Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Ciencia para o terceiro principio hermetico

Posted by luramos em janeiro 23, 2009

Principio da Vibracao
Hoje vai ser bem cientifico, para quem acredita na verdade da Ciencia…
Voce pode aprender como as moleculas da agua vibram neste site (eu cliquei todos os quadradinhos -nao eh muito excitante, mas nos lembra que tudo que eh constituido de moleculas, portanto tudo que conhecemos, vibra)
E se na internet a gente jah pudesse enviar um cheiro, o titulo do post seria “um cheiro para o terceiro principio hermetico”…rs. Voce pode tentar entender (em ingles), uma teoria muito, muito interessante em que um biofisicista explica que sentimos os cheiros devido a vibracao das moleculas,( vah ateh http://www.ted.com e procure Luca Turin- mas esse eh se voce estiver meeesmo interessado no assunto).

Mas aqui, num experimento cientifico muito simples, voce pode descobrir como o som pode criar uma forma, em dois minutos. Quanto mais alta a freqüência, mais complexas as formas produzidas, sendo certas formas similares às mandalas tradicionais. E podemos entender porque “na primeira parte do Genesis, (que trata da criacao do mundo e do universo que o contem), a frase “E DEUS DISSE” aparece nove vezes!, demonstrando que as acoes criativas de Deus foram executadas pela Sua Palavra” -Wikiversity

( embalada pelo metodo cientifico)  🙂 , assim se explicam oraculos, rezas, sincronicidades, descarregos, exorcismos, mediunidade, inspiracao, intuicao, antipatias, mantras e muito,  muuuito mais!

E se libertando da verdade que soh a Ciencia pode mostrar, voce pode se deliciar com estas imagens e sons, fruto do trabalho de Masaru Emoto, que ao contrario do que se alardeia, nao utilizou metodologia cientifica convencional, gracas a deus.

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O UNIVERSO VIBRA E VOCE TAMBEM! E o que voce estah criando com seu poder vibracional?

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37 Respostas to “Ciencia para o terceiro principio hermetico”

  1. Irv said

    Eu sempre sonhei em saber como o olfato funcionava!
    Muito Obrigado!

  2. luramos said

    Irv
    que bom que foi interessante para voce.
    Se quiser saber mais, o premio Nobel de Medicina de 2004 teve a mesma curiosidade que voce!

    Ela dedicou mais de 20 anos de pesquisa para entender como o olfato funciona (e para que) e recebeu o Nobel por isso, dividido com Richard Axel, que diz ” o mundo externo consiste num rico grupo de aspectos da realidade, e a riqueza do mundo externo tem que ser representada no cerebro, simplesmente por um grupo de neuronios”.
    esse eh para ter uma visao geral:
    http://nobelprize.org/mediaplayer/index.php?id=639
    Tecnico, mas acessivel, e simplesmente maravilhoso:
    http://nobelprize.org/nobel_prizes/medicine/laureates/2004/buck-symp.html
    (aproveita o site! por mais que eu evite identificar pessoas com seus titulos, nao consigo deixar de dar valor ao Nobel 🙂 )

  3. Marcos said

    Essas formas do som acontecem porque quando a vibração sonora do alto-falante incide sobre a superfície ela provoca oscilações na mesma, essas oscilações então se propagam pela superfície até atingir suas bordas e então são refletidas para o centro denovo. Esse fenômeno de incidencia e reflexão da onda acaba então criando ondas estacionárias na superfície. Ondas estacionárias são ondas em que em alguns pontos (nós) no meio de propagação não ocorre oscilação, assim os grãozinhos de areia se movem dos “ventres” dessas ondas estacionárias para os “nós”. A complexidade das figuras aumentam de acordo com a frequência porque para maiores frequências o comprimento da onda é menor e isso faz com que as ondas estacionárias possuam mais nós.

  4. luramos said

    mas nao eh curiosos que a mandala seja a forma criada pelas ondas estacionarias?

    a forma usada hah milhares de anos e aceita por muitos como uma representacao geometrica do universo, e para os junguianos tambem uma forma de representacao do Self.

    se os hindus fizeram este experimento e perceberam a forma criada e resolveram cultua-la como objeto de meditacao, nao eh curioso que esses desenhos tenham se perpetuado em quase todas as tradicoes , por tantos anos?

    e dai os cientistas nomearam o momento da criacao do universo como big-bang! Nao dah pra nao associar este nome com um som…rs
    quem sabe uma gargalhada divina, um espirro, um comando de Deus, e do nada, da menor particula possivel que se possa imaginar, houve uma explosao e o Universo foi criado….

    (isso eh fruto do meu pensamento magico, no momento contente como uma crianca, quando descobre o simples que se esconde atras do complexo, quando aprende que um ano eh a medida de tempo que a Terra leva para dar uma volta ao redor do Sol e que portanto se voce tem seis anos de idade, voce jah deu seis voltas!) 🙂

    e quando pegamos uns lapis de cor e colorimos este desenho, a nossa compreensao ou entendimento racional nao se modifica em absolutamente nada…rs
    Mas estamos dando expressao ao nosso Inconsciente e admitindo que nossa inteligencia eh mais, muito mais do que a inteligencia racional!

  5. sem mais said

    Eu não quero ser estraga prazeres, até porque gosto e partilho desse otimismo todo dos sentidos aqui demonstrado, mas o som não pode ser responsável por tudo isso não, muito menos pela criação do universo… Penso o som mais como uma imaginação humana e restrito ao nosso planeta do que como um fundamento para alguma lei universal ou divina, isto é, além do homem…

    Eu acho que para as coisas poderem existir, é preciso que hajam pré-condições para tal: assim como o fogo só existe com a combinação de três fatores bem específicos – um agente combustível, calor e oxigênio – basta a retirada de um desses elementos para que o fogo deixe de existir… Assim o som também depende do “ar”, não se propaga no vácuo, precisa das moléculas da matéria para se fazer sentir no espaço…

    A matéria pode fazer barulho, ser luminosa! A matéria chama tanto nossa atenção, de fato, que por vezes damos por existente apenas o que faz “barulho” e “pisca” no espaço, mas o que realmente compõe o universo, que é o berço (as tais pré-condições) de toda essa matéria ruidosa, é a matéria escura… 99% do universo é feito de anti-matéria. A ela a física moderna tem se dedicado cada vez mais, embora quase nada se saiba ainda, parece ser ela que curva o espaço e faz expandir o universo. Poderíamos comparar as imagens arquetípicas à matéria e os arquétipos, propriamente ditos, à anti-matéria. A matéria escura é o inconsciente do universo.

