Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Newton e Hermetismo

Posted by luramos em fevereiro 25, 2009

Para distrair e aprender, jah que estou pessoalmente numa grande transicao e num vazio criativo de dar doh. Em ingles, porque em portugues nao acho nada interessante. Quem achar por favor me mostre. Continuo pedindo pra quem souber como faz para traduzir videos do youtube,  por favor me ensine. Se algum dos fieis leitores, ou mesmo entre os infieis, quiser escrever um post, manda pra mim, que eu publico, anonimo ou com seus nomes. Voces tem uma preciosidade que pode ser compartilhada que se chama conhecimento. Obrigada a quem deseja, e de fato, compartilha.

http://en.wikipedia.org/wiki/Isaac_Newton%27s_occult_studies

Isso aqui tambem achei muuito legal, no meio de tanto exagero que tenho lido  em materia de misticismo.

picture-12

http://www.youtube.com/watch?v=RJ8TNCYtTV4 -primeira parte de oito, em ingles, soh para jah dispersar quem nao estiver afim de maiores esforcos.

Quando terminar minha mudanca, volto com a corda toda.

Assim seja, assim serah!

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48 Respostas to “Newton e Hermetismo”

  1. Pedro! said

    salve!
    olha, eu tenho algumas coisas interessantes guardadas aqui…
    traduções (feitas por mim), textos em portugues e no bom ingles tambem.
    é só me dizer para que email mandar!

  2. luramos said

    obrigada Pedro, eu jah estive no seu blog eh muito legal.
    pode mandar para meu email,
    goddess_maeve(arroba)hotmail.com

  3. Elielson said

    A observação analitica e progressiva é chamada de lógica quando evolui em degraus rústicos…
    O que as pessoas chamam de nomes que parecem transcender nada mais é do que chutar a escada, ou vê-la de uma outra maneira, mais ou menos como a resignificação do comentário da Fy no post da neurocientista.
    Os homens que chegam mais longe pela razão ou pela loucura são os que mais tiram conclusões novas sobre a coisa toda.
    Cada homem que assume um papel de grande alcance psicológico, sabe muito bem que está onde está, devido a sua grande habilidade em convencer as pessoas a anularem suas chances de concorrer com ele na busca pelos seus vicios.
    Realmente o poder da relatividade cria uma verdade quando freia.
    Antenas e chifres…
    Mesmo dizendo que nada é relativo, explica-se assim a tragédia, a luta, o pq de não estarmos bem…
    Então quando quero estar relacionado a algo (como aqui, por exemplo) vou e me manifesto… assumindo toda a relatividade até o limite em que haja uma luta para que um dos lados fique oculto, e quando eu digo lados… digo… bilhões de adões e evas divididos em dois… rsrsrsr
    Quando não quero estar relacionado, observo…
    Inevitavelmente, sendo matéria, somos relacionados.
    Mas nesse observar, existe uma manifestação consciente, e se a aplicação dela não for conveniente com as práticas disseminadas na guerra psicológica… vão dizer que vc é louco ( e esqueçam esse negócio de bruxaria, feitiçaria e ocultismo… misticismo e esoterismo tbm… isso são rotulos pra estampar loucura nociva… assim como qualquer nome… dado a qualquer pratica)
    A loucura é sinceridade, só isso…
    O contrário da loucura eu ainda não sei o que é… sério, pensando bem a escada é uma loucura dos outros… a loucura nociva.
    Voltando a manifestação consciente,… quem quer ver, vê que a relatividade vai até onde está o ultimo pedaço de pão da santa ceia.
    Pessoalmente, acho que ignorância e falta de respeito são a mesma coisa, mas respeitar não é ser amante do diabo, como um outro ignorante quer que um outro ignorante seja.
    Essa confusão que estou divagando é para ampliar a noção sobre relatividade e não-relatividade…
    Eu não quero relativizar infanticidio com sorrisos.
    Eu quero relativizar infanticidas com fim.
    As conexões estão ai… mesmo quando dizemos… isso que vc diz não faz sentido… ou… isso que vc diz esbarra nessa noção aqui ó… isso que vc diz não está no dicionário… na enciclopedia… isso que vc diz saiu da boca de um demônio, vade retro… isso que vc diz não tem base… isso que vc diz é coleção de abrobrinhas… Entende? É relatividade e não-relatividade quando se trata de ser humano… bem e mal são isso… senão seria sempre SÓ o bem ou SÓ o mal… Eitâ condição miserável…
    No térreo é dificil jogar uma pedra no décimo terceiro andar… pior ainda pedir pra um companheiro do térreo jogar uma pedra em Deus.
    É foda fazer com que parem de se comer, é foda fazer com que peguem toda a droga e despachem no elevador, é foda convencer cada um, todo dia que a sua paz ta sendo disseminada conforme a audiência das cinco principais emissoras mundiais, é foda explicar que enquanto a gente aceita o einstein os melhores profissionais são os que melhores encontram as brechas em todas as leis (Desrelativizando???)
    Andar nu na lua cheia ou empinar pipa em meio aos trovões?
    É tanta coisa… tanta coisa…

  4. adi said

    Oi Elielson,

    Eu juro que li tudinho (2 x) o que vc escreveu, mas te digo que nao entendi nem 30% :-)); cara, eu nao sou burra! ;)) agora pergunto porque complicar tanto?

    A vida eh tao simples, verdade (nem tanto; mas muito mais simples do que vc complica ai)…

    Relatividade??? tudo eh relativo meu caro, e dai?? e o porque de tanta burocracia com ela???

    Ando mais pras simplicidades da propria vida, ando mais pros dizeres do Guakito…. a gente fica tanto conceitualizando, mentalizando, e nao vive a “coisa”, nao experiencia a divindade, esquece do corpo e fica soh na mente, na mente….

    Eu busco a totalidade do SER, mente e corpo e corpo e mente, juntinhos, amasiados, e foda-se os conceitos que vem querer colocar num quadradinho, diminuir, catalogar essa experiencia…

    Liberdade eh primeiro de tudo, mesmo, libertar-se de seus proprios conceitos… sao esses velhos e escravizantes conceitos (dentro da sua mente) que te prendem mais forte do que qualquer corrente e cadeado…
    Nao sao os ignorantes os culpados…. :-))))

    Sabe o que eh foda? eh foda buscar o “Deus interior” com a cortina grossa de sombras, conceitos, desafetos….
    eh que cada um vai enfrentar seu proprio medo, desafeto e conceito, vai enfrentar o seu temor… e a luta eh proporcional e relativo com si proprio… essa eh a questao, tudo eh relativo de “mim” para “comigo”…

    Nao eh tanta coisa, na verdade eh coisa nenhuma, coisa nehuma…

    …. mas pode ser que entendi tudo errado ou no maximo os 30% como jah falei, e neste caso, pardon me, me desculpe mesmo a minha “ignorancia”. =))

    Abs

  5. Elielson said

    Justamente, Adi.

    30% de um não é o 30% de outro, e sinceramente se fosse 100% seriamos a mesma pessoa, não que já não sejamos macrocosmicamente, tudo que não é relativo entre nós é que causa esse movimento…
    Mas fico feliz pelos 30%, no meu meio não-virtual não me entendem 2%…heheh.
    E aí? Isso acontece só comigo?
    É disso que eu to falando…
    Não estou apegado a algum conceito, pelo menos vejo que estas letras só são um meio de transmitir algo… mesmo que 30% de algo… e mesmo trasmitindo, não digo pra aceitar… Todas essas interatividades são pra complementar vaidade.
    E o que é tornado oculto vem a luz depois que vc destila a água um milhão de vezes…
    Ignorante é quem ignora, quem desrespeita, acho que não somos…
    E Sábio bom é Sábio morto.
    Eu ficaria muito felicissimo se vc apontasse alguma coisa nas confusões que expus pra chegarmos a concluir algo sobre um por cento de tudo.

    Viver corpo e mente é bom.
    Espalhar essa noção é bom.

    O culto ao céu dominou o culto a terra…
    Pois fez cada um de nós acreditar que a terra não era o céu… Será que tudo é relativo?

    Pardon me, tbm… por alguma ignorância que vc tenha detectado nesses simbolozinhos.

