome and sing Your song; but …let All music play.

    Bjs

  40. Elielson said

    Hello.

    Trabalhemos a impossibilidade…
    A ilusão plantada como possivel é tatica de controle, o convite a impossibilidade sim, talvez seja arriscado, mas é um caminho do aprendizado que já se sabe infinito. Meio doido, mas o que é todo o mistério senão o impossivel manifestado?

    Auto… que todo conceito seja auto, daí a porta que fechamos ao tentar convencer alguém fica entreaberta, é assim, temos que admitir a delimitação para aceitar algo que não seja perigoso, pois se eu soubesse que a busca pela liberdade me prenderia, pra que diabos eu ia ser careta? Aí que está, existem celas mais confortáveis aos prisioneiros adaptados…

    Infelizmente, tem muita imposição em pele de cordeiro, por isso não vejo um mar de rosas.

    Os extremos são o transito dos mundos.

    Surgimento e extinção, a revelação e o holocausto, as imolações são itens a serem aprovados, mas não o são devido ao fato de serem puras demais, não se trata do merecimento, se trata da seleção que o ser humano faz para comparar a natureza superior, a sua natureza, que de jeito nenhum é pura, a não ser que um homem tbm seja imolado.

    Ou pelo menos é o que a central mundana quer que eu pense.

    Até mesmo os atomos escravizam um ao outro quando pressionados pela nossa vontade, originando essa feira de artificialidades.

    Sem nossa pressão eles sabem o caminho, mas a matéria nos respeita, a não ser que crie mais um homem para vingar-se da própria especie…

    Doutrinas que ensinam a digerir melhor o conhecimento, ou que fazem vc vomitar de uma vez. Quando se respira a verdade, vemos a dependencia.
    Então vomitar é ilusão.

    Não é a consciência quem vai encontrar a fonte, é a matéria… matéria é porta, consciência é chave, possibilidade é Espirito, impossiblidade é causa.

    Recriemos o ilimitado, desconstruindo o limite.

    Esta luta é de quem dá a esperança sincera, da fé.

    Não há margens no mapa do céu. 🙂

  41. don guakito said

    só não esculhamba mais não com os outros caminhos, tá.
    ===========

    jung criou sistema para tratamento de dissonantes da e na sociedade.
    nova eras intelectuais, filósofos, pensadores “livres” e magistas civilizados o adotaram como modelo para ir rumo ao “misterioso infinito”, mas ao mesmo tempo que o adotaram, sabem que a “individuação” é impossível.

    resumindo, sigo um mapa que num leva ao destino que descreve durante a viagem.

    jesus criou um sistema ali onde vc fala com o pai, e tem um espírito santo sem sexo, um filho e um pai, num tem mãe, só a que pariu, mas sem tomar ferro. O sistema dele foi utilizado para meter ferro em indígenas, como em negros, mas depois os negros puderam tocar cravo em minas gerais e os indigenas utilizar camisetas de ex-candidatos políticos.

    resumindo, jesus fala tudo lindo, os cristãos separam mente de corpo (pois o corpo é amigo da mulher que pecou e comeu um torus em forma de maçã), e como a mente é uma coisa, “o pensamento”, e o corpo é outra coisa (não necessário a nossa “totalidade” para alguns, inclusive), não há problema em nome de jesus no pensamento, destruir o corpo dos que pensam diferente… tortura, torquemada, etc, tudo ESCULHAMBAÇÃO.

    eu podia continuar, mas estes dois J. são os mais populares por ai.

    qualé. num posso falar q o jidu era um cafetão espiritual, mesmo tendo provas disso? nem q o rama era um transviado mental, levando-se em conta como ele tratava as fêmeas, qual o problema? 😀 😀 😀

    eu tb. sou tudo oq falaram de mim, Oo! 😀 sou psicopata social, sou artista frustrado, sou criador de ficção científica analfabeta ao vivo na internet, etc, etc, há os que ainda insistem na idéia de que sou homossexual, dai a necessidade de falar em Orgasmos a distância! 😀 😀 😀

    a lingua de todo mundo um dia apodrece, se eu engravidar de mim mesmo com meu FETO CÓSMICO, valeu a viagem! 😀 😀 😀 se não, valeu do mesmo modo, pois tudo hj vale por 2. 😀

    e Oo, se tudo isso tá ocorrendo com vc, num é nada de mais, o chi sob a pele todo mundo tem, uns sentem mais e outros menos. E a mãe dos dez mil seres vc só vê quando passar por esse mundo de cores, ao menos na alquimia china q sigo! 😀 😀 vc nem chegou na porta hiper-colorida ainda, vc tá mapeando seu ser ainda. nem saiu de sua mente pro seu centro, digamos… mas ignore-me, eu num sei do que falo! 😀 😀 😀 😀

    .g

    essa criação paternalista de vcs num deu certo! 😀 😀 😀

  42. don guakito said

    Falaí: a vibe tá boa ou eu estou surtando aqui deste lado?

    ———

    e aldeba tá vivo! viva!

    😀 tu tá certo, a vibe tá ótima ai e eu to surtando desse lado! 😀 😀 😀

    .g

    ps: tua foto sempre manda vibe de alegria e leveza, mas lembre-se, sou psicopata social zen-noção! 😀 😀 😀

  43. Oo said

    don guto,

    ninguém se ofendeu com seu caminho não, cada um é livre pra seguir o que quiser, assim como o caminho que sigo é bom pra mim, só foi um relato de que por outras vias também se manuseia chi, também se escuta a música do universo, das energias sutis.
    ==================================

    >>Se quiser que eu fale do seu caminho, o qual tem medo de falar por ter auto-imagem e achar que os outros vão te julgar além do seu limite de aceitação, tudo beleza.<>

    Pô cara, tu julga muito!! se põe palavras onde não existem. Num quero que fale do meu caminho, nem bem nem mal, deixa que falo porque dele conheco. Num vou fala do seu, isso je já faz porque conhece. Onde vc leu que tenho medo de falar do meu caminho, só num vejo necessidade de sair espalhando pros 4 cantos que vejo chi, que manuseio chi.
    ============================
    >> quanto ego por nada<<>pega eu! 😀 😀

    que isso meu irmão, num vim aki medir forcas com ninguém, num pratico minha arte pra luta, nem competicão, respeito seu caminho, só trouxe meu relato pra q. vc respeite o meu também.

    fui-me

  44. Sem said

    Guaco,

    Eu, Sem, sou muito menos do que gostaria de ser, não sou livre, estou presa na vida que levo, ou que me leva, eu não sei, que é fruto da vida que tive e que embora não seja eu, foram minhas escolhas e é tudo que tenho, ou o que me resta, eu não sei. Provavelmente estou me encaminhando para um lugar que não quero, mas é o meu único lugar possível e como eu tenho a índole otimista e cordata, vou agradecer pela sorte e ver o lado bom de estar presa a um lugar que não quero, com a morte no fim.

