Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Magia e Imaginacao Ativa

Posted by adi em março 25, 2009

Muito se fala sobre a pratica da magia, mas, sobretudo, do ritual e de seus efeitos. Mas se fala muito pouco sobre “o que é magia de fato” e, de como ela funciona na nossa psique. Não vou especificar os rituais de magia das tradições como Golden Dawn, O.T.O, Rosa Cruz, etc, mesmo porque não conheço bem. O que aprendi a respeito dessas tradições é o que está disponível na net, e claro que incluindo nesse pacote, e principalmente o que aprendi no FRANCO ATIRADOR. Aliás, foi um assunto bem abordado pelo Malprg, mas sempre é bom uma re-leitura.

Agora, magia sempre pratiquei, e acho que a maioria já praticou pelo menos uma vez na vida. Quem nunca jogou cartas de taro pra se direcionar? Ou incensou a casa e junto rezando alguma oração pra limpeza do ambiente? ou se utilizou de um patuá onde se condensou a energia de proteção? sal grosso pra limpeza e descarrego(relaxamento) do corpo? Enfim de magia caseira, ou mesmo ao estilo wicca sempre pratiquei no cotidiano. Mas o tipo de magia que estou me enfocando, é aquela mais elaborada, com um ritual mais complexo, embora creio, não há distinção alguma entre elas e, já, já explico porque.

Desse tipo de magia, a ritualística, pratiquei por quase 3 anos, há algum tempo atrás (de 97 até 2000). Era uma pratica em grupo, do ritual de magia branca do Fogo Sagrado, era importante que fosse distinguido como magia branca. O ritual consiste em invocações de decretos, juntamente com visualizações imaginativas e intenção dirigida. Posso dizer que por um período teve um efeito muito bom, principalmente no começo.

Também não vim aqui explicar os ritos de magia, e de novo, porque não conheço os principais, nem tenho conhecimento suficiente para isso, mas pra falar das energias que estão por trás da magia ou de como o ritual mexe com essas energias, como o símbolo tem esse efeito? De onde vem essa energia? Qual é a “mágica” por trás do rito?

Nas muitas tradições esotéricas , o cerimonial de magia tem por objetivo trazer à consciência o contato com o Divino, ou o despertar da Divindade. Toda aquela pompa do cerimonial de magia tem por efeito impressionar a mente, e claro através de toda a simbologia usada, despertar, ou constelar o arquétipo.

Não é surpresa pra ninguém, que o grande arcano da magia é a “imaginação” ou visualização na mente de um objeto ou símbolo. E nesse sentido, tanto faz se você realizar um ritual todo complexo, ou simplesmente visualizar ou imaginar esses símbolos, o resultado vai ser o mesmo.

E aqui está a pedra filosofal, o fundamento da magia; e é esse lado que gostaria de abordar, que tanto na magia, como no nosso cotidiano, nos utilizamos da imagem pra dar forma ao nosso mundo, tanto o mundo exterior como o mundo interior.

Claro que pra explicar direitinho esse assunto, veio em socorro, o pai da psicologia analítica, nosso querido e bom Jung (acho que ele já está virando a personificação de um arquétipo, de tanto que é solicitado e utilizado), e também o budismo tibetano.

Antes de começar a falar de imaginação e imagem, temos que verificar a forma com que ela se efetiva na psique.

REALIDADE PSÍQUICA: Jung abordou esse conceito de diferentes maneiras: como experiência, como imagem, e sugerindo a natureza e função da psique.

A realidade psíquica como “experiência”, abarca tudo que afeta ou impressiona uma pessoa real ou com a força de realidade. Uma ilustração específica disso pode ser encontrada na tendência do inconsciente personificar seus conteúdos, e as figuras resultantes tornam-se reais no sentido de que exercem um impacto emocional sobre o ego e passam por mudanças e desenvolvimento. Para Jung, a personificação era uma demonstração empírica de realidade psíquica.

Como imagem, concorda-se que a estrutura do cérebro (neurofisiológica) e o contexto cultural afetam o que é percebido e, mais ainda, as interpretações dessas percepções. A tendência e o desejo pessoais também desempenham o que pode ser considerado como papel deturpador. Esses fatores põem em questão a distinção convencional entre a realidade e a fantasia.

A consciência é de natureza indireta, mediada pelo sistema nervoso e por outros processos psicossensoriais. Experiências de dor ou excitação chegam até nós de uma forma já secundária. Segundo Jung, isso imediatamente sugere “imagens”, e que tanto o mundo interno como o externo são experimentados através de imagens e como imagens.

As noções de mundos interno e externo são , elas próprias “imagens”, tais entidades espaciais não tem existência, salvo na medida em que a realidade psíquica permite. A “imagem” é que se apresenta à consciência diretamente. Nós nos tornamos cientes de nossa experiência através do encontro com uma “imagem” dela.

Jung concluiu que, em virtude de sua composição imaginal, a realidade psíquica é a única realidade que podemos experimentar diretamente.

O Budismo tibetano também fala a mesma coisa. No livro “Vazio luminoso” encontramos:

“Outra maneira de olhar a natureza da existência é a partir do ponto de vista de nossa própria percepção, da maneira como experimentamos o mundo individual que cada um de nós habita. Todos os fenômenos que aparentam existir fora de nós estão também contidos dentro de nossas mentes, intermediadas pelos sentidos.”

Deu pra perceber que imagem e imaginação é fundamental na construção e percepção de tudo que nos rodeia, e que cada um tem seu mundo particular, de acordo com essa percepção. * E que imagem e imaginacao outra coisa náo é que a própria psique, que significa a totalidade dos processos psiquicos.

E agora podemos voltar ao fundamento da magia, i.e. a “imaginação”. Segundo Malprg, hoje Lamed, que já foi Malprg, que… enfim, disse no F-Alecido:

“A imaginação é o principal instrumento do mago. É a imaginação que dá forma ao Universo (visível e invisível) e que mesmo os objetos que você vê objetivamente, só são visíveis porque a imaginação constrói imagens que você percebe com os órgãos dos sentidos.”