  6. Kingmob said

    Adi e Elielson e demais,

    Eu aprendi há alguns anos de um grande amigo uma coisa fundamental que nunca mais esqueci: o Bem vem muito antes da Verdade.

    O que isso quer dizer? Quer dizer que o cuidado, o carinho, o coração aberto, a responsabilidade que assumimos em relação ao outro é o que tem importância. Querer impor um conceito ou uma visão de mundo ou uma verdade é uma praga da humanidade como não cansou de lembrar Krishnamurti.

    Digo mais: o fato de alguém querer impor uma verdade a todo custo para só daí aceitar o outro como tendo valor, ou como digno de amizade e respeito denota claramente uma grande imaturidade espiritual e às vezes falta de caráter.

    Vc vai ver a grandeza de um ser humano pela capacidade de aceitação que ele tem do diferente, do outro, do que seria repulsivo no outro.

    Não importa se o outro seja pobre, ou intelectual, ou diferente. Se de alguma forma há o desejo de uma relação sadia e respeito mútuo a aceitação é necessária, o bem deve vir antes da verdade.

    Claro, é muitas vezes mais difícil se abrir assim do que assumir a postura de defender um território, defender seu pedaço de comida da constante ameaça que é o outro e a verdade do outro.

    Queremos saber se um relacionamento de amizade ou de amor é recompensador ou valhe a pena? Se uma pessoa que entra na nossa vida deve continuar na nossa vida? O bem, o cuidado e a responsabilidade devem vir antes da verdade. Se for assim vale a pena.

    Ab.
    Mob.

  7. Elielson said

    Adi… se não deixei claro… agora deixo, gostei da critica…muito mesmo. Se as minhas colocações pareceram pesadas, de minha parte só houve peso na parte em que disse que é foda convencer… na sua só vi advertência e isso é bom.
    Mas é foda convencer com propostas…
    Se fosse pra impor… (voltando a analogia do andar térreo) sexo, drogas e dinheiro bastariam, se não bastassem eu contrataria o renato aragão.
    Não me levem a mal, a ultima coisa que faço é ofender, os danados claro…

    Kingmob

    É isso aí… o respeito concede a manifestação.
    Manifesto pelo que me manifesta.

  8. Fy said

    Eu busco a totalidade do SER, mente e corpo e corpo e mente, juntinhos, amasiados, e foda-se os conceitos que vem querer colocar num quadradinho, diminuir, catalogar essa experiencia…

    Super coment Adi!

    Infelizmente os tais dualismos constroem “senhores”, e estes “senhores” automaticamente diminuem, catalogam, empobrecem esta busca.

    Esta que é a nossa maior aventura. Aventura de corpo e alma, sem nenhuma dúvida. Salve o Guaco, sim.

    Bjs

  9. adi said

    Oi Elielson,

    Nao tome como advertencia nao, 🙂 porque nao foi, soh quis colocar meu ponto de vista tambem, eu gosto muito desse bate papo, dessa troca, eh onde a gente “conhece a si-mesmo” quando pomos pra fora o mais intimo, entao podemos ver melhor o que estah dentro de nos.

    Voce nao pegou pesado nao, talvez soh a parte do “eh foda convercer”, porque acho que a gente nao tem que convencer ninguem mesmo que seja com propostas, no maximo colocamos nossa opiniao, nossas ideias ou ateh mesmo nossa feh em determinada “coisa”, como se lancada ao ar fica a criterio de quem quiser aceitar ou nao?
    … ateh porque acredito que as mudancas soh se dao interiormente, ninguem muda ninguem.

    Tambem tenho opniao diferente quando voce disse que cada homem que assume um papel de grande alcance psicologico na sociedade soh chegou ateh ai porque ficou minando a auto-confianca da “concorrencia”.
    As minas comecam a ser colocadas praticamente no berco pela propria familia, depois os amiguinhos e irmaos com tirar “sarro” da cara dos outros, sempre ridicularizando, e assim nossa personalidade comeca a ser formada, esses bloqueios vao pro fundo do bau, e a pessoa se torna fragilizada na medida dos proprios bloqueios, mesmo que inconsciente deles… eh essa a medida do sucesso pra aqueles que sabem lidar melhor com isso.

    Eh verdade o culto ao ceu, ao Sol, se sobrepos a grande Mae, agora parece que estah se invertendo novamente, talvez pra uma “nova consciencia”, nem do Deus, nem da Deusa, mas da uniao deles, quando o ceu e a terra se tornam Um. Acho que muitos falham na unilateralidade, buscando soh um lado da coisa, e isso sozinho nao “realiza” a totalidade, vai estar sempre faltando uma parte.

    Tudo ainda eh relativo nessa nossa concepcao dual, mas numa visao “Una” nao serah mais, porque o que se perceberah eh que tudo eh a mesma coisa, que a materia eh ao mesmo tempo espirito e vice-versa. Imagina o corpo inundado pela percepcao pura de toda a realidade junta e ao mesmo tempo, sem pensamento, simplesmente o SER. Olha que verdadeira liberdade.

    Abs

  10. adi said

    Mob,

    Bacana isso que voce colocou, “o bem vem muito antes da verdade”.

    Como boa aquariana que sou, a minha busca e sonho sempre foi e eh por “liberdade”, liberdade do pensar, do vestir, do agir, mas acima de tudo busca daquela “liberdade”, a liberdade interior, ser livre de todas as coisas da mente que me aprisionam, me tolhem, me poe medo, me limitam…
    e talvez por esse motivo, sou “rebelde” com coisas “impostas”, controladoras, leis, autoridades, etc e tal.

    meu jeito eh meio assim: eu nao vou te dizer o que vc “tem” que fazer a nao ser que me pessa, mas tambem nao aceito que digam que “tenho que”…

    Entao procuro respeitar o espaco do outro, procuro nao fazer aos outros o que nao gosto que facam comigo, e eh como voce disse, o cuidado e a responsabilidade num relacionamento, seja ele de qualquer tipo, eh fundamental pra que seja bom pra ambos.

    Abs

  11. sem mais said

    Eu entendi que o Elielson colocou o mundo em uma organização hierarquica vertical, o que é uma descrição bem realista de como o nosso mundo funciona, mas de como especialmente nós aqui gostaríamos que ele não fosse…

    Mas eu gostei especialmente da lembrança de valores que o Kingmob trouxe na controvérsia gerada e que me me faz lembrar de imediato no discurso de Paulo de Tarso a respeito da excelência da caridade… Sempre é bom lembrar dessa verdade, em qualquer ocasião, talvez mais ainda quando estamos em comunidade, e por mais que a nossa seja virtual, é uma comunidade.
    Transcrevo… é bem curtinho, bonito e serve pra todos:

    “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine.
    E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
    E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
    O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se envaidece; não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
    Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
    Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.”

    (I Coríntios 13: 1 – 13)

  12. adi said

    >>meu jeito eh meio assim: eu nao vou te dizer o que vc “tem” que fazer a nao ser que me pessa, mas tambem nao aceito que digam que “tenho que”…

    Esqueci de dizer, eh soh pedir com jeitinho, ;)) com educacao, com respeito, ai eh diferente… mulher se desmancha, eh mole e facil de lidar…. mas tem que ter jeitinho 😉

  13. sem mais said

    De mais a mais, uma controvérsia é sempre bom, mostra que a comunidade está viva, que as pessoas se importam… Mas vamos gastar nossa energia com brigar contra causas que valham a pena e não uns contra os outros…

  14. adi said

    Aloha Fy,

    >>Esta que é a nossa maior aventura. Aventura de corpo e alma, sem nenhuma dúvida. Salve o Guaco, sim.

    … e que aventura, tarefa de variasss vidas.

    bjs.

    Oi Sem mais,

    >>Mas vamos gastar nossa energia com brigar contra causas que valham a pena e não uns contra os outros…

    Ninguem aqui estah brigando nao, mesmo no meu primeiro coment, tomei o cuidado de colocar o smiles pra deixar claro que eh soh minha opiniao, e que talvez discordasse por nao ter entendido o comentario.
    Ninguem aqui eh contra ninguem, mas podemos ter opinioes diferentes, certo. 😉

    bjs

  15. Fy said

    Aloha irmã de Urano,

    Mob

    Dizem que só os poetas conseguem descrever as mulheres de Aquário.