    Eu, Sem, acho que o Guaco fala mais do que a boca e fala sem PENSAR e SENTIR, ou está tão mais preso do que eu ao que “é”, para ter olhos pra ver que sou outra pessoa. Eu, Sem, acho que o Guaco não sabe nada de mim e me julga, pensa que sou sua inimiga ou então a deduzir por suas palavras imagina o que eu não sou e não quero. Mas pelo menos entre nós dois, EU PENSO, tenho a consciência que sou menos e isso é mais sincero e correto do que dizer EU SOU.

    E EU acho que está na hora de ir trabalhar que o pão é sagrado. :p

    Pra concluir, só duvido que o Guaco vá ler, porque fala de uma outra pessoa e experiência que não Guaco, e é um poema bem comprido, mas a esperança é a última que morre e eu, Sem, acho que só quem não somos é que nos completa, mesmo que seja um pensamento, e essa é a maior declação sincera que eu já vi ate hoje de uma pessoa dizer o que pensa que é, ou quem ela poderia ser, eu sei lá.
    (cansa falar na linguagem do eu)

    Não sou nada.
    Nunca serei nada.
    Não posso querer ser nada.
    À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

    Janelas do meu quarto,
    Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
    (E se soubessem quem é, o que saberiam?),
    Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
    Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
    Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
    Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
    Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
    Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

    Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
    Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
    E não tivesse mais irmandade com as coisas
    Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
    A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
    De dentro da minha cabeça,
    E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

    Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
    Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
    À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
    E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

    Falhei em tudo.
    Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
    A aprendizagem que me deram,
    Desci dela pela janela das traseiras da casa.
    Fui até ao campo com grandes propósitos.
    Mas lá encontrei só ervas e árvores,
    E quando havia gente era igual à outra.
    Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?

    Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
    Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
    E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
    Gênio? Neste momento
    Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
    E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
    Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
    Não, não creio em mim.
    Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
    Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
    Não, nem em mim…
    Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
    Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
    Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas –
    Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
    E quem sabe se realizáveis,
    Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
    O mundo é para quem nasce para o conquistar
    E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
    Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
    Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
    Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
    Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
    Ainda que não more nela;
    Serei sempre o que não nasceu para isso;
    Serei sempre só o que tinha qualidades;
    Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
    E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
    E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
    Crer em mim? Não, nem em nada.
    Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
    O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
    E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
    Escravos cardíacos das estrelas,
    Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
    Mas acordamos e ele é opaco,
    Levantamo-nos e ele é alheio,
    Saímos de casa e ele é a terra inteira,
    Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

    (Come chocolates, pequena;
    Come chocolates!
    Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
    Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
    Come, pequena suja, come!
    Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
    Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
    Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

    Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
    A caligrafia rápida destes versos,
    Pórtico partido para o Impossível.
    Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
    Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
    A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
    E fico em casa sem camisa.

    (Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
    Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
    Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
    Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
    Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
    Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
    Ou não sei quê moderno – não concebo bem o quê –
    Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
    Meu coração é um balde despejado.
    Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
    A mim mesmo e não encontro nada.
    Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
    Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
    Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
    Vejo os cães que também existem,
    E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
    E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

    Vivi, estudei, amei e até cri,
    E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
    Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
    E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
    (Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
    Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
    E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente

    Fiz de mim o que não soube
    E o que podia fazer de mim não o fiz.
    O dominó que vesti era errado.
    Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
    Quando quis tirar a máscara,
    Estava pegada à cara.
    Quando a tirei e me vi ao espelho,
    Já tinha envelhecido.
    Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
    Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
    Como um cão tolerado pela gerência
    Por ser inofensivo
    E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

    Essência musical dos meus versos inúteis,
    Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
    E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
    Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
    Como um tapete em que um bêbado tropeça
    Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

    Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
    Olho-o com o desconforto da cabeça mal voltada
    E com o desconforto da alma mal-entendendo.
    Ele morrerá e eu morrerei.
    Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
    A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
    Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
    E a língua em que foram escritos os versos.
    Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
    Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
    Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,

    Sempre uma coisa defronte da outra,
    Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
    Sempre o impossível tão estúpido como o real,
    Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
    Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

    Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
    E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
    Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
    E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

    Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
    E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
    Sigo o fumo como uma rota própria,
    E gozo, num momento sensitivo e competente,
    A libertação de todas as especulações
    E a consciência de que a metafísica é uma conseqüência de estar mal disposto.

    Depois deito-me para trás na cadeira
    E continuo fumando.
    Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

    (Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
    Talvez fosse feliz.)
    Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
    O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
    Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
    (O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
    Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
    Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
    Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.

    Tabacaria – Álvaro de Campos

  45. don guakito said

    só trouxe meu relato pra q. vc respeite o meu também.
    =–

    eu respeitei SUA pessoa. eu te mandei pra algum lugar? eu te ofendi? ofendi sua mãe? abrir sua experiência ao próximo é algo que mostra, e as vezes cura nossas fraquezas, nossos nós não resolvidos.

    chorão. 😀 😀 😀

    na boa, este ambiente, nobre, de nobres pessoas, é muy civilizado pra mim. credo! 😀 vou cagar no mato q ganho mais! 😀 😀 😀 😀 😀 😀

    continuem! só lerei! verei um pervertido que só gosta de ler! 😀 😀

    .g

    :*

  46. adriret said

    Sem,

    Lá em cima, voce falou sobre o daimon e sobre o livro do Hillman.

    Nunca tinha lido esse livro do Hillman, ontem achei na net, e é bem como entendo destino. Muitas coisas são bem similares. Interessante.

    Olha só, como esse post está rendendo comentários, até meio que mudaram o assunto. Liga não Sem, o Guaco é meio desbocado, escrachado, fala o que der na telha, acho que no fundo tudo o que ele diz é pra ele mesmo, só que não percebe….

    bjs
    adi

  47. Fy said

    Sem querida,

    Este não é o Guaco.
    Nem eu estou aqui pra defendê-lo: ele não precisa.

    Mas, talvez vc esteja fazendo uma leitura errada; mto pessoal.

    Alguem disse uma vez aqui q quando se publica alguma coisa, esta coisa passa a pertencer ao publico; deixa de ser dagente. E o publico faz dela o q quiser.

    Eu compreendi exatamente o q vc disse; e compreendi tb o q o Guaco disse.

    Imagine se todos nós pensássemos da mesma forma? Não nos questionássemos? Ninguem precisava nem escrever. Bastava dizer: ok.

    Eu não penso como vc ou como a Dri em relação ao destino; mas acho completamente interessante tudo o q vcs escrevem sobre isto. Algum ponto nesta diversidade completa alguma coisa em mim.
    Mesma coisa no q o Guaco diz. Não importa como e sim o quê ele diz.