… é a imaginação que dá forma ao universo, dentro e fora de nós. Forte isso não? Quanta responsabilidade, hein!! Pois coloca em nossas mãos o nosso destino.

Continuando então, essa é a mágica transformadora além do ritual; claro, sempre lembrando, que essas imagens simbólicas devem ser consteladas direto do inconsciente. É esse contato direto que dá aos símbolos sua forma viva e pessoal e, que precisam ser integrados a consciência pra ter a função transformadora e transcendente.

Depois de verificar tudo isso, percebemos que Imaginação Ativa também é magia. A imaginação ativa, como método tem a mesma função da magia, e pode ser equiparada com ela no sentido de que ambas tem o mesmo objetivo, ou seja, acessar conteúdos do inconsciente, e liberar a energia para a consciência. Ambas se utilizam da imaginação de forma direcionada, e ambas vêm acelerar o processo de individuação.

Só que enquanto o cerimonial de magia é exteriorizado, na imaginação ativa é um processo interior.

Também podemos relacionar magia com a meditação da tradição Vajrayana no Budismo tibetano, visto que se utiliza da imaginação e visualização de deidades com o mesmo objetivo da magia, ou seja, ampliar a consciência.

NOSSO MUNDO: Se é a imaginação que dá forma ao nosso mundo, molda nossa maneira de percepção tanto externa como interna, podemos dizer que estamos fazendo magia o tempo todo e que a própria vida é um grande espetáculo mágico.

Ref. Dicionário Crítico de Análise Junguiana (Rubedo)

Vazio Luminoso (Francesca Fremantle)

O Franco Atirador

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19 Respostas to “Magia e Imaginacao Ativa”

  1. adriret said

    Fy,

    Primeiro queria te agradecer pelo texto, e vc tem razao, muito bom em todos os sentidos que vc citou.

    Achei rico em simbologia, e apesar de estar associado a cabala, é de uma simbologia mais simples e direta do que a Alquimia da idade média.

    Valeu.

    bjs
    adi

  2. Fy said

    Adi,

    Em termos de Magia, na minha opinião, nada pode ser mais lindo que a Magia Pagã, anterior à invasão da ideologia judaica-cristã.
    A “religião” “mágica” dos povos nórdicos, a espiritualidade mágica dos índios, e a busca pela mágica transcedência pelos povos do Oriente.
    Ásatrú é o nome moderno para uma antiga religião, cujas origens remontam à idade da pedra. Na Era do Touro, por volta de 4.350 a.C, o homem deixava de ser nômade para se transformar em lavrador.
    A energia fecundadora da terra desafiou a compreensão do homem primitivo, que via no milagre da procriação da vida algo de divino, que somente as fêmeas podiam reproduzir. Então conceberam a terra como um ser dotado de alma e consciência própria “Nerthus” a “Mãe Terra”. Surgia assim a religião primordial européia, como uma crença Matrifocal e Xamanística. Porém essa religião não permaneceu inalterada, como uma fé viva, evoluiu e se adaptou às necessidades espirituais dos povos daquela época até a Era Viking, sem perder no entanto, o vínculo com suas antigas raízes.
    O Ásatrú foi por muito tempo a religião de diversos povos do Norte da Europa. Escandinavos ( Dinamarqueses, Noruegueses, Suecos e Escandinavos ), Frisios, Húngaros, Anglo Saxões ( ancestrais, juntamente com os Gaelicos, dos Ingleses ), os Teutões ( predecessores dos Alemães ), os ancestrais dos Holandeses, os Godos ( Visigodos, Ostrogodos, etc ), os Eslavos, Longonbardos e os Russos.
    Suas raízes são Indo-Europeias e isto significa que tem as mesmas raízes das religiões e culturas dos Celtas e Hindus.

    O cotidiano celta,por exemplo, [ assim como o dos índios] era repleto de uma magia natural, que acontecia através da forma com que observavam o mundo.
    Para eles, os mundos físico e espiritual eram um único mundo; não havia separação entre o natural e o sobrenatural. Eles enalteciam o universo natural, reconheciam seu valor na sua energia. A sua mitologia e religião estavam centralizadas, representando o amor, a morte, a sexualidade e a fertilidade.
    O celta percebia que todo homem pertence à grande teia da natureza, e que a vida é uma sucessão de novas experiências e descobertas. Alguns lugares eram considerados sagrados por possuírem uma energia especial, da mesma forma que algumas épocas do ano (estações) eram festejadas com os famosos sabás.
    A filosofia de vida celta era muito simples: observar as grandes lições da Mãe Natureza. Para eles, a vida era um eterno movimento cíclico de transformação permanente: nascemos, crescemos, morremos e renascemos. Há o momento certo para cada coisa: arar a terra, semear, colher. As estações do ano são a prova da Natureza de que sempre, após um inverno rigoroso, há a chegada da primavera. Eles nos mostram que é preciso aprender a perder para ganhar depois.

    Cada problema ou situação difícil, cada “doença” contém uma bênção para a cura e liberdade. Os celtas acreditavam que podemos, com responsabilidade e respeito, acionar os planos superiores, o Outro Mundo. Para, eles, o Outro Mundo, com sua graça de mistérios, está em nosso interior.
    Toda pessoa possui dentro de si uma chama, uma fogueira tranqüila, uma alma. É preciso perceber a sua alma, realizar uma ligação com a sua chama interior, mostrando que é preciso estar sempre ligado à sua própria essência.

