Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Posted by Fy em março 4, 2009

Get Your Head Out of the Dark Clouds

Este texto surgiu-me em novembro de 1996, após assistir à peça Drácula e outros Vampiros, de Antunes Filho (montagem pelo CPT, Sesc-Consolação, São Paulo). No dia seguinte à apresentação, encontrei-me com o polêmico diretor e conversamos durante horas sobre seu trabalho de formação de atores, que visa, sobretudo, formar seres humanos integrais, plenos em sua expressividade. No decorrer dos anos, voltei várias vezes a este texto, fiz pequenas alterações e aproximações a Espinosa, Sade, Nietzsche, Deleuze, até chegar à forma atual.

Valter A. Rodrigues

Parte 1: DA VÍTIMA E SEU SENHOR …ou senhores

Vítimas não falam. Não é que lhes falte a voz: sua fala não se efetiva senão numa débil demanda ao senhor. Demanda que é sempre de reconhecimento, que é sempre um frágil pedido de amor.

Pois vítimas não amam.

Falta-lhes a potência de fazerem-se amantes, falta-lhes o movimento, a expressividade que transmitiria ao outro um corpo que se vitaliza ao se “apresentar”.

Por não poderem dar materialidade à sua expressão, esperam do outro, suposto seu senhor, essa materialidade. É então desde o corpo do outro que buscam, passiva e demandantemente, sua via. Daí permanecerem em seu desejo de ser amadas, buscando figurar a si mesmas como objeto desse desejo que sempre lhes falta, que sempre lhes escapa.

Quando falam, sempre entre iguais, isto é, sempre entre outras vítimas, jamais perante o senhor, sua fala busca nomear isso que lhes falta, e as estratégias que permitiriam, finalmente, sua conquista de um contorno.

Entre si, chegam a reconhecer-se fortes, uma força que inevitavelmente fracassa ao se encontrarem em uma nova “presentação” ao senhor, com seu suposto fortalecimento antecipado. O que parecia sólido se desfaz, por mais pensados tenham sido os gestos, por mais medidas as palavras. Tropeçam em si mesmas, fazem de si mesmas sua própria armadilha, a inevitável armadilha de todo aquele que, em sua impotência, só demanda.

Não potencializando seu desejo, a vítima é sempre capturada em uma sedução, da qual sua demanda é suporte. O que a faz capturável é uma esperança e uma promessa: a de transmissão, pelo outro, de uma potência, o que jamais se realiza, salvo como efêmero, salvo como ilusão, salvo como alegria fugaz.

Trata-se, no entanto, menos de uma recusa ou de uma falha daquele que é demandado (embora isso possa também acontecer), e mais de uma impossibilidade da vítima. Referida ao senhor, e só a ele, a vítima compõe seus gestos e suas palavras a partir de um sistema de equivalências das quais só pode reconhecer efeitos, jamais causas.

Obedece, mas não serve.

E o que supõe ser ação é, em toda sua extensão, pura resposta previsível, pura reação.

Por não possuir os códigos, os assimila, assim, por espelhamento, por estereotipia, sendo sempre em um exterior que irá buscar, nos códigos a que recorre, sua própria eficácia. A especularidade é sua sina. E ali onde ela pensa ter realizado uma conquista, o que encontra é sempre uma anterioridade, uma assimilação, a evidência de uma inocente artimanha destinada a fracassar.

O senhor, suposto portador do código, só pode divertir-se e, pacientemente, demonstrar, com sua ação, a ineficácia da estratégia, que irá reverter a seu favor, devolvendo a vítima à sua própria condição.  O fracasso da vítima é, assim, sempre a Prevalência (e em alguns casos, também a exasperação) do senhor. É sempre ela que “o confirma” na posição da qual supunha poder

deslocá-lo, e o exige enquanto tal.

O fracasso da vítima no confronto direto com o senhor produz para este seu regojizo; [também algumas vezes desconfortável, amargo regojizo]. Assim, mesmo quando não deseja ameaçar, o senhor simula sua presença como uma ameaça, exatamente o que a vítima deseja. É assim que o senhor dispensa seu amor: jogando o jogo da vítima e fazendo-a jogar o seu jogo. Nesse jogo o senhor só faz fortalecer-se, jogando sua vítima no remoinho das repetições que a cristalizam em sua posição e garantem-lhe sua discursividade reiterativa.

É essa discursividade, que lhe escapa – ela jamais fala, é antes falada –, que a leva a supor-se conquistando um conhecimento que a retiraria para uma outra posição: a de senhor. Mas essa posição, efetivamente, ela não a deseja, por supor que perderia a única terra em que pode representar-se enquanto sendo.

Ser vítima é seu destino.