    Ele tem o estilo dele; cada um de nós tem o seu.

    Verdade seja dita: nem o post tem “destino” certo, rota traçada – kkkkk: mas vamos ouvir todo mundo; o mais legal é o bom humor; é preciso mto humor, segundo Osho: que eu gosto mais ainda do q eu gosto do Guaco!

    E, não revida daí, seu chato, pq eu gosto de quem eu quiser.

    Bjs pra todo mundo.

  48. Fy said

    For all: Goodday!

    Bjs

  49. Elielson said

    Se toda ofensa nessa selva real fosse ideológica, nem precisariamos de um espaço cibernético pra buscar o bem.

    Não há ofensa que não seja a que se aceita.

    E em muitos casos, há ainda a ofensa criada pela interpretação, sendo assim já aceita antes de existir.

    Não podemos parar nas faiscas, com medo de uma fogueira… isso é paradigma do mundo real…

    Isso é batismo de fogo. 🙂

  50. Oo said

    guakito,

    >>Oo, se tudo isso tá ocorrendo com vc, num é nada de mais, o chi sob a pele todo mundo tem, uns sentem mais e outros menos. E a mãe dos dez mil seres vc só vê quando passar por esse mundo de cores, ao menos na alquimia china q sigo! 😀 😀 vc nem chegou na porta hiper-colorida ainda, vc tá mapeando seu ser ainda. nem saiu de sua mente pro seu centro, digamos… mas ignore-me, eu num sei do que falo! 😀 😀 😀 :D<<

    Tu é arrogante rapaz. Só tu pode chegar lá, isso que tu acha. Não só vi Ela, como ela baixou aqui no corpo, é, e num vem me fala que não, porque isso tá registrado aqui, e ninguém tira isso de mim. Quando Ela se fez no corpo, foi como um choque elétrico de mil volts, desde a pontinha da unha do dedão do pé, até o último fio de cabelo tudo tremia, tudo vibrava naquela energia, e o corpo chora pra aguentar a forca, Ela fala macio, suave como voz da primavera e das flores, é o puro amor se manifestando, infinita em poder, quase fritou meu cérebro, deixou seu recado e se foi… mas eu sei que Ela é a Essência que está em mim e em tu, e em tudo… e que senti-la não me torna melhor nem pior que ninguém, nem que estou mais adiantado no caminho, porque sei que Ela é o sopro anterior ao próprio eu, e é a pura liberdade.

    Cara tu se acha muito evoluído, só porque treinou anos e anos chi kun, e come alfafa se acha puro. Se torturou na disciplina do corpo que quase ferra o coitado, pra quê;

    Ahhh, já sei! Pra dominar chi e empurrar neguinho na fila do mercado e se gabar por aí se achando o rei da cocada preta.

    Acorda. Tu tá mais preso que leão em jaula de circo, tá encantado e fascinado com os poderes da energia, com os fenômenos da força. 😀 😀

  51. Fy said

    Há uma estória engraçada sobre os temperamentos animais… Trata-se da estória do cão e do gato.

    Quando damos comida e atenção ao cão, este pensa: “Essa pessoa me trata tão bem, é tão atenciosa… Ela deve ser um ser divino, um deus!” Quando damos comida e atenção ao gato, este pensa: “Essa pessoa me trata tão bem, é tão atenciosa…. Eu devo ser um ser divino, um deus!”

    Nesses dois tipos de resposta à doação divide-se a humanidade, ora valorizando o doador, ora o receptor…

    Não percebemos como nada disso importa, mas sim o que é doado, a transmissão, esse fluxo que perpassa os dois indivíduos envolvidos, desde que o receptor esteja preparado, seja digno dessa transmissão.

    Mas as razões da eleição de um certo receptor também nos escapam, e somos induzidos, durante todo esse processo de transmissão, por uma força maior da qual somos os instrumentos mais ou menos conscientes…

    Talvez nunca saibamos a razão de termos sido escolhidos, num dado momento cósmico, para sermos o doador ou o receptor.

    A Verdade não existe. O que existe é a realização mais ou menos plena do Vazio. Esse Vazio é percebido pela mente como Ignorância (pois é quebrado seu mecanicismo), embora seja intuído e realizado de maneira concreta e positiva pelo “coração”.

    Isso não significa que a ignorância do tolo e a do sábio sejam idênticas. Pelo contrário, a ignorância do sábio é fruto de um longo trabalho sobre si, a do tolo é apenas escuridão. O resultado pode ser similar ou igual, mas as causas são profundamente diferentes.

    Mas essa é apenas uma compreensão. Vivenciando o descrito acima, perceber-se-á que essa também não é a compreensão correta. Não há compreensão correta.

    Bjs

  52. adriret said

    Eu gosto do Guakito, acho ele divertido, mas agora vou ter que concordar com o Oo, usar chi pra empurrar neguinho na fila do mercado, é meio non sense, sei lá, tipo ficar brincando com as energias, pra depois rir por trás.
    Também não acho legal usar chi nas pessoas sem o seu concentimento, é como uma invasão de privacidade, desrespeitar o espaco físico do outro. Se a pessoa está precisando de energia tem seus meios confiáveis pra buscar isso, seja recebendo um passe, seja indo na igreja, enfim, acho meio complicado isso.

    É como a Sem falou lá em cima, a energia está a disposicão pra ser usada, não é boa nem má em si, são forcas e poderes, porém, a ética é da consciência que se utiliza.

    bjs
    adi

  53. don guakito said

    Também não acho legal usar chi nas pessoas sem o seu concentimento, é como uma invasão de privacidade, desrespeitar o espaco físico do outro.
    ————-

    vc faz isso. a sem faz isso, a fy faz isso. todo mundo faz isso. a diferença q to com mais intensidade na parada e faço conscientemente.

    nos escondemos por de tras de palavras, de idéias, mas a emoção, que é quem afeta o outro ser, sempre passa, é a tal origem das guerras nas listas de discussão, as emoções que acham que escondem no “intervalo” 😀 😀 das palavras! 😀

    tá todo mundo puxando o shen de todo mundo pra virar jing, se os taoístas, e gurdjieff dizem que o contrário é o certo então num to errado em puxar jing pra virar shen.

    e num tem essa de “energias pessoais” 😀 😀 😀

    todo mundo É na consciencia. todo mundo afeta todo mundo.

    só os egoístas, e sabem ser altruistas no conceitual como ninguém! 😀 :D, só os egoístas acham que eles tem “o corpo deles” “a energia deles” “a mente deles”… isso é só pra se proteger das FEZES que o “eu deles” despeja nos OUTROS…

    é divertido ver.

    vamo lá, sou um invasor de energia alheia, principalmente dos que ‘tão sempre usando o conceitual pra invadir a mente dos outros. 😀 😀 😀

    essa é uma boa nova classificação preu anotar aqui, valeu adi! 🙂

    inté!
    .g

    :D:D

  54. don guakito said

    ficar brincando com as energias, pra depois rir por trás.