  6. Fy said

    Kingmob:
    A gente que separa som de cor de cheiro de tato de gosto… mas para essas mentes criativas tudo pode se misturar. Afinal tudo é vibe….

    Kingmob, dê uma olhada:

    Nesse exato momento, 15
    centros de pesquisa em todo
    o mundo – mas nenhum
    ainda no Brasil – estão empenhados
    em descobrir uma das mais
    misteriosas capacidades do cérebro.
    Para alguns poucos, pouquissimos
    privilegiados, e possível experimentar
    um sabor ao ouvir uma nota musical,
    associar cores inimagináveis às palavras
    ou, ao tocar um objeto, sentir
    diferentes sensações termicas. Por
    incrivel que pareca, esse universo
    quase lisérgico i uma espécie de dom
    natural, que os cientistas chamam de
    sinestesia. E muitos sinestetas, como
    são classificados os individuos com
    essa característica, só descobrem que
    os outros e que são diferentes quando
    viram adolescentes ou adultos.

    Acho que todos nós temos estas sensações “misturadas”, mas imagino como seja com maior intensidade:

    – Aqui: uma resumida explicação em português:

    http://home.comcast.net/~sean.day/index.html

    – e em inglês: [clik em: Recent news articles : tb artigos em português.]

    http://home.comcast.net/~sean.day/ISTOEarticle.pdf

  7. Fy said

    Me des cul pem:,

    Coloquei ao contrário,
    Corrigindo:

    Aqui, uma resumida explicação em português:

    http://home.comcast.net/~sean.day/ISTOEarticle.pdf

    – e em inglês: [clik em: Recent news articles : tb artigos em português.]

    http://home.comcast.net/~sean.day/index.html

  8. luramos said

    Ah, sem mais, estragou minha alegria de crianca…rs

    brincadeira, sei que voce estah certo e nao quero parecer que descobri como o universo foi criado. Mas nao posso deixar de continuar alegrinha, porque ao escrever estes posts minha compreensao vai se expandindo e dah uma sensacao de estar no meu caminho.
    Entao, eu gosto de me aprofundar no conhecimento cientifico e religioso ao mesmo tempo, tentando nao esquecer que tanto na ciencia quanto na religiao a Verdade Absoluta eh inacessivel a minha limitada mente humana.

  9. luramos said

    Ei Fy, que bom que apareceu por aqui!

    vc viu o istoirio aqui?
    https://anoitan.wordpress.com/2009/01/03/o-privilegio-de-ser-humano-inayat-khan/

    obrigada por me apresentar a ele

  10. markov maleev said

    rodrigo lopes, advogado da silva, leia seu email, por favor e desfaça o de-serviço a nós, cavernosos de osiris, ao menos como respeito por ter aregado a lutar comigo.

    o som é vibração que a pessoa escuta. o ultra-som é vibração que a pessoa sente.

    oque vibra tudo?

    a consciência, que é fêmea, qual a quarta perfeita (se puder, camarada, publique os sons do monocórdio em vosso ilustríssimo e digníssimo e academicíssimo blog, ou não! 😀 :D).

    Poincaré avisou, a luramos relembrou, somos parte da natureza, logo, racionalmente, com linguagens como, hummmm, ciência, num vamos até lá não.

    Já matéria e anti-matéria são coisas não definitivas ainda.

    A cosmologia está mudando. O documentário Thunderbold of the gods é um bom começo, pena q carca um tico em jung, o jesus doceis! 😀 😀 😀 😀

    Mais uma vez, até o milo wolf sacou q o eletron é uma particula dançante. tudo vibra. é tudo que podemos saber, o q vibra tudo q vibra? a mesma coisa que faz vcs todos pensarem que estão me lendo agora: a consciência, nossa divina puta escarlate sem forma.

    adeus.
    expandam!

    aldhabaran!!! quando sua pequena tiver idade, coloca ela pra sentar em lotus! criança senta fácinho. tenho 3 crianças q tão estudando kungfu de final de tarde comigo e meu ex-sócio, véio! ensinei elas sentarem só em lótus, uma delas, o sobrinho do meu ex-sócio diz q só na escola q ele não consegue sentar em lótus, devido, creio, o excesso de JING, vitalidade negativa, etc, em seus coleguinhas! ó o vexame! criança com vitalidade negativa como padrão escolar! 😀 😀 véio, num deixa o sangue de sua pequena acidificar!!! principalmente pelo nome dela e como vc recebeu o nome! 😉 Boa vida a todos ai! 😀

    iêiêiê!
    fui-me-nos a ixtlan?

    adeus2! 😀 😀

  11. Raskom said

    Markov Maleev…tenho a impressão que te conheço de outras estações…hehehe

  12. sem mais said

    Oi Lu,

    Mas eu não quero estragar com nenhuma brincadeira, que brincadeira é coisa muito séria!
    Eu também não falo perseguindo nenhuma Verdade Absoluta e igualmente não faço questão de nenhum rigor lógico. Meu objetivo não é a construção de um saber filosófico ou científico, estou mais próxima de uma busca psicológica e uso de todas as linguagens para construir e definir quem seja o homem, esse animal com alma.

    Concordo sim com vcs, tudo o que tem moléculas vibra e interage. E mandalas são a representação estética disso, tanto que aparecem como uma invariável constante no universo: tudo o que é matéria e energia, com o que damos por real e que tem vida, gira em torno de um centro, formando o desenho de um sistema fechado: desde o átomo, passando pelo psiquismo humano, até as galáxias, esteticamente, podem ser vistas como mandalas, ou como sistemas independentes – ao mesmo tempo interdependentes na relação que mantém com os demais.

    O que eu trouxe para a discussão foi de que aquilo que não escutamos e não vemos, que damos por inexistente, por não real e sem vida: a matéria e a energia escura. Não foi uma crítica, que de anoitans eu sei que vcs entendem muito bem, só trouxe algumas palavras para incorporar ao nosso discurso, um conceito com força capaz de destruir mandalas e paradoxalmente ser berço para elas, o que eu exagerei como compondo 99% do nosso universo (acho que deve ser só 95%). Penso que incorporar isso ao nosso imaginário é algo tão revolucionário como foi a invenção do inconsciente por Freud no final do século dezenove.