    Outra coisa muito bonita e importante nos ensinamentos celtas é o valor que eles davam à amizade, coisa rara nas sociedades modernas em que as pessoas sempre se esquivam das outras, por medo de serem “sugadas”.
    Para esse povo, uma amizade ultrapassava qualquer fronteira, qualquer plano. Existe a expressão gaélica que retrata muito o valor que davam à amizade, anam cara (amigo da alma), que O’Donohue por ex, retratou de uma forma encantadora em sua obra. O conceito de amizade deu aos celtas a idéia de companherismo, solidariedade, honra, fidelidade, amizade profunda e especial. Além de seus conceitos sobre a vida, o universo mágico celta pode nos auxiliar a adquirir mais equilíbrio, tranqüilidade, vigor, prosperidade, coragem, amor em nosso dia-a-dia, através de suas antigas práticas de magia com elementos da natureza. A natureza está aí: é só acionar a sua energia.

    Jung em seu livro “Psicologia e Religião Oriental” afirma que o Ocidental sofre de grandes transtornos psíquicos devido ao fato de que nele inexistem símbolos ou que seus mitos expressam uma realidade de outra cultura e uma realidade morta, como é o caso da Bíblia, que foi um conjunto de mitos feito para um certo povo semítico de uma determinada época e recoberta com um sistema de culpas, temores e sofrimentos anti-naturais.. A rechaça protestante e evangélica de culto aos símbolos causou uma ruptura entre a mente consciente e a mente inconsciente, pois esta última se comunica com o homem através de símbolos. Ao rechaçar isso, imagine só o quanto o homem ocidental não esteja sofrendo inconscientemente.
    Como a Magia é irmã da Música e da Dança, deixo um link com algumas melodias com as quais os índios tentavam reproduzir e homenagear a Natureza ao som de suas flautas:
    – Quando o site aparecer, Clicar à direita em Sounds
    – Em seguida escolher a canção. Recomendo: Joyful Annamarie Thomas
    http://www.zadjik.com/flutes/

    Bjs

  3. adriret said

    Fy,

    Eu concordo plenamente com você, não há magia mais linda do que a Pagã, e o mais lindo é que eles aparentemente, não perderam essa conexão do natural e sobrenatural, conforme voce falou. Por isso que o foco do post foi sobre a energia psiquica que é liberada através da simbologia do ritual, independente de qual seja.

    Ontem eu estava pensando sobre a última parte do livro Mysterium Coniunctiones, no qual Jung explica a necessidade de ser restabelecida essa divisão, essa cisão que há no homem, e não vou distinguir ocidental do oriental porque na atual conjuntura somos todos farinha do mesmo saco.

    O que você escreveu sobre os Celtas e sobre a magia pagã foi perfeito, e além de complementar, esclareceu muita coisa.

    E me surgiu uma nova questão. Você colocou pontos interessantíssimos: “Na era do touro”, e depois você fala dos Celtas que seguiam o ciclo da natureza, através da observacão. E aí eu me lembrei (porque vc tocou no assunto, claro) que como humanidade nós temos ciclos maiores (Eras), que duram em torno de 2000 anos cada, estávamos em Peixes e agora estamos entrando em Aquário. Estamos sempre rodando, acompanhando o movimento, seja em grande escala (humanidade/Era), seja em pequena escala (homem/ano), se acompanha o movimento da Terra do Sol e da Lua. Cada Era está representada com um símbolo do zodíaco, significando que naquele período estará sujeita aquelas energias que o símbolo representa.

    Como símbolos tanto a Lua/Mãe como o Sol/Pai representam a manifestacão da própria vida, e na falta de um dos dois a “vida não seria”.

    No princípio da humanidade, o homem se identificava e cultuava a Mãe Natureza, relacionando-a também com a Lua pois a terra como fertilidade é regida pela Lua, e assim foi até uma mudanca de grande ciclo, ou seja da era, que impõe outra energia sobre a manifestacão.

    Como “Era”, talvez pra trazer equilíbrio, o signo está correndo no sentido contrário aos do ponteiro do relógio, ou seja, o próximo depois de Touro foi Áries o carneiro, e depois de Áries veio Peixes, e agora Aquário…

    Touro tem como elemento a Terra, é feminino, simboliza nossa natureza animal, simboliza o nosso instinto, e os poderes de fecundacão e procriacão da natureza. Se fizermos uma analogia com a Kundalini Yoga, deve representar nosso chacra básico, e o sexual. E é muito natural que naquela época o homem cultuasse a Mãe natureza, simbolo da fertilidade.

    Na Era de Áries, como signo do Fogo e também primeiro signo do zodíaco, representa o masculino, o “instinto e a inteligencia”, ativo, rege a “cabeca e o cérebro”. E nessa Era de Áries comeca essa transicão, da Mãe natureza para o Pai racional/razão. O Fogo tem como simbologia o Sol/Pai. O povo Judeu representa bem essas energias, e essa Era é a época do antigo testamento biblico.

    Na era de Peixes, como símbolo da água, ou seja de nossa natureza emocional, é feminino, e simboliza a intuicão, a fé, compaixão, espírito de sacrifício. O Cristo é o símbolo desse signo, ele representa o “filho” da Mãe e do Pai, é o símbolo de união dessas energias femininas e masculinas dentro de cada um de nós. Representa a consciência, a união entre o céu e a terra.

    Agora está se iniciando Aquário, onde toda a conquista do signo de Peixes, ou seja o amor fraternal e universal vai estar aparente.

    Cada era traz novas energias que só serão efetivadas mesmo no final da era (toda mudanca demora), e assim nós estamos entrando em Aquário mas vamos comecar a manifestar as energias de Peixes, assim como em Peixes foi manifesta todas as energias de Áries.

    Bom, tudo isso porque cheguei a uma conclusão. Nós não mudamos porque assim quisemos. Não mudamos nossa natureza porque assim o desejamos. Não nos apartamos da Mãe divina pra buscar o racional por nossa própria vontade, ou por vontade do Judaísmo ou Catolicismo, ou outro ísmo que seja. Mas porque são impostas em nossa natureza humana energias “arquetipicas”, inconscientes, que representam todo aquele ciclo de 2000 anos.