Se não há saída para a vítima, senão sua própria reiteração enquanto vítima, até a morte, essa não-saída resulta, entretanto, de um Duplo Equívoco:

Amarrada definitivamente à figura do senhor, todo seu projeto e seu movimento apontam para um porvir: um dever-ser, um vir-a-ser que só pode figurar-se como sua mais cara utopia: – tornar-se, um dia, o senhor. É por projetar-se para um futuro impossível e irrealizável que ela se sujeita.

Faz, enfim, a única coisa que aprendeu a ser, “não se apreendendo” em seus próprios devires. Alheia ao acontecimento, não reconhece em si os próprios gestos que espera que o outro reconheça. Mais: não reconhece do outro os gestos, senão enquanto sujeitadores dos seus. Assim, aspira a uma soberania, sem fazer de si mesma um corpo-língua soberano.

Aparentemente está voltada para o exterior, mas não o faz numa conexão com esse exterior, mas tão-somente enquanto certeza antecipada daquilo que “lhe vem” do

exterior. É no medo, é no horror – e na atração – a isso que pode tomá-la, que ela “se dá” forma. Este é o gozo da vítima.

Na fragilidade de quem demanda, a vítima, portanto, continuamente supõe um senhor. Mas exatamente por não reconhecer senão

suas formas de captura, o que se indiferencia para ela é o próprio senhor.

No extremo, o senhor, para a vítima, é, enquanto possibilidade, todo e qualquer outro.

E quem, afinal, é o senhor? Com certeza, não é um sujeito, um sujeito específico. Não se trata, para reconhecermos um senhor, de buscarmos aquele que detém o poder.

O verdadeiro senhor, o senhor real e efetivo, seria aquele que recusa e ao mesmo tempo joga ludicamente com o poder, não o que se faz ávido ou escravo dele, pois

o senhor escravo do próprio poder é, também, uma vítima.

O verdadeiro senhor, para ser senhor, deve ser livre. Se ele precisa do poder que lhe é externo, que lhe vem do reconhecimento que a vítima faz dele, precisará sempre da vítima para confirmar-se, e acaba se tornando escravo do que comanda.

Um mundo sem vítimas… seria sua derrocada.

O Texto tem 3 partes; vou publicando uma de cada vez.

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26 Respostas to “”

  1. Bob said

    Ótimo texto, Fy!

    Tb gostei da ‘trilha sonora’.

    Sabe, não consigo desvencilhar o teu texto, da questão ou história da ‘mulher’. Lembrou-me também um filme – “Not Without My Daughter” (br: Nunca Sem Minha Filha) – filme estadunidense de 1991 dirigido por Brian Gilbert e estrelado por Sally Field e Alfred Molina. O filme mostra a fuga da cidadã estadunidense Betty Mahmoody e de sua filha Mahtob do Irã.
    Trailer:

    Sinopse: Betty (Sally Field), uma dona-de-casa de Alpena, Michigan, é convidada pelo marido, um médico de origem iraniana chamado Moody (Alfred Molina), a visitar a família dele em Teerã. Apesar do medo de viajar pelo Oriente Médio, Betty acaba tendo empatia pelo marido, que tem saudade de sua família. Após Moody jurar pelo Corão que tudo ficará bem, Betty concorda em ir. O casal leva a filha Mahtob (Sheila Rosenthal), no que foi planejado como duas semanas de férias. Quando chegam ao Irã, as autoridades imediatamente pedem a Betty que use o tradicional véu preto, e ela quase é presa por acidentalmente expor um pouco de seu cabelo. Ao contrário do que Betty acreditava, a família de Moody é formada por muçulmanos conservadores que estão muito insatisfeitos com o que percebem como sendo a “americanização” de Moody.

    Ao final das duas semanas de férias, Moody revela a Betty que foi demitido de seu emprego em Michigan e que decidiu permanecer no Irã, onde precisa-se de médicos desesperadamente, devido à Guerra Irã-Iraque. De repente, Betty percebe um lado do marido que não conhecia; quando ela diz que não permanecerá no Irã, ele a espanca e pega todos seus cartões de créditos, todo seu dinheiro e seu passaporte. Ela percebe que virou prisioneira na casa de sua cunhada.

    Lá, ela encontra outras mulheres, originalmente tb americanas, que tb passaram a cobrir seus corpos com a tradicional veste oriental (Chador) . E não era somente esta questão (vestuário), o próprio COMPORTAMENTO delas havia se alterado dramaticamente. Assumiram também a postura/comportamento de submissão perante seus maridos e a sociedade que agora viviam. E por mais que ela tenha tentado convencê-las a não aceitar tal humilhação, ainda mais por serem de origem americana, o CONDICIONAMENTO cultural havia sido tão intenso, que muitas delas passaram a ACREDITAR em sua própria “inferioridade”, simplesmente por serem mulheres!! (Tal processo tb havia se iniciado com ela própria, através de seu próprio marido, que mudou radicalmente o comportamento, após chegar no oriente).