    Enfim, o que brilha e o que pisca, o que grita e nos chama a atenção, o que por nós pode ser visto, cheirado e ouvido, é só uma ponta do iceberg… Eu reconheço que toda uma vida aconteça apenas nesse pequenino pedaço de chão, e de que ela precisa do sol para existir, mas, não dá pra esquecer, que o que realmente nos faz mover é a nossa grande massa submersa e em contato com as forças invisíveis de um mar abissal, no silêncio e na escuridão… Donde me vem novamente a idéia de que arquétipos são simplesmente um organismo com vida, tempo, leis e destino distintos do nosso. Apenas como a esse “organismo” estamos incorporados, como parte, desempenhando o nosso pequeno e talvez descartável papel, nos sentimos integrados ao espetáculo, mas o palco mesmo onde a peça é encenada acontece em outra dimensão.

  13. luramos said

    Sem mais,
    muito legal voce me lembrar da teoria da anti-materia, do Vazio, que em termos de dimensao (se eh que podemos dizer assim ) eh muito maior do que eh materia.

    eu quero crer que o nosso papel eh importante quando o realizamos. A minha dificuldade eh saber :qual eh o meu papel? No meio mistico chamamos isso de Grande Obra, o que eu acho um equivoco, porque tendo a associar meu papel com alguma coisa majestosa e significativa, idealista e humanitaria e nao faco nada disso, e fico buscando uma razao pra viver que tenha significado.
    Acho que o nosso papel, ou a nossa Grande Obra possa ser algo muito elementar. Soh que se for meu papel ser dona de casa, que eu realmente experiencie a grandeza deste papel, em todas as suas potencialidades, sabendo cozinhar como ninguem e enxugar a pia de uma maneira espetacular…rs e me sentir realizada como ser, por estar executando meu papel.

    voce diz estar mais próxima de uma busca psicológica. Existe isso de grande obra nesse entendimento do ser humano do ponto de vista psicologico? Eh o que voce estah chamando de definir quem seja o homem? Eh baseado no “conhece a ti mesmo” , ou tem mais algum truque que voce poderia me ensinar?
    Obrigada

  14. sem mais said

    Lu, vc é uma simpatia. Ou pelo menos eu vejo com muita simpatia essa sua abertura e disposição para a busca e realização do que chama Grande Obra. Olha, se eu conseguir ensinar algo a vc nesse quesito, será por seus méritos em aprender e não os meus de ensinar. Pra vc ter idéia, não tenho nem um vocabulário com o que discutir misticismo, esse é um assunto que eu só tenho a aprender com vcs… Confesso que eu não sei o que é A Grande Obra, nem quais ou quantos são afinal os princípios herméticos e fico só tentando entender e decifrar o que sejam pelos diálogos que leio aqui… Mas talvez eu conheça os termos por outros nomes e, sim, vc acertou na mosca, tem a ver com o “conhece-te a ti mesmo” do oráculo de Delfos, que em psicologia é chamado de autoconhecimento. Assim, eu sei que qualquer realização feita com todo o nosso ser, de alguém que sabe quem é (coisa muito rara, tarefa para toda uma vida) e o que quer (tarefa para outra vida), só pode ser uma Grande Obra, pois por mais simples e corriqueiro que seja o ato de uma pessoa incomum assim, tem poder e nunca é pequeno.

  15. luramos said

    Sem mais,
    suas palavras doces realmente ajudaram meu dia. Muito obrigada.
    eu vou ousar sugerir a voce ler o Caibalion, tem online gratis – onde voce encontrarah os sete principios hermeticos organizados e sem passar pela interpretacao de ninguem antes de voce. Muito do que estah escrito lah pode ser entendido de um ponto de visto nao-mistico e ampliou minha compreensao de mim mesma, espero que seja uma porta pra voce tambem!

  16. Kingmob said

    grande obra é estar presente.
    na própria vida e na dos outros.

  17. Adi said

    Ola Luiza e Sem mais,

    Que papo gostoso de ouvir (ler), entre mulheres inteligentes como voces, estou acompanhando alegremente aqui do lado de fora, e participando enquanto leio, me questionando e pensando sobre tudo isso que voces colocaram, e achei muito interessante essa parte:

    >Soh que se for meu papel ser dona de casa, que eu realmente experiencie a grandeza deste papel, em todas as suas potencialidades, sabendo cozinhar como ninguem e enxugar a pia de uma maneira espetacular…rs e me sentir realizada como ser, por estar executando meu papel.<<

    Como dona de casa que sou e literalmente sou, posso dizer que sim, eh possivel cozinhar, fazer uma comida gostosa, colocando sua genialidade, amor, fazendo da melhor forma que pode, e se sentir realizada nisso (rsrs), principalmente quando depois saboreia, e o sabor fica perfeito do jeito que voce imaginava, e hummm, que delicia. Tambem "passo roupa" como ninguem, e depois da orgulho ver aquela camisa lisinha, com um toque macio, vestir e se sentir bem naquela roupa limpinha, cheirosa e com bom caimento… e quando me dah na telha fazer faxina, deixo tudo brilhando e com cara de novo. E depois me sinto realizada com a transformacao que faco aqui em casa; transformar, mudar a aparencia das coisas e deixar tudo mais gostoso… faco a arte da alquimia no lar.
    …mas isso eh apenas mais um papel que estou realizando, assim como o de esposa, mae, filha, irma, amiga; e tudo isso nao eh o verdadeiro Ser, a essencia, o mais intimo, talvez no maximo um pouquinho da essencia que se projeta no realizar…

    >eu quero crer que o nosso papel eh importante quando o realizamos. A minha dificuldade eh saber :qual eh o meu papel? No meio mistico chamamos isso de Grande Obra, o que eu acho um equivoco, porque tendo a associar meu papel com alguma coisa majestosa e significativa, idealista e humanitaria e nao faco nada disso, e fico buscando uma razao pra viver que tenha significado.<

    O que escrevo eh o que serve pra mim, e soh pra mim, longe de parecer que seja algum ensinamento.
    Grande Obra pra mim nao eh o papel que se vive, mas sim o caminho que se trilha na busca da realizacao, da integracao e da totalidade do SER.
    Fiquei ha muito me questionando sobre qual era o meu papel, e descobri que o meu papel eh esse mesmo que vivo diariamente. Mas muito diferente de qual eh o meu papel, eh qual o motivo da minha existencia? Qual o motivo de eu estar aqui, e pra que e o por que vivo? e a resposta veio do interior, que eh a Essencia SER ; e essa eh pra mim a "grande obra" da qual busco caminhar interiormente sempre nessa direcao. Realizar ou trazer a realizacao a "essencia" da vida contida em mim, da qual sei vivifica todas as coisas, e a partir da qual entao realizarah grandes obras, se assim o desejar, mas nao antes disso. Essa eh a razao de porque e pra que vivo.