    E observando a própria natureza, as estacões do ano; a flor não nasce na primavera porque ela quer, mas porque segue o fluxo de energias que regem a sua natureza (as estacoes do ano).

    Há sim uma FORCA que rege TODO o UNIVERSO, e rege nossa pequenina natureza humana. O eu não existe, o que há são percepcões de que estamos separados da natureza. Na verdade a natureza está mais arraigada do que podemos imaginar, estamos sendo o ciclo dela a cada mudanca, no dia a dia, a cada amadurecimento, desde o nascimento até a morte somos a expressão e manifestacão da prórpia natureza.

    Aquário vem materializar as energias de peixes, estamos nessa transicão de agora perceber que nada nunca foi nem nunca esteve separado, mas precisava ser desenvolvido a “percepcao” do Todo. Porque no comeco se cultuava a Mãe, mas não havia conhecimento do Pai, agora conhemos as energias da Mãe Divina a Nutriz, e do Pai racional… precisamos transcender essa dualidade.

    E me lembrei de um mito lindo, que acontece a cada um na sua busca espiritual; a busca do herói, que sai de casa e abandona sua mãe/nutriz/porto seguro em busca do pai.

    Essa é a lei, e não depende de nossa pequena vontade, porque simplesmente É A VONTADE/FORCA MAIOR se manifestando.

    Querida te agradeco por trazer esse lindo texto acima, que me deu toda essa compreensao.

    beijão
    Adi

  4. Sem said

    Vcs sabem que eu gosto de buscar contrapontos para incrementar a discussão, mas nesse tópico aqui tá difícil. 🙂 A Adi arrasou no post e no último comentário, a Fy, além de tudo, ainda trouxe uma música linda. Fy, essa música que vc recomendou lembra mais os cantos celtas do que os indígenas…

    Só vou fazer um pequeno comentário, que é uma concordância integral com um pensamento da Adi, quando ela disse:

    >Nós não mudamos porque assim quisemos. Não mudamos nossa natureza porque assim o desejamos. Não nos apartamos da Mãe divina pra buscar o racional por nossa própria vontade, ou por vontade do Judaísmo ou Catolicismo, ou outro ísmo que seja. Mas porque são impostas em nossa natureza humana energias “arquetipicas”…

    Vcs leram Brumas de Avalon? O final da saga é justamente essa a questão, quando Morgana se dá conta que tudo aconteceu exatamente como a deusa quis…

    No final não existe essa cisão entre masculino e feminino, apenas reinos diferentes em diferentes tempos e hoje parece mais do que necessário trancerdermos as distâncias entre os sexos e fazer do nosso tempo um tempo de mais encontros e menos diferenças. Embora as diferenças persistam – e viva as diferenças! – estamos hoje querendo falar mais de humanidades e não tanto de gêneros. E nem existe só o gênero masculino e feminino, existe também o homossexual, tantas vezes esquecido ou reprimido, mas que hoje traz gamas para a questão dos gêneros muito mais complicadas do que simplesmente atrair-se eroticamente pelo mesmo sexo… Será porque o regente de Aquário é Urano, que teve seus testículos arrancados por Cronos (Saturno) e lançados ao mar?

    Um poema pra encerrar: Urgentemente, de Eugénio de Andrade:

    “É urgente o amor. 
    É urgente um barco no mar. 
    É urgente destruir certas palavras, 
    ódio, solidão e crueldade, 
    alguns lamentos, 
    muitas espadas. 
    É urgente inventar alegria, 
    multiplicar os beijos, as searas, 
    é urgente descobrir rosas e rios 
    e manhãs claras. 
    Cai o silêncio nos ombros e a luz 
    impura, até doer. 
    É urgente o amor, é urgente 
    permanecer.”

  5. adriret said

    Fy,

    Estava tão envolvida com as percepcões que esqueci de falar da música, linda, linda, e aliás, fico elocubrando minhas quetões ao som de muita música “tribal” , no sentido de aldeias, ilhas, e que cada uma compartilha de um arquétipo musical diferente. Adoro Oliver Shanti, ele tem músicas lindas, desde Xamânicas (adoro), Budistas Tibetanas com aquela voz de monge grossa e com trombeta (adoro), e também lindas músicas Árabes, todas místicas…. eu amo todas.

    E só pra acrescentar (me desculpem todos, eu sei que sou muito repetitiva :-)), a minha visão não difere em nada do Hermetismo: “O que está em cima é como o que está em baixo, e o que está em baixo é como o que está em cima”.

    Sem,
    Obrigado pelo “arrasou”, estou tentando me livrar do ego, mas desse jeito é difícil (rsrsrs).

    Ainda não li o livro Brumas de Avalon, mas já assisti ao filme com a Angélica Houston em 2004, muito bonito. Não me lembrava disso…

    Olha só a sincronicidade. Você escreveu no post da Lu sobre os signos do zodíaco e sobre os planetas, se referindo a isso mesmo, sobre as energias zodiacais que influenciam nossa vida, a Fy comentou aqui sobre a “Era de Touro” e claro, sobre os ritos Pagãs, se referindo aos ciclos da própria natureza e vida.

    Nós já vinhamos falando sobre os ciclos desde o outro post sobre instinto e arquétipos. E aí tudo se casou :-).

    O fato é que; nós estamos sujeitos a essas energias, está fora de nosso controle.

    Exatamente, no final não existe cisão, na verdade nunca existiu, desde o começo. São somente percepções, percepções…, ou “estados de consciência”.

    Sobre essa questão homossexual, hoje entendo (veja é somente uma questão minha) que seria como a manifestação do símbolo do hermafrodito, porque o homossexual representa em si ao mesmo tempo, os 2 polos. Corpo masculino-alma feminina e vice-versa. Muito embora eu saiba que desde o começo dos tempos sempre existiu o homossexualismo, acho que desde sempre ele veio representar isso mesmo que está explicito em si-mesmo, ou seja, nada está definido, tudo pode ser, esta é a lei.
    Além do que, a maioria dos homossexuais estão acima da média em vários ambitos, acho que eles tem mais facilidades em utilizar os dois lados cerebrais em conexão.