    Nem os poetas, nem as aquarianas se espantam com o improvável. E eu bem sei que ser aquariana… nem sempre é fácil! E ser poeta, nem sempre é, também!

    Surpreender é a gloriosa arte dos dois. Rsrsrs

    Tanto isto é verdade, que ela existe na sua Babalon. Urano, com certeza surfa na liberdade que canta nas suas poesias, ” dropando” nas entrelinhas que nem todo mundo compreende.
    [ ninguém cavalga a besta se não tiver jeitinho…. mas…. é preciso muiiiita liberdade e opinião]

    Discordar, questionar, não compreender, perguntar,opinar, é dialogar livremente.

    Mas, juntando o Mob e a Adi; chegamos num lugar comum: Freedom/ Krishnamurti

    “Qdo há Liberdade, há energia; qdo há Liberdade, ela nada pode fazer de errado.
    A Liberdade difere totalmente da Rebeldia.
    Não há ação correta ou incorreta qdo há Liberdade.
    Voces são livres e a partir deste centro, agem. De maneira que não têm medo, e a mente sem medo é capaz de amar infinitamente.
    E o Amor,
    Pode fazer o que quiser!
    Krishnamurti

    Bjs

  16. adi said

    Sem mais,

    foi muito bom voce colocar esse trecho de Paulo sobre o AMOR, palavrinha tao divulgada, popular, mas que poucos de fato jah sentiram o verdadeiro AMOR. E muitas vezes confundimos amor com “apego”, somos apegados a determinadas “coisas” ou pessoas, e achamos que isso eh amor… talvez seja uma forma de amor sim, mas um amor egoista e sendo assim nao eh o verdadeiro amor.

    Amor; Amor eh a magia, o impulso que busca uniao… Amor pra mim eh como o dinamo e forca da propria vida e existencia, pra mim eh o terceiro fator de ligamento entre o Espirito e Materia e vice-versa, eh a “propria consciencia”, a Alma, o principio cristico, ou Vishnu….
    e sem Amor/consciencia seriamos palhas secas… eh ele que relaciona e une Espirito/materia, Mente/corpo, eh a consciencia/amor que traz a vida, e como libido primeiro se volta pra vivencia material buscando a uniao fisica, pra depois buscar outro tipo de uniao a espiritual….
    Amor eh Alma.

    muito bem lembrado…
    obrigado.

  17. adriret said

    Oi Kingmob,

    Quisera eu ter essa liberdade de mim mesma pra comtemplar o Puro Ser quando bem desejasse; mas as vezes, Ele baixa aqui (rsrsrs), ou melhor, interrompe os pensamentos e por Si-mesmo se faz um pouco presente, fica uma ardencia na pele, uma vibracao no coracao, deixa uma alegria e paz, pra depois ir, e entao soh resta a Adri com algumas certezas, muitas duvidas, e um desejo enorme de continuar seguindo esse caminho.
    Se tivesse um jeitinho, uma receitinha magica eu espalharia pelo mundo; mas, o que tem me ajudado muito, apesar de alguns torcerem o nariz (rsrsrs) eh a receita de Jung mesmo, aquela velha conhecida: auto-conhecimento, confronto e aceitacao da sombra, depois o confronto com o demoniaco e apaixonado Animos/Logos ou Anima/Eros (sua Babalon) e ai pelo que dizem, o proximo passo eh a unidade com o Self, coisa improvavel de acontecer, segundo o proprio Jung.

    Ah! Me envia tambem aquela pratica que o Guaco falou pra Luiza. Manda pro F.A. grupos, lah estah meu e-mail.

    Salve irma aquariana,

    Grande Krishnamurti. Deixou grandes ensinamentos, sem duvida um iluminado.

    Beijao pro ceis.

  18. Elielson said

    Minha musica preferida do Raul diz assim:

    Por muitas vezes sentia vergonha das coisas que eu sinto/ E disfarçando escrevia dificil só pra complicar/ quando a flor é uma flor e não tem outro jeito da gente dizer/ Pra que mentir?/ Se eu sei que eu quero mesmo é dançar yeah yeah yeah…

    Direto aos assuntos, tentando não complicar dessa vez…

    Ao falar de flores tudo se torna Sim, Sim… pra mente e pro corpo, não há nem mesmo a noção de bem e mal no bem… Pelo menos quando contemplo, contemplo inteiramente extasiado.

    Mas aí o relógio me acorda as 5:15 para as hostilidades de ser novamente um recipiente da miséria alheia.
    Já não são mais flores a partir daí, pois mente e corpo anulado é a morte em vida. A morte realmente perigosa.
    Emprestar a mente ao que é imposto é prostituição mental.
    Sei que posso virar hippie e isso exige uma dose corajosa de sacrificio.
    Mas tenho uma estratégia alternativa para auto-realização. Se auto-realização é ilusão, que seja a existência uma ilusão dolorida, auto-realização seria um modo de deixar a parte dolorida da ilusão.
    A estratégia é divulgar a flor apontando os espinhos.
    Hoje em dia um dos maiores vilões é o marketing, que no tribalismo primitivo era marketing pessoal, e quando surgiu o primeiro conquistador passou a ser marketing ideológico, tudo pra implantar a regra de favorecer um onde existem dois e por ai vai.
    A nebulosidade nas experimentações partem da possessividade de um individuo para com outro, isso não se extendeu apenas homem/mulher. Toda relação é possessiva, e não importa o número de relacionados.
    O amor é a órbita independente.
    Jesus Cristo, o homem-idéia, suportou com passividade quase todas as formas de manifestações possessivas, indicando a falha.
    Uma vez eu vi, acho que foi no filme do advogado do diabo… : O maior trunfo do diabo é pensarem que ele não existe.
    Não existe só a flor.
    Ai´Ai´Ai´… olha o dualismo ai…
    Essas idéias presas que vem cavalgando na biologia de nada servem para impedir as fatalidades. Que a fatalidade leve ao uno…
    Mas enquanto discutimos isso, passam reportagens bonitinhas sobre crianças que sabem todas as capitais de todos os países, e por isso devem se formar doutoras por conta própria. E logo em seguida passa uma reportagem de crianças que sabem rebolar e por isso recebem todo o incentivo de Carlinhos de Jesus(… vejam só… ele é de Jesus… por certo foi indicação de nome artistico por alguma mãe de santo ou mega mago dos mapas astrais.)
    O livre pensar é uma ameaça ao status quo, mantido por quem se renova a cada instante… rs.
    Não há como compactuar ou dar de ombros, mesmo que o muro seja território do diabo, não muda o fato de eu não gostar dele, e não muda o fato de que é o único lugar do território onde há enfrentamento.

    Eu gosto das coisas simples, seria bom se pudessemos todos dançar com Carlinhos de Jesus ou com o Baryshnikov… Mas minhas anteninhas de vinil estão captando a presença do inimigo…

    Nos castigos, e nas compensações…

  19. adi said

    Oi Elielson,

    Acho que tambem vi nesse mesmo filme “O advogado do diabo” ele dizer tambem que o maior trunfo dele eh ir massagendo o ego do homem, ir aumentando a sua vaidade, o ego pensa que eh poderoso, pensa que eh Deus… e ai estah capturado em sua propria armadilha.

    >>Hoje em dia um dos maiores vilões é o marketing, que no tribalismo primitivo era marketing pessoal, e quando surgiu o primeiro conquistador passou a ser marketing ideológico, tudo pra implantar a regra de favorecer um onde existem dois e por ai vai.