    A história impressiona e baseia-se em fatos reais!

    Então Fy, este teu texto tem um significado muitíssimo especial porque muitas mulheres, ainda hoje, mesmo neste nosso continente, ainda “usam invisíveis” chadores ou mesmo burcas. Além de bem escrito, o conteúdo revela a psicologia, a ‘trama’ que envolve a relação entre a vítima e seu algoz.

    Certamente outras relações, fora a questão da mulher, enquadram-se ao texto.

    Valeu! Abs!

  2. Elielson said

    A submissão não é uma condição inferior, pois se submete para se fortalecer. Essa forma de amor que eu chamo de amar o diabo… Um ser que prioriza seu oportunismo acaba por não cobiçar.
    Na alemanha nazista e nos grupos terroristas radicais, muitos dos principais senhores desse sistema tinham seu cianureto-amuleto, rsrsrsr.
    Assim como em alguns filmes que eu vi que a ultima bala sempre tinha de ser pra uso emergencial.

    Daí em diante, passei a sintonizar minhas frequencias com todas as noções de igualdade, pois ENTENDI, que o único mal do mundo é a escravidão.

    Liberdade igualitária não significa essa anarquia que cria um caos maior do que ele realmente é.

    A escravidão é o que dá mais braços ao mal.

    O vicio não afetando exteriores, não é algo que deve ser combatido pelo exterior, e se nem é percebido pelo exterior, qual vai ser a noção que vai rotulá-lo como vicio..? Mas quando chega-se ao ponto em que dois trabalham pelo vicio de um, ruptura geral… talvez daí que nasça essa noção de virtude… tão desvirtuada que fica caçando salvação na caridade, então esse vicio de um transforma-se em trabalho de milhões… e o vicio desses milhões é querer ser como um. IDOLATRIA, procura-se um deus para adorar e culpar. Esse gozo é trocado até mesmo na conversa de dois amigos, que pela influência dos brasões que aprovam o exercicio da miséria, querem destruir a oposição… e infelizmente a oposição nesse caso é quem não quer destruir.

    Valvulas e descartabilidade… o ser humano se vinga do tempo em suas acões, ou reações como no texto da Fy… Que mandou muito bem. Vlw Fy.

  3. adi said

    Muito bom o texto Fy, muito boa a estreia!!

    De fato nao ha “senhor” se nao houver aquele que se sujeita a ser a “vitima”, e diria mais, muitas vezes a vitima eh aquela que “retira mais” da relacao, pois preenche um vazio, uma necessidade incessante de algo que acha que nao possui, e nessa relacao nao sei quem eh a vitima: aquele que se faz de vitima pra retirar do outro o que nao possui, ou o que preenche a necessidade do outro…

    Na verdade ambos preenchem mutuamente a necessidade do outro, ambos sao vitimas e algozes ao mesmo tempo.

    Bjs

  4. Fy said

    Valeuuuuu Mob!

    Mas… me atrapalhei toda! First time…. first time!

    Pois é, foi prestando atenção em nós por aqui que lembrei deste texto. Acho q ele tem um pouquinho de cada um.

    É mesmo um texto atraente, até pq o Valter é baiano; tem uma doçura quase musical, [ quase caetana] mesmo escrevendo sobre um tema “alertante” – difícel.

    Bjs

  5. Fy said

    Bob!

    Hi Myfriend!
    WelCome!

    Ótimo é te ver aqui!

    Sem dúvida é um tema abrangente.

    Por mais q nos pareça irreal, como se estivéssemos lendo um livro de historia, ou melhor de terror, antigo; estas situações existem. É inacreditável e indignante.

    Vou assistir até pra ver “como” ela conseguiu se libertar de uma situação terrível assim. Entre os muçulmanos, são pocas as alternativas. É religioso e natural que a mulher seja tratada desta forma. E não há como recitar poesias do Alcorão pra minimizar esta realidade.

    http://br.groups.yahoo.com/group/politica-br/message/42917

    Logo abaixo, o coment da Adi é bastante pertinente qdo tentamos explicar este tipo de comportamento, [ q não é só feminino não]; em sociedades em q ele não é exigido e graças a Deus: incomum.

    ….complicado!

    Bjs e seja bem vindo.

  6. Fy said

    Bob:

    pocas é poucas no teclado q estou jogando fora!!!!

    Bjs

  7. Fy said

    Elielson

    Bem lembrado este lance do cianureto nazista; ilustra bem o vazio e a inutilidade da vida qdo a vítima perde seu senhor. Qdo nos deixamos ser “efeito” e não causa.

    E, são tantos os senhores de que dispomos qdo queremos nos desculpar; nos acomodar; não enfrentar nossas limitações; nossos sonhos e o que somos.