    É um assunto bem interessante.

    Bonito poema.

    bjs
    Adi

  6. Fy said

    Adi,

    Eu tenho um amigão homosexual.
    Ele é mais velho, um homem bastante realizado, muito inteligente; um filósofo. Super papo.

    Uma vez, perguntei examente isto: sobre como ele sentia este lance de Corpo masculino-alma feminina e vice-versa. Até porque é um homão forte, bonito, não tem nenhuma caracterísitica feminina. Eu nem nunca percebi que era homo, até que conheci seu parceiro, que tb é uma pessoa incrível.

    Aliás, eu tenho amigos heteros que são mais afeminados, aparentemente do q eles.
    Ele me respondeu que esta maneira de compreender o homosexual é típica de nós, que somos heteros; principalmente da mulher hetero que identifica imediatamente a atração pelo masculino com a “alma” feminina. Ponto em que até diferencia o amor e o desejo feminino do masculino, como mais profundo, [mais com a “alma”], mais completo ou menos instantâneo.

    Mas que o homosexual, não sente obrigatóriamente que sua alma seja feminina; e não tem nenhuma vontade ser mulher ou frustração por ser homem. A não ser em casos diferentes, e que ele considera mais específicos. Apenas, sente atração pelo mesmo sexo, e, sob o ponto de vista dele, inclusive, não exclui a possibilidade de sentir atração pelo sexo feminino tb.

    Ele atribui esta “ênfase” na atração masculina, pelo fato de existir este estigma caracterizado pela palavra [ homosexual], e que logo que o menino percebe esta característica em si mesmo já a potencializa exageradamente pela natural estranheza de se perceber fora do padrão estabelecido.

    E, falando em astrologia, ainda fez a seguinte observação: dizem que a “alma” pisciniana é a mais sensível do zodíaco, e, com certeza, a que se adaptaria com muito mais facilidade em um corpo feminino. Isto significaria que todos os piscinianos poderiam ser homosexuais e todos os arianos, por ex, heteros. O que não é realidade.

    Bjs

  7. Sem said

    Trocentas sicronicidades, estamos aqui em um núcleo que deve ser arquetípico e que gira em torno de algumas idéias que se grudam umas nas outras… Tudo é foco de atenção: de Platão a Espinosa e Deleuze e Guatari; de Jung a Freud e Lacan e Winnicott; de Fernando Pessoa e poesias do Kingmob; arte, astrologia, orientalismos, filosofia, física quântica, mitologia grega, antropologia… se por acaso nos desligamos, como temos de nos desligar para dar atenção àquelas coisas necessárias da vida cotidiana, somos de volta tragados no próprio ato de fazer essas outras coisas… por uma frase solta no ar, lida em outro contexto, ou dita por outra pessoa fora desse nosso círculo, ou por uma forma de nuvem, por um sentimento, por uma cor… É a força de atração do arquétipo que forma aquela espécie de mandala irresistível da qual já falei antes e que indivíduos sozinhos dificilmente encontram forças para sair do campo gravitacional… Só me pergunto, que arquétipo(s) é(são) esse(s)?

    Talvez os arquétipos puros sejam números; talvez o cosmo se organize em números e Deus pense números…

    Já ouviram falar do ano platônico que dura aproximadamente 25.920 anos convencionais? É o tempo que dura uma volta completa de 360 graus ao zodíaco os equinóceos do sol, como são chamados os movimento de precessão da Terra, que mudam lentamente de referência a cada 72 anos pecorrendo 30 graus no círculo zodiacal e passando gradativamente por todos os signos. Fazendo os cálculos do ano platônico dividido por 12, em quantos são os signos, chegamos ao número exato de duração de uma era, que são 2160 anos.

    Mas, astronomicamente falando, no céu existem 13 signos, já ouviram falar de “ofiúco” que estaria entre os signos de escorpião e sagitário? Sem contar que na realidade o Sol se demora de modo diferente nas constelações, ficando não o equivalente a duração regular de aproximadamente 30 dias como na astrologia, mas astronomicamente permaneceria apenas 7 dias em escorpião e demoraria longos 45 dias em virgem.

    Um site ótimo para nos curar de interpretações astrológicas literais é “zenite.nu”. É só colocar os três dablius e mandar ver. Todo o site é show, mas recomendo na lista selecionar “Constelações” e clicar a seguir em “Círculo dos animais”… que foi de onde colhi as informações de ofiúco e duração dos signos… precessão, etc.

    Na entrada desse site tem uma frase do Einstein: “o tempo e o espaço são modos pelos quais pensamos e não condições nas quais vivemos.”

    Acho que essa frase expressa o que eu sinto: pensar astronomicamente e viver astrologicamente (fazendo umabrincadeira com a máxima ecológica de pensar globalmente e agir localmente). De fato uma coisa é a simbologia, linguagem do inconsciente, e outra é a observação racional e consciente. Somos feitos das duas linguagens, um tanto de ciência e outro tanto (tantão) de arte, ou seria de magia?

  8. adi said

    Fy,

    Esse assunto é muito complexo messsmo pra ser definido de uma coisa ou outra. Também tenho amigos gays, alguns mais afeminados que outros, e de fato, eles gostam de ser homens, não pensam de forma alguma mudar de sexo, mas tem aquele lado feminino, no sentido de ter um jeito especial de criacao de coisas que são consideradas mais femininas. Por ex., pras artes, decoracão, beleza (cabelo, maquiagem, etc), moda…. eles são muito inteligentes.

    Agora com certeza, ser gay não foi escolha deles. Não sei se nascem assim? ou se é na formacão infantil que se polariza mais pra um lado, e por volta dos 5 anos, até antes, descobrem isso dentro deles. Se é genético?

