Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Tomorrow Never Knows

Posted by Kingmob em fevereiro 22, 2009

Apareceu-me na vida como um vórtice de tornado

e a vida deixou de ser

uma entidade palpável e minha.

o segredo da alquimia passou de mercúrio

a ácido.

realmente o não-eu contém a textura

de miríades de universos paralelosjlposter2

-a própria alma – múltipla

como uma rosa psicodélica animosa

de cores mais livres que o ultravioleta.

Naquele momento nossos mortos

vestiram os trajes das estrelas universais.

Cantamos e dançamos como as crianças

no jardim do sol de sorriso brilhante.

Nus e plenos

com a rosácea da alma lambendo o lábio em cada poro de pele

a grama mais verde que o verde ideal

a lascívia libertária do dia do juízo

e o cafuné de todos os justos

nos meu cabelos infinitos

o Deus

ou todos os Deuses a um só tempo gargalharam

houve um gigantesco espasmo na medula

descobri as hemácias e meu folêgo

tomorrowsworld2

no fluir, no talo e nos botões de planta

Tornei-me santificado

sob os auspícios de uma Graça inconcebível

a libertação uma chicotada

de êxtase dourado

bem no meio do lombo.

Nos ondulares

de uma transgressão coroada,

direi a todos que conheci a Face,

mas não sei,

profeta orfão de Tempo que sou.

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