Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

O Poder do Agora

Posted by luramos em novembro 14, 2008

Para infelicidade dos intelectuais de plantao, acabo de abolir os sinais graficos da lingua portuguesa por motivos tecnicos. Alem disso trago uma musica cantada por Maria Bethania composta por Arnaldo Antunes, cuja letra segue abaixo. Compartilho isso com voces porque acho bonito, e (soh) agora aprendi que a Beleza deve ser exaltada. Eh uma tecnica para nos aproximarmos do que temos de Belo.( A falta de sinais graficos acho feio, e por isso peco – com e sem cedilha- desculpas).

A musica fala sobre a consciencia de que temos (ou que nao temos) de nohs mesmos no decorrer do tempo. Tempo cujo conceito descobri recentemente ser uma invencao humana. Entao o Arnaldo Antunes descreveu  a historia da consciencia em nossas vidas de tras para frente, soh para desconstruir o Tempo, muito sabido ele. Serah que esquecemos o que jah fomos? Serah que nao tinhamos consciencia? Serah que vale a pena dispender o Tempo discutindo essas questoes? Quando eh o Agora? Ou serah melhor apenas constatar, todo dia, que tenho que sair da barriga e respirar, sair do mar da inconsciencia e despertar, e lembrar todo dia, que agora ainda estou, AQUI.
CLIQUE NESTE LINK SE QUISER OUVIR A MUSICA.
listen.php?v=24703deA
e neste aqui se quiser a letra
Debaixo d’água tudo era mais bonito
Mais azul, mais colorido
Só faltava respirar
Mas tinha que respirar
Debaixo d’água se formando como um feto
Sereno, confortável, amado, completo
Sem chão, sem teto, sem contato com o ar
Mas tinha que respirar
Todo dia
Todo dia, todo dia
Todo dia
Todo dia, todo dia
Debaixo d’água por encanto sem sorriso e sem pranto
Sem lamento e sem saber o quanto
Esse momento poderia durar
Mas tinha que respirar
Debaixo d’água ficaria para sempre, ficaria contente
Longe de toda gente, para sempre no fundo do mar
Mas tinha que respirar
Todo dia
Todo dia, todo dia
todo dia
Todo dia, todo dia
Debaixo d’água, protegido, salvo, fora de perigo
Aliviado, sem perdão e sem pecado
Sem fome, sem frio, sem medo, sem vontade de voltar
Mas tinha que respirar
Debaixo d’água tudo era mais bonito
Mais azul, mais colorido
Só faltava respirar
Mas tinha que respirar
Todo dia
Agora que agora é nunca
Agora posso recuar
Agora sinto minha tumba
Agora o peito a retumbar
Agora a última resposta
Agora quartos de hospitais
Agora abrem uma porta
Agora não se chora mais
Agora a chuva evapora
Agora ainda não choveu
Agora tenho mais memória
Agora tenho o que foi meu
Agora passa a paisagem
Agora não me despedi
Agora compro uma passagem
Agora ainda estou aqui
Agora sinto muita sede
Agora já é madrugada
Agora diante da parede
Agora falta uma palavra
Agora o vento no cabelo
Agora toda minha roupa
Agora volta pro novelo
Agora a língua em minha boca
Agora meu avô já vive
Agora meu filho nasceu
Agora o filho que não tive
Agora a criança sou eu
Agora sinto um gosto doce
Agora vejo a cor azul
Agora a mão de quem me trouxe
Agora é só meu corpo nu
Agora eu nasco lá de fora
Agora minha mãe é o ar
Agora eu vivo na barriga
Agora eu brigo pra voltar
Agora
Agora

Agora

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2 Respostas to “O Poder do Agora”

  1. luramos said

    depois que tive o prazer de ouvir esta poesia, que inclusive eh cantada algumas vezes no contra-tempo, (porque nesta hora a cantora estah respirando…rs), eu fico com a sensacao de que estou sempre a um milesimo de me lembrar de um outro tempo, de uma outra consciencia, antes ou depois desta vida. Soh essa proximidade com outra consciencia jah me conforta. Pensando bem, estou praticamente me lembrando…rs

  2. adriret said

    Nesta semana recebi um e-mail bem interessante sobre essa mesma desconstrucao do tempo, de tras pra frente, onde se comeca pela morte voltando a vida, da doenca ficando saudavel, da velhice pra jovialidade, voltando para o aconchego do utero materno e desaparecer num orgasmo…
    Achei otimo, assim como a musica que voce postou.

    Dificil eh perder a nocao do tempo por completo, sair dessa irrealidade e viver o tempo fora do tempo….

    …. quem sabe um dia.

    abs
    Adi

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