    Soh escrevi porque lendo-as, senti uma grande emocao, como se renovasse aqui no coracao o sentido de SER, o motivo de minha busca, de minha vida…

    Obrigada por isso, de coracao…
    Adi

  18. luramos said

    que bonito Adi, abriu meu coracao ler o que voce escreveu e eh sempre uma inspiracao encontrar com pessoas que encontraram seu proprio Caminho.

  19. Elielson said

    To de carona nessas explanações, nessas vibrações…

    Acho que a divindade nas vibrações não são frutos da projeção ou da recepção, mas é no encontro das coisas, nas respostas que uma coisa da a outra, no contorno e no plano de fundo em que as vontades dançam, passivas e ativas, é que eu vejo a presença de proibições e permissões que não precisam ser impostas, pois as barreiras tem densidade própria.

    O contato com a verdade de nosso próprio ser liberta a forma de suas convicções, só assim é ampla a possibilidade de realizar e transformar, …não que a transformação não aconteça enquanto consideramos verdades e mentiras, porém a consciência está em nós para que a transformação ganhe os contornos mais puros possiveis, para que o disfarce caótico das ordens históricas da idolatria não contornem nosso contorno.

    Para amortizar a sensação solitária e a responsabilidade de ter um corpo pedindo vida, deixamos que outros deem vida pra nós, enquanto cobram o suor, suor que era a troca de vibrações para com nossos empenhos de manutenção da experiência. Disseram-se amaldiçoados e fizeram os primeiros muros, construiram o inferno e se jogaram pra fora, desde então quem fica dentro arruma as cagadas de quem fica fora, e quem está fora joga lenha na fogueira, um holocausto constante que não pode ser ignorado por quem tbm tem um corpo que nada mais é do que a lenha que eles usam para manter acesa a pira olimpica de uma disputa aquisitiva com o sentido de fazer a manutenção de quem não quer mais vivenciar a experiência direta com a divindade, e vibra para estagnar as vibrações, coreografando os passos que fazem a dança satisfazer um só, uns sós.

    Obs: Eu não estou seguindo meu caminho ainda.

    A experiência da criação do ambiente citada por vcs do blog, a vibração purificando o ambiente, é a mesma que na terra dá os frutos.
    É muito empolgante trabalhar com a natureza e observar as respostas, através da ação, essas respostas altruistas da natureza são um exemplo para no caso de por um decreto emergencial reintroduzirmos a consciência para onde ela teve sua origem. Bom conversar com vcs, pq assim como eu, vcs QUEREM ver, olhar com a consciência, analisar o que nos faz deixar levar e o que nos contém.

  20. Adi said

    Oi Luiza,

    >>que bonito Adi, abriu meu coracao ler o que voce escreveu e eh sempre uma inspiracao encontrar com pessoas que encontraram seu proprio Caminho.<<

    Encontrar o caminho interior eh apenas uma parte, trilhar e manter eh que sao elas (rsrsrs). Como se fala na Alquimia, fixar o mercurio eh quase impossivel…. e segundo Jung eh impossivel realizar completamente o Si-mesmo, mas quem sabe um dia, pelo menos a tentativa jah eh alguma coisa…

    Voltando ao assunto do post, ficou tudo bem interessante. E seguindo essa ideia cada pessoa deve ter um som unico, que mantem coeso e unido sua forma. Dizem que o criador emite continuamente, sem cessar o som AUM, e que o mantra OM leva a consciencia ao seu centro.
    O som estah diretamente ligado a garganta, ao chacra laringeo, o chacra da criacao. Segundo muitas fontes esotericas, a criacao comeca com a imaginacao, junto com o sentimento e depois a palavra/som que dah a forma. Sao esses 3 fatores juntos que mantem o Universo.

    Nao eh por acaso, que nosso primeiro ato ao nascer seja o "respirar", primeiro o inspirar, encher de vida, eh quando o Espirito insufla o Ser. O som soh eh possivel ser emitido atraves da expiracao, do ato de por pra fora, talvez da perspectiva do Espirito o fato de vir a consciencia num corpo seja o ato de expirar, de se por pra fora na forma, enquanto que da perspectiva do ego seja inspirar a propria Vida.

    Abs
    Adi

  21. Fy said

    Sem Mais, Adi; que lindas palavras.

    Tb me emocionei; e creio q qualquer uma de nós mulheres, tão envolvidas na construção de nossas histórias.

    Eu acho que viemos mesmo com a missão de ser inteiras, tão íntimas da criação. E, claro; descobrir a manifestação da Grande Obra em cada manifestação de nos mesmas, tem tudo a ver com esta entrega intensa à cada ciclo, à cada “presente” que nos envolve, que flui em nós e de nós.

    E Lu, vc é tão intensa em tudo o que nos escreve, tão inteira no que procura, q é possível sim, – como tão bem colocou o Kingmob; perceber “ gosto, e cor e relevo” nas tuas colocações!

    Isto, por si, se já não é, [pq na verdade; tudo simplesmente é] : a “realização feita com todo o nosso ser, de alguém que sabe quem é (coisa muito rara, tarefa para toda uma vida) e o que quer (tarefa para outra vida), só pode ser uma Grande Obra, pois por mais simples e corriqueiro que seja o ato de uma pessoa incomum assim, “tem poder e nunca é pequeno.” [ Parabéns pra Adi! Verdadeiro e lindo! ]

    E tudo isto, lembrando sempre:
    Para ser grande, sê inteiro: nada
    Teu exagera ou exclui.
    Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
    No mínimo que fazes.
    Assim em cada lago a Lua toda Brilha,
    porque alta : Vive.
    FP em Ricardo Reis

    Ah: adorei o Istoirio: ele tb me comove: sempre!
    Bjs

  22. sem mais said

    Obrigada, Lu, vou ler Caibalion com muito carinho… já vi que a “coisa” toda é muito boa e vendo agora por alto o resumo dos princípios na Wikipédia, eles falam de coisas que considero verdadeiras… Mas só vou ter tempo de ler mesmo com calma no final de semana, depois volto aqui e comento mais…