    ———–

    e eu nem vou rir ou falar por trás, faço tudo de frente mesmo! 😀 😀 😀 😀

  55. don guakito said

    e mais! se a pessoa tem os meridianos todos bem abertos, com chi fluindo, num rola de mover ela, sua vontade se espalha nela, diluindo-se. 😉 o chi move egoístas energéticos. ativismo imaterial, diria o drew hempel! 😀 😀 😀 😀 :O

    😀 😀

    .g

  56. don guakito said

    adi, não! vc uma castradora de bichos do mato. vou chorar! 😀 😀 😀

    e vc não gosta de mim adi, vc não me conhece. conhecer passa por olhar a pessoa nos olhos e aceitar aquilo tudo lá, o pacote todo. Amigos e sentimentos virtuais sempre são ideais, e idealismos ferem o real, como sabemos.

    mas continuem, aprendo muito sobre comportamento assim.

    .g

    😀

  57. adriret said

    Guaco,

    Melhor voce não falar mais nada, fica complicado você falar assim de Jesus e do Jung, voce não estava lá, não conheceu eles pessoalmente, não olhou nos olhos deles, como pode julgá-los?

    Jung contribuiu muito e deve ter ajudado muita gente com seu método, muito mais do que vc supõe, muito além do que pode ser julgado.

    Você fala de Jesus como se ele tivesse inventado um método responsável pela crueldade humana da idade média. Você nem ao menos consegue separar o Jesus histórico, do Jesus mitico, e da religião que inventaram em nome dele. Eu não sou católica, sou cristã na medida que acredito que as energias são as mesmas, e nesse sentido também me considero budista, hindu, taoísta, enfim; as energias são as mesmas, seja no hinduísmo, budismo, cristianismo, ou mesmo no taoísmo, no sufísmo…. enfim são nomes, apenas nomes pra essas forcas cósmicas que constituem o mundo e o universo que estamos inseridos.

    A ética sempre foi e sempre será por conta da nossa humanidade ao se utilizar dessa forca que está em tudo. Ninguém é responsável se nossa humanidade é corrompida a não ser os próprios que praticaram tal crueldade, i.e. o ser humano daquela época. Ficar jogando pedra nos cristãos de hoje não vai resolver, o tempo não vai voltar, não vai curar os males do passado. Você não percebe que continua alimentando o mesmo ódio que contribui pra essas guerras em nome do ¨meu deus do tao é melhor e mais gostoso que o seu deus cristão”, nada a ver…

    Vocês falam tanto “abaixo os conceitos”, mas não percebem que os conceitos estão muito mais arraigados dentro de vocês que não conseguem olhar pra nós e ver além de nossos conceitos, e ver a essência ao invés do cristão, e ver a minha essência ao invés de minhas crencas em Jung. Você não consegue perdoar o passado, está preso a essa limitacão e acha que é livre? quem é livre não julga, quem é livre vê além da forma, além das crencas, além das máscaras…

    me desculpe guaco, mas você também tem um looonnngo caminho pela frente, igual todo mundo, cristão ou não…

    todos estamos no mesmo barco..

    bjs a todos
    adi

  58. don guakito said

    Melhor voce não falar mais nada, fica complicado você falar assim de Jesus e do Jung, voce não estava lá, não conheceu eles pessoalmente, não olhou nos olhos deles, como pode julgá-los?
    —————

    vou te obedecer e nem vou ler o resto do teu treco tb, pra num falar mais nada.

    mas vc vai tomar as dores dos homem jung e do mito/homem/super-herói/deus jesus pra vc, seja feliz em suas dores.

    eu critiquei o uso de jung fora das clínicas e do foco psicológico da coisa.
    já jesus eu critiquei o sistema que ele criou, ou criaram pra ele, com espirito santo sem sexo, com filho e pai e mãe virgem na terra.

    agora se quer me mandar calar a boca, obrigado por mostrar quem vc é além de suas belas letrinhas.

    adeus,
    moça além do auto-véu.

    😛

    :D:D

  59. adriret said

    É, não te conheco mesmo, não te olhei nos olhos, mas pela troca e nosso diálogo dá pra perceber que você é gente boa, por isso gosto de sua naturalidade.

    Quando comecei meu caminho, foi praticando tai chi, comendo comida macrobiótica, e mexendo com as energias, com o chi. Já pratiquei muito zazen, já pratiquei de tudo um pouco. Posso falar por mim e por minha experiência, que todos os caminhos são muito válidos. Digo por mim, que todos me trouxeram experiências ricas de contato com o divino, e todas elas quando acontecem, acontecem e tomam conta de todo o ser – (fisíco, emocional, sensacão – mental )- engloba todo o nosso ser, renova tudo, te deixa novo em folha e pronto pra encarar a vida de frente e seguir. Eu que sou mais mental, tenho mais facilidade pra ter o contato com o divino via mente, mas que não exclue o resto de meu ser, fisico e emocional, tudo é sentido. Não sou uma mente ambulante, um cérebro com pernas… sou todo um ser.

    As vezes a sensacão está no corpo, então danco livre no ritmo, deixando o corpo e alma unidos, livres ser a expressáo da música no movimento.

    As vezes é a mente que faz a ponte. As vezes a emocão. Entende? nosso ser está todo ele apto a essa conexão. Depende do chacra que está mais receptivo. Agora o que não podemos é negar a mente, já que temos uma é porque faz parte do conjunto, porque é necessária a totalidade de meu ser.

    é isso.

    bjs
    adi

  60. Elielson said

    Pessoas, pessoas…

    O dia inteiro eu observo os que os outros querem ser comigo.

    Parece que há algo neles, que não quer que eu exista, ou que projeta em mim uma oposição imediata ao que eles pensam que são, ou seja, não bastando eles se criarem como alguma coisa, eles ainda criam oposições ao que pensam ser, e projetam isso em mim. Assim como projeto nos outros uma duvida tremenda, eles projetam uma certeza tremenda.

    Por que insisto?

    Ora, acho muito melhor duvidar que alguém é, não me surpreendendo com o que este possa ser, do que achar que é, pra depois lutar com o que idealizei.

