Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Seja o Imperador Absoluto de Tudo

Posted by luramos em março 25, 2009

 Entre tantas mudanças na minha vida, uma delas é a volta ao Anoitan e finalmente um computador que me permite acentuar as palavras em português  🙂

Eu traduzi este texto do livro chamado ” The Secret Teachings of All Ages” de Manly P. Hall.

É uma transcrição livre de “A Visão”, o mais famoso de todos os fragmentos herméticos, segundo o autor.

http://www.myplick.com/view/5HD0Fi1khYp – aumente o volume no site,se necessário. Numa egotrip, gravei na minha voz! Depois clique na seta à esquerda do navegador para voltar ao Anoitan.

Dá pra ouvir e imaginar e se conseguir, ficar nu, o único caminho para unir-se a Deus, segundo Hermes aprendeu de Poimandres…

hermesnu

E que cada um de nós permaneça no caminho de sua Glória.

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65 Respostas to “Seja o Imperador Absoluto de Tudo”

  1. adriret said

    Luiza,

    Que bom que voce voltou, já estava fazendo falta sua presenca.

    Bonito a forma que voce colocou o texto, uma audicao; recuperando a antiga forma de contar estoria, verbalmente, atraves do “som”.

    Viajei na imaginacao ouvindo sua voz.

    bjs
    adi

  2. Fy said

    Oi Lu,

    Linda imagem, genial a idéia da gravação!

    Que bom: tava mesmo fazendo falta!

    Até já,

    Bjs

  3. Elielson said

    Báh… sensacional.

    Lu, grande experimentadora dos sentidos…

    Eu ainda não tive a oportunidade de desenvolver o inglês…
    Fico muito agradecido por vc trazer até meu entendimento coisas como: fagulha imortal… luz do mistério… Mew, esses termos me consolam… Muito obrigado.

    Desde pequeno eu sonhava em poder ser o que minha natureza pedia para que eu fosse…
    Não que minha natureza me levava a ser anti-social, mas era algo como: mais que um ser social, então desde sempre experimentei a liberdade que é tomada como rebeldia.

    Quando já tinha crescido, sondado todo o mal humano e constatado que não há como salvar a todos, comecei a pesquisar o lado espiritual da coisa toda, e entendi que não é só aqui, não é só agora.

    Muito obrigado Lu, sua volta não poderia ter sido melhor.

    Ao infinito e além.

  4. Sem said

    Histótinha interessante! Hermes não mata o dragão, mas se alia a ele, que lhe revela segredos…

    Nos remete a astrologia antiga, quando se usava apenas os sete “planetas” visíveis: Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno. Coloquei planetas entre aspas porque na lista se incluem uma estrela e um satélite, que é o sol e a lua, se é que esse esclarecimento se faça aqui necessário.

    Pois é, o “segredo” do dragão para a eternidade do espírito, para o homem estar consciente de e em Deus, é exercer toda a sua carta natal astrológica. Ou seja, desenvolver-se plenamente em todas suas possibilidades, sinônimo para individuar-se, iluminar-se… Sabemos então o que precisa se feito, agora fazer é que são elas.

    Onde está mercúrio no mapa de vcs? Falando em astrologuês, o meu está na 10, em virgem, em conjunção com vênus e quadratura com saturno na 1.

  5. luramos said

    Eu quero nesta vida terrena conhecer e viver todos os atributos que a Criação me ofereceu. E eu quero me lembrar disto enquanto estou viva.

    Quando eu morrer vou virar muita água, um pouco de ar, algum fogo e pouca terra. É disso que sou feita.

    Mas quero devolver aos deuses todas as forças que me emprestaram nesta existência terrena e que me deram tanto poder.

    Enquanto isso eu quero me preparar para me despir em cada anel, deixar cada coisa que me compôs temporariamente em cada degrau.
    Quero arrancar minha própria pele sete vezes.
    E não é sobre ser imortal.
    É sobre ser quem se é.

    Eu quero me lembrar disso na hora da minha morte.

    Eu anseio pela Liberdade.

    E quando venho aqui nesse nada , que é um blog, vocês são meus espelhos e eu sinto algum alívio nem sei porquê.
    Obrigada por me acolherem aqui.

  6. Fy said

    Lu,

    Obrigada por vc estar aqui!

    “Eu quero nesta vida terrena conhecer e viver todos os atributos que a Criação me ofereceu. E eu quero me lembrar disto enquanto estou viva.”

    Eu também!

    Sem,

    Fiquei curiosa em saber “onde” é que está o meu Mercurio!!!!!!!!!!

    Mas, não gosto de “mapas” de previsão.. Só se fôsse um mapa que me dissesse “onde” estão os planetas.

    Tem algum site que agente possa mandar as datas – horário, etc?

    Bjs

  7. luramos said

    Fy pode ir no quiroga.net, eh bem legal, mas o mapa vai ser o mesmo em qualquer site.
    A interpretação hermética pode ajudá-la a reconhecer sua Verdadeira Vontade. Não pela influência dos planetas na seu ser, mas apenas pelo fato de que o que está em cima é o que está embaixo, inclusive no momento do seu nascimento…

    eu não entendo muito, acho difícil ser auto-didata em astrologia, já me inscrevi num curso de astrologia hermética aqui em São Paulo, quem quiser que me acompanhe…rs

    meu sol e meu mercúrio estão em câncer…

    Elielson
    sabe que quando eu leio você fico achando que é o Saramago ou o Niesztche escondidos sob esse apelido esquisito, comentando aqui no meu blog ou no saindodamatrix e fico feliz da vida! Isso é para não perder o humor na hora de dizer que admiro seu modo de pensar e escrever!

  8. Sem said

    Outro site para se fazer mapa astral e que dá um retrato psicológico mais de acordo a linha junguiana é o astro.com.

    Mas, Lu, em qual casa e qual aspectos forma seu mercúrio com outros planetas? Faz conjunção com seu sol, por exemplo?

  9. luramos said

    ah Sem , eu nao sei dizer com detalhes, mas se quiser fazer um post com meu mapa astral eu vou gostar. O problema é que serei a única interessada…rs
    aliás quero reforçar o convite se alguém quiser escrever post é só me mandar. Eu publico se tiver a ver com as idéias aqui desenvolvidas, ok?

    só sei que Mercúrio e o Sol estão na casa 5…

  10. Sem said

    Lu, de astrologia eu não sei nem pra mim, que dirá me arriscar interpretar carta natal dos outros… 🙂 Mas ando metida que só, ando estudando pra caramba e já galguei alguns degraus, o primeiro foi o da simbologia dos deuses, que regem signos e casas, mas nada disso faria muito sentido sem interpretar os aspectos, que é relação que eles estabelecem entre si. O que eu não entendo lhufas ainda são os ângulos, e acho que nunca vou entender, é a parte de cálculo e de projeção que nem encontro onde estudar… Mas em tudo que tenho visto, o mais fascinante é que dá pra fazer relação da astrologia com Cabala. Hoje meio sem querer caiu um livro na minha mão que acho vai esclarecer mais ainda essa relação: “Exercícios D’Alma – A Cabala como sabedoria em movimento”, do Nilton Bonder, que é um humanista fantástico…

    Bom, sabe que mercúrio é sinônimo de Hermes Trimegisto, que aliás é considerado, salvo estiver muito equivocada, o “pai” da astrologia… Mercúrio rege os signos de Virgem e Gêmeos. Uma coisa que lembro vc falou ao final de suas reflexões, da tradução, foi de que o entendimento (ou algo assim) se daria pela PALAVRA, e é justamente isso, o dom de Mercúrio é a palavra escrita e falada, o intelecto, a comunicação… dentre outras coisas.

    Mas voltando ao seu mercúrio e sol na casa 5. O que posso dizer é que essa é a casa original de Leão, cujo regente é o Sol e tem características próprias de nobreza, tanto o astro como o animal são reis… É uma casa que favorece a criatividade, os jogos, os divertimentos, os filhos, a alegria… Mas quem será que rege a sua casa cinco? Será Câncer mesmo ou Gêmeos? Pois se for Gêmeos, isso exalta o poder do seu Mercúrio, sabendo que ele é regente desse signo… se for Câncer, porém, acontece justo o oposto, dificultará a expressão do seu Mercúrio, já que o regente do seu sol natal é a lua, da água e do sentimento… Pois é, esse papo se encomprida fácil e eu só espero ter mais esclarecido do que confundido… 🙂

  11. Fy said

    Lu,

    “Eu quero nesta vida terrena conhecer e viver todos os atributos que a Criação me ofereceu. E eu quero me lembrar disto enquanto estou viva.”

    Olha que lindo:

    Quando no céu a lua é negra e se esconde nos mistérios mais profundos dos oceanos celestes, sou NIMUE, e por traz do negro se esconde a SENHORA DOS FEITIÇOS.
    Sou NIMUE, a terrível donzela que com encantos e encantamentos faço e desfaço os nós que a SRA. DOS DESTINOS ordena desatar.

    Quando a lua cresce no céu sou ACOSTAR.
    Busco os caminhos virgens e neles mostro minha força em cada ramo.
    Sou ACOSTAR quando me lanço sem amparo do cume feito com todas as pedras que tentam, inúteis, bloquear meus atos deliciosamente insanos.
    Assim sou ACOSTAR.

    Quando no céu a lua é cheia, sou ARIDREWN.
    De coração nos olhos busco o amor imensurável e o ofereço àquele que habita em meus infinitos braços.
    Sou ARIDREWN quando procuro meus filhos em cada ser, quando quero ser grande mãe e ninho em um só tempo.
    Sou ARIDREWN quando meu colo se torna porto e suplico dolorosamente pelo lançar das âncoras de todas as embarcações.
    Assim sou ARIDREWN.

    Quando a lua mingua sou ARIANHORD, SENHORA DO CAJADO DAS SERPENTES.
    De toda a escuridão busco a linguagem da alma e descubro ser, eu mesma, tudo aquilo que me ameaça.
    Sou ARIANHORD quando a solidão importa e quando o fim torna-se causa e razão.
    Sou ARIANHORD quando penso na morte e encontro o que sou antes de tornar-me outra.
    Assim sou ARIANHORD.

    Mas sou sempre… LUA.

    MAGO DO CÍRCULO DE ÁVALON

    Bjs

  12. Fy said

    Sem e Lu,

    Desde ontem q eu tô procurando meu Mercurio.

    Vejam se é isto: (astro.com) – please:

    Mercúrio Aquário 18°38’33 na casa 1 estacionário (R)

    Mas lá não fala nada sobre o que isto significa.

    Bjs

  13. Sem said

    Lu,

    No mapa astral vc só vai encontrar as posições dos planetas mesmo. O significado só quem faz é o astrólogo, ele é que “lê” o mapa e traduz o que as posições e as relações entre os planetas significam. Mas cada astrólogo segue um método ou uma escola, já que astrologia definitivamente não é uma ciência exata…

    Vai é de vc se identificar mais com, ou determinada interpretação fazer mais sentido do que outras. A coisa toda é muito pessoal e funciona como a escolha de um analista, ou de uma linha psicológica, a identificação acontece logo de cara ou nunca…

    No site astro, no entanto, existe a vantagem de eles darem um retrato pessoal (procura por retrato pessoal e vê o que diz), que vai falar em termos bem genéricos o significado do seu Sol, sua posição e os principais aspectos, tb de sua lua e ascendente, e alguns planetas pessoais mais relevantes, como Vênus.

    Bom vc é aquariana né, e tb ascendente em aquário? Casa 1 é a casa do ascendente e a forma como nos mostramos ao mundo, inclusive aparência física… é a casa de Áries, o primeiro dos signos, cujo regente é marte. Mas pensa além do deus romano, pensa tb em Ares dos gregos, e nos carneiros das montanhas, como vivem, independentes e ao mesmo tempo em bandos, dóceis num momento e já no outro “cabeçudos”. Mas se o teu regente da casa 1 for Urano, o deus grego consorte de Gaia, pai de Cronos e avô de Júpiter… seu mercúrio sofre as influências de sua regência igualmente. Se ele é retrógrado, quer dizer o seu movimento visto da terra parece retroceder, não que isso aconteça de fato astronomicamente falando, significa que seu mercúrio pode custar a se manifestar, o que pode ser bom, ser mais ponderado ou disposto a fazer revisões… Enfim, interpretações astrológicas são um pouco como interpretações de sonhos, precisam fazer sentido antes de qualquer outra coisa é para o sonhador.

    Lu, vá em retrato pessoal e descubra os aspectos que seu mercúrio faz, aquelas coisas todas de quadraturas, conjunções, sextis… sem isso não se pode ter noção do seu significado verdadeiro, que é sempre em relação com os outros astros.

  14. Kingmob said

    Muito bonito o post, luramos.