    A própria Liberdade, em seu verdadeiro sentido, é muito difícel de se enfrentar. A infinitude que ela oferece é mts vezes assustadora. Sua condição implícita : um exercício eterno: o Respeito.

    A Liberdade é um pacto com a participação. Interior: qdo nos admitimos, qdo reconhecemos nossas duvidas, nossos eus, nossas tendências, permitindo este livre dialogo interno, a participação de tudo o q somos, o q nos economiza tantas frustrações e cuja ausência nos faz projetar uma imagem confusa de nós mesmos tal qual a confusa angustia das vozes interiores que abafamos. E exterior: na própria condição de mantê-la: Onde entra novamente a questão do Respeito.[ bem lembrado pelo Mob, no tópico da Lu Newton e Hermetismo : ele escreveu em maiúsculas!]

    Qualquer sistema igualitário exclui a Liberdade. Não só a exclue como a ofende.
    A “verdadeira” democracia [nós ainda chegaremos lá], q eu considero um ideal de Liberdade, oportuniza a todos o mesmo ponto de partida. Quanto ao ponto de chegada, depende de cada um. Isto respeita as diferenças.

    Ser, estar livre é como amar. … eu acho que os preguiçosos não fazem muita questão.

    Bjs

  8. Fy said

    Adi,

    Vc vai gostar da continuação.

    Bjs

  9. Sem said

    Oi Fy,

    Fazendo coro com todos: muito bom o texto! E que bom que é só o primeiro de três…

    Falando em termos psicológicos, a associação entre vítima e carrasco é óbvia. O que nem sempre é tão óbvio, é quem é a vítima numa relação dessas…

    Édipo foi vítima ou senhor de seu destino? foi vítima ou carrasco de Laio por ter sido antes abandonado e depois se tornado assassino do pai?

    A lembrança de Édipo não é à toa, porque sempre existe no ar um certo clima de promiscuidade incestuosa em todas as relações simbióticas… e uma enantiodromia que pode ser deflagrada a qualquer momento, e um lado se transformar no outro, mudando as circunstâncias…

    Aparentemente quem é a vítima é aquele que não detém o poder, mas em termos psicológicos, de que poder é esse que se fala? pois se for o poder daquele que dá o tom emocional de uma relação, e que “força” o outro a assumir seu contraponto, a vítima é tão ou mais poderosa que o seu senhor…

    Em temos patológicos, ser vítima é um papel (uma persona) que se representa, e com o qual invariavelmente se foge da intimidade de um relacionamento verdadeiro, da responsabilidade de crescer por si próprio e de assumir as próprias escolhas…

    Volto então àquela questão dos polos arquetípicos, onde “saúde” é não se deixar polarizar e “doença” se fixar em um dos lados…

    Mas e os casos de vítimas reais e não de personas que se vestem d vpitimas? Sim, porque também há casos de pessoas em uma condição de desamparo momentâneo ou permanente, em que suas vidas literalmente dependem de outras. Não que “precisar” ou “depender” seja sinônimo de ser vítima, mas existe na fragilidade um potencial de vir a ser em casos de abandono…Como o caso de bebes e crianças pequenas, que muitas vezes sofrem abusos daqueles de quem deveriam receber cuidados. Velhos idem… Também quem sofre sequestro… E as mulheres “bruxas” na idade média… E escravos – dizer que o negro foi escravo porque quis ou o pária só é por seu carma passado, é o fim da picada, é colaborar com o ‘status quo’ vigente, nada mais do que isso…

    E o caso de Carmen, a cigana da ópera de Bizet. Ela foi vítima de seu temperamento e portanto destino, ou de Don José e de um patriarcado machista?

    Pelo sim e pelo não, devemos zelar por leis e valores que sejam o mais justas e equanimes possíveis e de que não haja abuso de poder por parte de uma classe dominante…

    E eu tb acho que existem casos de vítimas (e carrascos) que não são um jogo de personas fugindo da individuação, mas, exatamente o oposto… são um exemplo de individuação, isto é, de se assumir com responsabilidade e de se tornar original e único.

    Já viram aquele filme ‘A Secretária’? Uma relação de sadomasoquismo e que é ao mesmo tempo uma relação de amor e respeito mútuo, e tudo o que não falta ali é compromisso com o crescimento próprio, alheio e recíproco.

    E o erotismo de Drácula? Será apenas doentio ou será que não existe também algo de arquetípico e de maior e de sadio, afinal, o que tanto nos fascina na fantasia do vampiro?

    Eu acho que só é ruim ser vítima ou carrasco o tempo todo, quando se aferra a um só papel, quando ficamos prisioneiros apenas de uma forma, quando não temos ou não damos liberdade para que nós e o outro viva também outros papéis…

    É nocivo também literalizar uma fantasia, pois a fantasia apenas enriquece nossas vidas – a alma pede fantasias, mas literalizar… vá viver uma relação de fato com um vampiro sugador de energia de verdade pra ver o quanto não é engraçado e nem um pouquinho erótico…

    Mas, quando existe liberdade, do tipo que se tem e se quer e permite, com respeito mútuo, até o sadismo e o masoquismo podem ser expressão de individuação.