    Concebem minha inferioridade e tentam a pratica, então ficam imaginando que há varios caminhos pra tentar e tentar se masturbar com meu cerebro…
    Dou-lhes o primeiro caminho, e ironicamente se identificam comigo… mas não é comigo… é com o que eu disse ser, baseado no que sinto que ele formou no exterior dele… ou seja, ele quis um inimigo, e quando dei uma imagem, ele parecia se olhar no espelho…

    Lógico que isso é sutil e pacifico…

    Cara… não tenho formado imagens muito bonitas.
    Mas de vez em quando vem alguém aqui,(no meu trampo) que me conta seus problemas, ou ouve os meus, (engraçado que direcionamos tudo pros governos…kkk… vai ver que é pra isso que essas merdas existem)… e isso é muito melhor, e mais produtivo.

    Let it be, let it be.

  61. adriret said

    .. que pena guaco que você não leu o principal e que mostra a essência do meu ser, a essência que é o que de fato sou.

    … não têm problema, se quer tomar minha casca por minha essência já não é problema meu. Também pelo visto não percebeu meu chi a distância e já me julgou, pra você sou somente belas letrinhas e algo mais…

    a cada um a sua visão e prisão.

    beijão no coracão
    adi

  62. Elielson said

    Vale a pena dizer, que essa é uma experiência entre duas pessoas, não mais…
    E que em épocas como essa onde a palavra crise está tão permeada, é preciso levar isso em consideração…

    Vlw.

  63. adriret said

    Elielson,

    >>Ora, acho muito melhor duvidar que alguém é, não me surpreendendo com o que este possa ser, do que achar que é, pra depois lutar com o que idealizei.<<

    Você está certissimo, é bem por aí mesmo, a maioria projeta nos outros aquilo que tem dentro de si o tempo todo.
    É difícil olhar dentro de nossos próprios olhos e se conhecer desnudo.
    É bem mais fácil e gostoso jogar pedras nos governos, nos cristãos, nos católicos, nos pobres, nos burgueses, na sociedade, nos chineses (lembra das olimpíadas), nos negros, nos gordos, nos ricos, nos mulcumanos… sempre haverá um culpado…. do que se olhar de frente no espelho, ser sincero do fundo da alma negra, corrupta, dissimulada, traicoeira, invejosa, cruel, e aceitar que se é humano.

    bjs
    adi

  64. Elielson said

    Sim,

    Talvez a culpa esteja no acordo de viver sem redimir-se.

    Mas o diabo é que vim num status-quo filho da mãe.

  65. Fy said

    Pessoas,

    Vamos com calma.

    Somos pessoas e pessoas divergem; a aparência do Sonho varia bastante, dependendo do observador.

    Viver, crescer, atingir seja lá o q for é um processo contínuo de construção descontrução e construção….
    Não há deuses ou mitos ou opiniões indestrutíveis.

    A própria Sem já desconstruiu vários pontos de vista do Jung; Saramago, por ex já desconstruiu– com brilhantismo – a imagem de um Jesus adaptado, a ciência já desconstruiu a terra estática, e mais um montão de etc.

    Todos nós temos essência; e, claro que não podemos considerar isto de imediato; isto vai aparecendo aos poucos. Principalmente se houver liberdade de expressão.

    Uma opinião contrária não é uma ofensa. É justamente e sómente o brilho desta essência pessoal. Não há como perceber, ou intuir a essência de alguém se este alguém estiver preocupado em ferir o outro através de sua posição em relação às coisas. E, não há como se sentir ferido qdo tudo o q se espera é conhecer essência do outro. Ofender, ferir, não cabem no q estamos fazendo aqui. Temos q esquecer esta possibilidade.

    Não há confronto; há exposição. Sempre existirão opiniões contrárias. Esta discussão não é legal pelo nível de constrangimento que produz; , não somos todos cristãos; não somos todos budistas, não deixaremos de ler Hillman pq ele desconstrói Jung ou não estrutura suas opiniões num método junguiano [ seilá] apenas, …imagine o louco do Deleuze então, etc e tal. E o Osho????? Meu louco preferido!

    O “efeito” de um post é incerto; nem sempre ele percorre uma rota circular e volta p o ponto de início. É preciso considerar o “olhar do outro”. Um post é um devir.

    Bjs

  66. Sem said

    Certo, Fy! Não entendi bem o que aconteceu aqui. Acho que o destino tem bem pouco a ver com isso, ou será q não?

    Ei, Don Guaco, será que esse foi o efeito de sua energia chi? eu diria chiiiiiiiiiiiiiiiiiii!! 🙂

    Pô, Elielson, eu adorei o que vc disse… acho que eu poderia repetir tudo o que disse e fazer das suas as minhas palavras, quer dizer não poderia, mas entendi e concordo 100% com elas.

    Vou repetir sua fala inteira:

    “”””””Pessoas, pessoas…

    O dia inteiro eu observo os que os outros querem ser comigo.

    Parece que há algo neles, que não quer que eu exista, ou que projeta em mim uma oposição imediata ao que eles pensam que são, ou seja, não bastando eles se criarem como alguma coisa, eles ainda criam oposições ao que pensam ser, e projetam isso em mim. Assim como projeto nos outros uma duvida tremenda, eles projetam uma certeza tremenda.

    Por que insisto?

    Ora, acho muito melhor duvidar que alguém é, não me surpreendendo com o que este possa ser, do que achar que é, pra depois lutar com o que idealizei.

    Concebem minha inferioridade e tentam a pratica, então ficam imaginando que há varios caminhos pra tentar e tentar se masturbar com meu cerebro…
    Dou-lhes o primeiro caminho, e ironicamente se identificam comigo… mas não é comigo… é com o que eu disse ser, baseado no que sinto que ele formou no exterior dele… ou seja, ele quis um inimigo, e quando dei uma imagem, ele parecia se olhar no espelho…

    Lógico que isso é sutil e pacifico…

    Cara… não tenho formado imagens muito bonitas.
    Mas de vez em quando vem alguém aqui,(no meu trampo) que me conta seus problemas, ou ouve os meus, (engraçado que direcionamos tudo pros governos…kkk… vai ver que é pra isso que essas merdas existem)… e isso é muito melhor, e mais produtivo.

    Let it be, let it be.””””””

    O inimigo está sempre lá, não é? nem que seja o governo… Eu topo falar mal do governo se for aqui pra parar de nos afetarmos mal, vamos fazer do governo – que é impessoal – o bode expiatório pra queimar o que precisa ser queimado e não admitimos como nossa sombra. Porque a vida é tão curta e mesmo não tendo olhado no fundo dos olhos de nenhum de vcs, eu vi suas almas e gostei do que vi. E essa nossa realidade virtual é só uma contingência desse mundo louco sem fronteiras que vivemos, podemos fazer disso uma ponte ou um abismo. Eu voto ponte. 🙂

  67. Fy said

    Para as pessoas que ainda não conhecem, este é um super texto:

    O olhar do outro ou submodo

    Poderia ser uma simples exposição, lugar e ocasião de admirar, criticar, comparar, classificar. Mas logo de saída, nas reuniões com os colegas artistas e os promotores do evento, vi que era um modo (ou submodo?) de sentir o olhar do outro, de partilhar o visível e o aparentemente incognoscível – a arte.