    Vai direto ao coração, ao centro da questão. Não tem como esquecer mais o encontro de Hermes, Poimandres e o gradual despimento da alma nas sete esferas, até a oitava. O que vc contou é uma estória viva, arquetípica, e o só ouví-la já é uma experiência cheia de significado que ressoa por si mesma. Como acredito que tem que ser uma boa estória. Vivenciável no agora, no real. Magia através da estória. Fico feliz.

    Mob.

  15. Fy said

    Sem,

    Vc está falando comigo ou com a Lu?

    Kkkkkkkk,

    Se for comigo, como vc adivinhou que meu ascendente tb é Aquário??????

    – Eu fui no retrato pessoal: não fala nada do meu Mercurio.

    Mas, se ele está mesmo na casa 2: – é isto, não é? – eu tenho um livro muiiiito bom aqui e vou ver o q significa, ele estar na casa 2.

    Bjs

  16. luramos said

    ai que confusão…rs O post da Sem era para a Fy., eu acho. Eu sou canceriana, filha de Yemanjá e Oxum . e cabra no horóscopo chinês – o mais emocional de todos,,,,

    e o KingMob leu meu pensamento….

  17. Sem said

    eitcha, Fy! Minhas desculpas, sim, sim, estava falando com vc, mas acho que coloquei Lu pq era com ela que estava falando antes de interpretação de mercúrio…. 🙂
    Mas eu sabia que era vc, pq antes já haviam dito que vc e a Adi são aquarianas…
    Estou lendo, falando com vcs e escutando música e me preparando para sair a trabalho…

  18. Fy said

    Lu,

    Acho que foi isto mesmo.
    Kkkkkkkk

    Eu sou Aquariana, ascendente em Aquário, e filha de Yansã e de Oxum.
    No chinês tenho que olhar. Acho que é Galo, se não me engano; ai q bicho estranho!

    Bjs

  19. Elielson said

    Nossa Lu, fiquei encabulado, e ao mesmo tempo motivado a comentar sem moderação.

    Aos bons apreciadores de um copo dágua.

    Toda pessoa é um astro, a gravidade exercida por influência de um ser atuante, pode ser bem maior quando feita uma relação de distância com tamanho.
    É obvio que um alinhamento planetário pode fazer com que a gravidade sofra alterações minusculas que modificam até mesmo os organismos que se adaptam, não desmerecendo a magnitude desse imenso papel de parede interativo, mas a presença de um outro ser presente iinterage de uma forma muito mais incisiva no desenvolvimento da estrutura existêncial.
    A pressão exercida por um corpo celeste muda nossas caracteristicas de fato, mas não só no que diz respeito a posição deles, pois a nossa posição(de cada um) na terra também é imprescindivel para a determinação do que vem a ser a forma.
    Os magos que tem ai são os que direcionam os Arquetipos, ou até os que inventam, na tendencia da conspiração agem jogando intenções puras ou não.
    A manifestação de uma consciência que apoia a analise dos fenomenos e cataloga a utilidade do objeto para nós, e de nós para o objeto, é sempre construtiva e linda.
    Corpos celestes ou não, puxam, ou se estabilizam ou deixam ir, mas acima da repulsa ou da atração está a orbita, esse fraco poder de escolha(que lança meteoritos), que nos força a impelir sondas, no universo em que os daqui exploram o carbono e os de lá exploram sei-lá-o-q…
    Nossa composição se faz dessa escolha, mas os coacervados fizeram-se da sopa cósmica, e esqueço isso de vez em quando, isso é radio e gama, com a gente no meio, perdidos como o oportunity e a spirit no solo marciano, e antes de encerrarmos nosso papel ou morder a arvore da vida, somos as sondas da terra, pq uma coisa que se partisse de nós chamariamos inteligência, forjou Espirito… , e essas mini-certezas, como diz Cazuza… é que conduziram a busca do interior no exterior e do exterior no interior, baseado nisso, somos agentes da transformação para alcançar o maximo da virtude, e já estamos cansados de saber que o vicio limita. Então meu sopro eu uso pra soprar um corpo que vejo querer me engolir, e é sempre dificil fazer isso da melhor maneira, as orbitas tem que se posicionar em lugares estratégicos se quiserem repelir os corpos até o ponto em que repelem-se e chocam-se para encontrar o ponto fatal, busco conforto no fato de que as coisas podem funcionar independentemente do meu posicionamento consciente, até porquê abaixo das frequencias e cargas substanciais, nossas noções de ordem podem estar tão deslocadas quanto querer colocar um retangulo dentro um circulo do mesmo tamanho, e essa minha vontade de querer mudar algo pode ser apenas o impulso de realização de projetos infantis.
    Mas vou tentar mesmo assim, como uma particula cumprindo o percurso, nesse infinito bilhar.
    E quando não for mais, o que ficar sendo eu serei.

    Amar é mesmo sem duvida a solução, porém o amor não pode ser dualizado, então se alguém age por amor, não está sendo bom ou mal, está cumprindo o caminho de acordo com a consciência…Um corpo, uma consciência, essa é a regra… quando as consciências convergem esse amor fica forte, e dá esperança pra quem odeia, pois ele terá mais exemplos pra se compreender.

    Como é Lu? Egotrip? rsrsrs.

  20. Fy said

    Lu,

    Qual é seu ascendente?

    Elielson,

    Coloca tb: signo e ascendente se souber.
    A Sem é o que mesmo?

    Mob,
    Eu sou galo tb: 82.
    Vc deve ter a mesma idade que eu.

    Bjs

  21. Elielson said

    Libra com ascendente em Sagitário.

  22. luramos said

    meu ascendente é aquário.
    E porque tenho duas mães, tenho meu pai Ogun de frente!

  23. adi said

    Pessoal o ascendente é quase tão importante quanto o signo solar.

    Segundo Howard Sasportas, amigo e aluno de Liz Greene, ele fala o seguinte em seu livro “As doze casas”:

    “O ascendente e a primeira casa: Imagine por alguns segundos como você se sentiria em sua existência no útero. Flutuando ritmicamente nas águas da vida – não há o sentido de um indivíduo ou de uma identidade separada, nenhuma idéia de corpo, sentimentos ou mente como algo diferente de qualquer outra coisa. Sonhadoramente imerso num paraíso primordial, há apenas unidade e união com o resto da criacão. O universo é o eu e o eu é o universo.
    O nascimento nos tira dramaticamente deste reino de totalidade oceânica. Nascer significa “tomar” um corpo e proclamar o eu como um indivíduo único e distinto. Com base neste momento, o mapa natal é desenhado ed nossa viagem através das casas tem início.
    Marcando a cúspide da primeira casa, o Ascendente mostra o grau exato do signo zodiacal que está se levantando no horizonte oriental na hora do nascimento. Coincidentemente com a primeira respiracão independente que tomamos, o Ascendente e a primeira casa proclamam o início de um ciclo, o passo inicial ou estágio no processo do próprio ser.
    O signo Ascendente vem à luz e se distingue da escuridão no mesmo tempo em que emergimos do escuro, escondido e indiferenciado lugar que é o útero materno. Em outras palavras, o ascendente aparece quando nós aparecemos e suas qualidades refletem tanto quem somos quanto como conhecemos a vida.
    O signo Ascendente simboliza uma faceta peculiar da totalidade da vida que procura uma “in-corpo-racão” através do ser nascido naquele momento. Uma vez que o Ascendente corresponde aquele flash inicial ou “impacto” de nossa existência individual, ele se imprime também profundamente na psique como “o que é a vida”. Nós atribuimos a vida as qualidades do signo que se encontra no ascendente ou dos planetas que se encontram perto..
    Ele é a lente através do qual percebemos a existência, o foco que trazemos a vida, a maneira como suportamos o mundo. E, “”uma vez que vemos o mundo desta maneira, invariavelmente agimos e nos comportamos de acordo com essa nossa visão””.
    E mais, a vida forca nossas expectativas e reflete nosso ponto de vista de volta para nós.

    … organizamos nossa experiência de vida de acordo com o que elegemos para ver.
    O Ascendente, que é a primeira nocão de vida que formamos ao nascer, nos descreve algo a respeito desse processo de escolha e selecão.”

    ================================

    Bem interessante não é? Tenho esse livro desde 2000, mas não tinha lido com essa profundidade, ou já tinha esquecido. Hoje, por sugestão da Sem, entrei no astro.dienst, que é sobre astrologia de acordo com Liz Greene, e me lembrei do livro.

    Só uma palinha.

    Se der vou colocando o significado do Ascendente de cada um aqui pra vocês.

    bjs
    Adi

  24. adi said

    >>Se der vou colocando o significado do Ascendente de cada um aqui pra vocês.

    Se der não, me desculpem, se vocês desejarem, eu posso ir colocando as energias do ascendente dos signos correspondentes.

    bjs
    Adi

  25. adi said

    Só mais uma palinha que achei muuiiiito interessante:

    “As casas não são separadas, isoladas, são apenas segmentos da vida. Cencebidas em sua totalidade elas desdobram um processo de maior significado – a história do aparecimento e do desenvolvimento de um ser humano.
    Comecando do nascimento no Ascendente, não temos consciência de nós mesmos como distintos de qualquer outra coisa. Gradualmente, casa por casa, através de uma série de passos, fases, dancas e mudancas, construímos uma identidade que pode afinal se expandir para incluir toda a criacão.
    Emergimos de um mar amorfo., tomamos forma e imergimos novamente. Somente apreciado como processo de desdobramento, tanto a vida como as casas preenchem seu significado essencial. Este processo baseia-se no mais profundo da experiência humana. A divisão é só uma parte do ciclo completo e, no entanto, nos prendemos dentro dela. Mas a totalidade é tudo.

    Uma vez que tanto Áries quanto o Ascendente implicam em inícios, é compreensível que ambos compartilhem significados similares. Áries é um signo que implica em “iniciacão” (comeco), novas partidas e o primeiro impulso para agir. O Ascendente e a primeira casa são associados com o nascimento e a maneira como o querer e a pressa em causar um impacto no ambiente.. É importante lembrar, no entanto, que qualquer planeta ou signo pode estar localizado em qualquer casa, por esse motivo, os fatores simbolizados por um signo, planeta ou casa se acham misturados.

    A maneira pela qual conhecemos a vida é geralmente mostrada pelo Ascendente e pela 1a. casa. A imagem que nos vem à mente é a de um passarinho saindo do ovo. Nós podemos “sair da casca”de diversas maneiras. Um Câncer Ascendente sabe que tem que sair da casca, quebra-a e depois decide que é mais seguro ficar dentro do ovo que conhece. O passáro com Touro Ascendente vai bicar a casca devagar mas, uma vez inciado o processo vai levá-lo adiante de modo determinado e firme. O passáro com Leão Ascendente vai esperar a ocasião mais propícias para fazer uma entrada dramática, nobre e dignificante, exibindo-se orgulhosamente ao mundo. Como exercício, o leitor poderia imaginar como os outros signos “quebram a casca” para entrar na vida ou enfrentam as diversas fases de experiência.

    O Ascendente pode ser a maneira pela qual entramos na vida, mas o modo como crescemos para dentro dela é o signo Solar. O Ascendente é o caminho que nos leva para o Sol.
    O Ascendente se transforma no Sol, ou como diz Liz Greene, o Sol é o herói que nós somos mas o Ascendente é a busca na qual temos que nos aventurar. O Sol é a razão pela qual estamos aqui; o Ascendente é como chegamos lá.”

    ==============================

    Bom, ficou claro que o nosso signo Solar é equivalente ao Self, ou a realizacão da nossa essência pessoal.

    bjs
    Adi

  26. Sem said

    Pessoal, astrologia é algo muito revelador, é como contar um sonho em público, revela fatalmente coisas pessoais a seu respeito e se alguém aqui tiver pudores, é preciso ter ciência disso antes de começar a divulgar informações do seu mapa. Tá certo, muitos podem rir disso, mas quem sabe ler mapa astral pode traçar um perfil psicológico da pessoa sabendo de algumas informações. Pode, por exemplo, deduzir a idade da pessoa, porque os planetas lentos demoram a passar pelos signos, principalmente plutão que demora praticamente uma geração inteira em cada signo, pouco menos de 20 anos… Bem, na verdade tudo nos revela, basta alguém que saiba ler e interpretar as entrelinhas…

    Feito e dito o alerta…

    Mas que festival de ascendentes em sagitário e aquário por aqui… Lu e Fy em aquário e Kingmob, Elielson e eu em sagitário.