  10. Bob said

    não se preocupe, Fy

    pa bo entend, mei pala bas ! 🙂

    bjs

    ================================================
    Sem,

    muito bom teu comentário!
    abs

  11. Fy said

    Sem,

    Mas, quando existe liberdade, do tipo que se tem e se quer e permite, com respeito mútuo, até o sadismo e o masoquismo podem ser expressão de individuação.

    Muito bem lembrado.
    E é aí q entra este exercício contínuo, matéria prima da Liberdade q é o Respeito.

    Este Valter, q escreveu o texto faz uma alusão a Sade, no final.

    Vc já leu “Violence in the Garden” ?

    Eu não consegui ler inteiro. Não dá – Mas é uma expressão máxima desta possibilidade de individuação através do sadismo, do sadomasoquismo.

    Literalmente a autora – ou autores: acho q quem escreve é o casal: ñ lembro- exclui a “vitimidade”.
    Tudo o q parece ser inadmissível, doentio e anormal pra mim, é completamente incorporado pela autora, como uma expressão total de sua feminilidade.

    Mais: como uma “maneira de ser”. São escravas. Optam por isto. Não é só sexualmente não: vivem e precisam de um Senhor: 24 hs por dia. E ai do cara se não for um senhor Senhor!

    E vale lembrar q não impõem isto a ninguém, são esclarecidas e definidas ; mas exercem sim esta “forma” de ser.
    Tem uma associação de mulheres assim nos EUA.

    Sem, por mais q eu respeite; ou me esforce em fazê-lo, será mesmo q isto não é desequilíbrio????

    Bjs

  12. Bob said

    Nossa, a questão é polêmica, mesmo!

    Quando algum comportamento pode ser classificado como ‘desequilíbrio’? A partir de que referenciais isto se caracteriza?
    Falando a grosso modo…se ele ou ela GOSTA de um ‘chicotinho’ (rs) como componente de uma relação, em comum acordo e consentimento(!), qual critério servirá como parâmetro de julgamento para qualificar tal maneira de proceder?

    E mais… outros fatores poderiam ser levantados diante do exposto. Nossas ORIGENS CULTURAIS não podem ser a causa/fonte de tais atos, por serem parte de nossa estrutura psíquica? Assim, p. ex, a convicção originária de uma cultura, que ‘impõe’ o conceito de um ‘pecado original’ como paradigma de nosso ‘ser’, não contém em si o SOFRIMENTO e tb, por consequência, o sentimento/convicção de INFERIORIDADE como elemento constitutivo de nossa própria estrutura/psiquê? Não seria aquele comportamento acima referido (p.ex), a EROTIZAÇÃO de tais características constitutivas do caráter?

    obs: Não estou fazedo apologia a nada, ok? rs

  13. Elielson said

    Fy

    Liberdade igualitária é Respeitar a fronteira dos corpos.

    Temos meios para dizer SIM ou NÃO.

    Mas muitas pessoas querem se relacionar segundo a própria vontade, sem respeito. Minha mãe diz: amam as coisas e usam as pessoas.

    Leis e valores justos, sem classe dominante, é isso ai Sem.

    Convém a muitos que poucos lutem pela mudança. triste realidade. Muitos são preguiçosos mesmo, mas essa preguiça pode ser revertida em contribuição.
    Como? As brechas nas leis não existem só para se fazer o mal.

    O medo de perder vem da vontade de ganhar.

  14. Fy said

    Falando a grosso modo…se ele ou ela GOSTA de um ‘chicotinho’ (rs) como componente de uma relação, em comum acordo e consentimento(!), qual critério servirá como parâmetro de julgamento para qualificar tal maneira de proceder?

    O coment da Sem foi incrível nesta questão.

    Mas, o q eu perguntei, e q respeito tb, sem dúvida, é muito mais complicado. É uma relação em q um ser humano se esvazia de ser; e, literalmente só tem movimento qdo “comandada” por um senhor. Elas se oferecem como um brinquedo; um jogo sem regras que só existe se o outro jogar e instituir as regras.

  15. Elielson said

    Mais uma coooisa…

    As relações intimas entre as pessoas desfazem qualquer coerência… se estiverem agindo instintivamente com requintes de razão, o limite é onde os atuantes querem chegar, e pagam o preço do que é pecado, e daí se muitos acham o preço barato?

    Tem um trecho de uma canção…

    Ahh… sofrer em seus braços… seria meu prazer…
    viver em mil pedaços… seria tudo pra mim…

    Bem, pelo menos é melhor do que encarar os amores já pré-decepcionado.