    E quanto aos bissexuais, que se relacionam com os dois sexos sem problemas?

    Mistérios da mente humana??? quem saberá…..

    bjs
    Adi

  9. adi said

    Sem,

    Verdade, não estamos todos aqui por acaso, mas por atracão, magnetismo, de ter em comum as mesmas questões. É, de novo o que nos aproxima é essa forca arquetípica.

    Desde pequena, eu sempre me perguntava, mas o que é Deus? Onde está? Como pode ser onipresente? Onisciente? como pode saber o que faco? Por volta dos 7 anos, pensando nessas coisas antes de dormir, tive a mesma percepcão que você. Veio na minha mente que Deus era como um gigante e eu era como um verme ou uma célula, sei lá, alguma coisa bem pequena dentro dele. Saber disso foi apavorante pra mim, e por muito tempo negava pra mim mesma essa hipótese. Naquela época de certa forma crianca meio que interpreta ao pé da letra.

    Sem, eu acho que existe maneiras infinitas do arquétipo tomar forma. Na mente de um físico, ou matemático o arquétipo vai ser explicado, vai tomar a forma através de números. Na mente de um pagé ele vai tomar a forma da natureza, outros vão dotá-lo de formas humanas, cada qual com sua “qualidade inerente” como o panteão de deuses hindus e os gregos.
    Cada forma que o arquétipo consegue “se” manifestar no imaginário humano, seja através de números, ou sons, ou ciência, ou qualquer outra coisa, é o que dá realidade ao arquétipo.
    Acho que a matemática surgiu depois que o homem aprendeu a cultivar, vou pesquisar.

    Acho que não li sobre o ano platônico, mas sobre essa duracão de um ciclo em torno de 26.000 anos, e essa associacão com as “Eras” já tinha lido bastante. Aliás adoro ficar olhando as constelacões no céu. Aqui em casa dá pra verificar bem Órion, Touro, Gêmeos, Escorpião, as Plêiades, Auriga, Cão Maior e Cão menor, o cruzeiro do sul, e outras que estão lá, mas não consigo ver a forma. Aqui no hemisfério sul acho que essas são as mais visíveis. E já estudei bastante sobre a simbologia delas.

    >>mas astronomicamente permaneceria apenas 7 dias em escorpião e demoraria longos 45 dias em virgem.

    Interessante, vou ver a simbologia de virgem e ofíuco com relacao ao planeta.

    até,
    Bjs
    adi

  10. Kingmob said

    >- Quando o site aparecer, Clicar à direita em Sounds

    Essa flauta faz a gente sonhar.

    Esse mestre Zen me faz sonhar também:

  11. Fy said

    É a força de atração do arquétipo que forma aquela espécie de mandala irresistível da qual já falei antes e que indivíduos sozinhos dificilmente encontram forças para sair do campo gravitacional… Só me pergunto, que arquétipo(s) é(são) esse(s)?

    Sem,

    Dá uma olhadinha aqui:

    http://malprg.blogs.com/francoatirador/2004/11/arqutipos_e_arc.html

    Bjs

  12. Fy said

    Essa flauta faz a gente sonhar.

    Esse mestre Zen me faz sonhar também:
    Mob.

    Lendas sobre a origem da Música

    Na China explicam o surgimento através da lenda “LIÙ”. Segundo ela o poderoso Imperador Hoang-Ti, ordenou que houvesse música no seu reino, ordenou a um seu ministro que a organiza-se.

    Dirigiu-se este, a um vale misterioso, nos confins do Império, onde permaneceu durante algum tempo. De volta contou que vira lá no fundo do vale, bambus maravilhosos.

    Cortou um pedaço de cana, soprou nele e obteve som. Este som era igual ao da sua voz quando falava com plena calma e sem qualquer compaixão e também igual ao de um regato que corria no vale.

    Então duas aves maravilhosas vieram poisar numa árvore. A primeira cantou seis sons a partir daquele que o ministro obtivera no bambu; a outra deu outros seis sons intermédios dos primeiros.

    O ministro, que se chamava Ling-Liu, ouviu atentamente e cortou doze canas correspondentes aos sons ouvidos. Reuniu-os e organizou assim, a escala, cumprindo a sua missão, e pediu parte ao imperador.

    Bjs

  13. adriret said

    Sem,

    >>Talvez os arquétipos puros sejam números; talvez o cosmo se organize em números e Deus pense números…<<

    Eu fui pesquisar na internet a origem dos números, e pra meu espanto, o numero surgiu muito antes que a agricultura, esta que também surgiu muito antes que a escrita.

    Achei muito interessante, olha soh:

    ” O primeiro objeto conhecido que atesta a habilidade de calculo eh o osso de Ishango (uma fibula de babuíno com riscos que indicam uma contagem) e data de 20.000 anos atras. ”

    A agricultura surgiu cerca de 12.000 anos atras, no período Neolítico.

    A escrita surgiu cerca de 6.000 anos atras.

    Se considerarmos que tambem nos referimos ao Superior e Divino como “UM”, ou “TOTALIDADE”, “INFINITO”, sim, podemos considerar dessa forma que voce falou acima, talvez o Cosmo se organize em numeros.
    Quanto ao Arquetipo, eh uma possibilidade, ao mesmo tempo que sendo uma possibilidade, limita muito sua Potencia infinita de vir-a-ser, e ai eu volto de novo, o Arquetipo eh ” tanto quanto” a capacidade humana possa imagina-lo, o que nao deixa de ser numeros…
    Ai,ai… o que veio antes hein? o ovo ou a galinha? (rsrsrs).