    Meninas, um prazer trocar idéias e gentilezas com vcs. 🙂

    Coincidentemente, ontem, no The History Channel, um canal de tv a cabo, vi um documentário falando justamente a respeito de matéria e energia escuras… Só fazendo um aparte aqui, e quase um pedido de desculpas ao Kingmob, que nos trouxe o interessante tema dos sentidos e da sinestesia para debatermos e eu estou insistindo em falar do que os nossos sentidos não podem captar… mas, lembrando o quarto princípio hermético, o da polaridade, de que tudo tem o seu oposto e os paradoxos se conciliam… o tema afinal é um só. 🙂 Aliás, muito verdadeiro esse quarto princípio, acho mesmo que uma verdade só é digna de assim ser chamada se conter algum paradoxo; verdades sem contradições estão mais para as meias-verdades com as quais fomos acostumados e crescer ouvindo e com as quais tanto nos iludimos… Bom, mas voltando ao documentário, embora seja de uma série de programas de divulgação científica sobre o universo e sujeito a conter algumas incorreções, o nível todo é muito bom e,afinal, por mais que o programa seja editado, não é possível mudar a fala de físicos de renome que pontuam ao longo do documentário… Acabei descobrindo números mais exatos e que correspondem ao que os cientistas pensam hoje ser a distribuição de toda energia e matéria existente do universo conhecido. São os seguintes: 4% energia e matéria (em princípio tudo o que é palpável ou visível ou mensurável); 22% matéria escura (só pode ser “vista” indiretamente, pelo que causa na matéria e energias “visíveis”, mas a hipótese é de que está sobretudo presente como força aglutinadora das galáxias) e 74% energia escura (a mais misteriosa e caótica, não se sabe a que leis obedece, preenche o vácuo entre galáxias e faz expandir o universo). Números que impressionam, e continuo achando que o que dita o nosso destino é invisível, inodoro, inaudível…

  23. Kingmob said

    Ei camaradas!! Cadê vocês?!??!!?

    Aldhabaran, Lúcio, Wels, Andrei!!!! Vcs abandonaram o barco?????

    A mulherada tá invadindo a situação aqui no Anoitan. Já até estão fazendo amizade, formando covens de bruxas, matilhas, pintando as unhas etc.

    To me sentindo num vagão de metrô só com mulheres. Feliz e assustado ao mesmo tempo. Ok, eu admito, mais assustado do que feliz. =D

    Camaradas, apareçam nem que seja para dar um pouco de apoio moral ao Mob aqui.

    Wels, seu safado! Aparece que eu sei q tu fica online às vezes. =D

    Abraços,
    Mob.

  24. luramos said

    pra seu deleite KingMob:
    o ser humano tem 3 diferentes receptores para enxergar, 29 para sentir gosto e cerca de 900 para cheirar…
    eh divertido ir alem dos cinco sentidos, mas muito bom aproveitar deles tambem!

  25. sem mais said

    Kingmob,

    De minha parte vou tentar esclarecer alguns pequenos equívocos que, sem querer e inadvertidamente, talvez eu tenha passado. Em primeiro lugar e o mais importante de tudo, quando eu disse quase te pedir desculpas, o “quase” não foi com sentido de um desmerecimento ou não valia, mas de que não havia real necessidade desse pedido, imaginando que estamos todos nós aqui entre adultos e amigos que visam um mesmo tipo de conhecimento. Ao mesmo tempo, como já tinha dito, não estava desviando do assunto falando em antimatéria, estava apenas abordando-o pelo avesso. Meu ponto de vista é de que todos nós aqui estamos falando da mesma coisa e de que se conseguirmos integrar tudo o que está sendo dito e debatido, sem antepor um lado ao outro, sem ignorar um dos lados, vamos ter um quadro mais completo do que uma visão por um só prisma.
    Depois, eu nunca disse que prefiro matéria escura, eu simplesmente falei que ela existe… Tb não não acho adequado cindir o assunto entre “a ‘minha’ matéria escura” contra “os ‘seus’ sentidos”; pois tanto eu tenho sentidos, faço uso, gosto e não pretendo abrir mão de nenhum, como vc e ninguém está livre de ser atravessado por partículas de matéria escura. Não trato o assunto como uma questão de escolha ou de gosto pessoal, porque não considero que alguém possa escolher o universo tal como ele nos é dado a viver… Agora, se vamos falar em construções imaginárias a respeito do princípio da vibração, isso é outra história e outra abordagem é possível. Nesse caso, acredito ser mais adequado invocar alguma poesia ou lembrar de alguma prosa ficcional e não dados da ciência ou estudos a respeito de sinestesia… Mas qual a fronteira entre o imaginário e o real? Sei que vc sabe – e eu também sei, o quanto ela pode ser tênue. Ciência é também uma das maiores ficções que temos na atualidade. Essa é uma digressão a que me permito porque também considero o assunto interessante… Aliás, uma das coisas que eu mais gosto nesse blog é de que, direta ou indiretamente, esse assunto está sempre na pauta. Como quando a Luiza, tempos atrás, invocou o Riobaldo, personagem do Grande Sertão Veredas, do Guimarães Rosa, e que dizia: “tudo é real, porque tudo é inventado”. Ficção X Realidade: mas porque temos de escolher, antepor um ao outro, se os dois fazem parte, o tempo todo, a todos os momentos de nossas vidas? Diplomaticamente adoto minha posição como não partidária radical de nenhum lado. Eu gostaria de ser neutra, mas, gostaria… sei que minha isenção é falsa, dada minha simpatia pela ficção, ou melhor, minha antipatia pela parcialidade com que certas pessoas esperam explicar tudo pela Ciência, pessoas que acham que existe apenas o que pode ser provado e medido pela ciência. Bom, sei lá, sei que a minha maior ficção é ela própria sustentar suas raízes na realidade. Melhor dizendo, fazendo uma síntese malandra a respeito do que penso sobre o assunto: entre ficção científica e realidade, eu prefiro mesmo é um bom romance policial. :p
    Pra concluir com essa parte chata dos esclarecimentos, o que eu gostaria de ter passado foi de que se vamos falar na criação do universo e de leis universais, a antimatéria deve ser considerada… Fiz a analogia com o inconsciente porque considero que não podemos falar de um homem como sendo apenas um ego e não falamos com esse mesmo homem somente através de códigos entendidos por sua consciência… Trouxe aquelas proporções astronômicas, literalmente, para nos convencermos dessa importância…
    Ah, faltou um último comentário, Kingmob, olha que eu acho desnecessário vc chamar a cavalaria armada para te salvar das mulheres… (brincadeirinha, viu?) Penso que vc deve aproveitar bem a companhia delas enquanto as têm voltadas em sua direção, nunca se sabe o dia de amanhã e da falta que poderá sentir delas e de suas palavras mais amenas… Bom, no meu caso, nem tão mais amenas assim. 🙂 Mas concordo no aspecto que deva dar medo incluir o diferente, eu também fico com medo quando leio algumas coisas, aqui e também muito do que li no Franco-Atirador antigo: idéias com muito sentido, mas não exatamente como eu estava acostumada ou aprendi a ficcionar minha realidade. Mas gostaria que deixasse fixado o aspecto positivo desse medo a que estou me referindo, do quanto pode ser revolucionário – e revolução é uma palavra muito bonita pra mim – ter de incluir idéias até então inusitadas… e dá outra espécie de medo o trabalho que temos para reorganizar, repensar… mas pra quem gosta de novidades, como eu, tudo é festa.
    Pegando uma carona nesse medo positivo, do assombro ao inusitado misturado com uma certa preguiça de recomeçar, nessa discussão toda que até agora tivemos dos sentidos, da sinestesia, da vibraçao das moléculas, das mandalas e antimatéria, até agora, o que mais me deu medo foi esse comentário do Elielson, que não sei se alguém prestou atenção, mas eu “achei assustador, no bom sentido”. Ele disse:
    “Acho que a divindade nas vibrações não são frutos da projeção ou da recepção, mas é no encontro das coisas, nas respostas que uma coisa da a outra, no contorno e no plano de fundo em que as vontades dançam, passivas e ativas, é que eu vejo a presença de proibições e permissões que não precisam ser impostas, pois as barreiras tem densidade própria. Achei assustador, no bom sentido.”