  16. Sem said

    Fy,

    “Violence in the Garden” é do Sade? não li, de Sade eu li apenas alguns contos faz tempo, e sei mais dele através de ensaios de erotismo de outros, onde ele é uma referência da qual é impossível escapar… Sade é interessante.

    Mas eu li um outro livro, “A História d’O”. Bastante famoso da literatura erótica e quem escreveu, por mais incrível que pareça, foi uma mulher, pra manter um relacionamento dentro do estilo… É a história de uma mulher submissa, exatamente nos moldes das escravas que vc descreveu. Não sei, não quero julgar, mas nesse caso a mulher me parece mais objeto erótico nas mãos de um homem do que qualquer outras coisa. Só consigo imaginar que um homem pra precisar de uma escrava, é bem inseguro de sua virilidade, e as mulheres submissas investem pesado no físico, a impressão que deixam é de que não há nada mais de interessante nelas – talvez seja verdade…

    Pra se ter uma idéia, na História d’O, a mulher sequer podia olhar nos olhos do homem, mas qual relacionamento sobrevive a isso? Nada de encontro de espíritos e alma…

    Aliás, nesse sentido, muitas coisas consideradas altamente femininas, são indícios de submissão da mulher, como abaixar os olhos, enrubescer, concordar embevecida com qualquer asneira, desde que dita por um homem com alguma segurança.

    E sapato alto? Não há quem não julgue atraente, e é mesmo, mas deixa o andar inseguro e exalta a necessidade da mulher ter alguém para amparar seus passos se for preciso. O apelo erótico é muito esse, não fica bonito apenas pelo lado estético da coisa…

    E maquiagem? Já imaginou um homem passando rímel e usando salto alto? como ele se sentiria, e não falo do ato de se travestir, mas da sensação física mesmo, de não estar com os pés plantados no chão: como um homem iria comandar sua vida, se tivesse de se equilibrar num salto 10 e com uma máscara que poderia borrar a qualquer hora e precisaria ser retocada ao longo do dia?

    Já houve épocas em que desmaiar era super feminino, para isso inventaram espartilhos que impedissem com a respiração da mulher…

    Peguei pesado? 🙂 Só pra refletir mesmo… Já que masoquismo e mulher são considerados binômios, até parece que mulher boa e feminina é mulher morta… é quase a conclusão que se chega.

  17. Sem said

    Bob,

    Eu acho que o critério é sempre pessoal, se ambos são adultos, querem e podem, que mal pode haver?
    Mas isso só pode valer para indivíduos livres e responsáveis… porque não podemos descartar que alguém esteja sendo vítima numa relação de poder, caso de uma criança nas mãos de um pedófilo, por exemplo…

  18. Bob said

    Concordo plenamente, Sem! Mas por vezes me parece que existe um ‘culto’ ao sofrimento, nas sociedades de um modo geral (em variados graus), difuso no subconsciente coletivo e de origem notadamente cultural/religiosa.

    Bem, rs, não sou especialista no assunto, mas esta é a forma que encontro, no momento, para expressar minha particular visão/opinião da questão.

    Abs 🙂

  19. Elielson said

    Um efeito colateral das praticas sadomasoquistas pode ser a corrupção para o sustento do vicio.
    Como se essas práticas fossem financiadas no dia-a-dia. E não são só os profissionais que estabelecem um preço para recipientar fetiches, o mundo moderno substituiu a segurança fisica pela financeira, já que tudo, até o instinto, serve ao dinheiro nessa sociedade de merda.

  20. Fy said

    Peguei pesado? Só pra refletir mesmo… Já que masoquismo e mulher são considerados binômios, até parece que mulher boa e feminina é mulher morta… é quase a conclusão que se chega.

    Pegou não, Sem; …pegou sim foi na essência do post.
    O Masoquismo.

    Não estamos falando de fetiches, nem da parte lúdica do sexo; nem de nada que seja natural, normal, etc… Mas do Masoquismo.

    Este q também existe na passividade em aceitar condições q nos atormentam, nas reclamações vazias em q vc percebe nada mais que derrotismo, na aceitação passiva de situações q nos horrorizam, nesta ausência de ideais que nos permite conviver com tudo isto q nos machuca.

    Talvez seja sim, “um ‘culto’ ao sofrimento, nas sociedades de um modo geral (em variados graus), difuso no subconsciente coletivo e de origem notadamente cultural/religiosa.” Como disse o Bob. – Pq pensando bem, esta conivência , esta aceitação apática afeta e machuca qualquer humano consciente; por mais “afetado” culturalmente q esteja.

    Fazemos de tudo p/ nos distrairmos do Amor. Como se ele nos cobrasse contínuamente uma atitude; um reconhecimento, um nãosedeixarlevar.

    O Filipe Wels sempre nos lembra do significado do termo Religião. Mto bem, a cada dia mais estas crenças humanas se afastam deste significado.