    O que isso significa? Que provavelmente a Lu e a Fy tem os mesmo regentes de casas e idem pra nós três, Kingmob, Elielson e eu. Bem, pode variar o grau de entrada do ascendente na casa e não coincidir nenhum regente além da própria casa 1, mas acho que a aposta de que, se temos o mesmo ascendente, provavelmente temos mais regentes de casa semelhantes, é uma aposta muito boa. O que isso implica? De que provavelmente temos formas semelhantes de nos relacionar com alguns fatos da vida. Mas claro que só esse fato isolado não nos torna iguais, pois existe tb o modo como os planetas se distribuem pelas 12 casas do zodíaco e como eles se relacionam entre si…

    Nem o Kingmob, nem o Elielson, disseram em qual casa estavam seus respectivos mercúrios – o meu está na casa 10 em virgem. Mas como eu sei do ascendente dos dois, se entendi que o mercúrio do Kingmob também está em virgem, provavelmente seu mercúrio está como o meu na 10 – havendo alguma variação de grau, pode se localizar no máximo uma casa antes ou depois, ou seja, na 9 ou na 11. O Elielson, se entendi, tem seu mercúrio em libra, que é o próximo signo na ordem logo após virgem, então, seu mercúrio está provavelmente na 11, mas pode também estar na 10 ou na 12.

    A localização implica que o lugar em que o planeta está hospedado, ele deve “favores” ao dono original daquela casa, por mais que em nosso mapa natal não seja o regente. Mas a casa 9 é natural de Júpiter (sagitário), 10 de Saturno (capricórnio), 11 de Urano (aquário) e 12 de Netuno (peixes). No meu mapa as casas 9 e 10 são regidas por leão (Sol; Apolo), a 11 por virgem (Mercúrio) e a 12 por Escorpião (Plutão; Hades). É preciso fazer a relação…

    Mas afinal o que é o ascendente? É o signo que estava no horizonte no momento do nosso nascimento, por isso o ascendente rege sempre a nossa casa 1…
    O ascendente em astrologia determina a forma como nos apresentamos ou como parecemos aos outros, na verdade não é como somos, pois nossa essência e destino tem mais relação com o Sol e a lua, ou então todos os outros planetas e aspectos juntos.

    Quem tem ascendente em Sagitário, cujo regente é Júpiter, tem um modo jovial e otimista de se apresentar e julgar que tudo dará certo no final… Mas claro que nem todos os que tem ascendente sagitário são idênticos, depende muito da localização e aspectos do planeta Júpiter no mapa, que é o regente do signo, e ainda quais planetas estão na casa 1 e seus aspectos. No meu caso, que tenho Saturno na 1, o que dá um tom sombrio ao meu ascendente, principalmente porque Saturno é um planeta bem presente no meu mapa, além disso, meu Júpiter está na 11 em escorpião em conjunção com Netuno, fazendo sextil com Plutão… Ou seja, ele só se relaciona com os planetas mais “sombrios”. Mesmo assim, foram poucos os momentos na minha vida que me entreguei ao desespero e acho que meu Júpiter mais “ilumina” do que é sombreado por seus companheiros de estrada… Só estou falando isso porque todas as relações do ascendente dão um noção mais precisa de quem é a pessoa do que simplesmente dizer que ela é de tal ascendente…

    As meninas que tem ascendente em aquário, mostram-se a princípio visionárias, de um modo pouco convencional e provavelmente “revolucionando” o meio em que vivem. Mas para dar um retrato mais pessoal de cada uma, é preciso ler os aspectos de Urano em seus mapas…

    Agora sejam sinceros, vcs acham isso interessante? válido? (eu não consigo avaliar direito porque acho que estou ainda na fase de deslumbramento, de descoberta de um mundo novo, no entusiasmo típico de quem tem ascendente em sagitário e joga a flecha e só quer saber de sair correndo atrás)

    Bom, então é isso. No horóscopo chinês sou cachorro. E uma vez uma mãe de santo tb falou que sou filha de Iemanjá, Iansã e Oxum. Todas da água, não esqueci, mas não acompanho isso direito. Sei que gosto de mar, de cachoeiras e de tempestades, e uma vez até senti as mãos de Iemanjá que me salvou… mas essa é outra história.

  27. Sem said

    Adi, valeu as informações!!!! mas faltou vc dizer seu ascendente! 🙂 E nós que começamos aqui falar de Hermes/Mercúrio, como veio dar nisso?

  28. adi said

    Querida Sem,

    Você está informadíssima com relacão ao zodíaco , Hein!!! admirável.

    Nasci com o Sol em Aquário na quinta casa de Leão, nesta 5a. casa também está Mercúrio, Vênus e Marte.

    Meu Ascendente é Virgem e, também na primeira casa se encontra os planetas Urano e Plutão.

    >>E nós que começamos aqui falar de Hermes/Mercúrio, como veio dar nisso?<<<

    São os regentes, as forcas….

  29. Kingmob said

    Bom, as aquarianas.

    As pitonisas do templo de Delfos deviam ser todas aquarianas, esta é a impressão que as aquarianas me dão. Uma intimidade com uma força indomável, e nunca totalmente apreensível, como algo ou alguém que se dá, mas nunca totalmente para deixar algo de mistério, de secreto e de indomável. As aquarianas e o ascendente em aquário me lembram aquela frase do Joyce “perto do coração selvagem da vida”.

  30. Kingmob said

    >Agora sejam sinceros, vcs acham isso interessante? válido?

    Se tá levando além, tá valendo…

  31. Fy said

    Anoitans,

    [ Isto é pra todo mundo, pra quem está e pra quem vai chegar: quem gosta daqui… é um Anoitan!]

    Descobri este site; – navegando, dá pra descobrir um monte de coisas.

    – Claro que sem a profundidade da Sem, mas dá pra localizar esta planetaiada toda.

    http://www.astral-online.com/cgi-bin/natal.cgi

    Depois eu volto.
    Bjs

    Ah,

    Sem,

    O Pai de Santo que conhecí e q me deu estas referências, foi [ já faleceu] uma figura ímpar q conhecí. E, me explicando sobre estas influências, fez um paralelo com o Zodíaco.

    Por ex: vc e a Lu colocaram 3 tipos de regências, ele faz uma relação com os astros pra evidenciar a intensidade da influência de cada um não só em determinadas fases das nossas vidas; mas tb durante 1 ano.

    Não sei se está certo, mas é muito interessante.

    Bjs

  32. Sem said

    (ich, eu acho que eu estrapolei o limite do texto… mandei, mas não foi [ainda bem que salvei]… vou dividir em dois então pra caber… espero que agora dê certo)

    Será que nós somos irmãos astrais? cada vez que vcs falam eu fico com essa impressão…

    Agradeço por vcs existirem, mas então tá… Vamos lá ao trabalho árduo, que o meu lado virginiano super presente (tenho sol, mercúrio, vênus e plutão em virgem) se dedica a fazer com prazer. Mas que nesse caso nem é tão árduo assim, já que meu ascendente sagitariano, sempre visionário e dado a filosofias, jogou já a flecha nessa direção e corre bem feliz atrás de qualquer conhecimento na área, gosta muito de estar com gente interessante e interessada no assunto.

    Eu só temo em astrologia usar esse único referencial e ficarmos aqui presos a interpretações literais de destino. Tenho verdadeiro horror a interpretações fatalistas, determinísticas de todo ou então meramente simplistas…

    Mas como um exercício de descoberta de si mesmo, como uma brincadeira – que é muito séria – de nos aproximarmos dos deuses, acho super válido.

    Parafraseando o Hillman e o Jung – que disseram que os deuses hoje não habitam mais o olimpo e sim nossas entranhas, manifestando-se através de sintomas – uma bela maneira de trazermos os deuses mais próximos às nossas vidas cotidianas, nos tornando inclusive mais saudáveis do ponto de vista da psique, é através da astrologia…

    Vamos então libertar os deuses dos nossos plexos e deixar que eles venham à superfície para habitar novamente os céus, vamos escutar o que de lá eles têm a nos dizer.

    Bom, o que eu sei de astrologia é o básico, e isso agora vai até facilitar para que eu selecione o mais importante a ser dito:

    O que é fundamental pra ler um mapa astral?

    Vou enumerar três fatores que considero principais e depois dar duas listas que resumem esses fatores:

    1º – Saber que existem 12 domicílios na mandala zodiacal. Cada casa é o domínio de um deus e para qualquer um que passar por ali – um planeta, um signo – deve prestar-lhe de algum modo reverência. O deus da casa é sempre o dono da casa, dá o tom de como as coisas são dispostas por aqueles domínios e o convidado é que deve se adequar às normas enquanto por ali estiver presente. Alguns convidados são mais bem vindos do que outros, e é muito fácil de entender que quando somos bem recebidos em um lugar realizamos ali nossas melhores obras e somos felizes naquele lugar. Já outros, por incompatibilidades quaisquer que haja, de temperamento ou outras, dizemos que ficam mal domiciliados, que é como se fala em astrologia quando o convidado não é tão bem acolhido assim pelo dono da casa.
    Somos convidados dos deuses, nós estamos aqui só de passagem…

    2º – Os deuses estão no céu e movem-se pela orbe zodiacal com a Terra no meio o tempo todo. Todos os deuses obedecem a ordens precisas do Criador, são as estrelas vistas daqui da Terra. Então, o período de tempo que o Sol passa pelas constelações, obedece a essa ordem precisa. Começa o ano na constelação de Áries, passa a seguir por Touro, em seguida por Gêmeos e assim por diante, até completar a sua jornada anual na constelação de Peixes, para no ano seguinte começar outra incansável e idêntica jornada. Ora, as constelações são o retrato que nos é permitido ver dos deuses daqui da Terra, e qualquer mortal que nasça no período correspondente a que o Sol estava num determinado domicílio, dizemos que essa pessoa tem o Sol naquele signo. O deus do seu Sol não necessariamente é o dono original da casa em que o “seu” Sol estava no momento do seu nascimento, mas o deus que estava visitando aquela casa do zodíaco iluminada pelo Sol… Serve-lhe então esse deus visitante como de uma espécie de padrinho para toda sua vida, favorecendo-lhe determinadas características que são próprias daquele deus. Brigar com o seu padrinho solar é comprar briga com o seu destino, é ficar órfão em um mundo sem nenhuma proteção e apartado dos deuses. Outro axioma que podemos estabelecer agora é de que as casas são fixas, mas os deuses são móveis… E parando pra pensar mais a fundo, os deuses são menos livres do que nós, pq eles não fazem o movimento que querem, mas cumprem rigidamente sem desviar um milímetro a ordem do seu Destino, muito mais do que nós reles mortais…

    3º – Aspectos: A verdade dos aspectos nos revela como os nossos deuses se relacionam. E eu acho que isso é em nossa carta natal, de certa forma, mais pessoal e até mais revelador de quem se é, do que a própria localização dos planetas nas casas.
    Aspectos formam ângulos, ângulos formam figuras geométricas, e figuras geométricas são arquetípicas no sentido de determinar de antemão como as elementos envolvidos vão se sentir e se relacionar, da forma como eles se dispõe.
    É o ponto de vista dos deuses, como cada um se localiza no espaço e dali, do seu lugar, a forma como é visto e vê os outros. Pois se o seu mercúrio está juntinho de seu vênus, fazendo uma conjunção de poucos graus de distância na orbe um do outro, não há definitivamente como eles se ignorarem, a proximidade os coloca necessariamente em íntima relação e em influência recíproca, tanto para o bem conjunto como para a desgraça de um e acomodação do outro… Dizemos que alguns planetas ficam deprimidos ou exaltados quando bem ou mal aspectados; dizer que tal planeta está bem ou mal aspectado equivale dizer como o deus se sente naquele lugar do espaço.
    Falando apenas de ângulos, alguns posicionamentos são mais favoráveis que outros, mas, depende sempre dos elementos envolvidos. Ter juntos, por exemplo, vênus e marte, é juntar a fome com a vontade de comer, podem até brigar, mas vão se atrair fatalmente e se relacionar a nível erótico um com o outro. Mas junte vênus com mercúrio, a primeira quer harmonia, amor e relação e o outro só quer pensar… Quem sairá “ganhando” é o deus melhor aspectado, isto é, se o deus hospedeiro da casa ou do signo beneficiar e tiver melhor afinidade com ele. Dentro desse parecer, um jogo de deuses no céu é bem semelhante como se dão nossas vidas aqui na terra.
    Mas, pensando apenas nas figuras geométricas como arquétipos puros, um triângulo nos remete a um relacionamento favorável de cara, nos lembra algo mais espiritual, mas tb existem triângulos amorosos que nada tem de “elevados”… Já um quadrado é sempre uma dificuldade, difícil de locomover e fluir, existem arestas, mas ao mesmo tempo pode ser uma estabilidade necessária… Os ângulos dependem sempre antes do tempo e da sabedoria dos envolvidos pra dizer depois se são bons ou ruins.

  33. Sem said

    (o problema é na lista… vou ver se tiro os espaços… agora vai… :))

    LISTA I – DOS ASPECTOS:

    Descrevo a seguir os mais importantes, os graus na orbe variando pouco em torno aos graus descritos e se é favorável ou não:

    CONJUNÇÃO: 0°; aspecto sempre poderoso, mas ser favorável ou não, depende mais dos planetas envolvidos.

    SEXTIL: 60°; potencialmente favorável.