  26. luramos said

    Sem mais,
    eu conheco (poucas) pessoas a quem eu chamo de hermeticas…rs Elas nasceram com um compreensao particular do Universo, tendendo a relativizar, mais do que escolher o branco ou o preto. Voce estah me parecendo uma delas…rs Talvez o hermetismo faca muito sentido para voce e para o Elielson. Para mim eh um esforco herculeo me adaptar a esta otica….

    e eh muito bom para mim rodear-me de pessoas mais coloridas, menos branco ou preto, porque me ajudam bastante. Obrigada

  27. luramos said

    King Mob
    o que eu aprendi na escola eh que sao seis, mas faz tanto tempo que tenho que revisar…rs O que eu sei eh que temos receptores de tato que usamos e nem sabemos, que nos auxiliam na propriocepcao – receptores que mandam mensagens para o cerebro dizendo onde estao nossas pernas ou maos, mesmo se estamos de olhos fechados. Usamos receptores do tato para estereognosia, que sao aqueles que nos permitem adivinhar um objeto dentro de um saco sem vermos o que eh. Tambem tem aqueles que nos ajudam a diferenciar a distancia entre dois pontos, que temos mais nas pontas dos dedos do que nas costas por exemplo. (Experimente pedir para alguem encostar duas agulhas numa distancia de dois cm nas suas costas, vc soh sente um ponto! se for na ponta do dedo, com 2 mm de distancia vc jah discrimina que sao 2 agulhas!)
    Fora sensacao de vibracao, pressao, quente, frio, coceira, dor, cocegas, etc, etc

  28. luramos said

    KingMob

    nao pude resistir:
    nao precisa chamar mais ninguem: para um bom convent de bruxas, um soh “stick” para mexer o caldeirao basta….rs

  29. sem mais said

    Lu, vou abrir meu coração pra vc (acho que o Kingmob vomita agora)…Li O Caibalion, mas tenho dificuldade em usar a palavra hermetismo e tudo o que ela significa, é hiper novidade pra mim e, se cometer algum equívoco, por favor, me corrija.

    Vc diz que gosta de se cercar de pessoas coloridas, grupo no qual fui incluída e atributo que muito me envaideceu, mas, devolvendo a bola, é vc que vejo colorida na foto, com um lindo sorriso, enquanto eu estou cinza… 🙂

    Não sei se mereço seus comentários, acho que a única coisa que tenho de natural em pensar de acordo com o sistema hermético, que se baseia na natureza das relações, é de que quando eu era criança já imaginava um mundo em que seres, espaço e tempo, eram relativos e se relacionavam.
    Quando pequena e caminhava na praia, tinha o costume de imaginar que estava na beira de um imenso prato de sopa de um big gigante…. Claro que esse gigante não tinha consciência da minha existência e de nenhum outro ser humano em particular, sequer via as ondas do mar, devido a desproporção dos tamanhos… minha lógica dizia que (continua dizendo), conforme o tamanho que temos, nos comportamos diferente e vemos (e com “ver” subtendo todos os outros sentidos) coisas diferentes, porque somos regidos por diferentes leis. Claro também que esse mundo imaginário progrediu para existirem (como de fato existe) outros seres, de infinitos tamanhos, coisas vivas a perambularem umas dentro das outras…
    Outra coisa que imaginava, era uma bolinha de pão, na mesa do café da tarde, contendo um universo com princípio, meio e fim… Nesse caso eu fazia o papel do gigante que criava, deixava existir por um tempo e depois destruía todo aquele “universo”… pois o tempo também é relativo e quanto menor o organismo, mais rápido é a sensação do tempo passando para aquela criatura e o contrário também é verdadeiro, isto é, um gigante se moveria e teria uma noção do tempo muito mais vagarosa do que nós (quem leu A História Sem Fim do Michael Ende, deve lembrar dos gigantes de gelo da Montanha Errante, são esses os seres na literatura que encontrei mais parecidos com os da minha imaginação. Já os Ents do Tolkien, lembram também, mas são mais velozes. rs)…
    Pra mim, portanto, desde sempre o universo foi essa coisa viva e todos os seres, humanos, bichos, também os lagos, as pedras, toda a vegetação, o planeta, as estrelas do céu e a via láctea, todos partes integrantes de uma única unidade (desculpa o pleonasmo), apenas com tamanhos, tempo e funções diferentes.
    Nosso destino, porém, é um só (a morte nos unirá no fim, ui.), sendo que qualquer homem é responsável por suas ações, pois, por mais insignificante que seja o mais simples dos mortais, de algum modo, suas ações e existência modificam o futuro.
    Mais tarde descobri ressonância desses pensamentos nas filosofias de Spinoza e Leibniz. No entanto, discordo em muitas coisas de Leibniz, menos de Spinoza. O fato é que não conheço o suficiente de nenhum dos dois para discorrer a respeito e qualquer crítica mais severa de minha parte provavelmente seria infundada, quando não petulância.
    Isso, esse sistema de imaginar o universo, sempre foi a minha religião e a minha maneira de “ver” Deus, embora rejeite a alcunha de panteísta. Se for hermetismo então, vá lá, era hermética e não saiba… Palavras, principalmente as desse tipo, nada mais são do que rótulos que não alteram com o conteúdo do frasco, quer dizer, não alteram aquilo que acreditamos no fundo.
    Os sete princípios são sabedoria pura, no meu entender, e não há nada nesse mundo que eu preze mais do que sabedoria.
    Pois é, sei lá, procuro e não vejo em que discorde dos sete princípios – e olha que eu procurei com o meu criticador desatarraxado, mas, se eu acredito neles, é porque vim a acreditar, com a vida e com o que aprendi no decorrer dos anos, principalmente com as experiências existenciais mais dolorosas. Infelizmente parece que não há outro modo.
    Nesse sentido, do desenrolar dos princípios na vida de uma pessoa, creio que nascemos todos herméticos, isto é, em gestalt com o mundo. Porém, a luta pela sobrevivência, individual e da cultura, faz separar a razão da sensibilidade e só vamos juntar tudo outra vez na metade da vida pro final… Na metanóia, como diz Jung. Isso se tivermos sorte de ter uma vida longeva, plena de oportunidades e as aproveitarmos bem, pois de nada vale ter as oportunidades e desperdiçá-las simplesmente.
    Pois é, posso não ter críticas aos princípios, mas teria várias aos homens que seguem esses princípios com intuito de manipular a realidade, não pelo ato em si, mas quando em busca de poder e controle de outros homens. Sou mais John Lenon nesse caso: “toda luta por poder é uma forma de morrer por nada”. Lembro a ética, que é uma lei universal maior aos sete princípios e a qual toda relação está estética e moralmente subjugada. Quando digo moral, vale lembrar que não penso em nenhum quadro específico vindo de fora e se impondo ao indivíduo, mesmo assim são códigos nos quais pautar a conduta. Acredito que quanto maior o conhecimento de um homem, maior é a sua responsabilidade, inclusive sob outros seres, e não o contrário. Mas os sete princípios herméticos não falam nisso, eles não falam em manipulação, quem faz essa leitura são homens que interpretam os princípios exclusivamente com este fito.
    Enfim, é isso.