    Eu, como sempre vivi afastada destas doutrinas e minha espiritualidade é completamente diferente de tudo isto, só posso estudá-las, conhecê-las e, pessoalmente encará-las como um desiquilibrado recurso emocional da humanidade.

    Algo assim como ler este livro de “escravatura sexual” q mencionei e compará-lo às palavras do Mob em relação a como AMAR ou viver o Amor. Ou seja: é uma versão bizarra.

    Percebo q transformaram o q entendem por deus [ q deveria ser a mais alta expressão do AMOR, ñ é isto? ], numa coisa deplorável, num senhor tirânico e inatingível q os coloca, óbviamente, num patamar de miseráveis escravos sedentos por um espasmo de “iluminação” ou seiláque, ou um gestinho benevolente qualquer – mesmo q distraído – deste implacável e “incompreensível” Tirano, cujas “razões” são impenetráveis: por isto: não passíveis de discussão. – humanizaram este deus completamente, com a piores características que o humano pode ter – Mesmo q qq tipo de sofrimento atroz pague o preço deste samadi. É inacreditável, e não deixaria de ser cômico se não responsabilizasse tantas tragédias.

    Continuamos com as mesmas guerras, políticas, econômicas: sim: mas o combustível, o ingrediente energético ou o “general” é o q chamam de religião.

    Outro dia o Guaco me disse que Duna, do Frank Herbert- que eu considero uma obra de profunda sabedoria – é como uma bíblia dos nossos tempos. Eu separei um texto q, traduz melhor o que quero dizer:

    <>

    Bjs

  21. Fy said

    Mob, Lu, Adi,

    Algum Anoitan: não consigo deletar este comentário: o tal do texto, não sai: não sei pq.
    Vou tentar novamente; alguem pode deletar estes errados? antes q eu faça alguma besteira?

    Sorry,
    Bjs

  22. Fy said

    o texto:

    Estranho como possa parecer, as grandes lutas, como as que voces percebem emergir da leitura dos meus diários, nem sempre parecem visíveis aos seus participantes.
    Muito depende do que as pessoas sonham na privacidade de seus corações. Sempre me preocupei em moldar os sonhos assim como as ações. Entre as linhas do meu diário, encontra-se a luta com a visão que a humanidade possui de si mesma – uma disputa suarenta num campo onde as motivações do nosso passado mais obscuro podem brotar de um reservatório inconsciente, tornando-se não apenas eventos com os quais temos de viver, mas eventos que temos que enfrentar. É o monstro com cabeças de hidra que sempre nos ataca vindo de nosso lado cego.

    Eu rezo, portanto, para que, quando voces tiverem atravessado sua porção do Caminho Dourado. a humanidade não seja mais como crianças inocentes dançando ao som de uma música que não podem ouvir.

    -God Emperor of Dune
    F Herbert

  23. Elielson said

    A humanidade prefere um deus na bandeira de algum suposto intermediário. A humanidade não quer o mistério para ser pensado, ela quer submeter-se ao que os detentores dos recursos catalogam como imagem de deus, ver Deus é perceber seu silêncio, parando de adora-lo talvez até as pedras cantem, como disse seu Filho ( Como um padre herege, peço que abram em Lucas 19, e vejam que a parabola mais dura e a atitude mais firme de Cristo estão neste trecho, Será que não calamos para não ter que ouvir as pedras? hehe),assim perceberiamos nossa liberdade… e veriamos que liberdade implica em responsabilidade, devido a isso muitos homens jogam com o deus-homem, ele apresenta deus e jogamos a culpa no que nos dá culpa… a culpa de ter a liberdade pela culpa de desfazer-se do dom de Deus, aceitando o preço da fonte explorada pelo deus-homem.

    Servos de deus, contanto que possamos escravizar uns aos outros.

    O gato sai e os ratos sobem na mesa, foi assim no paraíso, é assim a cada segundo em que não nos percebemos livres.

    Fy

    A parte do texto sobre moldar os sonhos como as ações é extremamente significativo.
    Nâo entendo isso como projeção de uma conquista, mas é como um fazer para sonhar e sonhar pra fazer.:)

  24. Sem said

    Bob, Fy, amigos,

    “Toda forma de poder é uma forma de morrer por nada…”

    Isso é tão verdadeiro, mas é uma idéia romântica…

    Vou falar de arquétipos outra vez. Pois parece que existe nessa relação entre vítima e algoz, mais do que uma relação pessoal pura e simplesmente, parece que existe também e, principalmente, uma associação arquetípica que transcende desejos pessoais todas as vezes que um carrasco se aproxima de sua vítima, um arquétipo parece então se constelar naturalmente… E quanto mais polarizada se manifestar a associação arquetípica, mais a coisa descambará para o lado do desrespeito e da aniquilação dos seres na relação.