    QUADRATURA: 90°; potencialmente desfavorável.

    TRÍGONO: 120°; potencialmente harmônico e favorável.

    OPOSIÇÃO: 180°; tensão, conflito de percepção.

  34. Sem said

    LISTA II – DAS CASAS, PLANETAS e SIGNOS:

    A seguir uma lista por ordem das casas e, respectivamente, seus deuses, signos que apadrinham, suas características mais marcantes e uma breve descrição do que representam as casas no zodíaco:

    Casa 1: MARTE (o deus Ares grego); ÁRIES; ativo, agressivo, masculino, independente, protagonista;
    É a casa do ascendente, da aparência física e da persona, o modo como nos mostramos, o ego e o começo de tudo.

    Casa 2: VÊNUS (a Afrodite grega); TOURO; possessividade e praticidade material, sensualidade;
    Casa dos valores materiais, de buscar segurança através das posses e de pequenos prazeres sensuais como comida e bebida.

    Casa 3: MERCÚRIO (o Hermes grego); GÊMEOS; intelectual e comunicativo, dubiedade e indecisão permanentes;
    Tudo o que se refere a educação, ao pensamento escrito e falado, tornado consciente. Casa dos irmãos.

    Casa 4: LUA (“tão redonda lua, como flutua”… – Jobim – sempre a mesma deusa mutante e mais próxima da terra de tantas culturas); CÂNCER; feminina, maternal, protetora, emocional;
    Casa do recôndito Fundo do Céu, o ponto mais baixo na orbe. Casa da terra (apesar de ser de água), de pertencer a algum lugar. Casa da família e do apego aos bens cotidianos.

    Casa 5: SOL (Ra dos egípcios, Hélio e Apolo dos gregos); LEÃO; nobreza, liderança, egocentrismo, dramaticidade, masculinidade, consciência;
    Casa da criatividade, dos filhos, do amor que temos para dar. Dos prazeres infantis, dos jogos, da diversão e também da especulação.

    Casa 6: MERCÚRIO; VIRGEM; organizado, crítico, realista e versátil;
    Casa do trabalho diligente, responsável e humilde. Perfeccionismo até nos mínimos detalhes e cuidados com a saúde.

    Casa 7: VÊNUS; LIBRA; harmonia e justiça, dependência das boas relações com o outro para se estar bem;
    Casa do descendente astrológico, planetas nessa casa e o regente indicam quem devemos buscar no outro para parcerias afetivas. Casa das relações, desde o casamento e relacionamentos íntimos, até cordiais relações públicas ou com inimigos declarados.

    Casa 8: PLUTÃO (Hades grego); ESCORPIÃO; reservado, intenso, compulsivo, dramático e sexual na intimidade;
    Casa do inconsciente, da regeneração, do sexo compulsivo, da busca por prazer e sentimentos compartilhados. Encontros emocionais profundos. Morte.

    Casa 9: JÚPITER (Zeus grego); SAGITÁRIO; filósofo, otimista incurável e generoso, amante da liberdade e da natureza;
    Casa da busca do significado, de todo e qualquer ideal político ou religioso, de se realizar longe do lugar de origem, das grandes viagens.

    Casa 10: SATURNO (Cronos grego); CAPRICÓRNIO; feminino, convencional, cauteloso e ambicioso;
    É o Meio do Céu, tudo o que está nessa casa se evidencia naturalmente por se tornar aparente. Casa da vida profissional e das ambições sociais, das relações com autoridades e prestígio social.

    Casa 11: URANO (deus do céu original dos gregos, sem equivalente romano) AQUÁRIO; fraternal, buscando sempre o bem comum, desapegado dos costumes e dos bens materiais, sereno, porém, revolucionário;
    Casa do princípio coletivo, dos grandes valores humanitários, de grupos de amigos, clubes e sociedades.

    Casa 12: NETUNO (Poseidon, o deus dos mares grego, filho de Cronos, neto de Urano, irmão de Zeus e de Hades); PEIXES; sensível, piedoso, espiritual, psiquíco, nebuloso, transcendental;
    Casa de fim de um ciclo, de onde se despe do que havia para se recomeçar adiante limpo e livre. Casa do inconsciente, de pequenos e grandes enganos, da reclusão e do isolamento, do sacrifíco e dos mais nobres valores espirituais.

  35. Sem said

    Fy,

    Confirma se o último endereço que vc deixou está correto. Dá msg de erro, de formulário não preenchido.

    Bjos.

  36. Kingmob said

    Sem,

    >Será que nós somos irmãos astrais? cada vez que vcs falam eu fico com essa impressão…

    Obrigado pelos comentários foram muito úteis.

    Eu também sou de virgem com ascendente em sagitário, tá explicada aquela implicância jocosa inicial, rs, irmãos….

  37. Kingmob said

    Fy, eu sou de 81. Sou mais velho. =)

  38. Fy said

    Sem:

    http://www.astral-online.com/

    Bjs

  39. luramos said

    nossa, que aula, eu sei quase nada, estou aqui aprendendo, obrigada

  40. Sem said

    Meus amigos,

    Não sou versada em magia. Minha vida toda, minha família e o meio em que vivi sempre foi muito cético e racional e eu acho que isso teve a sua função e foi durante algum tempo até necessário. Com ou sem razão, a descrença foi um escudo que usei inúmeras vezes para me proteger de contatos com o sobrenatural, do qual sempre tive um pouco (ou muito) de medo, ou de receio, eu não sei… É contraditório, ao mesmo tempo que meus pais eram ateus, me colocaram em escolas católicas… Ao mesmo tempo que desde muito nova gostava e procurei minha vida toda estudar das mais diversas linhas da psicologia e tb alguns filósofos, querendo fazer desses conhecimentos ferramentas racionais para entender o homem e a vida, sempre me senti conectada ao universo. E o holismo, algo que penso fazer parte da minha estrutura, foi sempre por essa linha que me pautei… Apenas os intelectuais afeitos a ela foram os que adotei e que permaneceram…

    Lembrei da Adi agora, que disse quando criança ter experimentado a mesma sensação de ser parte de algo maior e teve medo, e eu acho que isso é uma coisa muito natural de toda criança sentir se não houver nenhum bloqueio, porque essa é nossa realidade última e está ao alcance de todo canal aberto via intuição. Minha amiga, eu não sei porque disso especificamente nunca tive medo – meus medos são ou eram outros… Ao contrário, disso minha sensação sempre foi muito boa e as maiores felicidades que tive na vida foram vinculadas a esse, digamos, pertencimento… Ser parte de algo maior, por mais que eu ali pudesse me perder ou anular, sempre foi um consolo e uma proteção, meu norte e minha sanidade.

    Não sou tão jovem quanto alguns de vcs que estão na casa dos vinte, mas tb não sou tão velha que já esteja me despedindo da vida… No entanto, o meu filho de 19 é mais próximo da idade de vcs do que eu. Porémmm, não me sinto e não vou bancar o papel de mãe de ninguém aqui, acho que estamos mesmo entre irmãos, amigos… Ou mais ou menos… Quer dizer, algumas coisas vcs sabem muito mais do que eu: espiritualidade (nenhum vínculo com instituições)é a minha falha. Não vou me repetir mais nisso, mas magia, hermetismo, cabala, numerologia, astrologia, são coisas que só tenho visto praticamente nesse último ano…

    A Lu trouxe, com sua bela narrativa, um sistema inteiro de compreensão do universo…

    Quero então fazer perguntas pra vcs, que brotam do que tenho refletido ultimamente e buscado… se eu me equivocar, na minha ignorância, por favor me avisem:

    Não parece que todo o esoterismo são sistemas que se explicam por degraus, seguindo uma etapa após outra, e normalmente a coisa toda é circular, pois quando alcançamos os últimos degraus, temos de retornar ao primeiro para começar tudo outra vez, apenas em outro patamar… mais complexo ou “elevado”. Essa forma circular e espiral podemos dizer que é arquetípica, não? Assim é a astrologia, os ritos alquímicos, o despertar da kundalini, e parece ser assim também a cabala… Não existe um modo de unificar todos esses sistemas? Porque me parece que todos eles estão sob a capa do mesmo arquétipo e evocando os mesmos princípios, sentimentos, idéias… O que varia parece ser mais a quantidade das etapas a serem galgadas do que propriamente o objetivo final que é sempre união com o cosmos… Faz sentido pra vcs? É viável pensar um sistema pra unificar tudo isso? O que vcs acham?

  41. victoria said

    Agradecendo, Lu, tomo a liberdade de acrescentar, do site Terra Espiritual
    E então, porque a demora? Vendo que você recebeu tudo, porque não se torna um guia para aqueles que são dignos dessa bênção, de forma que a humanidade, através de você, não seja salva por Deus?’ Quando Poimandres terminou de assim falar, misturou-se com os Poderes.

    E eu guardei em minha memória a bondade de Poimandres, e fiquei extremamente contente, porque eu havia sido plenamente alimentado com aquilo que desejava. Meu sono corporal tornou-se o despertar sóbrio da alma; e meus olhos fechados tornaram-se uma verdadeira visão e o meu silêncio, ficou prenhe do bem; e minha falta de fala, uma torrente de pensamentos santos. E isto aconteceu comigo, naquilo que eu recebi de Poimandres, ou seja, da Mente da Soberania, o ensinamento da gnosis, e portanto, tornando-me inspirado por Deus, obtive acesso à morada da Verdade.

    Portanto com toda a minha alma e com toda a minha força, dei graças a Deus, o Pai, dizendo:

    ‘Santo é o Deus, Pai de tudo, que existe antes do primeiro início;
    Santo é Deus, cujo propósito é realizado pelos seus múltiplos Poderes;
    Santo é Deus, que deseja ser conhecido, e é conhecido por aqueles que são seus;
    Santo és Tu, que pela tua palavra construístes tudo que é;
    Santo é Tu, cuja natureza brilhante não se ofuscou nem escureceu;
    Santo és Tu, de quem toda a natureza é imagem;
    Santo és Tu, que és mais forte que qualquer dominação;
    Santo és Tu que és maior que qualquer preeminência;
    Santo és Tu que superas todos os louvores.
    Aceita as puras oferendas da fala de uma alma e coração elevados a ti, Tu a quem nenhuma palavra pode descrever, nenhuma língua pode falar, de quem o silêncio apenas pode declarar.
    Rezo para que nunca recaia fora daquele conhecimento de Ti, que se equivale ao teu ser; garanti essa minha oração. E coloca poder em mim, de forma que, tendo obtido essa bênção, possa iluminar aqueles de minha raça que estão na ignorância, meus irmãos e teus filhos.
    Onde quer que seja que eu acredite e dê testemunho, que eu ingresse na Luz e na Vida.
    Abençoado sejas, Pai; o teu Homem busca compartilhar a tua santidade, mesmo que Tu lhe tenhas dado toda autoridade.’

  42. Paulo said

    Na hora da morte devolveremos (se capazes) aos 7 goveradores seus respectivos atributos, que utilizamos para escrever a historia do que fomos nesse tempo e nesse espaco.
    Se temos que devolver, eh porque nao eh nosso, e eh tambem porque em algum momento tomamos os atributos de emprestimo.
    A crianca crescendo na barriga nao deve nada ainda, nao carrega nada que nao seja seu. Mas no momento em que troca a agua pelo ar , enfileiram-se na ante sala da nova vida, os sete governadores. Cada qual insinuando seus atributos ao novo homem, que os vai acumular ateh que troque outra vez o ar pela terra.
    E como eh o acumulo? Dos atributos?

    Quando voce, de subito, tem um insight e resolve fazer o oposto do que tinha combinado, ou fica furioso(a) sem causa aparente, esta emprestando da lua.

    Quando voce sonega no imposto de renda, nao devolve o troco que veio a mais ou usa de sofismas para confundir quem te escuta, esta emprestando de Mercurio.

    Quando voce passa horas se embelezando, fica procurando espelhos pra se mirar, ou presta atencao na cara que as pessoas fazem ao te ver, pra saber se te acharam bonita (o), esta emprestando de Venus.

    Quando voce se acha, ou se comporta de modo a fazer com que que as pessoas pensem que voce eh grande coisa, ou convence a si proprio de sua enorme importancia no funcionamento do universo, esta emprestando do Sol.

    Quando voce grita, enfrenta, discorda com veemencia, discute e bate na mesa, esta emprestando de Marte.

    Quando voce julga, pensa pensa e nao faz nada, ou troca o emprego barato que te preenchia o peito pelo vazio que te enche o bolso, ou quando entra numa divida que dura o resto da vida, esta emprestando de Jupiter.

    Quando voce se conforta nas nocoes familiares de tempo, espaco, seguranca, logica e justica, ou quando finge, esta emprestando de Saturno.