    Eu sumida em uma relação de arte, já não era Eu.

    “Estação” que me tornei para uma parte minha que pedia passagem, e para uma parte do todo que gentilmente me solicitava albergue, saída, para se apresentar em grande encontro, para me fazer sentir o olhar do outro. Fiz-me maior, cresci na estatura das esculturas, como um desafio que me empurrava para a frente, para o alto.

    Trabalhar para o outro enquanto me expressava buscando a síntese de minhas múltiplas determinações, ou de determinação alguma. Criar e saber que partilharia de perto, com outros.

    Ao montar as peças na sala ainda vazia, um olhar de colega: passeava com um olhar arguto captando traços, sentindo as cores, procurando influências, querendo decifrar os enigmas. Aqui e ali ia fundo em algo que pensei era eu. Outra observação fazia-me viajar e me juntar com influências outras, desconhecidas, não percebidas em minha trajetória de vida, e agora ali patentes.

    Aquele gesto da escultura parecia algo totêmico, aquela boca revelava algo primitivo, quem sabe tribal. Aquele rosto da outra mulher parecia divino. Tão diferentes, mas com um mesmo traço, um tanto expressionista.
    Passeava esse olhar, a se debruçar e a tocar algumas das esculturas. Conhecendo-me, enquanto eu me reconhecia através desse olhar.

    À noite, na abertura, rostos curiosos, olhares perscrutadores, alguns admirados, pela arte que, apesar de ter sido feita através de mim e de meus colegas expositores, já não era mais de ninguém. Aqui um olhar compenetrado, ali um sorriso de satisfação, mais acolá um olhar de incompreensão.

    Talvez algo que ficou no ar, ou quem sabe algo que tocou em algum ponto delicado. Alguém descobriu algo sombrio na peça de arte? A arte como espelho da alma, de nossa humanidade, e por que não de nossos submundos interiores?

    Solicitaram-me para falar sobre meu trabalho, saí com uma turma que ouvia e olhava atentamente como se quisesse tragar todas as idéias e com o olhar captar todos os sentimentos e significados.

    Alguém me disse que tinha ficado muito interessado no anjo. Ao explicar que a imagem era do vento em forma de mulher (e por que não vento feminino?) alguém retrucou: e por que não anjo? Certo, a escultura já não era só a minha concepção, era agora também um partilhamento. Alguém queria que fosse anjo. Por que não?

    Alguém viu um abraço no meio do fogo de uma escultura, que bem poderiam ser mãos levantadas de desespero, mas foram vistas ali como um abraço, que estava tão dentro de mim, do amor eterno do fogo e do acolhimento que também representava. Alguém viu em mim, no fundo de mim, um abraço de fogo.

    Partilhei aquela emoção e descoberta no momento.
    Alguém quis o Francisco, uma escultura com luz. Tocava-a com felicidade, queria-a, com a mesma felicidade que eu a fiz e da mesma forma como eu a quis, como uma cria de luz. Levá-la-ia para alguém que ficaria feliz em tê-la. Meu coração se alegrou.Vi-me sintonizada nesse olhar, ouvindo mais que falando, sentindo o cuidado e amor que algumas pessoas devotam pela arte.

    Em um momento percebi, estávamos um pouco abaixados para apreciar melhor alguns detalhes. A base das esculturas não estavam bem à altura, ou tinha uma criança peixe na escultura que pedia um olhar mais baixo?

    Vi alguém que sentiu necessidade de levantar a escultura para olhar embaixo: um olhar descritivo, de quem busca detalhes e acabamentos? Uma moça tinha um olhar curioso e perguntas, enquanto as mãos se moviam como em um comichão, como se quisessem trabalhar. Perguntava-me a técnica, os materiais. Seu olhar era de quem foi despertada e queria fazer esculturas, suas mãos diziam isso.

    Alguém quis me encontrar depois, ver meus trabalhos de perto, talvez no lugar de trabalho, outro alguém disse: se eu levar alguma coisa sua sei que estarei levando um pedacinho seu. O contato se aprofundava, a troca não era suficiente em olhar as esculturas, mas na maior convivência ou conhecimento de quem a fez.

    Nós artistas, “estações da arte”, onde ela chega por corredores e por eles vai proporcionando um olhar, um encontro, um partilhamento.

    O olhar do outro não é bom e não é ruim. Mas, pode ser um partilhamento e um ponto de interseção.

    Verônica M. Mapurunga de Miranda

  68. Fy said

    Adi,

    . E essa nossa realidade virtual é só uma contingência desse mundo louco sem fronteiras que vivemos, podemos fazer disso uma ponte ou um abismo. Eu voto ponte.

    Tá votado!

    Só discordo do mundo louco “sem fronteiras”. Se não houvesse mesmo “fronteiras” … quem sabe o mundo fôsse normal!!!!!

    Bjs

    Bjs

  69. adi said

    >> pessoas, vamos com calma.<<<

    Queridas Fy e Sem,

    nossa, me desculpem, se estou pegando pesado, me desculpem mesmo, longe ser minha intencao baixar o nível aqui, ofender alguém, qualquer coisa, de verdade… ás vezes a gente se empolga na nossa verdade, só isso….

    mas o meu ponto, e sempre é o que vou defender, é que todos os caminhos são válidos, todos revelam a verdade para aquele que se sente bem em segui-lo, ponto. simples assim.

    mas até que gostei e achei bem engracado, alguém que se diz ter ugeriza por conceitos, me colocar num quadradinho antes de ler tudo o que escrevi quando falou: “obrigado por me mostrar quem vc é além de suas belas letrinhas”.

    De nada Guaco, volte sempre que quiser, apesar das nossas opinióes diferentes você sempre será bem vindo aqui pra dizer o quiser, de verdade. Ainda te acho lindo, lindo, viu.

    beijao pra todos
    adi

  70. adi said

    Fy,

    Foi a Sem quem escreveu sobre as pontes.

    Fy,

    Sabe, ontem que entrei aqui, e o Guaco escreveu lá em cima, “já q. aqui é pública, vou meter o bedelho”” se dirigindo a mim,
    eu juro que pensei naquele momento: xiiiiii, mi fudi, me pegaram pra cristo! kkkkkk. pensei ainda: bem feito pra vc Adriana, quem manda ficar escrevendo o que acha sobre a vida. kkkkk

    Mas até que não foi tão mal, valeuuu.

    bjs
    adi

  71. Fy said

    Adi,

    Se vc não colocar o q acha sobre a vida…. isto vai ficar uma chatice.O mesmo pra todo mundo! Eu adoro o jeito de cada um.