    ==============
    Sem,

    Quanto ao se ha um livro assim? Eu me lembrei da DOUTRINA SECRETA, uma coletania de acho que 7 volumes ou mais, nao tenho certeza, eu tenho 6 deles. Onde H.P. Blavatsky tentou reunir quase todas as doutrinas nesse livro, inclusive com a ciencia daquela epoca. O que ela conseguiu foi confundir mais do que esclarecer. Ficou complicadíssimo, muito misturado e dificil de entender. Acho ainda mais f’acil estudar cada doutrina a parte, entender primeiro seus fundamentos, e depois a cada vez que se estuda outra fica mais f’acil fazer as conexoes, as analogias entre elas.

    Minha opiniao, tah.

    bjs
    adi

  14. Sem said

    Adi,

    Já percebeu o quanto a gente é besta, a gente vê estrelas no céu e nem sabe direito o que são, mal as vemos e já traçamos um desenho: um bicho, um deus, um bicho-deus, algo que nós observando daqui, nos observe do alto… As vezes uma estrela está a mais de mil anos luz de distância uma da outra, as vezes até são de galáxias distintas, mas como do nosso ponto de vista elas estão próximas, uma é o olho esquerdo e a outra o olho direito da constelação… um nome qualquer que lhe demos.

    Mas números são anteriores ao homem, e cores e formas (e sons? talvez), nós é que inventamos sentidos para o que provavelmente nenhum sentido tem e apenas existe. E continuará existindo muito tempo depois que nós formos embora.

    Continuo encasquetada com aquela ideia de arquétipos terem relação com matéria e energia escuras.

    Hoje, relembrando tantos poemas e poesias, não poderia deixar escapar esse do Caeiro:

    “Passa uma borboleta por diante de mim
    E pela primeira vez no Universo eu reparo
    Que as borboletas não têm cor nem movimento,
    Assim como as flores não têm perfume nem cor.
    A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
    No movimento da borboleta o movimento é que se move,
    O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
    A borboleta é apenas borboleta
    E a flor é apenas flor.”

    PS: Nunca li nada de Blavatsky e o pouco que ouvi falar dela, ainda mais agora por vc, não me recomenda em nada procurar.

  15. adriret said

    Sem,

    É a nossa necessidade “louca” de dar formas ao desconhecido. Sim, um desvario besta, e nem gosto muito de ver dessa forma “descontrutivista”, porque dá um tom “ateu”, muito embora seja diferente do ateísmo, porque apesar de tudo, ainda sabemos que existe “algo” ou “alguma” força que mantém esse vasto Universo coeso, unido, com vida e consciência pra observá-lo e percebê-lo…

    Eu não respondi antes (me desculpa), porque primeiro fui pesquisar e tentar entender “direitinho” o que é a tal da matéria escura, e o que é a tal da energia escura do Universo (pra não falar besteiras), depois porque a conexão da internet aqui em casa ficou muito ruim, sinal fraco e caia toda hora, só melhorou hoje a noite.

    Bom, também tentei encontrar algum ponto em comum que pudesse ser comparado ao esoterismo, e pra isso fui estudar um pouco mais de cabala, enfim, a coisa toda é ainda muito obscura, mas fiquei sim muito interessada, e também confio na sua intuicão, embora seja ainda muito indefinido, porque ninguém (físicos, astrofísicos, etc) sabe ao certo o que é essa tal matéria escura e muito menos a energia escura, e até por isso mesmo, pode ter sim uma analogia com ‘ARQUÉTIPOS’ e “INCONSCIENTE”.

    ENERGIA ESCURA: Opera no Universo opondo-se a gravidade. Faz com que o unvierso expanda cada vez mais rápido, e impede que o grandes aglomerados de galáxias cresçam demais.

    MATÉRIA ESCURA: Não emite luz, não reflete a luz, é invisível mas tem massa, e por isso tem gravitacão que pode ser medida. Matéria escura determina a “estrutura” geral do Universo.

    SEM,

    Fiquei pensando, e pode ser que eu esteja falando muitas besteiras, mas poderia dizer que “MATÉRIA ESCURA” poderia ser comparada com a nossa “PSIQUÊ”, ou mundo das imagens, que dá forma e estrutura ao nosso mundo físico e real, talvez comparado a Brahma dos Hindus.

    Já a “ENERGIA ESCURA”, poderia ser comparada ao nosso Self, ou Si-Mesmo, que busca sempre a expansão, não somente da própria vida, mas de toda consciência, ou melhor, busca expandir “aquilo” que busca “inércia”, sendo mais forte que a própria inércia, gera o movimento. Não somente com relacão ao movimento, mas também com relacão à quebra da estrutura que busca a “contencão” ou “retencão” (gravidade) da matéria ou luz (consciência) no Universo.

    Sei lá, vou pensar mais a respeito disso, sua intuicão é boa sim, faz sentido…

    …..
    Então me caiu a ficha; Sem, nós sempre vamos estar inquietantes em busca de respostas, olhando para o Cosmos, deduzindo ser o grande Ser Supremo…. e É…. porque vai sempre existir em nossa humanidade algo de incognoscível, um algo além de nossa razão e compreensão, e esse Algo, sempre vamos (como no início você falou) nominar, dar formas, imaginar… é da nossa natureza… e a cada vez que dermos um passo além, obter respostas, ao mesmo tempo vamos descobrir novas possibilidades, novas incógnitas e obscuridades….

    … e nós estamos apenas comecando, apenas engatinhando… o Universo é muito vasto, ilimitado pra nossa pequena percepcão, nem ainda compreendemos a nós mesmos, nem conhecemos ou sabemos nossos mecanismos humanos e fisiológicos. Mas uma coisa é certa, na medida que vamos descobrindo a nós mesmos, vamos desbravando o Universo, na mesma medida; “pois o que está em cima é como o que está embaixo”, isso é certo.

    Vamos continuar esse assunto com certeza, você até poderia elaborar melhor e fazer um post; o que acha?? seu primeiro post aqui no Anoitan??