    Interessante que se observarmos a propria “natureza” tambem se comporta assim. O privilegio eh do mais forte. Ganha-se pela forca, pela imposicao (olha ela ai de novo) do poder, do medo. E nohs homens animais (nao tem como negar nossa parte biologica) ainda nos comportamos assim, onde nosso instinto de sobrevivencia ainda estah arraigado ateh o ultimo fio de cabelo. Eh, aquele instinto, sem “Alma”, inconsciente, voltado pra manutencao da propria vida, e na medida que vai se conscientizando se torna “Amor”, ou consciencia, e se volta pra uma outra busca. Esse instinto, essa forca eh a mesma Kundalini na base da coluna, voltada pra vida. Eu sei, voce estah falando sobre as hierarquias de poder, e eu to falando sobre kundalini (rsrsrs) depois eu que te chamo de complicado, neh! 🙂 mas eh que ficou claro isso pra mim, sobre o instinto que se transformarah em intelecto, e do intelecto para a intuicao. Eh a mesma forca, o chi da vida, e nada eh errado, tudo tem suas fases de amadurecimento, como a fruta, que depois vira arvore, e dah seus proprios frutos…. Tudo eh a mesma e unica coisa, o diabo eh Deus, e nem digo que sao as polaridades, sao projecoes e ilusoes sobre a simplicidade da vida que faz com que a vemos dessa forma, deturpada somente pela nossa mente, pelos nossos conceitos… Ai estah!! a Totalidade jah eh, e sempre foi, e sempre serah, estah a nossa volta o tempo todo e dentro de nohs e nohs nao a vemos, nao a percebemos. Nao temos que mudar o mundo, temos que mudar nossa visao… nossa, deu uma quentura agora (rsrs)

    Vou meditar sobre isso…

    Abs

  20. Elielson said

    Adi.

    Infelizmente tenho que mudar o mundo em cada oportunidade que me for dada, mesmo que seja mudando minha visão… contanto que, para ter um terceiro olho não tenha que colocar os que tenho, nas costas.

    A humanidade é a pior das criaturas…
    Vejo na consciência uma chance, de não ser instinto nem livre arbitrio. A chance de dar sentido a mim em meio ao acontecimentos que nossa espécie produz.

    >>como a fruta, que depois vira arvore, e dah seus proprios frutos….

    Li num gibi: a arvore é o sonho da semente…
    Se nos destinamos as projeções de nosso filtro intelectual que leva a intuição… Me destinarei ao que de melhor eu posso imaginar pra todos (mesmo que meu ego faça por ser o melhor pra mim).

    Se o Reino dos céus está em nós… quero levá-lo aos que não tem… Não se salva as pessoas de si mesmo, o que é relativo de ti para contigo é teu Reino… mas os que não estão salvos… estão fazendo vitimas…

    Educar pode ser a cura para uma doença…
    Mas hoje em dia educa-se para criar doentes…

    Nenhuma doutrina que não seja a do corpo como fronteira a ser respeitada… (uma regra que não sigo direito)

    A educação visa facilitar a conquista dos ideais.
    O ideal é a vaidade.

    Sei o que querem dizer com sentir…
    E é o que eu sempre fiz…
    Sentir que poucos sentem, e se aproveitam de quem não sente para sentir mais…
    Fechem as fábricas de cortinas grossas…

  21. adi said

    >>Se o Reino dos céus está em nós… quero levá-lo aos que não tem… Não se salva as pessoas de si mesmo, o que é relativo de ti para contigo é teu Reino… mas os que não estão salvos… estão fazendo vitimas…

    Essa ilusao eu perdi jah faz algum tempo, mas entendo que na verdade voce quer “ajudar’ os outros a abrirem os olhos;

    eu gosto muito de trocar ideias, porque primeiro de tudo, cada vez que tenho um bate papo deste tipo (coisa rara hoje em dia, porque ninguem gosta de falar dessas coisas. :)) muita coisa se clarifica na minha mente, cada vez que leio cada um de voces, me questiono as mesmas coisas e de novo aprendo muito, e quando escrevo aqui, na verdade escrevo pra mim mesma (rsrs).

    Mas o que eu quiz dizer, e naquele momento foi um grande insight pra mim, e pude sentir na pele :-), eh que o “Reino” jah estah em cada um de nohs, nada ha pra ser salvo, nada ha que ser “mudado” alem da propria percepcao, pois eh ela que faz com que se veja o mundo com essa “dualidade”. Mas a mudanca soh pode acontecer de dentro pra fora.

    A humanidade nao eh a pior das criaturas, tah certo estah passando por um periodo de transicao dificil, de escolhas onde se poe na balanca o consumismo exarcebado x destruir nossa Mae, geradora, nutriz, e agora estamos despertando pra esse cuidado, mas vamos transcender esse impasse fazendo a escolha certa, estamos amadurecendo como humanidade, devagar eu concordo… mas eh assim mesmo, uma mudanca de paradigma mundial demora…
    Eu tambem acredito na educacao, e acho que eh uma das maneiras eficazes pra mudar, desde que seja nao impondo o mesmo padrao de comportamento que sempre nos aprisionou… ai eh que estah? serah que conseguimos fugir dele.

    Eh dificil! Houveram grandes sabios e iluminados e nos deixaram seu grande legado, os ensinamentos nao mudaram, as verdades sao as mesmas: conhece-te a ti mesmo, O Pai estah em mim, Soh existe o UM, enfim as verdades sao eternas, mas ateh hoje sao poucos os que realmente sentem com “ALMA”, no coracao, no “Ser” essas verdades. O conhecimento nao eh total pois nao eh sentido, somente intelectualizado, entao nao vira sabedoria.
    Quero dizer que o “novo” ainda nao aconteceu, nohs estamos no ponto de ir alem do intelecto pra uma nova visao; e como eu disse sobre a fruta madura, cada um tem seu tempo de maturacao (aprendizado), alguns atraves da instituicao religiao, outros atraves do livre pensamento, mas o “novo” ainda nao veio, e as verdades continuam…

    Abs

  22. Kingmob said

    A nossa liberdade começa no dia em que aceitamos que os outros que nos incomodam e os nossos inimigos estão dentro de nós mesmos.

    Isso é fácil de entender intelectualmente mas para por em prática é tarefa para vidas.

    Os bloqueios e medos todos estão dentro de nós. A anima e os outros “personagens” psicológicos também. Não há quem nos faça mal ou nos incomode se não deixarmos. É difícil, é tarefa para uma vida mas não há verdades maiores que essa.

    Pode fazer parte esquecer isso de próposito quando for gostoso ou necessário, mas a verdade tá sempre lá por trás.

    O inimigo sou eu, mais ninguém. Eu tenho que me resolver é comigo mesmo na batalha mais ingrata de todas. Ficar colocando a culpa nos outros é só adiar o confronto.

    Assim é que eu entendo, hoje, a retirada das projeções.

    Abs,
    Mob.

  23. Fy said

    Elielson,

    Este é um coment meu lá no SDM, em torno de um assunto parecido;

    – Ouspensky diz que existem diferentes “eus” dentro de um indivíduo, cada um tentando ter um domínio momentâneo sobre os outros. Quando um Eu no controle, decide algo: os outros Eus terão que “pagar a conta’ daquela decisão.

    Eu acredito q estes “eus” são criações resultantes de uma reunião de fatores q vão desde o histórico social, formação de conceitos via educação e experiências vividas.

    O Verdadeiro Eu é o centro, a parte do indivíduo que caracterizará, que “moldará o perfil destes “eus”, q inevitavelmente se formarão.

    Encontrar este Si Mesmo; este Eu central; ou eu verdadeiro, ou nossa fonte primordial; compreendê-lo; considerá-lo, alimentá-lo, embelezá-lo; é a única forma de conseguir observar o Todo e “permanecer” expressando a essência, ou uma VERDADE autêntica sobre SI MESMO.

    E, sem dúvida, “aprimorar” este “filtro” que absorve toda a realidade externa.
    Não aprimorá-lo; é a forma mais rápida de pirar. Aliás, o mundo está cada vez mais repleto de pirados e semipirados, q apenas fotografam os estímulos exteriores, sem nenhum filtro ou catalizador interior. Em vez de olhar, em particular, seu próprio espelho, eles tendem a procurar os espelhos que refletirão as facetas de si mesmo, as quais ele está “pronto” para ver, como uma “captura instantânea”.

    A busca e a aprimoração de si mesmo é, sem dúvida, uma Viagem Especial. Talvez dure toda a vida, ou qts mais…, como bem lembra a Adi. Mas exatamente por isto, na minha opinião se faz necessário torná-la interessante; atrativa, ousada mts vezes.

    Qdo agente se imbui deste tipo de entusiasmo, de interesse em relação a ela [ à viagem], conseguimos enxergar algumas emoções, tal qual o medo, como fatores “externos” à nossa natureza; como por ex: um rio meio furioso que temos q atravessar: se não pararmos e, estudarmos uma forma de fazê-lo, se nos atirarmos nele sem analisar um cantinho mais viável: bau-bau! Esta colocação, na minha opinião, é q seria o catalizador ou o “filtro”. O fator q permite obtermos um “efeito” “diferente” das influências externas sobre nossas reações e comportamentos.