    Claro que quando estou falando de arquétipos, estou falando de representações arquetípicas, que são as formas e imagens que nos chegam deles e não eles propriamente… Como é sabido que dos arquétipos só podemos falar ou supor sua natureza real de modo indireto, por enigmas e reflexões, supõe-se até que num encontro direto com eles seríamos aniquilados… Isso porque a natureza dos arquétipos é “maior” que a nossa. Assim, se pudéssemos ver Deus sem espelhos, seríamos destruídos por seu Olhar, e se ainda pudéssemos pronunciar seu nome impronunciável, o mundo se desfaria em pó, assim reza a lenda…

    Então parece que deva existir um arquétipo que constele uma relação vítima – algoz. Não vou falar de deuses, porque não acho que conheça o suficiente e me sentiria uma impostora se começasse aqui a falar em linguagem mitológica – mas talvez essa fosse a maneira mais adequada de abordar esse assunto, apesar disso, quero ficar numa imagem analítica de “amor” e “poder”. Esses dois, quem já não ouviu falar desses dois combatentes, como cara e coroa de uma mesma moeda, e de que quando um está presente o outro se ausenta, e de que ou se tem ou o outro?

    Mas nenhuma relação é puro antagonismo, isso é ver pelo lado competitivo apenas. Algo como O Amor X O Poder. Onde um toma o outro como seu inimigo mortal e supõe que vencer o outro é garantir a própria existência. Esse combate poderia ser visualizado da seguinte forma:

    < Amor Poder >

    representam vetores que se repelem, forças que tendem se afastar… Evoluir essa relação é, naturalmente, seguir os vetores. Amor e Poder distanciarem-se até o dia em que os dois percam a “visão” um do outro… Não que um vá “acabar” com o outro, mais vai eliminar em si a visão que tem do outro e apenas a relação se dará, a partir de então, a nível de inconsciente.

    Espinoza é o cara, segundo o Kingmob, e eu concordo inteiramente com o nosso amigo. Spinoza diz que as instituições religiosas, dentre outras, dependem de colocar o outro culpado, depimido, abaixar a bola do outro enfim… Não é o mesmo que vc está dizendo, Bob?

    Para Spinoza, a maneira como as pessoas se afetam, é que determina se os encontros que vão ter, serão ruins ou bons. Um bom encontro é aquele que aumenta a potência de vida do ser e um mau encontro aquele que deprime. O mau não está então nas coisas e nas pessoas, mas no encontro (na relação que mantém) entre elas… Isso é muito interessante!

    Mas, continuando minha análise, e se invertermos os sinais, e de um sinal de ‘versus’e em que os dois são combatentes, se colocarmos um sinal de união (&) entre: Amor & Poder.
    Visualizamos assim:

    > Amor > < Poder <

    Perceberemos que Amor e Poder podem ser aliados e que a realização de um, é também a realização do outro. De cara o discurso muda para: “sem poder, o amor não se realiza”; “o amor tem poder”; “poder sem amor é a barbárie”; “poder sozinho aniquila”; etc…
    Como o campo de visão que um tem do outro é cada vez mais nítido, e eles se “veem” cada vez mais, o discurso fica cada vez mais consciente…

    O negócio então é um ter o outro como aliado, aproximar o campo de visão do outro até o ponto de um bom encontro – no sentido spinozista.

    Mas como tornar isso realidade? Já é difícil para uma pessoa sozinha tomar a decisão de aliar Amor e Poder como valores equivalentes na sua vida pessoal… Para uma sociedade, então… principalmente porque as instituições usam e abusam do Poder para impor sua lei e subsistir da forma como nasceram, querem suas leis permanentes e resistem o quanto podem se transformar. Porque de certa forma deixam de existir quando se transformam; quando mudam já são outras…

    Em linguagem mítica e astrológica: instituições são puro Saturno, mudanças e evolução já são tarefas de Júpiter e revoluções radicais ficam com Urano… Três gerações, uma só família, na sequência: pai, filho e avô…

    Mas eu só queria dizer que um olhar diferente pode mudar um destino…

    PS: Fy, dei boas risadas com suas atrapaiadas, eu sou muito assim tb… 🙂

  25. Sem said

    Elielson,

    Padre herege, pois sim. Para um herege verdadeiro vc demonstra muitas crenças. :p
    Gostei da citação. Acho que é sempre assim, a gente faz barulho para não escutar o silêncio, e a gente atribui má fé ao outro e essa é a nossa má fé.

    Um abraço!

  26. Fy said

    Oh Sem,

    Acho que prefiro ter um nenem!

    Aquele lance do tal do “Ler Mais…..” não consigo fazer de jeito nenhuuuuuum.

    Sem,

    Tá lá, a 2ª parte. É “o seu ultimo comentário”.

    Kkkkkkk

    Bjs

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