    Bjs
    Adi

  16. Sem said

    Adi,

    Onde vc está? Eu estou no interior de SP e tb tive problemas de conexão a semana toda, aliás fiquei sem conexão esses 2 últimos dias e voltou só agora pela manhã. Parece que todos os que tem Speedy com provedor Terra tiveram o mesmo problema. Deu saudade! 🙂

    Sabe que eu acho que vc foi no ponto quando disse que sabemos tão pouco de matéria e energia escuras, mas justo por isto elas servem como uma luva para “explicarem” os arquétipos… Todo o valor da intuição é esse: a associação no desconhecimento é que fazem as coisas se irmanarem e se aproximarem o mais fielmente possível de uma descrição do inconsciente.
    Mas de qual inconciente falamos? Aliás, o que é o inconsciente? Será apenas o desconhecido? E quantos inconscientes existem? Mapeado por Jung existe o pessoal ou subjetivo e o coletivo ou objetivo, mas, e o inconsciente de Deus, do Universo além do Big Bang da Ciência: será a mesma Psique Objetiva de Jung, ou seria ainda uma outra coisa maior?

    Não vou encontrar tempo hoje para escrever nada mais demorado, talvez no final de semana…
    A proposta que vc me fez de fazer um post do assunto é um pouco assustadora, esse assunto é maior do que eu… só prometo que vou estudar com carinho o que é possível, não prometo nada grandioso, talvez uma introdução esteja mais ao meu alcance.

  17. fynealhns said

    Sem,

    Aqui tb. Mas disseram que foi “manutenção”!!!!!

    Sem, Adi,

    Lá em cima a Adi fez a seguinte observação:
    “Verdade, não estamos todos aqui por acaso, mas por atracão, magnetismo, de ter em comum as mesmas questões. É, de novo o que nos aproxima é essa forca arquetípica.”

    Vcs já leram alguma coisa sobre Cosmologia do Plasma e Universo Elétrico?

    Alguns cientistas estão investindo furiosamente nestas teorias muiiiito interessantes. Claro que como quase tudo em ciência nuclear é ainda uma teoria; mas tem um nexo surpreendente.

    Me lembrei disto, lendo este último coment da Adi, vou colocar este parágrafo; e depois coloco o link, caso vcs estejam interessadas, vale dar uma olhadinha.

    – A fonte de energia invisível no espaço é elétrica. Energia nuclear limpa está disponível através de sistemas nucleares catalizadores. Uma alta energia está disponível pela ressonância da catalização de sistemas químicos do que nas usuais reações químicas. Enzimas biológicas são capazes de utilizar catalização ressonante nuclear para transmutar elementos. Sistemas Biológicos demonstram evidências de comunicação via sistemas químicos ressonantes, o que pode emprestar uma explicação física para os trabalhos de Sheldrake. –

    A teoria de Sheldrake, me lembra muito o Inconsciente Coletivo de Jung; [ até “acho” que esta foi sua inspiração] só que em um constante movimento de atualização, rsrsrsrs – e o raciocínio acima, não só “empresta” como fornece uma explicação notável demais, impossível de ser ignorada.

    Aliás, a palavra “ressonância” é mesmo mágica. Qdo colocamos a evidência de que tudo é energia; …. naturalmente esta palavra funciona como uma varinha de condão. E, Jung torna-se mais brilhante ainda. …. Hermes tb.

    Caso haja curiosidade, dêem uma olhadinha nestes links:

    Este tem uma tradução razoável:

    http://leoesrisonhos.blogspot.com/search/label/plasmas

    E este é mais diversificado:

    http://com.limao.com.br/wikisite/plasma/videos.htm

    Bjs

    Agora, qdo fui publicar lí esta sugestão da Adi::: Sem, eu adoraria. Sou apaixonada por estes assuntos.

  18. adriret said

    Sem,

    Interior de São Paulo, e também Speedy, uma chateacão (rsrsrs), tivemos o mesmo problema.

    Quanto ao “inconsciente”, é uma vastidão esse assunto. Porque por analogia, temos infinitos circulos não-se-passa, ou seja, infinitos conjuntos de formas…. Um homem, humanidade, Sistema Solar, Constelacão de Estrelas, Galáxia, Aglomerados de Galáxias, Universo…. enfim o modelo se repete em unidades de conjuntos cada vez maiores, ao mesmo tempo que nós infinitamente menores somos compostos da mesma substância, da mesma matéria do Universo porque tudo surgiu do Big Bang, inclusive o espaco tempo. O que é anterior, é anterior desde sempre, desde o comeco do Universo, há “algo” que antecede ao Universo, antecede ao Big Bang, e é a “causa” de tudo que há, inclusive de nós mesmos. O que quero dizer, é que da mesma forma que somos compostos da mesma substância e matéria (essa visível, Luz) do próprio Cosmos, também compartilhamos da mesma “causa” e do mesmo “evento” da criacão do Universo, aquele que antecede a tudo. Somente percebemos diferente esse “inconsciente”, vemos pelo ponto de vista pessoal, no máximo do ponto de vista da humanidade.
    No meu entender existe um “inconsciente” que engloba todo o vasto Universo visível (matéria, luz), o que muda é o “observador” que o percebe, ou o interpreta. É a consciência que se expande em proporcões cada vez maiores pra tentar alcancar e compreender, ou assimilar o infinito inconsciente. Ele está lá, desde sempre, intocável, incognoscível, infinito, … e por isso mesmo nada pode ser dito, pois nada sabemos ao certo.

    Estou aguardando seu post.
    =============================

    Fy,

    Vou dar uma olhadinha com tempo, achei interessante “essa coisa de eletricidade”. Também adoro esses assuntos.

    Bjs a todos
    adi

  19. adriret said

    Fy,

    Olha que coisa linda, encontrei no site que voce citou acima.

    http://com.limao.com.br/wikisite/plasma/videos.htm#

    clicar na imagem “deformacões do campo magnético da terra”.

    A Terra não parece igual a um Grande Anjo Iluminado, com asas e tudo, muito lindo.

    bjs
    adi

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