    Agora, se na hora da devolucao voce chega muito carregado de atributos, deve ser mais dificil se livrar deles.
    Talvez o processo de individuacao de Jung, a morte em vida de Mohammed (morra antes de morrer), a transmutacao de todos os valores de Nietzche e o desapego dos budistas (entre muitos outros), refiram-se a um quitamento dos emprestimos ainda em vida, para que seja mais facil o caminho entre a lua e o ceu das estrelas fixas.
    E o livro tibetano dos mortos eh o artificio que se usa para se tentar pagar as dividas no post mortem imediato, uma ultima tentativa…

    Talvez a gente nao devesse tomar tanta coisa emprestada…

    Parabens pelo post.
    Saudades.

    Paulo

  43. Fy said

    Lembrei da Adi agora, que disse quando criança ter experimentado a mesma sensação de ser parte de algo maior e teve medo, e eu acho que isso é uma coisa muito natural de toda criança sentir se não houver nenhum bloqueio, porque essa é nossa realidade última e está ao alcance de todo canal aberto via intuição. Minha amiga, eu não sei porque disso especificamente nunca tive medo – meus medos são ou eram outros… Ao contrário, disso minha sensação sempre foi muito boa e as maiores felicidades que tive na vida foram vinculadas a esse, digamos, pertencimento… Ser parte de algo maior, por mais que eu ali pudesse me perder ou anular, sempre foi um consolo e uma proteção, meu norte e minha sanidade.

    Sem,
    Eu nasci e cresci dentro desta certeza. E sinto exatamente da mesma forma q vc.

    Mas, tenho uma opinião sobre isto; q pode até ser polêmica.

    Esta sensação, poderíamos até dizer: certeza, de Unicidade, que à princípio pode parecer simplória, é de uma transcedência extremamente total e, me parece, ao perceber o estado atual da humanidade, difícel de ser atingida.

    Penso comigo; será que esta transcedência à partir deste dualismo, nesta busca e adoração numa divindade ou um deus “fora” de nós; ou seja, algo que se encontra em algum lugar q na realidade, não temos a menor idéia “onde” ; não é uma forma de não-transceder? – ou: ao contrário; toda a vez que nos referimos a algum deus outside nos firmamos ainda mais nas fronteiras de nossos limites, estamos sempre devendo ou pedindo.
    Cada vez que “pedimos” esta tal “iluminação divina”; estamos nos referindo a algo do qual não temos a menor idéia, e como conseqüência acabamos sempre por atribuir ao tal divino inúmeras propriedades humanas ou tornando-o completamente inatingível através de nossa imaginação ou poesia humanas, tentando elaborar características não-humanas, o que tb é humano….

    Alem de estar, contínuamente nos limitando a uma condição tão precária em matéria de atributos, que, ou nos garante uma comodidade bastante prejudicial; ou nos amedronta e, por mais linda que sejam nossas preces ou louvores, nos coloca em condição de dependência, servilismo, incompetência e o pior: estamos sempre sob a declaração nítida de que não temos, na realidade, idéia do “quê” exatamente, dependemos.

    Em relação ao deus judaico-cristão e seus derivados, eu jamais consegui entender esta tal “iluminação, ou santidade ou perfeição”. Sei que é um assunto polêmico. Mas, vivo em um mundo onde, os valores e conceitos estão gritantemente necessitando de transformações; e, não há como negar mais que as mesmas tem que acontecer à partir de nós; e, não mais passivamente ou “fora de nós”, nesta atitude de dependência e adoração contínua que não trouxe nenhum resultado prático ou benéfico. Pelo contrário, e, os resultados estão aí.

    É aí que a Unicidade, ou seja, sentir-se fazendo parte de um Todo que também pode se chamar de deus, cuja saúde, beleza, [ em todos os sentidos] e aprimoramento, torna-se, em minha opinião a verdadeira transcedência.
    Bem mais participativa, e com certeza, mais trabalhosa. E, por não ser nem um pouco simples, muito pelo contrário; agimos de forma a “transferir e atribuir” a iluminação a um “gesto” ou a um processo impossível, complicadíssimo através de nossos recursos naturais e humanos. Nos tornamos “receptáculos” inativos,dependentes, muito pouco participantes desta iluminação. Caímos naquela do “Quem somos nós!” e fugimos do – Quem somos nós???
    Não considero esta religiosidade ou forma de pensar útil, em nenhum sistema conhecido. Considero-a de uma preguiça sem igual; intima e praticamente.
    Reverenciar deus através do amor, é amar. Reconhecê-lo em nós e em tudo o que é nosso e nos rodeia, é participar, contribuir ativa e efetivamente. É parar de olhar pra cima e olhar “em” nós e ao nosso redor. É parar de “orar e orar” e agir coerentemente.

    Reconhecer que a maior e a verdadeira verdade é que nenhum deus irá nos salvar de nossa realidade; …e; que ela se faz urgente.

    Transceder é aumentarmo-nos. É perceber que nosso corpo é a humanidade; é o planeta que nos dá guarida, e que a Vida é o apelo mais verdadeiro e intransferível desde que respiramos pela 1ª vez. E é a ela, à Vida que devemos todo este respeito e todo este amor.

    Não esquecendo esta frase que considero uma das melhores:

    Como resultado, diz Burroughs (que reconheceu acertadamente a natureza lingüística dos arcontes, comparando-os a vírus autoperpetuantes), vivemos em um mundo de imagens mortas, estereótipos, os equivalentes pós-modernos das Qlippoth cabalísticas.

    Daí a palavra de ordem propagada por Burroughs:

    “Tomar de assalto o Estúdio da Realidade e reconquistar o universo.”

    By Franco Atirador

    Bjs

  44. Fy said

    Não existe um modo de unificar todos esses sistemas? Porque me parece que todos eles estão sob a capa do mesmo arquétipo e evocando os mesmos princípios, sentimentos, idéias…

    O romeno Mircea Eliade, outro clássico teórico da fenomenologia das religiões, em seu livro O sagrado e o profano, elogia Otto e diz que seu sucesso como estudioso de religiões se deve a essa nova perspectiva que passou a abraçar.

    Em vez de estudar termos como Deus e religião, ambos analisaram vários tipos de “experiência religiosa” dos seres humanos. Sua maior contribuição foi a diferenciação entre o “Sagrado” e o “Profano”.

    Eliade começa com uma definição muito simples do que é o sagrado: é o oposto de profano. Em seguida, põe-se a considerar o significado dessas palavras para o senso comum.

    Sagrado indica algo que é separado e consagrado;
    profano denota aquilo que está em frente ou fora do templo.

    Porém, indo mais a fundo no conceito, Eliade acredita que o homem entre em contato com o sagrado porque este se manifesta como algo totalmente diferente do profano, independentemente do espaço da manifestação.

    Muita profanação acontece dentro dos Templos e coisas muito sagradas acontecem em espaços popularmente chamados de profanos.

    Para Eliade a diferenciação entre o Sagrado e o Profano está na intenção do ato e não no espaço onde ele ocorre.

    Ele chama esta manifestação de hierofania, palavra grega que significa, literalmente, “algo sagrado está se revelando para nós”. É o que sempre acontece, não importa se o sagrado se manifesta em uma pedra, numa árvore, num animal, numa imagem ou em Deus.

    Para Eliade, a vivência do sagrado não é, em si mesma, religiosa.

    Para que a experiência religiosa aconteça torna-se necessário, não tanto a presença de divindades, mas a convicção de que é possível experimentar um Princípio de Unicidade.

    Quando o sagrado assume esta dimensão torna-se compreensível a necessidade de conferir significado a todos os atos fundamentais da vida, sejam eles a alimentação, a reprodução, a sexualidade, o trabalho e o lazer.

    O sagrado não implica a crença em Deus, nos deuses ou em seres imateriais. Ele é para o ser humano a fonte da consciência de sua existência no mundo. Neste sentido, é um fenômeno interno que se complementa ao externo.

    Bjs

  45. Elielson said

    Fy, isso foi bastante esclarecedor.

    Nossa ambientação diferencia-se, e é como se fizessemos um tipo diferente de fotossintese de consciência. Sinto que é mesmo muito dificil manter iluminada nossa ignorância, sem deixar-se levar pelos elementos que aniquilam a possibilidade de graduação no preparo para a morte.

    O anseio por Deus, e pelas respostas das perguntas que inventamos, nos fazem buscá-lo de um modo incompleto, talvez pela decepção de Platão que viu o seu mestre arrancado do mundo pelas formas que se favoreciam com idéias. Ou talvez muito antes disso o anseio por Deus criou uma tolerância para com qualquer demônio, doutrina ou clubes onde almas pequenas se exercitam. Idealizar sem formar na mesma proporção não vinga, assim como formar a forma que limita a idéia.

    Enquanto isso a maldade mistica domina toda a realidade.

    A palavra (mesmo boa) subjetiva a reação.
    O registro (mesmo bem direcionado) subjetiva a palavra.
    A arte subjetiva o registro.
    O único movimento a disposição da boa inteção corre o rsico da desvirtuação,

  46. Fy said

    – Achei incrível este artigo onde uma monja budista, a monja Isshin de 59 anos, concorda em receber umas aulas de surf.

    As impressões que ela nos relata desta experiência são muito interessantes.

    http://monjaisshin.wordpress.com/2007/11/14/surfar-as-ondas-da-vida/

    Bjs

  47. Sem said

    Fy, amigos,

    Vou tentar simplificar, só espero não me tornar simplista. Mas eu percebo dois conflitos em evidência quando se fala em transcendência. O primeiro é a briga corpo e alma, quando um despreza o outro, acreditando que só se realizará na ausência do outro, suprimindo-o… Na verdade, não é a briga ‘corpo’ contra a ‘alma’, mas a briga corpo contra o espírito ou, mais precisamente ainda, é a briga do espírito contra o corpo e a alma… fazendo referência específica ao texto Picos e Vales do James Hillman – que pode ser encontrado no último capítulo do seu O Livro do Puer, ou então apenas o texto no site da Rubedo…
    Esse seria o conflito mais individual, seria Eros X Psique, que todos os que estão vivos, em algum momento de suas vidas, encontrarão em si ou projetado na figura de outro o Amante, confundido muitas vezes com um partner…
    Mas é um conflito interno que causa repercussões no exterior e influencia o modo como a sociedade se organiza, por privilegiar valores, como a ascensão do espírito e a depreciação da matéria. É enfim o idealismo filosófico e religioso que estabelece a “transcendência” do corpo como a meta mais elevada para o espírito. Neste tipo de idealismo o homem se identifica com o espírito e lhe chama Essência e não se vê ou não se quer mais como carne… Não consigo pensar em ninguém melhor do que Nietzsche para criticar e demolir esse idealismo exacerbado que quer transcender o corpo, como se o homem não tivesse corpo ou pudesse se realizar além de sua natureza. Não consigo pensar em ninguém melhor do que Spinoza, que diz que qualquer realização que despreze o corpo é uma abstração alienante e nunca uma verdade. Essa é a “transcendência” que aliena, não é, portanto, uma transcendência… Em outras palavras é simplesmente uma ideologia de sofrimento e depreciação da alegria e vitalidade do ser vivo aqui e agora. Favorece a instituição – religiosa, social, mas essas são questões que podem ser encontradas soberbamente desenvolvidas em Nietzsche e Spinoza…

    O segundo conflito da transcendência são apenas os desdobramentos desse primeiro, mas que se distingue por se dar a nível coletivo e envolve basicamente toda a ideologia da busca pela Verdade… Mas eu acho que só penso nesse desdobramento por causa daquele texto, Fy, que vc indicou no tópico Magia e Imaginação Ativa, um texto antigo do Lúcio a respeito de Arquétipos e Arcontes. A bem da verdade, o texto descreve o conflito entre o que é real e o que se insinua e a diferenciação entre os dois… Quem estiver interessado, vá à fonte, o texto é curto e escrito com aquele primor de só quem sabe aliar forma e conteúdo consegue fazer. Dou uma “palhinha” apenas:

    “Conseqüentemente, a maneira de combater os arcontes não é pela oposição direta a eles. Como os arcontes são fantasmas sem substância, que dependem de energia alheia para subsistirem, quanto mais energia lhes dermos, mesmo sob a forma de oposição, mais eles se fortalecem. A maneira correta de transcender a dominação pelos arcontes é restabelecer a ligação entre a consciência e suas raízes arquetípicas. Dessa forma, os arcontes deixam de ser estruturas ocas e são novamente preenchidos pela energia dos arquétipos. Os demônios tornam-se deuses…”

    O que eu acho disso tudo? Eu acho que somos todas essas coisas em conflito e em outros momentos em harmonia.
    Talvez seja apenas como o Lúcio falou, nós só temos um pequeno espaço que podemos chamar de nosso, premido entre os gigantes consciência coletiva (ideologias) e inconsciente coletivo (Psique Objetiva).
    Não acho que podemos nos realizar sem corpo, mas também não podemos nos esquecer dessa necessidade premente e presente em todo homem, que é o transcender da carne e do tempo em espírito, e não podemos descartar a alma que faz essa conexão corpo e espírito…
    Eu também acho que não podemos nada sem os arquétipos, eles são a realidade primeira e última, além do único laço que temos com a eternidade. E não há iluminação alguma possível sem o vislumbre (real) do mundo arquetípico.
    Por outro lado, se temos ideologias que servem a instituições e não a indivíduos, se são elas que dominam nossas vidas sociais, se as ideologias, ao subverter os arquétipos, transformam-nos em arcontes insaciáveis, e se esta é a maneira como as sociedades em geral se organizam em torno dos mitos – não quero dizer que isso seja de modo algum positivo ou que deve ser alimentado (e combater, como enfatizou o Lúcio, é uma forma de alimentar o “monstro”) – nós temos, porém, de lidar com isso também. Porque não vivemos isolados em montanhas e não será sozinhos que nos individuaremos. Aconteça o que acontecer, nosso destino é, será, coletivo…
    De preferência vamos não alimentar arcontes e sempre que possível estabelecer um contato mais franco com os arquétipos vivos. Não estou pregando inflação, nada parecido com sermos deuses ou com cultuarmos deuses, mas, continuando humanos, vamos manter contato com os deuses… Não é o que nós estamos tentando fazer aqui?