    Lu, mais uma vez, muito obrigada pela oportunidade.

  30. luramos said

    Sem mais
    longe de mim querer identifica-la com mais um rotulo, mesmo que seja o sagrado rotulo de hermetica…rs Eu tento me desidentificar (serah que essa palavra existe?) de tudo e nao quero reconhecer as pessoas com que me relaciono por seus rotulos, nomes, titulos, aparencia, etc.
    Mas foi por intuicao que achei que vc gostaria de ver agrupados num livrinho como o Caibalion leis que regem o Universo, e que muito poucos discordariam, se vc olhar apenas para os principios e esquecer quando eles falam sobre o TODO.

    Hoje em dia tento nao ler mais procurando o que concordo ou o que discordo. Apenas pego umas coisas pra mim e outras nao pego. Assim vou construindo uma teia de conceitos na minha cabeca que quase nunca sei citar de onde vieram. Nao sei autores, ano, momento historico de nada. Quando o KingMob perguntou se seria resquicio iluminista, eu fui na wikipedia pra olhar em que seculo mesmo que foi que aconteceu.
    Esta eh a minha verdade. Nao me importa se quem disse foi Niestzche, Jung, uma pomba-gira, uma crianca no parquinho ou se li numa traseira de caminhao.
    Para os puristas isso eh um grande sacrilegio, eu sei. Mas eu nao sou um deles entao tudo bem. Faco questao de dizer que nenhuma ideia que coloco eh originalmente minha e sempre cito as fontes (depois de pesquisar de novo para relembrar de onde vieram).

    Escrevo tudo isso sobre mim porque nao quero enganar ninguem, muito menos voce. Muitas vezes as pessoas me julgam muito esperta e eu tenho a sensacao de as estar enganando, entao luto contra isso.

    Fiquei chocada com sua imaginacao na infancia…eh o maximo reconhecer a diversidade de pensamento entre os seres humanos..rs Muito bom. Sinceramente adorei saber suas historias, elas mostram que voce desde pequena teve uma perspectiva do mundo que eu nunca tive – e que agora faco um esforco pra ter.

    Acho que tem um conceito que precisa ficar claro a voce. Eu sempre falo sobre Vontade, Poder e manipulacao do Universo.
    Quando digo Vontade estou me referindo a Verdadeira Vontade- termo usado nos sistemas de magia telemica, hermetica, alta magia- para designar a que viemos nesta vida. Quando eles dizem :”Faz o que tu queres pois eh tudo da Lei” , estao se referindo ao querer dentro da Verdadeira Vontade. Entao eh logico que nao eh qualquer vontade do ser que eh permitida. Na verdade quanto mais consciente da sua Vontade, mais limitacoes voce terah.
    Entao exercer Poder , nada mais eh que conhecer voce e o universo ao seu redor de tal forma que suas particularidades/habilidades pessoais alcancem seu maximo potencial.
    E manipular o Universo a seu favor, eh antes de mais nada conhecer as leis que o regem, saber que estah submetido a elas, e fazer uso dessa logica a servico da execucao da sua Verdadeira Vontade.
    Isso cria uma etica particular para cada ser, o que eh bastante criticavel, mas acho que assim que funciona. (eu tb engulo em seco nessa hora, mas eh isso aih).
    Obrigada por compartilhar!

  31. Elielson said

    Mas atribuir mais importância a este ou aquele compartimento é uma tentação constante.

    Pode crer Kingmob, cai em tentação ao destacar essa frase ai…

    Sem mais,

    Eu não gostaria de assustar ninguém nem no bom sentido… 🙂 , As coisas desenvolvidas de sopetão causam confusão. Esse tipo de susto só é bom em alguém que tá seguindo um caminho escravagista, mas esses não se assustam, pois geralmente estão numa zona de conforto psicológico totalmente ligada ao prazer.
    Esses, creio que são os mesmos aos quais vc se refere dizendo que usam o conhecimento para manipular a realidade( realidade essa que ve o quer, onde quer, para quem tiver como pagar.) Mais comuns do que se pensa, pode-se encontrar um exemplar de usurpador em qualquer lugar, e geralmente nunca andam sozinhos. Os mais ricos usurpadores são os que aproveitam qualquer oportunidade para escravizar. Os outros geralmente são seguidores sem conhecimento nem de quem são seus mestres.
    Sabe, é muito vibração que tá reverberando ao invés de verberar, ou sei lá, tipo, ao invés de reverberar ao encontro do verbo.