    – Isto não significa que não tomemos “um caldo” de vez em qdo; uns arranhões aqui e alí; mas faz parte; o importante é continuar, é ter uma meta: fazer caminho.

    Bjs

  24. adriret said

    >>O inimigo sou eu, mais ninguém. Eu tenho que me resolver é comigo mesmo na batalha mais ingrata de todas. Ficar colocando a culpa nos outros é só adiar o confronto.

    Exatamente Mob, eh assim que entendo tambem. E a retirada das projecoes (ilusao) se dah nesse confronto.
    Lembra do filme “Guerra nas Estrelas” quando Skywalker em treinamento para ser Jedi, enfrenta seu pior inimigo(projecao) D.Vader dentro de uma caverna, e quando a mascara cai ve seu proprio rosto.

    No meu entender nao basta somente o confronto, mas a aceitacao durante o confronto, i.e. a integracao dessa parte rejeitada por voce, mas que te pertence. Eh assim que vamos nos tornando “inteiros”, juntando nossos cacos (rsrsrs). Nao eh pela negacao ao “mal”, mesmo porque essa forca nao eh boa nem ma em si, mas eh o ego que a interpreta dessa forma, como o “diabo”…

    Esse eh o mesmo trabalho da Goethia, e Jung chama de confronto com a sombra.

    Abs,
    Adi

  25. adriret said

    Fy,

    >>Encontrar este Si Mesmo; este Eu central; ou eu verdadeiro, ou nossa fonte primordial; compreendê-lo; considerá-lo, alimentá-lo, embelezá-lo; é a única forma de conseguir observar o Todo e “permanecer” expressando a essência, ou uma VERDADE autêntica sobre SI MESMO.

    Somente uma consideracao, no meu entender vejo um pouco ao contrario.

    Pra mim, este Centro, nossa Essencia, eh a propria fonte primordial, e sendo ela a Fonte, eh Ela quem nos alimenta, nos considera, nos embeleza, e nao ao contrario, pois tudo o que eh manifesto eh como a projecao da propria Luz infinita, o Todo.

    Mas podemos voltar nossa “atencao” para esse centro, e de lah absorver possibilidades infinitas de cura, criatividade, beleza, etc… e criar, ou reproduzir ou materializar aquilo que se apreendeu/captou da Fonte da vida.

    Bjs
    Adi

  26. Kingmob said

    Fy, Adi.

    >>Encontrar este Si Mesmo; este Eu central; ou eu verdadeiro, ou nossa fonte primordial; compreendê-lo; considerá-lo, alimentá-lo, embelezá-lo; é a única forma de conseguir observar o Todo e “permanecer” expressando a essência, ou uma VERDADE autêntica sobre SI MESMO.

    >>Somente uma consideracao, no meu entender vejo um pouco ao contrario.

    >>Pra mim, este Centro, nossa Essencia, eh a propria fonte primordial, e sendo ela a Fonte, eh Ela quem nos alimenta, nos considera, nos embeleza, e nao ao contrario, pois tudo o que eh manifesto eh como a projecao da propria Luz infinita, o Todo.

    Que “duelo” bonito, hein?!?! =D

    Melhor que aquelas lutas de mulheres de biquini na lama. =D

    Eu não sei realmente para que lado torcer.

    Mas Fy que eu central é esse? Porque tudo que eu vejo e sinto do que vc chama do Eu central são padrões mais ou menos sutis que a realidade se me apresenta.

    Tem tempo que eu não pego um Ouspensky ou um Gurdjieff para dar uma lida então realmente não me lembro se e como eles falam nesse Eu central. Essa memória funesta….

    Porque eu tb não descarto e não posso descartar a experiência deste Eu central tendo em vista a singeleza da minha experiência de mim mesmo neste momento.

    Então eu fico procurando essas dicas ou sinais como quem cata pepitas de ouro mas de Eu central mesmo eu passo longe.

    Pace e Bene,
    mob.

  27. Elielson said

    Olá.

    O que fica de nós do lado de fora?
    Reações em cadeia, projeção.

    O inimigo se fortalece…

    Os membros do poder executivo acordam com sede de sangue, os advogados querem os melhores casos, a mídia quer a carga mais intensa para imobilizar os corpos, a injustiça se inspira nas reuniões vampirescas, há porões no mundo em que a vitima nem sabe o que é karma… muito menos o que é um herói…

    Digo a vcs, visitem o submundo, vejam o monstro que está sendo acariciado enquanto dizemos que ele está dentro de nós.

    Não querem ir fisicamente?
    Acham que é um tipo de negativismo lançado ao universo se meditarem sobre isso?

    Quem lhes disse?
    A espiritualidade é exercida na crueldade…
    Ferro e Fogo.

    Nâo peço para que se atirem no rio…

    EU VOS FAREI PESCADORES DE HOMENS – Lucas 5.1-11.

    Quanto a culpa… arrependimento é batismo.

  28. Fy said

    Mob,

    Minha passagem por Gurdjieff foi através da dança. [– De vez em qdo eu dou uma retomada, Gurdjieff/Hartmann, despertada pelo Guaco]

    Mas, não discordo não; nem um pouco da Adi; – talvez tenha havido uma colocação diferente; e respondendo tua pergunta talvez eu consiga encontrar um atalho q possa me unir ao mesmo conceito.

    Vamos lá:

    – Gurdjieff reconhece a existência de dois componentes psicológicos
    no ser humano, uma Personalidade e uma Essência. Enquanto a Personalidade é
    desenvolvida e se fortalece a partir das respostas automáticas e repetitivas, esta vem a
    bloquear o desenvolvimento, senão finalmente a destruir, uma Essência individual que
    não depende de nenhum estímulo exterior condicionante ou repetitivo, que seria a fonte
    da “sensação de ser”.-

    – Ela corresponderia aos valores realmente humanos e criativos que,
    embora potenciais e embrionários deveriam ser nutridos e treinados por uma
    Personalidade que, desconhecendo o seu real papel de educadora e protetora da
    Essência, tudo faz para dominá-la, deformá-la e se necessário, destrui-la. –

    – A Essência corresponderia a tudo aquilo que possuímos de inato, ao talento que transparece aos valores da Personalidade, à tendência própria do indivíduo que devido a circunstâncias fortuitas, poderá ou não vir a ser aproveitada ou desenvolvida pela Personalidade.-

    Eu chamo de Eu Central, justamente a Personalidade [ consciência tb é uma possibilidade]. E me refiro à forma de enriquecê-la ou embelezá-la, ou lapidá-la; como uma forma de melhor prepará-la em sua sublime função de projetar, de veicular o que a Adi colocou; ou seja: a Essência.

    Neste movimento de adaptação à realidade; a Personalidade, naturalmente cria uma porção de eus; ou formas de resistir, ou assimilar, ou rejeitar, incorporar, etc q, muitas vzs podem ser “momentâneos” ou não. É um mecanismo.

    Fortalecer este Eu Central é uma forma de não permitir que este mecanismo natural ou criações de “eus” se descontrole e assuma posições demasiado fixas nestas criações. O que enrijeceria esta Personalidade , podendo em alguns casos até a estrangular; e isto, na minha opinião, seria destruir ou dificultar o veículo ou forma, ou uma das, através da qual nossa Essência se manifesta em nós.

    Este cuidado a que me referi tem a ver com atitude de estar aberto às possibilidades de agir-existir, ou de agir sem matar o existir, e também ao processo contínuo de adaptação às diversas situações e estágios que a vida nos apresenta, e pra tal, torna-se necessário romper com condicionamentos, não estabelecer conceitos; e como colocou tão bem o Renato Pinheiro: [ isto é mto legal p/ o Elielson:]

    – …Talvez, mesmo não negando a ação, mas “parar” um pouco o “tempo” reagir menos, como loucos, através das informações que recebemos, parar pra “filtrar” melhor e ao mesmo tempo nos perguntar “Mas porque?”, daria a cada individuo uma boa parcela de extra-consciência, que certamente ajudará a integrar melhor os preceitos que se acumulam a cada dia nesta nova saga da humanidade do século 21.

    que ao mesmo tempo que facilitam nossa vida, nos aprisionam.