  48. Fy said

    Sem,

    – Mais uma vez: nada a acrescentar.
    – Vou colocar um trecho desta entrevista, onde Campbell coloca uma ressalva em relação à “cristalização” dos mitos. Acho que ela vai ajudar a explicar minha forma de compreender.
    Antes, um parágrafo explicando sobre o perigo desta “substituição”; que é o que acaba ocorrendo, qdo utilizamos incorretamente o poder dos mitos ou arquétipos.

    – Quando passam a ser considerados como formações de compromisso, formações
    substitutivas, cuja função é dissimular as verdadeiras motivações das pulsões, são compreendidos como modelos de subjetivação e passam a moldar nossas mentes – Deixam de ser mitos.

    Em um primeiro uso, nós criamos os mitos e eles nos servem, nós os vivemos.

    Em um segundo, eles nos criam, nós os servimos e eles nos vivem.

    Em uma analogia, seria como se, num momento, dirigíssemos nosso carro e levássemos os mitos como passageiros e, em outro momento, nós fóssemos os passageiros e os mitos
    dirigissem nosso carro. Ambos os casos são produções coletivas, mas, no primeiro, a ênfase é biológica e, no segundo, cultural e é aí que mora o perigo… Pq isto estabelece a condição de assimilação: vc deixa de interpretá-los com e através de sua imaginação e passa a ter que “assimilá-los”.

    CAMPBELL: Meu computador me proporcionou uma revelação sobre a mitologia. Você compra um determinado programa e ali está todo um conjunto de sinais que conduzem à realização do seu objetivo. Se você começa tateando com sinais que pertencem a outro sistema de programas, a coisa simplesmente não funciona.

    É o que acontece na mitologia: ao se defrontar com uma mitologia em que a metáfora para o mistério é o pai, você terá um conjunto de sinais diferentes do que teria se a metáfora para a sabedoria e o mistério do mundo fosse a mãe. E ambas são metáforas perfeitamente adequadas. Nenhuma delas é um fato. São metáforas. É como se o universo fosse meu pai, ou como se o universo fosse minha mãe. Jesus diz: “Ninguém chega ao Pai senão através de mim”. O pai de que ele falava é o pai bíblico. Pode ser que você somente chegue ao pai através de Jesus. Por outro lado, suponha que você escolhesse o caminho da mãe. É simplesmente outro caminho para chegar ao mistério de sua vida. É preciso entender que cada religião é uma espécie de programa com seu conjunto próprio de sinais, que funcionam.
    Se uma pessoa está realmente empenhada numa religião e realmente construindo sua vida com base nisso, é melhor ficar com o programa que tem. Mas um sujeito como eu, que gosta de lidar ludicamente com o programa… bem, eu poderei girar ao redor, mas provavelmente nunca terei uma experiência comparável à de um santo.

    MOYERS: Mas alguns dos grandes santos não se aproveitaram de todas as fontes à sua disposição? Tiraram daqui e dali e construíram um novo programa.

    CAMPBELL: Isso é o que se chama desenvolvimento de uma religião. É como se vê na Bíblia. No início, Deus era apenas o mais poderoso entre vários deuses. Era apenas um deus tribal, circunscrito. Então, no século VI, quando os judeus estavam na Babilônia, foi introduzida a noção de um Salvador do mundo, e a divindade bíblica migrou para uma nova dimensão.
    A única maneira de conservar uma velha tradição é renová-la em função das circunstâncias da época. No tempo do Velho Testamento, o mundo era um pequeno bolo de três camadas, que consistia de algumas centenas de milhas em torno dos centros do Oriente Próximo. Ninguém tinha ouvido falar dos astecas ou dos chineses. Quando o mundo se altera, a religião tem que se transformar.

    MOYERS: Mas parece me que é exatamente o que estamos fazendo.

    CAMPBELL: Isso é, de fato, o que deveríamos fazer. Mas minha idéia do horror verdadeiro é o que se vê em Beirute. Você tem lá as três grandes religiões do Ocidente, judaísmo, cristianismo e islamismo; e como as três têm nomes diferentes para o mesmo deus bíblico, não são capazes de conviver. Cada uma está fixada na própria metáfora e não se dá conta da sua referencialidade. Nenhuma permite que se abra o círculo ao seu redor. São círculos fechados. Cada grupo diz: “Somos os escolhidos, Deus está conosco”.
    Veja a Irlanda. Um grupo de protestantes foi removido para lá no século XVII, por Cromwell, e nunca se abriu para a maioria católica que ali encontrou. Católicos e protestantes representam dois sistemas sociais totalmente distintos, dois ideais diferentes.

    MOYERS: Cada qual necessitando de um novo mito.

    CAMPBELL: Cada qual necessitando de seu próprio mito, durante toda a trajetória. Ama teu inimigo. Abre te. Não julgues. Todas as coisas têm a natureza do Buda. Está ali, no mito. Já está ali.

    MOYERS: Você conta uma história sobre um selvagem nativo, que uma vez disse a um missionário: “Seu deus se mantém fechado numa casa como se fosse velho e decrépito. O nosso está na floresta, nos campos, e nas montanhas quando vem a chuva”. E eu penso que provavelmente é verdade.

    CAMPBELL: Sim. Sabe, esse é um problema que você encontra no Livro dos Reis e em Samuel. Os vários reis hebreus realizavam sacrifícios no topo das montanhas. Eles estavam errados, na opinião de Jeová. Na comunidade hebraica, o culto a Jeová foi um movimento específico, que finalmente prevaleceu. Foi o esforço decisivo de um certo deus da periferia do templo contra o culto da natureza, que era celebrado por toda parte.
    E essa investida imperialística de um certo segmento da cultura se prolongou no Ocidente. Mas agora ela precisa abrir se à natureza das coisas. Se for capaz de abrir – se, terá aí todas as possibilidades.

    MOYERS: Não há dúvida de que nós, modernos, estamos despindo o mundo de suas revelações naturais, da própria natureza. Penso naquela lenda pigméia do menino que encontra na floresta um pássaro de belo canto e leva o para casa.

    CAMPBELL: Ele pede ao pai que traga alimento para o pássaro, mas este lhe diz que não pretende alimentar um simples pássaro, e mata o. A lenda diz que o homem matou o pássaro, com o pássaro matou a música e com a música matou se a si mesmo. Caiu morto, completamente morto e morto permaneceu para sempre.

    MOYERS: Isso não é uma história sobre o que acontece quando seres humanos destroem seu ambiente? Destroem seu mundo? Destroem a natureza e as revelações da natureza?

    CAMPBELL: Destroem sua própria natureza, também. Matam a música.

    MOYERS: A mitologia não é a história dessa música?

    CAMPBELL: A mitologia é a música.

    É a música da imaginação, inspirada nas energias do corpo. Uma vez um mestre zen parou diante de seus discípulos, prestes a proferir um sermão. No instante em que ele ia abrir a boca, um pássaro cantou. E ele disse: “O sermão já foi proferido”.

    Bjs

  49. adi said

    Fy e Sem,

    E aí é que está Fy, porque ninguém vive o seu próprio mito, todo mundo vive cascas vazias, mitos de outras épocas, mitos que já se esvaziaram.

    Eu não tenho como explicar isso, se não me apoiar em minha própria vivência e história.

    Ainda hoje a tarde tive esse incrível insight (pra mim claro), lá estava eu passando roupas; é também tenho minha realidade né (rsrsrs); e apesar disso meditando sobre a minha primeira percepcão de Deus/Arquétipo, da qual tive medo. Eu era crianca, e tudo o que havia aprendido sobre Deus, foi o que me falaram, foi o que estava escrito; e eu acreditava, mas não havia percebido por mim mesma. E naquela minha indagacão, quando o Arquétipo se mostrou na minha mente, tive medo, porque era diferente de tudo que me ensinaram. Mas hoje, compreendo que foi a minha primeira percepcão, o meu primeiro contato direto, de mim para com o Arquétipo pessoal, o SI-MESMO.

    Então fui me lembrando de meu próprio caminho, e de meus contatos com Deus, e de como esses contatos e percepcões foram se alterando através da minha vivência, e do meu amadurecimento; então descobri que a minha VIDA vivida exatamente do jeitinho que foi, foi a manifestacão do Arquétipo, é a história “”DO MEU MITO PESSOAL”; É uma história mítica muito bonita, que ainda não chegou ao fim, mas que não perde em nada se comparada a jornada da heroína. Essa é a minha SINCRONICIDADE, MINHA SINGULARIDADE, O ARQUÉTIPO/VIDA, O DÍNAMO E O MOVIMENTO, a causa e o motivo juntinhos amalgamados, cada pedacinho e acontecimento da minha vivência foi a expressão arquetípica, mesmo que naquele momento eu não percebesse dessa forma.

    A VIDA individual é o mito de cada um, sua jornada pessoal. É a busca (pelo) e a vivência (do) seu próprio Arquétipo, seu próprio Deus. E esse com certeza vai te levar ao infinito insondável da Totalidade de todas as coisas.

    Descobrir seu próprio mito e vivê-lo é a realizacão da própria individuacão.

    Fy,
    O mal não está na religião em si, independente de qual seja. Tudo o que há e existe, de certa forma num tempo longinquo ou recente foi a manifestacão ou incorporacão de um ARQUÉTIPO, que já teve seu próprio magnetismo e poder e foi de extrema utilidade pra uma época. O problema é que a humanidade como um todo se “prendeu ao velho”, as cascas vazias de um poder arquetípico que se esvaziou e perdeu sua funcão; Lembra daquilo que falamos no outro post, que as energias estão sempre em movimento, podemos perceber os ciclos em nossa vida, desde o nascimento até a morte, e a consciência tem que acompanhar esse movimento, quando se prende é que surgem os problemas; Então, a humanidade como um todo se prendeu ao que já foi, a um passado espiritual, esperando ainda naquela velha forma espiritual sua redencão, e ainda não encontrou em si-mesma o arquétipo; o arquétipo individual, o único que liberta e que só pode ser encontrado dentro de SI-MESMO, esse acredito É o arquétipo da nossa época.

    Sem,
    Eu também tenho essa visão, a maioria dos sistemas iniciáticos, sejam eles organizações esotéricas (fechadas), sejam as instituicões religiosas, ou até mesmo uma iniciacão Xamânica tem muito em comum. Claro que principalmente no quesito expansão da consciência não diferem em nada.
    Agora, eu não acredito num novo sistema unificador, ou que englobe todos os sistemas. Todos são mapas úteis, que se encaixam “ao gosto do freguês”, mas que a partir de um certo momento, quando o buscador encontra seu mestre e guia interior, automaticamente descarta o mapa.
    Eu acredito que se unificam todos os sistemas na nossa própria percepcão, é em cada um que se dá a transformacão onde se unificam todas as coisas. Cada indivíduo vai perceber por si-próprio que todos os caminhos, enfim levam a roma.

    bjs
    adi

  50. adi said

    Fy,

    Depois li o que vc escreveu sobre Campbell, e percebi que é parecido com o que escrevi.

    Mas é que te lendo em seu primeiro comentário pra Sem, dá a entender que vc é bem oposta as religiões especificamente judaicas/cristã, nada contra, mesmo porque também não sou adepta a nada e sigo minha própria via. Mas o que entendo, é que ainda pra muitos é um sistema de total apoio, mesmo sendo casca vazia.

    O profano e o sagrado está em nós mesmos, mas principalmente na maneira que nos relacionamos com o exterior e o interior de nós, e partindo disso, eles se misturam.