    Mas é isso aí, essas experiências que vc disse ai, observadoras do universo inteiro, o lance da sopa, do pão, do tempo e tamanho.

    Que bom se a vida fosse só reverberar ao encontro do verbo, mas tem um monte de reverberações (???) me chamando no momento, outra hora eu termino de comentar.

  32. Fy said

    enquanto eu estou cinza…
    Não sei se mereço seus comentários, acho que a única coisa que tenho de natural em pensar de acordo com o sistema hermético, que se baseia na natureza das relações, é de que quando eu era criança já imaginava um mundo em que seres, espaço e tempo, eram relativos e se relacionavam.

    Sem mais, seu coment me fez lembrar este trecho:

    “(O sábio) – O iniciado pressente o ponto original da vida: ele possui um pequeno número de átomos viventes sob forma de conceitos que tornam possível o ato da criação; ele conhece um pequeno ponto cinza que permite fazer o salto do caos à ordem.” – [ e vice-versa: num eterno processo de criação]
    Paul Klee
    La pensée créatrice, trad. Sylvie Girard
    Paris, Dessain e Tolra, 1980, p. 60

    So…, that’s it!

    Bjs

  33. sem mais said

    Fy,

    Entendo o que quer dizer, são maneiras semelhantes de ver a vida, para a imaginação visual, tudo começa a partir de um pequeno ponto. Mas claro que o talento de Paul Klee pertence a outra esfera, a da genialidade criativa e constante… Qual característica será mais adequada para um artista, criatividade ou constância? Talvez a combinação das duas é que seja a grande maestria.

  34. sem mais said

    Kingmob: Pace e Bene! Com sua licença, faço uso de sua saudação, porque acredito que somos do mesmo país e falamos a mesma língua, só que vez ou outra por dialetos desencontrados. Acho que precisamos apenas ajustar isso para nos entendermos melhor. E vamos parar de fingir que estamos brigando, porque o perigo é que vai que de repente acreditamos, e eu acho essa ficção mais doida do que boa… o meu voto vai para desconstruirmos as armações.
    Talvez vc compreenda isso, eu sou intuitiva e minha função inferior é a sensação, seria então meio inevitável que tivesse restrições a explicações pelos cinco sentidos, e uma tendência a fugir pela tangente no caso… O que não é desprezo ao tema, apenas uma dificuldade pessoal, minha mesmo, de ver as coisas por esse prisma.

  35. sem mais said

    Lu,

    Desidentificar é uma palavra tão boa que se ela não existe, devemos inventá-la… Sou partidária de inventar palavras, um dicionário é pouco para expressarmos tudo aquilo que queremos dizer.

    Não estou reclamando dos rótulos, principalmente dos seus, que foram tão benevolentes com a minha pessoa…

    Rótulos = persona = máscara = pele = roupagem = tudo aquilo que contém uma essência que de outra forma se perderia no chão ou se evaporaria no espaço…

    Rótulos são necessários para identificar o conteúdo dos frascos, imagina a desorganização do mundo sem eles? Confundir perfume com remédio, com alimento, com veneno… Quando não, sem a proteção de uma pele, ou de uma roupa contra as intempéries do clima, ou de uma máscara contra a indiscrição alheia, como seria?
    Mas, nada tão radical, pois do mesmo modo que é necessário identificar, igualmente é importante desidentificar!, isto é, separar a aparência da essência, pois nem sempre uma corresponde a outra…
    Além disso, os conteúdos mudam conforme a passagem do tempo, enquanto novos ingredientes são acrescentados, outros mudam de química, enquanto ainda outros perdem a validade.
    Não nos apeguemos aos rótulos e isso nos garantirá abertura para reescrevermos a história… Coisa de quem se apega a um só conceito, a um só conteúdo ou rótulo ao longo de uma vida inteira, jamais consegue fazer.
    Depois, desidentificar nos aproxima mais de nossa natureza real, complexa, multifacetada…

    Aparência não é essência, mas ambas são necessárias para compor uma individualidade. Dá para dizer que uma é mais importante que outra se ambas fazem parte? Lembra aquela velha piada em que os órgãos do corpo humano se reuniram em assembléia para decidir qual deles era o mais importante e estavam todos indecisos entre o coração e o cérebro, quando o cu resolveu entrar em greve… rs O engraçado é que enquanto algumas pessoas se vendem por mais do que valem, outras se vendem por menos, isso porque a coisa mais difícil nesse mundo é alguém saber do seu próprio valor… Tenho uma teoria de quem sabe do nosso valor nunca somos nós, porque a água não pode beber a si própria para descobrir qual gosto que tem, mas os outros sim… O problema é que isso é complicado, não podemos construir nenhuma interioridade com os olhos só voltados para o exterior, além do que, o paladar de alguns é viciado ou ncompatível com o nosso, portanto, não podemos acreditar em qualquer juízo, por mais convicto que ele nos venha.

    Vc disse que gosta de se cercar de pessoas coloridas, acho que eu prefiro me cercar das pessoas generosas, talvez por necessidade, porque elas me engrandecem e eu faço mais por mim e pelo mundo nesse tipo de companhia do que com as pessoas mesquinhas, com quem tendo a murchar…

    Equilíbrio entre força interior e abertura para o mundo, quem tem?

  36. Fy said

    Sem Mais,

    Depende: se vc estiver se referindo à genialidade do artista; que seja criativa e constante!!!

    Mas, pensando bem, acho que a criatividade impõe uma certa inconstância. Nãoénão?

    Bjs

  37. sem mais said

    Kingmob: combinado!

    Fy, não sei o que vc interpretou do que eu disse, mas acho que vc tem razão a respeito da inconstância da “criatividade”, que está mais para uma força da natureza do que para uma técnica a ser controlada e reproduzida em laboratório…
    O que eu quis dizer com genialidade criativa constante, é que os grandes artistas se expressam dessa forma. Sem querer generalizar, mas até para que um artista possa ter o seu talento reconhecido, terá de algum modo tornar “constante” sua criatividade “indomada”… Indomada em termos, pois de alguma maneira ela terá de ser “domada” para que esteja a serviço de sua expressão… “constante”… pois mui raramente um artista será reconhecido por apenas uma única obra, e sim pelo conjunto e pela regularidade do seu trabalho. Nesse sentido é que disse que Paul Klee era exemplo de criatividade constante… olhando para suas obras e não exatamente sua vida pessoal, da qual de fato pouco ou nada sei… Como tb são exemplos Picasso ou Van Gogh, só para ficar entre os pintores e, entre eles, dois nomes bastante conhecidos.

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