    Sem,

    Sorry, mas votei do mesmo jeito.

    Bjssssss

  72. adriret said

    Fy,

    Mas convenhamos que se expor é dar a cara a tapa, é mostrar sua alma nua e crua. Ao mesmo tempo que se a pessoa que se expõe estiver aberta ao auto-conhecimento e ao crescimento, pode ser e é muito construtivo.

    Pois como a Sem falou no comeco, que naquele momento era importante pra ela a opinião dos outros sobre “destino”, já que ela ainda não tinha nada definido.

    Então de certa forma, é interessante saber como os outros nos veêm, e mais importante acima de tudo, é como olhamos para o outro, se esse olhar não se refere a projecões, se como vemos não se refere ao que somos…. essa é uma questão importantíssima que há que ser pensada sempre quando o outro tem tracos e características que não aceitamos.

    Outra coisa que percebi nesses diálogos, muito bem colocado pelo Elielson, de que já estamos com um pré-conceito na mente sobre a pessoa, e de como é difícil ler/interpretar a pessoa sem esse estigma pré concebido pela mente. E de tudo que ela falar, vamos ler exatamente aquilo, e somente aquilo que importa pra confirmar o nosso “pré concebido achar” sobre os outros…. é bem interessante tudo isso…. as pessoas pegam palavras, torcem e distorcem até se adequarem ao seu padrão de interpretacão pré concebido, sem ao menos se dar ao trabalho de tentar compreender “o outro”.

    Nós não nos relacionamos com o outro, de fato nos relacionamos conosco, vemos o que queremos ver, interpretamos o outro de acordo com nosso interior… essa é a irrealidade do qual se fala, as ilusões do qual se fala… nós não vemos a vida tal qual ela é, não vivemos a vida tal qual ela é, não vemos o outro tal qual ele é, mas sempre de acordo com a imagem interior que temos gravados no cérebro, ou na psiquê…

    O mais difícil é perceber que é assim, é quebrar nossa própria casca e visão…

    É assunto pra um post bem interessante…

    bjs
    adi

  73. Fy said

    Adi,

    Tenha a certeza de q vc já me disse coisas que nem mesmo vc percebeu q sabia. ou então q disse.

    E é assim com cada um.

    É o tal do olhar do outro:

    Alguém viu um abraço no meio do fogo de uma escultura, que bem poderiam ser mãos levantadas de desespero, mas foram vistas ali como um abraço, que estava tão dentro de mim, do amor eterno do fogo e do acolhimento que também representava.

    Alguém viu em mim, no fundo de mim, um abraço de fogo.

    Bjssssssss

  74. Elielson said

    Temos que atingir metas justas, e somos igualmente potentes, e igualmente inertes…
    A preocupação de avaliar o que vem ao nosso juizo, não permite o desafio ao nosso juizo, e este juizo, que de minha parte é insuficiente para julgar, quando mesmo assim julga, mostra toda minha falta de base e se torna ainda mais desafiador.
    A impunidade e a tolerância social para com seu próprio mal, talvez além de uma identidade individual obscura, venha do resquicio de reconhecimento que a sociedade dá para aqueles que agem com a coragem de não participar da convenção, dando a impressão de que ela foi preparada para eles. Para que tanta merda faça sentido é preciso ver nas ferramentas de um individuo que espalha miséria, as mesmas ferramentas dos que espalharam amor.

    Atitudes que inibem atitudes que não inibem atitudes, tem de ser melhor analisadas por quem não quer se limitar.

    Atitudes boas são as que não impedem outra atitude, a falta de atitude nem participa da transformação, a não ser como matéria-prima de revolução.

    Deixem que as palavras venham e se choquem, sabemos que não sabemos a verdade, então qual a preocupação em ouvir mais de nossas velhas mentiras, que nem essa aqui?
    Deixem que as palavras venham, e elas irão se manifestar, pois são simbolos adotados por nossa geração, e não criados.
    Vamos insistir nelas, e ver o que elas tem a dizer, além de nossas mentiras.
    Nisso eu acredito e espero.

  75. adi said

    >>Tenha a certeza de q vc já me disse coisas que nem mesmo vc percebeu q sabia. ou então q disse.<<

    Oh my god!! Fy, fiquei preocupada agora. Qual foi o estrago ? Fiquei pensando o que estou fazendo??? Será que estou magoando as pessoas sem perceber??? Nossa… será?

    Se foi isso que aconteceu, nem tenho o que dizer; vai partir meu coracão.

    bjs
    adi

  76. Fy said

    Adi,

    Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!!

    Oh Lord; que dia é hoje?????

    Ao contrário Adi…. completamente ao contrário.

    Coisas q me ajudaram pra caramba; outras q vc nem disse exatamente pra mim; mas q me ajudaram mto a pensar, a resolver…. e por aí vai!

    Eu só tenho q agradecer e gostar mto de todos vcs.

    E mais: até qdo eu não concordo com alguma opinião, como eu disse lá em cima.

    Bjssssssssss

  77. adi said

    Ufaaa!

    Já até desci ao meu inferno escuro e profundo, fui ter com minha negra alma, meu animus demoníaco, saber direitinho que estória é essa de ficar atuando por trás dos panos; já falei pra ele, não precisa ser assim; primeiro me mostra no sentimento interior, depois vamos conversar uai e chegar num acordo…

    É que não confio muito nele, ele é traicoeiro, às vezes me toma a forca, me possui e depois tenho que sair por ai e consertar o estrago. 😀 😀 😀

    bjs
    adi

  78. Sem said

    Sensacional: Liz Greene, Astrologia do Destino: estou lendo ainda, mas segue uma pequena “palhinha”, e quem se interessar pelo livro, o ebbok está disponível para baixar ou mesmo ler pelo “esnips.com” ou “scribd.com” (a capa do livro são as Moiras :)):

    …………………………..
    Ela pode ser encontrada nos lugares velhos, ermos e áridos: charnecas e cumes
    desmatados e nas entradas de grutas. Nem sempre uma, às vezes, ela é tripla, emergindo
    da névoa ou envolta nela. Banquo, que, na companhia de Macbeth, deparou-se com ela,
    exclama:

    What are these?
    So withered and so wild In their attire,
    That look not Iike th’inhabitants o’ the earth,
    And yet are on’t? Live you? or are you aught
    That man may question? You seem to understand me,
    By each at once her choppy finger laying
    Upon her skinny lips: You should be women,
    And yet your beards forbid me to interpret
    That you are so.
    … You can look into the seeds of time,
    And say which grain will grow and which will not.*