    PS: Eu não tenho certeza em que trabalho do Ouspensky existe esta citação; mas como ela é completamente “gurdjieffana” deve ser em Gurdjieff por Ouspensky em “Fragmentos de um ensinamento desconhecido – em busca do miraculoso”.

    Mob: vamos ficar devendo este seu samadi!

    Bjs

  29. Fy said

    Elielson

    Uma vez eu li um poema do Gilbran – q eu não acho em lugar nenhum – em que ele dizia que o Mal, nada mais é que uma versão do Bem, morto de frio, de fome, de sede e de medo.

    Nunca mais me esqueci; e me influenciou demais; me ajudou com uma serie de interpretações, formação de parâmetros, e por aí vai.

    Não é um “conceito”; nem um paliativo pra o q está errado. Mas tb é algo a se considerar.

    Bjs

  30. maelstrom5 said

    >Os membros do poder executivo acordam com sede de sangue, os advogados querem os melhores casos, a mídia quer a carga mais intensa para imobilizar os corpos, a injustiça se inspira nas reuniões vampirescas, há porões no mundo em que a vitima nem sabe o que é karma… muito menos o que é um herói…]

    >Quanto a culpa… arrependimento é batismo.

    É que ver as coisas sob a lente da culpa não nos deixa muitas opções, nos deixa reativos, sem poder de mudança, de decisão.

    Mudar o enfoque para o interior nos dá espaço para efetivamente operar alguma mudança que valha a pena. Ninguém vai mudar o mundo, o que muda é a percepção do mundo.

    Mas no fim é a opção de cada um que deve ser respeitada – aceitar ou reagir contra uma realidade posta in concreto e imodificável, ou aceitar uma realidade fluida e passível de modificação.

    É opção de cada um.

  31. maelstrom5 said

    Fy,
    eu fecho legal com o Ouspensky, Gurdjieff e cia. É tangível, prático, pé no chão.

    Se não viu veja o filme “Encontro Com Homens Notáveis” do Peter Brook. Sublime.

  32. adi said

    Fy,

    Voce escreve tao bem, quando vai fazer seu post de estreia aqui no Anoitan?

    Poderia ser sobre Gurdjieff, pois a amostra foi boa.

    Bjs

  33. Elielson said

    Ok.

    A intocabilidade…
    Olhar para dentro, se perceber, trocar a ação pela reflexão… pra mim tem sido confortável…

    Trocar idéias é legal, faz parte dos planos da liberdade consentida, das coleiras frouxas, só assim constroem prédios maiores.

    Nunca foi minha intenção ensinar alguma coisa.
    Aprendo muito com tudo, mas aprendo pra q?
    Pra gozar a vida?
    A felicidade é boa, eu agradeço sempre que lembro.
    Nâo posso aprovar a atualidade, nem estou preocupado com o apocalipse.

    Mas imaginem todos os gritos de dor no seu ouvido.

    Exagero?

    Então reduziremos estes gritos para os que poderiam ser evitado por nós.

    Não podemos evitar?

    É opção de cada um.

  34. Fy said

    Adi,

    Super obrigado. Mas não é q escrevo bem não [ ainda mais perto docêis]; é q qto mais agente vai ficando à vontade, mais o coração vai se sentindo livre.

    >>O inimigo sou eu, mais ninguém. Eu tenho que me resolver é comigo mesmo na batalha mais ingrata de todas. Ficar colocando a culpa nos outros é só adiar o confronto.>>
    Mas, vou fazer sim. Bem em torno desta frase do Mob que é tão forte e verdadeira, e que dá um trabalhão.

    Mas, tb quero elogiar a liberdade com q o Elielson está se expressando; mto legal. Às vzs é difícel expor determinadas idéias ou momentos- idéias; sabendo q elas serão discutidas, às vzs questionadas . Isto é uma forma de se estar acessível, de estar aberto; de transformar e ser transformado. Tem uma palavrinha mto boa: espiralar.

    A Lu e a SemMais tão fazendo falta neste cantinho que fizemos aqui. Kd?

    Este nosso papo tem mto a ver tb com o Pirandello: 6 personagens a procura de uma autor, uma das melhores coisas q eu já li.
    Eu achei isto mto legal:

    Pas-de-Deux

    – Sempre quis escrever um diálogo…
    – E por que não escreve?
    – Só consigo conversar comigo mesmo.
    – E daí?! Escreve isso, então.
    – Conversar consigo mesmo não é diálogo.
    – É sim.
    – Não acho, não. Num diálogo, é bom que se vejam as diferenças entre as pessoas. Os modos de impasse.
    – Pois é, mas você mesmo não é assim tão coeso que não haja partes de você que não possam brigar umas com as outras.
    – Não é brigar.
    – Tá, dialogar.
    – Mas eu ainda não entendi como eu poderia fazer isso…
    – Ok, tipo assim, uma parte de você ama, a outra não sabe se é aquilo mesmo, uma parte ode…
    – Isso é muito manjado.
    – E qual é o problema?
    – Eu queria fazer um diálogo mais criativo, sabe? Uma conversa que ninguém teve com ninguém. Uma conversa entre dois seres que jamais poderiam se comunicar.
    – E você acha que isso não existe em você?
    – Dois seres que não se comunicam?
    – É.
    – Não sei, eu teria que pensar mais a respeito.
    -Viu?!!!
    – Vi o quê?
    – Isso que você falou!
    – O quê?
    – Ué, se você vai pensar mais a respeito, significa que uma parte de você acha que sim, e a outra acha que não. Pensar, nesse caso, significa que elas vão conversar entre si e a que argumentar melhor vai ganhar. O sim ou o não.
    – Sim e não o quê?
    – Gente, isso que você acabou de dizer. Uma parte acha que existem em você partes de você que não se comunicam com uma, ou com outras, das partes desse mesmo você. Mas existe uma parte de você que se reconhece como inteira e como não tendo partes, mesmo que admita conversar, ainda que hipoteticamente, com uma parte que ela mesma julga que não existe, para provar a essa parte que não existe que ela realmente não existe.
    – Você tá doido?
    – Não, foi o que você falou.
    – Você foi que falou. O que eu falei foi só que eu só consigo conversar comigo mesmo.
    – Então, conversar consigo mesmo PROVA que o diálogo interno é possível.
    – Mas aí não é um diálogo, é um monólogo.
    – Monólogos não existem, só existem diálogos. Os monólogos são diálogos disfarçados. Muitos elementos diferentes ficam conversando como se fizessem parte de um mesmo time, mas não fazem, fazem parte de times muito diferentes.
    – Mas se eles ficam fingindo que são do mesmo time, acabam sendo, não? E aí vira um monólogo mesmo. Eu acho que essa coisa do time aí que você falou, ela é como se fosse o eu central, um eu que comanda os outros, e como são todos filhos de um mesmo eu que comanda, não podem ter idéias diferentes, ainda que eles pensem que sim. No fundo, o eu central acaba levando todas as diferenças superficiais a uma mesma unidade, mais convincente. O diálogo interno nunca existiu, porque a pessoa não pode sair de suas próprias determinações internas que, o nome já diz, o determinam internamente.
    – Quem finge, sabe que está fingindo. Mesmo que o eu interno, como você falou, ache que está no comando, ficam existindo muitas dissidências sob o tapete, e um dia elas tomam o poder.
    – Não estamos falando de um país, criatura, mas de uma pessoa.
    – Toda pessoa é como se fosse um país.
    – Isso é ridículo.
    – Não é não… eu acho que tem até pessoas no meu país, por exemplo, que eu nem conheço, pessoas que estão por vir.
    – Estão por vir? Como assim? Como uma espécie de messias?
    – Que messias nada, pessoas mesmo. Elas não trazem nada, não vão mudar muito, vão só existir.
    – E daí?
    – Daí que o “poder” desse eu central nunca será totalmente soberano, entende? Se existir alguém, no passado ou no futuro, que não acredite nele, ainda que seja só um, ele não será mais soberano.
    – E então?
    – Daí que isso PROVA que o monólogo não existe.
    – Nada disso. Isso só prova que os sistemas totalitários não são tão totalitários assim, só isso.
    – Só isso?! Isso é tudo! Se um sistema totalitário qualquer, ainda que seja um monólogo, for questionado em seu princípio de totalidade, ele perde a força.
    – Perde nada. Se houver só um que não concorda, de nada adianta. Por exemplo, se eu tiver um “eu mesmo” que não concorda com os outros “eu mesmos” que existem em mim, ele nunca vai ganhar um debate, ele vai ser sempre minoria.
    – Pode ser, mas vai ser como um calo no pé, vai incomodar. E vai questionar, por princípio, a própria totalidade do grupo.
    – Então, ele vai acabar sendo eliminado pelo grupo e tudo voltará a ser como antes.
    – Não volta seu bobo, porque existe o futuro.
    – Que futuro, gente?
    – O que eu disse antes, lembra? Se houver a possibilidade de que alguém, no futuro, venha de novo questionar essa totalidade, ela deixa de ser totalidade de novo. A simples possibilidade de que isso aconteça já acaba com o sistema. E acaba com ele agora, não no futuro.
    – Acaba com a idéia, não com ele próprio.
    – Mas a idéia, o tal calo no pé, ainda que depois de extirpado, continua a existir pela sua memória. Todos vão saber que, um dia, o calo do pé existiu. Todos vão se lembrar que existem outras possibilidades. E podem até desejar que isso aconteça.
    – Lembram por uns tempos, depois se esquecem de novo. E tudo volta ao normal. E o eu soberano fica mandando em tudo de novo. E ficamos felizes e contentes.
    – Mais ou menos.
    – Como mais ou menos?
    – Mesmo que os seus eus se esqueçam POR COMPLETO que o eu diferente tenha um dia existido e sido eliminado, ainda assim existe a possibilidade de que ele volte a aparecer.
    – Por isso é que temos que ficar de olho.
    – Ficar de olho em quê?
    – Em todos os eus. Para ver se algum deles está querendo ser diferente.
    – Isso é ridículo. É totalmente paranóico.
    – Antes ser paranóico que esquizofrênico.
    – Pode ser, mas os meus eus se divertem muito mais.
    – Porquê?
    – Porque eles conversam entre si. Brigam, se reconciliam…
    – Conversam nada…
    – Conversam sim.
    – Não conversam!
    – Quer ver só como eles conversam?
    – Quero sim, pode vir!
    – Pensando bem, alguns deles estão aqui achando que não vale a pena brigar com você.
    – E os outros?
    – Que outros?
    – Os que querem brigar. Chama eles.
    – Não posso.
    – Porquê?
    – Eles saíram pra comprar cerveja.
    Rebecca M.