    >>Em relação ao deus judaico-cristão e seus derivados, eu jamais consegui entender esta tal “iluminação, ou santidade ou perfeição”. Sei que é um assunto polêmico. Mas, vivo em um mundo onde, os valores e conceitos estão gritantemente necessitando de transformações; e, não há como negar mais que as mesmas tem que acontecer à partir de nós; e, não mais passivamente ou “fora de nós”, nesta atitude de dependência e adoração contínua que não trouxe nenhum resultado prático ou benéfico. Pelo contrário, e, os resultados estão aí.

    Primeiro vou explicar o que é a tal “iluminacão” numa linguagem psicológica e não religiosa, apesar de ser a mesma coisa, e é questão de semântica. Iluminacão é o contato com forcas arquetípicas,com o próprio Self, com o Deus interior. É o contato com o numinoso, com o divino ou com a “SUA” imagem de Deus. Esse contato independe da vontade da pessoa. Vem carregado de uma forca e poder arquetípico muito além da compreensão humana. Muitas vezes esse poder se personaliza na imagem religiosa que impressina a mente da pessoa (de acordo com suas crencas), traz uma mensagem individual e simbólica e se vai. Esse contato de certa forma é transformador e iluminador, e obviamente realiza a transformacão pessoal. De forma alguma é uma experiência fora de nós, ela somente acontece em nós mesmos, é toda abrangente, desde a imagem na mente até o corpo físico, desde a percepcão e sensacão. É justamente essa iluminacão, esse satori, que vai te desvincular das crencas impostas e externas.

    Pra se chegar a compreensao e realizacao do Si-mesmo, são necessárias várias transformacões, ou várias pequenos insights que culminam numa grande iluminacão que são chamadas iniciacões, são cinco iniciacões ou cinco etapas principais(aquela coisa das etapas, dos degraus, dos chacras, etcs), não acontece nem poderia acontecer numa só etapa, pois a TOTALIDADE é a TOTALIDADE, pois pois… e queimaria os fusíveis cerebrais.

    São essas tais iluminacões que transformam o indivíduo, e transofrmando o indivíduo se transforma o mundo.

    Cada vez que pedimos pela tal “iluminacão”, estamos pedindo ao Si-mesmo pessoal, ao arquétipo individual pra se realizar na matéria. O ego solicita a intervencão do divino pra intervir no cotidiano. Como se o profano se desse ao sagrado pra que o sagrado se dê ao profano. Essa é a magia da vida, a quimíca onde se misturam.

    A Unicidade não é apenas sentindo fazendo-se parte de um todo, é muito mais que isso. Unicidade é estar além de todos os opostos, onde todas as diferencas se reconciliam, onde o sagrado e o profano se tornam um, o Ser e o Não-Ser são a mesma coisa. Onde inconsciente e consciente se unem. Isso tudo só acontece no indivíduo, e altera somente sua percepcão do mundo. Unicidade está além da percepcão individual de um “eu”, onde o sujeito se sente como um “eu”. Mas se apercebe como anterior ao “eu”, onde ainda não existia essa distincão, onde se percebe somente uma grande forca, se sente como sendo essa forca, forca que também é todos os “seres”. Nessa percepcão se sente a mais pura liberdade no mais amplo sentido de Ser. Elevar ou expandir a consciência em definitivo nessa percepcão é a mais alta realizacão. (assim é o que dizem as muitas tradicões).

    bjs
    adi

  51. Fy said

    Adi,

    Brilhante!

    Já já eu volto e agente continua.

    Bjs

  52. Sem said

    Oi Adi,

    Gostei das coisas que vc disse… fez muitas importantes reflexões.
    Quanto aquela minha “proposta” de “unificar” todos os sistemas esotéricos, quando eu questiono essa questão, é completamente a nível de estudo e compreensão teóricas, não pensava ou penso em construir um sistema pessoal ou coletivo de “adoração”, ou organizar técnicas mais racionais para o desenvolvimento espiritual, mas claro que se chegamos a um núcleo em que “acreditamos”, é inevitável que a “verdade” aconteça não apenas a nível teórico e também se incorpore em nossas práticas.

    Amigos,

    Vou deixar uma referência bibliográfica para os que tiverem interesse em se aprofundar nesse assunto. Nos meandros teóricos dessa questão. O autor que faço referência é Francesco Alberoni, um sociólogo italiano, popular na Europa mas pouco conhecido e citado nos meios acadêmicos daqui. Tem uma vertente muito interessante com a psicanálise, na verdade ele não faz qualquer referência a Jung, mas todos os seus livros são a defesa do que ele chama “estado nascente”, que é o “enamoramento” humano ou a vivência do mito Eros e Psiquê, desde o indivíduo enamorado, passando pelo casal enamorado, até a vivência do mito na coletividade, com cunhos políticos ou religiosos. Imperdível esse autor, principalmente se quisermos estudar como se dá a relação homem e mulher, ou masculino e feminino, dentro do patriarcado. O livro é “GÊNESE: Como se criam os mitos, os valores e as instituições da civilização ocidental.”
    O livro basicamente fala de arquétipos, sendo vividos no estado nascente e depois, aos poucos, sendo deturpados pela prática dos costumes ou pelos interesses [políticos] institucionais – ou como os arquétipos viram arcontes, nas palavras do próprio Lúcio. Lembra muito o texto do Lúcio e, aliás, um esclarecimento, estou conhecendo apenas agora os textos mais antigos do Franco-Atirador. Um verdadeiro tesouro, mas para ser descoberto aos poucos. Eu acompanhava o outro blog, o mais recente falecido, a coisa de dois anos, mas sem participar. Interessava-me principalmente pela parte literária e de psicologia. Nos outros assuntos confesso que não me sentia à altura das disussões e mais solenemente boiava. Bom, estou aqui agora.

  53. Fy said

    Primeiro vou explicar o que é a tal “iluminacão” numa linguagem psicológica e não religiosa, apesar de ser a mesma coisa, e é questão de semântica. Iluminacão é o contato com forcas arquetípicas,com o próprio Self, com o Deus interior.
    Adi,

    Neste parágrafo, acho q posso encontrar uma brechinha,

    – Voilà:

    Vou ter q retornar ao nosso papo sobre a questão da evolução dos arquétipos; lembrando que, em minha forma de compreender [ oh oh… Who-am-I?] eles evoluem naturalmente, sim; ou nós evoluímos ao interpretá-los ou contemporizá-los.

    Então eu tenho: a “iluminação” que é o encontro com nosso próprio self ou, como vc diz: nosso deus interior.

    “E aí é que está Fy, porque ninguém vive o seu próprio mito, todo mundo vive cascas vazias, mitos de outras épocas, mitos que já se esvaziaram.”
    Esta frase é muiiiiito importante.

    Eu a diria de outra forma:

    O importante é vivermos, construirmos, a nossa “própria” Historia; e, ao fazê-lo vivenciar “diversos” mitos [ ou arquétipos] – até mesmo criá-los, recriá-los, interpretá-los de acordo com nossos insights, nossas tendências pessoais, nossas fases de vida e as diversas solicitações da mesma, [ nosso temperamento, nossos diferentes níveis de percepção ] etc… Nesta jornada, muitos mitos são vivenciados e “naturalmente” esvaziados.

    O grande perigo, Adi, é “cristalizar” um mito [ transformar um mito, um arquétipo, uma metáfora, como diz Campbell, em um Arconte – insaciável: by Sem -] e, ser ABSORVIDA por ele.

    Relacionando isto ao ser humano, vc vai entender uma das minhas críticas à estas religiões e ao enorme prejuízo que esta absorção [ aí entramos no campo da psicologia] causa ao “desenvolvimento” do ser humano em inúmeros aspectos mesmo além de sua busca ou jornada pessoal.

    Aquarianas [ aiaiai] ou não, não posso concordar com nada que interrompa ou “resuma” nossa jornada, nossa formação, nossas descobertas. Assim como não creio em “uma” iluminação, e sim em várias; e, em diversos encontros com o self e os diversos aspectos ou mutações deste deus ou deuses interiores.

    Vou colocar um trecho da Shinoda onde ela explica este ponto de vista mto bem relacionando-o às mulheres e sua busca pela própria historia; mas estou colocando o exemplo, à nível humano:

    [ 1º uma observação: Campbell e talvez Jung usem a expressão “mito” e “arquétipo” como sinônimos. A Shinoda me parece fazer uma distinção: os arquétipos são “ingredientes”, caminhos, passagens ou vivências na formação do “mito” pessoal.]

    – A autora fornece alguns instrumentos de sua experiência enquanto analista….. para que os desejos e as necessiadades da mulher [ leia-se: ser-humano] sejam vividos através do encontro com suas deusas interiores. – Que a mulher não permaneça DOMINADA pelo Arquétipo de Uma Única Deusa, nem seja obrigada a vivenciar todas, mas DESCUBRA seu PRÓPRIO MITO, construa sua PRÒPRIA história e PRIVILEGIE sua ESCOLHA INTERIOR.-

    Pois é, quando existe a “cristalização” de um MITO:ARQUÈTIPO perde-se esta possibilidade. Não sou contra Mitos, muiiiiiiiito ao contrário,; mas, sim, lamento pela compreensão convenientemente distorcida que algumas religiões ou instituições como tão bem disse a Sem; se utilizam.

    Daí, a expressão: vírus autoperpetuantes.

    Cristalizar [ não estou usando este termo como na linguagem junguiana onde possui um outro sentido e sim no sentido comum] um Mito; “personificá-lo” – q é o que estas religiões fazem e “induzem” que se faça, não sómente “restringe” a capacidade do humano, a capacidade do Mito ou do Sagrado e o descaracteriza completamente.

    Veja só este outro pedacinho desta entrevista:

    CAMPBELL: ………O fim do mundo não é um acontecimento por vir, é um acontecimento de transformação psicológica, de transformação visionária. Você não vê um mundo de coisas sólidas, mas um mundo de radiância.

    MOYERS: Interpretei aquela afirmação poderosa e misteriosa, “A Palavra se fez carne”, como o princípio eterno que se encontra na trajetória humana, em nossa experiência.

    CAMPBELL: E você também pode encontrar a Palavra em “você mesmo”.

    MOYERS: Onde encontrá-la senão em você mesmo?

    CAMPBELL: Já foi dito que a poesia consiste em permitir que a Palavra seja ouvida para além das palavras. E Goethe diz: “Todas as coisas são metáforas”. Tudo o que é transitório não é senão uma referência metafórica. Eis o que todos somos.

    MOYERS: Mas como alguém pode cultuar uma metáfora, amá-la, morrer por ela?

    CAMPBELL: É o que as pessoas fazem, por toda parte – morrem por metáforas. Mas quando você realmente capta o som “AUM”, o som do mistério da palavra em “todos os lugares”, então você não precisa sair à procura de alguma coisa e morrer por ela, porque é certo que ela está à sua volta. Aquiete – se apenas, veja – a, “experimente – a” e conheça –a. Essa é uma experiência culminante.

    Bjs

  54. Fy said

    Sem,

    Quase demos trombada de novo!

    Aiaiai: estou pra receber o livro do Hillman….. e tb quero ler este q vc indicou.

    Fale mais um pouquinho…. sobre este. – se vc tiver tempo –

    Bjs

  55. Fy said

    Amigos,

    Olhem que lindo [ e que delícia ]:

    Bjs

  56. adriret said

    Sem,

    Ah, tá. Eu pensei que você estava ficando megalomaníaca e estava querendo fundar uma nova religião (rsrsrsrs), tô brincando :-). Entendi que “unificar todos esses sistemas” em um sistema grande que seja; Arquetípico, no sentido de lidar com SIMBOLOGIA, funcionaria se fosse totalmente aberto a todas as teorias e práticas de acordo com o símbolo individual. Ao mesmo tempo que não é nada simples; a princípio o estudante ficará perdido diante de tantas técnicas e opcões, e como temos uma tendência imediatista, abandonaríamos a técnica na primeira tentativa mal sucedida; Por esse motivo acho que não funcionaria.
    Além disso, todas as técnicas estão disponíveis ao conhecimento e prática de quem quiser seguir, pelo menos aqui no Brasil e na maioria dos Países do ocidente temos essa liberdade, não havendo necessidade de um único sistema.

    Mas agora entendi, vc se refere como um manual de associacões comparativas, onde pontos em comum podem ser colocados lado a lado, as estapas, os desafios…, desse modo é bem viável. Mas será que já não há algum livro assim, e não conhecemos??

    Mas a idéia é muito boa.

    Interessante o livro que você indicou. Pois é! O Lúcio é do balacobaco. Ele não admite, pois é modesto demais, mas os posts que ele escreve ou escreveu, têm um efeito transformador no leitor. Sem dúvida “um tesouro” sem igual. No comeco eu não entendia bolhufas; quando ele citava autores e técnicas eu pesquisava na net sobre os assuntos que desconhecia totalmente, e assim fui entendendo um pouco mais. Foi Malprg que me apresentou Jung (rsrsrs) e sua psicologia de um ponto de vista iniciático e de integracão, da qual eu desconhecia, mas que hoje tem um sentido muito grande pra mim.