    A cortina abre no primeiro ato de Götterdämmerung, de Wagner, entre um silêncio e
    uma calma sombrios” e ai, agachadas sobre o penhasco defronte à caverna que
    representa ao mesmo tempo o útero e o túmulo, a passagem ascendente para a vida e a
    passagem descendente para a morte, estio as altas figuras femininas envoltas numa
    roupagem escura, como que encapuçadas:

    *Quem são estas? Tão esquálidas e rústicas em suas vestes / Que não se parecem com habitantes da
    Terra, / No entanto, será que o foram? Vocês vivem? Ou perceberam / Que o homem fará
    perguntas? Vocês parecem me entender,/ Pois cada uma por sua vez levou o dedo gretado / Aos
    lábios descarnados; Deveriam ser mulheres, / e, no entanto, suas barbas me impedem de /
    Considerá-las como tais…. Vocês podem examinar o interior das sementes do tempo, / E dizer qual
    germinará e qual não. (N. T. )

    Vamos rodopiar e cantar;
    Mas onde, onde amarraremos a corda?

    Filhas de Nyx, a deusa da Noite, ou de Erda, a Mãe Terra, elas são chamadas
    Moiras ou Erínias ou Nornas ou Hécate de três faces, assim como são três em forma e
    aspecto as três fases lunares. A promissora fase crescente, a fértil cheia e a sinistra
    fase minguante da Lua representam, na imagem mítica, os três aspectos da mulher: a
    solteira, a esposa fértil e a anciã estéril. Cloto tece o fio, Láquesis medem e Átropos
    corta-o, e os próprios deuses estão limitados por essas três, por terem sido originados
    da incipiente Mãe Noite, antes que Zeus e Apolo trouxessem dos céus a revelação do
    eterno e incorruptível espírito humano.

    A roda (do universo) gira sobre os joelhos da Necessidade e, na parte superior de
    cada circulo, se encontra uma sereia, que gira com eles, entoando uma só nota ou
    tom. As oito juntas formam um todo harmônico e, em volta, em intervalos iguais,
    há um outro grupo de três sereias, cada qual sentada no seu trono: do as Parcas,
    filhas da Necessidade, que vestem túnicas brancas e usam uma coroa na cabeça .8
    A intricada visão geométrica do cosmo, de Platão, com a Necessidade e as Parcas
    entronizadas no centro que tudo governa, encontra eco no Prometeu acorrentado, de
    Esquilo:

    Coro: Quem dirige o leme, então, da Necessidade?
    Prometeu: As Parcas de três aspectos, as inesquecíveis Erínias.
    Coro: Será Zeus, então, mais fraco em seu poderio do que elas?
    Prometeu:Nem sequer Ele pode escapar àquilo que foi decretado.

    E o filósofo Heráclito, nos Fragmentos cósmicos, declara com menos ambigüidade do
    que o habitual:

    “O Sol não ultrapassará seus limites; se o fizer as Erínias, servas da Justiça, o
    desmascararão.”

    O pensamento grego, segundo diz Russell, está repleto da simbologia do destino.
    É claro que se pode argumentar que esses sentimentos são expressões de um mundo
    ou de unia visão de mundo arcaicos, mortos há dois mil anos atrás e prolongados
    durante a época medieval devido à ignorância com relação ao universo natural, e
    sobre isso estamos mais bem informados hoje em dia. Num certo sentido, isto é
    verdade, no entanto uma das mais importantes e inquietantes percepções da psicologia
    profunda é a revelação de que a consciência mítica e indiferenciada de nossos
    ancestrais, que animava o mundo natural com imagens de deuses e daimones, não faz
    parte apenas da história cronológica. Ela pertence também à psique do homem
    moderno e representa uma camada que, embora estratificada pela consciência
    crescente e pelo hiper-racionalismo dos últimos dois séculos, continua tão forte
    quanto era há dois milênios ou mesmo há dez milênios atrás. Talvez ela seja até mais
    forte agora porque sua única voz é o desprezado mundode sonhos da infinda, e os íncubos e os súcubos da noite que são mais bem esquecidos na clara luz da manhã. Sabemos, a partir de nosso muito mais sofisticado
    conhecimento do universo físico, que o sol não é um ser “masculino” e que não do as
    sensacionais Erínias em forma de serpentes entrançadas que o impedem de ultrapassar
    seus limites. Pelo menos, o ego sabe disso; o que quer dizer que esta é a única maneira
    de examiná-lo.

    A linguagem do mito é ainda, e sempre foi, a expressão íntima da inarticulada alma
    humana; e se se aprende a ouvi-la com o coração, então não chega a surpreender que
    Esquilo, Platão e Heráclito sejam vozes eternas e não meras relíquias de uma era morta
    e primitiva. Talvez agora, mais do que nunca, seja importante ouvir essas visões
    poéticas da natureza ordenada do universo, pois temos perigosamente nos distanciado
    delas. A percepção mítica de um universo governado por uma moral imutável, tanto
    como pela lei física, está viva e atuante no inconsciente, e assim também estão as
    Erínias, as “servas da Justiça”. O destino, nos textos gregos, é retratado em imagens
    que nos são pertinentes, do ponto de vista psicológico. Na imaginação arcaica, ele é,
    naturalmente, aquilo que escreve a lei irrevogável do futuro: começos e fins que são os
    produtos inevitáveis dessas fontes. Esse processo implica um padrão regular de
    crescimento, em vez de capricho ou ocorrência fortuitos. São só os limites da
    consciência humana que nos impedem de perceber todas as implicações de um
    começo, de maneira que somos incapazes de prever o inevitável fim. O texto gnóstico
    do século II, o Corpus Hermeticum, expressa isso com bela concisão:

    “E, portanto, ambas, a Sorte e a Necessidade, estão atadas uma à outra, por inseparável
    coesão. A primeira delas, Heimarmenê gera o começo de todas as coisas.
    A Necessidade compele ao fim de tudo que depende desses princípios. Na esteira de
    ambas vem a Ordem, que é sua tecedura e trama, e a organização do Tempo para a
    perfeição de todas as coisas. Pois nada existe sem a fusão intima da Ordem.”

    Estamos tratando aqui de uma espécie muito particular de destino, que na realidade
    não diz respeito à predestinação, no sentido comum. Esse destino, que os gregos
    chamavam Moira, é o “servo da justiça”: o que contrabalança ou pune os desvios com
    relação às leis do desenvolvimento natural. Esse destino pune o transgressor dos
    limites fixados pela Necessidade.
    …………………………..

  79. adi said

    Sem,

    Bem interessante tudo isso. Agora estou sem tempo pra comentar, mas depois volto pra ler com mais tempo.

    adi

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