    Bjs

  35. Sem said

    Fy e amigos,

    Passando aqui só pra ler vcs… Quase sem tempo essa semana, mas nesse assunto hermetismo, espiritualismo, mesmo que eu tivesse todo o tempo do mundo, teria muito pouco a acrescentar e bem melhor só escutar quem sabe o que está falando.

    Pois, então, virei “Sem” agora… mais simples, aquele nick “sem mais” estava muito complicado, feinho e nem sei direito o que queria dizer. “Sem” é nada, fica fácil de identificar e pelo menos quer dizer alguma coisa.

    Mas, Fy, que espetáculo esse diálogo, hein?

    E o poema do Gibran que vc falava, não é esse?

    “Do bem que existe em vós posso falar, mas não do mal.

    Pois que é o mal se não o bem torturado pela sua própria fome e sede?

    Na verdade, quando o bem está esfomeado procura alimento até nas cavernas mais escuras, e quando tem sede bebe até de águas paradas.

    Vós sois bons quando sois unos dentro de vós.

    No entanto, quando não sois unos dentro de vós, não sois maus.

    Pois uma casa dividida não é um tugúrio de ladrões, é só uma casa dividida.

    E um navio sem leme pode vaguear sem destino por entre ilhas perigosas, e no entanto não se afundar.

    Vós sois bons quando vos tentais dar.

    No entanto, não sois maus quando procurais proveito.

    Pois quando procurais proveito não passais de uma raiz que se agarra à terra e lhe suga o seio.

    Com certeza que a fruta não pode dizer à raiz
    “Sê como eu, madura e cheia e sempre abundante.”

    Pois para a fruta, dar é uma necessidade, tal como receber é uma necessidade para a raiz.

    Vós sois bons quando estais completamente despertos.

    No entanto, não sois maus quando dormis enquanto a vossa língua murmura sem sentido.

    E até um discurso sem sentido pode fortalecer uma língua fraca.

    Vós sois bons quando ergueis firmemente o vosso objetivo com passos ousados.

    No entanto, não sois maus quando caminhais com hesitação.

    Até aqueles que caminham com hesitação não andam para trás.

    Mas vós que sois fortes e determinados, evitai hesitar ante os indecisos, nem que seja por bondade.

    Vós sois bons de inúmeras formas e não sois maus quando não sois bons.

    Sois apenas vagabundos e ociosos.

    É pena que o veado não possa ensinar a rapidez à tartaruga.

    Mas o vosso desejo pelo vosso eu gigante reside na vossa bondade: e essa bondade está no todo de vós.

    Mas em alguns de vós esse desejo é uma corrente que se dirige para o mar, levando os segredos das encostas e as canções da floresta.

    E noutros é um ribeiro sereno que se perde nos ângulos e nas curvas antes de chegar à costa.

    Mas que aquele que deseja muito não diga àquele que deseja pouco “por que razão és lento e ocioso?”

    Pois aquele que é verdadeiramente bom não pergunta ao nu “onde está a tua
    roupa?”, nem ao sem abrigo “o que aconteceu à tua casa?”

  36. adi said

    Ok, Elielson,

    Eh bem bacana voce colocar suas opinioes aqui e me parece tambem rebeldia; bacana se abrir com a gente, e respeito sua opiniao.

    Mas voce acha que um “nao salvo” pode sair por ai “salvando almas”???

    Eh aquela velha questao, que vemos por ai o tempo todo, i.e, “cegos guiando cegos”. 😉

    beijao

  37. Kingmob said

    Elielson,
    pega o seu drink , refastele-se na poltrona, e vamos ouvir um som chapados de amor astral, de amizade e erotismo sadio com nossos amigos e amigas, todos maravilhosos e belos como devas, como se houvéssemos sidos irmãos do mesmo útero desde sempre,

    afinal, ilimitado e lindo como universo é, isso está bem perto de ser a mais pura verdade,

    Com amor, irmão,
    Mob.

    “If the doors of perception were cleansed everything would appear to man as it is, infinite.”
    “Se as portas da percepção estivessem limpas, tudo apareceria para o homem tal como é: infinito.”
    – William Blake

  38. Kingmob said

    Fyzita,

    preciso ler esse livro, este diálogo foi uma revelação, tipo um mini-satori-literário.

  39. Elielson said

    Os não salvos não são necessariamente as vitimas…

    Vcs não sentem vontade de instalar uma bomba de amor?
    Fazer um atentado amoroso?

    Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão. Mateus 7:6

    To ligado nesse ensinamento… Adi
    Só posso dizer que não é chegada a hora…
    Vamos ligar os cronometros… só isso…

    Sem pressão…
    Se não amasse vcs eu nem estaria aqui.

  40. Sem said

    Fy e amigos,

    Passando aqui só pra ler vcs… Quase sem tempo essa semana, mas nesse assunto hermetismo, espiritualismo, mesmo que eu tivesse todo o tempo do mundo, teria muito pouco a acrescentar e bem melhor só escutar quem sabe o que está falando.

    Pois, então, virei “Sem” agora… mais simples, aquele nick “sem mais” estava muito complicado, feinho e nem sei direito o que queria dizer. “Sem” é nada, fica fácil de identificar e pelo menos quer dizer alguma coisa.

    Mas, Fy, que espetáculo esse diálogo, hein?

    E o poema do Gibran que vc falava, não é esse?

    “Do bem que existe em vós posso falar, mas não do mal.

    Pois que é o mal se não o bem torturado pela sua própria fome e sede?

    Na verdade, quando o bem está esfomeado procura alimento até nas cavernas mais escuras, e quando tem sede bebe até de águas paradas.

    Vós sois bons quando sois unos dentro de vós.