    >> Bom, estou aqui agora.
    Sem, eu agradeco vc estar aqui conosco, sua contribuicão e participacão é fundamental aqui no blog.

    bjs
    adi

  57. Kingmob said

    Fy,
    olha esse:

  58. Fy said

    Mob,

    Ufa, Q bom te ver!!!!

    Vou até dar um tempinho aqui e dar um mergulho no mar!

    Mto lindo.

    Bjs

  59. adriret said

    Fy,

    Eu entendo seu ponto de vista, mesmo, e como tenho dificuldades com palavras, vou tentar ser clara no que entendo, minha intencão não é de forma alguma te convencer, ok; mesmo porque cada um aqui tem suas próprias conviccões, e todos de certa maneira tem sua verdade.

    Bom, vc diz: ” O importante é vivermos, construirmos, a nossa “própria história”….. Nesta jornada, muitos mitos são vivenciados e naturalmente esvaziados”.

    Exatamente, foi isso que tentei colocar, que quando passando roupa ontem, tive esse insight, tive essa percepcão de que os acontecimentos da minha vida, obrigatoriamente me levaram ao amadurecimento, e aos muitos “encontros”(alguns como insights, outros marcantes e transformadores) com o numinoso em mim mesma. Cada encontro foi diferente do outro, cada um trazendo um novo conhecimento complementar, um passo além.

    Vc diz: “O grande perigo Adi, é cristalizar um mito, transformar um mito em um arconte”.

    É aqui que o papel “iluminador” dos contatos com o numinoso é fundamental, a tal “iluminacão”, que também tem muitos outros nomes nas outras tradicões.
    Explico: A cada contato com o numinoso, ou com o Si-mesmo, sendo ele o próprio arquétipo do Tao Universal, vem carregado de um “poder”, energia arquetípica, QUE TEM POR OBJETIVO “quebrar”, “desestruturar”, “desfazer” velhos padrões cristalizados, ou seja “destruir” os arcontes; ao mesmo tempo que “renova” ou transforma o “simbolo” ou “mito”. A iluminacão, ou esse contato com o Si-mesmo, tem o poder de preencher de vida o “símbolo” pessoal, ou melhor Ele é o próprio símbolo pessoal, que se renova a Si-Mesmo, ou que se atualiza na consciência ; Por algum tempo isso vai ser vivo, e de profundo significado que tem que ser “assimilado” ou “conscientizado”, i.e, integrado à consciência, essa integracão corresponde à “expansão da consciência”, e quando ele foi totalmente assimilado, ou integrado, se esvazia novamente, havendo necessidade de uma nova renovacão, e preenchimento, ou seja, um novo contato com o numinoso , com um novo símbolo, um novo degrau, uma nova compreensão mais toda abrangente, uma nova expansão da consciência. E assim o Arquétipo, ou o inconsciente se atualiza no consciente, sempre um passo maior.

    Vc diz: “Cristalizar um mito, “personificá-lo”, que é o que essas religiões fazem e ” induzem”……. e o descaracteriza completamente.”

    Cristalizar um mito, no sentido de reduzi-lo e limitá-lo, não é a personificacão. Quero dizer, que personificar o mito não reduz de forma alguma o seu significado, o seu simbolismo. Na verdade no contato com o Self, ele próprio assume a “personificacão” com o símbolo adequado que impressione a consciência da pessoa. E é o próprio Arquétipo que escolhe a imagem, caso a pessoa seja cristã, o Arquétipo pode aparecer com a imagem de Jesus, ou da virgem Maria, ou do Anjo. Se for de outras, Maomé, Buda, e assim vai, na tradicão Xamânica se utiliza de imagens como Centro do mundo, Grande Montanha, Urso. A principio a pessoa acha que realmente teve contato com Jesus. Jesus, ou Maria, Buda, é uma imagem simbólica, carregada de conteúdos arquetípicos e transformadores na psiquê da pessoa.
    Isso de forma alguma anula o poder transformador do símbolo, que como eu falei acima, vem justamente quebrar velhos conceitos e expandir a consciência.

    É fato que as instituicões religiosas perderam o contato arquetípico e se transformaram em arcontes, mas não deixa de ser paradoxo, que quando nas oracões e nos rituais se invoca justamente o “simbolo” transformador e desestruturador do próprio arconte.

    Campbell: “O fim do mundo não é um acontecimento por vir, é um acontecimento de transformacão psicológica, de transformacão visionária. Você não vê um mundo de coisas sólidas, mas um mundo de radiância.”

    Exatamente Fy, é nisso que acredito também. Na medida de nossa transformacão psicológica (os insights, as experiëncias místicas, iluminacões, enfim muitos nomes), vamos quebrando nossas algemas, nossas amarras, vamos nos desvinculando das crencas que limitam, e que ao mesmo tempo estão dentro de nós, são nossas próprias crencas e limitacões. Na medida que vamos transcendendo nossas próprias limitacões e crencas, vamos desfazendo nosso mundo, desconstruindo nosso mundo psicológico, ou seja a visão que temos de nós mesmos e como nos relacionamos. Vamos percebendo que toda a transitoriedade, são ilusões, imagens projetadas da própria Essência, mas que não é a própria Essência, o puro Ser, e por parodoxo que pareca, ao mesmo tempo É, porque emanam da Radiância.
    Faz parte da vida, passar por todos os ciclos de desenvolvimento, e a cada superacão, é a superacão de todo um ponto de vista, de todo um mundo psicológico com suas crencas, seus deuses e arcontes.

    O problema maior não está na vida propriamente, nem em tudo o que se contém nela. Mas na “nossa percepcão” que temos dela e do mundo. Cada Ser humano está inserido em seu próprio mundo, em suas próprias crencas e amarras, e a libertacão somente se dá no indivíduo, a transformacão ocorre no interior dele, e somente ele pode transformar “a visão que ele tem do mundo”, e no devido tempo a transformacão ocorre em cada ser.

    Tudo o que há é a medida exata do que precisa ser apreendido e conhecido, e mais do que isso transformado em nossa psiquê.

    bjs
    adi

  60. adriret said

    Meninas e Meninos,

    me desculpem o monte de redundâncias e dos muitos erros de português.

    …é a pressa….

    bjs
    adi

  61. Fy said

    Adi querida,

    Vc não tem a menor dificuldade com as palavras!

    E: brilhante ! mais uma vez. É exatamente isto.

    É fato que as instituicões religiosas perderam o contato arquetípico e se transformaram em arcontes, > foi isto q eu quis dizer com personificar: transformar um arquétipo em um personagem: Arconte – que convém a seus objetivos. E vc “disse” : muito melhor!

    Mais:

    – desenvolver, continuar isto, mereceria [ mesmo ] um post:

    Exatamente Fy, é nisso que acredito também. Na medida de nossa transformacão psicológica (os insights, as experiëncias místicas, iluminacões, enfim muitos nomes), vamos quebrando nossas algemas, nossas amarras, vamos nos desvinculando das crencas que limitam, e que ao mesmo tempo estão dentro de nós, são nossas próprias crencas e limitacões. Na medida que vamos transcendendo nossas próprias limitacões e crencas, vamos desfazendo nosso mundo, desconstruindo nosso mundo psicológico, ou seja a visão que temos de nós mesmos e como nos relacionamos. Vamos percebendo que toda a transitoriedade, são ilusões, imagens projetadas da própria Essência, mas que não é a própria Essência, o puro Ser, e por parodoxo que pareca, ao mesmo tempo É, porque emanam da Radiância.
    Faz parte da vida, passar por todos os ciclos de desenvolvimento, e a cada superacão, é a superacão de todo um ponto de vista, de todo um mundo psicológico com suas crencas, seus deuses e arcontes. …..

    Bjs

  62. Sem said

    Adi,

    >>Mas será que já não há algum livro assim, e não conhecemos??

    Obrigada por tudo, Adi, mas, há esse livro? Qual? Eu não conheço.

    Fy,

    >>Fale mais um pouquinho…. sobre este. – se vc tiver tempo –

    Tempo eu não tenho, mas quem sabe inventar um tempo e espaço sempre seja possível… 🙂

    É um livro de mais de 500 páginas, difícil de resumir em poucas palavras. Acho que como o próprio autor diz, o livro Gênese é o fruto do trabalho de toda a sua vida, a síntese de todas suas hipóteses, a relação com outras teorias e a aplicação do “estado nascente” na história da civilização humana.

    Eu posso apenas aqui fazer algumas considerações genéricas a respeito, do livro e do autor: e talvez o Alberoni seja melhor lido se o considerarmos um intelectual datado, pois toda sua teoria gira em torno das relações entre o masculino e o feminino, dentro do patriarcado. Fora disso, suas ideias encontram menor ressonância. No entanto, considerando que o patriarcado foi na história da civilização apenas o segundo que acabou de passar, se é que já passou, o bater da hora que ainda ressoa por todos os cantos… Ou ainda considerando a realidade eterna dos arquétipos, do masculino identificado em Eros e do feminino em Psiquê, Alberoni será sempre uma revelação atemporal.

    Talvez antes de ler o Gênese seja mais interessante ler outros, como O Erotismo, ou O Enamoramento e o Amor, ou Vôo Nupcial (aqui ele descreve o enamoramento numa fase complicada que é a adolescência, mas suprema na essência do ser Puer, e o mais surpreendente é que ele identifica o arquétipo na menina, tal qual em um voo de abelha rainha, e isso é muito interessante para desmitificarmos o Puer como sendo ou pertencendo exclusivamente ao homem). Todos esses livros estão em linguagem coloquial e são super acessíveis e gostosos de ler.

    Abrindo um pequeno parentese de reflexão: o homem (a humanidade) não é mais o mesmo… E não é sem assombro que percebemos sempre uma nova realidade todos os dias; as mudanças que ocorrem parecem ser estruturais… Eu particularmente não tenho nenhum saudosismo do patriarcado antigo, do exacerbado ou do enrustido, jamais foi generoso com alguém, muito menos com o homem (o macho) que para estar no topo teve de se dividir e se apartar dos demais, sem nunca poder ser inteiro em si mesmo.

    Alberoni descreve esse homem moderno, quase antigo, quase histórico, mas ainda atual… Para ele ser lido hoje e ser inteiramente aproveitável, nós temos de o adaptar para a realidade pós-moderna ou para a modernidade líquida das relações humanas descritas por Zigmunt Bauman… Todas essas novas complexidades, dadas por, principalmente, mas não só, uma nova postura econômica e política da mulher, isso tudo gera um novo homem, uma nova família, quero dizer, uma nova humanidade e o que antes se chamava mulher e homem já não são mais as mesmas “figuras” de antigamente. Substancialmente a questão dos gêneros hoje foi ampliada para novas possibilidades antes nunca pensadas ou sequer possíveis… Será a regência de Aquário? penso nisso porque Urano é um deus castrado, e eu não o identifico tanto como O Andrógino, porque este é pleno dos dois sexos e a si próprio se basta. Mas eu vejo em Urano um deus que transcende os gêneros, quase um além sexo, e acho que seja necessário nesse momento da civilização para podermos incluir ou abarcar possibilidades além dos simples macho e fêmea convencionais, mas os homos e os trans e os bis e sei lá mais o que existe e seja possível…
    Já repararam que o sexo é uma realidade mais arquetípica do que biológica ou cultural? Sim, pois a cultura e os genes tentam lidar, determinar e explicar, mas jamais vão conseguir dar conta de todas as possibilidades existentes… É só reparar como ninguém escolhe o sexo que quer, o nosso erotismo é assim, todo ele, um presente dos deuses…

  63. Fy said

    Sem,

    Vc deveria fazer os prefácios de muiiiiitos livros!
    ]
    Aproveitando a deixa do Mob e brincando com as imagens, veja como eu me sinto lendo estas dicas que vc nos oferece;

    Welcome to our city:

    Bjs e Thanks again.

  64. Fy said

    ,,e, claro, escrever também!

    Bjs

  65. Sem said

    Que graça, Fy. Um dia num mundo de livros. Confesso que tenho paixão pelos livros, ou seria trazer para perto, em uma convivência mais estreita, os mais interessantes autores? Não dá pra viver sem alguns, a vida não teria a menor graça sem eles…

    Mas escrever não é algo que eu faça naturalmente ou tenha paixão, exige esforço e um trabalho que me dou apenas para quem vale a pena. 🙂

    Vc foi tão gentil, mas para eu prefaciar teria antes de ser famosa, para merecer os créditos, e isso graças a Deus eu não sou, nem serei… Amém! 🙂

    Site imperdível de literatura:

    alfredo-braga [ponto] pro [ponto] br / biblioteca /

    Sem os espaços, é claro. Tem alguns contos do Pirandello, mas não aquele do diálogo…

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