    No entanto, quando não sois unos dentro de vós, não sois maus.

    Pois uma casa dividida não é um tugúrio de ladrões, é só uma casa dividida.

    E um navio sem leme pode vaguear sem destino por entre ilhas perigosas, e no entanto não se afundar.

    Vós sois bons quando vos tentais dar.

    No entanto, não sois maus quando procurais proveito.

    Pois quando procurais proveito não passais de uma raiz que se agarra à terra e lhe suga o seio.

    Com certeza que a fruta não pode dizer à raiz
    “Sê como eu, madura e cheia e sempre abundante.”

    Pois para a fruta, dar é uma necessidade, tal como receber é uma necessidade para a raiz.

    Vós sois bons quando estais completamente despertos.

    No entanto, não sois maus quando dormis enquanto a vossa língua murmura sem sentido.

    E até um discurso sem sentido pode fortalecer uma língua fraca.

    Vós sois bons quando ergueis firmemente o vosso objetivo com passos ousados.

    No entanto, não sois maus quando caminhais com hesitação.

    Até aqueles que caminham com hesitação não andam para trás.

    Mas vós que sois fortes e determinados, evitai hesitar ante os indecisos, nem que seja por bondade.

    Vós sois bons de inúmeras formas e não sois maus quando não sois bons.

    Sois apenas vagabundos e ociosos.

    É pena que o veado não possa ensinar a rapidez à tartaruga.

    Mas o vosso desejo pelo vosso eu gigante reside na vossa bondade: e essa bondade está no todo de vós.

    Mas em alguns de vós esse desejo é uma corrente que se dirige para o mar, levando os segredos das encostas e as canções da floresta.

    E noutros é um ribeiro sereno que se perde nos ângulos e nas curvas antes de chegar à costa.

    Mas que aquele que deseja muito não diga àquele que deseja pouco “por que razão és lento e ocioso?”

    Pois aquele que é verdadeiramente bom não pergunta ao nu “onde está a tua
    roupa?”, nem ao sem abrigo “o que aconteceu à tua casa?”

  41. Fy said

    Mob,

    Vc vai adorar o Pirandello.

    Mas este diálogo não é dele não, é de uma menina. Genial mesmo.

    “Seis personagens à procura de um autor” [1921]é uma das peças mais conhecidas de Pirandello. [ que eu não vi!!! Mas li!]

    Relata um ensaio de teatro.
    O ensaio é invadido por seis personagens que, “rejeitadas” por seu criador, tentam convencer o diretor da companhia a encenar suas vidas.

    Eu me lembrei dele, por esta alusão aos múltiplos “eus”; que é a base de seu pensamento e da sua obra.

    Mais sublime ainda é: “Um, Nenhum e Cem Mil” [2001]

    Que é o drama mto engraçado, absurdo e inacreditavelmente profundo do personagem
    Moscarda.

    Numa certa manhã, sua mulher, Dida, faz um comentário despretensioso sobre seu nariz – dizendo q era levemente torto para a direita . Vitangelo vai se olhar no espelho e constata q o seu nariz era mesmo um pouco torto! …E q ele nunca tinha percebido; – e não se reconhece: se “estranha”!
    – e se dá conta de que nunca soube nem sabe qualquer coisa sobre si, e diz:

    “Como suportar em mim este estranho? Este estranho que eu mesmo era para mim? Como não ver? Como não o conhecer? Como ficar sempre
    condenado a levá-lo comigo, em mim, à vista dos outros e no entanto invisível para mim?”.

    Esta descoberta “repentina”, pq sempre se considerou um Moscarda de “nariz reto”, impacta o tal Moscarda sem piedade; pq fixa em seu pensamento o fato de que não era para o outro aquilo que imaginava ser. Passa a buscar um novo reconhecimento de si, em um desejo constante de estar só.

    Estar só “sem” ele mesmo, com um estranho por perto, sem voz e sem feição, onde o estranho somos nós mesmos. Estranho este que não podemos afastar; inseparável. Assim como seu nariz, algo inseparável de seu corpo. Se náo era mais o que até então pensava ser para os outros, restava apenas uma pergunta : Quem ele era?

    Nesse abismo de indagações, descobre que há cem mil Moscardas num corpo que era apenas um e, ao mesmo tempo, “nenhum”. Como suportar em si tal descoberta? Como carregar esses estranhos invisíveis e inseparáveis? Estas evi¬dências alimentavam um propósito: “o de ser um entre outros”, uma vez ele ter realmente passado, e portanto constatado, um minuto insano: em que não só podemos ser um, como cem outros mil e nenhum”.

    Veja este pedacinho de entrevista:

    Pirandello:
    A minha convicção de que a personalidade é múltipla não é uma conclusão – é uma constatação.

    Repórter:
    – A idéia de multiplicidade de personalidades não acarreta também uma negação da responsabilidade e, portando, de qualquer espécie de moral?

    Pirandello:
    – Ao contrário – respondeu Pirandello quase com indignação – a minha concepção de vida impõe a afirmação da lei moral, nunca a negação. É preciso compreender a minha obra, que eu não sou um autor de farsas, mas um autor de tragédias. E a vida não é uma farsa, é uma tragédia. O aspecto trágico da vida está precisamente nessa lei a que o homem é “forçado” a obedecer, “a lei que o obriga a ser um”. Cada qual pode ser um, nenhum, 100 mil, mas a escolha é um imperativo necessário. E é essa escolha que organiza a nossa harmonia individual, o sentimento de nosso equilíbrio moral. É ela que constitui a tragédia e que faz com que os meus dramas não sejam simples farsas.

    Eles apresentam uma lei de sacrifício: o sacrifício da multidão de vidas que poderíamos viver e que, no entanto, não vivemos.

    Bjs

  42. Fy said

    Sem,

    Que presente mais lindo!
    Há tanto tempo procuro por isto!
    Não é fantástico?

    No words, …again.

    Obrigado!!!!!

    Bjs
    PS: Onde? Em qual livro dele?

  43. adi said

    Kingmob, Elielson, Fy e Sem,

    Mas isso aqui estah ficando bom hein!!

    Declaracoes de amor, poemas, dialogos….

    Estah uma delicia ler o blog.

    Bijos

  44. Fy said

    Mob,

    I’m just kidding.

    We don’t need to be free as the sign of my sun: We are.

    Listen to this “song”:

    Somos estrelas livres para criar nosso próprio entorno, nosso próprio mundo.

    It’s from a writer whose mind lives in Freedom and this song, man, sings my soul.

    Bjs

  45. Bob said

    Sobre os muitos ‘eus’…

    A versão de um Leonino :p

    Cada ‘eu’ é apenas uma faceta, de um mesmo ‘eu’ maior….facetas de um diamante único, lapidado!

    why not? hehehe

  46. Sem said

    Oi Fy,

    ‘O Profeta’… deve ser fácil de baixar pela internet… se encontrar dificuldade, me avise, que tenho uma versão eletrônica caprichada e posso te enviar por email.

    Mas agora que vc falou isso, tem um poema do Gibran (tenho quase certeza que é dele, mas talvez não seja) que significa muito pra mim, já procurei muito, mas nunca encontrei… Li faz tempo… A idéia é mais ou menos assim: de que todos falam em paz e da necessidade de parar com as guerras, mas ele não, e diz que a guerra está no coração do homem e enquanto ali permanecer, o homem deve guerrear, se for necessário até o último homem, se isto for o seu destino… é forte e profundo como todos os poemas dele.

  47. Kingmob said

    Todos essse primeiros cientistas tinham alguma ligação com a alquimia, posso imaginá-los nos seus quartinhos de estudo alternando entre as fórmulas matemáticas e a contemplação das esferas planetárias, etc.

    Certamente como hoje há locais e grupos de prática espiritual privilegiados naquela época existiam círculos em que o estudo da alquimia florescia.

  48. Kingmob said

    Fy,
    >Somos estrelas livres para criar nosso próprio entorno, nosso próprio mundo.

    >It’s from a writer whose mind lives in Freedom and this song, man, sings my soul

    Que bonito, Fy! =)

    If your soul sings this song then you are a like a dancing star. Shine dear, and shine like nobody else can shine, for all yours is the heart whose bleeding core cries in endless and saintly agony.

    Mob.

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